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O debate sobre a capitalização da PetrobrasEnviado por luisnassif, sex, 08/10/2010 - 18:10
Autor:
Por Paulo Cezar
Por Paulo Cezar
Transcrição de um debate que aconteceu aqui no Nassif num post sobre a queda das ações da Petrobras. Uma visão mais liberal e outra mais desenvolvimentista sobre o contexto da estatal. http://www.advivo.com.br/node/222983 André Araujo Nos ultimos noventa dias fiz aqui no blog cinco comentarios sobre o equivocado modela de capitalização da Petrobrás que levaria à desvalorização da empresa como player mundial, situação que brilhantemente tinha atingido antes dessa malfadada e desnecessaria ""capitalização""; O modelo foi ruim porque a PETROBRAS era até então vista como um grande player global com governança corporativa de alto nivel, no mesmo nivel igual às majors como Exxon, Chevron, Toral, Repsol e Shell, muitos nem lembravam que era uma empresa controlada pelo Estado brasileiro. A chamada "capitalizaçã" não serviu a nenhum proposito estrategico, os objetivos foram ideologicos, de certa visão estatizante do nucleo planaltino. Era desnecessaria porque: 2-Uma empresa de petroleo não precisa de todo dinheiro de uma só vez, os desembolsos em investimentos são escalonados, há abundancia de oferta de financiamentos para plataformas, navios e refinarias. 3-O aumento da participação estatal na Petrobrás foi um desastre. Queimou a ficha da empresa até então vista como um player privado, o controle do estado brasileiro passava despercebido porque a governança da empresa era vista como profissional. 4-Quem tomou essa decisão para esse modelo de capitalização provavelmente não entende nada de mercado global de capitais porque o modelo caminha na direção contraria ao mercado global. 5-Quem caminha contra o mercado sai dele, esta ai a PDVSA que em circunstancias normais poderia captar o que quisesse e hoje está sem acesso a qualquer fonte de recursos, a não ser ao capital chines, o mais extorsivo do mundo. Quase todos os analistas independentes chamaram a atenção para esses fatores, a imprensa brasileira fez um mediocre trabalho de analise dessa capitalização, saudada ridiculamente como "" a maior da historia do capitalismo"", confundindo o que era captação real dos minoritarios com a mera operação contabil de incorporação de barris teoricos da União ao capital da empresa, isso nunca poderia ser considerado um processo verdadeiro de tomada de recursos do mercado, se a PDVSA incorporasse as reservas do Orinoco poderia aumentar seu capital 200 vezes, não é real, é um mero jogo de papel. Mas a pa de cal foi usar a "capitalização" como palanque, ai queimou mesmo. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Paulo Cezar Sr. Araújo, Mais uma vez o senhor esta equivocado. A Capitalização era necessária para alavancar a capacidade de endividamente da empresa e evitar que ela perdesse o grau de investimento, além de captar recursos para o ambicioso plano de investimentos, que diga-se de passagem é superior aos planos de Exxon ou Shell. Exxon e Shel são empresas privadas e emitem ações quando querem realmente. A Petrobras é uma empresa de economia mista e o governo brasileiro tem interesse estratégico em manter seu controle acionário, deste modo não pode emitir ações como Exxon ou Shell. Apesar de serem privadas Exxon e Shell executam estratégias de ação em consonância incrivel com as politicas e estratégias de seus países de origem, o que sugere que há sim uma ligação entre as empresas e os governos de seus paises sede, apesar de essa ligação não estar relacionada ao controle acionário. Pelo menos não de maneira explicita. O Brasil não pode se dar a esse luxo. O caso da Vale é emblemático , hoje a estratégia de desenvolvimento do país esta totalmente descolada da estratégia de negócios da Vale e o governo pouco pode fazer para alterar a situação. Não podemos nos dar ao luxo de separar a Petrobras de nossas politicas de desenvolvimento, os investimentos da Petrobras estão intrinsicamente ligados ao projeto de desenvolvimento do país ( de maneira semelhante as empresas chinesas com o projeto desenvolvimentista da China ), projeto esse coordenado pelo estado e pensado para desenvolver o país, e não apenas gerar lucro máximo no curto prazo. E num contexto de exploração maciça de uma "commodittie" isso é extremamente delicado, pelo risco de desindustrialização envolvido. Deste modo concluo reafirmando a importância da capitalização, importância essa que vai além de dogmas liberais que denigrem o controle estatal. Importante porque possibilitará o levantamento de recursos sem perda de controle estratégico do estado e além disso permitirá que o estado angarie uma parte maior dos dividendos gerados pelos lucros da empresa. Além disso a queda das ações não esta de maneira nenhuma ligada a desconfianças sobre a governança, que lhe garanto continua a mesma, e não haveria porque mudar ja que é benchmarking para outras estatais , esta ligada sim ao aumento da quantidade de ações e as mesmas dúvidas de sempre sobre o preço do barril futuro e o custo do petróleo nas profundezas do pré sal. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Meu caro Paulo Cezar, parabens pela acuidade de sua analise. Minhas observações> 1.A União não manteve apenas o controle que ja detinha mas aumentou sua participação. Qual a estartegia desse movimento? Se não há, ela gerou a sinalização de que a Petrobrás fica mais estatal do que antes e esse não é um bom sinal para o mercado. 