O caso Paulo Preto e a campanha de Serra

Por Nilva de Souza

E eu acredito em duendes...

Da IstoÉ

Um tucano bom de bico

Quem é e como agia o engenheiro Paulo Vieira de Souza, acusado por líderes do PSDB de ter arrecadado dinheiro de empresários em nome do partido e não entregá-lo para o caixa da campanha

Sérgio Pardellas e Claudio Dantas Sequeira 

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POSIÇÃO ESTRATÉGICA
Paulo Vieira de Souza na obra do Rodoanel, que custou R$ 5 bilhões

Nas últimas semanas, o engenheiro Paulo Vieira de Souza tem sido a principal dor de cabeça da cúpula tucana. Segundo oito dos principais líderes e parlamentares do PSDB ouvidos por ISTOÉ, Souza, também conhecido como Paulo Preto ou Negão, teria arrecadado pelo menos R$ 4 milhões para as campanhas eleitorais de 2010, mas os recursos não chegaram ao caixa do comitê do presidenciável José Serra.

Como se trata de dinheiro sem origem declarada, o partido não tem sequer como mover um processo judicial. “Ele arrecadou por conta própria, sem autorização do partido. Não autorizamos ninguém a receber dinheiro de caixa 2. As únicas pessoas autorizadas a atuar em nome do partido na arrecadação são o José Gregori e o Sérgio Freitas”, afirma o ex-ministro Eduardo Jorge, vice-presidente nacional do PSDB. “Não podemos calcular exatamente quanto o Paulo Preto conseguiu arrecadar. Sabemos que foi no mínimo R$ 4 milhões, obtidos principalmente com grandes empreiteiras, e que esse dinheiro está fazendo falta nas campanhas regionais”, confirma um ex-secretário do governo paulista que ocupa lugar estratégico na campanha de José Serra à Presidência.

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Segundo dois dirigentes do primeiro escalão do partido, o engenheiro arrecadou “antes e depois de definidos os candidatos tucanos às sucessões nacional e estadual”. Os R$ 4 milhões seriam referentes apenas ao valor arrecadado antes do lançamento oficial das candidaturas, o que impede que a dinheirama seja declarada, tanto pelo partido como pelos doadores. “Essa arrecadação foi puramente pessoal. Mas só faz isso quem tem poder de interferir em alguma coisa. Poder, infelizmente, ele tinha. Às vezes, os governantes delegam poder para as pessoas erradas”, afirmou à ISTOÉ Evandro Losacco, membro da Executiva do PSDB e tesoureiro-adjunto do partido, na quarta-feira 11.

O suposto desvio de recursos que o engenheiro teria promovido nos cofres da campanha tucana foi descoberto na segunda-feira 2. Os responsáveis pelo comitê financeiro da campanha de Serra à Presidência reuniram-se em São Paulo a fim de fechar a primeira parcial de arrecadação, que seria declarada no dia seguinte à Justiça Eleitoral. Levaram um susto quando notaram que a planilha de doações informava um montante muito aquém das expectativas do PSDB e do esforço empenhado pelos tucanos junto aos doadores: apenas R$ 3,6 milhões, o equivalente a um terço do montante arrecadado pela candidata do PT, Dilma Rousseff. Ciosos de seu bom trânsito com o empresariado, expoentes do PSDB não imaginavam ter recolhido tão pouco. Sinal de alerta aceso, deflagrou-se, então, um processo de consulta informal às empresas que já haviam se comprometido a contribuir. O trabalho de checagem contou com a participação do tesoureiro José Gregori e até do candidato José Serra e logo veio a conclusão: Paulo Preto teria coletado mais de R$ 4 milhões, mas nenhum centavo foi destinado aos cofres do partido, oficialmente ou não. Iniciava ali o enredo de uma história nebulosa com potencial para atingir o seio do PSDB às vésperas das eleições presidenciais. “Além de representar uma quantia maior do que a arrecadada oficialmente até agora, o desfalque poderá atrapalhar ainda mais o fluxo de caixa da campanha”, explica um tucano de alta plumagem, que já disputou quatro eleições pelo partido. Segundo ele, muitas vezes as grandes empreiteiras não têm como negar contribuições financeiras, mas, nesse caso, ganharam um forte argumento: basta dizer que já contribuíram através do engenheiro, ainda que não o tenham feito.

