O fim das surras pedagógicas

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Por Marise

Recife (PE) - O presidente Lula assinou hoje um projeto de lei revolucionário: as palmadas e surras tidas como educativas, aplicadas há séculos pelos pais aos filhos, poderão ser punidas agora com advertências, encaminhamentos a programas de proteção à família e orientação especializada. E não só os país, os amorosos e exemplares pais, coitados. Os professores e cuidadores (dos quais ninguém cuida) também ficam proibidos de beliscar, empurrar ou mesmo bater em menores de idade.

Até então, a Lei 8.069, que instituiu o Estatuto da Criança e do Adolescente, condenava os maus-tratos contra a criança e o adolescente, mas não definia se os maus-tratos seriam físicos ou morais. Com o projeto assinado, o artigo 18 passa a definir "castigo corporal" como "ação de natureza disciplinar ou punitiva com o uso da força física que resulte em dor ou lesão à criança ou adolescente".

Em um país de cotidiana prática de tortura nas delegacias policiais, cometidas sempre contra os delinqüentes de fato ou em potência, a saber, negros e pobres; em um país cuja maior escola, para todo o povo, foi e tem sido a herança da escravidão, que naturalizou a dor contra pessoas como se fossem bestas; em um país que mal saiu de uma ditadura que matou, destruiu e mutilou brasileiros sob o aleijão ideológico de que apagavam terroristas, o projeto assinado pelo presidente é um salto para a civilização.

Pelos comentários que agora correm em toda a web, sabemos bem quem se opõe ao projeto de lei: vêm sempre de indivíduos de extrema-direita ou conservadores de todo gênero. Alguns podem ser tomados como representantes do pensamento de nossa educação pela porrada. Dentre os mais legíveis, excluídos os insultos sórdidos à pessoa do presidente, colho:

“... não aceito interferência do Estado dentro da minha casa, na condução da educação dos meus filhos... Os pais ficam nessa de dialogar e as crianças tomarão conta da casa. Não respeitando mais os pais, não respeitarão nenhum adulto... Não vai ter juiz, desembargador ou presidente, que vai me dizer como educar meus filhos. ...Na minha opinião o ECA veio para estragar ainda mais a ordem em nosso pais, porque amparados por esse estatuto temos centenas de menores com 16, 17 anos praticando crimes e ficando impunes. Na minha opinião a lei mais forte é o direito dos pais de educarem seus filhos”.

Observem que a média de nossos bárbaros ainda nem assimilou o ECA, o Estatuto da Criança e do Adolescente, que para eles é só eca, porcaria, nojo, nada mais. No entanto, creiam, o projeto de Lula segue uma tendência mundial. Ele cumpre uma recomendação do Comitê da Convenção sobre Direitos da Criança das Nações Unidas, para que os países passem a ter legislação própria referente ao tema. A Suécia nos antecipou em 1979. Depois vieram Áustria, Dinamarca, Noruega e Alemanha. Atualmente 25 países têm legislação para proibir essa prática. Na América do Sul, até então, apenas o Uruguai e a Venezuela possuíam lei semelhante. Agora, vem o Brasil. É tempo, há tempo não somos mais o fim do mundo.

O presidente Lula, do alto de sua cultura extraordinária (sinto que explicar isso exigiria um outro artigo), homem educado na vida política e sindical, traz agora para todos os brasileiros os avanços do resto do mundo. Eu, que fui criado sob o lema paterno de “bato num filho como quem bate num homem”, e que sob tão alto princípio recebi as lições educativas de surras de borracha, mangueira de jardim e socos, bem conheço o alcance do projeto assinado pelo presidente. Salve. Assuntos de desrespeito à pessoa, de brutalidade contra jovens, não são assuntos de foro íntimo, da vida privada, a se resolverem entre quatro paredes. Violência educativa não pode nem deve continuar a ser assunto restrito aos pais e doces educadores.