2.O Estado brasileiro tem todo o direito de transformar a Petrobras em totalmente estatal, como a PDVSA, a PEMEX, a PetroPeru, a Ecopetrol da Colombia, a Aramco da Arabia Saudita, a Sonangol, de Angola, a NIOC do Irã, a Kuwait Oil, a Sratoil da Noruega. Mas se a opção e para ter uma empresa com acesso ao mercado global de capitais, a estrategia é outra. Nesse caminho estão a Sinopec chinesa e a Gazprom russa. Para acessar o mercado os movimentos precisam levar em conta os modelos mais premiados por esse mercado. E o modelo que foi usado não gera esse premio, foi uma operação ruim, mal desenhada, mal explicada e com um tom palanqueiro incompativel com uma empresa que pretende crescer conectada ao mercado global de capitais. 3.Exxon e Shell não seguem politicas nacionais hoje em dia. São empresas realmente globais, operam sob a logica global, detem poucas reservas, são mais operadoras upstream, petroquimicas. Mesmo no passado, por exemplo, a Shell não era uma empresa que operava para os interesses do estado inglês. Na decada de 30 a Shell ligou-se muito à Alemanha do terceiro Reich, a tal ponto que seu CEO, Sir Henry Deterding ficou muito mal visto pelo governo britanico, passou inclusive a residir na Alemanha. A Exxon, sucessora do grupo Standard Oil teve uma longa historia de embates com o Governo dos EUA, a começar pelo desmembramento do grupo em 1905, em seis companhais. Não é uma comapnhia identificada com o governo dos EUA. Já a Total, sucessora da Cie.Française des Petroles e a Repsol são empresas-bandeiras de seus paises. Cada caso é um caso. 4.Considero o modelo dessa capitalização errado. Seria melhor um programa de quatro ou cinco tranches de US$5 a 7 bilhões cada de captação liquida, a União manteria sua paridade com a incorporação de barris em escala proporcional. 5.Finalmente, não acho de forma alguma apropriado o uso politico, que foi feito em larga escala, do processo de capitalização, com Lula indo à bolsa, vestindo jaleco, não cabe ao Presidente da Republica misturar Estado com bolsa, vc não verá dirigentes chineses fazerem isso, no mercado ser discreto ganha premio, quanto menos fanfarra melhor, é preciso convencer os analistas e os operadores e não o palanque, que não cabe nesse cenario. 6.Finalmente, no caso Vale, a atual gestão multiplicou por 25 vezes seu valor de mercado, os impostos pagos são dezenas de vezes maiores do que antes da privatização, a companhia opera sob a logica de mercado e há fortes boatos de troca da atual gestão porque o CEO Roger Agnelli demitiu 2.00 empregados no começo da crise. A obrigação de um CEO é zelar pela companhia, ele fez o que a logica do mercado então exigia. A troca por um CEO mais submisso ao Palacio vai fazer a companhia perder valor de mercado. Quem perde? O BNDES, grande acionista, a Previ, acionista maior ainda, no fim o Brasil. As companhias chinesas que vc mencionou operam rigorosamente sob a logica de mercado, até de forma exagerada. Elas estão sim a serviço do Estado chines mas DENTRO dos mecanismos do mercado e não contra ele. Os chineses consideram que quanto mais bem sucedidas essas empresas mais a China ganhará com esse sucesso. --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Paulo Cezar Ola André, Meus comentários a suas observações : Meu caro Paulo Cezar, parabens pela acuidade de sua analise. Minhas observações> 1.Qual a estartegia desse movimento? A estratégia ao meu ver é aumentar os dividendos a que a união terá direito. 2.O Estado e mercado global de capitais. A Petrobras tem uma governança premiada apesar de ser estatal. O fato da participação do estado ter aumentado esta totalmente desconectado da governança, que continuará a mesma. Antes o sócio majoritário ja nomeava o presidente e diretores e continuará fazendo. Sem mudança alguma. O fato é que os quadros da Petrobras são profissionais é há um limite que aceitamos para ingerências politicas. A avaliação majoritária na empresa é que o desenvolvimento do país é positivo para os objetivos da empresa, pois se trata do nosso principal mercado. Assim os planos estatais estão alinhados aos empresariais. Como não há perspectiva de mudança na governança, não vejo perspectiva de mudança dos planos de financiamento no mercado de capitais. A capitalização foi realmente divulgada com viés politico, porém acredito que isto seja legitimo, uma vez que os louros devem ir para quem os merece. 3.Exxon e Shell não seguem politicas nacionais hoje em dia. Pelo contrário. http://www.ionline.pt/conteudo/31379-shell-e-exxon-mobil-vao-explorar-um-dos-melhores-campos-petroliferos-do-iraque http://www.businessinsider.com/exxon-and-shell-bag-iraq-deal-to-produce-more-oil-than-nigeria-out-of-a-single-reserve-2010-1 Alias, pensar que Exxon Shell e outras são apenas empresas comuns é um erro recorrente na história do petróleo... Um erro que muitas vezes não acabou bem para os paises envolvidos.... 4.Considero o modelo dessa capitalização errado. Como disse anteriormente, avaliou-se que a participação do estado na empresa era pequena dado o horizonte projetado, e a perspectiva de dividendos. 5.Finalmente, não acho de forma alguma apropriado o uso politico... A Cesar o que é de Cesar.... O presidente deve sim capitalizar politicamente seu apoio a Petrobras, até para contrabalancear com a posição de seus adversários, que nunca adotaram politica de valorização da empresa. 