O jingle de Serra, por Jorge Furtado

Por Jorge Furtado

Crise de identidade

O jingle do candidato José Serra acumula as funções de tentativa de fraude e confissão de derrota.

Fraude porque mente (insistentemente) ao dizer que José Serra é o candidato da continuidade e não da oposição. O jingle mais do que sugere, afirma que Serra - subitamente transformado em Zé - é o cidadão de origem humilde que "foi a luta e venceu", como o Lula, e por isso é o melhor candidato para o "Brasil seguir em frente".

Nos últimos sete anos e meio, a oposição - e sua imprensa – referiu-se ao Lula como ignorante, analfabeto, bêbado, estuprador de meninos, mentiroso, ladrão e assassino. Hoje, faltando dois meses para a eleição, Lula ocupa o primeiro verso do jingle do candidato desta mesma oposição. "Era brincadeirinha, nós também adoramos o Lula! Apedeuta era elogio, quer dizer 'fofinho'!"

Confissão de derrota porque nunca em toda a história deste país (ou de qualquer outro, que eu saiba) se ouviu um jingle de um candidato de oposição que incluísse o nome do titular do cargo ao qual este candidato faz oposição. É como se o hino do Flamengo incluísse o nome do Vasco.

OjiO jingle da oposição investe na ignorância ou desatenção do (e)leitor, uma aposta que se tornou um padrão. Não tem dado muito certo. Depois de sete anos e meio de ataques coléricos ao presidente e ao seu governo, os demotucanos chegam à eleição com um jingle em que o refrão grita, com todas as letras, o nome de Lula da Silva, mas não o nome do seu próprio candidato, José Serra.

x

Quando Lula da Silva sair

É o Zé que eu quero lá

Com Zé Serra eu sei que anda

É o Zé que eu quero lá

José Serra é um brasileiro

Tão guerreiro quanto eu

É um Zé que batalhou

Estudou, foi à luta e venceu

Zé é bom e eu já conheço

Eu já sei quem ele é

Pro Brasil seguir em frente

Sai o Silva e entra o Zé

José Serra foi Ministro

Deputado e Senador

Esse Zé já foi Prefeito

Zé já foi Governador

Tá testado e aprovado

Por tudo que ele já fez

Sempre teve do meu lado

Eu quero Zé Serra dessa vez

(refrão)

Quando Lula da Silva sair

É o Zé que eu quero lá

Agora é Serra Presidente do Brasil

http://joseserra.psdb.org.br/jingle-da-campanha 

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88 comentários
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Arlindo

 

Mudando de assunto...

Muito tempo nao comento... mais uma indicaçao de leitura...

Algumas vezes voce fiz elogios e criticas ao MST y ao Stedeli. Ele que voce Ja mencionou como um bom economista com base teorica... deu uma entrevista no Brasil de Fato com reproduçao na carta maior... A materia tem uma interesante analisis do momento atual e trabalha conceptos interesante sobre a reforma agraria hoje em dia

Vale a pena ler o texto

Abraços a todos

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=16880

 
 
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Paulo Ricardo

O jingle é um absurdo, nojento, ridículo.

Mas Jorge Furtado prova que é gaúcho e não entende nada do RJ, porque o hino do Flamengo cita o Fluminense.

"E no Fla-Flu é o ai Jesus".

 
 
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Marcos Ovos

Ele se refere a adversário, Fluminense é freguês!

 
 
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gleciotavares

Amigo Jardineiro, mas não é o mesmo com o Serra? Um baita fregues do Lula.

 
 
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Êmone Mattei Neto

Boa...........

 
 
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Fábio Alencar

Hahahahahahahaha. Fregês foi excelente. Só uma ressalva: o hino oficial do Flamengo não esse que cita o Fluminense (gravado em 45 e composto por Lamartine Babo). O oficial é este que começa assim:

Flamengo, Flamengo
Tua glória é lutar
Flamengo, Flamengo
Campeão de terra e mar

Composto em 1920 por Paulo Magalhães.

Fonte: http://www.eusouflamengo.com/hinos.php

 
 
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Rafael Wuthrich

Coisas do Lamartine, América doente, que fez TODOS os hinos dos grandes cariocas. Aliás, SP que me perdoe, mas os hinos do Rio são sensacionais.

 

Rafael Wüthrich

 
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Ed_milson

Talvez a história do Clube de Regatas Flamengo, que teve seu departamento de futebol criado (pra valer) por ex-atletas tricolores, explique essa  menção ao Fluminense no hino da nação rubro-negra.

Do site do Flamengo:

"(...)

