O gerenciamento de percepções na campanha anti-Dilma

Desconstruindo a campanha difamatória contra Dilma Rousseff « SustentaNews


Desconstruindo a campanha difamatória contra Dilma Rousseff

Publicado em 6 outubro 2010 by Renato Guimaraes

Parece que com nestas eleições o Brasil finalmente chegou ao Primeiro Mundo. Não tanto pelo movimento da economia, que causa inveja na imprensa internacional, mas por um aspecto mais lúgubre: o surgimento de um movimento neoconservador (“Neo-Con”, para usar um jargão em moda especialmente nos Estados Unidos) capaz de inflar a “onda verde” da candidata Marina da Silva, arrancar votos preciosos de Dilma Rousseff, forçar tanto a Dilma como o José Serra a renegarem publicamente posições anteriores sobre descriminalização do aborto, levando-os a uma guinada em favor de posições conservadoras, e de alimentar uma impressionante campanha de desinformação e de ódio contra a candidata governista, usando como plataforma as redes sociais, como o Twitter, além de correntes de email.

Todos estes elementos contribuíram, junto com vários outros, como destaca Idelber Avelar em excelente post para o blog O Biscoito Fino e a Massa, para dar um nó nos institutos de pesquisa de opinião e de certa forma trazer para o cenário político brasileiro estratégias de comunicação que estávamos mais acostumados a ver sendo usadas em ambientes mais polarizados nos Estados Unidos e Europa.

Pode até parecer exagero, já que não é a primeira vez que folhetos apócrifos surgem para queimar a imagem de determinados candidatos. A novidade aqui é a aparente organização no método de “enlameamento”, que entrelaça notícias da grande mídia, opiniões de articulistas e “formadores de opinião, folheteria apócrifa, boataria organizada boca-a-boca, comunidades e perfis em redes sociais, vídeos no YouTube e por aí vai.

O maior alvo desta espécie de campanha de desconstrução e reconstrução de imagem parece ser a candidata governista. Em resumo, a imagem que dela se procurou construir teria os seguintes elementos:

1. É uma guerrilheira, com um passado de violência, implicada direta ou indiretamente no assassinato de civis em ações armadas da guerrilha. Até uma foto montada dela sentada em uma mesa com um fuzil ao lado andou circulando por blogs e emails na internet. Reforça esta “suspeita” de um passado violento mal contado o fato de o Superior Tribunal Militar ter proibido o acesso ao processo contra a candidata justamente para evitar seu uso político. A Folha de São Paulo vem tentando, com muito afinco, ter acesso a esta papelada, por enquanto sem sucesso. Também para reforçar esta imagem sempre que se fala deste período da vida da Dilma em geral se usa uma foto da sua ficha na polícia com os olhos esbugalhados, além de um registro de captura falsificado, usado até mesmo pela Folha em uma de suas varias matérias sobre o tema.

2. É uma anti-cristã, provavelmente ateia, defensora do aborto, do casamento de gays e em geral da dissolução dos laços familiares. O Programa Nacional de Diretos Humanos – PNDH-3 é destorcido e usado como prova de que ela apoia medidas que vão contra a indole cristã do povo brasileiro e que, por tabela, estimulam o ódio racial, via sistemas de cotas em universidades. Dilma já foi até chamada de “assassina de criancinhas” e diversos vídeos no YouTube comparam suas declarações em favor do tratamento do aborto como tema de saúde pública com suas falas mais recentes nas quais exprime sua posição pessoal contra o aborto. Esta aparente contradição seria prova de hipocrisia e duas caras, portanto, de que não se pode confiar nela.

3. É uma “pau-mandada”, uma “cobra criada”, uma “criatura” sem personalidade e carisma, engendrada pelo maquiavelismo de Lula como forma de esquentar seu lugar por quatro anos até que este possa se candidatar de novo à presidência. Nesta linha de raciocínio a eleição da Dilma faria parte de um projeto de longo prazo do PT (e de seus “petralhas”) de se perpetuar no poder pelo menos pelos próximos 12 anos (4 da Dilma + 8 do Lula em seguida).

4. É antipática, arrogante, tecnocrata, que costuma berrar e tratar mal as pessoas com quem convive. O William Bonner fez uma pergunta neste sentido na primeira entrevista da candidata ao Jornal Nacional. O sorriso que ela esgrime seria falso como uma nota de três reais, o que apenas demonstra sua falsidade geral. No fundo ela seria uma espécie de produto de pouco conteúdo, mas embalado por técnicas sofisticadas de marketing.

5. Ela é homossexual. Circula por aí até mesmo a história de que uma ex-amante de longa data estaria cobrando indenização pelo tempo em que conviveram.

6. Não está realmente curada do linfoma e o câncer teria reaparecido. Prova disso seria o aparente cansaço e inchaço de seu corpo nos últimos dias da campanha do primeiro turno. Segundo boataria que corre na internet, já prevendo a possibilidade de Dilma não cumprir seu mandato, caso seja eleita, o PT teria um “plano B”, que seria eleger a maior bancada possível no Congresso para fazer frente ao PMDB, que chegaria ao poder via Michel Temer, o candidato a vice. O subtexto, lógico, é que para evitar um segundo “caso Sarney”, o melhor seria eleger de uma vez o Serra.

7. Na verdade, é pura e simplesmente incompetente, especialmente quando comparada a seu oponente do PSDB. Teve sua administração frente à Secretaria de Minas e Energia do Rio Grande do Sul questionada pelo Tribunal de Contas local, segundo reportagem da Folha de São Paulo (depois desmentida pelo próprio TCE). Não foi capaz de escolher bem seus assessores, como demonstra o caso Erenive. Fez o consumidor brasileiro pagar 1 bilhão de reais por falha de cálculo nas contas de luz, também segundo a Folha (sempre a Folha). Até mesmo a falência de uma pequena loja de quinquilharias importadas que tinha em sociedade com parentes foi sub-repticiamente jogada nas suas costas. Ou seja, se não é capaz de gerir seu próprio negocio e foi incompetente nos cargos públicos que ocupou, como pode esperar administrar o pais?

8. Tudo isso culmina com o famoso “a candidata Dilma não tem biografia, não tem história”, como cansa de repetir José Serra e os apoiadores de sua candidatura. De novo o subtexto é algo do tipo: quem é essa mulher para chegar do nada e pretender ser Presidente da República só porque o Lula cismou? O outro subtexto é: “ela vem só para garantir que o PT continue aparelhando a máquina pública e perpetuando a corrupção e a bandalheira que virou endêmica. Precisamos salvar as instituições desta corja!” (essa eu li em uma corrente de email que recebi e infelizmente deletei imediatamente).

9. E para coroar tudo, como pano de fundo geral, a cantilena que já vem de alguns anos contra a principal política social do governo federal, a Bolsa Família, que estaria criando toda uma geração de vagabundos e sanguessugas dependentes da ajuda do Estado, ou seja, dos impostos pagos pelo trabalho árduo dos trabalhadores. Para ser mais preciso, a argumentação em geral que circula pela rede é que os estados do Sul-Sudeste, especialmente São Paulo, estariam subvencionando a boa vida de nordestinos e nortistas, os quais, por sua vez, retribuiriam a moleza votando em massa no Lula. Um email apócrifo já famoso conta a história do zelador que se demitiu para viver com seus parentes a custa do Bolsa-Família e faz um apelo: “REPASSEM URGENTE ANTES DE 2010, AINDA HÁ TEMPO, PARA CORTAR O MAL…”

Gerenciando percepções

Agora, imaginem todos estes elementos simbólicos, baseados ou não em fatos reais, sendo bombardeados por diversos canais e usando fontes variadas e aparentemente desconectadas entre si. Estão aí reunidos vários elementos do que no começo dos anos 2000 se convencionou chamar de “perception management” (ou “Gerência de Percepção”), um conjunto de estratégias e táticas destinadas a mapear as percepções da opinião pública sobre temas, produtos ou personagens específicos e gerar ações de comunicação explícitas ou encobertas para fortalecer ou mudar estas percepções.

O conceito de gerência de percepção surgiu nos meios militares dos Estados Unidos e foi de certa forma codificado no processo que levou à Guerra ao Terror pós-11 de setembro e mais especificamente à saga para convencer a opinião pública americana da necessidade da invasão do Iraque para eliminar os riscos representados pelas armas de destruição de massa.

