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O divórcio entre capitalismo e democraciaEnviado por luisnassif, sex, 04/11/2011 - 14:00Por Paulo F. Do Diário de Noticias de Lisboa por FERNANDA CÂNCIO O casamento entre o capitalismo e a democracia acabou." A frase, do filósofo esloveno Slavoj Zizek durante uma entrevista à Al Jazeera, surgiu dois dias antes do anúncio-choque do PM grego sobre a intenção de convocar um referendo sobre as medidas de austeridade. A reacção às palavras de Papandreou dos chamados "mercados", assim como dos governos "dominantes" da Europa - e até de muitos jornalistas -, gritaria de irresponsabilidade e loucura embrulhada num minicrash das bolsas (com os bancos a mergulhar devido à sua exposição à dívida grega e à hipótese de o país decidir não pagar), pareceu encomendada para ilustrar as de Zizek. E houve mesmo quem, como o colunista polaco Waldemar Kompala, do jornal Rzeczpospolita, não se coibisse de lhe dar razão com todas as letras: "Enquanto a crise durar, a UE deve ser gerida com eficácia, mesmo não democraticamente." (via The Guardian). Ora sucede que, como toda a gente já reparou, há muito que a Europa está a ser gerida, ou coisa que o valha, não democraticamente, e não é por causa disso que a coisa se tem revelado eficaz - a não ser que a eficácia se deva medir, precisamente, na destruição do ideal democrático. É que se é por aí, está a correr lindamente. Quando se reage com fúria e incredulidade à possibilidade de um Estado perguntar à população, submetida a brutal austeridade, qual o caminho que escolhe, isso só pode querer dizer que ou se considera que aquele povo em particular não pode ser dono de si ou se está a negar a ideia de democracia tout court. Sobre a existência de um racismo em relação aos povos do Sul não restam dúvidas; afinal, já fomos acusados por Merkel de trabalhar menos horas, de termos mais férias e de nos reformarmos mais cedo. E se se trata de uma falsidade, como a própria imprensa alemã demonstrou, não é menos óbvio que essa ideia de que cá por baixo temos mais direitos do que os que merecemos tem feito o seu caminho, mesmo nas nossas cabeças. Até chegarmos a isto, ao momento em que vemos dito e escrito e repetido como óbvio esta coisa obscena: que há povos aos quais não se pode permitir decidir para que lado querem ir, porque outros - melhores, mais responsáveis, mais "trabalhadores", mais ricos - decidem por eles. Quem paga manda, disse Ferreira Leite num célebre momento parlamentar. A crer nisso, a defender isso, os alemães e os franceses talvez devessem perguntar-se quem afinal está no lugar de quem paga e portanto de quem manda. Falo dos trabalhadores alemães e dos trabalhadores franceses, aqueles para quem ainda há férias pagas e horários de trabalho de oito horas e a quem ainda se pergunta o que acham. É que, como as crises financeiras, as de regime costumam ser sistémicas. E tendo Zizek razão, é só uma questão de tempo até que o processo de chinezação em curso chegue lá acima. Ou, visto de outra forma - e alguma esperança - até que se ressuscite a Internacional.
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Comentários + votados
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sergior
04/11/2011 - 14:17
Do sítio de PHA, artigo do Estadão.VISÃO GLOBAL: Políticos fartos de democracia, polícia contra o povoPor Naomi Wolf, do Project SyndicateAo que parece, os políticos estão fartos da democracia. Por...
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pedroncio
04/11/2011 - 14:19
Quanto será que rendeu o sustinho que o premiê grego deu nos mercados? Quem perdeu fortunas e quem vai lucrar ou já lucrou milhões? Quem apostou no blefe? Quem acreditou na bravata? Essa dobradinha "...
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Daniel Campos
04/11/2011 - 14:23
Esse suposto casamento entre democracia e capitalismo nunca existiu. A própria essência do capitalismo vai contra a democracia (aumentar diferenças), a democracia só é "tolerada" pelo capitalismo...
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leonidas
04/11/2011 - 14:44
Que viagem associar capitalismo à democracia.
rs
Capitalismo é regime economico, é como o Socialismo.
Existiu por decadasno leste Europeu e URSS e onde nunca houve nada sequer proximo a...
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aliancaliberal
04/11/2011 - 14:58
É falou bobagem, a democracia se concretizou somente nos paises que adotaram o capitalismo.
Sobre o grande mito que o capitalismo é uma desordem e que que só o estado pode ser o seu salvador...
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ProgRock1000
04/11/2011 - 15:00
O fato é que com o liberalismo, as grandes coorporações e detentores do capital, compraram a democracia.
Controlam a mídia e manipulam a opinião pública para o que desejarem. Elegem os representantes...