Até abril, Paulo Preto ocupou posição estratégica na administração tucana do Estado de São Paulo. Ele atuou como diretor de engenharia da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), estatal paulista responsável por algumas das principais obras viárias do País, entre elas o Rodoanel, empreendimento de mais de R$ 5 bilhões, e a ampliação da marginal Tietê, orçada em R$ 1,5 bilhão – ambas verdadeiros cartões-postais das campanhas do partido. No caso do Rodoanel, segundo um dirigente do PSDB de São Paulo, cabia a Paulo Preto fazer o pagamento às empreiteiras, bem como coordenar as medições das obras, o que, por força de contrato, determina quanto a ser pago às construtoras e quando. No Diretório Estadual do partido, nove entre dez tucanos apontam a construção do eixo sul do Rodoanel como a principal fonte de receita de Paulo Preto. Outro político ligado ao Diretório Nacional do PSDB explica que a função do engenheiro na Dersa aproximou Paulo Preto de empreiteiras como Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, OAS, Mendes Júnior, Carioca e Engevix.

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ELO POLÍTICO
Aloysio Nunes Ferreira é amigo de Paulo há mais de 20 anos e seu contato com o PSDB

Losacco, um dos coordenadores das campanhas de Serra e de Geraldo Alckmin em 2006, afirma que o elo principal de Paulo Preto com o PSDB é Aloysio Nunes Ferreira, ex-secretário da Casa Civil de Serra e atual candidato do partido ao Senado por São Paulo. O próprio engenheiro confirma uma amizade de mais de 20 anos com Aloysio (leia entrevista abaixo). De acordo com um importante quadro do PSDB paulista, desde 2008 Paulo Preto estava “passando o chapéu” visando ao financiamento da pré-candidatura de Aloysio ao governo do Estado. “Não fizemos nenhuma doação irregular, mas o engenheiro Paulo foi apresentado como o ‘interlocutor’ do Aloysio junto aos empresários”, disse à ISTOÉ o diretor de uma das empreiteiras responsáveis por obras de remoção de terras no eixo sul do Rodoanel. Geraldo Alckmin acabou se impondo e obtendo a legenda para disputar o governo estadual, mas até a convenção do partido, em junho, a candidatura de Aloysio era considerada uma forte alternativa tucana, pois contava com o apoio do então governador José Serra e da maioria dos secretários. O engenheiro, segundo um membro da Executiva Nacional do partido, agia às claras junto a empresários e a prefeitos do interior de São Paulo. Falastrão, contava vantagens aos companheiros e nos corredores do Palácio dos Bandeirantes. Prometia mundos e fundos num futuro governo Aloysio. E quando Aloysio deixou a Casa Civil de Serra, muitos passaram a torcer por sua exoneração, o que aconteceu sob a batuta do governador Alberto Goldman.

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CÚPULA TUCANA
Baixa arrecadação despertou suspeita de desvio de dinheiro na campanha

Losacco, que foi secretário-geral do PSDB paulista até 2007, afirma que desde 2008 alertava a cúpula do partido sobre os movimentos de Paulo Vieira na Dersa. “Esse tipo de pessoa existe na administração pública. Tem a facilidade de achacar e não tem o menor controle. Todo mundo já sabia há muito tempo disso”, conta o dirigente tucano. Diante desses alarmes, a cúpula do partido chegou a cogitar a saída dele da estatal rodoviária há mais de um ano. Mas recuou. “O motivo (do recuo) eu não sei. Deve ter um motivo. Mas no governo às vezes você não consegue fazer tudo o que você quer. Você tem contingências que o obrigam a engolir sapo. E eu acho que esse deve ter sido o caso. Agora, de alguma maneira essa coisa toda vai ter que ser apurada. Sabemos da seriedade que o governo tem, mas infelizmente fica sujeito a esse tipo de gente”, acrescentou Losacco. Segundo o tesoureiro-adjunto do PSDB, o empresário acaba cedendo, pois “entende que o cara tem a caneta e que pode atrapalhar os negócios”. Os motivos que teriam levado Paulo Preto a dar o calote no PSDB ainda estão envoltos em mistério. Mas, entre os tucanos, circula a versão de que o partido teria uma dívida com o engenheiro contraída em eleições passadas. Na entrevista concedida à ISTOÉ, Paulo Preto nega que tenha feito qualquer tipo de arrecadação e desafia os caciques tucanos a provar essas denúncias.

