O Centro de Estudos Estratégicos da Unasul

Unasul inaugurará Centro de Estudos Estratégicos de Defesa em Buenos Aires

21/05/2011

Buenos Aires, 21 mai (EFE).- A secretária-geral da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), María Emma Mejía, e vários ministros da Defesa da região inaugurarão na próxima semana em Buenos Aires o Centro de Estudos Estratégicos de Defesa (CEED), primeiro órgão permanente do Conselho de Defesa do bloco.

O CEED, criado em 2009, apesar de ter sido aprovado oficialmente no ano passado, será inaugurado oficialmente na quinta e na sexta-feira com uma conferência internacional sobre o posicionamento estratégico da América do Sul no século XXI, segundo informou neste sábado o Conselho de Defesa em comunicado.

O ministro da Defesa da Argentina, Arturo Puricelli, abrirá na quinta-feira as atividades, das quais está previsto que participem os ministros da Defesa brasileiro, Nelson Jobim; Equador, Javier Ponce; e Peru, Jaime Thorne León, além do vice-presidente da Bolívia, Álvaro García Linera.

O CEED, com sede permanente em Buenos Aires, "foi criado a partir da necessidade de consolidar uma identidade sul-americana em matéria de Defesa. Tem como finalidade a construção de uma visão própria, orientada desde as necessidades específicas e o interesse comum dos países da região", lembrou o comunicado.

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208 comentários
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Diego Duarte

Comentário besta:

Enquanto isso, alguem na OTAN e em Washington, tremem nas bases...

 
 
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É como bem disse o @Porra_Serra_ (em 20/05/2011 - 02:33): - Como tem gente tosca aqui. Esta é a primeira tentativa de integração militar Latino Americana e já tem gente bombardeando. 

Ô pessoalzinho vira-latas.

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Faço suas as minhas palavras @Porra_Serra_ e mando-lhe dois abraços!! É por causa deste irracional e anacrônico Complexo de Vira-Lata que eu sempre indico, e sugiro, esta matéria da Carta Capital, assinada pelo sensacional Antonio Luiz M. C. Costa: "O nacionalismo voltou", em dias de comemoração de PÁTRIA, em 07 de setembro de 2010. Mas parece que tem gente que quer e, pensa que é ianque.

http://www.cartacapital.com.br/internacional/o-nacionalismo-voltou-2

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" Vocês me matarão dez homens, enquanto eu lhes matarei um, mas, mesmo com essa conta, vocês não poderão agüentar e eu ganharei."

Ho Chi Minh, aos americanos, em referência a guerra da Indochina. 

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Carta de um “negro revoltoso”, Henrique Dias, ao corsário Maurício de Nassau

 Senhores holandeses: Saibam vossas mercês, tenho poucas letras e muita espada. Respondo sempre, e minhas respostas são sempre dadas. Vossas mercês podem senti-las no cheiro de pólvora do meu bacamarte. Meu camarada Camarão não está aqui, porém, eu respondo por ele. Saibam, vossas mercês, que Pernambuco é pátria dele e minha, e já não podemos suportar a ausência dela. Aqui haveremos de perder as vidas ou haveremos de deitar vossa mercês fora dela; e ainda que o governador-geral, e sua majestade mesmo, nos mandem retirar, primeiro que o façamos, lhe haveremos de responder e dar as razões que temos para não desistir desta guerra.

O lamento de um “príncipe” vencido

 - Perdemos a guerra. A vitória coube aos pernambucanos. Terão uma pátria. Um negro analfabeto e um bugre já conhecem o significado deste nome. Eu, um príncipe de sangue, careço desse conforto. Fiz de mim um corsário. Um soldado de armas e brasão vendidos ao uma companhia de comerciantes incumbida de saquear e sugar até a exaustão uma terra defendida por quem luta pelo direito de nela deitar suas raízes.

 Foi essa ancestral e arraigada idéia de pátria, insuperavelmente bela, que arruinou meus projetos de uma Cidade Maurícia livre e universal. Uma nova Amsterdam!
- Venceu o modo antigo, Até, ou sobretudo, dentro de mim mesmo. A semente dos Albuquerque frutificou. Ele perderam suas terras e suas fazendas, mas criaram uma pátria para seus descendentes mamelucos.

(Maurício de Nassau / 1648)

"Mas, se ergues da justiça a clava forte, verás que um filho teu não foge à luta! Nem teme, quem te adora, a própria morte. Terra adorada, entre outras mil, és tu, Brasil, oh Pátria amada! Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil!"

 
 
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sab, 21/05/2011 - 11:36

math-physics

Prezado Nassif

E como diz o velho ditado "Pau que nasce torto , não se conserta"!.

É este parece ser o caso do Ministério da Defesa no Brasil .Astuciosamente  concebido para tolher qualquer veleidade golpista das FAs , pós Collor de Mello , pelo Sr FHC .É claro que o fortalecimento da Marinha , percebida como a FA mais  politicamente moderada ao ideário das esquerdas  pós 1964, foi  o centro das atenções desta ação política do FHC.Criou-se um programa de modernização e fortalecimento de uma  Força Anfíbia de assalto (Fuzileiros Navais), entretanto  sem um projeto estratégico bem específico, já que o suposto  objetivo da mesma seria invadir " Praias Inimigas" (da Bolívia ?) .É óbvio que através de generosas dotações ganha-se o título  de "Amigo dos FN" . Certamente algo valioso dentro de um ambiente político reativamente desestabilizador  da FAB durante o governo  do FHC(o caso  do Sr Èlcio como Ministro MD).Criou-se também  uma aviação naval para atuar em Porta -Aviões .Comprou-se a sucata  do Porta aviões São Paulo da França  e que até hoje não funciona .

O resultado de tais ações ;

1- Até hoje , a única coisa de concreto e substancial adquirida para os Fuzileiros foi alguns velhos navios transporte de tropas e material bélico de segunda linha para os  4 Batalhões sediados no Rio , especialmente o bat Toneleros, o qual passou a ser um Batalhão de "Forças Especiais" a serviço de ..quem mesmo ?. 

2- A Aviação Naval Brasileira é outro desastre fragoroso .Só não é pior do que o fracasso do programa VLS, da FAB em 1997 .E foi nesta data que morreu todo e qualquer projeto de uma Defesa Profissional para o Brasil como entidade autônoma. A propósito, esta mentalidade Lusitana de comprar conhecimento é bem demonstrada no total fracasso  da Marinha Brasileira em não saber construir submarinos convencionais .

3-Quanto ao Exército, adotou-se uma política de modernização pontual na Infantaria  (Brigada Paraquedista, Selva, Aviação do exército, etc..).Mas e as outras armas  ?, Comunicações, Engenharia Militar, Cavalaria Blindada (e as compras dos Leopards ), Artilharia,...etc.

E deste cenário não inteligente (do ponto de vista militar)  surgiu o que parece ser a função precípua do Ministério da Defesa , Altos Comandos Militares Brasileiros,Comissão de Defesa no Congresso e orgãos de inteligência Brasileiros (incluindo aí a Polícia Federal!). .A percepção que é um "dever patriótico" (sic)    "intermediar" compras bilionárias para uma suposta modernização inteligente das FAs e estrutura policial do Estado Brasileiro  para o século 21 .E tudo na verdade parecendo ser que foi aberta uma "janela (muitas!) de oportunismo" para empréstimos  Públicos com juros de 6%-10% anuais em um cenário econômico de crise internacional de dólar artificialmente desvalorizado .

E existe "conserto" para tal situação ?. Infelizmente não !. Este foi o desenvolvimento natural dos eventos  após a  criação da estrutura de Ministério da Defesa no Brasil pós Itamar Franco .E aí voltamos para  a frase inicial do meu comentário .

Finalmente , torna-se importante comentar que as Ciências Exatas e Engenharia no Brasil estão no mesmo estágio de (sub) desenvolvimento das FAs brasileiras em relação aos Países Centrais.

 
 
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luiz carlos lobato botelho

sab, 21/05/2011 - 12:21

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Prezado Nassif

E a razão deste processo de deestruturação  todo na estrutura militar brasileira , neste início de século 21 ?. A resposta é simples .A percepção dos valores nacionais e densidade intelectual de grande parte dos atores políticos no comando da estrutura político-partidária é a pior possível. Hoje , tem-se a triste percepção de que gabinetes de Políticos tem menos credibilidade do que as Prisões de alta segurança (Bangu 1,2.etc..) !. E só ao anunciar-se que certos políticos almejam a Presidência da República ( especialmente aqueles do Rio de Janeiro!), a inflação começa a ter "repiques" .

Certamente sem credibilidade política , jamais ter-se-á  políticas de Estado eficientes : O exercício de cargos não passam de janelas de oportunidades para o enriquecimento , muitas das vezes tristemente ilícitos !.Onde a dística é : OU  MORALIZA-SE A REPÚBLICA (ARGH!) , OU NOS LOCUPLETEMOS TODOS (ÔBA!), ATÉ O 'GREEN PEACE" É ( ESPECIALMENTE )CULPADO !

 
 
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sex, 20/05/2011 - 21:07

math-physics

Prezado Nassif

O Jobim quer uma força dissuasiva contra quem precisamente ?.

Deixe-me tecer algumas considerações sobre o "Prosub" ,  como exemplo de "Samba do  Mariner doido" :

Países individualmente adquirem flotilhas de submarinos  para realizarem  missões nacionais bem específicas.Em geral submarinos podem ser dividos em tres classes gerais de uso doutrinário .A saber :

1- Submarinos de Ataque , cuja missão principal é destruir o comércio marítimo do inimigo e seus navios de combate de superfície .São projetados para atuar em alto mar .

2- Submarinos estratégicos- função principal sendo dissuasão nuclear-bases  submersas de mísseis nucleares  com ogivas de múltiplas re-entrada na atmosfera .

3- Submarinos de Patrulha-vigilância .

E conforme a estratégia  escolhida pelo País , os submarinos são completamente diferentes nos seus aspectos tecnológicos .Por exemplo: Submarinos de patrulha são projetados para operarem no talude continental e portanto devem ser extremamente silenciosos e devem possuir  capacidade reforçada  contra cargas de profundidade e minas navais .A Marinha da Suécia é um exemplo .Certamente submarinos nucleares não fazem sentido neste contexto estratégico .Já submarinos  nucleares são projetados para operarem em alto mar e portanto são  de grande tonelagem (3.000ton-10.000ton) e quase sempre utilizam como combustível nuclear Urânio enriquecido a 95% ou mais (suficiente parase construir uma Bomba A).E claro que os Franceses tem subs nucleares movidos a uranio a 3%(Classe Rubi) .Mas são problemáticos -deficientes e ruidosos .

Devemos notar que submarinos são plataformas Stealth"  e UMA VEZ DETECTADOS ,  A SUA UTILIDADE MILITAR ANULA-SE E SÃO FACILMENTE DESTRUIDOS .Logo a escolha do teatro de operações é fundamental .A propósito, A espionagem tem um papel fundamental para a guerra submarina .E hoje, é fácil para as nações avançadas reprogramarem o software dos armamentos e SENSORES das plataformas  adversárias  no Terceiro Mundo . Algo similar pode ter acontecido com o sub Santa-Fé , da marinha argentina  durante a guerra das Malvinas (um ex-US Tang class!).Finalmente táticas inteligentes podem compensar avanços tecnológicos em certos cenários de combate  e A MARINHA BRASILEIRA É CLASSIFICADA NO RANK 4 , EM TERMOS DE FORÇA DE SUBMARINOS (CLASSIFICAÇÃO DE 1 A 5).

Finalmente , tecnologia somente nunca pode prevalecer sobre abilidades em combate E A  CORAGEM!.E A LIDERANÇA NACIONAL DEVERIA PROVER DE OBJETIVOS ESTRATÉGICOS PARA A SUA FORÇA DE SUBMARINOS  e não estas "paspalhices terceiro mundistas" !.

A PROPÓSITO, BASTA DE AMADORISMO IDIOTA  DO MD  E DA MGB EM UM ASSUNTO TÃO COMPLEXO, COMO A CONSTRUÇÃO DE   SUBMARINOS  E ESTES SENHORES DEVERIAM  ESTUDAR A REF BÁSICA (CASO TIVESSEM CONDIÇÕES INTELECTUAIS!) :

"SUBMARINE TECHNOLOGY FOR THE 21ST CENTURY -SECOND EDITION -BY STAN ZIMMERMAN TRAFFORD PUBLISHING -1999-2000.

E o interessante

A física dos explosivos nucleares -Dalton Barroso.

 
 
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sex, 20/05/2011 - 22:37

luiz carlos lobato botelho

Prezado Nassif

O mesmo pode ser dito do Programa Fx-2 da FAB.Cada avião , sem a sua suite de armamentos custa  cem milhões de dólares .36 aviões DESARMADOS ;TRES BILHÕES E SEISCENTOS MILHÕES DE DÓLARES. ADICIONANDO AGORA  OS ARMAMENTOS (ESPECULAÇÃO) DOBRA-SE O PREÇO FINAL .E O PRINCIPAL :MANUTENÇÃO E UPDATES ;AO MENOS  CINCO BILHÕES DE DÓLARES DURANTE 10 ANOS DE "USO".

Esta é a realidade geopolítica militar Brasileira e Sul americana ; As Marinhas e Forças Aéreas são projetadas para "escaramuças" internas no Continente  e ou para atuar como forças co-adjuvantes das Potenciais Ocidentais em conflitos internacionais; como na Segunda Guerra mundial.

Deste modo , parece ser mais vantajoso financeiramente comprar do que fazer falsas "joint ventures tecnológicas" .E uma estratégia de dissuasão frente as grandes potenciais (como na Líbia do Kadhafi ?) .No caso do Brasil, já sabemos que o Brasil é uma subliminar Base Aéreo naval Americana , desde a Segunda Guerra Mundial . E neste ponto,por exemplo , a autonomia aérea militar da FAB reduz-se efetivamente  aos aviões policiais SuperTucanos  da Embraer.

