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O desabafo do intelectual indiano na BBCEnviado por luisnassif, dom, 14/08/2011 - 09:14Por Abelha Nassif, Está imperdível uma entrevista feita ao vivo pela BBC sobre os ataques ocorridos em 8 cidades da Inglaterra. A BBC, como sabem, é a Rede Globo da Inglaterra - ou a Fox dos EUA. A jornalista entrevista um escritor indiano, Darcus Howe, para saber dele sobre os ataques que ocorreram nos últimos dias. Em princípio, a emissora julga erroneamente que o entrevistado coaduna com a visão da BBC, que diz há dias que os ataques foram feitos por desordeiros que só pensam em "agredir" o cidadão londrino e que não tem nada para reinvidicar. Na verdade o que se ouve do senhor entrevistado é uma verdadeiro desabafo sobre desigualdades sociais e raciais que só fazem crescer em todo o mundo e que chegou em definitivo a Londres. "Não digo que estão acontecendo “tumultos”. O que está acontecendo é insurreição das massas, do povo. Está acontecendo na Síria, em Liverpool, em Port of Spain... Essa é a natureza do momento histórico que vivemos." Ele fala claramente da truculência da polícia londrina e do descaso do governo com o fosso abissal que se abriu entre as classe altas e baixas. Uma entrevista que gerou uma das maiores saias justas que a BBC passou nos últimos tempos, tendo de cortar a fala do homem abruptamente e pedir desculpas ao mundo no dia seguinte. Infelizmente não localizei o vídeo com a tradução simultânea, mas um site com a trasncrição da tradução logo abaixo do vídeo. Deliciem-se com a desmoralização ao vivo de jornalistas vendidos. Mil salvas ao corajoso escritor Darcus Howe! Vídeo em inglês e trasncrição aqui: http://gilsonsampaio.blogspot.com/2011/08/jornalismo-objetividade-que-so-se.html
BBC (para a câmera): Vamos falar com Darcus Dowe, escritor e jornalista. (A câmera mostra um senhor, visivelmente perturbado.) Marcus Dowe, qual sua opinião sobre tudo isso? Você está chocado com o que viu lá a noite passada em Londres? Entrevistado: Não, não estou. Vivo em Londres há 50 anos e há “climas” e momentos diferentes. O que sei, ouvindo meu filho e meu neto, é que algo muito, muito sério estava para acontecer nesse país. Nossos líderes políticos não tinham ideia. A Polícia não tinha ideia. [Só faltou completar: “Os jornais e os jornalistas não tinham ideia”.] Mas se se olhasse para os jovens negros e para os jovens brancos, com atenção, se os ouvíssemos com atenção, eles estavam nos dizendo. E não ouvimos. Mas o que está acontecendo nesse país com eles... BBC: Posso interrompê-lo, por favor... O senhor está dizendo que não condena o que houve ontem? Que não está chocado com o que houve em nossa comunidade ontem à noite? Entrevistado: É claro que não condeno! Por que condenaria? A coisa que mais me preocupa é que havia um jovem chamado Mark Dogan, tinha casa, família, irmãos, irmãs. E a poucos metros de sua casa, um policial rebentou sua cabeça com um tiro. BBC [interrompendo]: Sim, mas não podemos falar sobre isso. Temos de esperar o julgamento, o tribunal não se manifestou sobre isso... Não sabemos o que aconteceu. O senhor estava falando do seu filho, de jovens... Entrevistado: Meu neto é um anjo. Me enfureço só de pensar que ele vai crescer e um policial pode colá-lo a uma parede e explodir sua cabeça com um tiro. A Polícia detém e pára e revista os jovens negros sem qualquer razão. Alguma coisa vai muito mal nesse país. Perguntei ao meu filho quantas vezes ele foi parado pela polícia. Ele me disse “Papai, não tenho conta de tantas vezes que aconteceu...” BBC: Mas... Isso seria justificativa para sair e quebrar tudo, como vimos nos últimos dias em Londres? Entrevistado: Onde estava você em 1981 em Brixton? Não digo que estão acontecendo “tumultos”. O que está acontecendo é insurreição das massas, do povo. Está acontecendo na Síria, em Liverpool, em Port of Spain... Essa é a natureza do momento histórico que vivemos. BBC: O senhor não é estranho a essas agitações. O senhor já participou de agitações como essa, como sabemos. Entrevistado: Nunca participei de agitação alguma. Estive em muitas manifestações que acabaram em conflitos. Seria normal que a Polícia da Índia Ocidental me acusasse de ser agitador. Mas absolutamente não admito que você me acuse de agitador. Quis oferecer um contexto para o que está acontecendo. O que é que vocês queriam? Masmorras? BBC: Infelizmente, o senhor não conseguiria ser objetivo. Obrigada pela entrevista. [Corta e o “jornal” passa a falar da suspensão de uma partida de futebol]. Ainda sobre o caso da BBC, segue abaixo o pedido de desculpas oficial ao escritor Darcus Howe e a todos os telespectadores.