“Acho muito pouco provável que isso tenha acontecido sem que eu soubesse”, disse Aloysio à ISTOÉ. “Não posso falar sobre uma coisa que não existiu, que é uma infâmia”, completou. No PSDB, porém, todos pelo menos já ouviram comentários sobre o suposto desvio praticado por Paulo Preto nos cofres tucanos. “Fiquei sabendo da história desse cara ontem”, disse o deputado José Aníbal (SP), ex-líder do partido na Câmara, na terça-feira 10. “Parece mesmo que ele sumiu. Desapareceu. Me falaram que ele foi para a Europa. Vi esse cara na inauguração do Rodoanel.” De fato, depois de deixar a Dersa, o engenheiro esteve na Espanha e só voltou ao Brasil há poucos dias. Na cúpula do PSDB, porém, até a semana passada poucos sabiam que Paulo Preto havia retornado e o tratavam como “desaparecido”.

As relações de Aloysio e Paulo Preto são antigas e extrapolam a questão política. Em 2007, familiares do engenheiro fizeram um empréstimo de R$ 300 mil para Aloysio. No final do ano passado, o ex-chefe da Casa Civil afirmou que usou o dinheiro para pagar parte do apartamento adquirido no bairro de Higienópolis e que tudo já foi quitado. Apontado como um profissional competente e principal responsável pela antecipação da inauguração do rodoanel, Paulo Vieira de Souza chegou a ser premiado pelo Instituto de Engenharia de São Paulo em dezembro de 2009. O engenheiro não é filiado ao PSDB, mas tem uma história profissional ligada ao setor público e há 11 anos ocupa cargos de confiança nos governos tucanos. No segundo mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso, foi assessor especial da Presidência e trabalhou quatro anos no Palácio do Planalto, como coordenador do Programa Brasil Empreendedor. Em São Paulo, também atuou na linha 4 do Metrô e na avenida Jacu Pêssego, ambas obras de grande porte e também cartões-postais das campanhas tucanas, a exemplo do rodoanel e da marginal Tietê.

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CARTÕES-POSTAIS
Grandes obras como o Rodoanel, a Marginal e a Jacu Pêssego são vitrines da campanha tucana

Paulo Preto foi exonerado da Dersa oito dias depois de participar da festa de inauguração do Rodoanel, ao lado dos principais líderes do partido. A portaria, publicada no “Diário Oficial” em 21 de abril, não explica os motivos da demissão do engenheiro, mas deputados tucanos ouvidos por ISTOÉ asseguram que foi uma medida preventiva. O nome do engenheiro está registrado em uma série de documentos apreendidos pela Polícia Federal durante a chamada Operação Castelo de Areia, que investigou a construtora Camargo Corrêa entre 2008 e 2009. No inquérito estão planilhas que listam valores que teriam sido pagos pela construtora ao engenheiro. Seriam pelo menos quatro pagamentos de R$ 416,5 mil entre dezembro de 2007 e março do ano seguinte. Apesar de o relatório de inteligência da PF citar o nome do engenheiro inúmeras vezes, Paulo Preto não foi indiciado e, em janeiro, o inquérito da Operação Castelo de Areia foi suspenso por causa de uma liminar concedida pelo Superior Tribunal de Justiça. O temor dos tucanos é que durante a campanha eleitoral a liminar seja suspensa e a Operação Castelo de Areia volte ao noticiário.

Outro episódio envolvendo o ex-diretor da Dersa foi sua prisão em flagrante, em junho deste ano, na loja de artigos de luxo Gucci do Shopping Iguatemi, em São Paulo. Solto um dia depois, ele passou a responder em liberdade à acusação de receptar um bracelete de brilhantes avaliado em R$ 20 mil. Paulo Preto e o joalheiro Musab Fatayer foram à loja para avaliar o bracelete, que pretendiam negociar. Desconfiado da origem da joia, o gerente da loja, Igor Augusto Pereira, pediu para que o engenheiro e Fatayer aguardassem. Ao cruzar informações sobre o bracelete negociado, o gerente da Gucci descobriu que aquela joia havia sido furtada da loja em 7 de maio. Em seu depoimento, o gerente da Gucci disse para a polícia que foi Paulo Preto quem entregou o bracelete para que ele o avaliasse. O ex-diretor da Dersa alegou ter recebido a joia de Fatayer e que estava disposto a pagar R$ 20 mil por ela.