Uma definição militar dada pelo tenente-coronel americano Craig S. Jones reza o seguinte:

Perception management involves all actions that convey and/or deny selected information and indicators to foreign audiences to influence their emotions, motives and objective reasoning; and to intelligence systems and leaders at all levels to influence official estimates, ultimately resulting in foreign behaviors and official actions favorable to the originator’s objectives. In various ways, perception management combines truth projection, operations security [OPSEC] cover and deception, and psychological operations [PSYOP]. Documento original aqui.

Seu principal ideólogo é John Rendon, dono de uma empresa de comunicação (Rendon Group) e assessor especial de George W. Bush, Jr. A saga de John Rendon no desenho e implantação da estratégia usada por Bush para convencer o mundo da necessidade urgente de se invadir o Iraque está descrita em uma já clássica reportagem publicada em 2005 pela revista Rolling Stone (“The Man Who Sold the War”, leiam aqui). A história de como ele criou uma formidável rede de mentiras e meias-verdades para gerar as condições de apoio público a uma invasão ao Iraque inspirou a trama de fundo do excelente filme “Zona Verde”, estrelado por Matt Damon.

O documento escrito pelo tenente-coronel Craig Jones, mencionado acima, vale uma lida com atenção, especialmente a parte em que ele fala sobre o cenário de “gerência de informação”, o qual incluiria dois elementos-chave: “Desenvolver temas de informação amigáveis” (Develop friendly information themes), incluindo “operações psicológicas” que definam temas que sirvam como assunto, tópico ou linha de persuasão usados para alcançar um objetivo psicológico.

Outro elemento importante é a identificação de “pontos de pressão”, que são fatores importantes ou essenciais que podem ser influenciados para controlar o comportamento. O tenente-coronel dá até um exemplo concreto: a população de uma região necessita desesperadamente de ajuda econômica. Esta ajuda seria o ponto de pressão. A população, portanto, deve saber que qualquer ajuda estará condicionada a que seus líderes políticos apoiem ou não a democracia.

Este caráter bélico pode ser facilmente adaptado a praticamente qualquer esforço de comunicação pública, especialmente no que se refere à criação de uma situação de medo coletivo (“candidato X, se eleito, vai liberar o aborto, drogas, casamento gay e, ainda por cima, tem um vice conhecido por suas práticas satanistas”…).

Claro que não dá para falar de “perception management” e outras técnicas de propaganda e mobilização pública sem mencionar Josef Goebbels, o pai de todos os publicitários. Em um artigo escrito em 1931, ele descreve sua visão primordial da propaganda para o êxito do Partido Nazista:

“No other political movement has understood the art of propaganda as well as the National Socialists. From its beginnings, it has put heart and soul into propaganda. What distinguishes it from all other political parties is the ability to see into the soul of the people and to speak the language of the man in the street. It uses all the means of modern technology. Leaflets, handbills, posters, mass demonstrations, the press, stage, film and radio…”

E se fosse hoje em dia eu acrescentaria: twitter, blogs, redes de emails, YouTube etc. Já que folhetos apócrifos, como no exemplo ao lado, continuam sendo regularmente usados.

Um último exemplo de todo o arcabouço teórico e prático da gerência de percepção é o caso clássico da campanha de contrainformacao criada globalmente para empurrar goela abaixo da opinião pública a dúvida sobre o aquecimento global. Para entender como este sofisticado processo de perception managent aconteceu recomendo a leitura de um relatório produzido em 2008 pela Union of Concerned Scientists, o qual revela em crueza de detalhes as táticas usadas pela multinacional do petróleo e gás Exxon-Mobil para disseminar dúvidas sobre a ciência por trás do aquecimento global. O relatório “Smoke, Mirrors & Hot Air – How ExxonMobil Uses Big Tobacco’s Tactics to Manufacture Uncertainty on Climate Science” pode ser baixado aqui.

Transparência na luta contra a obscuridade
Para deixar bem claro, todas estas ferramentas mencionadas não são boas ou más em si. A comunicação é, em todas as suas vertentes, absolutamente fundamental para a democracia e para o fortalecimento do tecido social.

Mas com toda esta longa digressão quero mostrar que a campanha contra Dilma Roussef não vem do nada e nem é puramente fruto da ação voluntária de eleitores indignados com o que ela representa. Não sejamos ingênuos: sempre há alguém se beneficiando e estimulando estes processos.

Não chego ao ponto de dizer que existe uma “master mind”, uma mente única por trás desta campanha. Mas é possível saber muito bem quem se beneficia dela, basta olhar o contexto em que se dá. Aliás, segundo a revista Carta Capital durante a reunião de cúpula da campanha de José Serra, nesta quarta-feira, “circulou um panfleto incitando os militantes serristas a repassarem na internet emails ligando a candidata petista Dilma Rousseff a perseguição de cristãos, aborto e prostituição.”

E como lidar com isto? Em primeiro lugar, estando atendo e fazendo uma leitura permanente da conjuntura. A percepção que tenho é que a campanha de Dilma sofreu de uma espécie de autismo comunicativo, enfocada em uma estratégia que a deixou alheia ao movimento subterrâneo que estava acontecendo sob seu nariz.

“Dilma Assassina”. Um dos tantos blogs anônimos que pululam pela internet e não escondem suas intenções.

Mas o mais importante, em minha opinião, é que não se deve temer expor e jogar luz em toda esta campanha difamatória. Por isso a iniciativa da campanha da Dilma de abrir uma espécie de “central de boatos” é uma boa iniciativa, boa e efetiva. Imagino que será um espaço na rede, com uma repositório do enorme rol de difamações, boatos, incompreensões que circulam por aí. Espero que traga também respostas simples, objetivas e documentadas para cada um deles.

Ou seja, uma espécie de banco de dados público com o bestialógico da campanha comunicativa anti-dilmista. Uma fonte permanente onde buscar informação atualizada que pode ser usada tanto nos meios virtuais, como para ajudar os militantes e simpatizantes e estruturar argumentos para ser usados publicamente, com famílias, amigos etc.

Tem gente que argumenta que não se deve dar corda e expor demais, porque gente que não saberia dos comentários acabaria tomando conhecimento.

Eu acho o contrário. Este tipo de campanha se alimenta das sombras e do medo e só pode ser combatida com eficiência pelo lado da transparência. Isto nem é novidade. Empresas, por exemplo, desenvolvem estratégias nesta linha. É só pensar na página “Boatos e Mitos”, da Coca-Cola.

Obviamente várias outras medidas podem ser implementas, especialmente um trabalho mais consistente na internet e mídias sociais e ações corpo-a-corpo no mundo real para desfazer preconceitos e esclarecer dúvidas. Ou seja, um trabalho sério de gerência de percepção pelo lado positivo.

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Média: 4.8 (26 votos)
44 comentários
imagem de Anônimo

Algumas poucas considerações: "A Folha de São Paulo vem tentando, com muito afinco, ter acesso a esta papelada, por enquanto sem sucesso."

A votação está em 2 X 2, com pedido de vista!

Outra consideração, definitiva: não são Globo, Folha, Estadão que buscam desestabilizar Dilma.

Quem está por trás da desestabilização da A. L. é o dono da voz, os Eua, vide Equador.

Incrível como é óbvio, dadas as nossas relações de troca, hoje.

Dilma não pode vencer, assim como Collor não poderia chegar ao seu 7 de setembro, na Serra do Cachimbo.

 
 
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NeyLima

Porque confunde-se tanto fisiologismo com sustentabilidade? Critica-se tanto o DEM, PT, PPS, PMDB, PSDB mas cada vez repara-se que muda-se apenas a sigla. A mentalidade é muito semelhante. Num país que não tem nem segunda via, querer enganar que há uma terceira via, é um pouco demais.

PV reage e ensaia rebelião contra Marina Silva

As críticas de Marina Silva ao suposto apetite do PV por cargos, reveladas ontem pela Folha, provocaram uma rebelião no comando do partido. Próxima ao PSDB, a cúpula verde ameaça boicotar a convenção marcada para o dia 17 e anunciar apoio a José Serra na semana que vem, à revelia da ex-presidenciável.

Marina foi duramente atacada em reunião organizada às pressas pelo presidente da sigla, José Luiz Penna, em Brasília. Participaram cerca de 20 pessoas, algumas com cargos no governo paulista e na Prefeitura de São Paulo, administrada pelo DEM. A senadora não foi chamada.