6.Finalmente, no caso Vale, a atual gestão multiplicou por 25 vezes seu valor de mercado, os impostos pagos são dezenas de vezes maiores do que antes da privatização, a companhia opera sob a logica de mercado e há fortes boatos de troca da atual gestão porque o CEO Roger Agnelli demitiu 2.00 empregados no começo da crise. A obrigação de um CEO é zelar pela companhia, ele fez o que a logica do mercado então exigia. A troca por um CEO mais submisso ao Palacio vai fazer a companhia perder valor de mercado. Quem perde? O BNDES, grande acionista, a Previ, acionista maior ainda, no fim o Brasil. A Vale aumentou seu valor de mercado e Petrobras também. A Vale no entanto ajuda muito pouco na politica de desenvolvimento brasileira. Ela efetivamente exporta empregos e criação de valor para a China. A perda de valor acionário não se reflete em prejuizo direto. Mantendo-se a governança e os bons resultados o valor das ações voltaram a um patamar elevado. O mercado acionário é altamente especulativo , porém raramente se nega a adimitir realidades. As companhias chinesas que vc mencionou operam rigorosamente sob a logica de mercado,até de forma exagerada. Elas estão sim a serviço do Estado chines mas DENTRO dos mecanismos do mercado e não contra ele. Os chineses consideram que quanto mais bem sucedidas essas empresas mais a China ganhará com esse sucesso. Elas operam sob a lógica do mercado, porém sempre com o viés do desenvolvimento nacional. Por isso estamos vendo cada vez menos exportações de produtos primários pela China. Eles estão efetivamente agregando valor lá, e gerendo emprego , renda e PODER lá..... A Petrobras por exemplo operou sob a lógica de mercado sob FHC e hoje também opera. Isso não mudou. O que mudou foi o viés de suas ações, agora alinhados com a politica de desenvolvimento governamental.
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Comentários + votados
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Briguilino
08/10/2010 - 18:20
Prefiro a analise gelada de dois especialista num botiquim do ceará. É a verdade nua e crua, não essa conversa tecnica. Quem quiser saber visite http://goo.gl/fb/YFrbw
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basílio
08/10/2010 - 18:37
Player privado, majors, essas palavras do alfabeto colonizado só preocupam os adoradores do deus mercado. A "governança" da Petrobrás não mudou, continua a mesma. Há anos. E não dá nem...
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Lico Queiroz
08/10/2010 - 19:27
O blog voltando para seu ritmo normal.
Que excelente "bate-bola". É disto que o Blog precisa. Neste tempos de campanha tem sumido do blog este tipo de analise.
Parabens Andre
Parabens...
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Carlos Cruz
08/10/2010 - 20:23
Durante o domínio portugues foram descobertas imensas jazidas de ouro em Minas Gerais. Ouro que manteve o Estado portugues por muito tempo. Ouro que manteve a Europa por muito tempo. Ouro que pagou...
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Roberto Maceió
08/10/2010 - 20:24
Só existem 2 maneiras de obter fonte de recursos para investimentos numa empresa: capital próprio ou capital de terceiros. Os acionistas majoritários da Petrobrás resolveram fazer uma...
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Carlos Eduardo Oliveira
08/10/2010 - 20:29
Senhores, considero a análise do Sr. Andre Araújo corretíssima, dentro do que o Mercado financeiro hoje está avaliando. A maioria dos operadores estao aconselhando a venda de Petro.
O mercado...
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Baruck
08/10/2010 - 20:37
Não sei vocês, mas, em se tratando de Petrobrás, caiu, to comprando.
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Edmundo
08/10/2010 - 20:54
A Vale nunca pagou tantos impostos como hoje? engraçado, junto com a privatização criaram a Lei kandir e desoneraram a vale de recolher o ICMS (imposto estadual) do minério exportado, em quê isso foi...
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Homero Pavan Filho
08/10/2010 - 22:05
Economia| 07/10/2010 | Copyleft Envie para um amigo Versão para Impressão
O que um governo Serra faria com o pré-sal?
O professor Adilson de Oliveira, da Universidade Federal do Rio de...
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Platao
08/10/2010 - 22:27
Discordo em quase tudo do texto a capitalizacao da Petro foi sim necessaria e ta certinho o governo aumentar sua participacao no capital da empresa. E é rito quando da capitalizacao e lancamento de...
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Sanzio
08/10/2010 - 22:34
Players and majors vote for Joe Saw numa nice. Parodiando meu filho (*) você sabe que está lidando com colonizados quando lançam mão de estrangeirismos desnecessários por puro exibicionismo...
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Andre Araujo
08/10/2010 - 22:45
Negativo. O que é isento de imposto é o produto exportado, o lucro liquido da Companhia é taxado como em qualquer empresa.
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Sanzio
08/10/2010 - 22:54
Comentário campeão. Sugiro enviá-lo à Veja a tempo de ser inserido na edição deste fim de semana. Essa tal petrolera é realmente uma empresinha de fundo de quintal, não tem nada a ver com tecnologia...