Entetanto  , pelas dimensões continentais brasileiras só restaria a defesa terrestre :Infantaria e artilharia com ogivas táticas atomicas.Mas esta doutrina é impossível .E no caso de uma "Invasão" Americana , certamente as regiões economicamente mais  desenvolvidas do País jamais entrarão em qualquer conflito em que exigir-se-á sacrifícios economicos .Aí é melhor negociar diplomaticamente, como tem sido feito nos últimos 500 anos , mesmo com a alto custo  do subdesenvolvimento da base da Sociedade.

Quando o Brasil  souber construir uma Hidroelétrica de grande porte ou uma Refinaria de petróleo  pesado do  Pré-Sal e Pós-Sal AUTONOMAMENTE, aí sim, tem-se um mínimo de infraestrutura de conhecimento tecnológico avançado  para  pensar-se em fazer satélites, submarinos nucleares, aviões de caça da quarta geração , etc...com o "Verde-Amarelo" .

No caso Brasileiro , A nossa "Cordialidade" a La Lula e FHC , paga em termos de Paz Internacional e Nacional . Mas até quando ?.

 
 
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sex, 20/05/2011 - 21:10

luiz carlos lobato botelho

Prezado Nasif

Mais o real interesse de criar "necessidades de Defesa" pode ser traçada a este meu comentário anterior :

 

Prezado Nassif

Todos estes projetos "binacionais" e trinacionais" na área de defesa nada mais são do que transferências inteligentes de unidades industriais de montagem de linhas de fabricação de aviônica, vetores, estaleiros, etc  ao Brasil e tudo a sr majoritariamente  financiado pelo  dinheiro público brasileiro.E tudo como óbvia consequência do grande aperto fiscal e extrema redução de orçamento  de Defesa destes Países Centrais (US, UK, França, Itália, Suiça,Suécia, etc..).É o famoso projeto "Cuco" (aquele pássaro que coloca os seus ovos em ninhos alheio para serem penosamente alimentados pelos pássaros trouxas!).

Como chega-se a tal conclusão ?. A resposta óbvia é devida ao fato de que as linhas de fabricação dos armamentos que armam estas plataformas a serem construidas no Brasil ,ainda continuam nestes Países Centrais .E só pintar de verde amarelo os blocos montados aqui é completamente idiota , em minha opinião de cidadão contribuinte brasileiro.

 
 
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antonio francisco

E fala pra dona Dilma que se é pra reforçar UNASUL, então que se tire logo do RIC  a segunda língua, que é o inglês, ponhando no lugar o espanhol, caramba, @&"@#%.

 
 
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Adjutor Alvim

Será que é coincidência o relatório sobre Raul Reyes ter saído agora 1 semana atrás?

Será que interessa à OTAN uma política unificada de defesa para a América do Sul?

 

 
 
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Andre Araujo

1.Para existir uma ""politica unificada de defesa" para a America do Sul duas gerações serão insuficientes.

2.O Comando da OTAN não vai dormir de preocupação com essa hipotese.

 
 
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Adjutor Alvim

Oi Andre, obrigado pela atenção da resposta.

 

Sobre uma falta de interesse dos paíse que comandam a OTAN de não existir uma unidade de ação sul-americana eu, modestamente, acho que sim existe. Afinal no Atlântico Sul estão as maiores reservas de petróleo encontradas no mundo nos últimos 40 anos e a estes paises podem se aproveitar e até estimular rivalidades entre os paises da America do Sul para tentar ter acesso militar, politico e/ou economico à região e às reservas. Vide conversa entre Jose Serra e a Chevron.

 

 Sobre o prazo de duas gerações, esta é uma estimativa da IISS? Esta semana, eu vi uma foto da apresentação deles do relatório de armas de destruição em massa de Saddam Hussein para o Bush. Estou anexando, caso vc ainda não a tenha visto.

 

 
 
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Caro Adjotur Alvim, você está corretíssimo, mas, esqueça o André,

Íntegra da Conferência do Ministro da Defesa do Brasil

Nelson A. Jobim, na abertura da VII Conferência Forte de Copacabana, 03 Novembro 2010, Rio de Janeiro.

PERSPECTIVAS DA SEGURANÇA PARA A AMÉRICA DO SUL E A EUROPA

Senhoras e Senhores,

Imagino que o título deste painel reflita a intenção dos organizadores desta conferência: Conhecer distintas visões sobre a problemática de segurança nos contextos Sul-Americano e Europeu.

Não é a segurança um sujeito autônomo, dotado de vontade própria. Por isso, claro está que, neste caso, os referentes da segurança são a América do Sul e a Europa.

Essa tarefa reveste-se de grande dificuldade. O conceito de segurança Lato Sensu pode abarcar virtualmente qualquer domínio da atividade humana. Para evitar tal generalidade, concentro-me apenas no Plano da Segurança Internacional – recorte que em si mesmo é extremamente amplo. Recorto ainda mais o conceito.

Abordo o que se convencionou chamar de "Segurança Militar Externa". Ou seja, tratarei de “Defesa”.

Falemos agora, contudo, sobre o conceito mais amplo de segurança. Desde já, devemos ter em mente que os contextos Sul-Americanos e Europeus são notavelmente distintos. É distinta a realidade dessas duas regiões em inúmeras outras dimensões.

Falar sobre uma perspectiva relacionada à segurança da América do Sul e da Europa, sem incorrer em generalizações grosseiras, constitui Desideratum impossível.

A honestidade intelectual obriga-nos a falar em várias perspectivas - não só uma. A afirmação da pluralidade representa o fato insofismável de que há inúmeras vozes, inúmeros olhares, que falam sobre a realidade internacional. Todos vêem essa realidade de forma distinta, por vezes incompatível. Como exemplo provocativo, menciono as implicações da adoção, em escala global, do problemático Conceito de Segurança Humana. Se formos considerar com seriedade esse conceito e o seu foco no valor universal da proteção do indivíduo, veremo-nos no limite, confrontados com situações em que será impraticável justificar a própria proteção daqueles que se quer preservar. Essa afirmativa nada tem de ousada. Basta considerar que o ser humano, até o presente, não encontrou fórmula que fosse universalmente aceita como capaz de hierarquizar valores que, isoladamente considerados, são perfeitamente legítimos à luz da escala axiológica dominante no mundo ocidental. Exemplifico com um pergunta: - Quem pode afirmar, de modo inequívoco, a prevalência do direito à autodeterminação do Kosovo - aspiração da maioria Albanesa - sobre o direito à preservação da Integridade Territorial dos Estados - Aspiração da minoria Sérvia - que pretende se manter atrelada ao seu estado original? Não seriam as duas aspirações legítimas? Não seriam elas contraditórias?

Essas perguntas retóricas não devem ocultar a verdade: - Sim, esses valores, isoladamente considerados, são legítimos. No entanto, a Política Internacional nos confronta com escolhas agônicas em que se torna necessário optar pelo mal menor.

Não há casuística que sirva de bússola para o homem de estado em situações como essa.

A extrema diversidade e complexidade dos relacionamentos internacionais não comportam soluções de manual. Essa digressão de modo algum constitui defesa do relativismo moral. Pretende, isto sim, problematizar o Conceito de Segurança Humana e sua ênfase no indivíduo. Note-se que a atomização extrema do referente da segurança, gerada pela aplicação simplista da idéia de preservação do ser humano como unidade indivisível portadora de valor, torna o conceito impraticável. Daí deriva o corolário lógico de que o outro extremo do continuum - a humanidade - passa a ser, ao fim e ao cabo, o referente da segurança humana.

Esse nível de agregação tão inclusivo, contudo, é igualmente problemático.

O fato, lamentável ou não, a depender da perspectiva adotada, é que a humanidade, como conceito, possui uma limitada capacidade de mobilização política – e isso mesmo depois do Holocausto e das Declarações Universais de Direitos Humanos da ONU.

O vetor primordial da formação das identidades continua a ser o do contraste entre Ego e Alter.

Isto faz com que a idéia de coletividade humana tenha pouco impacto sobre a formação das lealdades políticas. Ora, se as considerações mencionadas fizerem sentido, parece-me perfeitamente plausível que o Estado Nacional se mantenha como o referente mais relevante da Segurança Internacional. É nele que são construídas e reproduzidas as lealdades políticas mais profundas e duradouras. Em síntese, defendo a tese de que o Estado Nacional Democrático representa duas funções: a) A melhor chance de preservação dos Direitos Humanos e (b) O pilar mais sólido de manutenção da paz, tanto no Plano Internacional como no Doméstico.

Não creio que o Estado Nacional Democrático venha a ser substituído eficientemente nessas funções:

(a) Seja pela fragmentação de poder, consubstanciada na miríade de Grupos Sub-Nacionais;

(b) Seja pela concentração de poder em uma Organização Planetária verdadeiramente universal.

Se o Estado Nacional continuar a ser o referente transcendental da segurança entendida em sentido lato, temos de pronto uma distinção óbvia entre as realidades Sul-Americana e Européia. A última, propulsada por um passado de intermináveis guerras, morte e destruição, embarcou no mais ambicioso projeto de integração conhecido, tendente à criação de um super-estado. Assim o fez preocupada em garantir que o futuro não repetisse o passado. Esse projeto, fundamentado nos ideais cosmopolitas da ilustração, hoje enfrenta dificuldades de toda ordem. Faço referência a um pensamento corrente: - A Europa é um bom lugar para viver, mas não para sonhar.

Logo, enquanto os europeus se debatem para prosseguir na rota de construção de uma Confederação de Estados, nada de semelhante existe na América do Sul - na verdade, em qualquer outra parte do mundo.

Os projetos de Integração Sul-Americanos são menos ambiciosos, mas nem por isso, menos bem sucedidos na manutenção de um ambiente de paz e colaboração.

Nesta parte do mundo, pretende-se aprofundar os esforços integracionistas, inclusive no Plano da Defesa, mas sem que isso signifique abdicação de soberania a organismos supranacionais. Há que se considerar, igualmente, a existência, no âmbito Europeu, de uma organização que se superimpõe à União Européia no que se refere à Defesa. Falo aqui nitidamente da OTAN, cujo membro mais importante nem sequer pertence ao continente.

A dinâmica da inserção Norte-Americana no teatro Europeu de Defesa torna as realidades do Velho Mundo e da América do Sul ainda mais contrastantes. Não há estados nuclearmente armados no subcontinente Sul-Americano.

A Geopolítica da Energia processa-se de modo inteiramente distinto. Inexistem nesta parte do planeta alianças se expandindo em direção às Fronteiras de Antigos Impérios. Tampouco o fenômeno do terrorismo aqui possui a ressonância adquirida na Europa.

Na mesma linha, nenhuma nação Sul-Americana é parte de uma aliança regional defensiva que se arvora poder intervir em qualquer parte do mundo com base nos mais variados pretextos. Seria ilusório imaginar que não houvesse quaisquer problemas no Campo da Defesa na América do Sul. Contudo, eles são plenamente administráveis no seio das instituições criadas para deles dar conta.

Menciono apenas a mais recente: - O Conselho Sul-Americano de Defesa, para cuja formação tive a honra de contribuir. Neste ponto, esclareço o seguinte: - o Brasil faz parte da América do Sul. O Brasil não é a América do Sul.

Volto a reafirmar que cada estado deva ser soberano na escolha de sua própria perspectiva sobre as temáticas de Segurança e Defesa. Por isso, não seria correto, ao menos nesta parcela do globo, que apenas um país falasse em nome da região.

A despeito das considerações gerais que faço em vista do título deste painel, gostaria de salientar que falo em meu nome próprio. Seria hipócrita, em outro sentido, negar a importância do país nesse contexto e seu papel na manutenção de uma América do Sul estável e pacífica. Ao constituir a nação brasileira elemento de ponderação e equilíbrio no plano regional, torna-se impossível olvidar a sua contribuição para a preservação de relações amistosas no Subcontinente e, por extensão, no Sistema Internacional.

Mais uma vez em contraste com a realidade Européia genericamente compreendida, caberia assinalar que o Brasil possui uma clara estratégia de cooperação com todos os países Sul-Americanos.

Na Europa, no entanto, há distinção entre países membros e não membros da Aliança Atlântica. No espaço Sul-Americano todos os estados participam das instituições de governança regional, inclusive no Campo da Defesa. Não há diferenciação ou exclusão de países no seio do CSAD, por exemplo.

A fluidez no diálogo, acoplada à inclusão de todos, a despeito de suas óbvias assimetrias, permite que a América do Sul caminhe unida no sentido da ampliação de seus laços no Campo da Defesa.

É intenção do Brasil fortalecer esse processo, de modo que a colaboração Sul-Americana alcance patamar tal que ela própria se transforme em fator de dissuasão Extra-Regional.

Outro elemento diferenciador das realidades regionais em discussão é o que diz respeito à conjuntura. A profunda crise econômica que assola o Velho Continente obriga muitos de seus estados a cortarem gastos militares.  O esgotamento do ciclo de vida dos sistemas de armas dos exércitos Sul-Americanos (adicionado à manutenção do crescimento econômico de grande parte dos países do Subcontinente) faz com que várias nações, entre elas o Brasil, vejam-se na contingência de aparelhar suas Forças Armadas.

O aumento do gasto militar na América do sul é muito mais uma decorrência de circunstância econômica favorável. Não é o resultado de esforços nacionais voluntaristas que objetivem cobrir deficiências no campo de suas estruturas de defesa em face de percepções agudas de ameaça. Nessa linha, gostaria de rechaçar veementemente a noção, por sinal indigente do ponto de vista conceitual, de que haveria em curso na América do Sul uma corrida armamentista. A região permanece sendo a mais desarmada do mundo. É uma das regiões que menor tendência apresenta à escalada dos conflitos ao seu limite lógico (a guerra). Ademais, os supostos analistas que defendem essa idéia falham em considerar as décadas de baixíssimo investimento em Defesa prevalecente na região. Da mesma forma, desconsideram a convivência política civilizada predominante no Subcontinente. Não pretendo me estender muito mais. Falo sinteticamente sobre as perspectivas das duas regiões no que toca à Defesa. Como tive oportunidade de referir em conferência realizada no Instituto da Defesa Nacional de Lisboa, que discutiu o novo Conceito Estratégico da OTAN, não acredito que a Europa se liberte de sua dependência em relação aos Estados Unidos no médio prazo. Tem-se as dificuldades econômicas prevalecentes neste momento. A elas se somam:

(a) O aumento da Xenofobia;

(b) A recalcitrância das Elites Européias em admitir que o Velho Mundo terá de se abrir à imigração para impedir o Declínio Demográfico;

(c) Os percalços relacionados ao aprofundamento do processo de integração.