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Assis Ribeiro
04/11/2011 - 15:05
A democracia foi concebida para emancipar o indivíduo, porém na prática tende a dominá-lo, no anonimato das massas.
Não confundam democracia com capitalismo.
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MarcosW.
04/11/2011 - 15:35
Lucraram com a Democracia,que eles próprios sempre associaram ao capitalismo,e agora vão lucrar com o fim da Democracia,que eles começam a decretar!Quer dizer,se a Democracia não é mais capaz de...
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ed.
04/11/2011 - 15:40
Esta confusão entre socialismo e comunismo (incentivada pelos que moram na "cobertura") leva frequentemente a conclusões equivocadas.
Há socialismo forte nos países nórdicos e no Canadá, onde os...
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Adjutor Alvim
04/11/2011 - 15:42
Quem com Capitalismo Fere, com Capitalismo Será Ferido
Os bem intencionados organizadores e participantes das "Marchas dos Indignados” deveriam rever um pouco o passado para entender o presente e...
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edisilva
04/11/2011 - 15:53
Como já comentei em outro post hoje, a "maior democracia" mundial, suspeito que seja uma ditadura militar. O presidente norte americano é só um boneco mantido pelos militares. Sempre deu certo e a...
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Daniel Campos
04/11/2011 - 16:02
"Salvador"? O estado nesta questão têm a função de - tentar - manter o Monstro Verde da Ganância humana sob controle, e diga-se de passagem que é uma tarefa inglória. É claro que nem todos os estados...
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Assis Ribeiro
04/11/2011 - 16:04
Os países latino americanos, o Brasil de 1964 e anos seguintes, foi capitalista? foi democrático?
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Assis Ribeiro
04/11/2011 - 16:16
A acumulação de riqueza, própria do capitalismo, é incompatível com o principal pressuposto e objetivo da democracia que é a igualdade política dos cidadãos.
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Assis Ribeiro
04/11/2011 - 17:06
...O estado achará sempre meios de se expandir em cima dos cidadãos...
Por isso a evolução da sociedade culminará no Anarquismo.
"Conforme já salientado, os anarquistas concordavam que toda...
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Fernando Curi
04/11/2011 - 17:16
Capitalismo e Democracia plena são incompatíveis. Os 99% dos americanos estão descobrindo isso agora por terem fugido ao controle dos 1%.
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Adjutor Alvim
04/11/2011 - 18:20
Obrigado pela atenção e pelo elogio.
Bom, o único sofisma que vc mencionou é o abaixo: "a ameaça do comunismo soviético ajudou a diminuir a exploração da mão-de-obra européia e norte-americana." Na...
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Dê
04/11/2011 - 19:28
O problema do mercado é que ele é livre e se regulariza até a página 3.......pois quando vem a conta das irresponsabilidades.......aí ele vira socialista e manda a conta para todos nós...
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ed.
04/11/2011 - 20:18
"O que deverá mudar é esse capitalismo selvagem" ...
Ora pois, temos uma concordância!
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Do sítio de PHA, artigo do Estadão.
GLOBAL: Políticos fartos de democracia, polícia contra o povoPor Naomi Wolf, do Project Syndicate
Ao que parece, os políticos estão fartos da democracia. Por todo os EUA, a polícia, atuando sob as ordens das autoridades locais, vem pondo fim aos acampamentos montados pelos manifestantes do movimento Ocupe Wall Street. Às vezes com uma violência escandalosa e totalmente gratuita.
No pior incidente até agora, tropas de choque cercaram o acampamento dos integrantes do movimento em Oakland e dispararam balas de borracha (que podem ser fatais), bombas de efeito moral e granadas de gás lacrimogêneo, com alguns policiais investindo diretamente contra os manifestantes. No canal do Twitter do Ocupe Oakland surgiu uma notícia como se fosse sobre Praça Tahrir do Cairo “eles estão nos cercando; centenas e centenas de policiais; há veículos blindados e tanques”. Foram presas 170 pessoas.
Minha recente prisão, embora eu tenha obedecido as exigências contidas na autorização e realizado um protesto pacífico numa rua em Manhattan, trouxe a realidade da repressão bem próxima de nós. Os Estados Unidos estão acordando para o que foi criado enquanto dormiam: empresas privadas contrataram sua polícia (a JP Morgan doou US$ 4,6 milhões para a Fundação da Polícia da Cidade de Nova York); e o Departamento Federal de Segurança Interna forneceu às forças policiais municipais armas de padrão militar. Os direitos à liberdade de expressão e de reunião do cidadão foram prejudicados sorrateiramente por critérios opacos para obter as autorizações.
