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O clube dos amigos da inflaçãoEnviado por luisnassif, sex, 26/11/2010 - 08:39Coluna Econômica Defendida pelos economistas de mercado, o sistema de "metas inflacionarias" precisa ser revisto no país. Em tese o sistema funciona assim: Define-se uma meta inflacionária a ser alcançada em determinado período.O Banco Central passa a monitorar um conjunto de variáveis para estimar o desempenho da meta. Mas, principalmente, as expectativas dos agentes do mercado financeiro.Se as expectativas excedem a meta, aumenta os juros. Se estão abaixo da meta, diminui os juros. O instrumento atua especificamente sobre a demanda. Aumentando os juros, espera desestimular a demanda trazendo os preços de volta ao patamar planejado. *** OsprOs problemas são inúmeros. O primeiro, é que o sistema emperrada de transmissão das taxas de juros no país. Cartelização no sistema bancário, distorções na tributação, spreads elevadíssimos, faz com que a demanda tenha pouca sensibilidade a movimentos pequenos na taxa Selic. Nos EUA, mudança na casa decimal já interfere nas expectativas dos agentes econômicos. Por aqui, os movimentos precisam ser violentos, para surtirem efeito. *** O segundo ponto é que os agentes econômicos consultados – economistas e operadores de mercado – são beneficiários diretos de elevação de taxas de juros. Por isso mesmo tem uma visão viciada sobre as expectativas dos preços. Sempre tendem a supervalorizar altas pontuais e a minimizar quedas de atividade – como ficou claríssimo na crise econômica de 2008. *** O terceiro ponto é que o sistema de consultas do BC é viciado. Os economistas consultados não estão interessados em fornecer informações objetivas sobre o cenário futuro da inflação, mas em acertar o que o BC pensa. Assim, basta o BC sinalizar que irá aumentar os juros para todo o mercado passar a apostar em uma inflação maior – mesmo que, em suas análises, eles prevejam inflação menor. *** O quarto ponto é que as planilhas do BC não são operadas por economistas capazes de perceber grandes inflexões na economia. Quando ocorrem mudanças expressivas, os indicadores levam de dois a quatro meses para registrar. Em dezembro de 2008 a economia estava se desmanchando mas o BC, baseado em séries históricas que retratavam os meses passados, falava em "atividade econômica robusta". *** O quinto ponto é que os modelitos do BC jamais estabeleceram correlações corretas entre ajuste fiscal e taxas de juros. Seguidamente justifica-se a alta dos juros com o argumento de que a Fazenda não está fazendo sua parte no ajuste fiscal. A imprensa reproduz acriticamente tais afirmações, com a convicção dos crentes, como se tais afirmações fossem dogmas divinos, sem necessidade de comprovação científica. *** Com isso, o combate à inflação passa a ter ganhadores óbvios: os rentistas detentores de títulos públicos. Esses ganhos fazem com que mantenham sempre em alta as expectativas inflacionárias. O BC poderia combater eventuais excessos de demanda com ferramentas tradicionais – redução de prazo de financiamento, aumento de depósito compulsório, aumento de tributação sobre operações de crédito. Com isso acabaria com o clube dos amigos da inflação.
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Comentários + votados
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Hamilton
26/11/2010 - 09:59
Este é um ponto central em relação aos jornalistas expoentes da grande mídia. Burros eles não são.
Será que fingem não concordar com o óbvio, pois eles próprios se beneficiam do rentismo?
Dinheiro...
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agstonon
26/11/2010 - 10:12
uma séria discussão sobre reajustes tb deveria ganhar espaço nas discussões!!!
principalmente nos controlados pelo estado
reajuste de tarifas devem ser APENAS QUANDO HOUVER AUMENTO DE CUSTOSxQUEDA...
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Vitor Santos
26/11/2010 - 11:00
Nassif, eu sou um grande admirador do seu trabalho, tanto como jornalista, quanto como comentarista econômico. E sou, inclusive, um defensor da maior parte de suas teses. Mas eu discordo de ti...
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Luiz Mario
26/11/2010 - 11:18
Os rentistas estão agitados, perderam seu homem de confiança do BC e agora partem para uma guerra de suja sobre a capacidade na nova equipe econômica.
A Porcão está muito nervosa,...
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"Clube dos amigos da Inflação" é ótimo...rs.
Ontem, havia dois sócios desse clube no programa da Mirian Leitão, na Globo News. Gustavo Loyola e o presidente de uma asset management.
É a mesma ladainha de sempre. A correlação "esperta" entre juros e política fiscal, o alarmismo sobre a inflação, preparando o terreno pra um aperto monetário.