Tradução das desculpas da BBC: Darcus Howe A BBC pediu desculpas por entrevista em vivo transmitida pelo canal de notícias, na qual um veterano jornalista foi acusado de participar de ‘tumultos’. Escritor e jornalista, Darcus Howe foi entrevistado sobre os eventos nas ruas de Londres; a certa altura da entrevista, a apresentadora Fiona Armstrong o acusou de participar de “tumultos”. A empresa pediu desculpas aos telespectadores por qualquer ofensa, depois de a empresa ser soterrada por reclamações do público. Durante entrevista que foi ao ar ontem, a entrevistadora disse, falando dos estúdios: “O senhor não é estranho a esses tumultos, não é? Já tomou parte em tumultos, pelo que se sabe.” Howe, entrevistado no dia seguinte dos acontecimentos em Croydon, respondeu “Jamais participei de tumulto algum. Participei de muitas manifestações que acabaram em conflitos. Pare de me acusar de ser agitador. Respeite um velho negro da Índia Ocidental. Você quer que eu diga o que não vou dizer. Sua pergunta é idiota. Exijo que me respeite.” A BBC declarou que a apresentadora não teve qualquer intenção de desrespeitar Howe e que suas perguntas visavam a contextualizar o que Howe dizia e suas reações aos eventos londrinos. A empresa declarou também que doravante se referirá sempre a “tumultos na Inglaterra”, em vez de “tumultos no Reino Unido”. “A alteração deve-se ao dever de considerar a sensibilidade dos telespectadores na Escócia, em Gales e na Irlanda do Norte e para assegurar máximas clareza e precisão geográfica”.
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Comentários + votados
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Sanzio
14/08/2011 - 09:19
"A BBC, como sabem, é a Rede Globo da Inglaterra - ou a Fox dos EUA."
Pelamordedeus, comparar a BBC com Globo e Fox é não ter o menor conhecimento nem de uma nem das outras.
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alfredo machado
14/08/2011 - 09:30
Caro Abelha:
E desde quando a BBC é igual à Grobo e à Fox News, desde a uma hora atrás?
Só mesmo uma pessoa que não assiste à emissora inglesa, considerada pela maioria como a melhor do mundo, é...
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Edson Joanni
14/08/2011 - 09:35
O que a jornalista fez com o escritor não é muito diferente do que a polícia fez com Mark Dogan. Só que ela o fez ao vivo. É motivo para mais revolta. Não estranharei se instalações da empresa...
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Jorge Stolfi
14/08/2011 - 09:36
A BBC é de fato muito diferente da Globo, mas nem por isso eu a consideraria um exemplo de imparcialidade, nem de jornalimo competente. Opinião pessoal.
Uma correção: o entrevistado não é "...
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sergiolmrivero
14/08/2011 - 09:37
Uma pequena correção... (desculpem a chatice)
"West Indian" é caribenho... É como os brits chamam os caribenhos.
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José de Queiroz
14/08/2011 - 09:38
Sanzio, não acompanho o jornalismo da BBC, mas você deve estar coberto de razão. A Globo jamais se retrataria e pediria desculpas como fez a BBC.