O eventual prejuízo provocado por Paulo Preto pode não se resumir ao caixa da campanha. Um dos desafios imediatos da cúpula tucana é evitar que haja também uma debandada de aliados políticos, que pressionam o comando da campanha em busca de recursos para candidaturas regionais e proporcionais. Além disso, é preciso reconquistar a confiança de eventuais doadores, que se tornarão mais reticentes diante dos arrecadadores do partido.

“Gente como eu tem prazo de validade”
Por Delmo Moreira

Aos 62 anos, Paulo Vieira de Souza está em plena forma. Ele é triatleta, já disputou 40 maratonas, nove ironman (modalidade que junta ciclismo, natação e corrida), 35 meia-ironman e duas ultramaratonas (prova com percurso superior a 42 quilômetros). Desde que foi exonerado da Dersa, em abril, acelerou seus treinos físicos para disputar, em Florianópolis, as provas seletivas para o Ironman mundial, que será realizado no Havaí. “Só fora do governo para fazer um treinamento desses”, diz ele. Mas está confiante: “Pela minha personalidade, não tenho medo de dizer: vou ganhar essa porra.” Este estilo direto de falar, segundo Souza, é responsável pelos problemas que vem colecionando: “Pareço arrogante e por isso incomodo muita gente.” Souza é suspeito de levar propina de empreiteiras, foi envolvido no estranho caso da compra de uma joia possivelmente roubada e acabou acusado de desviar recursos da campanha tucana à Presidência da República. Ele refutou todas essas acusações numa conversa de quase uma hora com ISTOÉ. A seguir, os principais trechos da entrevista:

ISTOÉ – O sr. é apontado como responsável pelo desvio de recursos arrecadados para a campanha do PSDB. O que o sr. tem a dizer sobre isto?
Paulo Vieira de Souza
– Tem gente dizendo que sou responsável, mas desafio qualquer um a mostrar que tive qualquer atitude, em qualquer campanha em andamento, que coloquei o pé em alguma empresa, que pedi a alguém alguma coisa. Eles estão em campanha. Querem me eleger como bode expiatório porque estou fora. Mas eu não serei. Nunca trabalhei para a campanha deles.

ISTOÉ – Por que seu nome aparece no caso, então?
Souza – Empresário só ajuda quem ele quer. Acho que tem alguém querendo R$ 4 milhões de ajuda e não está conseguindo. Acho que alguém não foi atendido. Isto é uma briga interna do partido. Nunca fiz parte do PSDB e nunca farei.

ISTOÉ – O sr. nunca foi arrecadador do partido?
Souza – Nunca arrecadei. Não sei nem onde fica o comitê de campanha. Querem dizer que sou maluco? Que apareçam para dizer.

ISTOÉ – Mas o sr. já participou de campanhas políticas do PSDB.
Souza – Da campanha do Aloysio (Aloysio Nunes Ferreira Filho) eu participei. Mas não na gestão. Eu participava da logística, da compra de material, de impressos, da distribuição de material. Eu sempre fiz parte da logística das campanhas dele.

ISTOÉ – Qual é o seu relacionamento com Aloysio?
Souza – Sou amigo pessoal do Aloysio há 21 anos. Amigo de família mesmo. Ele conhece minhas filhas desde pequenas. E eu sempre ajudei como podia o Aloysio nas campanhas.

ISTOÉ – O sr. ainda é amigo do Aloysio?
Souza – Sempre.

ISTOÉ – Vocês ainda se falam?
Souza – Sempre.

ISTOÉ – Qual foi a última vez que o sr. o encontrou?
Souza – Foi hoje (quarta-feira 11) pela manhã. Ele ia fazer a gravação do programa dele à tarde ou à noite. Meu relacionamento no governo do Estado sempre foi com o Aloysio e com o Luna, o secretário do Planejamento, que era o coordenador dos convênios entre Estado e prefeitura. Sou amigo pessoal do Aloysio e isso não vou negar nunca. Não sei o que ele vai falar. Mas sou amigo pessoal dele. Só não estou na campanha agora porque pedi para não participar. Não queria dar nenhum problema, em função daquele caso recente que aconteceu comigo.

