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O fim do equilíbrio pós-Guerra FriaEnviado por luisnassif, qui, 23/02/2012 - 07:52Por Marco Antonio L. Da Carta Maior As novas condições estratégicas no Oriente Médio É comum que se escreva, sempre com algum exagero, que os últimos acontecimentos – sejam de qualquer natureza – mudaram as relações internacionais e as condições estratégicas regionais e/ou globais. Neste início de 2012, contudo, uma visão de conjunto do Oriente Médio/Ásia Central nos mostra que o equilíbrio conseguido com grande esforço depois do fim da Guerra Fria, em 1991, desmoronou. O artigo é de Francisco Carlos Teixeira. Francisco Carlos Teixeira (*) O Oriente Médio em mudança: os grandes impactos Na ausência de uma expressão mais precisa voltamo-nos para o conceito clássico de Pierre Renouvin de “forças profundas” para destacar as grandes tendências em movimento na região. Nós trataremos agora para os dados concretos da demografia social e religiosa, da situação geográfica, da riqueza disponível e, enfim (mas, de forma decisiva), a orientação da população nas relações vis-à-vis entre as nações ( os diversos sentimentos populares e suas representações ). No caso do Oriente Médio a última década, grosso modo, foi de importantíssimas mudanças. Para facilitar a caracterização de tais mudanças, e apenas para efeito didático, vamos fazê-lo em dois movimentos. De um lado os fatores exógenos que impactaram a região e, de outro, os fatores endógenos que moldam as tendências atuais de mudança e que, por sua vez, impactam as relações globais.
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Comentários + votados
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Cláudia Stefani
23/02/2012 - 08:11
"...que o equilíbrio conseguido com grande esforço depois do fim da Guerra Fria, em 1991"
Que equilíbrio? A unilateralidade e hegemonia dos EUA no pós-1991 é equilíbrio?
E o texto do professor...
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Ricardo Melo
23/02/2012 - 09:29
Mas o conflito causado por Israel não é étnico. O Estado de Israel é sustentado pelos EUA e tem uma função específica nos planos da potência no Oriente Médio.
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"...que o equilíbrio conseguido com grande esforço depois do fim da Guerra Fria, em 1991"
Que equilíbrio? A unilateralidade e hegemonia dos EUA no pós-1991 é equilíbrio?
E o texto do professor tampouco refere 1991 ou fim da guerra fria. O único momento em que fala de guerra fria é quando cita o conflito israelo-palestino, tomado por alguns como sub-produto da guerra fria, mas que, na verdade, mostrou ser um conflito étnico que foi se aprofundando com o tempo, ou seja, trata-se de um conflito dotado de lógica interna.
Mas o conflito causado por Israel não é étnico. O Estado de Israel é sustentado pelos EUA e tem uma função específica nos planos da potência no Oriente Médio.
Não vejo no texto nada significativo que justifique o título do Post.
Primeiro que o equilibrio, ao meu ver, se mantem pela simples posse de bombas atômicas por alguns países divergentes entre si.
A questão do Oriente Médio é de certa forma parecido com o que aconteceu aqui na América do Sul, a partir do desgaste e consequente fim das ditaduras.
Egito, Iemen, etc., alguns aliados dos EUA, outros da China e por aí vai, já viram suas ditaduras rolarem por movimentos populares e por intervenção bélica estrangeira, como Iraque, Líbia,...
Outros regimes irão cair, com ou sem intervenção estrangeira.
Um outro problema, e este diferente do que ocorreu na América do Sul, é a cultura do oriente que é totalmente diferente da ocidental. Daí a persepção que mesmo levantes, ou intervenções estrangeiras, que derrubam ditaduras criam novas ditaduras.
Ainda, a solução do problema do desenvolvimento democrático de povos e países não pode ser determinado por nações estrangeiras.
Assis Ribeiro
nao sei se este autor é brasileiro nem mesmo latino americano...
Mas que pensa com a cabeça de um estadunidense é obvio por aqui: "a inepcia americana (bush) e retirada do Iraque, cria em varios Estados da região, especialmente Israel e A.Saudita uma produnda sindrome de insegurança..." . O nome disso é colonizaçao mental, com todas as letras.
Entao, nesse mesmo raciocinio, "a entrada do invador no Iraque" e a entrega do poder em TelAvia á extrema direita (sionista) esta nos anos 90, nao criaram uma tal '' sindrome profunda de insegurança'' em siria, libano, irã, paquistao,egito turquia etc. Em outros termos, para Marco Antonio, daqui até ali tem cinco metros, mas dali para cá não tem.
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