Repentinamente, os EUA assemelham-se ao restante do mundo que não é completamente livre, está furioso e protesta. De fato, muitos comentaristas não conseguiram entender completamente que uma guerra mundial está ocorrendo, mas que esse conflito é diferente de qualquer outro na História da humanidade. Pela primeira vez, as pessoas no mundo todo não estão se identificando e se organizando com base em posições religiosas ou nacionais, mas em termos de consciência global e as demandas são de uma vida pacífica, um futuro sustentável, justiça econômica e democracia. Seu inimigo é a “corporatocracia” que comprou governos e parlamentos, criou suas forças armadas, engajou-se numa fraude econômica sistêmica e saqueou ecossistemas e tesouros.
Em todo o mundo, os manifestantes pacíficos são satanizados como desordeiros. Mas a democracia é desordeira. Martin Luther King afirmou que a desordem pacífica é saudável, pois expõe a injustiça sepultada, que pode, então, ser restaurada. O ideal é que os manifestantes se dediquem a uma desordem disciplinada, não violenta, com esse espírito – especialmente a desordem do trânsito, que serve para manter os provocadores à distância e ao mesmo tempo deixar clara a militarização injusta da resposta policial.
Além disso, movimentos de protesto não têm sucesso em horas ou dias; manifestações geralmente implicam sentar num lugar ou “ocupar” áreas por longos períodos. Esta é uma razão pela qual os manifestantes devem arrecadar seu dinheiro e contratar seus advogados. O mundo corporativo está aterrorizado com a possibilidade de os cidadãos reivindicarem o Estado de direito. Em todos os países os manifestantes devem responder com um exército de advogados.
Comunicação. Eles devem criar a própria mídia, em vez de depender de agências de notícias tradicionais para cobrir seus protestos. Devem manter blogs, tuitar, escrever editoriais e comunicados de imprensa, assim como registrar e documentar casos de abusos da polícia.
Infelizmente, existem muitos casos documentados de provocadores violentos infiltrando-se nas manifestações em locais como Toronto, Pittsburgh, Londres e Atenas – pessoas que, segundo me disse um grego, são “desconhecidos conhecidos”. Os provocadores também devem ser fotografados e registrados e por isso é importante não cobrir o rosto durante um protesto.
Os manifestantes nas democracias têm de criar listas de e-mail locais, combinar suas listas com as nacionais e começar a registrar os eleitores. Devem dizer a seus representantes quantos eleitores registraram em cada distrito e devem se organizar para destituir políticos que são brutais ou agressivos. E precisam apoiar aqueles – como em Albany e Nova York, por exemplo, onde a polícia e o Ministério Público locais recusaram-se a reprimir com brutalidade os manifestantes – que respeitam os direitos de liberdade de expressão e de reunião.
Muitos manifestantes insistem em continuar sem uma liderança, o que é um erro. Um líder não tem de se colocar no topo de uma hierarquia: pode ser um simples representante. Eles devem eleger representantes com um “mandato” limitado, como em qualquer democracia, e treinar essas pessoas para conversar com a imprensa e negociar com políticos.
Os protestos devem ser o modelo da sociedade civil que se pretende criar. No Parque Zuccotti, em Manhattan, por exemplo, há uma biblioteca e uma cozinha; o alimento é doado; as crianças são convidadas a passar a noite ali; e aulas são organizadas. Músicos trazem seus instrumentos e a atmosfera deve ser alegre e positiva. Os manifestantes devem procurar manter a limpeza. A ideia é criar uma nova cidade dentro de uma cidade corrompida e mostrar que ela reflete o desejo da maioria e não de uma camada destrutiva e marginal.
Afinal, o que há de mais profundo no caso dos movimentos de protesto não são as demandas, mas sim a infraestrutura nascente de uma humanidade comum. Por décadas o que se tem dito aos cidadãos é que se deve manter a cabeça baixa – seja num mundo de fantasia consumista ou na pobreza e na labuta – e deixar a liderança para as elites. O protesto é transformador precisamente porque as pessoas emergem, encontram-se face a face e, ao reaprender os hábitos da liberdade, criam novas instituições, relacionamentos e organizações.
Nada disso pode ocorrer num ambiente de violência policial e política contra manifestações democráticas e pacíficas. Como indagou Berthold Brecht, após a brutal repressão dos comunistas alemães orientais, em junho de 1952, “não seria mais fácil…para o governo dissolver o povo e eleger um outro?”. Por toda a parte nos Estados Unidos, e em muitos outros países, líderes supostamente democráticos parecem estar considerando seriamente a irônica pergunta de Brecht.
TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO
Naomi Wolf é ativista política e crítica social. Seu livro mais recente é “Give me liberty: a handbook for American revolutionaries”.Além de “O Mito da Beleza”, seus outros livros publicados no Brasil são Fogo com Fogo, Promiscuidades: a Luta Secreta para Ser Mulher.
