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O caso Palocci e a ÉpocaEnviado por luisnassif, qui, 16/02/2012 - 09:13
Por Nilva de Souza
Do Diário do Centro do Mundo O caso Palocci em minha carreira by Paulo Nogueira Palocci Para o livro “Minha Tribo — o Jornalismo e os Jornalistas”, que pode ser lido aqui, escrevi um capítulo sobre o tristemente célebre Caso Palocci. Consolidei textos que escrevi no Diário, e o fruto está abaixo. O caso Palocci foi um dos episódios mais desagradáveis de minha carreira. Palocci foi quem fez chegar a nós, na redação da Época, em 2006, informações que supostamente desqualificariam um caseiro de Brasília que dissera que ele frequentava uma mansão pouco recomendável quando ele era ministro da Fazenda. Na época, eu era diretor editorial da revistas da Globo, a principal das quais era e é a Época. Numa inversão patética dos princípios sob os quais nasceu o seu PT, Palocci ali era o poderoso querendo esmagar de qualquer forma o humilde. Palocci, acusado pelo caseiro de comportamento indevido para um ministro, manobrou nos bastidores com dados sobre a conta corrente do caseiro. A privacidade financeira deste foi invadida e descobriram em sua conta depósitos que mostrariam que ele recebera dinheiro para denunciar Palocci. Palocci, portanto, seria inocente. Para encurtar, não havia fundamento nas contra-acusações. O caseiro estava limpo. Palocci, não. Ele mentiu insistentemente ao dizer que não tinha sido ele que tramara contra o caseiro. Dê um “Google” e pesquise. Você encontrará uma pilha em que se misturam mentiras e cinismo. Foi Palocci, sim, quem passou o “Dossiê Caseiro”. Como é comum nestas situações, a informação foi passada não diretamente à redação – mas à cúpula das Organizações Globo. Muitos políticos preferem conversar diretamente com os donos, e não com os jornalistas. Não é uma peculiaridade brasileira. Churchill só falava com os proprietários quando era primeiro-ministro do Reino Unido. (Isso não impede Clóvis Rossi de ficar continuamente embasbacado com o grande furo da doença de Tancredo Neves dado pelo velho Frias.) Foi um momento particularmente penoso em minha carreira de editor, por motivos óbvios. Ninguém vai fazer jornalismo para depois ajudar um ministro a desmoralizar um caseiro de forma fraudulenta. Nossos sonhos e ilusões são bem mais elevados. O erro é apenas ligeiramente mitigado pelas circunstâncias. Quando você trabalha numa revista semanal de informações, a pressão para que você consiga furos é imensa. O risco de um erro é grande – você quer muito dar o furo e em geral o tempo para checagens mais elaboradas é escasso. Você pode cometer uma barbaridade. Foi o caso nosso na Época, no chamado “Escândalo do Caseiro”. O que aconteceu ali foi, inicialmente, um fato corriqueiro nas redações. Chegaram a nós informações de fonte supostamente segura segundo as quais Francenildo teria recebido dinheiro para denunciar Palocci. A fonte supostamente segura era, naturalmente, Palocci. Da parte da publicação, não houve maldade em momento nenhum – e em escalão nenhum. Foi um procedimento 100% jornalístico. Tínhamos uma grande notícia ali, ou pelo menos assim parecia. Vamos lembrar que você está numa redação de uma revista semanal, em que a pressão por furos vigora em regime de 24 horas por 7 dias. O que acontece – ou acontecia, pelo menos; não acompanho a ciranda desde que vim para Londres – quando uma semanal dá um furo? Você consegue, de cara, um espaço nobre no Jornal Nacional. É um momento de gala para a revista. A capa é mostrada para milhões de brasileiros. Na construção de marca, poucas coisas se comparam a você aparecer no Jornal Nacional – e consequentemente nos outros telejornais, que em geral simplesmente o copiam. Nunca me pareceu que houvesse uma filtragem rigorosa no JN. Jamais vi sinais de uma reflexão desse tipo: se é uma informação tão importante, por que nós não a demos? Estamos no ar todos os dias, temos uma equipe enorme dedicada a apurar coisas