No encontro fechado, o grupo de Penna acusou a candidata derrotada à Presidência de desrespeitar a cúpula do partido, ao qual se filiou em agosto de 2009.

"Todos ficaram indignados". disse Marcos Belizário, secretário municipal da Pessoa com Deficiência em São Paulo. "Estou espantado. Acho um absurdo a pessoa comentar isso de seus dirigentes, seus colegas, das pessoas que se dedicaram à campanha dela."

OFENSA

Segundo Belizário, aliado do prefeito Gilberto Kassab (DEM), Marina teria demonstrado desprezo pela direção partidária. "Do meu ponto de vista, foi uma grosseria dela. Eu me senti ofendido", disse.

Os dirigentes traçaram uma estratégia para demonstrar poder e minar os planos da senadora, que tem indicado que pretende se declarar neutra no segundo turno.

Penna convocou uma reunião da Executiva Nacional do partido na próxima quarta-feira, em Brasília. O encontro pode precipitar a decisão da legenda, que havia sido adiada para o dia 17, a pedido da candidata derrotada.

Na Executiva, em que Marina tem apenas 10 de 60 votos, a tendência é pela aprovação do apoio a Serra, mesmo que os filiados sejam liberados para tomar outras posições em caráter pessoal.

Para reduzir a desvantagem numérica, a senadora havia convencido a cúpula partidária a transferir a decisão sobre o segundo turno a um colegiado mais amplo, com a participação de ambientalistas, religiosos e militantes do Movimento Marina Silva, incluindo delegados sem filiação ao PV.

Ontem, a Folha revelou que, em reunião fechada com aliados, Marina criticou o apetite de dirigentes do partido por cargos. Ela ironizou a notícia de que o PSDB ofereceria quatro ministérios em troca do apoio a Serra.

"Quatro ministérios pro PV... Caramba! Do jeito que tem gente aí, basta pensar num conselho de estatal, já estaria muito bom. Certo? Tem esse tipo de mentalidade", disse a senadora.

Marina pretende divulgar hoje uma versão resumida de seu plano de governo, a ser entregue aos candidatos Serra e Dilma Rousseff (PT).

A senadora dá sinais de que pretende influenciar o debate eleitoral e arrancar compromissos dos dois presidenciáveis sem se comprometer com apoio a um deles.

Se a ideia for levada à frente, Marina dirá que deu sua contribuição ao país e que quem votou nela no primeiro turno agora pode julgar livremente as promessas de Dilma e Serra para fazer sua escolha. Na visão de aliados, a senadora poderia dividir seu eleitorado e perder o discurso de terceira via ao declarar apoio a PT ou PSDB.

Ontem, Marina cancelou reunião com a direção do PV e não fez aparições públicas.

A assessoria de Penna disse que ele não foi localizado

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/poder/811622-pv-reage-e-ensaia-rebeliao-contra-marina-silva.shtml

 
 
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Demarchi

Penso que esse comentário não deveria ser postado.

 

Demarchi

 
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GERALDO ROBERTO Pereira de Carvalho

concordo com vc demarchi, acompanho as posições da irani, sempre progressista. ela pediu p não publicar, poderia ter mandado p outro email do nassif. isso já fo captado pelo outro lado, infelizmente.  n sei como é o sistema de aprovação do blog. os meus comentários demoram p serem aprovados, sei lá poderiam não ter publicado. agora é tarde, já deve ter alguém da companha do outro localizando o tal policial, deve estar até com a tal ficha na mão se é q ela existe.

 
 
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João Sabóia Jr.

Concordo plenamente, cheira a armação das grossas e outra coisa sepede para não publicar, retira.

É mais falso que nota de 3 reais

 

"Recria tua vida, sempre, sempre. Remove pedras e plantas roseiras e faz doces. Recomeça. Faz da tua vida mesquinha um poema e viverás no coração dos jovens e na memória das gerações que hão de vir". Cora Coralina

 
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Luiz Eduardo Brandão

De que vocês estão falando? Irani? Pede para não ser publicado? Parece que esses comentários entraram no post errado...

 

“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil quanto ela mesma”. (Joseph Pulitzer – 1847/1911)

 
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Geraldo Roberto Pereira de Carvalho

não entraram em post errado. é q o comentário da colega foi provedencialmente retirado. estou respondendo a vc pq vc n viu o comentário q gerou esses outros comentários , incluive o meu. ainda bem q foi retirado, não era nem p ter entrado. abs. luis.

 
 
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Marise

Ele esqueceu de dizer a importância nisso tudo da famigerada Opus Dei, da qual fazem parte a maioria dos donos da midia,bispos, padres politicos elite, etc.... O que quer a OPus Dei? POder...poder. Já ganhou o poder em São Paulo com a vitória de Alkimin um de seus membros .Mas ainda falta o Brasil. Valia a pena uma pesquisa maior sobre esta facção da igreja católica.

 

Marise

 
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Vladimir

      O que está em jogo nestas eleições são dois modelos diferentes de país.Em um,o atual,onde o país cresce,distribui renda,tem inflação baixa,recuperou a autoestima do povo brasileiro e coloca o Etado como indutor da economia e das políticas públicas.

       De outro lado,temos um modelo que quer privatizar o estado brasileiro,que não distribui renda que não tem o foco nas polícas públicas,principalmente àquelas voltadas para o lado social. É um modelo que busca o alinhamento integral às políticas das grandes potências,notadamente os EUA.

       São grandes diferenças.Não podemos nos deixar levar por este clima de pequenas pautas.O eleitor não é burro.Sempre vota na melhor proposta.Se Dilma Roussef não ganahr estas eleições,não será por culpa dos eleitores,e tão pouco de nossa mídia porca e golpista.Será por culpa nossa,que não conseguimos transformar em votos esta diferença  de modelos de governo.

        Portanto,só o debate com aqules que ainda não entenderam esta diferença poderá garantir a vitória tranquila.Teremos de ter uma paciência de Jó.Nosso inimigos (sim,a mídia porca e golpista é inimiga e não adversária)já estão em campo há anos,sempre batendo na mesma tecla,tentando esconder os avanços do país e,infelizmente,nem todos tem a oportunidade de discutir em vários espaços como este blog.Não podemos ,por irritante que seja ouvir algumas repetições de factóides desta mídia,nos irritarmos com o nosso povo.Eles fazem parte não de quem vai decidir o futuro do país,mas,principalmente,do futuro do país.

 
 
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Ecrg

Vou dar um depoimento -Estando em viagem, há 60 dias, uma conhecida e amiga pertencente aos 4% anti Lula perguntou-me se eu sabia do passado da Dilma, e logo a seguir disse-me que no Banco que frequenta haviam lhe mostrado documentos assustadores. Ela estava impressionada. Agora , em outubro outro conhecido, em minha cidade, rebateu meus argumentos Dilmistas assim - Preferia a privatização da Petrobrás, pois "a gasolina do Brasil é a mais cara do mundo"; "antes da priovatização dos telefones, precisava comprar a linha, e agora todo mundo tem"; "o mar de lama nunca foi tão grande" e, de quebra há a história do aborto. Além disso o que o Lula fez de bom (a economia) herdou do FHC.

São pessoas de classe média, com informação politica comum, a seu modo bem sucedidas e conservadores até porque individulamente lhes convem, como meio de interação e sucesso no seu grupo. Para essas pessoas o que vale é o sucesso pessoal imediato - viajar barato ao exterior, conforto acessivel, acesso a posições ou promoção, etc. Na verdade não estão nem um pouco interessados em temas sociais. Ainda fui "informado" que o incremento do crack tem a ver com o apoio do Brasil à Bolivia, "maior produtor de coca" (SIC) e às FARC, conforme o video apreendido pelos EEUU.

Essa corrente de boatos, falsidades e desinformação, completamente sem apoio na realidade, está presente em todo o pais, atingindo amplas massas suscetiveis.

Se não houver contramedidas fortes, de ataque e defesa, a coisa pode melar. Não pensei que fosse tão grande a contaminação.

Com a palavra nossos politicos e comunicólogos.

 
 
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Raí

As esplanações do analista,aqui colocadas, passam distante do verdadeiro motivo que levaram a eleição,para o 2º turno.

O que percebeu-se na ante-véspera da votação,foi um movimento bem engendrado pela grande mídia,e inflado via internet,pelos mais diversos instrumentos desta,e o alcance destes,que convenceu aos poucos decididos e resolvidos, que na última hora,optaram pelo voto alternativo,daí o expressivo,e quase espantoso número de votos na candidata do PV.