Tudo isso leva a crer que a União Européia não se tornará nos próximos 30 anos um ator Geopolítico à altura de seu Soft-Power.

A América do Sul, a se manter o ritmo atual de Crescimento Econômico, muito provavelmente terá o seu baixo perfil Geopolítico amplificado. Isso deverá ocorrer por dois motivos:

(a) O aumento da participação da região no PIB Mundial;

(b) A crescente importância de alguns dos ativos de que dispõe em abundância: - Água Potável; - Proteína Animal; - Grãos; - Energia Renovável e Não Renovável; Minérios, e - Biodiversidade.

Há demonstrações evidentes de que já existe a percepção da tendência de aumento do perfil Geopolítico do Subcontinente, assim como da África. É o caso, por exemplo, de ações de algumas potências, inclusive Européias, que visam envolver o Atlântico Sul em seus esquemas Diplomáticos e de Defesa. A resposta brasileira a essa tendência precisa dar-se em vários planos:

- Diplomático;

- Econômico;

- Ambiental;

- Militar, dentre outros.

No Diplomático: - Redobrar os esforços de integração para que a América do Sul possa atuar coesa frente às circunstâncias que vierem a surgir – além da Manutenção da Defesa da democratização do poder no Sistema Internacional.

No Econômico: - Diminuir os gargalos que travam nossa competitividade e atuar para o adensamento da infra-estrutura de interconexão do Subcontinente (sobretudo a de Transportes e Energia).

No Ambiental: - Garantir a exploração racional dos imensos ativos de que dispomos, transformando o potencial em riqueza e prosperidade para nossa população.

No Militar: - construir um aparato dissuasório voltado para ameaças Extra-Regionais que permita ao país dizer não quando tiver de dizer não. Isso envolve investimento na redução de nossas vulnerabilidades militares e no reforço da capacitação Industrial Brasileira.

Por fim, entendo que as perspectivas do relacionamento entre a América do Sul e a Europa dependerão de nossa capacidade de encontrar soluções mutuamente satisfatórias para as divergências que certamente surgirão.

No que tange à Defesa, o Brasil possui excelente relacionamento com vários países Europeus. Alguns deles são parceiros no nosso processo de aparelhamento e capacitação industrial. Há enormes possibilidades de cooperação nesse campo. Essas possibilidades serão tanto maiores quanto menor for o apoio da Europa a esquemas Diplomático-Militares que venhamos a entender como tentativas de reduzir a margem de autonomia do Brasil.

Finalizo como comecei. Acredito que o estado é e continuará a ser o principal ator do sistema internacional. O Brasil, portanto, não abre mão de garantir a sua soberania de modo autônomo. Por óbvio, não descartamos a parceria de todos aqueles dispostos a contribuir para esse objetivo. Pela natureza de nossa cultura e pelo processo histórico que nos deu origem, não cultivamos ódios ou sentimentos agressivos. Somos amantes da paz e nenhum mal faremos a quem quer que seja. Contudo, amar a paz não significa incapacidade de defender seus interesses.

Muito obrigado.

Nelson A. Jobim - Ministro da Defesa do Brasil

 

 
 
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Adjutor Alvim

Oi Eugenio, não gostaria de esquecer o Andre porque quando for divulgado noWlKILEAKs que de, na verdade um personagem fictício criado pela diplomacia americana para defender seus interesses quero poder dizer que, dentro das minhas possibilidades, consegui oferecer um ponto de vista alternativo ao apresentado por ele. Mas, tirando as brincadeiras. como nas opiniões dele sempre são apresentados com dados históricos, temos oportunidade de pesquisar e acrescentar conhecimentos à nossa parca cultura

 
 
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Palestra do ministro da Defesa do Brasil, Nelson A. Jobim no Encerramento da Conferência Internacional – “O Futuro da Comunidade Transatlântica”

In DefesaGeopolítica on 18/09/2010 by E.M.Pinto Etiquetado: 

http://www.globalresearch.ca/articlePictures/NATO%20Summit.jpgSrs. e Sras.O que manifestarei a seguir corresponde ao meu entendimento sobre o tema e não se constitui em posição oficial do Governo brasileiro. Esta intervenção tratará da minha perspectiva sobre a revisão do Conceito Estratégico da OTAN e o futuro da Comunidade Transatlântica.Não pretendo resenhar a história da Organização. No entanto, faz-se necessária uma pequena contextualização histórica.

O elemento central que impulsionou a criação da OTAN, em 1949, foi o acirramento das tensões entre os Estados Unidos e a União Soviética. Essas tensões tiveram expressão aguda no Teatro Europeu. As tropas das duas superpotências rivais demarcavam áreas de influência.

Devemos lembrar que o “longo telegrama” de George Kennan data de 1946. É de 1947 o seu artigo na “Foreign Affairs” – “The Sources of Soviet Conduct”. Esse texto foi o marco do que viria a ser conhecido como “Doutrina da Contenção”, iniciada na Presidência Truman.

Nesse cenário, destaco dois fatos:

Primeiro, a crise deflagrada pelo bloqueio de Berlim, entre 1948 e 1949, e,

Segundo, o término do monopólio nuclear norte-americano pouco depois do tratado da Aliança Atlântica.

Com a ascensão da união soviética, em 1949, ao restrito clube das potências nuclearmente armadas, os temores apenas se intensificaram. Diante dessa realidade, a OTAN constituía elemento basilar de defesa da Europa Ocidental em face da ameaça soviética.

Pode-se afirmar, apesar dos riscos envolvidos, que o foco da organização encontrava-se claramente delineado: constituía-se no pilar fundamental da arquitetura do mundo bipolar.

Esse foco sofreu grande abalo. Começou com as “Revoluções de Veludo” do Leste Europeu. E continuou com a “Queda do Muro” de Berlim e com a própria dissolução da União Soviética.

Parece-me que o panorama em torno do qual a OTAN se organizara deixou de existir, tudo por quê:

Primeiro, a guerra fria desapareceu, sob o patrocínio da Administração Reagan;

Segundo, consumou-se a derrocada do socialismo real; e,

Terceiro, ruiu-se a hipótese de aniquilação termonuclear mútua entre os Estados Unidos e a hoje desaparecida União Soviética.

No entanto, a apoteose do otimismo em relação ao mundo pós-guerra fria durou menos de uma década.

Tal apoteose havia sido consagrada em dois momentos:

>No artigo de Francis Fukuyama sobre o “fim da história” e;

 >Na articulação internacional em torno da reversão da invasão do Kuwait pelo Iraque, no início dos anos 90.

Srs. e Sras.

 Mesmo no contexto da “Nova Ordem Internacional”, proclamada pelo presidente Bush-pai, a OTAN não foi abolida, como imaginavam alguns. Continuou a servir de instrumento para o avanço dos interesses de seu membro exponencial, os Estados Unidos da América, e, subsidiariamente, dos aliados europeus.

Participou da pacificação da Bósnia, a partir de 1995. Já em 1999, iniciou-se a ampliação da Organização. Foram incorporados os Estados antes pertencentes ao finado Pacto de Varsóvia: República Tcheca, Hungria e Polônia.

Nesse mesmo ano, a OTAN bombardeou posições sérvias durante a Guerra do Kosovo, à margem do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
(Lembro da análise de Michael Walzer e de sua crítica em relação a decisão dos generais da OTAN em não enviar tropas de infantaria para o Teatro de Operações. Tal decisão viabilizou o massacre de populações kosovares pelas tropas sérvias …)

Ainda em 1999, publicou-se o Novo Conceito Estratégico da Aliança Atlântica.

O Novo Conceito ampliou o escopo e o raio de atuação da Aliança – não mais restrito ao Teatro Europeu. Uma interpretação literal desse conceito nos leva a afirmar que a OTAN passaria a poder intervir em qualquer parte do mundo.

Os pretextos para operações poderiam ser vários: anti-terrorismo; ações humanitárias; tráfico de drogas; agressões ao meio ambiente; ameaças à democracia, entre outras.

Devemos considerar, também, o mal-estar relacionado ao sentimento russo produzido pela expansão da OTAN para o Leste.

Várias iniciativas visaram a mitigar esse sentimento, refletidas, por exemplo, na criação do Conselho Permanente OTAN-RÚSSIA de 1997.

No entanto, cremos que se mantém problemática a relação entre a organização e o principal estado sucessor da antiga União Soviética.

A incorporação dos Países Bálticos à OTAN, em 2004, ao que parece, somente não contou com oposição mais enfática da Rússia em função do interesse daquele país pelo apoio norte-americano à sua versão local – Chechênia – da “Guerra ao Terrorismo”, esta declarada pelo presidente George W. Bush em 2001, após os atentados de 11 de setembro.

Os planos dos Estados Unidos de instalar elementos do seu sistema antimíssil na Europa Oriental, abandonados pelo Presidente Obama, apenas contribuíram, à época, para acirrar os ânimos das autoridades russas que parecem ver na Aliança Atlântica um instrumento do expansionismo norteamericano.

Ademais, a recente intervenção russa na Geórgia parece indicar que o Kremlin não estaria mais disposto a ceder espaço diante da ampliação da área geográfica abrangida pela OTAN.

No que toca ao “Novo Conceito Estratégico” da Organização, é patente a similaridade entre as propostas em estudo e a agenda internacional dos Estados Unidos – o que, a bem da verdade, não constitui propriamente surpresa.

Nota-se claramente uma tentativa de demonstração de abertura no diálogo entre a Aliança Atlântica e organismos internacionais, agrupamentos políticos, países e regiões. Reafirmam-se valores como democracia, respeito às minorias e solução pacífica das controvérsias.

Outro aspecto significativo é a reiteração do caráter regional da organização. Também o é a sugestão de que seus exercícios militares sejam previamente coordenados com os Estados contíguos às operações – em especial com os não pertencentes à OTAN.

Apesar disso tudo, vale reproduzir um dos itens do capítulo quinto do documento –

“NATO 2020: Assured Security; Dynamic Engagement

 Ele trata das missões primárias da OTAN a serem eventualmente materializadas no novo conceito estratégico. Leio:

 “Desdobrar e sustentar capacidades expedicionárias para operações militares além da área abrangida pelo tratado quando requerido para impedir um ataque na área abrangida pelo Tratado ou para proteger os direitos e outros interesses vitais dos membros da Aliança.”

Parece óbvio que tal missão enseja extrema flexibilidade. Detenho-me na literalidade do texto.

Ela pode levantar questionamentos a respeito do caráter efetivamente regional da OTAN. Para além de enquadrar ações como aquelas desenvolvidas no Afeganistão no contexto da “International Security Assistance Force” (ISAF), o texto permite justificar intervenções da organização em qualquer parte do mundo (“… Para proteger … Outros interesses vitais dos membros da aliança” !).

O mesmo se passa com a menção à possibilidade de consultas sob os auspícios do Artigo 4 do Tratado do Atlântico Norte – ameaça a um ou mais dos Estados Membros – em episódios que envolvam “segurança energética”.

Temos, ainda, a recomendação de que a Aliança prepare-se para contingências relacionadas à mudança climática. Tudo isso gera indagações.Peço permissão para afirmar que, a meu ver, o elemento fulcral dessa problemática tem a ver com a extrema dependência européia das capacidades militares norte-americanas no seio da OTAN.

Muitos analistas, inclusive no Brasil, acreditam que ela poderia fornecer verniz de legitimidade às ações militares que os decisores estadunidenses não queiram abraçar de maneira unilateral ou não possam ver aprovados no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Do ponto de vista brasileiro – Estado amante da paz e que mantém relações amistosas com a totalidade dos 28 países que compõem a Organização – o Conselho de Segurança da ONU, apesar de sua restrita e superada composição, constitui, ainda, a única instância internacional capaz de legitimar o uso da força.

Nesse sentido, vejo com reservas iniciativas que procurem, de alguma forma, associar o “Norte do Atlântico” ao “Sul do Atlântico” – esta, o “Sul”, área geoestratégica de interesse vital para o Brasil.

As questões de segurança relacionadas às duas metades desse oceano são notoriamente distintas. O mesmo se diga sobre hipotético “Atlântico Central”.

Tais questões devem merecer respostas diferenciadas – tão mais eficientes e legítimas quanto menos envolverem organizações ou Estados estranhos à região.

A nosso juízo, enquanto perdurar a dependência da Europa em relação aos Estados Unidos no campo da segurança e da defesa, não será factível discernir, de modo inequívoco, onde começam os interesses do primeiro – os Estados Unidos – e onde terminam os interesses dos últimos – os europeus.

Exemplo disso é a provável incorporação, no conceito estratégico da OTAN, da defesa antimísseis balísticos como “missão essencial” da Aliança Atlântica.

Além de altamente polêmica, do ponto de vista de sua efetiva instrumentalidade militar, parecem-me, no mínimo, controversas as resultantes políticas da instalação desse tipo de sistema para o relacionamento europeu com a Rússia e o Irã. Ademais, a alegação de que o escudo antimíssil protegeria a região de ataques de grupos terroristas soa muito pouco plausível.

Logo, sob o risco de alguma simplificação, a dependência anteriormente apontada indica que, ao menos no médio prazo, a União Européia poderá não se constituir em ator geopolítico à altura de seu peso econômico e soft power.

Apesar dos inúmeros esquemas, propostas, acordos e iniciativas propugnados no passado com o objetivo de permitir à Europa alguma autonomia no plano militar em relação aos Estados Unidos, o fato é que esse desiderato não se concretizou de modo pleno.