Com esse projeto, parece que chegou a hora de as crianças brasileiras receberem o mesmo afeto e cuidado que as mulheres e senhores classe média dispensam a seus cachorrinhos. Tão fofos, eles, os cachorrinhos.
http://www.diretodaredacao.com/

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O fim das surras pedagógicas
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205 comentários
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Roberto Veiga

Algo bastante interessante é ainda ver serem chamados de "barbaros" quem lembra que verdadeiros monstros que matam e estupram permanecem impunes porque eventualmente têm menos de 18 anos. Exemplo recente: o primo do tal de Bruno, que daqui a três anos vai estar livre como um passarinho.Roberto Veiga (assino porque alguns comentarios meus vieram como anonnimo)

 
 
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Rubem

Pedindo desculpas para quem está discutindo o assunto à sério (quase escrevo "à tapas verbais"), só espero que a lei não entre em vigor antes de outubro. Quero ver a surra pedagógica que Lula e Dilma vão aplicar no Serra. :D :D :D 

 
 
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Luiz Lupi

Belissimo artigo. Levei muita porrada quando criança e vejo muitos pais defenderem o "direito" de espancarem seus filhos. Isso precisa acabar de uma vez por todas.

 
 
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Rogério Marcus

Excelente!

 
 
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Marcia

Não sou de direita, muito pelo contrário, mas sou contra essa lei.

 

Tomei palmadas dos meus  PAIS, COMO A MAIORIA  DOAS PESSOAS DA MINHA GERAÇÃO.Tomei palmadas e não me fez mal algum, muito pelo contrário. Eu e meus irmãos fomos educados assim e ninguém descambou para o lado negro. Também dei palmadas nos meus filhos e eles não se queixam. Lmbram das traquinagens e das merecidas palmadas e riem...

 

Cada qual deve adotar seu modelo de educar.

 

É claro que sou absolutamente contra maus tratos, mas palmada de amor (no bumbum)não dói, apenas tem efeito moral.

 
 
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Lucas Jerzy Portela

"Cada qual deve adotar seu modelo de educar".

 

E jogue-se fora 130 anos de Psicologia, tanto experimental quanto aplicada ou arqueológica.

 

Engenharia comportamental? Pra que, né?!

 

Antigamente não tinha, e funcionava.

 

Antigamente também não tinha penicilina nem concreto-armado. Experimenta não dar benzetacil num sifilitico, e construir um edificio de 20 andares sem estrutura de ferro no meio do cimento...

 
 
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Nilson Damole

Caro Lucas,

VA cuidar de seus filhos!

 
 
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Lucas Jerzy Portela

meu trabalho é, justamente, cuidar dos filhos que os outros ajudaram a tornar neuróticos graves.

Talvez por não saberem introduzir a castração de modo mais produtivo do que "na base da porrada".

 

(outra coisa boa dessa lei: estabelecer que a castração deve existir sim, como metáfora, não como realidade. Toda educação tem de ser castradora, no campo da linguagem, não no campo do corpo).

 
 
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Wilson Alves

Caro Lucas,

VEM cuidar de meus filhos!

Em alguém como você dá pra confiar.

 
 
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Ivan

Concordo com o Lucas. 130 de psicologia devem ser aprendido por todos os pais.

Sugiro à nossa câmara instituir uma lei que exija diploma para ser pai ou mãe (aprovaram até pra jornalista).
Antes de ter filhos as pessoas teriam que ter aulas de como educar suas crianças.

 
 
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Lucas Jerzy Portela

Infelizmente, o saber que se espera dos pais nada tem a ver com o conhecimento, mas com o desejo e a fantasia.

 

Não precisa ter "estudado metodos psicopedagogicos". Se o sujeito resolve ter filhos, acidentais ou intensionais, e não os usa para realizar ou reviver suas fantasias de origem ou suas fantasias fundamentais (sempre masoquistas), tá beleza.

 

E, ah!, a maior parte faz isso - sem nunca ter deitado num divã na vida. Curioso, não é?

 
 
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Dulce

Meu amigo, difícil é acreditar que numa relação de amor, SAUDÁVEL, como pais e filhos...PRECISE SER MONITORADA por PsiISSO e PsiAQUILO (ach que voi apanhar de uma amiga querida "Psi", que adoro :)). CONHECIMENTO TÉCNICO CIENTÍFICO NÃO SUBSTITUI AMOOOOOOOOOR. São "norte" em momentos de crise, mas NÃO DISPOMOS DELES À TIRACOLO para educar nossos filhos.  

Mas vamos lá...

Em um templo de consumo da Barra (Rio de Janeiro)...no estacionamento...um pai deu um tapa no braço do filho de 12 anos. Sempre aparece o "salvador da pátria" para salvar quem NÃO PRECISA. Uma mulher cobrou o pai, e êle disse que o filho era dele. JUNTOU MEIO RIO DE JANEIRO, POLÍCIA, SEGURANÇA, CONSELHO TUTELAR...foram todos para a delegacia.