O mais engraçado foi a postura do Loyola. Ele se acha um legítimo representante dos portadores de uma ciência exata, redondinha. Citou até os "manuais de economia".
E como há demanda, o ouro de tolo ainda é vendido muito caro.
Isso deveria ser o óbvio ululante, o que infelizmente não ocorre. Alguém mais abalizado do que eu poderia dizer se a próxima equipe econômica é mais ou menos solidária ao clube dos amigos da inflação que a atual?
Este é um ponto central em relação aos jornalistas expoentes da grande mídia. Burros eles não são.
Será que fingem não concordar com o óbvio, pois eles próprios se beneficiam do rentismo?
Dinheiro vicia. Especialmente aquele ganho sem esforço. Não há mágica. O rentismo é diretamente responsável pela miséria do país. Receber do rentismo é colocar as crianças mendigando nas ruas e os doentes jogados nos corredores dos hospitais.
Com não é ilegal, nenhum problema. O problema do rentista é fingir que ele não é responsável por nada disso.
uma séria discussão sobre reajustes tb deveria ganhar espaço nas discussões!!!
principalmente nos controlados pelo estado
reajuste de tarifas devem ser APENAS QUANDO HOUVER AUMENTO DE CUSTOSxQUEDA ARRECADAÇÃO!!!!
mantendo-se a margem de lucro de um setor, reajuste deve ser ZERO!!!
Isto é o óbvio ululante. Entretanto o artigo é oportuno, por conter aquelas verdades cuja reafirmação nunca é demais. Não só os rentistas, mas também outros agentes economicos, até industriais que estão em boa situação frente à concorrência (ex. fabricantes de polietileno) aproveitam qualquer deixa para aumentar os seus precinhos, idem as escolas particulares. E assim, muitas vezes "expectativas" acabam beneficiando grupos alem dos rentistas. Todo mundo gosta de uma "boquinha". Depois, se a inflação não subiu, azar, foram as "incertezas do mercado". Se as medidas fossem mais heterodoxas, pode ser que bloqueassem indiretamente algumas dessas distorções.
Ebrantino
Nassif, me desculpe, mas vc tá meio simplista nos argumentos ultimamente.
Inflação é algo terrível!
Ter meta de inflação não é ruim. Péssimo é a forma como a combatemos.
A forma mais fácil e eficiente (não erra nunca) é com política monetária de juros altos.
A melhor forma, entretanto, é combater o excesso de demanda com oferta!
Mas estamos perdidos num gueto de juros altos, política fiscal/industrial restritiva (ou no mínimo volátil, sendo que quando é expansionista é ineficiente, com pouco investimento e muito gasto) e sem um planejamento de longo prazo claro para a sociedade.
A política econômica precisa de um planejamento de verdade para o estado induzir e realizar os investimentos necessários nos setores que tem menos capacidade ociosa.
É dificil, mas se os asiáticos fazem nós tb fazemos. Estive recentemente na Coréia do Sul a impressão que tive é que estava no país das pontes e viadutos. Já existem milhares mas ainda há tantos outros em construção. A presença do estado como fomentador da economia é algo louvável pelo empresariado local.
O PAC é conversa pra boi dormir, não é política séria de investimento público.
Acordem Nassif e amigos, vamos cobrar uma ação de verdade do governo!
Risco Brasil recua 6,35% e fecha aos 177 pontos
Valor Online/Finanças, 24/11/2010 21:45
http://valoronline.com.br/online/financas/28/341071/risco-brasil-recua-6...
SÃO PAULO - Considerado um dos principais termômetros da confiança dos investidores, o índice EMBI+, calculado pelo Banco JP Morgan Chase, fechou aos 177 pontos, uma queda de 6,35% em relação ao fechamento de ontem, de 189 pontos.
Sobre o EMBI+ Brasil
O Emerging Markets Bond Index - Brasil é um índice que reflete o comportamento dos títulos da dívida externa brasileira. Corresponde à média ponderada dos prêmios pagos por esses títulos em relação a papéis de prazo equivalente do Tesouro dos Estados Unidos, tido como o país mais solvente do mundo, de risco praticamente nulo.
O indicador mensura o excedente que se paga em relação à rentabilidade garantida pelos bônus do governo norte-americano. Significa dizer que a cada 100 pontos expressos pelo risco Brasil, os títulos do país pagam uma sobretaxa de 1% sobre os papéis dos EUA.
Basicamente, o mercado usa o EMBI+ para medir a capacidade de um país honrar os seus compromissos financeiros. A interpretação dos investidores é de que quanto maior a pontuação do indicador de risco, mais perigoso fica aplicar no país.
