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O fotógrafo de HerzogEnviado por luisnassif, dom, 05/02/2012 - 08:29Do Terra 'Tudo foi manipulado', diz fotógrafo que fez imagem de Herzog Aluno do curso de fotografia da Polícia Civil de São Paulo em 1975, Silvaldo Leung Vieira, então com 22 anos, fez em 25 de outubro daquele ano a imagem mais importante para o Brasil naquela década: a foto do corpo do jornalista Vladimir Herzog, pendurado por uma corda no pescoço, numa cela de um dos principais órgãos de repressão da ditadura, o Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi). "Ainda carrego um triste sentimento de ter sido usado para montar essas mentiras", contou o fotógrafo, que teve de abandonar o emprego e o País; ele vive em Los Angeles, nos EUA, desde 1979. As informações são do jornal Folha de S. Paulo. Dezessete dias depois de iniciar o curso de fotografia na instituição, Silvaldo foi convocado para sua primeira aula prática no complexo da rua Tutoia, no bairro do Paraíso, em São Paulo. Quando chegou ao DOI-Codi, a cena do suposto suicídio já estava montada. Em uma cela, o corpo pendia de uma tira de pano atada a uma grade da janela; as pernas estavam arqueadas e os pés encostados no chão, onde havia papel picado. "Eu estava muito nervoso, toda a situação foi tensa. (...) Havia uma vibração muito forte, nunca senti nada igual. Mas não me deixaram circular livremente pela sala, como todo fotógrafo faz quando vai documentar uma morte. Não tive liberdade. Fiz aquela foto praticamente da porta. Não fiquei com nada, câmera, negativo ou qualquer registro. Só dias depois fui entender o que tinha acontecido", disse ele. "Tudo foi manipulado, e infelizmente eu acabei fazendo parte dessa manipulação." Publicada na imprensa, a imagem corroborou a tese de que o "suicídio" de Herzog era uma farsa, e foi decisiva para mudar os rumos da ditadura.
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Comentários + votados
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Nilson
05/02/2012 - 08:43
Nassif, acabei de dizer em outro post. Porque só agora a Folha publica a foto da farsa montada pela ditadura. Era ditabranda, ou voltaram à trás ?
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Cláudio Engelke
05/02/2012 - 08:44
Mais dia menos dia a verdade aparece. Mas será que alguém acreditou naquele "suicídio"?
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JArlindo
05/02/2012 - 08:54
A Comidsão da Verdade tem de ser instalada o quanto antes.
Talvez fosse necessário que se votasse uma Lei que desse aos seus membros durante a vigência da Comissão imunidades iguais aos parlamentares...
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Luiz Lima
05/02/2012 - 09:02
Graças a esta nojeira, Herzog, na época, não teve sequer direito a um enterro digno - como se sabe, no judaísmo é proibido enterrar um suicida junto aos demais judeus.
Poderemos saber a "verdade"...
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Luiz Vieira
05/02/2012 - 09:06
Embora o laudo do Instituto Médico Legal afirmasse que a causa mortis foi "asfixia mecânica por enforcamento", Herzog não foi sepultado na ala dos suicidas do cemitério israelita do Butantã, conforme...
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josé adailton
05/02/2012 - 09:38
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrissima/24012-o-instante-decisivo.shtml
SUICÍDIOS No Brasil de 1975, os "suicídios" nos porões da repressão eram quase uma rotina. Um deles foi o do...
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Nilson
05/02/2012 - 10:03
Putz, eu não aprendi, errei feio. Mas você bem que poderia deixar passar batido. Acho super indiscreto ficar corrigindo nosso erros aqui no Blog !
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Sanzio
05/02/2012 - 10:07
Como assim, Nilson? Essa foto já deve ter sido publica um monte de vezes na Folha. Não entendi seu comentário.
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Nilson
05/02/2012 - 10:26
Sanzio, eu eu estou me referindo sobre a manchete da folha de hoje que fala em "Ditadura".
Olha. VOLTARAM ATRÁS ? NÃO ERA DITABRANDA !
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Fernando Curi
05/02/2012 - 15:00
Pronto, Consertamos o erro prá êles. Assim fica certinho.
