O Dia Mundial Sem Carro

Por Almeida

Hoje é o Dia Mundial Sem Carro, 22 de setembro. É uma iniciativa que vem ganhando a adesão em todos continentes, desde que foi lançada na Europa nos últimos anos do século passado. Postei uma discussão para debate mais permanente sobre essa questão (http://blogln.ning.com/forum/topics/dia-mundial-sem-carro).

Há mais de quarenta anos, pelo menos é que demonstra o vídeo abaixo, somos ludibriados pelos poderes públicos com soluções mirabolantes para mobilidade urbana, através de obras públicas, que rendem apenas comissões que alimentam campanhas políticas e contas em paraísos fiscais. De modo algum o rodoviarismo e o transporte individual são resposta para a mobilidade urbana, assistam o vídeo que testemunha o fracasso dessa promessa. 

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19 comentários
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Luis Orlando

Eu tenho um artigo interessante sobre um exemplo de uma cidade com uma boa solução de mobilidade urbana:

http://www.entreculturas.com.br/2010/08/estrasburgo-parte2/

 
 
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Joel Furta

Li o artigo, excelente.

estas soluções devem ser viabilizadas através da mobilização política da sociedade.

não basta esforços individuais ou pontuais.

 
 
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Alexandre Dumas

Ótima iniciativa do prefeito do Rio.

Só tem um grande problema. Na foto ele não respeita a lei, ou seja, não cumpre o código de trânsito, onde as bicicletas devem andar FORA das calçadas e na mão dos veículos. Veja que na foto ele e seus seguidores atrapalham o trânsito de um pedestre.

No próximo dia 22/09 ele poderia estar inaugurando várias ciclovias e estacionamentos para bicicletas.

Prefeito do Rio usa bicicleta no Dia Mundial Sem CarroEduardo Paes percorreu 20 quilômetros em aproximadamente 40 minutos até o Palácio da Cidade

Daniel Gonçalves, especial para o IG | 22/09/2010 08:46

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O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, chegou por volta das 7h20 desta quarta-feira ao Palácio da Cidade, em Botafogo, zona sul, pedalando uma bicicleta. A iniciativa faz parte do Dia Mundial Sem Carro. O movimento é comemorado simultaneamente em várias cidades do mundo e tem o objetivo de conscientizar as pessoas sobre os danos da emissão de gases do efeito estufa ao meio ambiente.

Paes seguiu por 20 quilômetros até a sede da Prefeitura, passando pela Vista Chinesa. O percurso foi realizado em aproximadamente 40 minutos.

O secretário Estadual de Transportes, Sebastião Rodrigues, também aderiu à campanha. Ele seguiu de barca da cidade de Niterói até a Praça XV, no Centro do Rio. De lá, foi de bicicleta até o Aterro do Flamengo, sede da secretaria. O trajeto tem 7,4 quilômetros.

O subsecretário Luiz Carlos Veloso, o chefe de gabinete Iran Rodrigues, o coordenador do programa Rio – Estado da Bicicleta, Mauro Tavares, e outros funcionários do órgão foram trabalhar de bicicleta.

A secretária Estadual de Ambiente, Marilene Ramos, e o presidente do Instituto Estadual do Ambiente, Luiz Firmino Martins Pereira, apoiam a iniciativa.

 

Foto: Alex C. Ribeiro/Futura Press

Prefeito do Rio aderiu ao Dia Mundial Sem Carro e foi de bicicleta até o Palácio da Cidade.

 

 

 

 

 
 
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Mario Blaya

 

legal o prefeito andando de bicicleta na calçada e o transeunte na rua, linda foto!

 

"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." Max Frich

 
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Alessandro

Ah, nada como a ditadura. Em pouco mais de um ano fizeram o elevado todo. Não tinha essa bobagem de Prevenção de Acidentes - CIPA, controle de gastos, impacto urbanístico, impacto sobre a população local. Os caras botavam pra quebrar.

 
 
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Carlos.

Com a excelência do transporte público paulistano, todos poderão aderir à campanha e deixar o carro em casa sem que isso lhes cause transtorno ou aborrecimento. O Metrô, então, tem sistemas de segurança tão sofisticados que uma simples blusa deixada na porta por um dos primos da Dilma recém-chegado da Bulgária paralisou uma linha inteira.