Outra diferença gritante é com relação ao tratamento...
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raquel_
14/08/2011 - 09:43
Mais um momento traduttore, traditore.
Na verdade ele não é indiano, ele é de Trinidad. É que West Indian (no original ou Índias Ocidentais no português) se refere à região do Caribe que foi chamada...
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Jorge Stolfi
14/08/2011 - 09:45
Outra correção: "to condOne" não é "condenar" mas "desculpar", "aprovar". Dowe diz "é claro que não aprovo"
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Claudio Almeida
14/08/2011 - 09:45
Imprensa, o inimigo público número 1. Em qualquer lugar do mundo, só dá patifaria e manipulação. Possuímos grandes jornalistas, mas os veículos, em sua imensa maioria, são péssimos, verdadeiros...
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Assis Ribeiro
14/08/2011 - 09:49
É inacredítável a diferença de abordagem que o ocidente faz em relações as manifestações populares no primeiro mundo e nos demais. As do primeiro mundo subversivas, terroristas, setorizadas. As...
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alfredo machado
14/08/2011 - 09:50
Abelha:
Acabei de ler a matéria que, infelizmente, não cita o nome da tal jornalista, ela sim, pelo texto uma globete inglesa.
Basta colocá-la ao lado de seu colega Tim Sebastian, prá não estar...
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raquel_
14/08/2011 - 09:58
Agora que eu vi o vídeo!
Que esculacho que ele deu na entrevistadora! Bem feito!
E reparem só uma coisa: não foi de graça que ele usou o termo "West Indian negro". Ele usou justamente um termo...
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renato arthur
14/08/2011 - 09:59
O que Gilson Sampaio afirma e concodo plenamente é que:
"O problema do mundo não é a Rede Globo (ou, pelo menos, não é mais a Rede Globo que a BBC). O problema do mundo é que o jornalismo (que é...
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raquel_
14/08/2011 - 10:08
"Stop your messing around,
Better think of your future.Time you straighten right out,Creating problems in town.Rudy, a message to you Rudy.A message to you.Stop your fooling around.Time you...
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claudio melo
14/08/2011 - 10:47
Pode ser que a BBC não seja igual a Globo, mas a moça defendeu a massa cheirosa mais ampla -a mundial -, o que foi inaceitavel para o West Indian. A BBC pode não ser a Globo, mas a jornalista inglesa...
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Marco St.
14/08/2011 - 10:47
Já havia postado esse texto aqui um dia depois do ocorrido. Agora, a Globo JAMAIS vc ser uma BBC. Não há nem termo de comparação. Absurdo. E West India é o Caribe. Não India.
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Pedro Germano Leal
14/08/2011 - 10:49
Atenção:
Darcus Howe não é indiano. Ele é Britânico, de Trinidad e Tobago. 'West Indian' é um termo para aqueles originários nas Antilhas. Algo como 'afro-caribenho'.
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luka
14/08/2011 - 11:09
Lembrei de um programa que a Regina Casé fazia chamado "Periferia". Mostrava que algo estava acontecendo nas peirferias do mundo, mesmo que com um foco cultural. Se há cultura e conscientização...
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Fabio (o outro)
14/08/2011 - 11:17
Achei significativo que este vídeo foi destaque no JORNAL DA CULTURA na sexta feira.
Pelo menos , até onde sei , a única a notícia-lo, pois não o vi nos telejornais de nenhuma outra emissora.
Parece...
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fabio GM
14/08/2011 - 11:18
esta faltando cocorrer no Rio de Janeiro um destes tumultos, todo o dia nos somos informados pela midia da morte de crianças, mulheres, idosos e trabanhadores por parte de policias e bandidos, o que...
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"A BBC, como sabem, é a Rede Globo da Inglaterra - ou a Fox dos EUA."
Pelamordedeus, comparar a BBC com Globo e Fox é não ter o menor conhecimento nem de uma nem das outras.
Sanzio, não acompanho o jornalismo da BBC, mas você deve estar coberto de razão. A Globo jamais se retrataria e pediria desculpas como fez a BBC.