Queriam "proteger " o garoto MANDANDO-O PARA O "Pde. Severino". O garoto começou a GRITAR...GRITAR  GRITAR..." PAI, NÃO DEIXA ME LEVAREM NÃO, SOCORROOOO PAIIII"...Bem, o pai chamou o advogado, e EXIGIU que o ESTADO E O CONSELHO TUTELAR tratasse SEU FILHO "MELHOR" do que êle, o pai tratava".

Para encurtar a história...LIBERARAM OS DOIS PORQUE O ESTADO E O PADRE SEVERINO, NÃO TINHAM CONDIÇÃO DE TRATAR UMA CRIANÇA COM TANTOS PRIVIÉGIOS E CUIDADOS. 

No porta mala do carro tinha: tênis da hora, raquete de tênis, carteira de estudante do melhor colégio do Rio, de curso de inglês, de natação, de judô, guloseima de todo jeito...NO PADRE SEVERINO não tem! "EU QUERO O MEEEUUU PAIIIIII!!!, êle me deu um tapa  porque eu disse um PALAVRÃO." Esse escândalo no shopping ficou antológico.

Um tapa, ou uma palmada NÃO É ESPANCAMENTO !!

Abs.

 
 
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Marcia

Grande Dulce,  apoiadíssimo.

 
 
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Marcia

Grande Dulce,  apoiadíssimo.

 
 
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edisilva

O que será que este pai fez antes, ou deixou de fazer, para precisar dar um tapa naquele momento. Um "tapa amoroso".

Talvez o "tênis da hora" e todo o restante dos bagulhos no porta-malas tenham substituído a educação que o menino precisava. 

Bom, partimos para a ficção, pois só temos uma página da história dos dois.

 
 
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Lucas Jerzy Portela

1) em nome do "AMOOOOOOR" se comete, sempre se cometeu, as mais abjetas atrocidades. A Historia é prodiga nisso, se nao for feita so disso mesmo;

 

2) usar de tecnicas mais acuradas, eficientes e menos agressivas para educar não é um ato de amor? 

 

3) evitar de usar um filho para inconscientemente reviver suas fantasias fundamentais masoquistas, não é um ator de amor?

 

Seu discurso sacraliza o objeto da discussão. E assim, não da pra discutir. Vira dogma.

 
 
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Rodrigo Veras

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Pô, esse pessoal só pode estar de brincadeira. Bater nos filhos não é estratégia pedagógica. É pura falta dela. Sinal de descontrole, ou seja, é uma derrota. Filhos que sobrevivem a infância e viram adultos 'sãos' mesmo debaixo de tapas e chingamentos, faz isso APESAR das surras. Existem formas muito mais civilizadas e efetivas de educar. Até o condicionamento skineriano, com ênfase em reforço positivo, para o qual muita gente torce o nariz, é muito mais proveitoso do que sair dando bifas nas crianças.

 

Claro, que pais são seres humanos e mesmo os melhores e mais amorosos podem perder o controle, mas isso deve ser encarado como um momento de fraqueza, um erro, não como o ápice da educação ou do AMOR. Justificar estas práticas “por que deu certo comigo” é anacronismo e falta de vontade de fazer as coisas do jeito certo. Ninguém deveria precisar ser psicólogo ou pedagogo para saber disso. Já está mais do que na hora dos pais aprenderem a controlar e impor limites aos seus filhos sem recorrer a violência física e verbal. Cortar paparicos, mesadas, tempo de TV e vídeo game, quando precisarem punir uma criança, é uma estratégia muito melhor do que bater. Eu sei, já fui criança e as porradas que recebia só me deixavam mais irritado e me convenciam de que eu é que estava com a razão. No máximo, serviram para a minha mãe se “desestressar”. Para mim, certamente, só funcionaram para me mostrar como mesmo as pessoas que amamos podem fazer coisas idiotas e impensadas, o que eu teria descoberto de qualquer jeito.

 

Rodrigo

 

 
 
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Dulce

Amigo, que sensibilidade. Comparar AFETO, AMOR dos pais pelos filhos, com CONCRETO ARMADO ;)

Abs.

 
 
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Lucas Jerzy Portela

cê ta de brincadeira ne?

 

RELEIA O QUE EU ESCREVI!

 

nao falei de amor uma unica vez. UMA QUE FOSSE.

 

Eu falei de tecnologias de modelagem comportamental.

 

"tapinha de amor sempre deu certo". Escalda pés tambem. Por isso devemos nao usar penicilina?