 
 
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Gabriel

Para entender como muitos brasileiros passam 365 dias/ano sem carro, sugiro ler  esta matéria http://carrodeverdade.wordpress.com/2010/09/20/concorrencia-pra-valer-onde/

 
 
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Sérgio Salvati

Nassif, complementando seu raciocínio, há mais de 60 ANOS que o Brasil deixou de lado o planejamento urbano em troca do planejamento viário, por meia da valorização excessiva da visão do engenheiro (o Dr. Paulo o é) em detrimento da visão do urbanista.

A São Paulo da década de 20 era admirada por urbanistas europeus. 30 anos depois iniciou-se sua degradação urbana com a introdução de uma política carrocentrista nos moldes norte-americano que, junto com a explosão demográfica das décadas seguintes, destruiu a cidade. Em outras capitais brasileiras o mesmo aconteceu, em alguns casos mais pelo êxodo rural do que pela industrialização, como foi por aqui.

Onde estão nossos urbanistas? Que tal convocar esta discussão e esclarecer: em que ponto exatamente nos perdemos e como explicamos o fenômeno da adoração às soluções dos  engenheiros?

(Nada contra os engenheiros, meu pai era um, mas em planejamento urbano são mesmo um desastre).

Abs.

 
 
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Henrique Torres

Prezado Sergio, eu, como engenheiro, concordo só em parte com você: as "soluções de engenheiro" para o trânsito - grandes obras e intervenções viárias que só aumentam o tamanho dos congestionamentos - são um desastre. Mas é um erro pensar que os arquitetos / urbanistas são melhores. Basta ver Brasília, a cidade mais carrocêntrica do Brasil, exemplo de um rodoviarismo exacerbado baseado nos modelos fascistas de Le Corbusier (aquele que dizia ser preciso destruir a rua). Aqui no Rio, temos o exemplo da Barra da Tijuca, onde o Plano Lúcio Costa (sempre ele!), ainda que não fielmente implantado, tornou esse bairro um inferno para os pedestres, e onde as pessoas pegam o carro para ir comprar pão. Isso sem falar das famigeradas leis de zoneamento, que pregam a separação e a segregação entre os diferentes usos do solo (habitação, comércio, serviços). Outro exemplo, ainda no Rio: até recentemente, havia uma lei que proibia (!) construir prédios residenciais no Centro; o resultado é uma área central morta à noite, perigosa e desagradável. Ou seja, são arquitetos que nunca leram - ou se leram, ignoraram - as lições do mais importante livro de urbanismo dos últimos 50 anos: "A morte e a vida de grandes cidades", de Jane Jacobs (que, por sinal, não era arquiteta, mas socióloga). Por isso, eu reformularia a sua crítica: na minha opinião, os engenheiros e arquitetos (com raras e honrosas exceções, e com a ajuda, é claro, dos nossos bravos políticos) estão unidos para destruir as nossas cidades. Um abraço.

 
 
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Remindo sauim

Como meu carro está na oficina, vou ter que colaborar com o dia sem carro. Mas prefiro mesmo o meu carrinho.

 
 
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Fuhgeddaboudit™

Mas ................. quem disse esa frase: A "Nova Classe Média Brasileira" (que alguém diz que criuou), "agora já pode comprar o seu carrinho" e, meses depois reduziu o IPI sobre automóveis e colaborou com o caos do trânsito urbano, com reflexos imediatos nos que sofrem de hipertensão arterial (ansiedade e tensão diante de retenções e vontade de urinar, preso em ônibus ou veículos,é uma das consequências). Teria sido o Presidente LULA?

Eu fui um que, em 2008, tive meu segundo (e mais forte AVCh), em um engarrafamento de 50 minutos  (às 8:00 hs da manhã de uma segunda feira - SEO -) a partir da Rodovia Imigrantes até a entrada da Av. Ipirapuera na Av. Bandeirantes. De lá para cá é conviver com as sequelas e aguardar o desfechi final.

E, ontem, ninguém, aqui se preocupou com o dos que lutam contra a deficiência física e os problemas dos idosos idade. Só quase à noite, depois de um susto matinal, eu falei no assunto aqui.  

Re: O Dia Mundial Sem Carro
 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

 
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GalileuGalilei

Se eu fosse um adepto de teorias conspiratórias e irresponsável, como a Soninha, eu diria que o incidente com o Metrô, ontem, na véspera do "Dia Mundial Sem Carro" teria sido muita coincidência... talvez uma manobra tucana para sabotar o evento...