Assim, para atrair capital estrangeiro, o governo tido como " arriscado" deve oferecer altas taxas de juros para convencer os investidores externos a financiar sua dívida - ao que se chama prêmio pelo risco........
2010
É infantil esperar que basta aumentar os juros que os preços irão cair em consequência... Que uma das primeiras coisas que se aprende no Brasil é que preços só sobem, quando caem é porquê o empresário está a beira da falência ou porquê têm alguém com uma arma na nuca dele dizendo para abaixar os preços (ok, não é tão radical assim, mas certamente vocês entenderam).
Que só para ficar em um ponto óbvio, quando o governo aumenta o juro básico em digamos 10%, os bancos instantaneamente aumentam o juro final para seus clientes em 10%, isso quando não aproveitam para socar 12, 14%. Mas se o governo abaixa o juro básico em 10%, os bancos abaixam no máximo 5%. E isso no curso de vários meses, se baixarem.
Quanto aos "especialistas" do BC, basicamente a maioria deles deveria estar na cadeia.
Caro Nassif,
Sempre tenho dito que um dos problemas para a inflação não cair ainda mais é a indexação retroalimentada (falei bonito, né, a lá Meirelles) que ainda existe nos contratps das concessões públicas (estradas, anergia elétrica, telefonia, etc.). Esses contratos têm sido um entrave à queda maior da inflação, uma vez que as Agências reguladoras ainda são fracas a cedem aos interesses dos concessionários.
Na era do PSDB as Ag. reguladoras eram quase todas aparelhadas por "amigos" do PSDB. Agora que o gov. Lula vem realizando concursos (e a PiG ataca forma incoerente) , ainda temos o problema da falta de experiência dos concursados.
As revisões tarifárias são realimentadoras da inflação e não têm considerado os gigantescos ganhos de lucratividade das empresas concessionárias, que tercerizam e massacram os seus empregados. Basta ver a quantiodade de terceirizados subindo nos postes sem capacete e muitas vezes não usando o cinto talabarte de segurança (aquele que prende o eletricista no poste para evitar sua queda), que são providêscia mínimas de segurança. O lucro máximo é obtido e isso não está sendo repassado aos consumidores, às custas dos acidentes com os terceirizados. (*)
Alô Ministério do Trabalho, alô Carlos Lupi, alô presidente Lula, alô PT: acordem para esse problema!
(*) E a PiG manipula os cidadãos dizendo que as estatais eram cabidões de emprego e que hoje trabalha,m com muito menos empregados... Isso é de uma falsidade tremenda, pois os terceirizados não entram como empregados e na maioria são ex-empregados demiitidos e recontratados como PJs. Hoje nas antigas estatais e hoje privatizadas tem muito mais trabalhadores (empregados e PJs) do que antes, pois o mercado cresceu. A PiG manipula sempre!
PS: está com falha no editor e por isso não estou conseguindo editar corretamente...
Alex Mendes
Nassif, eu sou um grande admirador do seu trabalho, tanto como jornalista, quanto como comentarista econômico. E sou, inclusive, um defensor da maior parte de suas teses. Mas eu discordo de ti quanto aos seus comentários sobre o BC e sua política monetária austera. A maior parte dos problemas citados são de competência da Fazenda ou do Tesouro. E de qualquer forma, como você citou eloqüentemente, o FED americano tem autonomia profunda para conduzir a política monetária, não estando à mercê de pressões políticas. E diferentemente do Banco Central brasileiro, ele tem, entre seus deveres, o aumento do crescimento econômico, coisa que o Banco Central local não tem. Mas elencando:
1 - As medidas não precisam ser violentas para surtirem efeito, porque um dos pilares do Banco Central é o controle das expectativas, desta forma, o Banco Central se conseguir conduzir corretamente tais expectativas, não tem a necessidade de subir substancialmente os juros.
2 - Eu sou operador, e discordo de ti no que tange ao vício em aumento de taxa de juros. Na verdade, os operadores operam seguindo dados dos mais diversos, inflação corrente, projeções, atividade industrial, mercado de trabalho etc. Dessa forma, acho minimalista supor que os operadores de juros têm uma visão de que o banco central sempre aumentará mais do que deve os juros. Na verdade, o BC brasileiro, nestes últimos 8 anos errou a dose, somente três vezes.
3 - Eu acho bastante infantil supor que os economistas do Banco Central não consigam perceber grandes (e óbvias) inflexões. Acredito que seja muito fácil fazer uma análise posteriormente ao que aconteceu, mas à época, pouquíssimos economistas, até renomados economistas, conseguiram ver tal queda na atividade.