São três as razões essenciais para tanto:

Primeiro, a falta de consenso entre os membros da união européia;

Segundo, o incentivo ao comportamento do tipo “boléia” (ou, no português do Brasil, “carona”) que a presença militar norte-americana enseja a muitos estados e;

Terceiro, as ações estadunidenses no sentido de preservar sua capacidade de influência na Europa.

Resta saber em que medida o Tratado de Lisboa, recém-aprovado, mudaria essa realidade. O item sétimo do artigo 28 desse tratado, parece responder essa dúvida de forma razoavelmente clara. Leio:

“Os compromissos e a cooperação neste domínio (segurança e defesa comuns) respeitam os compromissos assumidos no quadro da Organização do Tratado do Atlântico Norte, que, para os Estados que são membros desta organização, continua a ser o fundamento da sua defesa coletiva e a instância apropriada para a concretizar.”

Perdoem-me se fui transparente. Mas, assim é o Brasil.

 Muito obrigado.”

Nelson Azevedo Jobim

 Ministro da Defesa Brasil

 http://pbrasil.wordpress.com/2010/09/18/palestra-do-ministro-da-defesa-do-brasil-nelson-a-jobim-no-encerramento-da-conferencia-internacional-%E2%80%9Co-futuro-da-comunidade-transatlantica%E2%80%9D/

 
 
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Jobim critica proposta americana de unificar Atlântico Norte e Sul

Da BBC Brasil no Rio de Janeiro

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, criticou duramente os Estados Unidos durante uma conferência sobre segurança internacional no Forte de Copacabana, no Rio. Na palestra de abertura do evento, na quarta-feira, o ministro afirmou que os EUA só falam em “soberanias compartilhadas” quando não se trata de compartilhar a própria. Jobim condenou a proposta de acadêmicos americanos para a criação de uma Bacia do Atlântico, que unificaria o oceano ao eliminar a linha divisória que separa Atlântico Sul e Norte.

“Os Estados Unidos não ratificaram a Convenção do Mar da ONU”, disse, referindo-se à Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, que estabelece os princípios da exploração dos recursos naturais do mar – como o petróleo do pré-sal. “Como poderemos conversar sobre o Atlântico Sul com um país que não reconhece os títulos referidos pela ONU, não reconhece, portanto, o status jurídico de países como o Brasil?” O ministro fez ainda críticas ao embargo americano a Cuba.

“Vamos falar claro. Qual foi o resultado do embargo americano sobre Cuba? Produziu um país com um povo orgulhoso, um país pobre e um ódio brutal dos EUA”, disse. UE e Otan Na conferência, voltada para o diálogo entre Europa e América do Sul sobre o tema da segurança internacional, Jobim condenou a expansão de fronteiras de atuação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

“Desaparecida a União Soviética, começa a estudar uma forma que legitime a Otan a operar em qualquer teatro de operações do mundo para proteger os interesses dos países-membros da aliança”, disse.

“Nenhuma nação sul-americana é parte de uma aliança regional defensiva que se arvora poder intervir em qualquer parte do mundo com base nos mais variados pretextos.”

O ministro afirmou ainda não acreditar que a Europa se liberte “de sua dependência em relação aos Estados Unidos” no médio prazo. Ele enumerou alguns dos principais problemas enfrentados pelo continente, como dificuldades econômicas, processos migratórios, xenofobismo. “Tudo isso leva a crer que a União Européia não se tornará um ator geopolítico à altura de seu softpower nos próximos 30 anos”, disse.

O ministro da Defesa brasileiro falou na mesa composta pelo ministro de Defesa do Chile, Jaime Ravinet, e o general e ex-diretor do comitê militar da Otan, o alemão Klaus Naumann. Ravinet, à sua esquerda, ressaltou os bons exemplos que a América do Sul herdara da Europa. Naumann falou sobre os desafios enfrentados pela Europa historicamente e contextualizou as dificuldades que justificariam a proximidade com os EUA no novo contexto global.

Opinião própria O ministro Jobim salientou que emitia suas opiniões em nome próprio. Antes da palestra, ele desconversou perguntas sobre a transição para o governo da presidente eleita Dilma Rousseff, afirmando não saber “de nada” sobre o que ocorrerá no próximo governo nem sobre se continuará no ministério. “Vou continuar o trabalho que tenho que fazer. No futuro, sei lá o que vai acontecer.” Também foi lacônico em relação à compra dos caças de guerra pelo Brasil, confirmando apenas que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer resolver ainda em seu mandato a qual fornecedor caberá o contrato bilionário. “Vai depender da conversa que o presidente tiver com a nova presidenta Dilma”, disse. “Mas temos que lembrar que nós não estamos comprando aviões, e sim tecnologia para capacitação nacional.”

Antes de encerrar a palestra, Jobim lembrou que o processo de aparelhamento e capacitação militar do Brasil já conta com fortes parcerias com países europeus, e que as possibilidades de cooperação futuras são enormes. Porém, disse que “estas possibilidades serão tanto maiores quanto menor for o apoio da Europa a esquemas diplomáticos militares que venham a se entender como tentativas de reduzir a margem de autonomia do Brasil”.

http://planobrasil.com/2010/11/04/jobim-critica-proposta-americana-de-unificar-atlantico-norte-e-sul/

Re: O Centro de Estudos Estratégicos da Unasul
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Palavras do Ministro de Estado da Defesa do Brasil,

Nelson A. Jobim, na Sessão Plenária da IX Conferência de Ministros da Defesa das Américas (Santa Cruz de La Sierra, 22 de novembro de 2010)

 

Faço uma afirmação tão óbvia quanto categórica: - sou pago pelos contribuintes brasileiros para defender seus interesses. O interesse primordial de meu povo é o resguardo de sua soberania. Também o é a manutenção de relações cooperativas e amistosas com nossos vizinhos. Digo isso porque identifico dois aspectos fundamentais relacionados a esta conferência.

A não ser de modo subsidiário, a CMDA não trata de “Defesa”, mas de “segurança em sentido lato”. A conferência padece de assimetrias fundamentais entre seus membros – o que fomenta agudas diferenças de perspectiva a respeito da sua instrumentalidade.

Esclareço essas afirmativas com uma pequena digressão sobre as origens da CMDA (Williamsburg, EUA, 1995). Ela nasce em contexto particular:

- O do otimismo triunfalista que se seguiu à derrocada do socialismo real e à primeira guerra do golfo, no início dos anos 1990.

À esses fatores se somaram dois outros que  reavivaram a fé na possibilidade e um mundo isento de conflitos entre estados. Refiro-me:

- A difusão da democracia em várias partes do planeta, inclusive na América Latina; e

- A crença, quase mística por parte de muito na região, na expansão do capitalismo. Naquela circunstância, em que os paradigmas da guerra fria esvaneciam, o pan-americanismo do início do século XX foi ressulcitado por um duplo movimento sintetizado nas cúpulas das américas: - o econômico - comercial, conforme a proposta da área de livre comércio das américas – a ALCA; e

- o Político-Estratégico, por meio da instituicionalização da CMDA;

Não tocarei na proposta da ALCA. Farei breve comentário sobre a agenda Norte-Americana para a América Latina no que tange ao plano político-estratégico. Estando suas preocupações de defesa voltadas primordialmente para outras partes do globo, os Estados Unidos procuram, desde 1995, universalizar no plano hemisférico suas preocupações com as ditas “novas ameaças”:

- Terrorismo;

- Narcotráfico;

- Catástrofes Naturais;

- Tráfico de seres humanos;

- Proliferação de Armas de Destruição em Massa;

- Tráfico de Armas; e

- Destruição do Meio Ambiente;

A partir dessa agenda fica subentendida, mas nunca explicitada, uma divisão de trabalho informal:

- Os EUA cuidariam da defesa do hemisfério (segundo seus critérios unilaterais, como ocorreu durante a Guerra das Malvinas);

- Os demais países das Américas cuidariam de impedir que as ditas “novas ameaças” transbordassem em direção ao território Norte-Americano ou que prejudicassem seus interesses;

Pergunto:

- Não caberia a cada um dos estados definir, autonomamente, aquilo que entende como ameaça?

As assimetrias flagrantes que a mencionada divisão de trabalho informal espelha fazem-me acreditar na existência de desequilíbrios essenciais nessa divisão de trabalho.

O resultado seria o esgotamento do “Processo de Williamsburg”.

O Brasil não pode aceitar que esses desequilíbrios se reflitam em uma agenda tão enviesada. A exagerada ênfase na temática da segurança está em dissonância com a própria atribuição constitucional do Ministério da Defesa Brasileiro. Esclareço:

- Não quero com isso minimizar a importância intrínseca desses temas. É o caso, por exemplo, da proposta Norte-Americana de parceria em assistência humanitária e em situações de desastres naturais, consubstanciada na “Military Assistance Collaboration Cell” (MACC), de enorme objetivo meritório.

No entanto, o próprio texto da proposta reconhece que deveria haver coordenação entre forças de segurança e militares dos países envolvidos. Resta clara a ambiguidade sobre o tipo de entidade responsável pelo tratamento da questão. Cada país atribuirá essas tarefas a instituições distintas. Isso ocorre justamente porque nossos países não compartilham dos mesmos conceitos sobre segurança e defesa.

Temos extensões conceituais diversas. Por isso, temos dificuldades de identificação dos órgãos e das ações. Da perspectiva brasileira, esta conferência é de ministros da defesa e não de segurança. Em vista disso, gostaria de fazer uma proposta que, a meu juízo, poderia resolver uma série de problemas ao mesmo tempo. Eis a proposta, que, se aprovada, deverá   ser encaminhada ao secretário geral da OEA:

- Criar um “grupo de trabalho” que estude, em prazo que viermos a entender razoável, a cisão da CMDA em duas distintas conferências:

1) A própria CMDA – que trataria dos temas afetos à defesa stricto sensu, com participação dos Ministros da Defesa;

2) A conferência de ministros de segurança das Américas – que trataria dos temas relacionados à segurança lato sensu, envolvendo os ministros da justiça, do interior, entre outros; A proposta decorrente desse grupo de trabalho seria submetida à aprovação dos ministros da defesa do hemisfério, quando oportuno.

Além de esclarecer os temários a serem abordados em cada uma delas, a criação de duas conferências poderia fortalecer os organismos da OEA. Refiro-me à “Secretaria de Segurança Multidimensional”, criada em 2005 em decorrência da Declaração sobre Segurança nas Américas (2003). Refiro-me também à “Junta Interamericana de Defesa” (JID).

A separação clara dos temas de segurança e de defesa, por meio de dois processos de conferências distintos, delimitará, de modo preciso, o escopo de atuação tanto da primeira quanto da segunda. Além do benefício da clareza, poderemos estabelecer agendas de segurança e defesa mais densas, claras e consequentes, tendo loci bem definidos para secretariar cada uma:

- Os temas de segurança seriam secretariados pela “Secretaria de Segurança Multidimensional”; e

- Os temas de Defesa da CDMA seriam secretariados pela JID;

Não se trata de uma mudança de cunho meramente administrativo. Uma das mais graves carências dos países em desenvolvimento refere-se ao seu reduzido número de instituições fortes.

Para não ter de entrar em uma discussão sobre sociologia histórica, serei taquigráfico:

- É evidente que o caminho do desenvolvimento passa pelo fortalecimento institucional. Nesse sentido, temos de considerar que a história recente do desenvolvimento das sociedades democráticas implica crescente diferenciação e especialização funcional das instituições.

Sobre as instituições modernas incidem demandas cada vez mais complexas. Elas exigem burocracias altamente especializadas. Por isso, pergunto:

- Que sentido pode haver em saturar com uma miríade de atribuições, no Plano da Segurança, as instituições castrenses Latino-Americanas que tantas dificuldades enfrentam para dar conta de suas atribuições no Plano da Defesa?

Essa “sobrecarga” de atribuições não deixa de ter consequências nefastas para a própria perpetuação da democracia.

Faço referência, por exemplo, aos efeitos negativos que o emprego generalizado dos militares no combate ao narcotráfico acarreta. A corrupção das instituições castrenses, decorrente do contato com a marginalidade, conjugada à referida sobrecarga de atribuições, solapa não somente as suas capacidades operativas, mas também a sua adesão às regras do jogo democrático.

A politização que pode decorrer desse tipo de circunstância constitui uma grave ameaça às bases do estado democrático de direito.

As forças armadas ou, em alguns casos, as forças de segurança, representam, nos estados democráticos consolidados, um dos pilares fundamentais de sua sustentação. Nenhuma delas pode estar à disposição de interesses político-partidários, sob pena de colocarem em risco o modelo democrático.

Acredito que o encaminhamento da agenda de segurança hemisférica depende do fortalecimento e da especialização das instituições prioritariamente projetadas para dar conta de tarefas específicas.

Por outro lado, lembro que a redemocratização da América Latina não consolidou, ainda, em alguns países, a institucionalização das forças armadas, com a sua efetiva subordinação ao poder político democrático e sua relação com a sociedade. Não pretendo com isso sugerir modelo único para todos. Cada país organizará suas instituições do modo que entender mais adequado. Defendo apenas que haja uma clara diferenciação entre segurança e defesa. Se algum estado julgar que o melhor modelo é o do emprego das forças armadas em funções de segurança interna, que assim o seja. No Brasil, as Forças Armadas podem exercer tais tarefas, sem invasão da competência dos órgãos de segurança, e de forma subsidiária e limitada. Esse é o modelo que atende ao Brasil.

Senhores, possuímos um sólido compromisso com o continente americano:

- Temos aproximação com todas as sub-regiões do continente;

- Trabalhamos para construir, de modo compartilhado, uma identidade comum no contexto do Conselho de Defesa Sul-Americano;

- Aprofundamos nossas relações com a América Central e o Caribe;

- Temos forte presença no Haiti;

- Mantemos relações cooperativas com as nações da América do Norte, com todos, a transparência é o paradigma das nossas relações;

Esse compromisso traduz-se nesta tentativa de clarificação conceitual, etapa prévia para que se possa dar mais consequência à Secretaria de Segurança Muldimensional, à Junta Interamericana de Defesa e, sobretudo, a esta conferência.