Quanto será que rendeu o sustinho que o premiê grego deu nos mercados? Quem perdeu fortunas e quem vai lucrar ou já lucrou milhões? Quem apostou no blefe? Quem acreditou na bravata? Essa dobradinha "crise política/crise econômica" tá ficando monótona...
Esse suposto casamento entre democracia e capitalismo nunca existiu. A própria essência do capitalismo vai contra a democracia (aumentar diferenças), a democracia só é "tolerada" pelo capitalismo porquê é necessária para manter alguma ordem civil e evitar que os prejudicados resolvam reclamar os seus direitos à força contra os beneficiados.
O que acontece agora é que o capitalismo, depois de ter perdido os poucos freios que tentaram colocar no mesmo, continuou aprofundando as diferenças até um ponto que simplesmente não dá mais de esconder, não dá mais de fazer de conta que "está tudo bem".
P.S: E explicando para os extremistas que virão obviamente espumando de raiva comentar, não estou dizendo que portanto temos que ser - oh horror! - "comunistas comedores de criancinhas". Capitalismo é um sistema ruim mas até funciona se existir alguém sempre de olho e com o poder necessário para impedir os abusos (os tão excecrado "Estado"), é quando se deixa o capitalismo fazer o que bem entender sem limite algum que a vaca vai para o brejo.
É falou bobagem, a democracia se concretizou somente nos paises que adotaram o capitalismo.
Sobre o grande mito que o capitalismo é uma desordem e que que só o estado pode ser o seu salvador colocando-o na linha , esquece do principio da ordem expontanea que vemos na ação humana (e na natureza), não existe por assim dizer "livre mercado" e sim uma regulação feita pela sociedade que as vezes é parcialmente delegada ao estado, desta forma a regulação fica indireta.
A coisa complica quando os interesses do estado não vão de encontro com os interesses da sociedade, os interesses politicos começam a vir em primeiro lugar deixando a regulação pelo estado a mercê de conluios com as empresas.
"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.
Quem com Capitalismo Fere, com Capitalismo Será Ferido
Os bem intencionados organizadores e participantes das "Marchas dos Indignados” deveriam rever um pouco o passado para entender o presente e pensar a construção do futuro. Temo que seus protestos não levem a lugar algum pois buscam evitar o inevitável. Podem até conseguir diminuir o poder dos financistas, mas não estancarão a queda do padrão de consumo europeu e norte-americano.
Continua... >>
Adjutor Alvim @CasaTolerancia http://casatolerancia.blogspot.com/ https://www.facebook.com/BlogPoliticaAdjutor
Alvim o texto é bem escrito mas carregado de sofismas , como "a ameaça do comunismo soviético ajudou a diminuir a exploração da mão-de-obra européia e norte-americana."
Confunde mercantilismo com capitalismo etc. cai no mesmo erro dos comuns de falar que exportar é bom importar é ruim.
O texto tenta dar algum mérito ao socialismo e pq não a sua restauração seria a solução para a humanidade.
Como a maioria dos textos que tentam desacreditar o capitalismo carece de principios basicos do entendimento do que é o sistema capitalista, isso se deve em grande parte ao ensino publico estatal que nunca vai ser isento, sempre vai ser "estatista", não faz sentido falar em laisse faire no ensino publico.
"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.
Obrigado pela atenção e pelo elogio.
Bom, o único sofisma que vc mencionou é o abaixo: "a ameaça do comunismo soviético ajudou a diminuir a exploração da mão-de-obra européia e norte-americana." Na verdade foi uma forma de descrever que muito da melhoria das condições de trabalho se deve à atuação sindical e dos partidos de esquerda e, sim, do temor que havia nos capitalistas ocidentais de movimentos socialistas.
Não concorda, qual a sua opinião, então?
Na confusão entre mercantilismo e capitalismo não estou sozinho. Só para citar um exemplo, estou com o livro de geografia do melhor colégio privado de Belo Horizonte que divide o capitalismo em quatro etapas, capitalismo comercial, industrial, financeiro e informacional, sendo mercantilismo a doutrina teórica do capitalismo comercial.
Não concorda, qual a diferença entre eles, então?
Não disse que exportar é bom, importar é ruim, mas caso vc não fabrique dólares ou tenha crédito barato, vc precisa de alguma outra forma de financiamento. Tem alguma outra forma?
O texto não dá nenhum mérito ao socialismo, a não ser que vc chame o regime chinês de socialista. Eu não chamo. Se puder indicar onde você leu no texto, me daria até oportunidade de revisão.