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Andre Araujo
08/10/2010 - 23:13
Foi leilão publico e aberto, qualquer um poderia ir lá e comprar. Valor em economia é o que o mercado paga não o que vc acha que vale. Se vc acha que sua casa vale R$2.000.000 mas precisando vender...
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Fernando Grassi
08/10/2010 - 23:22
Bom este debate quando os dois lados argumentam com serenidade.
Cada um acredita em premissas contrárias às do outro.
Sem ser técnico, acho que o André dá uma importância maior a que o mercado...
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basílio
08/10/2010 - 23:22
Está certo seu Bast,
Quantos argumentos de peso, sérios, quanta saudades dos bons tempos em que não éramos autosuficientes, não tínhamos pré-sal, fazíamos leilões geridos pelo genro do Farol para o...
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claudio melo
08/10/2010 - 23:43
Não sabia onde postar, mas, vendo a declaração do Aldir Blanc no Buteco do Edu, ( butecodoedu.blogspot.com), achei que não poderia perder tempo, aí vai:
Tenho, e já disse isso aqui diversas vezes, um...
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Edmilson Fidelis
08/10/2010 - 23:45
Alguém ai falou que o mercado não tá nem aí para a politica.
Ou é má fé ou ignorância.
Quem não está nem aí para a política?
Então diga o que é política.
Aproveite e diga o que é mercado.
Desde as...
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Gerson S.
08/10/2010 - 23:56
Troll na área. Mas se quiserem dar atenção a este trolzinho, informo o blog da PETROBRAS.
http://fatosedados.blogspetrobras.com.br/
A segunda maior empresa de petróleo do mundo e a quarta...
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Ebrantino
09/10/2010 - 00:18
Vou escrever para os jovens que frequentam este blog, para os madurões, e para os poucos veteranos nascidos nas decadas de 1920 a 1940 que ainda estão neste nosso Brasil. Sou um deles, de 1932.
Por...
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Prefiro a analise gelada de dois especialista num botiquim do ceará. É a verdade nua e crua, não essa conversa tecnica. Quem quiser saber visite http://goo.gl/fb/YFrbw
Pois é Briguilino, o seu papo do Ceará "mata a pau", e não perde tempo com trololós.
E ainda por cima nos poupa da "caolhice" do chato do AA.
.cara, quando eu escuto CVRD meus pêlos ficam arrepiados
E daí que o valor dela aumentou ? ..e daí se antes ela era de TODOS e hoje é de poucos ?
Pra mim o problema da VALE não é o hoje ..é o ontem, durante a privataria ..UMA ILEGAL (a União vendeu reserva de Uranio por ex ..uma de suas avaliadoras - Merryl Lynch tinha ligação com uma interessada etc) ..uyma venda que foi subavaliada em patrimônio, preço, custo, lucro e perspectivas de mercado ..e a justiça adormecida sequer comenta
A VALE foi um negócio da CHINA ..dada a um grupo MONTADO a gosto por Dom Fernando ..com ela se foram mercados monopolizados ..reservas invejadas pelo mundo inteiro ..uma importante ferramenta de DESENVOLVIMENTO, pesquisa e fomento
Com a VALE o país até deixou de investir na infra estrutura interna, em trens e navios que hoje são importados da ASIA
A VALE já era a VALE antes de ser vendida ..já era nossa maior exportadora e empregadora ..já nos AVALIZAVA em empréstimos e papagaios ..verdade é que parte de seus empregos ainda se tornaram precários
..aumentou em 25x ..pra quem afinal? ..um aumento feito em parte pela EXPLOSÃO do preço do minéiro ..minério que Dom Fernando falava que não valia nada pois era, junto com o níquel, o mais abundante do planeta ..esquecendo-se o corsário de dizer que com ela foram-se pesquisas, minas de bauxita, papel e celulose. ferrovias etc etc etc
..fora duma ainda duma área com direito de lavra equivalente aos Estados de RN, PB, PE, SE e Al juntos, formando um quadrado de quase 500 km de lado ..tudo dado pro majoritário Bradesco, Mitusi japonesa e alguns fundos de funcionários públicos ..ahh tá, dirão, e o estado tem um pouco com o BNDES ..tá ..tá bom eu digo ..e fora isso largou o filé pra ficar com o mico da divida
..verdade, foi um PÈSSIMO negócio financeiro pro Estado ..fora ainda que o que foi arrecadado com uma mão ..foi dado a banqueiros e rentistas no CP com a outra, via o saco do Gustavo ..o saco de maldades e a dolarização da divida antes da maxidesvalorização ..lembra?
CRIME de lesa pátria ..isso sim !!!
Agora imaginem se seus proprietários resolverem ANTECIPAR e superproduzir ..em abundar o mercado prfa aporesentarem lucro ao mercado ..mesmo sendo contrário aos interesses do Estado ..e agora, quem vai controlar?
Uma supervalorização feita com base numa SUB anterior ..feita com base em prospectivas de projetos subdimensionadas com retornos abundantes
E sobre ela pagar imposto ..qualé? ..HOJE a VALE repassa imposto aos consumidores ..assim como um maior lucro que é absorvido e redistribuído por toda a cadeia produtiva ..inclusive fazendo com que nossa indústria, ao contrário das da HCINA, perca em produtividade e eficiência
..e sobre a PAUTA da Petrobrás ..eu não vou comentar ..apenas dizer que acho que uma das razões que o governo correu pra fazer tudo HOJE e não em prestações ..muito provavelmente ..foi por ser formado por BRASILEIROS previdentes que temiam o risco de perderem a eleição e de terem que ver a PETROBRAX ressurgir com toda força pra ser intermediada por qualquer cunhado ou genro de plantão
Sr. Romanelli,
Obrigado pelo comentário, foi gratificante lê-lo.