O que se vê agora,é este partido, nanico até então,"subir nas tamancas"e exigir dos partidos em disputa da sucessão,cargos ministérios e compromissos,como se seus insignificantes dirigentes tivessem o poder de decidir em quem seus ora partidários votem. Até a própria ex-candidata,veio a público,reclamar do excesso de apetite de seus colegas de partido,que disputam entre sí,o que querem daquele partido a quem recomendarão o voto,como se os eleitores fossem seguir candidamente esta indicação.

Mais que explicações pseudo-científicas e exemplos de campanhas similares de outros países,o fenômeno brasileiro é perfeitamente entendível,se olharmos para os segmentos que deram estes quase 20 milhões de votos à Marina: Foram os intelectuais,para marcar presença;

Foram os estudantes e os mais jovens,que não aceitam os velhos partidos e suas coligações xenôfobas;

Foram as mulheres,que mandaram o seguinte recado via urnas: podemos ser o fiel da balança;

Foram os cristãos das alas mais conservadoras das igrejas brasileiras.

Independente de tudo isto,se compararmos a alta abstenção desta eleição,e se imaginarmos que agora com o debate mais aprofundado,muitos destes eleitores não mais se absterão,o resultado final da votação,indica que a candidata oficial,será a vitoriosa 

 

Sempre ficamos mais experientes, após perdermos algumas batalhas, na guerra diária da vida.

 
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sR_OceanoAzul

Eu concordo Raí.

Foi o gênero, a geração e a religação com diferentes motivos, e isto tende a ser progressista no final do mês.

D13LMA lá.

 
 
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IV AVATAR

O melô do candidato-spam (Zé Serra)

 1- É mentira que Dilma tenha dito numa entrevista que "nem mesmo Cristo querendo, me tira esta vitória"
http://www.dilma13.com.br/verdades/entry/e-mentira-que-dilma-tenha-dito-numa-entrevista-nem-mesmo-cristo-queren/

2- É mentira que o PT e Dilma defendam o aborto
http://www.dilma13.com.br/verdades/entry/e-mentira-que-o-programa-do-pt-defenda-o-aborto/

3- É mentira que Dilma esteja proibida de entrar nos Estados Unidos
http://www.dilma13.com.br/verdades/entry/e-mentira-que-dilma-esteja-proibida-de-entrar-nos-estados-unidos/

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Como são muitos os boatos contra Dilma, esta postagem será atualizada aos poucos, hoje mesmo uma conhecida minha, disse-me ter ficado indignada quando ouviu gente do candiato-spam (Serra) espalhando nos ônibus boatos e mais boatos contra a nossa candidata.

Diante da situação teremos que sair às ruas para combatermos estes boateiros profissionais pagos para este jogo sujo.

Vou  gravar em vídeo estes larápios em ação, se for o caso denunciarei à polícia, pois isso é crime, caluniar é crime e, antes de tudo, um grande desrespeito para com a mulher brasileira. Um candidato que usa o boato como arma eleitoral deve ser reprovado nas urnas, até mesmo como lição, para que o boateiro saiba que o crime não compensa.

Em 2006 disseram estas mesmas coisas contra Lula, que ele iria fechar as igrejas, que iria trocar a bandeira do Brasil pela do comunismo, etc, etc. O que se revelou depois foi que o partido do Serra estava errado, pois Lula fez um ótimo governo e trouxe bem-estar para os brasileiros.

Não nos esqueçamos de que o Barak Obama também sofreu este tipo de jogo sujo e o povo americano soube discernir as coisas e, assim, votar conforme sua própria vontade.

Esta onda de boatos contra Dilma decorre do fato de que a direita, aqui representada por Zé Serra, sempre agiu assim, aqui e noutros países, coisa de quem não tem argumento político nem propostas a apresentar, o que os leva a optar por este jogo sujo como arma eleitoral.

Olá boateiros, não há boato nem maledicência que impeça os brasileiros de dizermos SIM Para o Brasil  Seguir Mudando.

Dia 31 é 13.

Vídeos:

1- FHC declara que a Vale foi privatizada por causa de Zé Serra:  http://www2.tijolaco.com/28582
2- Lula, o pre-conceito dos poderosos e o complexo vira-latas: http://www.vermelho.org.br/tvvermelho/noticia.php?id_noticia=138704&id_secao=29
3- Ciro Gomes mostra como Serra vendeu SP: http://www.youtube.com/watch?v=wZ8DTdVJ-1k&feature=player_embedded
4- Serra criou polêmica ao legalizar o aborto: http://www.youtube.com/watch?v=yst5IM8Q2os&feature=player_embedded
5- Programa eleitoral Serra Presidente http://www.youtube.com/watch?v=FKY2p2M-3d0&feature=player_embedded#!
6- Xuxa passa uma reprimenda no Serra http://www.youtube.com/watch?v=FI7khlJEdxU
7- Serra e a gastança com os cartões corporativos de SP http://www.youtube.com/watch?v=tvKeVIkGyek&feature=related
8- Eleitores dizem porque não votam em Serra http://www.youtube.com/watch?v=DYibnJSuN5A&feature=related
9-  PSDB partido da massa cheirosa http://www.youtube.com/watch?v=yuXgolrKWjA
10- 45 motivos para não votar em Serra http://www.youtube.com/watch?v=W6Si-KHpOZU
11- Serra e a educação http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/10/dilma-e-prouni-escolas-tecnicas-e-piso.html 
12- No governo Serra falta de mantenção na rede elétrica do Instituto Butantã destrói anos de pesquisa científica http://www.youtube.com/watch?v=WGi6ejeEgAE&feature=related
13- Dia 31 é 13. Saiba como se comportaram Serra e Lula(Dilma) durante a crise mundial, o tempo mostrou que Serra estava redondamente errado. http://www.youtube.com/watch?v=Ig9pE6qwzxw&feature=player_embedded#!

Cantinho da leitura

1- PT convoca militância para combater boatos contra Dilma
2- Manifesto Para o Brasil Seguir Mudando

3- Dilma hoje em BH http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/10/mineira-dilma-em-visita-belo-horizonte.html
4- O direito à honra e à liberdade de impensa  http://altamiroborges.blogspot.com/2010/10/resumindo-os-pecados-do-primeiro-turno.html
5- Nova baixaria: Veja vai tacar Dilma com a Petrobrás  http://www.conversaafiada.com.br/pig/2010/10/07/nova-baixaria-veja-vai-atacar-dilma-com-a-petrobras/
8- As diferenças entre FHC(Serra) e Lula(Dilma) num belo trabalho gráfico do Bob http://www.viomundo.com.br/politica/a-campanha-silenciosa-do-ilustre-bob.html
9-  A demissão de Maria Rita Kehl pelo Estadão por "delito de opinião" demonstra que o PIG* defende a liberdade de imprensa
Então tá...
http://maureliomello.blogspot.com/2010/10/o-estadao-afinou.html

Maia Rita Kehl foi demitida por causa de artigo no qual ela falava da  desqualificação do voto dos pobres pela classe A
Aqui outro artigo de Kehl
O texto "O lider e a palavra" é uma visão da psicanalista sobre o discurso de Lula por ocasião da sua vitória em 2006
http://maureliomello.blogspot.com/2010/10/o-lider-e-palavra.html

* PIG é sigla do Partido da Imprensa  Golpista

Meu comentário

Para combater a onda de boatos espalhados pelo candidato-spam, precisamos nos dirigir aos locais onde estas infâmias rolam.
Tudo isso começou num joguinho casado entre internet, jornais, revistas, rádios e televisões que, como estamos vendo no momento, trabalham numa perfeita sincronicidade de forma que, hoje, a fofoca está rolando de boca em boca, de igreja em igreja, nas rodoviárias e metrôs, trens e ônibus.
Por isso os partidários de Dilma, que não queremos um retrocesso para estes País, precisamos nos dirigir a estes locais para argumentar com estas pessoas e alertá-las sobre a importância deste plebiscito do próximo dia 31
Claro que a direitona não está nem um pouco interessada em aborto e coisa e tal,  o que esta gente quer mesmo é por as mãos no pre-sal, acabar com banda larga, acabar com esta história de filho de pobre estudando em universidade(PROUNI),
Para o PSDB filho de pobre tem que ter  Protec para aprender a consertar o carro da madame e nada mais.
Todos sabemos que a política do PSDB  se resume na ideologia do Estado mínimo, que consiste em corte de gastos dos programas sociais de duração continuada, política salarial, etc, enfim, Estado mínimo para o povão e máximo para os ladrões tipo Daniel Dantas, Caciolla, e gente da laia de Gilmar Mendes, Zé Agripino Maia.