Quem, em S. Paulo, deixará o seu carro, hoje, na garagem com a sucessiva ocorrência de complicações com o sistema de transporte público?

 
 
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Daniel Campos

O pessoal aqui de Curitiba nem deu bola para o dia mundial sem carro, vi o mesmo número de carros na rua em relação à outros dias.

O grande problema é que o povo daqui em geral DETESTA dividir o espaço com quem quer que seja, andar de ônibus é "coisa de pobre". (e diga-se de passagem o motorista curitibano não respeita sequer os outros motoristas - achando que os outros têm que sair da frente dele - quanto mais então pedestres)

E o outro grande problema é que ter carro não é visto como meio de transporte - como deveria - mas como símbolo de status. Que você "só é alguém" se tiver carro.

E mais, se preocupam muito mais com o CARRO do que com GENTE. Basta lembrarem que no filme "O guia para o mochileiro das galáxias" o primeiro alien que aparece no filme estava tentando "entrar em contato" com carros no meio da rua, porquê julgou que eles deviam ser a forma de vida dominante do planeta, tal é o seu número e como eles têm preferência sobre todo o resto.

 
 
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Agnes

A cidade de Los Angeles, até a decada de 30, já teve o melhor transporte público dos EUA. Dá para imaginar?

Sou moradora da Vila Buarque, área cuja degradação teve início naquela época. Tenho 49 anos e acompanhei a construção do Minhocão. Desde então já comentávamos que o "Elevado Costa e Silva"  - que terminava exatamente na Avenida Francisco Matarazzo - levava o Centro até a porta de casa... Ou melhor, até a porta da casa... de Paulo Maluf: a Eucatex!

 

 
 
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Lau

Aqui em BH deixar o carro em casa e ir trabalhar ou estudar de ônibus é impossível ! É aumentar em mais de 2 horas os deslocamentos diários !!! Eu moro a 5 kms do meu trabalho !!!

Aqui o interesso o público não existe !!!

Quero ver em 2014 quando Belo Horizonte abrir a Copa. Vou deixar meu carro no mínimo 4 kms do Mineirão e vou para o estádio à pé !

 

 
 
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Luiz Antônio

Essa de "um dia sem carro", comento sempre, que é uma grande falácia. Se o transporte público fosse adequado mas não consegue nem suprir direito a atual demanda, imaginem os milhões que se locomovem com automóvel resolvessem andar de ônibus? Caos é pouco para definir a situação.

 
 
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Almeida

Se "os milhões que se locomovem com automóvel resolvessem andar de ônibus", eles cobrariam das autoridades soluções para o transporte público; não elegeriam demagogos picaretas, que prometem resolver os problemas de trânsito, com obras que lhe rendem contribuições em suas campanhas eleitorais e nas contas de paraísos fiscais, como diz o texto acima; questionariam a necessidade de obras que efetivamente são, a menor distância entre dois engarrafamentos.

Se "os milhões que se locomovem com automóvel resolvessem andar de ônibus", eles deixariam mais espaços nas ruas, para circulação de veículos coletivos e bicicletas. O convite para "Um Dia Sem Carro" é uma mobilização para uma refletir sobre o caos urbano presente, mas isto é destinado para quem tenha capacidade de reflexão, ou seja, para quem pensa; não sei se é possível estender o convite para o seu caso.

Um abraço.

 
 
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Henrique Torres

Excelente comentário. O problema de quem só anda de carro é que ver a cidade através de um para-brisa distorce a noção da realidade. Se os automobilistas refletissem sobre o que se passa nas ruas, eles descobririam o quanto são beneficiados pelo nosso "péssimo transporte público".

 
 
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Carlos Henrique

O transporte público na maioria das cidades é péssimo.

Se não consegue ganhar do transporte individual em conforto nem tampouco em velocidade (à exceção do metrô, é claro), só resta o preço.

Assim, o transporte público deve ser de baixo custo nas grandes cidades, operado pela própria prefeitura (ou prefeituras).

O sistema poderia ser financiado através de uma taxa mensal que cada usuário pagaria para utilizar o serviço durante o mês, de forma ilimitada. Se isso não for suficiente, o estado deve destinar uma parcela do IPVA que recolhe para subsidiar o transporte público.

 
 

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