Boa, Romanelli. Essa história de ser grande pagadora de impostos é um dos argumentos mais obtusos que eu já ouvi. Como você disse, quem paga os impostos são os consumidores finais da cadeia produtiva (ou seja, nós), as empresas simplesmente os recolhem e os repassam ao Tesouro. E grande parte da receita da Vale advém de exportações, que são isentas de impostos. A argumentação do Paulo Cézar é irretocável!
Negativo. O que é isento de imposto é o produto exportado, o lucro liquido da Companhia é taxado como em qualquer empresa.
O imposto do LL é incluido na planilha de custo, portanto, o consumidor final é quem paga.
Que coisa heim, então nenhuma empresa do mundo paga qualquer imposto de renda porque tudo sai do consumidor, maravilhosa descoberta.
Andre Araujo (sábado, 09/10/2010 às 01:23),
Esta é uma questão bizantina. Não sou economista, mas creio que essa discussão infelizmente existe no curso de Economia, quando deveria existir apenas no curso de Direito, onde se aprende a norma como um arcabouço estático, ainda que a interpretação dela evolua no tempo. Numa economia dinâmica como a capitalista, o nome do imposto é mais uma questão de administração tributária, pois o imposto é repassado ao longo da cadeia produtiva. Quem paga efetivamente o imposto? A resposta mais correta para essa questão bizantina é o sistema econômico. O imposto de renda nos salários dos empregados é pago pelos empregados ou pela empresa que tem de sujeitar a reivindicações de aumentos salariais maiores?
Não se pode esquecer que contabilizando os impostos e contribuições decorrentes dos trabalhadores empregados na Vale, se ela fosse menos eficiente e, portanto, empregasse mais trabalhadores, ela também pagaria mais impostos.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 09/10/2010
O seu conceito está errado. A empresa é arrecadadora dos impostos diretos calculados sobre o produto, ICM e IPI, aonde o empresa recolhe do consumidor e transfere para o Estado. Já o lucro liquido após apurado pertence integralmente aos acionistas e é sobre esse valor que se calcula o imposto de renda. Tanto é que em determinadas circunstancias esse valor não é taxado, por exemplo, quando há prekuizos de exercicios anteriores a compensar. Duas empresas do mesmo ramo podem vender seus produtos pelo mesmo preço, uma tem lucro e outra não, a primeira paga imposto de renda e a segunda não e o consumidor pagou preço igual pelos produtos, o que prova que o imposto de renda não está ligado ao preço do produto, embora economicamente todos os impostos siama da receita da empresa.
Engano seu. Ao elaborar a formação de preços de produtos e serviços, as empresas incluem as alíquotas desses tributos.
Claro que incluem, é da receita que tudo sai, inclusive os dividendos, o que não quer dizer que os dividendos pertencem aos consumidres. são dos acionistas. É uma discussão inutil, se vc não entende os fundamentos da economia de mercado não há o que discutir. O i mposto de renda é devido pelos donos da empresa e não pelos consumidores, portanto quem paga imposto de renda é o acionista, não é o consumidor, não há mais nada para explicar, é um entendimento elementar, não é porque o consumidor pagou pelos produtos que é ele quem deve imposto de renda.
André
Neste caso dos impostos sou obrigado a concordar com você e discordar do Sanzio.
Todo imposto recebido pelo governo, seja ele IR, IPI ou ICMS, é devido ao fato de existir a empresa. Sem empresa, não há imposto. Portanto, seja o imposto repassado ou não ao consumidor, é a empresa que origina o imposto e por isso ela deve ter o crédito.
André
Neste caso dos impostos sou obrigado a concordar com você e discordar do Sanzio.
Todo imposto recebido pelo governo, seja ele IR, IPI ou ICMS, é devido ao fato de existir a empresa. Sem empresa, não há imposto. Portanto, seja o imposto repassado ou não ao consumidor, é a empresa que origina o imposto e por isso ela deve ter o crédito.
Andre Araujo (sábado, 09/10/2010 às 09:14) e Ferrucio (sábado, 09/10/2010 às 12:27),
A carga tributária é uma expressão do total que vai para os cofres públicos de todo o trabalho humano desenvolvido durante o ano e expresso em valor monetário. Se o total da carga tributária é recolhido da mais valia do empregador ou do salário restante do empregado (lembrando que o aposentado recebe também uma parte ou da mais valia ou do restante do empregado. O que o aposentado poupou no passado foi utilizado pelos aposentados do passado e a aposentadoria que ele recebe no presente é retirada do trabalhador do presente.) é uma discussão que, com o instrumental disponível, não é possível definir.
Só o que sabemos é que a medida que se aumenta a carga tributária independentemente da qualidade distributiva do imposto que tenha sobressaído no aumento da carga a distribuição de renda melhora (Como aconteceu no Brasil a partir do momento que Fernando Collor de Mello reverteu o processo de queda da carga tributária que havia iniciado no governo de João Figueiredo).