Nunca tive oportunidade de passar pelo ensino público estatal e, como já mencionei, os livros adotados nos colégios particulares de Belo Horizonte também trabalhas os conceitos como listei.
E em relação, ao laissez-faire, como Adam Smith veria o aporte de capital estatal nos bancos norte-americanos feitos pelo governo dos EUA? Você acha que tem sentido em falar em laissez-faire não reunião do G20?
Enfim, seria interessante que você escrevesse um texto, talvez não criticando o meu, mas olhando a situação de um ponto de vista Liberal.
Topa o convite?
Adjutor Alvim @CasaTolerancia http://casatolerancia.blogspot.com/ https://www.facebook.com/BlogPoliticaAdjutor
Alvim, vamo ver se sou capaz para tanto.
"Na verdade foi uma forma de descrever que muito da melhoria das condições de trabalho se deve à atuação sindical e dos partidos de esquerda" então foi um erro de estrat´gia deveria se fosse para implantar o comunismo deveria ter acirado a luta de classes.
Vamo ver o que um sindicato pode fazer, no máximo que ele pode fazer é transferir renda de uma categoria para outra, quando ele propõe o aumento de salário para uma categoria ele o faz em detrimento de todas as outras. E o sindicato pode elevar somente o valor monetário do salário não seu valor real.
Sabe aquela coisa de faltar os principios, vamo ver o que determina o "preço" de um salário, teriamos que falar sobre a revolução marginalista, vamo pular.
Salários representam a produtividade marginal do trabalho.( isso é um axioma, uma lei)
Então o que determinou o aumento real e monetário dos salários na europa e EUA foi o GRANDE aumento de produtividade e do capital investido por trabalhador , não se esquecer do capital humano (educação, especialização)e o alongamento da estrutura de capital.
"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.
Se não houvesse pressão dos sindicatos por melhores salários, o capital não transferiria os ganhos de produtividade para os trabalhadores. Acumularia e reinvestiria os lucros se o mercado permitisse ou cortaria preços caso o mercado fosse competitivo.
Para fugir dos aumentos de salários, o capital foi para os países periféricos onde o capital investido por trabalhador era menor, mantendo (ai eu concordo com você) os melhores empregos no capitalismo central. Mas os lucros das multinacionais no exterior foi um dos fatores que permitiu o investimento nos produtos de maior valor agregado.
Bom, mas ao invés de ficarmos discutindo ponto a ponto, escreve um texto um pouco mais longo sobre a sua visão da crise atual, seus motivos, possiveis soluções e alguma futurologia rsrs.
Que tal?
Adjutor Alvim @CasaTolerancia http://casatolerancia.blogspot.com/ https://www.facebook.com/BlogPoliticaAdjutor
Alvim tem que ser pontual pq senão dispersa muito e da confusão e o texto de referência é muito amplo.
Eu devia ter falado sobre o marginalismo, como falei salários representam a produtividade marginal do trabalho, ou seja, vc recebe não pela sua importancia e sim pela sua raridade.
Com o avanço da tecnologia provocada pela acirramento da concorência, achar operarios qualificados se torna cada vez mais dificil a unica forma de atrai-los e melhorando o salário.
Vc mesmo no seu blog da pra ver vc procurando onde é a melhor oferta de trabalho e empresas procurando os melhores especialistas.
Eu queria reinterar a questão do aumento de salário real e monetário, o efeito do aumento progressivo da produtividade da mão-de-obra, no capitalismo, é um aumento progressivo da oferta de bens de consumo em relação à oferta de mão-de-obra, e, por conseguinte, uma redução progressiva nos preços dos bens de consumo em relação aos salários.
Sindicatos só podem aumentar o valor monetário e não o valor real e sempre em detrimento de outra parte da sociedade, já que o empregador ira transferir este custo.
A decisão de uma empresa de sair de um país ou abrir uma filial no exterior não leva somente em conta o "preço" da mão de obra, normalmente se deve a saturação de mercado interno, elevada carga tributia, leis trabalhistas etc. Os salários baixos, não são uma criação das corporações multinacionais exploradores; são, sim, os frutos de uma produtividade extremamente baixa.
"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.
Não é fato.
O ABC (por ex.) passou a ter índices de desenvolvimento social melhores que a maior parte do Brasil, inclusive São Paulo, porque a renda do trabalhador local melhorou (e muito). E se não fossem os sindicatos, isso iria para o lucro ou para vendas "mais fáceis" (preço, mas primeiro o lucro!). E não para o "social".
Ora, se não fôr este um objetivo (melhorar o social), então ... babau!
Mas as empresas, sabemos, continuam com lucros excepcionais...
Diferentemente de exploração predatória, isto se chama prosperidade.