Outra diferença gritante é com relação ao tratamento dado ao Sr. Ricardo Teixeira. Uma investiga e a outra usa o tapete.
A BBC não pediu desculpas pelo fato de ser ETICAMENTE superior à GLOBO.
Pediu desculpas , sim , por correr o risco de ser processada por este senhor e estar num país, que , apesar desses acontecimentos, tem um sistema judiciário infinitamente superior ao brasileiro, e poderia passar um vexame ainda maior.
Se fosse no Brasil , a BBC daria as costas ao entrevistado humilhado por essa entrevistadora cretina , a lá MIRIAM LEITÃO / ELIANE CANTANHEDE. E se o entrevistado fosse aos tribunais, nem mesmo seu bisneto veria o desenlace do processo.
Essa é a unica diferença !
Você não sabe a inveja que sinto de pessoas que conhecem tão bem o comporamento da mídia britanica. Ainda bem que temos pessoas como você para nos mostrar.
Eu DISCORDO Sanzio sobre a sua declaração que a BBC é igual as organizões GLOBO.
Já havia postado esse texto aqui um dia depois do ocorrido. Agora, a Globo JAMAIS vc ser uma BBC. Não há nem termo de comparação. Absurdo. E West India é o Caribe. Não India.
"Se você não cuidar, os jornais farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo." Malcolm X
Atenção:
Darcus Howe não é indiano. Ele é Britânico, de Trinidad e Tobago. 'West Indian' é um termo para aqueles originários nas Antilhas. Algo como 'afro-caribenho'.
Concordo com o Sanzio. Comparar a BBC com a FOX é perder totalmente o senso de proporção. Um evento da natureza q foi relatado jamais aconteceria na FOX, q só entrevistaria quem pensa na mesma cartilha e muito menos divulgaria protestos de leitores.
Além disso, é importante distinguir espaços nos quais o diálogo é possível daqueles em que a objetividade jornalística não existe por definição e opção explícita, como é o caso da Fox. Se pormos todos no mesmo saco não há política possível, apenas guerra. Espero q não cheguemos nesse ponto. Muito menos contribuir, por erro de análise, para acirrar tanto os ânimos e assim acabar, mesmo sem querer, ajudando uma polarização q só pode ser resolvida pela força.
Desculpe SANZIO pela minha resposta a vc. completamente EQUIVOCADA, me desculpe.
Caro Abelha:
E desde quando a BBC é igual à Grobo e à Fox News, desde a uma hora atrás?
Só mesmo uma pessoa que não assiste à emissora inglesa, considerada pela maioria como a melhor do mundo, é capaz de fazer uma comparação como esta.
Asssista a um Hard Talk, basta um, prá você perceber como a banda toca por lá. E nem precisa entender o idioma inglês, pois os gestos traduzem à perfeição o espírito de entrevistador e entrevistado.
Ainda não li a matéria do post, que deve ser pertinente.
Abelha:
Acabei de ler a matéria que, infelizmente, não cita o nome da tal jornalista, ela sim, pelo texto uma globete inglesa.
Basta colocá-la ao lado de seu colega Tim Sebastian, prá não estar qualquer dúvida sobre o meu comentário.
A propósito, pode ser que uma possível execução de Ricardo Teixeira ocorra a partir daquele núcleo de informação.
A entrevistadora é Fiona Armstrong, Lady MacGregor of MacGregor (ela foi casada com o chefe do clã MacGregor). Ela é escocesa, e não inglesa - e, devo dizer, envergonha seu país nessa entrevista.
Concordo que a BBC NADA tem a ver com Fox ou Globo. Para começar, porque permite a metacrítica - quer dizer, você pode dizer o nome 'BBC' ao vivo e descer o ferro (como foram nos protestos contra Nick Griffin do BNP), algo que simplesmente não existe no caso da Globo.