Se não houver trabalho humano, não haverá tributo. E quanto a Vale, antes da Lei Kandir ela pagava mais imposto. Nunca haverá corrupção no Brasil cujo somatório se aproxime de um décimo das perdas acarretadas para o Estado brasileiro com a desoneração da lei Kandir.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 09/10/2010
Romaneli
Você escreveu tudo.
Alguns brasileiros continuam na década de 90 no Brasil. Tudo para meia dúzia tirando do povo, pois o patrimônio era do povo e as riquezas são do povo.
Não dá para acreditar que ainda existem pessoas que defendem aquela excrescência que foi a privataria já rejeitada amplamente pelo brasileiro E QUE NINGUÉM NO MUNDO ACREDITA MAIS NISTO.
Quanto atraso e o principal argumento era que o Estado estava falido não podia mais investir...Brincadeira pois até a indústria naval ia para o ralo na era passada.
Meu caro Romanelli, voce tem todo direito de ser estatizante mas é preciso colocar claramente algumas INFORMAÇÕES para que os dados do processo sejam julgados.
1.A Vale foi incluida no Programa Nacional de Desestatização pela Lei 8.031 de 12 de abril de 1990, portanto antes do Governo FHC, evidentemente se tornou Lei após votada e aprovada no Congresso, portanto não foi o Governo FHC quem vendeu, foi a Lei que mandou vender.
2.O preço de venda, com o agio de 19,99% alcançado no leilão foi de R$10,361 milhões, o Governo vendeu 41,7% das ações odinarias, o que rendeu em torno de R$3,338 bilhões.
4.Quem comprou, o Consorcio Brasil, da CSN, pagou R$32,00 por ação. O Consorcio derrotado foi o Valecom, do qual faziam parte a Votorantim e a Anglo-American, que ofertou R$30,20 por ação.
5.Como o consorcio perdedor era constituido de duas mega companhias, uma brasileira e outra multinacional, das maiores do mundo, o fato de não terem oferecido um pouco mais para vencer demonstra que o preço não foi uma pechincha, se fosse teriam aparecidos dezenas de licitantes e teriam pago mais que o consorcio vencedor.
6.O consorcio Brasil saiu da Vale, vendeu sua parte, que foi comprada por outro grupo, a Valepar, cujo principal acionista, a Listel, é dos fundos de pensão federais, outro grande acionista é o BNDES.
7. Se tivesse permanecido estatal, a Vale estaria certamente retalhada entre partidos politicos e teria uma gestão muito menos eficiente. Essa é a razão universal das privatizações, que continuam no mundo, a Russia se prepara para novo ciclo de privatizações, a Turquia vai privatizar todo seu sistema eletrico, mais de 20.000 MW, mas é claro que tem gente que acha melhor a estatização, como o Hugo Chavez, que acaba de estatizar a AgroIsleña, maior importadora de maquinas agricolas da Venezuela, confiscou tambem 2.500.000 hectares de terras produtivas, que depois disso nada mais produzem, só 50.000 estão cultivados. Chavez ja estaizou 296 empresas, quase todas estão em ruinas e com mau desempenho mas muitos companheiros adoram essa fogueira.
http://jornal.valeparaibano.com.br/1997/05/07/neco/vale.html
Caro André,
Um leilão com 2 orfertantes é uma piada, e de muito mal gosto. Óbvio que se continuasse estatal a Vale teria alguma amarras que as privadas não têm, mas esse não é um bom argumento para privatizá-la. Ora, se eu possuo uma empresa, ainda que eu seja um mal administrador, não há motivo plausível para eu vendê-la sendo que 1) eu não estou precisando do dinheiro no momento(óbvio que a pechincha que foi paga não fez nem cócegas no governo Brasileiro) 2) A empresa é praticamente monopolista 3) É estratégica, à medida que é detentora de grande número de concessões e de terras. Os argumentos acima são considerando uma má administração, que não necessariamente é a administração estatal. Temos grandes empresas, extremamente lucrativas, muito bem administradas(cade vez melhor) sejam de capital misto e controle estatal ou mesmo 100% estatais. Exemplos: Banco do Brasil, Caixa, Cemig, Copasa, Sabesp, etc...Ora, a Vale poderia muito bem ser mais uma dessas. Creio que o maior erro de FHC não foi nem a privatização, ja que alguns podem ser contra e outros a favor, depende da ideologia, mas o maior problema, o maior erro foi ter vendido na bacia das almas, isso é que nao pode, de jeito nenhum, esse foi o crime, foi a incompetência administrativa.
@DanielQuireza
Sr. André Araujo,
Esse consorcio Brasil da CSN foi uma farsa montada pelo Benjamin Steinbruch, tanto foi que logo em seguida os sócios majoritários o retiraram do conselho da empresa. Na verdade o Sr. Benjamin serviu apenas de "lobista" para o grupo estrangeiro viabilizar o negócio.
webster franklin
Que grupo estrangeiro? Não teve grupo estrangeiro no consorcio vencedor da privatização da Vale. Na Valepar está a Mitsui com 14% porque a Vale comprou a CAEMI, segunda do ramo, aonde a Mitsui éra a principal acionista mas a maior acionista da Valepar é a Listel, dos fundos de pensão federais. No bloco de controle da Valepar estão a Listel, a Mitsui , o Bradesco e o BNDES. O que a Steinbruch fez foi trocar sua participação na Vale pela s ações do mesmo grupo na CSN, descruzando as participações. Ele não foi "laranja" e sim participante, tanto é que hoje controla a CSN.