Depois das eleições será publicado o jornalista Amaury Ribeiro conta a roubalheira na época da privataria de FHC, claro, Serra no meio, a bilionária Verônica Serra também.

Este artigo de Paulo Henrique Amorim sobre a roubalheira durante a privataria  de FHC, claro, o Serra no meio, pois conforme palavras de FHC, ele(Serra) foi o responsável pela "venda" da Vale, de 300 bi, por apenas 3 bi, grana emprestada pelo BNDES que, naquela época, virou balcão de negócios sujos, afinal de contas a Vale foi doada, não foi vendida, somente os navios que a Vale possuia naquela época superam o valor dos 3 bi, os 800 mil hectares de terra não foram sequer avaliados. Naquele momento FHC sabia que a Vale logo logo teria seu preço valorizado por causa do aumento do preço do aço e outros minérios no mercado internacional, o que fez com que o preço da companhia fosse valorizado, por isso apenas, e não por ter sido privatizada, como apregoam por aí.
Artigo do PHA
A pedidos o livro que desnuda Serra, Dantas e privataria http://www.conversaafiada.com.br/politica/2010/10/07/a-pedidos-o-livro-que-desnuda-serra-dantas-e-a-privataria/

Preciso localizar um artigo publicado na insuspeita Folha de SP onde o tucano Bresser Pereira critica FHC por ter privatizado as teles. Segundo Bresser, FHC vendeu a galinha dos ovos de outro.  O artigo foi publicado no blog do Luis Nassif

Fiz a busca e não localizei o texto do Bresser, fica pra depois
Achei isso no Nassif
Indio e Malafaia em conflito com a comunidade gay
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/indio-e-malafaia-em-conflito-com-a-comunidade-gay 

O gerenciamento de percepções na campanha anti-Dilma
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-gerenciamento-de-percepcoes-na-campanha-anti-dilma

The Economist publicou!
Situação do Brasil antes e depois: Itens
Nos tempos de FHC
Nos tempos de LULA
Risco Brasil
2.700 pontos
200 pontos
Salário Mínimo
78 dólares
210 dólares
Dólar
Rs$ 3,00
Rs$ 1,78
Dívida FMI
Não mexeu
Pagou
Indústria naval
Não mexeu
Reconstruiu
Universidades Federais Novas
Nenhuma
10
Extensões Universitárias
Nenhuma
45
Escolas Técnicas
Nenhuma
214
Valores e Reservas do Tesouro Nacional
185 Bilhões de Dólares Negativos
160 Bilhões de Dólares Positivos
Créditos para o povo/PIB
14%
34%
Estradas de Ferro
Nenhuma
3 em andamento
Estradas Rodoviárias
90% danificadas
70% recuperadas
Industria Automobilística
Em baixa, 20%
Em alta, 30%
Crises internacionais
4, arrasando o país
Nenhuma, pelas reservas acumuladas.
Cambio
Fixo, estourando o Tesouro Nacional.
Flutuante: com ligeiras intervenções do Banco Central
Taxas de Juros SELIC
27%
11%
Mobilidade Social
2 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza
23 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza
Empregos
780 mil
11 milhões
Investimentos em infraestrutura
Nenhum
504 Bilhões de reais previstos até 2010
Mercado internacional
Brasil sem crédito
Brasil reconhecido como investimento grande

Vais repassar este e-mail também, né?
- Que este e-mail circule pelo Brasil inteiro.
- ESSE TEXTO DEVE-SE TRANSFORMAR NA MAIOR CORRENTE QUE A INTERNET JÁ VIU!!!
ACORDA BRASIL! ""

PSDB OUTRA VEZ NÃO!!
PELO AMOR DO POVO BRASILEIRO!! 

Mais rua e menos web

Do meu tempo disponível usarei 80%   nas ruas, nas rodoviárias, no interior dos ônibus  e os 20% restantes na web, enviando esta postagem via email.
Dia 20 a gente se encontra em Urano

 
 
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Nilson Fernandes

Avatar, hoje chegou o email dizendo que a Dilma não pode entrar nos EUA. Mandei seu post/ comentário para vários amigos e inimigos, alias não faço outra coisa desde ontem. Vamos acabar com o Zé baixaria.

 

Nilson Fernandes

 
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Arnaldo Costa

É isso ai. E essa conversa mole que o governo Lula, na área econômica foi continuidade do FHC, é puro despeio e conversa mole.  Mostra o reconhecimento desses elementos à política econômica do atual governo. Se tivessem continuado o rumo do desgoverno anterior, estariamos no buraco. Me recordo que em 2002 fiquei muito preocupado quando Lula ganhou a eleição. Pensei o seguinte: depois de tanto tempo,  logo agora, que o cenário econômico está uma bomba relógio prestes a explodir ele vai assumir? Mas Lula e sua equipe conseguiram com maestria reverter o quadro. Outros fatos que contribuíram para o atual fortalecimento da nossa economia foram a boa gestão pública do governo federal, os vários programas, projetos e  medidas políticas adotados e a competência desse atual governo. Só para exemplificar, as ações na área social, tão criticada pela oposição e o PIG,  foram um dos principais fatores que contribuíram  para essa ascensão. As medidas de fortalecimento das indústrias nacionais, como a construção naval e outras, também ilustram isso. Como venho falando, temos que aos poucos ir desconstruindo esse castelo de areia de farsas que a imprensa marrom e golpista tentou erguer.

 
 
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Cafezá

Eles estão pegando pesado no Orkut! O nível de desinformação ali é gritante.

 
 
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DanielQuireza

É verdade Cafezá. Mas olha, acho que o orkut nem serve de base, a maioria das comunidade lá são bizarras, só uso mesmo para amizades. Confesso que ainda não entendi bem todo esse processo de informações, mas na minha opinião a mãe de todos os males é, e sempre foi a grande mídia. Em 2006, ela levou a eleição para o segundo turno e agora novamente. Quanto aos emails repassados acho que têm o papel apenas de reforçar preconceitos, ou seja, a pessoa que gosta, ia votar, ou pelo menos tende ao Serra lê e acha uma maravilha ou nem lê direito e já repassa no intuito de ganhar mais votos ao seu candidato. Não creio que uma pessoa que votaria na Dilma ou que goste muito do governo Lula mudaria seu voto pelo recebimento de um email, por mais convincente que fosse - ainda mais com os emails que circulam, que nao são nada convincentes. Só se esta pessoa fosse muito ignorante, sem personalidade e influenciável. O que não justifica a apatia do PT nos programas de televisão. Eles têm que contrapor às propostas do Serra, comparar os governos, frisar as privatizações danosas, estão muito devagar. Em 2006, me lembro muito bem, o Lula começou o 2 turno em cima do Alckmim, soltou um direto de direita que já abriu contagem logo de cara..., e assim foi até o fim da eleição. E por enquanto nada. Não sou nenhum especialista em política, muito menos em marketing, mas nao sei nao, isso nao está me cheirando bem.

Mas confesso estar um pouco preocupado com o futuro. Dilma ganhando (ainda o mais provável) a grande midia não arrefecerá. Creio que a tendência será de continuidade de exploração de diversos escandalos. Apesar do congresso bem melhor a Dilma não deverá ter vida fácil. Para o caso da vitória de Serra minhas perspectivas são tenebrosas - e nem é discurso de campanha não, é sério mesmo. Acostumado com a mamata que sempre teve na assembléia legislativa de SP, o péssimo negociador Serra terá extrema dificuldade em lidar com o congresso. Ainda mais se o Lula resolver ir à forra, pensando em voltar em 2014 e resolver comandar a oposição. Temo que o País possa sair do rumo.

 

@DanielQuireza

 
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fariajos

Na Teoria dos Jogos, no campo da teoria da regulação de sistemas dinâmicos, existe uma lei donominada Lei da Variedade Requerida. Para traduzir de forma pitoresca seu enunciado: somente a variedade pode destruir a variedade.

Se nada se faz, e se não se introduz nova informação num sistema com variável redundante  (do tipo: "Dilma é incapaz -- por vários motivos") o que se cede ao oponente é o controle da informação por redundância.