Ela teve o que mereceu do Howe, mas realmente foi uma situação vergonha, que definitivamente provou os argumentos raciais e de classe que ele elencou. Quando membro dos Panteras Negras de Londres, ele foi acusado pela polícia racista de ser um 'rioter'. Todavia, no julgamento, as acusações caíram e foi a primeira vez que uma corte britânica assumiu o comportamento racista da polícia.
A situação está aí até hoje. A polícia bate no pessoal do News of the World? Sem chances. Bate nos políticos que desviaram dinheiro público? Não. Mas certamente metem a porrada em negros e estrangeiros, sob constante assédio da força policial.
É, como os EUA, uma democracia de fachada: há muito se tornou uma plutocracia, e pouco a pouco as vozes dissoantes vão sumindo. Com a diminuição do emprego, diminui também a organização popular, e o que temos é a revolta (riot) que é a voz da miséria.
O que a jornalista fez com o escritor não é muito diferente do que a polícia fez com Mark Dogan. Só que ela o fez ao vivo. É motivo para mais revolta. Não estranharei se instalações da empresa jornalística sofrer algum ataque.
Milicos de pijamas não terão mais sossego em suas camas! Comissão da Verdade já!
A BBC é de fato muito diferente da Globo, mas nem por isso eu a consideraria um exemplo de imparcialidade, nem de jornalimo competente. Opinião pessoal.
Uma correção: o entrevistado não é "indiano" mas caribenho (Índias Ocidentais = Caribe).
Uma pequena correção... (desculpem a chatice)
"West Indian" é caribenho... É como os brits chamam os caribenhos.
Mais um momento traduttore, traditore.
Na verdade ele não é indiano, ele é de Trinidad. É que West Indian (no original ou Índias Ocidentais no português) se refere à região do Caribe que foi chamada dessa forma pelos colonizadores que achavam que tinham descoberto a Índia.
"Para ser tolerante, é preciso fixar os limites do intolerável." (Umberto Eco)"
Outra correção: "to condOne" não é "condenar" mas "desculpar", "aprovar". Dowe diz "é claro que não aprovo"
Imprensa, o inimigo público número 1. Em qualquer lugar do mundo, só dá patifaria e manipulação. Possuímos grandes jornalistas, mas os veículos, em sua imensa maioria, são péssimos, verdadeiros antros. É sacanagem atrás de sacanagem, não está dando mais prá aceitar.
alguns indianos que conhecemos vivendo no Brasil são assinantes da folha, lêem e levam a sério myrians leitão. por isso estamos surpresos com a valentia / bom senso / equilíbrio / inteligência de Darcus Howe.
Uma pequena correção: Índias Ocidentais se refere ao Caribe, não a Índia...
Leider Lincoln
É inacredítável a diferença de abordagem que o ocidente faz em relações as manifestações populares no primeiro mundo e nos demais. As do primeiro mundo subversivas, terroristas, setorizadas. As outras, democráticas, por melhorias sociais, etc.
A imprensa, financiada pelo sistema, se sente na obrigação de atender aos seus patrões, mas qual a explicação para pessoas comuns como, por exemplo, alguns comentaristas aqui do blog fazer esta mesma leitura de "dois pesos e duas medidas"?
Assis Ribeiro
Caro Assis Ribeiro:
Não repita este pecado, que a BBC atende o seu patrão. A BBC não tem qualquer correspondência, em nadica de nada, com a Grobo e as do RMurdoch.
Procure ver o que ocorreu na época do em que o Dr. David Kelly suicidou-se, por não ter suportado a pressão que sofreu por ter denunciado à BBC que o dossiê Iraque – e suas supostas armas de destruição em massa – havia sido por demais exagerado. Tal fato deixou o governo de Tony Blair todo enrolado, com Blair doido prá atacar a BBC, e ela sustentando a versão real.
Como eu sugeri acima, assista a um Hard Talk. Posso afirmar, sem a menor possibilidade estar errando, que nem daqui a vinte anos a televisão brasileira será capaz de apresentar um programa como aquele, naquele nível de questionamento incisivo que deixa o entrevistado, qualquer um, qualquer político de expressão de qualquer país rebolando na cadeira sem ter o que dizer diante de um questionamento implacável, como já vi por mais de uma vez.