Complementando Sr. André, não existe esse mundo róseo no ramo dos grandes negócios que o Sr. apregoa quando afirma:
2.O preço de venda, com o agio de 19,99% alcançado no leilão foi de R$10,361 milhões, o Governo vendeu 41,7% das ações odinarias, o que rendeu em torno de R$3,338 bilhões.
4.Quem comprou, o Consorcio Brasil, da CSN, pagou R$32,00 por ação. O Consorcio derrotado foi o Valecom, do qual faziam parte a Votorantim e a Anglo-American, que ofertou R$30,20 por ação.
Na verdade esses leilões das privatizações do Brasil foram meras formalidades.....
webster franklin
Mas se privatização fosse essa supimpa toda a Light hoje era referencia e sô Itamar não tinha corrido com a troupe Daniel Dantas & Landal da Cemig. Aliás, Itamar apoiar Serra é um pé no saco, onde já se viu um nacionalista apoiar o vendilhão do FHC, o cara que queria vender tudo? Nada contra privatizar, se for bem feito e levar em conta o interesse nacional, a BR 381 foi privatizada a 1,10 reais, os pedágios de São Paulo chegam a 7,00. A Vale teve marmelada, claro, toda privatização da tucanalha foi marmelada pura, no limite da irresponsabilidade e dos interesses de alguém (Daniel Dantas). O que não impede o uso da privatização como mecanismo de busca de eficiencia e lógica. A Vale não era só uma empresa, a Vale era um mecanismo de desenvolvimento e ação governamental, bem como a Petrobras. Hidrelétrica por exemplo não se faz privada, pois os custos são enormes e sem incentivo estatal não sai do papel.
is de pronta entregar pra algum grupo é favorecimento, claro, pois os lucros são favas contadas e o custo pra fazer estatal.Caso de chinês que conheço: tenho um cliente chinês que traz penduricalhos natalinos e domesticos da China. Ele é engenheiro, muito inteligente, fala português bem e gosta de conversar fiado, coisa rara em chineses. Uma vez me contou que na época que tava formando (engenharia mecânica) foi chamado pelo governo que lhe propôs vir ao Brasil montar uma empresa em sociedade com o governo de Xangai para vender produtos chineses, as fábricas de bugigangas já estavam montadas lá. A chegada dele aqui é uma piada e história a parte, mas fica pra outra ocasião. Ele veio, montou a empresa e começou a trazer artigos natalinos da China pra vender. Conheci ele no primeiro ano de Brasil, muito pão duro, uma pizza que lhe paguei virou a prova que sou perdulário. Pois bem, ele foi acumulando, acumulando, veio a esposa, o filho e em alguns anos já tava bem. Aqui e em São Paulo, onde fica o sócio, pois ele não gosta de lá e só fica na sampa o necessário. Um dia, uns 5 anos depois, ele me contou que tava indo a China, pois tinha sido chamado pelo governo de Xangai. Chegando lá soube que o governo de Xangai já tinha vendido as fábricas para os empregados e queria vender para ele a parte deles na empresa. E assim o governo de Xangai privatizou o meio de produção na China e os pontos de venda, mundo afora. Assim meu amigo chinês se tornou dono da sua empresa e, eu acho, de algumas fábricas na China tb, mas disso ele não fala.
O governo entra, incentiva, faz o meio de campo, espera os primeiro resultados, ajuda na logística e depois solta a moçada na selva do capitalismo. A produção de grãos no cerrado foi assim, via Campo na distribuição de terras e Embrapa no desenvolvimento tecnologico. Nada a ver com pegar uma empresa pública, lucrativa, dona de um monopólio e entregar a um grupo de empresários ricos e próximos ao poder. Caso da Vale, da Cemig, Light e outras afins.
Não sou contra privatizar, sou contra favorecer a tchurma, seja ela qual for.
sds
A Light é um bom exemplo dos equivocos dos comentarisras deste post. Os investidores iniciais EDF, AES, Houston e CSN perderam muito dinheiro na compra, pagaram muito mais do que a Light valia, depois o grupo comprador se recompos, ficaram só os franceses, a EDF vendeu para um terceiro grupo, por um quarto do valor que pagou, perdeu muito, em 2009 este terceiro grupo vendeu para CEMI, estamos portanto na quarta rodada de controladores.
Nas privatizações ocorreram bons e maus negocios, não se ganha sempre, em muitos leilões foram pagos preços excessivos, isso ocorreu em todo o mundo.
Quem comprou, revendeu ou comprou de novo, eu não sei, mas, se vc for ao Rio de Janeiro e perguntar aos consumidores o que acham da Light saberá o que ela realmente é. Afinal, na lógica do Capital, tem que atender e agradar os consumidores finais, não é? Ou a privatização foi feita pra agradar ois donos e não os usuários? Pra isso não precisa de especialista nem de gênio conhecedor, só precisa ser usuário. Pra quem é obrigado a usar e se servir dela é a pior empresa de energia do Brasil. E se a privatização permitia quem comprou vender e fazer negoçinho com serviço público, privatização errada e mal feita, quem paga o pato é o consumidor e não os especialistas. Bueiro explode? Apagões diários e sem chance de reclamar ou saber o que aconteceu? Isso é coisa de empresa de primeiro mundo? Que beleza, mais uma vez os especialistas e suas lógicas mercadológicas e venais.