Dou conta de que meu país pretende ser parte ativa do grupo de trabalho eventualmente criado para estudar a cisão da CMDA. Se a proposta for aceita, o Brasil apresentará, tão logo seja agendada reunião do GT, uma sugestão para uma agenda e uma estrutura de cada conferência.

Muito obrigado.

MINISTRO DE ESTADO DA DEFESA DO BRASIL

NELSON A. JOBIM

https://www.defesa.gov.br/index.php/noticias-do-md/2453996-24112010-defesa-discurso-do-ministro-jobim-na-ix-conferencia-de-ministros-da-defesa-das-americas-bolivia.html

 
 
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Essa IV frota é amiga?

ENTREVISTA COM GENERAL DURVAL NERY (17/08/2008)

Coordenador do Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos, general vê com preocupação a reativação da esquadra dos EUA encarregada de proteger o comércio nos mares do sul e critica a presença de “mercenários” em plataformas do nosso litoral.

Rio - Para a maioria dos militares brasileiros, não há como desassociar a recriação da IV Frota dos Estados Unidos da descoberta de imensa jazida de petróleo no nosso litoral. Entre esses militares, está o general de brigada da reserva Durval Antunes de Andrade Nery, coordenador de estudos e pesquisas do Cebres (Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos), que reúne entre seus pesquisadores diplomados pela Escola Superior de Guerra. Abaixo os principais trechos da conversa dele com O DIA.

IV Quarta Frota

“A decisão dos Estados Unidos de recriar a IV Frota foi apresentada como destinada a proteger o livre fluxo do comércio nos mares da região. Ora, se alguém tem condições de proteger, tem condições de impedir esse fluxo comercial. Pergunto: Por que proteger o comércio de uma área que não vive situação de guerra? E isso quando o Brasil dá notícia da extensão das jazidas do pré-sal como uma das maiores de todo o mundo”.

Grupo Halliburton dos EUA

“Esta empresa está envolvida com o apoio logístico em todo o mundo no que diz respeito ao petróleo, principalmente no Iraque. A Halliburton é uma empresa que hoje, no Brasil, mantém um de seus (ex-) diretores como diretor da ANP (Nelson Narciso Filho, indicado pelo presidente Lula e aprovado em sabatina no Senado). Esse homem tem acesso a dados secretos das jazidas de petróleo no Brasil”.

Bush e o pré-sal

“Logo depois que o mundo tomou conhecimento da existência das reservas do pré-sal, o presidente (George W.) Bush disse na imprensa: ‘Não reconheço a soberania brasileira sobre as 200 milhas’. O pré-sal ultrapassa as 200 milhas. Tudo que existe ali para exploração econômica é do País, isso segundo a ONU. Por que o presidente norte-americano recria a IV Frota logo após não reconhecer nossa soberania?”

O comando da IV Frota

“Poderíamos imaginar que a IV Frota vai ter missão humanitária, mesmo custando uma fortuna manter porta-aviões nucleares com 50, 60 e 100 aviões navegando permanentemente nos mares do sul. Mas, por que nomear para o comando o contra-almirante Joseph Kernan, especializado em táticas de guerra submersa e no treinamento de homens-rãs? Um homem que com seus sabotadores deu um banho nas guerras do Afeganistão e do Iraque está à frente da IV Frota para proteger?”

Blackwater no Brasil

“(Após a eleição de Bush), a Hallibourton, contratada pelo governo dos EUA para planejar a redução das despesas do país com as Forças Armadas, criou uma empresa chamada Blackwater — firma de mercenários, com contrato de seis bilhões de dólares e que, só no Iraque, tem 128 mil homens. Eles fazem segurança e matam. Pergunto: Quem está fazendo a segurança das 15 plataformas que a família Bush tem no Brasil, todas vendidas (em licitação) pela ANP? Ainda faço um desafio: vamos pegar um barco e tentar subir numa plataforma. Garanto que vamos encontrar os homens da Hallibourton armados até os dentes e que não vão deixar a gente subir”.

Estranho na selva

“Coronel que até o ano passado comandava batalhão na região da (reserva indígena) Yanomami contou que estava fazendo patrulha em um barco inflável com quatro homens em um igarapé quando avistou um sujeito armado com fuzil. Um tenente disse: ‘Tem mais um cara ali’. Eram cinco homens armados. O tenente advertiu: ‘Coronel, é uma emboscada. Vamos retrair.’ Retraíram. Perguntei: ‘O que você fez?’ Ele disse: ‘General, tive que ir ao distrito, pedir à juíza autorização para ir lá.’ Falei: ‘Meu caro, você, comandante de um batalhão no meio da Amazônia, perto da fronteira, responsável por nossa segurança, só pode entrar na área se a juíza autorizar? Ele respondeu: ‘É. Foi isso que o governo passado (Fernando Henrique) deixou para nós. Não podemos fazer nada em área indígena sem autorização da Justiça”.

15 homens e 10 lanchas

“O coronel contou que pegou a autorização e voltou. Levou três horas para chegar ao igarapé, onde não tinha mais ninguém. Continuou em direção à fronteira. De repente, encontrou ancoradouro, com um cara loiro, de olhos azuis, fuzil nas costas, o esperando. Olhou para o lado: 10 lanchas e quatro aviões-anfíbio, no meio na selva. ‘Na sua área?’, perguntei. ‘É’, respondeu. Ele contou que abordou o homem: ‘Quem é você?”. Como resposta ouviu: ‘Sou oficial forças especiais dos Estados Unidos da América do Norte’. O coronel insistiu: ‘Que faz aqui’. E o cara disse que fazia segurança para uma pousada. Ele perguntou qual pousada? Ouviu: ‘Pertencente a um cidadão americano’. Quinze homens estavam lá, armados. Hallibourton? Blackwater?”

Crise do Petróleo

“Temos (no pré-sal), talvez, a maior jazida de petróleo do mundo. Será que países desenvolvidos vão se aquietar sabendo que o futuro deles depende do petróleo? Os Estados Unidos tem petróleo só para os próximos cinco anos. Tanto é que o país não consome o dele, porque suas reservas são baixas. Passa a pegar o que existe no mundo. Foi assim no Irã, em 1953, quando derrubaram o (primeiro-ministro Mohamed) Mossadegh. Os aiatolás pegaram de volta e agora querem outra vez atacar o Irã. No Afeganistão, deu no que deu. No Iraque, tomaram o petróleo de lá. Agora vem o petróleo do Mar Cáspio e a Georgia (em guerra com a Rússia por território onde passam gasodutos). E no Brasil, como será? Essa (IV) Frota é só amiga? Está aqui só para proteger?”.

O DIA

http://militarlegal.blogspot.com/2008/08/essa-iv-frota-amiga-entrevista-com.html

Sexta-feira, 22 de agosto de 2008

A IV Frota Americana em Santos, na área do pré-sal

A 4ª frota está ancorada hoje em cima do pré-sal na bacia de santos

Segundo a nota da repórter Eleonora Gosman (egosman@clarin.com.ar), correspondente com base em SP (ela manda noticias de todo o Brasil) o presidente Lula exigiu uma explicação da Condolezza Rice que ainda não contestou.

Excelente postura do governo brasileiro, que não quer falar com segundos, ainda mais, quando o funcionário Shannon representa o governo Bush. Este sinistro senhor, numa reportagem dada ao Sr.Longobardi, jornalista da conservadora estação de tv a cabo C5N (www.c5n.com.ar) falou que essa manobra era para assegurar por muito tempo a 'democracia'. Questionado pelo jornalista, sobre como era a formação, se tinha algum míssil ou porta aviões de tipo pouco convencional, o cínico Mrs.Shannon falou que a composição era ordinária e corriqueira e, que as águas onde estavam parados, eram internacionais e que estavam dentro da total legalidade.

Duas mentiras: Estão sendo contadas por este sicário de soberanias, a primeira a 4ª Frota está em território brasileiro. As jazidas de petróleo marítimo são brasileiras.

Com respeito ao tipo de barco, ficou demonstrado que há dois navios que possuem pistas de aterrizagem extracompridas, típicas bases de decolagem de aeronaves nucleares. Está na hora de pedir a retirada dessa força invasora, foi esta tropa da Army Force, que pressionou o deposto Jango Goulart a renunciar, em 64, esses barcos cheios de Marines, passeavam ameaçando bombardear o Porto de Santos ou a Baía da Guanabara.

Silvio Pizarro, jornalista e professor de português - Buenos Aires

O petróleo é nosso...

O jornal argentino El Clarín noticiou que frotas de navios americanos estão em águas brasileiras, mais especificamente na Bacia de Santos (justamente onde a Petrobrás descobriu o que possa ser a maior jazida de petróleo da história).

O presidente Lula já pediu explicações aos EUA, mas até agora não obteve nenhuma resposta. O mais incrível é que a imprensa brasileira não noticia absolutamente nada sobre o assunto. Ora, lembro vocês que a IV Frota Americana - a que está na Bacia de Santos- é a mesma que bombardeou os navios mercantes brasileiros no nordeste, na década de 40, acusando a Alemanha pelo feito - a fim de que o presidente Getúlio Vargas aderisse à II Guerra Mundial. Ela também esteve presente aqui na década de 60, quando do Golpe de 64, dando apoio logístico e militar ao mesmo. Portanto, olhos abertos... Informem a todos que puderem, pois provavelmente algo muito sério está por acontecer e não é justo que o povo brasileiro fique sem saber disso. Pelo histórico dessa armada, vejo isso quase que como uma ameaça de guerra ao país pelo nosso petróleo.

A PRESENÇA AMERICANA NA REGIÃO

Lula quer saber o que fará com que a Quarta Frota no Brasil

Chanceler brasileiro vai discutir com Rice. E o ministro da Defesa vai a Washigton

Por: Eleonora Gosman

O governo brasileiro vai sonda diretamente os objetivos dos Estados Unidos com relação à Quarta Frota Naval foi incorporado oficialmente no sábado. O presidente Lula da Silva e encarregou seu ministro do Exterior, Celso Amorim, ao falar do assunto com Condoleezza Rice, secretária de Estado. E agora reforça essa missão através do envio de seu ministro da Defesa, Nelson Jobim, em Washington. Após seu retorno, o gestor deve apresentar um relatório circunstanciado ao Presidente do Brasil.

No Palácio do Planalto (Casa de Governo no Brasil) e Ministério das Relações Exteriores deste país não esconde que há preocupação com a revitalização da frota concebidos para controlar o Atlântico sul. No Brasil, particularmente, tem uma história. Nascido em 1943, quando o presidente Getúlio Vargas decidiu entrar para a II Guerra Mundial contra a Alemanha nazista. Mas ele sobreviveu apenas sete anos.Ele voltou a jogar por alguns dias em 1964 durante o golpe de João Goulart.

Vários navios U. S. Marinha foram posicionados na Baía de Santos (SP) para lidar com uma eventual resistência à deposição do ex-presidente.

Em Tucumán, durante a cúpula do Mercosul, Lula expressou suas dúvidas: "Agora descobrimos petróleo a 300 milhas da nossa costa que gostaríamos que os Estados Unidos explica o que é a lógica da frota, em uma região como esta que é pacífico." Ministro Jobim deve visitar durante a sua visita às instalações EUA baseado Comando Sul da Flórida, cujo novo presidente é o almirante Joseph Kernan, 53, que baseou sua carreira nas forças de elite contra o terrorismo. 

Assim, em 2001, ele comandou a Operação Liberdade Duradoura no Afeganistão ea invasão em 2003, foi chefe da Operação Liberdade Iraquiana. Kernan também irá comandar a 4 ª Frota. Em uma entrevista com jornalistas brasileiros, há dois dias, o almirante Gary Roughead, chefe de operações navais dos Estados Unidos, foi necessário: Não se deixe enganar disseram -. A frota está pronta para atuar em qualquer operação, em qualquer lugar ea qualquer hora. Entre os detalhes mais importantes para o Itamaraty (sede do Ministério das Relações Exteriores do Brasil) é o fato de que os navios dessa escalação, que incluirá também um porta-aviões nuclear, para navegar rios da região, ou seja, a Amazônia, inclusive Orinoco River Plate. 

O almirantado EUA disse que não vai sem a permissão do governo, nem vão patrulhar as águas territoriais. O Brasil é onde ele descobriu que há uma enorme camada de óleo offshore e, recentemente descoberto, se estende até o litoral do Uruguai. Esse mesmo trecho de petróleo teria, de acordo com especialistas brasileiros, na costa da Argentina.

http://edant.clarin.com/diario/2008/07/14/elmundo/i-01714630.htm

Re: O Centro de Estudos Estratégicos da Unasul
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O importante é criar dissuasão.

"Somente aqueles que nunca deram um tiro, nem ouviram os gritos e os gemidos dos feridos, é que clamam por sangue, vingança e mais desolação. A guerra é o inferno."

(Gen. William T. Sherman)

"A guerra nada mais é que a continuação da política por outros meios."

(Karl von Clausewitz)

"A paz, em assuntos internacionais, é um período de trapaça entre dois períodos de guerra." (Ambrose Bierce)

"Dominar o inimigo sem combater, isso sim é habilidade.”

(Sun Tzu)

LIVROS "ON LINE"GRÁTIS:

Miyamoto Musashi, Gorin no Sho, O Livro dos Cinco Anéis, considerado uma suma da estratégia.

http://pt.scribd.com/doc/28487248/Miyamoto-Musashi-Gorin-no-Sho-O-Livro-dos-Cinco-Aneis

Nicolau Maquiavel “Escritos Políticos a Arte Da Guerra”

http://pt.scribd.com/doc/27804902/MAQUIAVEL-Escritos-Polticos-a-Arte-Da-Guerra

A arte da guerra, SUN TZU (na versão completa)

http://www.suntzu.hpg.com.br/cap0c.htm

 

 

Nicolau Maquiavel e Sun Tzu: Duas artes. Muitas guerras

A Arte da Guerra batiza tanto o manual militar do general chinês Sunzi quanto a obra com as experiências bélicas de Nicolau Maquiavel

 

http://historia.abril.com.br/cultura/nicolau-maquiavel-sun-tzu-duas-artes-muitas-guerras-435092.shtml

 
 
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Noir

Salve, salve.