ISTOÉ – O sr. está sendo processado como receptador de joias roubadas?
Souza – Jamais eu compraria alguma coisa roubada. Só ainda não dei a minha versão porque não tranquei o processo, que está entrando agora em juízo, com minha defesa. Depois vou falar. A tese é de receptação, mas eu não comprei. Por isso é que fui na Gucci. Alguém que quer vender joia roubada vai lá? Eu levei uma joia para verificar a autenticidade e o valor. Agora, você vai comprar um carro, o carro tem problema e você acaba preso? É uma aberração. Eu não fui preso no Iguatemi. O “Estadão” também diz que eu estava vendendo a joia. É mentira.

ISTOÉ – O seu nome também aparece na investigação da operação Castelo de Areia, da PF, sob acusação de receber propina da construtora Camargo Corrêa. Foi outro engano? Não é muito azar?
Souza – Eu não sei como colocaram meu nome lá, com que propósito ou baseado em quê. Vi que tem uma lista de ajuda política, para deputado estadual, federal. Tem até o Carvalho Pinto! Vi que colocaram meu nome na lista: Paulo de Souza, coordenador do Rodoanel. Acho que adotaram um critério dentro da Camargo Corrêa de colocar o nome dos coordenadores relacionados a cada obra.

ISTOÉ – Ao lado de seu nome aparecem valores: quatro parcelas de R$ 416 ,5 mil em quatro datas seguidas. O que são esses valores?
Souza – Não sei. A mim nunca ninguém entregou absolutamente nada. O lote da Camargo Corrêa na obra era de R$ 700 milhões e a obra foi entregue no prazo, só com 6,52% de acréscimo. É o menor aditivo que já houve em obra pública no Brasil. Se isso desagradou a alguém, não sei.

ISTOÉ – Por que o sr. saiu da Dersa?
Souza – Eu fui exonerado pelo atual governador no dia 9 de abril. Até hoje não me informaram o motivo. Minha exoneração foi uma decisão de governo. Eu não pedi as contas.

ISTOÉ – O sr. nem imagina as razões de sua exoneração?
Souza – Acho que tem a ver com a forma como sempre agi nesses cinco anos em que trabalhei no governo. Tem a ver com meu estilo. Sou de tomar atitudes, de decisão, de falar o que penso. Fui premiado por meu trabalho como gestor público. Eu criei muito ciúme no governo.

ISTOÉ – Quem tinha ciúme do sr.?
Souza – Acho que pessoas como eu têm prazo de validade. O Rodoanel foi a primeira obra pública que tinha dia e hora para terminar. É meu estilo de gestão e nem todo governante gosta desta forma de agir. Na engenharia da Dersa quem mandou fui eu. Não sou mais uma jovem promessa. Sou uma ameaça para os incompetentes.

http://www.istoe.com.br/reportagens/95231_UM+TUCANO+BOM+DE+BICO

 

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133 comentários
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Dilson

Procura-se uma mala com 4 milhões em doações de campanha não declaradas ao TSE.
Se encontrar,por favor se dirija ao comitê eleitoral do PSDB mais próximo.
José Serra agradece.

(Não existe nada mais feio do que um tucano depenado.)

 
 
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Jairo Medeiros

Pois é, Dilson.

O dia 13(treze) de agosto p/ o Serra e o psdbdemo com certeza é motivo p/ esquecer.

Se não bastasse terem de engolir a diferença na pesquisa datafalha de 8 pontos p/ Dilma, se consolidando como franca favorita e possivelmente leva no primeiro turno, recebe essa rasteira e fica a impressão de que a campanha da oposição está fazendo água p/ todo lado.

Bem disse o Nassif já faz tempo que o barco do Serra não chegaria ao porto almejado.

Que sexta-feira 13...

 
 
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Jaime Balbino

O PSDB não tem Caixa 2 e o Paulo Petro estava arrecadando por conta própria desde a "pré-campanha".

ENTÃO, PORQUE ESSES 4 MILHÕES ESTÃO FAZENDO FALTA NA CAMPANHA?

Só fariam falta se fosse arrecadação feita por agente oficialmente incumbido e sobre doadores conhecidos que declaram suas doações conforme a lei.

Se esse dinheiro foi arrecadado à margem e ilegalmente, não deveria "fazer falta".

Se faz falta é porque o PSDB/DEM contavam com ele e abastecia um Caixa 2 maior do que a arrecadação oficial. Tudo coordenado por esse Paulo Petro, que resolveu dar uma banana para todo mundo.