importantes. Como, sistematicamente, a melhor notícia sai no final da semana, nas revistas? Estamos fazendo relações públicas ou jornalismo? Há um mito segundo o qual Ali Kamel, editor do JN, é uma cabeça. O produto desmente cabalmente este mito. O JN é barulhento e pedestre. Grita, mas não pensa. Dentro daquele quadro, o caso Francenildo seria um tento para a Época. Os elementos de que dispúnhamos na semana em que demos a história na capa eram os seguintes. Francenildo recebera dinheiro, como se podia verificar em sua conta. Não era exatamente edificante a maneira como o extrato fora obtido. Mas o fato principal – vamos entender o conjunto de informações de que dispúnhamos naquele momento – era que uma acusação contra um homem que supostamente representava a estabilidade econômica fora movida a dinheiro. Fazia sentido, naquela semana e somente nela, darmos a capa. No mundo perfeito, ninguém publica dossiês em que a privacidade de alguém é invadida, e não estou falando apenas em privacidade financeira. Mas o mundo não é perfeito. Tive, na ressaca do episódio, uma demonstração de cavalheirismo que jamais esqueci da parte de João Roberto Marinho, que é uma espécie de editor das Organizações. João, como é chamado informalmente na Globo, comanda as reuniões de terça-feira no Conedit, o Conselho Editorial das Organizações. Em João, ao longo dos dois anos e meio em que trabalhei na Globo, conheci um homem simples, aplicado, objetivo , prático e confiável. Fala em voz baixa e nunca longamente. Não costuma interromper o interlocutor. Por não ser vaidoso num ponto excessivo sabe suas forças e suas fraquezas. Uma vez, me disse que desistiu de ser jornalista – escrever reportagens, artigos, fazer a manchete do dia etc — quando se deu conta de que não tinha talento jornalístico que o fizesse subir para além da planície. Foi para a administração. Admirei ali a sabedoria, o autoconhecimento. Nunca vi nada em João, nas reuniões do Conedit ou em nossos despachos fora dela, que pudesse alimentar teses conspiratórias. É um sujeito que quer que sua empresa seja perene, e que batalha honestamente por isso. Você pode discordar de suas ideias – um Estado mínino tatcherista, basicamente – mas não de suas boas intenções. João realmente acredita que ali está receita para um Brasil próspero. Na reunião do Conedit em que debatemos nosso erro no caso Francenildo, João – como eu dizia – teve um gesto raro e notável. Estavam todos – com razão – incomodados. Antes que os presentes falassem o que tinham achado do papel da Época na história, ele avisou que acompanhara tudo pessoalmente. Não fosse isso, imagino a pancadaria sobre a Época e, consequentemente, sobre mim. Fiz questão, depois, de mandar a ele um email em que se mesclava agradecimento e reconhecimento. Estava claro para mim que João, no fragor do episódio, enxergou – antes que os desdobramentos viessem à tona – um bastião da estabilidade econômica, Palocci, sento torpedeado por interesses escusos. João Roberto se move claramento dentro da “common decency” de George Orwell – o conceito que o grande escritor inglês julgava que deveria nortear uma sociedade civilizada. O mesmo não se pode dizer de Palocci.
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Comentários + votados
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jb
16/02/2012 - 09:24
O feitor sim era mal visto pelos escravos, pois o senhor da casa grande sempre posava de bonzinho
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dinarte22
16/02/2012 - 09:34
A única coisa que podemos concordar no texto é sobre o Ali Kamel.
Essa intimidade com o João é comovedora. Afinal quem é esse João? Um dos filhos do falecido Roberto Marinho? Pois parece que é.
E...
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Ivan Moraes
16/02/2012 - 09:34
Estou tocado, todo mundo inocente e a media mais ainda, exceto Palloci, otimo, muito bom, uma gracinha, mas alguem entendeu a reticencia do autor ao contar sua unica anedota, sobre Marinho, ou pelo...