Até que enfim a coisa anda.

 
 
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Andre Araujo

Maravilha, muito bem escolhida a cidade-sede desse Centro, o que vai ter de ""viagem de estudos"" para Buenos Aires não vai ser brincadeira, vai precisar aumentar a rede hoteleira.

 
 
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Paulo Cezar

La vem o André gorar a Unasul....

André, não adianta gorar !!  Vc quis gorar as reservas do pré sal e olha o que esta dando... Cada vez mais descobertas... Se vc continuar assim vamos ter uma Otan do sul !!!  kkkkkkkkkkkkkkkkk

Abraços

 
 
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Prezado Nassif

Este é o "samba doido" da politica externa brasileira .Enquanto 1)-  adota-se pelo Governo Brasileiro  uma ampla  política de privatização agressiva pró- americana   da exploração de petróleo  extraido da Costa Brasileira ,

2)quase todo o material bélico e Doutrina das FAs Brasileiras  é comprado ou reformado pelos USA e filiais (OTAN),

3)além do Batalhão Toneleros-RJ-FN ser quase uma "filial" da Black waters na América do Sul e a PF do Rio   do FBI  , e adjuntando também o fato das relações  carnais "completíssimas" da Argentina com os USA , de acordo com uma afirmação de um dos seus governantes-; Planeja-se então  Dissuadir militarmente os USA de implementarem  uma  Lei internacional do uso do Mar no Atlântico Sul  (o Mar sendo soberano até ...7 milhas da costa!) ??!?.

E notando que  o País é totalmente aberto as investidas  das Forças Especiais e milicianas dos USA (e  a contra  ação das FEspeciais do EB, MGB, PF e da FAB - somente representam ou exercem efetivamente  o seu papel militar ?-Coragem é fundamental no campo do embate militar irregular !)-; Torna-se natural que a quarta frota seja reativada para implementar militarmente o seu não reconhecimento da soberania econômica das 200 milhas marítimas do Brasil no atlântico Sul, em caso de extrema necessidade estratégica do Petróleo. E se esta "posse" não der-se através de "Privatizações " assimétricas  favorecidas por governos pró USA , pode ser militarmente pela quarta frota , na situação de Governos Brasileiros  contra USA.

Infelizmente , posições de "neutralidade" entre a OTAN e Russia-China não parece ser uma opção , desafortunadamente .E tudo culpa da própria elite política, militar  e econômica do País (O fracaso da FAB com o VLS -Alcântara 1997 e da MGB com a construção de subs convencionais-AMRJ-2007).

Notemos também que todo o Petróleo usado no Brasil é importado das rotas do Oriente Médio .E todo aquele extraido  da costa brasileira  é vendido aos USA (Processado na Califórnia!) .O Brasil não tem refinárias para  processar o petróleo de baixa qualidade extraido do Mar do "Sérgio Cabral" !.Ora bolas !.

 
 
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math-physics

PrezadoNassif

Agora é de uma incúria única, deixar que o cotidiano das operações  das Plataformas Submarinas extraindo petróleo bruto do Pré-Sal e Sub Sal do "Mar de Sérgio Cabral" esteja nas mãos de  trabalhadores estrangeiros !. Como o poderoso sindicato "Dos Petrolieros" aceita passivamente tal regresão pré Getúlio Vargas nas relações de trabalho operariado sindicalizado  no Brasil ?.Note que deveria existir uma lei proibindo a utilização de mão-de-obra especializada estrangeira em qualquer plataforma  explorando petróleo na Costa Brasileira , quando pode-se forma-la a pequeno prazo no Brasil. E as companhias de segurança?. Todas deveriam ser formadas  por Brasileiros , mesmo naquelas plataformas sob bandeira estrangeira atuando no Pré-sal.

E deve ser por esta razão estratégica que hoje presencia-se toda uma campanha de desqulificação NÃO CONSTRUTIVA  das Escolas Técnicas e de Engenharia  no País !. Chega-se a até "sabotar" o reconhecido internacionalmente  potencial brasileiro para a formação de quadros especializados para manter a operacionalidade  no dia -dia da Infraestrutura Brasileira (técnicos  a nível de segundo grau e curso superiores de graduação -engenharias) .

Basta observar o desempenho altamente satisfatório e de longa data (JK!) da operação das grandes hidroelétricas Brasileiras, as Plataformas da Petrobrás,Indústria automobilística etc...todas por Brasileiros , depois de apropriadamente treinados e formados ! .É preciso que as Empresas estrangeiras de petróleo atuando no Brasil  também realizem grandes investimentos na formação técnica de jovens brasileiros para a operação de seus emprendimentos tecnológicos .

É claro que quando uma plataforma  de extração de petróleo na costa Brasileira é operada majoritariamente  por estrangeiros, tem a sua segurança feita por estrangeiros e somente paga os impostos e royalties do contrato , temos um subrepitício  enclave estrangeiro em área de exploração econômica da Nação em um fator estratégico , que é a área energética!. O Brasil jamais deve esquecer a grande furada predatória  que foi as Termoelétricas da Halliburton-El Passo !.

Estrangeiros são muito bem vindos , sim!. Mas majoritariamente na posição de acionistas !.

 
 
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23/05/2011

G20: América Latina prepara posição comum sobre commodities

Os governos dos países da América Latina preparam uma posição comum sobre a volatilidade dos preços das commodities, nas discussões do G20 (grupo dos países mais ricos do mundo), em novembro, em Cannes, na França. A decisão foi definida pelos ministros da Agricultura dos países da região, em Buenos Aires, na Argentina. A partir do dia 21, o tema será novamente discutido em outra rodada de reuniões dos latino-americanos. 

O ministro da Economia da Argentina, Amado Boudou, afirmou que a ideia é definir posições sobre os preços dos produtos de bens primários e descartar a proposta de regulação dos mercados financeiros em commodities. "Queremos evitar a elevada volatilidade dos preços e da especulação financeira nos produtos agrícolas", afirmou ele.

De acordo com Boudou, os latino-americanos se preocupam com a alta dos preços dos alimentos, que atingem elevados níveis mundiais. Segundo ele, também há preocupação sobre os preços dos alimentos, energia e as commodities metálicas, como o petróleo e o ouro.

Em Cannes, na França, os ministros devem discutir sobre o investimento na agricultura para aumentar a oferta e alcançar a transparência nos mercados agrícolas fornecer mais informações para que haja menos especulação, o projeto mecanismos de ação para superar uma crise de alimentos, dando um tratamento para a volatilidade dos preços e a regulação do setor por meio das instituições financeiras. 

Para as Nações Unidas, em dez anos, a população mundial chegará a 9,2 bilhões de habitantes, e a produção mundial de alimentos não acompanhará o mesmo ritmo. No último fim de semana, o assunto foi tema de reunião, em Buenos Aires, e reuniu representantes de vários setores mundiais, como a ONU (Organização das Nações Unidas), do Banco Mundial, do Ministério das Finanças da França, entre outros. 

Também estiveram presentes nas reuniões, o representante da Caixa Econômica Federal, Luiz Antonio Barreto Pereira da Silva, e o diretor da Comissão da Agricultura e Desenvolvimento Rural da União Europeia, José Manuel Silva Rodriguez.

Leia mais:

Brasil propõe a G20 que todos os países adotem câmbio flutuante

Brasil e Argentina vão defender livre mercado de commodities no G20

Patriota: comunidade internacional deve condenar violações em países 'pobres' e 'ricos' 

Países emergentes cobram dos ricos cumprimento de acordos anteriores na Rodada Doha

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticia/G20+AMERICA+LATINA+PREPARA+POSICAO+COMUM+SOBRE+COMMODITIES_12111.shtml

 
 
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27/05/2011

América do Sul decide ter sua própria doutrina de Defesa separada da dos EUA

Buenos Aires - A União de Nações Sul-Americanas (Unasul) confirmou nesta sexta-feira a decisão de criar sua própria doutrina de Defesa, separada das dos Estados Unidos e outras potências, ao concluir em Buenos Aires uma conferência ministerial que inaugurou o Centro de Estudos Estratégicos do fórum político regional.

Na conferência, que contou com a presença dos ministros da Defesa de nove dos 12 países da Unasul, "ficou claro que todos coincidem que o sistema de segurança da OEA está defasado", ressaltou o anfitrião argentino, Arturo Puricelli, em entrevista coletiva.

É preciso "uma doutrina de Segurança e Defesa da América do Sul para a América do Sul", declarou o ministro da Defesa brasileiro, Nelson Jobim, em referência à necessidade de criar "estruturas de dissuasão" para proteger a região.

Puricelli comentou que a Unasul aponta também "uma revisão" de "todas" as instituições de Defesa da Organização dos Estados Americanos (OEA), como o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca (TIAR).

"Queremos organizar uma conferência da OEA para adequar estes instrumentos, pois o sistema interamericano já não responde às necessidades sul-americanas", disse o ministro argentino.

Durante a conferência de inauguração do Centro de Estudos Estratégicos da Defesa da Unasul, ministros e especialistas investiram direta e indiretamente contra as doutrinas de segurança dos Estados Unidos e as potências européias e, coincidiram que o fim dos recursos naturais, o aumento da população, a mudança climática e a política de ações militares "extraterritoriais" dos EUA e seus aliados são algumas das "ameaças" sobre a América do Sul.

O grupo também mostrou suas diferenças sobre as diretrizes que deveria ter a doutrina de segurança e defesa dos "enormes recursos naturais" que possui América do Sul, "a região mais pacífica do mundo", como destacou Jobim.

Entre outras "imensas riquezas", América do Sul possui 25% das terras cultiváveis para agricultura, uma proporção similar de reservas de água potável e 40% da biodiversidade "que é preciso defender respeitando a soberania de cada um", assinalou o ministro brasileiro.

Mas todos os ministros coincidiram que as divergências não impedirão os consensos, porque a Unasul "se demonstrou capaz" de "vencer momentos de maus entendidos e grandes discórdias" entre seus membros "em prol do bem comum", como disse a secretária-geral, a ex-chanceler colombiana María Emma Mejía.

 

Eu sei o que os piratas querem!!

Brasil tem uma das maiores reservas de terras raras do planeta

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=reservas-terras-raras-brasil

Aquífero na Amazônia pode abastecer a população mundial em até 100 vezes

http://www.ecodesenvolvimento.org.br/posts/2011/marco/aquifero-na-amazonia-pode-abastecer-a-populacao

Aquífero Alter do Chão

http://www.amazoniainforma.org/2011/05/aquifero-alter-do-chao-por-hiram-reis-e.html

Aquífero Alter do Chão é o maior reservatório de água do planeta

http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2010/05/aquifero-alter-do-chao-e-o-maior-reservatorio-de-agua-do-planeta.html

O NIÓBIO É O FUTURO

http://www.defesabr.com/MD/md_amazonia.htm#Niobio

Nióbio: A riqueza desprezada pelo Brasil

http://opiniaoenoticia.com.br/brasil/nacional/niobio-a-riqueza-desprezada-pelo-brasil/

23/05/2011

Exploração privada lidera nova corrida ao petróleo na Amazônia

http://rio-negocios.com/exploracao-privada-lidera-nova-corrida-ao-petroleo-na-amazonia/

Os Diamantes da Reserva Roosevelt de Rondônia

http://www.rondoniagora.com/noticias/os-diamantes-da-reserva-roosevelt-de-rondonia.htm

 

Eu sei muito bem como pensam os PIRATAS!!!

"Se os países subdesenvolvidos não conseguem pagar suas dívidas externas, que vendam suas riquezas, seus territórios e suas fábricas", Margareth Thatcher (Primeira-Ministra do Reino Unido, 1983)

"Ao contrário do que os brasileiros pensam, a Amazônia não é deles, mas de todos nós. Oferecemos o perdão da dívida externa em troca da floresta", Al Gore (Vice-Presidente dos EUA, 1989)

"O Brasil precisa aceitar uma soberania relativa sobre a Amazônia", François Mitterrand (Presidente  da França, 1989)

"O Brasil deve delegar parte dos seus direitos sobre a Amazônia aos organismos internacionais competentes", Gorbachev (Último Presidente da URSS, 1992)

"Caso o Brasil resolva fazer uso da Amazônia, pondo em risco o meio ambiente nos Estados Unidos, temos que estar prontos para interromper este processo imediatamente", General Patrick Hugles (Diretor da Agência de Inteligência de Defesa dos EUA, 1998)

"A floresta amazônica e as demais florestas tropicais do planeta deveriam ser consideradas “bens públicos mundiais” e submetidas a uma gestão coletiva pela comunidade internacional", Pascal Lamy (Comissário de Comércio da União Européia, 2005)

“Obviamente, existem problemas de soberania, mas o desmatamento é um assunto enorme... e qualquer plano, mesmo que seja radical, é digno de ser avaliado”, David Miliband (Ministro do Meio Ambiente do Reino Unido, 2006)

http://www.defesabr.com/MD/md_amazonia.htm

 

Eu sei o que tem dentro do meu coração.

O nacionalismo voltou

http://www.cartacapital.com.br/internacional/o-nacionalismo-voltou-2

 

Carta de um “negro revoltoso”, Henrique Dias, ao corsário Maurício de Nassau

Senhores holandeses: Saibam vossas mercês, tenho poucas letras e muita espada. Respondo sempre, e minhas respostas são sempre dadas. Vossas mercês podem senti-las no cheiro de pólvora do meu bacamarte. Meu camarada Camarão não está aqui, porém, eu respondo por ele. Saibam, vossas mercês, que Pernambuco é pátria dele e minha, e já não podemos suportar a ausência dela. Aqui haveremos de perder as vidas ou haveremos de deitar vossa mercês fora dela; e ainda que o governador-geral, e sua majestade mesmo, nos mandem retirar, primeiro que o façamos, lhe haveremos de responder e dar as razões que temos para não desistir desta guerra.