Sou mais a CEMIG, estatal, parte dela entregue aos ladrões Dantas e Landal, mas, com controle estatal. Aqui não tem bueiro que explode, nem apagão diário.
sds
Excelente comentário Romanelli. A venda da Vale foi o maior crime cometido contra o país e ainda pela forma fraudulenta de desvalorização das ações da companhia. Como engenheiro da extinta RFFSA tinha alguns amigos na Vale que era nossa cliente e posso te assegurar em todos os sentidos que a privatização da Vale foi um mau negócio para o Brasil.
webster franklin
Player privado, majors, essas palavras do alfabeto colonizado só preocupam os adoradores do deus mercado. A "governança" da Petrobrás não mudou, continua a mesma. Há anos. E não dá nem para comparar com a governança de várias das empresas citadas. É muito melhor. É o enorme preconceito dos adoradores de ídolos do mercado contra tudo que é controlado pelo estado. Eles não admitem que nada do que é controlado pelo estado possa ser mais competente e melhor que organizações privadas. Mas pode. Eles que se danem, a empresa é estatal, do povo brasileiro e fim de conversa, nem vale a pena discutir. A não ser que ganhem as eleições, aí sim o demo-tucanato encontrará uma maneira de rifá-la ao mercado, vendê-la aos poucos numa privatização "branca" , desmontá-la ou entregá-la de vez. Então o petróleo do pré sal será do mercado e o país em poucos anos cairá em nova depressão econômio-social.
Lembram da competência do planejamento privado do setor elétrico que deu no que deu em 2001?
Mas tenho esperanças que a população brasileira não permita essa barbaridade e mande, através do voto, o demo-tucanato, os Menéns e Fujimores brasileiros para o quinto dos infernos.
Desta vez para sempre.
E se mudem para Miami, onde já deveriam estar, pois é a cara deles, los chicanitos.
Caro Basilio,
A Petrobras esta privatizada para seus funcionarios faz tempo!
Ja que a empresa e tao bem gerida, porque nao divulgam alguns dados de produtividade para que possamos compara la com as outras petroleras? Porque prestadores de servico da empresa sao quase sempre de seus ex funcionarios? E mais, empresas que so trabalham para ela sem nunca terem feito absolutamente nada no mercado, mesmo quando se trata de atividade nao-especifica ligada a petroleo?
No caso do pre sal, sera que o mercado tem de fato nocao do gigantesco desafio tecnologico que significa? A empresa nao tem absolutamnte nada a ver com tecnologia, meros usuarios e ruins tecnicamente. Cade as patentes que deveriam resultar da imensa fortuna que se coloca em desenvolvimento tecnologico pela empresa, por exemplo no Cenpes ai no RJ? Conversa para boi dormir, perto de IBM, Phillips, Siemens, a propria BP, nossa petrolera parece brincadeira de crianca. Agora no quesito gasolina cara, nisso sempre sao campeoes.
Comentário campeão. Sugiro enviá-lo à Veja a tempo de ser inserido na edição deste fim de semana. Essa tal petrolera é realmente uma empresinha de fundo de quintal, não tem nada a ver com tecnologia e é muito ruim tecnicamente. O negócio dela é sal grosso pra churrasco. Os cumpanhero tão enganando um montão de gringo que embarcou nessa canoa furada.
Está certo seu Bast,
Quantos argumentos de peso, sérios, quanta saudades dos bons tempos em que não éramos autosuficientes, não tínhamos pré-sal, fazíamos leilões geridos pelo genro do Farol para o mercado lucrar, aquilo sim é que era bom, alí sim havia boa "governança", naqueles bons tempos da Petrobrax e sua gestão profissional, não precisávamos nos preocupar, os "empresários" da terceirização cuidavam de tudo para nós.
Agora sim é um desastre completo, essa triste capitalização, por sinal a maior de todos os tempos no planeta, que nossa patriótica imprensa tanto apoiou, essa maldita autosuficiência conquistada no pós-sal e agora com o pré-sal pior ainda, vão mudar o modelo de exploração, imitando a Noruega, aquele país com o melhor IDH do mundo, e querem exportar derivados com valor agregado em vez de óleo in natura, imagine, só, essa gentalha com mania de grandeza...
Antigamente tudo era muito melhor, sem dúvida alguma:
http://cdn.tijolaco.com/wp-content/uploads/2010/10/plataformas2.jpg
PS: 1. Não é o caso, mas já pensou, uma empresa privatizada para os próprios empregados, que horror!
2. Mas tem que passar no concurso....
Meu caro, recue mais no passado, quem deu ao Brasil autosuficiencia em petroleo foi quem começou a exploração na plaraforma maritima, com tecnologia desenvolvida em casa com auxilio do Coppe, não foi neste governo, foi muito, muito lá atrás, começou no Governo do Presidente Ernesto Geisel, que tambem criou a petroquimica, os oleodutos, a frota de petroleiros, o etanol, tanto como Presidente da Petrobras como quando Presidente da Republica.
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