A partir do início do século XX, o futebol começava a disputar popularidade na cidade do Rio de Janeiro com o remo. Mas, como o clube rubro-negro não dispunha de departamento de esportes terrestres, seus sócios eram obrigados a acompanhar o Fluminense também, pois em Laranjeiras havia um time para torcer.

O maior exemplo desta divisão era Alberto Borgerth. Pela manhã, era remador no Flamengo. À tarde, representava o Fluminense no futebol. Os torcedores, sem opção para acompanhar os dois esportes em um só clube, seguiam o mesmo comportamento, dividindo-se na paixão clubística.

O Flamengo, então, começou a dar os seus primeiros passos no nobre esporte bretão. O clube começa a disputar alguns amistosos. No primeiro, realizado dia 25 de outubro de 1903 no Estádio do Paissandú Atlético Clube, perde do Botafogo por 5 a 1, com a seguinte formação: G.V. de Castro, V. Fatam, H. Palm, Sampaio Ferraz, A. Gibbons (capitão), L. Neves, C. Pullen, M. Morand, A. Vasconcelos, D. Moutinho e A. Simonsen, com os reservas M. Gudin e A. Furtado.

Uma curiosidade é que o time de futebol não entrava em campo com o uniforme oficial do Flamengo. No primeiro jogo, vestiu camisas brancas e shorts pretos. Depois, foi obrigado a usar o Papagaio de Vintém e a Cobra Coral. O esporte era malvisto pelo remo rubro-negro e, por isso, o clube só se filiou à Liga Metropolitana de Futebol - criada em 1905 - em 1912, depois do ingresso dos ex-tricolores, ficando cerca de nove anos disputando somente amistosos." 

"O futebol do Flamengo é dissidente do Fluminense. Em 1911, o tricolor estava às vésperas do título carioca, mas, atravessava grave crise interna. O capitão do time, Alberto Borgeth (o mesmo que remava pelo Flamengo), se desentendeu com os dirigentes e, depois de conquistado o campeonato, liderou um movimento de saída das Laranjeiras. Dez jogadores campeões deixaram o Fluminense: Othon de Figueiredo Baena, Píndaro de Carvalho Rodrigues, Emmanuel Augusto Nery, Ernesto Amarante, Armando de Almeida, Orlando Sampaio Matos, Gustavo Adolpho de Carvalho, Lawrence Andrews e Arnaldo Machado Guimarães.

Dia 8 de novembro, foi aprovado o ingresso dos novos sócios. Os remadores do Flamengo, porém, não eram favoráveis à dedicação oficial do clube rubro-negro ao futebol, caso que estava sendo analisado por uma comissão da qual o líder era justamente Alberto Borgerth. Mas não teve jeito mesmo. Em assembléia realizada no dia 24 de dezembro de 1911, o Flamengo criou oficialmente o seu time de futebol, sob a responsabilidade do Departamento de Esportes Terrestres.

A equipe treinava na praia do Russel e conquistava maior simpatia ainda com o povo, que acompanhava de perto os atletas no dia-a-dia. No primeiro jogo oficial, realizado dia 3 de maio de 1912, no campo do América, na Campos Sales, uma goleada, a maior da história do clube. O Flamengo venceu o Mangueira por incríveis 15 a 2. A equipe rubro-negra jogou com Baena, Píndaro e Nery; Curiol, Gilberto e Galo; Baiano, Arnaldo, Amarante, Gustavo de Carvalho, e Borgerth. Gustavo Adolpho de Carvalho marcou o primeiro gol oficial da história do Flamengo e fez outros três no jogo. Arnaldo (4), Amarante (4), Borgeth (2) e Galo (1) completaram o placar.

Como não possuía um campo próprio, o Flamengo mandava os seus jogos no Fluminense. Depois de um tempo, arrendou um espaço na rua Paissandu, de propriedade da família Guinle, e parou de considerar o estádio das Laranjeiras como a sua casa.

No dia 7 de julho de 1912, o Flamengo disputou o seu primeiro Fla x Flu. Os campeões dissidentes do tricolor que passaram a defender o rubro-negro, porém, surpreendentemente perderam por 3 a 2 no confronto com o ex-clube. Muitos dizem que por causa desta derrota é que abriu-se a enorme ferida que alimenta a eterna rivalidade do clássico mais famoso do mundo, o único que tem nome próprio."
 

 
 
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Almeida

Sensacional, o Flamengo entra na história do Fla x Flu perdendo. Aliás, em matéria de futebol, o nome é Clube de Regatas do Flamengo.