O lamento de um “príncipe” vencido 

- Perdemos a guerra. A vitória coube aos pernambucanos. Terão uma pátria. Um negro analfabeto e um bugre já conhecem o significado deste nome. Eu, um príncipe de sangue, careço desse conforto. Fiz de mim um corsário. Um soldado de armas e brasão vendidos ao uma companhia de comerciantes incumbida de saquear e sugar até a exaustão uma terra defendida por quem luta pelo direito de nela deitar suas raízes. 

Foi essa ancestral e arraigada idéia de pátria, insuperavelmente bela, que arruinou meus projetos de uma Cidade Maurícia livre e universal. Uma nova Amsterdam! 

- Venceu o modo antigo, Até, ou sobretudo, dentro de mim mesmo. A semente dos Albuquerque frutificou. Ele perderam suas terras e suas fazendas, mas criaram uma pátria para seus descendentes mamelucos. 

 (Maurício de Nassau / 1648)

"Mas, se ergues da justiça a clava forte, verás que um filho teu não foge à luta! Nem teme, quem te adora, a própria morte. Terra adorada, entre outras mil, és tu, Brasil, oh Pátria amada! Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil!"

 
 
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EUA: alto funcionário visitará Brasil e Colômbia para tratar de defesa

WASHINGTON, 27 Mai 2011 (AFP) - O secretário de Estado adjunto americano para temas político-militares, Andrew Shapiro, visitará na próxima semana uma base aérea na Colômbia e depois irá ao Brasil para uma reunião bilateral sobre defesa, informou esta sexta-feira o Departamento de Estado.

Shapiro estará na segunda e terça-feira na Colômbia para assistir a demonstrações de treinamento de forças colombianas na base aérea de Tolemaida, e em seguida conversará com altos representantes em Bogotá, anunciou a entidade em comunicado.

Em seguida, viajará para o Rio de Janeiro, onde fará um discurso no Colégio Militar, e a Brasília para conversas bilaterais.

P.S. Estamos te esperando Shapiro... Pode vim quente, que eu estou fervendo!!

 
 
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30 DE MAIO DE 2011

Unidade e patriotismo: respostas venezuelanas às sanções dos EUA

O povo venezuelano protagoniza com suas moblizações em todo o país uma resposta de unidade e patriotismo às sanções dos Estados Unidos contra a Pdvsa, destacou o ministro de Energia e Petróleo, Rafael Ramírez.

A propósito da reação diante das medidas anunciadas na terça-feira passada (24) pelo Departamento de Estado, que acusa a Venezuela de violar seu cerco ao Irã, a agência Prensa Latina conversou com Ramírez, que é também vice-presidente da República para a área de Desenvolvimento Territorial.

Desde o mesmo dia 24, quando foram divulgadas as açõnes ilegais contra a Pdvsa, os trabalhadores junto a outros setores da sociedade têm manifestado nas ruas sua rejeição às pretensões imperialistas, deixando claro o compromisso com a soberania nacional e seu respaldo ao presidente Hugo Chávez, apontou.

Concentrações nas principais cidades e uma marcha de milhares de pessoas no domingo na capital se seguiram ao anúncio de Washington, que consiste em punições comerciais e financeiras à companhia petrolífera venezuelana, produtora de três milhões de barris diários de petróleo.

Para Ramírez, se trata da resposta política às sanções, enquanto o governo avalia os passos a seguir.

Nesse sentido, o ministro adiantou a continuidade do fornecimento de 1,2 milhões de barris diários aos Estados Unidos, o qual seria colocado sob uma lupa se a análise da situação mostrar que está sendo afetada a indústria de hidrocarburantes, com incidência no cumprimento dos compromissos com os próprios Estados Unidos.

Nós somos sérios e responsáveis no momento de encarar estes cenários, assegurou o ministro, que descartou a menor ingerência estadunidense na decisão final de Caracas.

Questionado sobre critérios que atribuem às medidas escasso impacto prático, e se existe ameaça em excesso, Ramírez comentou que se fosse o caso, não teria efeito algum sobre a moral e a vocação independentista dos venezuelanos.

Se a administração norte-americana acreditava na tese de atemorizar nosso povo com suas ações, então lhe dizemos que lhe falta muito a aprender desta nação e sua história. Aqui somos herdeiros do Libertador Simón Bolívar, destacou.

Ramírez insistiu na alta moral existente nas fileiras dos seguidores do processo de mudanças chamado Revoluçãon Bolivariana, iniciado em fevereiro de 1999, com a chegada de Chávez ao Palácio de Miraflores.

Temos visto nas últimas jornadas contundentes mostras de unidade e firmeza ao lado do comandante Chávez e de determinação na hora de preservar nossa soberania, disse.

A respeito do ambiente na empresa estatal Pdvsa, uma das maiores companhias do mundo no setor, disse que esta encontra-se "em sintonia com o ocorrido nas ruas desde o anúncio de Washington".

Os trabalhadores petroleiros não perderam um minuto para mobilizar-se em todas as áreas operativas e lugares de produção, em defesa de uma empresa que pertence aos venezuelanos, afirmou.

Dados oficiais situam em 330 bilhões de dólares o investimento sócia do atual governo, cifra sem precedentes destinada a programas de saúde, educação, cultura e inclusão, o que só é possível pela recuperação do controle do petróleo e de suas reservas (as maiores do mundo, que giram em torno dos 300 bilhões de barris).

Hoje a Pdvsa está nas mãos do povo, principal beneficiário de seus recursos naturais, assinalou o dirigente à Prensa Latina.

A ocupação do Iraque (2003), a agressão em curso contra a Líbia e as sistemáticas ameaças à Venezuela e ao Irã, ilustram uma política de ataque à Opep e de pretensão dos EUA de apoderar-se do petróleo disponível no planeta.

Diante de milhares se pessoas concentradas neste domingo na Praça O’Leary, Ramírez afirmou: "O imperialismo é um gigante com pés de barro, com um sério problema energético e necessita de todo o petróleo do mundo".

Fonte: Prensa Latina

http://www.prensalatina.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=292599&Itemid=1

 
 
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30 DE MAIO DE 2011

García Linera: Bolívia vive novo momento da sua história

“Depois da consolidação da revolução plurinacional, o governo de Evo Morales enfrenta demandas redistributivas de setores aliados. Nesta etapa é preciso resistir à tentação do populismo e afiançar as conquistas”, disse Álvaro García Linera, vice-presidente da Bolívia. A entrevista é de Santiago O’Donnell e foi publicada no site Página/12, no último dia 27. 

Página/12: Após cinco anos de forte crescimento político e econômico, dá a impressão de que a revolução boliviana se estabilizou [‘ha amesetado’, de ‘meseta’, lugar plano e elevado, de difícil tradução]. É isso?
Álvaro García Linera: “Amesetamiento”, gosto desta palavra. Podemos dizer que, há um ano e meio, o processo revolucionário entrou em uma mudança de fase. Em termos gerais, nosso processo teve cinco etapas na última década. Há o momento em que se gesta esta coalizão, a unificação de setores subalternos, anteriormente divididos, separados, e vai se construindo uma vontade de poder. São os anos 1998, 1999, 2001, 2002. Vão se articulando localmente estruturas de mobilização, vão surgindo lideranças plebeias, vão se criando tarefas e objetivos compartilhados. 

Depois vem a segunda fase, que é quando esta vontade se objetiva territorialmente. Se objetiva como projeto-proposta, se objetiva como liderança. Chamou-se esta etapa de “empate catastrófico”. Forças que se organizam, se aliam, portadoras de horizontes diferentes, de necessidades e propostas diferentes. Cada qual tem adesão social. Por isso, “empate catastrófico”. Isso vai de 2003 até pelo menos 2008. 

Depois vem o momento em que esta força nova se converte em governo com a vitória eleitoral. Mas a tensão de poderes continua. A Meia Lua, com seu projeto de país, conservador, esse seria o terceiro momento. O quarto momento é a fase heróica. Quem vai ter o poder? O velho bloco se reconstrói com a tomada de prédios, com a tentativa de golpe de Estado, com a tentativa de assassinato do presidente Evo, trazendo mercenários para dividir a Bolívia, como se tentou, ou o novo bloco no poder que se consolida? É o momento que chamamos de robespierriano...

Página/12: Mas, ao contrário de Robespierre, vocês tiveram a coragem de se abster da repressão, do freio à mobilização social diante das provocações muito sérias como a tomada de aeroportos e prédios públicos ou o massacre de Pando. 
Linera: Fomos robespierrianos à nossa maneira. Não houve violência, mas houve uso de capacidade de força. Os adversários se olharam, se mediram e disseram “até aqui chegamos” e recuaram, mas medindo forças. Aí o discurso calava e o que contava era a força. Desdobrável, potencial. Aí se dirime, digamos, a consolidação do novo bloco de poder, que depois dá lugar à nova Constituição e à reeleição do presidente Evo em 2009, com 64% dos votos.

Depois vem o momento da institucionalização e da consolidação das conquistas feitas até aqui. Agora estamos nesta quinta etapa, que tem outra conotação. Não é o surgimento, não é a confrontação, não é o momento de força; consolidou-se um bloco de poder. Há um projeto de país em marcha que se caracteriza por sua plurinacionalidade, pela igualdade de culturas, de povos, de idiomas. Da descolonização do país, que levará muito tempo. Da desconcentração do poder. Um processo de busca de industrialização do país, preservando o setor camponês. Essa é a etapa em que nos encontramos agora.

Página/12: E por que é a etapa menos compreendida?
Linera: É que uma vez que desapareceu a grande confrontação de blocos, o que emerge agora são as contradições no interior do bloco. É algo inevitável, necessário e previsível. Necessário para a continuação do processo. Mao o chamava de contradições no seio do povo. Este é o momento maoísta ou leninista do processo. Este é um momento em que, consolidado o bloco, vêm os debates, portanto, há tensões em torno de como fortalecer e aprofundar o processo de mudança. Aí surgem olhares diferentes. Já não é o momento de grande ascensão. Como toda onda, é o momento da ação coletiva.
 
Então, eu vejo que a maior tensão é entre setores que buscam um uso corporativo do excedente econômico, contra aqueles que buscam um uso geral do excedente. Vimos isso antes do conflito com a COB (a Central Operária Boliviana), no ano passado, com os indígenas das terras baixas e das terras altas. 

Os indígenas das terras baixas são poucos, cerca de 3% da população. Os indígenas das terras altas chegam a 60% da população. Todas as terras fiscais, todas, que desapropriamos dos fazendeiros, estão em terras baixas. Os das terras altas dizem “eu também sou indígena, eu também sou boliviano, eu também tenho direito a que o Estado me dê terra, caso necessito”. Essa é uma disputa. A partir de um olhar geral, a terra do Estado deve ser para todos. Primeira tensão, que levou a um debate criativo no setor indígena e se restabeleceu a unidade, mas houve um debate entre o uso geral e o uso corporativo.

Depois veio a questão da COB. A tensão se deu entre a classe média estatal da COB, setor de saúde, setor de educação, com o setor operário e camponês da COB, que defendia que os recursos que juntamos nestes cinco anos sejam investidos na base industrial do país. Os companheiros da educação e saúde diziam “não”, o que nós queremos é que se melhorem os salários hoje.

Página/12: Você coloca isso como um debate interno da COB, mas nos jornais se lê como uma disputa entre a COB e o governo.
Linera: É que são três momentos. O primeiro, interno à COB; os operários são da COB, os mineiros, os petroleiros são da COB, os camponeses são da COB. E aí houve um debate. Aí se deu uma aliança entre um setor interno da COB, a saúde e a educação, e outro setor da COB, o setor camponês e indígena, com o governo. 

Como usamos o dinheiro que economizamos, que acumulamos ao longo destes cinco anos? Aumentos salariais de 100%, 200%, ou industrializamos o gás, o lítio, setores do campo para que o povo volte a trabalhar ali? Esse foi o debate que houve. Os setores da saúde e educação da COB entraram numa greve geral indefinida, que só foi acatada por esses setores, por 15 dias uma parte deles não trabalhou e, no final, este bloco governo-camponeses-indígenas-movimentos sociais manteve a posição de que o excedente era para uso produtivo e aí estamos. 

O importante é que se colocou em debate o que se faz com o dinheiro, porque não é dinheiro do governo, mas de todos. O debate saiu do Parlamento e chegou a toda a sociedade, e a maioria das pessoas apoiou a ideia de uso produtivo, mas claro, com greves, mobilizações, bombas, mas o governo não cedeu.

Página/12: Aí não, mas cedeu no “impostaço”. 
Linera: Tivemos que voltar atrás.

Página/12: O “impostaço” foi ideia sua?
Linera: Foi uma decisão do governo. A ideia era a mesma. Deixar de subvencionar os contrabandistas que levam o nosso combustível para fora, e fazer com que chegue ao povo. Mas claro, o aumento de combustível tem um efeito geral na economia, no preço dos alimentos. A isto se somou algo sobre o qual não se falou muito. Que justamente nesses meses, dezembro, janeiro, houve uma alta do preço dos alimentos em nível mundial e um desabastecimento de açúcar em nível interno. 

Então voltamos a baixar o preço da gasolina, voltamos atrás, mas o açúcar continua subindo e faltando, sobe o milho, sobe o trigo, sobem as verduras. Agora se estabilizou. Em março baixou um pouco, mas nos afetou em pleno pico e não calculamos bem o efeito que teve sobre a população. Isso foi o que aconteceu. 

Com o presidente fomos às assembleias, estivemos no campo e nos bairros. As confederações camponesas diziam “nos afeta, mas é necessário”, mas na cidade nos disseram “nos afeta e é necessário, mas não o façam”. Soubemos entender e retrocedemos um passo.

Página/12: Nesta etapa pode parecer que os problemas políticos estão encaminhados e que o desafio é o crescimento. Dá a impressão de que com o que têm não atingiram as grandes expectativas que geraram. Qual é o plano para gerar mais riqueza?
Linera: É que no fundo a política é economia concentrada. Há um momento da política. Alianças, discursos, sentido comum da história. Mas logo tem que se traduzir em fatos, em benefícios.
 