4 - Embora o governo Lula tenha conseguido avanços fantásticos na Economia, a política fiscal ainda é carece de mais cuidado. Novamente, acho minimalista dizer que os modelos do Banco Central não consegue captar tal correlação. É óbvio que a falta de ajustes fiscais não é a única responsável pelos juros relativamente altos, e nunca foi alardeado pelo Banco Central como sendo. A grande mídia tem sim a mania de alardear como se fosse a única forma.
Há poucos dias, postei aqui um comentário que coaduna com o que afirma o artigo.
Na ocasião, eu afirmei que se a inflação der sinais de alta o que o BC tem que fazer é aumentar o compulsório dos bancos, o que tornaria o crédito mais caro, desestimulando a demanda.
Também, afirmei que o aumento da SELIC, além de não surtir o efeito perseguido, tende a fomentar a inflação, porque os empresários, ao invés de aumentar a produção, vão correr para os títulos públicos.
Como não tenho formação de economista, não sei se estou correto em meu raciocínio. Por isso, submeto meu post à censuara dos internautas.
Creio que antes de uma revisão dos objetivos e das formas de avaliação e de implementação do sistema de metas de inflação, é necessário ajustar o nível de liquidez da economia, do compulsório bancário, do IOF e do superávit primaŕio para a realidade macroeconômica de um Brasil com quase US$ 300 bilhões de Reservas Cambiais, dívida externa pública de US$ 60 bilhões, nível do crédito ao redor dos 40% do PIB, e dívida pública líquida em relação ao PIB ao redor de 40% do PIB.
Muito provavelmente depois destes ajustes na Politica Fiscal e Monetário a economia brasileira responderá mais rapidamente a eventuais ajustes nos juros da Selic e no IOF.
Creio que os juros da Selic e o IOF precisam ser manipulados em conjunto tanto para frear a economia, como para estimular a economia.
De fato a manipulação dos juros é a melhor ferramenta da política monetária, mas da mesma forma que nos países desenvolvidos onde os Bancos Centrais estão usando outras ferramentas para controlar a oferta e a demanda, em função dos juros já estarem perto de zero,
No Brasil os juros da Selic já estão demasiadamente elevados, o que torna necessário e obrigatório utilizar as demais ferramentas da Política Monetária e fiscal para controlar o crescimento da oferta e da demanda.
2010
Os rentistas estão agitados, perderam seu homem de confiança do BC e agora partem para uma guerra de suja sobre a capacidade na nova equipe econômica.
A Porcão está muito nervosa, fazendo um terrorismo sobre os gastos públicos. Como se essa equipe não tivesse competência para manter o crescimento e a inflação sobre controle. Para ela, apenas os ungidos pelo mercado poderiam a fazer isso, embora a era Malan possa ser considerada a era da mediocridade em termos de crescimento econômico.
Será que alguém já considerou que uma drástica redução de juros deixaria à disposição do governo uma expressiva gama de recursos, muito maior que aquela que adviria de uma nova reforma da previdência, corte de gastos e outras fórmulas de pouco significado propostas por estes economistas e operadores de mercado que são identificados como beneficiários diretos de elevação de taxas de juros?
Baixar juros de forma expressiva, redesenharia toda nossa economia. Não quebraria nossos bancos que souberam se adaptar a épocas até de maxiinflação. Baixar juros não afugentará investimentos estrangeiros interessados em participar das oportunidades deste país. Nem juros baixos provocariam uma maxiinflação numa época em que está em curso uma apreciação cambial. Enfim, o BC está aí justamente para ir fazendo os ajustes necessários em cada etapa.
Nassif na veia.
Meta de inflação é roubo descarado.
Se o povo que paga esta merda soubesse onde o dinheiro está indo, era revolução na mesma hora.
Para complicar, aquelas matrizes vetoriais que liquidaram com as pesquisas eleitorais, também provaram por A+B que previsão de inflação com mais de 30 dias de horizonte é impossível.
Agora para ser radical com a inflação, que se institua o imposto único no país - INFLAÇÃO - mas que a emissão do numerário tenha um delay de 35 dias, assim só se emitiria para pagar o que fosse comprado ou usado em serviços no mês anterior, seria moleza, pois como o dinheiro hoje é bit de computador, teríamos o pagamento instantâneo dos credores do governo, 35 dias depois.
De quebra, eliminaríamos todo o caótico sistema tributário e seus apêndices, com uma baita economia para o povo e uma enorme liberação de gente para atividades realmente produtivas.
Fora o desafogo para o judiciário, pois o Estado é o maior demandante do Brasil.
Só alegria, com certeza estaríamos aptos a implantar por aqui o índice de felicidade do povo.
Follow the money, follow the power.
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