 
 
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Marcelo C.

O "aí jesus" deve ser gozação com o Vasco, os "portugueses", né não??

 
 
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Renato Lira

Foi isso que ele disse, malungo.

O hino do Flamengo cita o Flu.

Não cita o Vasco.

Porque Flamengo não cita Vasco e vice-versa.

É igual água e óleo.

 
 
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Vera das Alterosas

Resta-nos a esperança de que a melodia seja bonitinha, aí a gente faz uma paródia gostosa.

 
 
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franciscão

hehehe...

 
 
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Murilo C

ahahahah me desculpem, mas q bela porcaria de letra

 
 
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luka

Misto de pena e vergonha alheia. 

Era casado com FHC, que o dominou,  mas a paixão recolhida era por Lula. FHC não perdôa a traição.

Algum amigo dele , por favor, dê um toque e evite que o colega passe tanta vergonha. 

 
 
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Luiz M. Carvalho

O hino do Bangu, time do Rio de Janeiro, inclui o nome de dois outros times, Fla-Flu, para rimar com Bangu. Mas os honrados banguenses,  aos quais peço desculpas antecipadas, não merecem a analogia.

Para ficar no  mundo do futebol, essa eleição está cada vez mais com cheiro de chocolate, os poucos responsáveis pela campanha demo-tucana, e tudo indica ser o próprio candidato, estão se superando em erros sucessivos e primários, eles nos acham totalmente imbecis.

 
 
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Nivaldo

Tudo bem. Mas o hino do Flamengo não faz elogios ao Fluminense nem o tem como prolongamento da própria equipe. Diferente do jingle do Serra. Se Jorge fez gol contra, o gol com certeza estava impedido.

 
 
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comentador

Auto lá, porque o Flamengo inclui sim em seu hino o nome do meu Fluminense, que por sinal, é o único time do mundo que tem seu hino cantado em três hinos: no seu próprio, no do Flamengo e no do Bangu.

 
 
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Paulo Cezar

É tb o único que pulou da terceira divisão para primeira sem passar pela segunda....

 
 
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João Lucas Gontijo Fraga

Esplêndido. Em algum dos dois hinos, o Fluminense é tratado de forma elogiosa?

 
 
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Sobrenatural do Almeida

Jorge Furtado mandou muito bem, mas só pisou na bola na última frase - e por um motivo muito simples: o hino do Flamengo inclui realmente o nome de outro time: o do Fluminense. Deve ser o único caso no mundo, mas é a verdade. Por isso, a analogia que ele fez é furada.

 
 
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Antonio Deiró

Não diria que é plágio, mas aqui na Bahia eu conheço a letra de uma música, intitulada "meu filho vai ser jota". À época, Juscelino era presidente da república, JuracY Magalhães era governador da Bahia e Josaphat Marinho era senador também pela Bahia. Vou esperar a melodia, se for igual, eu aviso a vocês. A letra era assim:

Meu filho vai ser Jota custe o que custar

Eh eh eh eh  he he  he ah 

Já vi que a letra jota é que não dá azar

Eh eh eh eh  he he  he ah 

Letra Jota é presidente

Deputado e senador

Quando o Jota passa rente

Ainda faz governador

Da Bahia de aiá e de oiô

 

 
 
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pedro cavalcante

Até nisso
José Chirico
é bola fora

tira o jota
e poe zê de
zebedeu!

 
 
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pedro cavalcante

em tempo

zebedeu vem do

SERGIO SAMPAIO

 
 
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JA-BH

Meu querido Baiano Antonio Deiró,

Essa letra é de uma marchina de carnaval de 1960 (ano da campanha, mas ainda antes das eleções do Jânio Quadros) cantada, se não me engano pelo Jorge Goulart (que além de sambista era cabo eleitoral do Jango). Se minha meoria bnão estiver fraca, o autor é o Gordurinha. Fica aí a dica para a polêmica.

 
 
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MANREL

Interessante é usar o Nome do Lula sem autorização. Pode?

 
 
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Denise

Acho que poder, até pode. Mas se a porcaria da música levar o eleitor a pensar que ele é o candidato do Lula, acredito que pode levar um processinho por propaganda enganosa.

 
 
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itamar petini

Isso é que se pode chamar de desespero, se mostra ridiculo  sem identidade.

da-lhe DILMA PRESIDENTE

 

 
 
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frank

Agora é a minha vez de sentir "vergonha alheia".

 
 
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Alexandre Porto

Objetivamente falando, é tosco.

Nem comercial de arroz Tupi nos anos 70 faria pior.

 
 

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