O debate de Lênin pela NEP (Nova Economia Política, 1921) é que se devia dar de comer à população. Sim, se podia falar do Exército Vermelho e da revolução mundial, está bem, espírito da época, socialista e comunista. Mas, e depois? O que vão comer? 

Salvando a diferença de escalas, é o debate na Bolívia. Criou-se um sentido comum da história. Indígenas no poder. Igualdade do povo, desconcentrar o poder. Agora triunfou isso diante da lógica neoliberal do mercado e das privatizações, isso tem que refletir no bem-estar das pessoas. A demanda da população é legítima e deve ser solucionada pelo debate dos próprios setores interessados. 

Em 1982, houve um governo de esquerda (Siles Suazo). Mas em vez de enfrentar os temas, de expô-los, o que fez? COB, se te mobilizas e pedires 20%, aqui tens 20%. Se os companheiros se mobilizarem, pedirem 100%, aqui têm 100%. Em um ano, a inflação disparou de 3%, 4%, chegou a 17.000%. É uma opção muito fácil. Diante de uma demanda, não a debates com o povo, a resolves, não crias conflito para ti hoje. Tapas um buraquinho, amanhã tens uma cratera.

Página/12: Isso se chama populismo.
Linera: Nós não agimos dessa maneira. Vamos debater. Este dinheiro não é do presidente, é da Bolívia. Os companheiros professores querem que se aumente o salário, mas aqui os companheiros do campo querem que se faça a represa e os companheiros petroleiros querem que se faça a petroindústria. Vamos debater. Isto é melhor porque dentro de três ou quatro anos vão nos permitir grandes aumentos de salários. 'Não, eu quero o aumento agora'. É no debate democrático que vamos buscar as soluções.

Página/12: Você fala de repartir a mais-valia e está claro que distribuem bem. Mas eu me perguntava como fazem para aumentar o bolo.
Linera: Não distribuímos tudo. Distribuímos uma parte. Nós somos o país da América Latina que mais distribuição do PIB faz diretamente às pessoas; 2,5% do produto bruto chega diretamente às pessoas como transferência. Depois vem o Brasil, com 1,7%, e o Equador, com 0,7%. 

Mas outra parte de nossos recursos, de nossas reservas, em vez de distribuí-la sob pressão, a submetemos ao debate geral. Mantemos os salários mais baixos para industrializar. Daqui a três anos a indústria do lítio nos dará bilhões e a indústria petroquímica, 1,5 bilhão. E apenas quando isso sair, se poderá melhorar o salário.
 
Foi o que fizemos agora. Apostamos em não haver distribuição populista hoje, para que isto tenha sustentação. Suportamos as críticas e a paralisação da educação, aguentamos que nos digam que este é um governo malvado, para manter a linha. Vamos semi-industrializar o país em cinco anos: hidrocarbonetos, lítio, mineração, energia elétrica e um pouco da agricultura.

Página/12: Com que dinheiro?
Linera: Temos quatro fontes. A primeira é a das nacionalizações, que nos permitiram em cinco anos multiplicar por cinco os investimentos públicos. Investíamos, em 2005, 600 milhões de dólares; hoje investimos 3,2 bilhões. Para a Argentina não é nada, mas para a Bolívia é muito. A segunda fonte são nossas reservas internacionais. Somos o único país do continente que tem reservas internacionais equivalentes a 50% do PIB.
 
Nos últimos meses, o presidente Evo decidiu uma linha de crédito para empresas públicas do Banco Central para lítio e para hidrocarbonetos e plantas que industrializem o gás. Depois, o presidente Evo decidiu fazer uma lei que permita usar dois bilhões de dólares das reservas para a questão hidroelétrica, mineração e agricultura. A terceira fonte são os créditos de organismos internacionais. 

No ano passado passamos a ser um país de ingressos médios, e isso nos permite melhorar os créditos de organismos como o CAF, o BID e o Banco Mundial. Esses créditos estão destinados a projetos de infraestrutura. E estamos trabalhando de maneira acelerada com investimentos estrangeiros, fundamentalmente a China. Queremos trabalhar com a China a questão do ferro, mineração e uma grande estrada de ferro que atravesse a Bolívia.

Página/12: Pelo esquema que me assinala, a Bolívia continuará tendo uma economia extrativista.
Linera: Sim. Nossa base produtiva é extrativista desde o século XVI, com a chegada do vice-rei Toledo. Neste quinquênio queremos um choque industrial, não industrialista, mas a combinação entre tecnologia e mão de obra. Queremos começar a elaborar matéria-prima. Hoje o estanho sai da Bolívia e o vendemos de forma bruta. Queremos entrar no segundo nível de semi-industrialização de nossas matérias-primas neste quinquênio. Queremos um choque de crescimento.

Página/12: Mas não basta. Há quanto tempo estão esperando por investimentos para o lítio?
Linera: É preciso esperar mais. Você investe hoje em petroquímica e o primeiro resultado só se vê dentro de quatro anos. Você investe em lítio, e vê o primeiro resultado em pequena escala no fim do ano, e em grande escala apenas em 2014. Estamos imaginando que estes investimentos que fizemos nos últimos dois anos terão seu primeiro efeito importante em crescimento, em mais excedente e em emprego, calculamos que entre 2013 e 2014.

Página/12: Eu me referia ao fato de que os investimentos estrangeiros estão demorando para chegar.
Linera: Sim, evidentemente. Foi uma decisão que tomamos de modificar a forma como nos vinculamos com os investimentos estrangeiros. Temos o maior government take (fatia paga ao governo) do continente. Na Bolívia é de 85% a 89% nos megacampos de gás que sai para o Brasil e a Argentina. É elevado, mas foi a decisão que tomamos para garantir a introdução de excedentes. Vamos apostar nos investimentos estrangeiros, fundamentalmente os países asiáticos, Coreia, China, para estas megaobras que têm a ver com estradas de ferro, extração de ferro e eletricidade. Mas o maior esforço está recaindo sobre o Estado.

Página/12: Como está a relação com os Estados Unidos?
Linera: Nós, quando entramos no governo, fomos muito claros com os norte-americanos. Dissemos que queremos ter boas relações com os Estados Unidos, admiramos sua tecnologia, admiramos sua indústria, necessitamos de seu mercado. Mas que não vamos obter isso às custas da hipoteca de nossa soberania. Dissemos: “queremos continuar a ter boas relações com vocês, mas não se metam em nossa vida política interna, nem com o governo, nem com a oposição”. 

Antes, na Bolívia, para ser presidente, vice-presidente ou ministro, comandante da polícia, você tinha que mostrar seu documento de existência planetária, isto é, o visto de entrada nos Estados Unidos. Caso contrário, não existia. Isso acabou. Em 2006 e 2007, trabalhamos assim. Eu fui três vezes para os Estados Unidos para bater na porta dos congressistas: “temos produtos, necessitamos de seus mercados”. No quarto ano, a intromissão foi muito grande. Os Estados Unidos, através da Usaid e da Embaixada, se imiscuíram no conflito com a Meia Lua, então o presidente tomou a corajosa decisão de expulsar o embaixador.

Página/12: E agora?
Linera: Hoje estamos negociando um tratado, um convênio-marco com os Estados Unidos, que reflita que todas as ajudas são bem-vindas, todos os intercâmbios também, mas sem que se intrometam nos assuntos de nosso país. Os documentos vão e vêm, mas falta um último ponto. Nós queremos que a ajuda seja canalizada através do Estado e não através de uma Ong da oposição. No convênio há um artigo onde, a pedido deles, se mantêm velhos compromissos. Estamos trabalhando, confiamos em assinar logo este novo convênio que melhore a relação.

FONTE: VERMELHO

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=155286&id_secao=7

Recordar é viver. Saudade, dor-de-cotovelo e nostalgia só é bom ao som do Roberto, vou colocar "detalhes" e aumentar o volume.

Morales pede a Putin maior presença russa na América Latina
http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,morales-pede-a-putin-maior-presenca-russa-na-america-latina,533611,0.htm#noticia

Bolívia quer usar lítio para gerar energia atômica
http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2009/02/28/bolivia-quer-usar-litio-para-gerar-energia-atomica-754636968.asp

Bolívia: Arábia Saudita do Lítio
http://pedrodoria.com.br/2009/02/04/bolivia-arabia-saudita-do-litio/

Reservas de lítio beneficiam Bolívia na corrida pelo carro elétrico
http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4435720,00.html

Lítio: na Bolívia, o combustível do futuro
http://arquivoetc.blogspot.com/2009/03/litio-na-bolivia-o-combustivel-do.html

O Lítio, a Bolívia e mais uma oportunidade para a América Latina
http://www.depijama.com/opiniao/o-litio-a-bolivia-e-mais-uma-oportunidade-para-a-america-latina/

Montadoras disputam o lítio da Bolívia
http://www.wharton.universia.net/index.cfm?fa=viewArticle&id=1732&language=portuguese

Empresas cobiçam fonte de energia do futuro na Bolívia
http://www.defesanet.com.br/al1/bo_litio.html

O lítio boliviano (EXCLUIDO dos arquivos do IG) 

 http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/02/17/o-litio-boliviano/ 

 

 
 
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E rumo a consolidação da integração Sul Americana, e viva a UNILA.

MONTEVIDÉU, 30 Mai 2011 (AFP) - A presidente do Brasil, Dilma Roussef, e o presidente do Uruguai, José Mujica, comprometeram-se nesta segunda-feira a fortalecer a relação bilateral e de integração regional - no Mercosul e na Unasul - após firmarem quinze acordos de cooperação em Montevidéu.

Em uma declaração conjunta após o encontro de aproximadamente duas horas, ambos os líderes ratificaram seu "firme compromisso com o fortalecimento" da Unasul e seu "compromisso prioritário com a consolidação do Mercosul como instrumento de melhora da qualidade de vida de seus povos e de inserção internacional do bloco". Durante o encontro, os presidentes avaliaram os 20 anos de Mercosul e o processo de construção da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) e seu papel na "garantia da estabilidade e segurança para cada um dos países da América do Sul".

Para Dilma, os países concordam na visão de um mundo multipolar no qual a responsabilidade dos Estados grandes ou pequenos seja determinada pela contribuição de cada um com a paz, com o diálogo e com a cooperação.

A brasileira, por fim, declarou que é preciso fortalecer a cooperação econômica bilateral, explorando o potencial para a cooperação industrial e comercial entre os atores produtivos do Brasil e do Uruguai.

Em seguida, ambos endossaram a "necessidade de reforma das Nações Unidas, em particular do Conselho de Segurança, com o objetivo de convertê-lo em um órgão mais representativo, legítimo e eficaz", segundo o texto. 
Também enfatizaram a importância de "obter resultados concretos durante a sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas".
Dilma chegou a Montevidéu pouco antes do meio-dia e se dirigiu ao Centro de Desenvolvimento de Conteúdos e de TV digital do Laboratório Tecnológico do Uruguai (LATU), construído em cooperação com o Brasil, onde foi recebida por Mujica.
O Uruguai - que adotou em dezembro de 2010 a norma de televisão digital nipônico-brasileira, levando-se em conta que inicialmente seria adotada a norma europeia - firmou nesta segunda-feira com o Brasil um Acordo Complementar ao Acordo Básico de Cooperação Científica e Técnica para a implementação do projeto de TV digital e para aprofundar a chegada da banda larga.
A p

 
 
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China age para vetar o Brasil no Conselho de Segurança da ONU

30 de maio de 2011

A China, o mais poderoso país do Brics, grupo que o Brasil integra, ampliou ofensiva diplomática contra tentativas de ampliação do Conselho de Segurança das Nações Unidas, uma das reivindicações da política externa brasileira. O Valorapurou que o governo chinês tenta agora torpedear um projeto de resolução que o G-4 – Brasil, Índia, Alemanha e Japão, todos candidatos a um assento permanente no Conselho de Segurança – planeja apresentar em breve à Assembleia Geral da ONU.

O projeto, que tem 71 apoios firmes, procura fazer com que a Assembleia sancione a necessidade de expandir as duas categorias de membros do Conselho de Segurança, os permanentes e os não permanentes. É uma tentativa de dar fôlego politico à discussão e obter o reconhecimento de que o mundo mudou e que as mudanças têm de ser incorporadas na estrutura das instituições de governança global.

O governo chinês mandou seus representantes advertirem as delegações diplomáticas africanas na sede da ONU, em Nova York, a não apoiarem nenhuma resolução por reforma do Conselho de Segurança. Para ter a certeza de que a mensagem foi bem recebida, Pequim também despachou emissários a capitais na África.

Nos círculos do G-8, dos países industrializados, fontes confirmaram também a existência de um telegrama diplomático atribuído à missão americana na ONU, que teria sido divulgado pelo Wikileaks, relatando antiga demanda da China para os Estados Unidos não levarem adiante uma reforma na organização.

No plano bilateral, Pequim tem dito ao Brasil que no momento adequado não vai complicar o pleito brasileiro. No entanto, o sentimento é de que os chineses fazem tudo para que esse momento nunca chegue.

A pressão chinesa visa bloquear a entrada do Japão e garantir para si a posição de único emergente com assento permanente no Conselho, o que lhe dá a aura de representante dos países em desenvolvimento. Se entram Brasil e Índia, os chineses tem reduzido seu poder.

A China não tem sido especialmente solidária com os países em desenvolvimento na cena multilateral. Na reforma das quotas para dar mais poder aos emergentes no Fundo Monetário Internacional, em 2010, Pequim não ajudou o Brasil a lutar por um resultado mais amplo e equilibrado. Agora, tampouco quer brigar por um representante emergente para dirigir o Fundo, preferindo apostar na conquista para um chinês do cargo de número dois.

FONTE: Jornal Valor

Por Galante, VIA: Força Terrestre

 

Re: O Centro de Estudos Estratégicos da Unasul
 
 

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