Sobre capitalismo e mercantilismo.
mercantilismo se basea no principio que um tem que perder para outro ganhar, que a economia se basea em uma conta de soma 0. No capitalismo uma relação de troca voluntária ambos os agentes devem ganhar ou um não perder, se for diferente disso não é capitalismo , e o principio que a ação humana parte sempre de uma condição de não satisfação para um estado de satisfação "melhorada", a praxeologia e que estuda isso.
"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.
Confunde mercantilismo com capitalismo etc.
O primeiro é um aspecto do segundo. Negar esta definição simples e históricamente embasada é cair numa falácia no-true-Scotsman (por falta de um termo em português). É como socialistas fugindo da raia toda vez que vem com aquela ladainha de que o comunismo não era comunismo "de verdade".
Retorno do socialismo?
A velha confusão entre socialismo e comunismo (que ainda existe, na já segunda maior economia do mundo)...
Culpa do ensino público, estatal?!
Eu estudei nos dois. E isto é mais do que comum: médio particular, superior público (típico dos mais ricos) ou o contrário, (comum entre os mais pobres, que trabalham de dia e estudam a noite)
Será por isso que penso como penso?
Vai ver então que sou apenas um mero "confuso"...
PS: Aliança, não estou pegando no teu pé, apenas "dando molho" a algumas de suas afirmações, que até concordo e outras que discordo. Mas seu "desempenho" neste post não me está de todo mal não!
G20 Personagens a Procura de um Autor
Adjútor Alvim* A Cúpula do G20 encerrou-se nesta sexta-feira, 04 de novembro, com um sentimento de decepção sendo apregoado pela imprensa brasileira. A cúpula teria sido realizada em um clima de tensão provocada pela situação grega e fracassado na tentativa de viabilizar o Fundo Europeu de Estabilização. Sob a ótica dos BRICS, porém, não há como considerar frustrante o encontro. O provável desenrolar dos eventos poderá deixar mais claras as oportunidades do Brasil na nova ordem mundial. Esta foi a primeira reunião do G20 onde os emergentes puderam se considerar participantes em pé de igualdade com os membros do antigo G7. Estes, fragilizados economicamente, foram obrigados a dividir os holofotes com novos personagens da geopolítica mundial. O próprio G20 ganhou ares de fórum oficial de formulação de políticas globais. Em respeito aos pontos discutidos, a maior parte deles favorece o Brasil.Continua... >>
Adjutor Alvim @CasaTolerancia http://casatolerancia.blogspot.com/ https://www.facebook.com/BlogPoliticaAdjutor
"Salvador"? O estado nesta questão têm a função de - tentar - manter o Monstro Verde da Ganância humana sob controle, e diga-se de passagem que é uma tarefa inglória. É claro que nem todos os estados nacionais cumprem essa função (ou querem cumprir ela), mas se não for assim é o consumidor comum contra o capital. E adivinha quem ganha?
Em ultima instancia sempre será o consumidor o "regulador" do livre mercado às vezes por meio do estado às vezes por meio de suas preferências de consumo.
A questão como já falei que o meio indireto da chance de o governo e grandes empresas entrar em conluio e darem uma rasteira no consumidor-eleitor, e o que vemos hoje.
Sobre ganância o estado é feito de que? De seres humanos que são sucessíveis as mesmas tentações, e que garantias vc podem ter que os funcionários não serão corrompidos pelo capital e colocar os interesses das empresas a frente dos interesses da sociedade. Pode o estado se tornar tão poderoso que não mais se preocupa em regular o antes livre mercado.
"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.
O problema do mercado é que ele é livre e se regulariza até a página 3.......pois quando vem a conta das irresponsabilidades.......aí ele vira socialista e manda a conta para todos nós....... ele vê no Estado, o bom pai, que precisa lhe socorrer sempre em que se encontra em apuros e sempre que a "brincadeira" deu errado..........o mercado é um filho pródigo que precisa ser interditado urgentemente.......quando finalmente o povo, o que banca a festa nababesca de sempre, acorda, ele se torna inconveniente.....e aí a democracia fica ameaçada.......hãhã......mas a democracia já ficou para trás faz muito tempo......hoje, todos obedecem um único Deus.....o Deus Dinheiro......quem tem dinheiro, detém o poder e portanto dita as regras do jogo que beneficia sempre os mesmos.....os do dinheiro.... E La Nave Va....mundo bem Fellinesco mesmo!!!
Cosi è, si vi pare!!!
Dê quem melhor para gerenciar a sua vida e seu dinheiro do que vc mesma, a sociedade ao permitir que o estado faça isso deixa brechas para ocorrer isso que vc corretamente falou.