 
 
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João Sabóia Jr.

Belo artigo,

Sou da opinião que se deve imediatamente contra-atacar, rsponder, deixar claro.

Quando do episódio Canção Nova, divulguei aqui no blog o fale conosco da CN para mandar mensagens de repúdio.

Eu enviei e mais 04 amigos também enviaram.

Mas é preciso responder e não entrar em guerra não adianta atacar. É necessário reclamar, mostar qque um direito público esta sendo lesado, um crime cometido, como no caso da CN está claro crime eleitoral.

Desde o início dessa campanha falei que a baixaria seria e será grande, é preciso respostas rápidas e mostrar, se preciso, que também sabemos morder. Esse papo de não vou descero nível da campanha é muito purismo.

Serra tem brechas:

Caso Alstom

Greve do Professores - confronto

Greve dos Policiais - confronto entre duas entidades armadas

Acidentes do Metrô e Rodoanel

Enchentes Jardim Pantanal

A lei da mordaça na Assembléia Legislativa de São Paulo que impeiu todas as CPIs propostas

A apropriação indevida da criação do FAT - Seguro Desemprego - Programa de Combate a Aids - Genéricos

As armas são muitas, tá nahora de utilizar.

O que esta em jogo é seríssimo para o país e é preciso deixar isso muito claro para o povo.

 

"Recria tua vida, sempre, sempre. Remove pedras e plantas roseiras e faz doces. Recomeça. Faz da tua vida mesquinha um poema e viverás no coração dos jovens e na memória das gerações que hão de vir". Cora Coralina

 
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Paulo Sarnento

LN, está indicando 10 comentários mas só exibe um

 
 
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Clóvis Ribeiro Chaves Júnior

Nassif,

Segue texto transcrito no blog do Azenha:

 

Guerra de Quarta Geração: “Aniquilar, controlar ou assimilar o inimigo”

Quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Guerra de quarta geração

Cuidado, seu cérebro está sendo bombardeado…

por Manuel Freytas, no Gaceta en Movimiento, reproduzido em espanhol pelo Pedro Ayres em seu blog e traduzido pelo Viomundo

A quarta guerra mundial já começou. Enquanto você descansa, enquanto você consome, enquanto você goza os espetáculos oferecidos pelo sistema, um exército invisível está se apoderando de sua mente, de sua conduta e de suas emoções. Sua vontade está sendo tomada por forças de ocupação invisíveis sem que você suspeite de nada. As batalhas já não se desenrolam em espaços distantes, mas em sua própria cabeça. Já não se trata de uma guerra por conquista de territórios, mas de uma guerra por conquista de cérebros, onde você é o alvo principal. O objetivo já não é apenas matar, mas fundamentalmente controlar. As balas já não se dirigem apenas a seu corpo, mas às suas contradições e vulnerabilidades psicológicas. Sua conduta está sendo checada, monitorada e controlada por especialistas. Sua mente e sua psicologia estão sendo submetidas a operações extremas de guerra de quarta geração. Uma guerra sem frentes nem retaguardas, uma guerra sem tanques nem fuzis, onde você é, ao mesmo tempo, a vítima e o algoz.

1. A guerra de quarta geração

Guerra de quarta geração (Fourth Generation Warfare – 4GW) é o termo usado pelos analistas e estrategistas militares para descrever a última fase da guerra na era da tecnologia da informação e das comunicações globalizadas.

Em 1989 começou a formulação da teoria da 4GW quando William Lind e quatro oficiais do exército e dos fuzileiros navais dos Estados Unidos produziram o documento “O rosto da guerra em transformação: até a quarta geração”. Naquele ano, o documento foi publicado simultaneamente na edição de outubro da Military Review e na Marine Corps Gazette. Embora no início da década de noventa a teoria não tenha sido detalhada, nem tenha ficado expresso claramente o que se entendia por 4GW, o conceito foi logo associado à guerra assimétrica e à guerra antiterrorista.

William Lind escreveu seu esboço de teoria no momento em que a União Soviética já havia sido derrotada no Afeganistão e iniciava seu colapso inevitável como sistema de poder mundial.

Portanto, a Guerra de Quarta Geração era visualizada como uma hipótese de conflito emergente do pós-Guerra Fria, tanto que alguns analistas relacionam seu ponto de partida histórico com os atentados terroristas de 11 de setembro [de 2001] nos Estados Unidos.

Quanto à evolução das fases de guerra até a quarta geração, foi descrita assim:

Fase inicial: Arranca com a aparição das armas de fogo e alcança sua expressão máxima com as guerras napoleônicas. As formações de infantaria e a “ordem” no campo de batalha constituem seus principais objetivos e o enfrentamento entre massas de homens, sua essência. A Guerra de Primeira Geração corresponde aos enfrentamentos com táticas de linhas e colunas.

Segunda fase: Começa com o advento da Revolução Industrial e a disponibilidade no campo de batalha dos meios capazes de deslocar grandes massas de pessoas e disparar poderosos projéteis de artilharia. O enfrentamento de potência contra potência e o emprego de grandes recursos constituem a marca essencial desta geração. A Primeira Guerra Mundial é seu exemplo paradigmático.

Terceira fase: Caracteriza-se pela busca da neutralização da potência do inimigo mediante a descoberta dos flancos débeis, com a finalidade de anular a capacidade de operação, sem necessidade da destruição física do inimigo. A Guerra de Terceira Geração foi desenvolvida pelo exército alemão no conflito mundial de 1939-1945 e é comumente conhecida como “guerra relâmpago” (Blitzkrieg). Não se baseia na potência de fogo, mas na velocidade e surpresa. Esta etapa se identifica com o emprego da guerra psicológica e táticas de infiltração na retaguarda do inimigo durante a Segunda Guerra Mundial.

Em 1991, o professor da Universidade Hebraica de Jerusalém Martin van Creveld publicou um livro intitulado “A transformação da guerra”, que daria sustento intelectual à teoria da 4GW.

O autor afirma que a guerra evoluiu até o ponto em que a teoria de Clausewitz se tornou obsoleta.

Van Creveld prevê que no futuro as bases militares serão substituídas por esconderijos e depósitos e o controle da população se efetuará mediante uma mistura de propaganda e terror.

As forças regulares serão transformadas em algo diferente do que tem sido tradicionalmente, assinala van Creveld. Ele também prevê o desaparecimento dos principais sistema de combate convencionais e a conversão das guerras em conflitos de baixa intensidade (também chamadas Guerras Assimétricas).

A versão antiterrorista

Depois dos ataques terroristas de 11 de setembro [de 2001] nos Estados Unidos, a Guerra de Quarta Geração se complementa com o uso do “terrorismo midiatizado” como estratégia e sistema avançado de manipulação e controle social.

Produz-se pela primeira vez o uso sistematizado do “terrorismo” (realizado por grupos de operação infiltrados na sociedade civil), complementado pela Operações Psicológicas Midiáticas orientados para o aproveitamento social, político e militar do fato “terrorista”. A Guerra Antiterrorista (uma variação complementar da Guerra de Quarta Geração) confunde as fronteiras tradicionais entre “front amigo” e “front inimigo” e situa como eixo estratégico de disputa a guerra contra um inimigo universal invisível, disseminado por todo o planeta: o terrorismo.

A lógica do “novo inimigo” da humanidade, identificado com o terrorismo depois de 11 de setembro, se articula operacionalmente a partir da “Guerra Antiterrorista”, que compensa a desaparição do “inimigo estratégico” do capitalismo no campo internacional da Guerra Fria: a União Soviética.

A “guerra preventiva” contra o “terrorismo” (como veremos mais adiante) produz um salto qualitativo na metodologia e nos recursos estratégicos da Guerra de Quarta Geração a serviço dos interesses imperiais da potência hegemônica do sistema capitalista: Estados Unidos.

A guerra entre potências, expressa no confronto Leste-Oeste, desaparece com a União Soviética e é substituída, a partir do 11 de setembro, pela “Guerra Antiterrorista” liderada por todas as potências e pelo império (Estados Unidos) contra apenas um inimigo: o terrorismo “sem fronteiras”.

O desenvolvimento tecnológico e informativo, a globalização da mensagem e a capacidade de influir na opinião pública mundial converteram a Guerra Psicológica Midiática na arma estratégica dominante da 4GW, em sua variação “antiterrorista”.