O PSDB/DEM mente muito melhor do que isso...

 
 
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Sandra

kkk...só rindo mesmo...saiu na Folha, em O Globo, no Jornal Nacional?

 
 
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Edison Moraes

É por essas e parecidas que este espaço está totalmente contaminado! Visão de um pólo só, opinião com falta de inteligência. Nassif, hoje, só contribui para aumentar o índice de "tacanhisse" no mundo. Eu morreria de vergonha!!

 
 
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Nelson Nobre Mosquera Junior

Se a gente fizer as contas direiinho, dá para concluir que o valor pago pela empreiteira ao notório receptador (ops) arrecadador do PSDB, corresponde a exatamente 10% sobre os 6,52% relativos ao aditivo da obra da Camargo Correa, o que, convenhamos, é a tabela do 'mercado'. O cara é honesto, porra!!!

 
 
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Paulo Guedes

Vc já morreu.

Só esqueceram de te avisar.

 
 
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Gerson Pompeu

Tucano depenado não é caso para o IBAMA e/ou alguma associação protetora dos animais resolver?

 

Esses tucanos, por conta de mutações sofridas, além de depenados, se tornaram  peçonhentos.

 
 
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Abel

Salvem os tucanos!

 
 
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Marco Freitas

Cadê a Sandra Cureau? 

 
 
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Quintela

Serra, o varão de plutarco!

Agora já sie porque ele anda defendendo que as campanhas devem ser enxutas, sem "maquiagem", só o candidato e a "população", sem "pirotecnia"rsrsrsrsrs...

A campanha dele tá sem grana....

ah!!!! safado.....

 
 
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Domenico Amaral

Esta eleição está superando as expectativas. Tudo se encaminha para o serra/fhc perder no 1º turno . Para melhorar o cenário como o cofre do " por fora" foi  arrombado qual o doador que irá se arriscar ? Eles estão perdidos ( o termo seria outro)  e mal pagos !!

 
 
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Rodrigo Ferro

Desde já o Sr. Paulo Preto goza do privilégio de ter 100 anos de perdão.

 
 
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Jose de Almeida Bispo

Deixa ver se entendi: um coletor em off de doações vai à luta para satisfazer a ganância dos "aliados" espalhados por tribunais, redações, estúdios de rádio e TV, comitês municipais e etc., onde todos tem de receber, em off, é claro, já que oficialmente, pagamentos só a turma da propraganda oficial. De repente, pinta a luz vermelha: vai dar m.; parte da PF não amiga já coleta dados sobre as operações. Então, arranja-se um "ladrão", alguém que arrecada sem autorização e, naturalmente de forma ilegal; trata a soma como míseros quatro milhões, menos de dez por cento do real (o resto flui naturalmente no subterrâneo), isola-se possíveis dores de cabeça com inquéritos e até ameaças a candidaturas contaminadas; prega-se o bom mocismo; justifica-se a não chegada do leitinho quente à boca de destinatários não vip e, de quebra, arma-se (nunca se sabe, né?) um novo "ESCÂNDALO DOS ALOPRADOS", pra tentar um segundo turno.

 
 
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Jorge Leite Pinto

Perfeitamente verossímil Zé, gostei da sua analise...

Agora cá entre nós, essa comédia é muito engraçada.

Como diria aquele anúncio: Não tem preço!

 
 
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francisco pereira neto

Concordo contigo Bispo.

Nenhum dos quatro grande da mídia publicou a matéria.

Ficou a incumbência para a Isto É dar pequenas pistas para tentar disfarçar o que pode ser encontrado de fato na operação Castelo de Areia. Criou-se um bode expiatório.

Não é de hoje que se especula sobre valores super faturados nas obras do rodoanel.

Afinal de contas, são dezesseis anos para construir uma obra, que acho que nem o eurotúnel demorou e custou tanto. Isso sem falar que que só contruíram dois trecho. Oeste e leste.

Não seria por acaso e coincidência os dezesseis anos de governo tucano em São Paulo?