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Durvaldisko
16/02/2012 - 09:35
"Ode a João". Subtitulo da matéria em questão. "João",pelo descrito, é o " nosso companheiro Roberto Marinho",em nova versão. Fala-se mal de Palocci e servilmente bem, de "...
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Observadoro
16/02/2012 - 09:39
Só rindo!! A Globo só quer o bem do Brasil, mas o Palocci (e o PT) são uns imorais que não deixam. Vergonhoso esse artigo! Tenta jogar a culpa da irresponsabilidade jornalística, tanto da direção,...
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Conti-Bosso
16/02/2012 - 09:49
Pergunta que nãoo quer calar, o furo na reportagem: A Revista Época, cumpriu sua função jornalistica no caso, diante dos fatos apresentados por um lado, foi saber o que o outro lado tinha a dizer, ou...
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Luiz Gonzaga da Silva
16/02/2012 - 09:50
"Mas o mundo não é perfeito."
Pronto, está explicado o comportamento desenformativo e tendencioso da imprensa brasileira nos últimos tempos. Como o mundo não é perfeito pode-se fazer uma...
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Maria Luisa
16/02/2012 - 09:53
Eu sempre fico constrangida com jornalistas que não conseguem separar os interesses do patrão da personalidade que cultivam em publico de homens cordiais, cultos, fala mansa, sedutores... O "...
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vera lucia venturini
16/02/2012 - 09:53
Palocci frequentou a casa suspeita. Em contrapartida, Francenildo também recebeu dinheiro da oposição para denuncia-lo. Não cola a história de que um pai que ele nunca conheceu depositou dinheiro na...
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aleXandre
16/02/2012 - 09:55
Juro que eu tentei ler mesmo achando que era um descaramento. mas na part e em que ele começou a puxar o saco do patrão deu nojo. Que verme!! Puxa saco é tudo igual.
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José Luiz Rossi Passos
16/02/2012 - 09:56
E quem mais pagou o pato foi o Jorge Matoso,presidente da CEF,imediatamente defenestrado do cargo.
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JB Costa
16/02/2012 - 09:58
Qual, afinal, o tema, ou se quiserem, a finalidade desse desabafo? Uma mea culpa acerca da reportagem dando o Francenildo como achacador? As pressões a que é submetido o jornalismo? A ética nesse...
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Gente petista é outra coisa
16/02/2012 - 10:10
Assim não!!!! O povo julgou e considerou tudo que Palocci fez corretíssimo elegendo-o com uma quantidade consagradoura de voto. a justiça não só julgou super procedente...
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Eduardo Guimarães
16/02/2012 - 10:12
Há tanta mentira nesse texto que dá até preguiça comentar.
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Vantuil Barbosa Filho
16/02/2012 - 10:14
tadinhos; como são preoculpados com um Brasil próspero; esqueceu de dizer que o "criança esperança", era usado para débitos fiscais das organizações globo. Mas temos que observar, que o texto relata...
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Stanley Burburinho
16/02/2012 - 10:18
Em tempos de aprovação do ficha limpa, vão requentar muita coisa.
1 - Quem cometeu crime por ter publicado o sigilo do caseiro não foi Palocci que foi inocentado, mas a revista Época que está sendo...
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RODRIGO C MOREIRA
16/02/2012 - 10:21
Na boa? Nao entendi nada.
Ele quis assumir um erro ou puxar o saco do ex-chefe?
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Sanzio
16/02/2012 - 10:23
Alexandre,
E o mais interessante é que ele dá uma cutucada no Clovis Rossi quando diz que este embasbaca-se até hoje com o furo sobre a doença do Tancredo dado pelo velho Frias. A competição de puxa-...
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Jesus Baccaro
16/02/2012 - 10:43
Fiquei comovido de ver o tratamento pessoal entre empregado e patrão. O João é muíto simples. Puxa, quase chorei.
Porisso que hoje em dia a imprensa virou um enorme esgoto. Um sujeito que se vende...