As operações com unidades militares são substituídas por operações com unidades midiáticas e a ação psicológica substitui as armas no teatro da confrontação.

Desta maneira, a partir do 11 de setembro a “Guerra Antiterrorista” e a “Guerra Psicológica” formam as duas colunas estratégicas que sustentam a Guerra de Quarta Geração, com os meios de comunicação convertidos em novos exércitos de conquista.

2. Guerra Psicológica (ou Guerra sem fuzis)
Na definição conceitual atual, a coluna vertebral da Guerra de Quarta Geração se enquadra no conceito de “guerra psicológica”, ou “guerra sem fuzis”, que foi assim chamada, pela primeira vez, nos manuais de estratégia militar da década de setenta.

Em sua definição técnica, “Guerra Psicológica” ou “Guerra Sem Fuzis” é o emprego planejado da propaganda e da ação psicológica orientadas a direcionar condutas, em busca de objetivos de controle social, político ou militar, sem recorrer ao uso das armas.

Os exércitos militares são substituídos por grupos de operação descentralizados, especialistas em insurgência e contrainsurgência e por especialistas em comunicação e psicologia de massas.

O desenvolvimento tecnológico e informático da era das comunicações, a globalização da mensagem e as capacidades para influenciar a opinião pública mundial converteram as operações de ação psicológica midiática na arma estratégica dominante da 4GW.

Como na guerra militar, um plano de guerra psicológica está destinado a: aniquilar, controlar ou assimilar o inimigo.

A guerra militar e suas técnicas se revalorizam dentro de métodos científicos de controle social e se convertem em uma eficiente estratégia de domínio sem o uso das armas.

Diferentemente da guerra convencional, a Guerra de Quarta Geração não se desenvolve em teatros de operação visíveis. Não há frentes de batalha com elementos materiais: a guerra se desenvolve em cenários combinados, sem ordem aparente e sem linhas visíveis de combate; os novos soldados não usam uniformes e se misturam aos civis. Já não existem os elementos da ação militar clássica: grandes unidades de combate (tanques, aviões, soldados, frentes, linhas de comunicação, retaguarda, etc.)

As bases de planejamento militar são substituídas por pequenos centros de comando e planejamento clandestinos, desde onde se desenham as modernas operações táticas e estratégicas.

As grandes batalhas são substituídas por pequenos conflitos localizados, com violência social extrema e sem ordem aparente de continuidade.

As grandes forças militares são substitutídas por pequenos grupos de operação (Unidades de Guerra Psicológica) dotados de grande mobilidade e de tecnologia de última geração, cuja função é detonar acontecimentos sociais e políticos mediante operações de guerra psicológica.

As unidades de Guerra Psicológica são complementadas por Grupos de Operação, infiltrados na população civil com a missão de detonar casos de violência e conflitos sociais.

As táticas e estratégias militares são substituídas por táticas e estratégias de controle social, mediante a manipulação informativa e a ação psicológica orientada para direcionar a conduta social em massa.

Os alvos já não são físicos (como na ordem militar tradicional), mas psicológicos e sociais. O objetivo já não é a destruição de elementos materiais (bases militares, soldados, infraestrutura civil, etc.), mas o controle do cérebro humano.

As grandes unidades militares (barcos, aviões, tanques, submarinos, etc.) são substituídas por um grande aparato midiático composto pelas redações e estúdios de rádio e de televisão.

O bombardeio militar é substituído pelo bombardeio midiático: os símbolos e as imagens substituem as bombas, mísseis e projéteis do campo militar.

O objetivo estratégico já não é somente o poder e controle de áreas físicas (populações, territórios, etc.), mas o controle da conduta social em massa.

As unidades táticas de combate (operadores da guerra psicológica) já não disparam balas mas símbolos direcionados a conseguir o objetivo de controle e manipulação da conduta de massa.

Os tanques, fuzis e aviões são substituídos pelos meios de comunicação (os exércitos de quarta geração) e as operações psicológicas se constituem em arma estratégica e operacional dominante.

3. O Alvo

Na Guerra sem Fuzis, a Guerra de Quarta Geração (também chamada Guerra Assimétrica), o campo de batalha já não está no exterior, mas dentro de sua cabeça.

As operações já não se traçam a partir da colonização militar para controle um território, mas a partir da colonização mental para controlar uma sociedade.

Os soldados da 4GW já não são militares, mas especialistas de comunicação em insurgência e contrainsurgência, que substituem as operações militares pelas operações psicológicas.

Os projéteis militares são substituídos por símbolos midiáticos que não destroem o corpo, mas anulam sua capacidade cerebral de decidir por si próprio.

Os bombardeios midiáticos com símbolos estão destinados a destruir o pensamento reflexivo (informação, processamento e síntese) e a substituí-lo por uma sucessão de imagens sem relação com tempo e espaço (alienação controlada).

Os bombardeios midiáticos não operam sobre sua inteligência, mas sobre sua psicologia: não manipulam sua consciência, mas seus desejos e temores inconscientes.

Todos os dias, durante 24 horas, há um exército invisível que aponta para sua cabeça: não utiliza tanques, aviões nem submarinos, mas informação direcionada e manipulada por meio de imagens e notícias.

Os guerreiros psicológicos não querem que você pense na informação, mas que consuma informação: notícias, títulos, imagens que excitam seus sentidos e sua curiosidade, sem conexão entre si.

Seu cérebro está submetido à lógica de Maquiavel: “Dividir para conquistar”. Quando sua mente se fragmenta com notícias desconectadas entre si, deixará de analisar (o que, porque e para que cada informação) e se converterá em consumidor. Quando você consome mídia sem analisar os ques e os porquês, os interesses do poder imperial se movem por trás de cada notícia ou informação jornalística você está consumindo Guerra de Quarta Geração, de ordens psicológicas direcionadas através de símbolos.

As notícias e as imagens são mísseis de última geração que as grandes cadeias midiáticas disparam com precisão demolidora sobre os cérebros convertidos em teatro de operações da Guerra de Quarta Geração.

Quando você consome notícias com “bin Laden”, “Al Qaeda”, “terrorismo muçulmano”, sua mente está consumindo símbolos de medo associados ao terrorismo, “delinquencia organizada”, “vândalos”, “grevistas”.

O mesmo acontece no México quando se diz “Atenco” [localidade mexicana conhecida por ter resistido a uma ação de despejo], “macheteros” [que usam machetes, símbolo dos campesinos mexicanos], “privilegiados do SME” [o combativo Sindicato dos Eletricitários do México], “zapatistas”, “professores” e um grande catálogo de etc. Enquanto isso seu cérebro está servindo de teatro de operações para a Guerra de Quarta Geração lançada para controlar as sociedades em escala local e global.

Quando você consome a mídia sem analisar os porques e para ques ou os interesses do poder imperial que se movem por trás de cada notícia ou informação jornalística, você está consumindo a Guerra de Quarta Geração.

 
 
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Edson Joanni

Muito bom o artigo, só que todos os links mencionados não estão no texto.

 

Milicos de pijamas não terão mais sossego em suas camas! Comissão da Verdade já!

 
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Mônica Santos

Nassif,todos nós temos consciência que o governo Lula é muito melhor que o do PSDB,já prevendo que haveria comparações e que  a campanha de Serra sairia perdendo, partiu para a baixaria, colocando um ponto de interrogação na candidata Dilma.Acho que a campanha de Dilma deveria colocar a mesma desconfiança sobre o Serra,que até agora posa como um santo e sua imagem ainda não sofreu nenhum arranhão.Vamos colocar que Serra não é essa pessoa do bem como eles colocam.Vamos mostrar como o Serra trata os professores,os policiais,os idosos(precatórios),que o homem que fala em mãos limpas é o que mais responde a processo entre os candidatos.A impressão que passa é que realmente Serra é do bem,e Dilma é do mal.Só depois que os dois ficarem como uma incógnita no eleitorado brasileiro,é que as pessoas vão votar em projetos,e aí Dilma ganha disparado.

 
 
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Luiz Monteiro de Barros

O que deste segundo turno está imergindo. Uma de Poliana porque não? "Se eu não tivesse tido pernas (iminencia da uma paralisia) eu não poderia ter acreditado nas pesquisas (Globo boca de urna 50%. Alkimin ganhou por 0,6%) e quase já saboreado a vitoria. E não foi bom uai!