A socialização dos prejuizos é caracteristica bem clara dos sistemas intervencionistas, acontece exatamente pq a sociedade permitiu que a burocracia gerenciasse o mercado e se já aconteceu este gerenciamento deixou de ser livre.
Tudo na questão economica social se resume a gerenciar recursos escassos. Quando o estado aloca recursos errôneamente causa miséria pq faltará em outro lugar, o estado não "sente" os custos de suas decisões não é penalizado por isso.
"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.
Sim, mas não é uma verdade absoluta. Muitas fariam melhor. Mas muitas outras não... Quantas pessoas não poderiam comprar casa utilizando seu FGTS ou se aposentar (ainda que miseravelmente), porque gastariam (mal) o dinheiro, compulsoriamente poupado.
A socialização dos prejuízos não é por causa do "modelo estatal", mas pela corrupção ou sequestro dos governos, como no caso dos EEUU, onde nem mais o executivo (que pode estar contra ou a favor, como Bush Kid) ou sequer o congresso tem mais poder do que as corporações. A Democracia foi tomada por seus financiadores (com a míRdia).
Quanto a sistemas "intervencionistas", veja a "intervenção" que a Microsoft (ou a IBM) fizeram, atrapalhando a evolução da tecnologia e do "mercado".
Não vou falar da General Fruit, que "interveio" na Guatemala. Ou da Halliburton ou da Blackwater, ou das grandes de petróleo, derrubando governos, invadindo e ocupando países, etc., porque é "outro tipo" de intervenção. Mas ainda assim, de interesses privados.
Quanto a gerenciar recursos escassos, a Time publicou em 1986 uma edição sobre o "Planet of the Year", onde noticiava que a produção mundial de trigo era o DOBRO da necessária para alimentar a humanidade.
Isto ainda parece ser verdade, portanto o problema não é de escassez, mas de distribuição.
E quem causa esta distorção, concentrando riqueza e desperdiçando recursos? Os estados? Um pouco, mas de longe, é a ganância, livre leve e solta do capitalismo desenfreado e predatório, sem fim social.
"A socialização dos prejuízos não é por causa do "modelo estatal", mas pela corrupção ou sequestro dos governos,".
Somente ocorre pq os governos tem um muito poder em suas mãos, na verdade corporações gigantes somente existem por causa deste agigantamento estatal, notou que foi proporcional o aumento do estado e das corporações.
"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.
As evidências demonstram exatamente o contrário:
Antes de Reagan e seus detonadores do estado (a ser "afogado numa banheira"), ele era sólido pela constituição e fortalecido por F.D.Roosevelt. Corporações como a gigantesca AT&T (a maior!) foram obrigadas por este estado, com quem não se brincava, a se dividir (no caso, as "Baby Bells"), para evitar monopólios e quetais.
A partir do "estado mínimo" de Reagan acentuaram-se as desregulações (leis antitrust, financeiras, etc.), a cada governo republicano (e até mesmo no democrata de Clinton), por lobby das corporações que financiam os políticos e exigem suas "contra-partidas"... incluindo aí alguns dos próprios presidentes, lá colocados para isso.
Por isso é importante reconhecer a diferença entre estado e governo.
A diferença de resultados entre o antes (forte) e depois ("mínimo") pode ser vista por ex. na tentativa de diversos estados americanos (federação) processarem a Microsoft por monopólio, requerendo sua divisão em pelo menos 2.
Quando estavam quase por vencer, entra Bush Kid (um republicano descaradamente comprometido com corporações e associações, inclusive a Microsoft e até com a família Bin Laden), que rapidamente conseguiu, como chefe de governo e de estado, cancelar os processos. Ao contrário da derrotada AT&T do estado sólido, venceu a Microsoft, do estado liquefeito...
No final de seu governo, ainda ficou refém das financeiras, aceitando exigências absurdas e incondicionais e passando o abacaxi para o seu sucessor, que, ou é uma farsa ou está refém do mesmo pessoal (colocado até em sua equipe).
Estes chefes de um "estado aparelhado" pelas corporações são usados exatamente para enfraquecê-lo, sequestrando-o e deixando-o refém das mesmas. Note que estado significa executivo, legislativo e judiciário, consolidado por uma Constituição, outrora admirável, mas sendo picotada aos poucos.
Similar à era FHC no Brasil, que até o ex-secretário do Tesouro americano afirma que era uma lástima, em comparação aos dias de hoje (sim, da era Lula).
Portanto, ou suas lentes estão desfocadas ou vc quer ser como o pior cego...
Isso!
(onde porei 10 estrelinhas?)
Vc acabou de descrever o que chamamos de "capitalismo comunista"!
Aquele que privatiza os lucros e socializa os prejuízos...