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CROM
05/02/2012 - 08:41
Prova provada. Desafio Mario Blaya a provar o contrário. Vai ter que engolir.
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ssinotti
05/02/2012 - 09:03
Oi, Nílson,
Boa observação. Mas, onde você aprendeu a escrever "à trás", em vez de "atrás"?
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Prova provada. Desafio Mario Blaya a provar o contrário. Vai ter que engolir.
Não é que o Blaya aceitou o desafio...
"Tudo me é lícito mas nem tudo me convém" Contra o Preconceito e a Discriminação, o repúdio e a Lei.
Nassif, acabei de dizer em outro post. Porque só agora a Folha publica a foto da farsa montada pela ditadura. Era ditabranda, ou voltaram à trás ?
Nilson Fernandes
Oi, Nílson,
Boa observação. Mas, onde você aprendeu a escrever "à trás", em vez de "atrás"?
Putz, eu não aprendi, errei feio. Mas você bem que poderia deixar passar batido. Acho super indiscreto ficar corrigindo nosso erros aqui no Blog !
Nilson Fernandes
Como assim, Nilson? Essa foto já deve ter sido publica um monte de vezes na Folha. Não entendi seu comentário.
Sanzio, eu eu estou me referindo sobre a manchete da folha de hoje que fala em "Ditadura".
Olha. VOLTARAM ATRÁS ? NÃO ERA DITABRANDA !
Nilson Fernandes
Boa observação. O mancheteiro vai ser despedido.
Pronto, Consertamos o erro prá êles. Assim fica certinho.
"Tudo me é lícito mas nem tudo me convém" Contra o Preconceito e a Discriminação, o repúdio e a Lei.
Genial.
Nilson Fernandes
Vocêsc são f.................
Nilson Fernandes
Fernando, não existe !@
Nilson Fernandes
Conosco ninguém podemos...rsrsrsrsrsr
"Tudo me é lícito mas nem tudo me convém" Contra o Preconceito e a Discriminação, o repúdio e a Lei.
Mais dia menos dia a verdade aparece. Mas será que alguém acreditou naquele "suicídio"?
A Comidsão da Verdade tem de ser instalada o quanto antes.
Talvez fosse necessário que se votasse uma Lei que desse aos seus membros durante a vigência da Comissão imunidades iguais aos parlamentares e também proteção contra os malucos de direita.
JA-BH Belo Horizonte - MG
Graças a esta nojeira, Herzog, na época, não teve sequer direito a um enterro digno - como se sabe, no judaísmo é proibido enterrar um suicida junto aos demais judeus.
Poderemos saber a "verdade" sobre tudo - mas os perpetradores desta ignomínia continuarão a curtir suas aposentadorias em paz, ensinando seus netinhos a torturar cãezinhos. E os miseráveis que agonizam nas delegacias do País inteiro nas mãos dos torturadores de hoje jamais terão palavras para agradecer aos nossos democratas por tudo o que estes não fizeram.
Embora o laudo do Instituto Médico Legal afirmasse que a causa mortis foi "asfixia mecânica por enforcamento", Herzog não foi sepultado na ala dos suicidas do cemitério israelita do Butantã, conforme a tradição judaica. A decisão do rabino Henry Sobel foi considerada um desafio ao regime militar.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrissima/24012-o-instante-decisivo.shtml
Tem razão, xará. Esquecimento meu. Obrigado.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrissima/24012-o-instante-decisivo.shtml
SUICÍDIOS No Brasil de 1975, os "suicídios" nos porões da repressão eram quase uma rotina. Um deles foi o do tenente reformado da PM paulista e militante do PCB José Ferreira de Almeida, o Piracaia, que morreu após ser detido no DOI-Codi, em agosto. Segundo o relato oficial, Piracaia se enforcou amarrando o cinto do macacão à grade da cela.
Os "suicídios" eram fonte de discussão no governo Geisel (1974-79) e de atritos entre militares e o governador de São Paulo, Paulo Egydio Martins. Em 1975, segundo "Direito à Memória e à Verdade" (2007), livro editado pela Presidência da República, 14 militantes foram mortos por agentes do Estado.