Agora baseado nela estamos fazendo ALGO, algo. Estou fazendo minha parte. Condição necessária que somada a outras será suficiente para atuar no "quem sabe faz a historia, não espera acontecer"

Obama quase perdia a cada dia na opinião da midia neocon. Venceu e hoje se defronta com a campanha mais sordida. Preparemo-nos para mesma coisa com a vitoria de Dilma.

 
 
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Ricardo Castro Meira

Parabéns Renato, excelente artigo.

Eu citaria também como exemplo de anti-boataria e proteção contra ações da mídia o ótimo blog Fatos e Dados da Petrobras. (http://petrobrasfatosedados.wordpress.com/)

 

 
 
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Antônio CDS

Nassif,

E a desconstrução da Marina?

Viram que não iam levar, resolveram jogar ao mar.

Ela não pode alegar que não foi avisada:

http://www1.folha.uol.com.br/poder/811622-pv-reage-e-ensaia-rebeliao-contra-marina-silva.shtml

 
 
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IV AVATAR

 

Líderes religiosos tiram proveito da polêmica sobre aborto, diz pesquisadora

Professora da UFRJ entende que líderes religiosos tentam forçar candidatos a assumir compromissos futuros em torno de temas morais, como o aborto

Por: João Peres, Rede Brasil Atual

Líderes religiosos tiram proveito da polêmica sobre aborto, diz pesquisadora

Pregação eletrônica: religiosos usam tecnologia para difundir boataria equivocada sobre Dilma e o aborto (Foto: Reprodução)

São Paulo – A primeira semana do segundo turno da disputa presidencial parece ter aberto uma corrida sem precedentes pelo voto evangélico. A boataria em torno do aborto foi apontada pela campanha de Dilma Rousseff (PT) como fator para explicar o crescimento de Marina Silva (PV) na reta final - fortemente votada entre evangélicos e religiosos em geral - e a queda da ex-ministra.

Caso a avaliação esteja correta, é o caso de se perguntar qual o tamanho deste eleitorado e de que maneira se comporta. Como lembrou o deputado Ciro Gomes em entrevista à Rede Brasil Atual, trata-se de um tema que envolve “questões religiosas, questões morais, éticas, sanitárias, emocionais, psicológicas”. Em suma, “questões terríveis.” Ou seja, não é apenas o eleitorado evangélico que se vê tocado pelo assunto na hora de definir o voto

De todo modo, alguns fatos lançaram holofotes para a força de segmentos evangélicos na disseminação de informações na reta final do primeiro turno. O principal envolveu o pastor Paschoal Piragine Júnior, de Curitiba. O video  em que ataca Dilma, falando que querem enfraquecer a família e criminalizar os que são contra a “prática da homossexualidade”, foi visto por três milhões de pessoas no YouTube. E foi distribuído em DVDs Brasil afora.

Maria das Dores Campos Machado, professora do Núcleo de Pesquisas em Religião, Gênero, Ação Social e Política da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), estuda a influência dos líderes religiosos sobre a vida política.

Ela indica que várias igrejas têm como base social um público feminino de baixa escolaridade. “Não se chega a essas mulheres se não se tiver uma ligação com essa liderança religiosa, que é realmente fundamental. O pastor acaba sendo uma correia de transmissão das ideias políticas.”

De acordo com os dados do Censo 2000 do IBGE, os evangélicos representavam, no início da década, 15,6% da população. Pensando em termos eleitorais, um segmento nada desprezível. Levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) indica que a bancada evangélica terá crescimento na legislatura a ser iniciada em 2011. Nas eleições deste mês, foram eleitos 63 deputados e três senadores evangélicos, crescimento de 23 cadeiras na comparação com o Congresso atual.

Mas isso não significa consenso. “O mundo evangélico é de extrema disputa de poder. Um universo muito pragmático onde as disputas são muito acirradas e levadas para fora do templo”, lembra a professora da UFRJ.

Embora o aborto seja um raro tema com poder unificador dos fiéis, isso não se dá entre os líderes religiosos. É preciso entender a profunda fragmentação e o funcionamento de cada uma dessas denominações religiosas. A Assembleia de Deus, à qual se integra Marina Silva, não tem uma posição coesa em torno de candidatura nas eleições. Há pastores com diferentes posições.

A Igreja Universal, por outro lado, é vista como uma instituição de caráter mais centralizado, de discurso mais homogêneo. A essa denominação se filia o senador reeleito Marcelo Crivella (PRB-RJ), que esta semana participou de reunião da coligação de Dilma.

O encontro teve como finalidade detectar problemas e afinar discursos. Crivella indicou que trabalhará junto às lideranças para desfazer os boatos em torno de Dilma. Um deles indica o vice da petista, Michel Temer, como um satanista que provocará a morte da ex-ministra para ficar com o poder. “Agora, com mais tempo, um pouquinho mais de bom senso, os candidatos conseguem expressar a verdade e as coisas vão voltar ao normal”, argumenta o senador.

Compromissos futuros

Na tarefa política de fazer as coisas voltarem ao normal, é difícil dimensionar qual será o tamanho da ajuda dada por outros líderes político-religiosos a Crivella. A base evangélica eleita para o Congresso é bem dividida em termos partidários. Embora o PRB, governista, tenha levado nove das  66 cadeiras de evangélicos, há parlamentares em partidos da oposição e há os que se alinhem sempre com o eleitorado, independentemente da sigla de filiação. Há, dentre esses líderes, os que aceitam discutir o aborto em caso de fetos anencéfalos, e há os que não aceitem discutir o tema sob nenhuma perspectiva.

“Descriminalização não é o mesmo que transformar o aborto em método contraceptivo. Precisamos fazer uma discussão clara sobre o tema, fora do momento eleitoral, para que as pessoas não fiquem suscetíveis a informações que deturpem as ideias”, lamenta Maria das Dores Campos Machado, que considera que a discussão acalorada e distorcida terá como vítimas as mulheres que todos os anos precisam utilizar o sistema de saúde após recorrerem a um aborto.

A professora da UFRJ avalia que os líderes religiosos fazem uma disputa política como a de qualquer outro setor, ou seja, querem chamar os candidatos a compromissos futuros. “Não nos iludamos. Os líderes religiosos não são ingênuos. O que querem é forçar uma negociação, forçar que sejam ouvidos neste momento.”

Se for este o caminho, funcionou. Dilma ficou em uma saia-justa, pressionada por dois lados opostos a assumir uma posição definitiva. De um lado, setores do PT que entendem que o melhor seria descriminalizar o procedimento. De outro, os que querem uma condenação enfática do aborto. A posição original da candidata, que era a defesa de uma ampla discussão da sociedade sobre o tema, virou presa fácil daqueles que desejam dar outro rumo a esta informação.

O adversário José Serra (PSDB), que em 1998 assinou norma no Ministério da Saúde legalizando o aborto em caso de gravidez resultante de violência (estupro), esta semana preferiu resumir em uma frase seu pensamento a respeito, sem explicar exatamente o que quis dizer e, portanto, sem entrar em detalhes. “Nunca disse que era a favor do aborto, porque sou contra o aborto."

http://www.redebrasilatual.com.br/temas/politica/pesquisadora-ve-voto-ev...

 
 
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Marcia

Ouvi, no dia das eleicões o seguinte: "NÃO VOTO EM DILMA PORQUE QUEM VAI MANDAR NO GOVERNO É O  ZÉ DIRCEU", E ELA VAI TRAIR LULA!!

 
 
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Magrão Soares

Como ganhar eleições? Como levar para o segundo turno? São várias possibilidades, desde erros da campanha, ingenuidade, tenhado de vidro não aguenta tanta pedrada....

Mas tem este outro fator:

Fonte CONFIÁVEL que disse que um amigo de um amigo, casado com uma amiga do outro amigo que conheçe um amigo que trabalha com um amigo que é assessor de um dito deputado muito bem votado em SC, sexta e sábado antes da eleição: "nunca vi tanto dinheiro junto"...

 
 
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Demarchi

Além de se preocupar em dar uma rápida resposta a essa campanha suja de Serra & Cia., espero que os coordenadores da campanha de Dilma não se esqueçam da elevada abstenção no 1º Turno.  É preciso que esses eleitores sejam incentivados a votar e esclarecer que quem não votou no 1º Turno pode votar no 2º Turno e que essa votação é bem mais fácil, mais simples.

Acredito que será mais fácil obter um maior ganho de votos desses eleitores do que entre aqueles que votaram na Marina.

 

Demarchi

 

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