 
 
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Ivan Moraes

"Deixa ver se entendi: um coletor em off de doações vai à luta para satisfazer a ganância dos "aliados" espalhados por tribunais, redações, estúdios de rádio e TV, comitês municipais e etc., onde todos tem de receber, em off, é claro, já que oficialmente, pagamentos só a turma da propraganda oficial. De repente, pinta a luz vermelha: vai dar m.; parte da PF não amiga já coleta dados sobre as operações. Então, arranja-se um "ladrão", alguém que arrecada sem autorização e, naturalmente de forma ilegal; trata a soma como míseros quatro milhões, menos de dez por cento do real (o resto flui naturalmente no subterrâneo), isola-se possíveis dores de cabeça com inquéritos e até ameaças a candidaturas contaminadas; prega-se o bom mocismo; justifica-se a não chegada do leitinho quente à boca de destinatários não vip e, de quebra, arma-se (nunca se sabe, né?) um novo "ESCÂNDALO DOS ALOPRADOS", pra tentar um segundo turno":

Perfeito, Jose!  So falta adicionar que as palavras dele nao sao, definitivamente nao sao as palavras de alguem que acabou de roubar uma montanha de dinheiro.  Sao as palavras de quem, de alguma maneira, ja conseguiu garantia de impunidade.  Nao sabe como foi acusado de vender joia roubada, nao sabe como foi demitido "sem explicacao" depois de 5 anos, nao sabe de dinheiro nenhum, nao sabe quem sao as testemunhas contra ele, nao sabe quais escandalos, nao sabe, nao sabe, nao sabe...

So resta a gente perguntar o uivantemente obvio:

O dinheiro era pra caixa 3 de quem?

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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jomarlov

O Paulo Preto tem um bocado de "amigos": conseguiu 4 milhôes (ou mais) com empreiteiros de estradas....que influente ele é.....por que será que ele tem tamanha influência ou simpatia neste meio empresarial.....

 
 
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Savio

Como diz a matéria, trata-se de contribuições ao caixa 2 da campanha tucana, pois ainda não tinha sido escolhidos oficialmente os candidatos.

portanto, isso configuraria crime eleitoral.

Que o Ministério Público da Dra Cureau se mova abrindo o competente inquérito e peça a Polícia Federal para investigar o partido, as construtoras e o tal engenheiro espertalhão. 

Ou agora pode recolher dinheiro "frio" para as campanhas eleitorais?

 
 
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Vladimir

    Tem muito mistério neste caso.Não é possível que um "pretinho" qualquer tenha arrecadado sozinho mais do que toda cúpula de alta plumagem junta. Não estamos falando de empresinhas qualquer,que poderiam ser iludidas por um bom de bico.São somente as maiores empreiteiras nacionais,acostumadas a "doações",por dentro e por fora. Neste rao ninguém dá nada sem saber o que receberá em troca e nem se trta com pessoas não autorizadas.

     Muito provavelmente este dinheiro aparecerá já,já,na forma de algum estelionato eleitoral tucano. Mais um.

 
 
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luka

Pode não ser politicamente correto pela sujeirada toda, mas não contive as gargalhadas,,hahahaha.

 É o liberalismo em seu grau mais puro.  

Só veio a confirmar o que sabiamos. 

O que mais gostei foi a parte das empresas que dizem já ter doado ao meliante e se negam a investir mais. hahahahahahahaha!!!!!!! Ganharam a rodo com as obras e agora fazem cara de paisagem.

Como diz o Simão, esse partido é uma piada pronta.

 
 
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Fernando Curi

Siceramente? Continuo com pena do Serra. Nada dá certo pra essa criatura? Como pretende se eleger se tudo com relação a sua campanha acaba dessa forma? E agora, com esse caso ganhando a luz do dia, como poderão, seus aliados do PIG , doarem à nós eleitores, a bomba salvadora da campanha serrista, um mega escandalo, envolvendo o PT e dona Dilma, como tiro de misericórdia na candidata do presidente Lula? Agora então, onde até o Datafolha ja não consegue sustentar a situação. Sei não, mas tudo se encaminha para uma vitória acachapante da dona Dilma, de forma que, conforme sua declaração, será covardia.

 

"Tudo me é lícito mas nem tudo me convém" Contra o Preconceito e a Discriminação, o repúdio e a Lei.

 
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João Maria Fernandes de Sousa

O nome disso: autofagia preventiva... se o Almirante vai se estrumbicar pro modi de que eu tenho que ir junto?

Necas de pitibiribas... já garanto o meu e dos herdeiros desde já.

Mas não são os tucanos e afluentes os paladinos da ética?