A ditadura completava mais de uma década tendo aniquilado quase a totalidade da esquerda armada nas grandes cidades e engrossava a caçada aos militantes do Partido Comunista Brasileiro. Mais de 200 pessoas foram presas.
Entre os detidos na ofensiva contra o PCB estava Vladimir Herzog. Aos 38 anos, casado e pai de dois filhos, Vlado, como era conhecido, era diretor de jornalismo da TV Cultura. Profissional com experiência internacional e apaixonado por teatro, ele militava no partido, mas, segundo amigos, não exercia atividades clandestinas, nem poderia ser apontado como um quadro fixo do partido, que àquela altura já considerava a luta armada um grande erro.
Na sexta, 24 de outubro, Vlado foi procurado por agentes da repressão em casa e no trabalho. Decidiu se apresentar espontaneamente no DOI-Codi na manhã seguinte. Nas sete horas em que esteve detido na rua Tutoia, no Paraíso, onde ficava o centro do Exército, o jornalista prestou depoimento e passou por acareações. Segundo testemunhas, morreu após ser barbaramente torturado.
Quando Silvaldo chegou ao DOI-Codi para fotografar o cadáver de Herzog, a cena do "suicídio" estava montada. Numa cela, o corpo pendia de uma tira de pano atada a uma grade da janela. As pernas estavam arqueadas e os pés, no chão. Completavam o cenário papel picado (um depoimento que fora forçado a assinar) e uma carteira escolar.
Na mesma cela morrera Piracaia, segundo o livro "Dos Filhos deste Solo" (Boitempo), de Nilmário Miranda e Carlos Tibúrcio.
AULA PRÁTICA Oitenta e quatro dias depois de fotografar o cadáver de Herzog, Silvaldo foi convocado para outra "aula prática" no DOI-Codi. Era janeiro de 1976, e ele ouviu as mesmas recomendações de que não falasse nada sobre o trabalho. Novamente, a ordem partira do Dops.
O objetivo era forjar outra farsa: a morte do metalúrgico Manoel Fiel Filho, também "enforcado" nas dependências do Exército. Nas contas que Elio Gaspari faz em seu livro "A Ditadura Encurralada" (Companhia das Letras), Fiel Filho "fora o 39º suicida do regime, o 19º a se enforcar. Como Cláudio Manuel da Costa, com as meias, sem vão livre". (O poeta e inconfidente mineiro Cláudio Manuel da Costa foi o patrono dos "suicidas" nas prisões brasileiras. Morreu enforcado com uma meia comprida, em 1789.)
Segundo testemunhas Fiel Filho fora detido pelos agentes do DOI-Codi de sandálias e sem meias. "Fiz fotos do local onde o corpo foi encontrado, mas não me deixaram ver o cadáver. Antes de fotografá-lo, recebi uma ordem de que deveria deixar o local", afirma Silvaldo.
Assim como ocorreu na morte de Vlado, o 2º Exército, responsável pelo Estado de São Paulo, divulgou nota atestando o "suicídio". Mas não houve publicidade da imagem do morto no DOI-Codi.
Sempre que leio e vejo referências a Zuzu Angel e Herzog, vejo o quanto esses casos simbolizam dezenas de centenas de outros casos, homens, mulheres, pais, mães e filhos desaparecidos, exterminados pela ditadura no poder no Brasil. São todos responsaveis por esses crimes, incluindo ai, Roberto Marinho e seu grupo Globo e mais alguns jornais que escodiam o que estava acontecendo.
Aí, no leito de morte, o Reinaldo Azevedo declara que foi usado pelo PIG.
É mole, né não?
Se fizesse um exercicio de Poliana eu poderia algo de positivo nessa matéria: Olha que coisa boa, hoje eles têm que falar assim da ditadura e da tortura. Ha pouco tempo atrás, quando foi lançada a biografia do Otávio Frias, seu filho, Otavinho, disse a um reporter algo mais ou menos assim, justificando o apoio de seu pai à Oban: estávamos numa guerra, meu pai tinha sido ameaçado, etc. Hoje ele nao diria algo assim: afinal, temos que ver que Herzog era um periogoso comunista infilitrado na TV Cultura e era importante para as forças da ordem obter rapidamente informacoes que levassem a seus cúmplices. Em outra ocasiao, alguem já deve ter dado esse tipo de declaracao. A ditadura passou, já poucos a querem defender, muitos querem que se a esqueça - e esse tipo de matéria é, como diz o ditado, um resto de hipocricia, a homenagem do vicio à virtude.