É um prazer, assistir aquele canal até hoje inigualável, o legítimo “pai intelectual” da Al Jazeera.
Um abraço
O problema aqui é: nada mete mais medo ao poder do que uma revolta popular! Embora revolta popular não necessáriamente leve a revolução, pois esta necessita de um "fermento" de cima para manter a ação da massa coerente, quase que invariavelmente conduz a mortes no processo de debelamento. Com as mortes civis a pressão social aumenta e é aí que aparece o "fermento" oportunista que destroi o poder estabelecido.
Agora que eu vi o vídeo!
Que esculacho que ele deu na entrevistadora! Bem feito!
E reparem só uma coisa: não foi de graça que ele usou o termo "West Indian negro". Ele usou justamente um termo surgido com a colonização do Caribe e representa muito bem o ideário de colonizador que existe até hj na Inglaterra.
"Para ser tolerante, é preciso fixar os limites do intolerável." (Umberto Eco)"
Pode ser que a BBC não seja igual a Globo, mas a moça defendeu a massa cheirosa mais ampla -a mundial -, o que foi inaceitavel para o West Indian. A BBC pode não ser a Globo, mas a jornalista inglesa deve ser a Catanhede da Metrópole.
O que Gilson Sampaio afirma e concodo plenamente é que:
"O problema do mundo não é a Rede Globo (ou, pelo menos, não é mais a Rede Globo que a BBC). O problema do mundo é que o jornalismo (que é aparelho ideológico criado e mantido para uniformizar as opiniões e constituir mercados homogêneos, seja para o consumo uniforme de sabão em pó e remédio antipeido, seja para o consumo uniforme de ideias sobre ética e democracia e justiça) é o único dono da palavra social. Se se inventar mídia que não seja única dona, feudatária, da palavra social, acaba-se o jornalismo-que-há".
"Stop your messing around,
Better think of your future.
Time you straighten right out,
Creating problems in town.
Rudy, a message to you Rudy.
A message to you.
Stop your fooling around.
Time you straighten right out.
Better think of your future,
As you wind up in jail.
Rudy, a message to you Rudy."
"Para ser tolerante, é preciso fixar os limites do intolerável." (Umberto Eco)"
Lembrei de um programa que a Regina Casé fazia chamado "Periferia". Mostrava que algo estava acontecendo nas peirferias do mundo, mesmo que com um foco cultural. Se há cultura e conscientização haveria de existir reação. Uma pena que acabou pois esta mais atual que nunca.
Lembro de ficar surpreendido com a periferia de Paris no momento dos ataques que aconteceram por lá. Nunca havia sido mostrada e parece que foi sufocada.
Podem sufocar os suburbuis de londres mas a semente já está plantada por toda a Europa.
Achei significativo que este vídeo foi destaque no JORNAL DA CULTURA na sexta feira.
Pelo menos , até onde sei , a única a notícia-lo, pois não o vi nos telejornais de nenhuma outra emissora.
Parece que existe uma IMPRENSA MESTRE , que define a linha editorial e as demais "AFILIADAS" vão atrás. Nesse caso dos disturbios em Londres a linha definida pelos formadores de opinião, a ser divulgada para a população, foi mais ou menos esta : os protestos foram organizados por baderneiros que só queriam saquear lojas para roubar produtos de luxo.
Vejam as manchetes do dia seguinte : AGITADORES DE LONDRES INCLUEM UM PROFESSOR UNIVERSITARIO E UMA MENINA DE DEZ ANOS. Ou : ELES SAQUEAM APENAS PARA ROUBAR CELULARES E IPADs , NÃO ESTÃO ATRÁS DE COMIDA .
A entrevista com esse senhor foi uma tremenda furada nesse esquema. Nenhma emissora deu destaque .
esta faltando cocorrer no Rio de Janeiro um destes tumultos, todo o dia nos somos informados pela midia da morte de crianças, mulheres, idosos e trabanhadores por parte de policias e bandidos, o que falta acontecer para o povo protestar e exigir os seus direitos.
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