Como um desvio de verba eleitoral com cheiro de caixa 2 acontece no seu ninho?

Uma dica para o tucanato: segundo o site do TSE um dos campeões individuais de arrecadação nessa campanha é ninguém menos que José Agripino Maia, o inquisitor senatorial do DEM-RN.

E, dizem as más linguas, esse gatuno das verbas serristas é potiguar.

 
 
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Nilson Fernandes

O Eduardo Jorge diz: não autorizamos ninguém a receber dinherro de caixa dois, só eu tenho este direito. Se o tal de Paulo Petro passou a perna neles, bem feito. Mas a Isto É está perdendo dinheiro com esta reportagem. Tem que fazer reportagem com Lula para vender revista !

 

Nilson Fernandes

 
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Mario Pinheiro

Mas, e o cidadão ai que declara que só ele pode receber dinheiro do Caixa dois. Pronto o cidadão acabou de se entregar: Dra. Cureau veja esta declaração!

 
 
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DARCI BORGES

Nassif, então fica assim, né?

O cara não pediu dinheiro algum para o caixa 2 dos tucanos. Não pediu, não recebeu.

As empreiteiras também não costumam dar dinheiro algum para caixa 2 de  qualquer campanha que seja, muito menos para a dos tucanos que sequer tem caixa 2. Nada enfim, que não seja rigorosamente contabilizado e disponibilizado a quaisquer possíveis investigações por parte da Justiça Eleitoral. Esta é a maneira de se trabalhar nas hostes demotucanas, numa demonstração inconteste de honestidade, coisa nunca dantes vista na história deste país  em se tratando de eleições.

Se foi realmente isto o que aconteceu, convenhamos que o Negão é um cara esperto pra caramba! Ninguém irá querer provar nada contra ele. Em casos assim, o silêncio e  a discrição são benéficos a todos os filhos de deus envolvidos, não é mesmo? Inclusive aos doadores achacados, que vão sempre poder dizer que já fizeram a sua contribuição para a quermesse tucana.

É claro que não tem nada a ver com o caso, mas me lembrei do que gostava de dizer um tio-avô da sogra de um meu compadre: "Ladrão que rouba de ladrão...! Ih, esquecí do resto da frase...

Tá bão assim memo!

 

 
 
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José Pinho

O psdb, o ético? está desdenhando da gente! Esse dinheiro deve ser aquele em que são pagos os acompanhantes para fazer números em passeatas, carreatas, comícios e tc, isso aí é mais um boi de piranha para desviar a atenção. Aposto com quem quiser, que essa grana está ou sempre esteve dentro do partido e, como eles sabem que é caixa dois tucano, ficam inventando história prá boi dormir. Chega de palhaçada tucanada, vcs só conseguem enganar uma parte do povo de SP? Cadê a Globo que não divulgou uma linha sobre, a foua, a inveja, o estadinho? POBRE POVO DE SP!

 
 
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Marco Santo

Cadê os "Aloprados"? onde estão? o do MALA também, onde estão? Essa campanha politica está mostrando a cara de quem é quem e que sempre foi. Feliz 2011. Em tempo, a PF reduziu as ações estratégicas por falta de recursos, porque será? Todas as perguntas já tem respostas.

 
 
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ka

" Ninguém está autorizado a receber o caixa 2 do partido " , chega a ser hilário !

Será que estão querendo justificar que o tucano não vai decolar porque falta grana ?

Se vasculhar um pouco mais aparece muita coisa nessa moita.

 
 
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Luis Jose Ariosto Pereira Silv ...

Agora sim, o mensalão tucano, vamos bater nessa tecla direto, se cassar a candidatura do SERRA agente liquida a fatura antes da eleição, seria um sonho, ok

E talvez até a candidatura do ALKIMIN pode sofrer, acho que a eleição pra presidente já está no papo, agora eh fazer a democracia triunfar também em SAMPA, todos os esforços tem que ser para eleger o Mercadante, isso sim

E esse ALOISIO nunca convenceu, o professor EMIR do site CARTA CAPITAL levantou a história desse homem, foi terrorista no passado, aliás por isso os tucanos são tão contra a revisao da lei de anistia, sabem que se a anistia cair vai sobrar para seus aliados que aprontaram o diabo com a proteção da ditadura, e o ALOISIO seria um desses, ok

 
 

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