Não vamos confundir ambição (saudável, ter o que quer/precisa para poder usufruir, prosperar) com ganância (doentia, ter tudo e cada vez mais, mesmo que nem consiga usufruir).
Mas é fato que ela pode existir no estado e nas empresas.
O problema é que nas empresas ela é legal (principalmente quando não há regulação e limites).
E o princípio de uma empresa competitiva é tomar o mercado! ... Longe de "regulá-lo"...
No estado, requer-se que haja regulação, vigiabilidade e cobrança, com requisitos públicos de transparência.
O que não impede a bandalha e o descontrole. Sua eficácia depende do nível de desenvolvimento da sociedade que exerce o controle.
Como vemos, são coisas antagônicas.
Por isso as empresas (predatórias) tendem a preferir sociedades menos desenvolvidas...
O que é uma medíocre burrice!
Os países latino americanos, o Brasil de 1964 e anos seguintes, foi capitalista? foi democrático?
Assis Ribeiro
Assis foi intervencionista tanto economico como politico.
"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.
a antiga grécia, que criou a democracia era capitalista? Acho que sim, por que apenas os homenes e mulheres livres podiam votar
o 3o reich era capitalista, mas não tinha nada de democracia
o kukluxklanistão (ex-usa) só entrou numa suposta democracia quando acabou o apartheid, nos anos 60.
mas jamais deixou de ser o 4o reich (nós da América Latina sabemos como eles nos democratizaram com ditaduras militares
a união soviética não era capitalista nem democrática, a atual russia é capitalista mas não é democrática
a escandinávia é meio socialista e meio capitalista, mas é democrática
o afeganistão, a arábia saudita e o 5o reich (israel) são capitalistas mas também não são minimamente democráticos
nosso querido aliança-liberal-troll parece ser extremamente capitalista e pseudo democrático
não entende nada, prtecisa ler muito sobre a história dos últimos séculos
pois o fascismo jamais foi democrático, sempre foi capitalista
Ou o Brasil acaba com os juízes corruptos ou os juízes corruptos acabam com o Brasil
Associar capitalismo com democracia é sim uma grande demonstração de ignorância. A não ser que haja algum país escondido, que ninguém conheça, em que esta mistura funcione. Normalmente , quem tem dinheiro(capitalista) manda e o resto(a maioria) obedece, trabalha, chora, sofre e ...pronto.
Socialismo e capitalismo são sistemas ECONÔMICOS de governo e não tem a ver com o sistema político, regime ou forma de comando.
Podem haver ditaduras, democracias, monarquias, etc. CAPITALISTAS ou SOCIALISTAs. Mas como não conheço nenhuma democracia capitalista, espero informações.
Nos países nórdicos(socialismo mais antigo), o salário mais baixo é de 4 a 5 mil euros. Isso já é uma forma de socialismo. E, que se saiba, não ha ninguém lá com mais de UM BILHÃO na C/Corrente ou com propriedades de 100 mil, duzentos mil hectares.
"... o capitalismo é uma desordem ..."
Sim, não é uma questão de ser, mas de poder ser (uma desordem)...
É como a liberdade, que todos queremos (e precisamos).
Ela não "é" uma desordem em si, mas pode ser, se não houver regras e limites (consensuais, de interesse público).
Já imaginou termos a "liberdade" de poder dar pirulitos de cocaína para meninhas de 13 anos e depois levá-las ao estupro e a prostituição? Ou podermos tomar a casa do vizinho na marra para morar? Ou ...
E o capitalismo que se pratica hoje é bem assim, como uma Ferrari desgovernada nas mãos de filhinhos de papai...
"... interesses do estado ... "
Sim, podem não ir ao encontro (da sociedade) ... Mas isto é muito mais evidente e comum nas empresas, cujo primeiro (e frequentemente único) objetivo é o lucro, não a sociedade. Os exemplos são inúmeros, desde a mera exploração de seres humanos até danos ambientais e mortais a comunidades inteiras, sem evitar, como vc bem diz, a corrupção (até entre empresas) e os conluios (entre elas e com o estado).
O capitalismo, é muito menos uma questão de "o quê" do que uma questão de "como".
Não é a sociedade que deve servir ao capitalismo e sim o contrário...
Se não ... não serve!
Como já comentei em outro post hoje, a "maior democracia" mundial, suspeito que seja uma ditadura militar. O presidente norte americano é só um boneco mantido pelos militares. Sempre deu certo e a ilusão do "poder" civil foi mantida porque nenhum presidente dos eua ousou ir contra as metas e diretrizes dos militares.
Quando os militares querem guerra, o cara sentado na cadeira só assina. Tem a encenação toda de levar ao congresso para aprovação, mas é só fita.
Ou não. O AA é que sabe destas coisas. qaqaqaqa
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