 

Eu falava de tecnologias de engenharia: comportamental em uma (uso de reforçadores e aversivos ligados a contingencias programadas) e civil em outra (o concreto amardo).

 

é duro discutir com gente a que falta a mais elementar das habilidades linguisticas: saber qual o sujeito de que predicativo...

 
 
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Lucas Jerzy Portela

Lembro-me que meu avô Alexinaldo (alguns daqui do blog o conheceram), se fazia respeitar e temer com um mero olhar, a todos os filhos e netos.

 

Dizer que nunca levantou a mão para nenhum deles é pouco! Meu velho Lelé nunca levantou sequer a voz.

 

Quanto mais contrariado, mais baixo e pausado e polido ele falava. E mais era atendido, e mais transmitia respeito.

 

O velho era culto e elegantérrimo (nisso, é uma verdadeira lenda da Bahia dos anos 60...), mas não era especialmente versado em psicologia.

 

Mas uma coisa ele tinha de sobra: um amor infinito pela Democracia e pela Civilização.

 

 

Lembro quando larguei a Faculdade de Medicina no primeiro semestre para cursar psicologia. Ele me ligou indignado, e cada sílaba transmitia uma ofensa pessoal. Mas nunca disse algo como "Você não me consultou". Depois de 15min  de conversa suspirou fundo: "É uma escolha sua, com a qual discordo frontalmente, mas na qual me sinto obrigado assim mesmo a te apoiar".

 

 

Se meu Charles Swann pernambucano conseguia, por que outros não?!

 

(é, tô exigindo muito. Ser um Portela, na Bahia, é isso: não tolerar falta de sofisticação. Quem é de Salvador sabe do que estou falando...)

 
 
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Lucas Jerzy Portela

"um amor infinito a Civilização e a Democracia" e acrescente-se: um horror abjeto a qualquer forma de barbárie de tirania. Viesse de onde viesse.

 
 
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NRA

Aposto que você não tem filhos, certo?

 
 
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cabocla

não sei dele, mas eu tenho dois adolas, devidamente respeitados e respeitadores, que quando aprontam, levam castigo, ficam sem regalias, mas NUNCA surra ou "tapa de amor"

alguém já amou? se precisa bater em seus filhos para ser respeitado, deveria repensar porque disso.

tapa de amor não dói?

desde quando?

 
 
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NRA

Depende da personalidade dos seus filhos...............você acha que todos os filhos de todos os pais são iguais? Você é que não foi "premiada" com um filho que verdadeiramente aprontasse.

 
 
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cabocla

ah, vc os conhece?

 
 
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NRA

Ok, e vc conhece os filhos dos outros pais?

 
 
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Marise

Temos o Lucas psicólogo  agora a Cabocla psiquiatra. Não preciso dizer mais nada,pois acho que meus pais, eu e meu marido e meus filhos e noras agiram e estão agindo certos. Bater em criança é covardia. Não é para educar e sim agir num momento de raiva. Castigo e conversa educa mais do que pancada.

Beijo para Lucas e Cabocla

 

Marise

 
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cabocla

devolvo os beijos em dobro marise, porque vc, que é de uma geração onde isso era comum, criou-os diferente.....

te admiro cada vez mais....

meus filhos não são piores nem melhores que o dos outros, e fizeram - e fazem - muitas birras.

mas não são delinquentes e NUNCA receberam a tal "palmada de amor"...

porque não somos sinceros e reconhecemos que bater em alguém que não pode se defender é covarde e mostra NOSSO desequilíbrio em lidar com as birras infantis e de adolas?

não que acho que mereça cadeia, mas reflexão: porque não conseguimos cuidar deles sem agredi-los e humilhá-los?

uma vez vi uma charge do calvin e haroldo.

o pai dizia antes de bater: isso dós mais em mim que vc...desculpa prá lá de boa...

mas calvin tava com uma tábua de pregos na bunda, e pensava: tenho certeza, vai doer mais em vc hahahahaha

bjs marise, vc é meu exemplo e orgulho...

 
 
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Lucas Jerzy Portela

digo mais: que criança ou adolescente poderoso é esse que, fragil como seja, nos obriga a violência?

 

Se se chega a isso, está algo previamente errado. Muito errado. e merece atenção especial.

 

Nos pais, eu digo.

 
 
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priscila maria presotto

Marise ,

 

Bravo querida!

As surras que levei,muitas vezes produto de frustração de quem me batia,não me trouxe nada de positivo.

 

Um bj

 
 

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