Herzog e Pinheirinho:
Folha reescreve a (sua) História
Publicado em 05/02/2012
Na pág. A11, notável colonista (*) da Folha (**) e do Globo – diz-me com quem andas … -, aquele que consegue vestir múltiplos chapéus, tenta reescrever a História de Pinheirinho, aqui tratada de a “Nova Canudos”, da perspectiva do comandante do 2º distrito militar, general Arthur Oscar de Andrade Guimarães, que perpetrou o Massacre de Canudos.
A culpa é do “comissariado do Planalto”, ou seja da “doutora Dilma”, diz o dos chapéus.
Segundo Euclides da Cunha, no capítulo II sobre a Quarta e finalmente vitoriosa expedição sobre os “invasores” de Canudos, Arthur Alckmin Oscar só aceitou a elevada função depois de pronunciar notável frase:
“Todas as grandes ideias têm os seus mártires. Nós estamos voltados ao sacrifício de que não fugimos para legar à geração futura da família Naji Nahas uma propriedade firme e respeitada.”
(A frase, de fato, comete o generalíssimo Arthur Oscar à Elevada Tarefa de salvar a República de uns maltrapilhos invasores, catadores de papel.)
A menção a Canudos e Euclides é uma forma de homenagear o notável historialista de chapéus, porque o que faz não é História nem Jornalismo.
Foi ele quem, desde o primeiro momento do Massacre, chamou Naji Nahas de “financista”.
Neste domingo sombrio da Folha, ele diz, textualmente:
“Pode-se achar que essas iniciativas (os Massacres da Cracolândia e da Nova Canudos – PHA) foram desastradas, mas estavam entre suas atribuições.”
O general Golbery, a quem o supra citado colonista dispensa o tratamento de um Thomas Jefferson na construção da Democracia brasileira, também considerou uma lambança o atentado do Riocentro, que pretendia matar o Chico Buarque e mil espectadores num show de música.
Uma lambança.
Se estivesse a cargo do general Geisel, Pinheirinho não teria sido uma lambança.
(A Geisel, o notável historialista dedica o papel de George Washington na fundação da Democracia brasileira.)
A versão do notável colonista/historialista coincide com a dos tucanos serristas, que este ansioso blogueiro ouviu na Nova Canudos.
Explica-se.
O notável colonista/historialista é daqueles que chamam o Cerra de “Serra” e, de madrugada – há testemunhas dessa cena sombria – os dois trocam receitas de veneno.
Outra revisão da História a Folha (*) aplica à seção “Ilustríssima”, que não é Ilustre nem tem ilustrações.
Trata-se de uma descoberta trepidante.
Do fotógrafo da Polícia Civil que fez a foto do “enforcamento” do Vladimir Herzog, no Doi-Codi de São Paulo, em 1975.
O depoimento do supra-citado fotógrafo é de uma inutilidade colossal.
Não revela absolutamente nada.
“Não tive liberdade. Fiz aquela foto praticamente da porta.”
E daí ?
O que tem isso a ver com a morte do Herzog ?
Quem o matou ?
Quem o pendurou ali ?
Que lenço branco era aquele em torno do pescoço ?
O fotógrafo explica tudo:
“Ele usava uma Yashica 6×6 TLR, câmera tipo caixão, biobjetiva, com visor na parte de cima, semelhante a uma Rolleiflez.”
Que furo !
Exclusivo da Folha !
Agora, amigo navegante, essa inutilidade travestida de História serve para a a Folha dedicar duas páginas inteiras a recontar o assassinato de Herzog com tintas de heroismo e defesa incansável dos Direitos Humanos.
A Folha como paladino da Liberdade.
Sim, amigo navegante, a Folha do Caldeira e do “seu” Frias, que emprestavam os carros de reportagem, com o logo da Folha pintado, e as páginas a Folha da Tarde aos mesmos assassinoso do Herzog.
Viva o Brasil !
Paulo Henrique Amorim
Nilson Fernandes
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