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O feitor sim era mal visto pelos escravos, pois o senhor da casa grande sempre posava de bonzinho
Ao que tudo indica, estão tacando fogo na cortina para abafar a CPI da Privataria.
Aqui mais um indício:
Gilson Caroni Filho: Outra novela do mensalão vem aí
Mensalão: o anúncio do grotesco midiático
por Gilson Caroni Filho
A manchete do jornal O Globo, em sua edição de 15 de fevereiro de 2012 ( ” Marcos Valério é o primeiro condenado do Mensalão”), não deixa dúvidas quanto ao espetáculo que dominará páginas e telas depois do carnaval: à medida em que se aproxima o julgamento do processo que a imprensa chama de “escândalo da mensalão”, velhos expedientes são reeditados sem qualquer cerimônia que busque manter a aparência de jornalismo sério. A condenação do publicitário por crimes de sonegação fiscal e falsificação de documentos públicos seria, mesmo que não surjam provas de conduta delituosa por parte dos réus, a senha para o STF homologar a narrativa midiática e não ficar maculado pela imagem de “pizza” que uma absolvição inevitavelmente traria à mais alta corte do país.
Como destaca Pedro Estevam Serrano, em sua coluna para a revista CartaCapital,”o que verificamos é a ocorrência constante de matérias jornalísticas em alguns veículos que procuram nitidamente criar um ambiente de opinião pública contrária aos réus, apelando a matérias mais dotadas da verossimilhança dos romances que à verdade que deveria ser o mote dos relatos jornalísticos”. Os riscos aos pilares básicos do Estado Democrático de Direito são nítidos na empreitada. Serrano alerta para o objetivo último das corporações:
“E tal comportamento tem intenção política evidente, qual seja procurar criminalizar o PT e o governo Lula, pois ao distanciar o julgamento de sua concretude por relatos abstratos e simbólicos o que se procura pôr no banco dos réus não são apenas as condutas pessoais em pauta mas sim todo um segmento político e ideológico.”
A unificação editorial em favor da manutenção dos direitos do CNJ em votação de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) não revela apenas preocupação com o indispensável controle externo do poder judiciário, mas o constrangimento necessário de juízes às vésperas de um julgamento que envolve, a construção política mais cara à mídia corporativa. No lugar do contraditório, a imposição de uma agenda. Ocupando o espaço da correta publicidade dos fatos, a recorrente tentativa de manipulação da opinião pública. A trama, no entanto, deve ser olhada pelo que traz de pedagógico, explicitando papéis e funções no campo jornalístico.
O pensamento único, para o ser, não basta ser hegemônico; tem que ser excludente. Não apenas de outros pensamentos, mas do próprio pensar. Parafraseando Aldous Huxley, “se o indivíduo pensa, a estrutura de poder fica tensa”. Na verdade, na sociedade administrada não pode haver indivíduo. Apenas a massa disforme, cujo universo cognitivo e intelectivo é, de alto a baixo, subministrado pelos detentores do poder social. É nessa crença que se movem articulistas, editores e seus patrões.
Em um sistema de dominação é essa, e nenhuma outra, a função da “mídia”: induzir o espírito de manada, o não-pensar, o abrir mão da razão e aderir entusiasticamente à insensatez programada pelos que puxam os cordões. Os fracassos recentes não nos permitem desdenhar do capital simbólico que as corporações ainda detêm para defender os seus interesses e o das frações de classe a ela associadas.
Nesse processo, o principal indutor é o “Sistema Globo”, que o falecido Paulo Francis, antes de capitular, apropriadamente crismou como “Metástase”, pois de fato suas toxinas se espalham por todo o tecido social. Seus carros-chefe, que frequentemente se realimentam reciprocamente, são o jornal da classe média conservadora e, principalmente, o Jornal Nacional, meticulosamente pautado “de [William] Bonner para Homer [Simpson]“ que, de segunda a sábado, despeja ideologia mal travestida de notícia sobre dezenas de milhões de incautos
E o que “deu” no Jornal Nacional “pauta” desde as editorias dos jornais impresso – O Globo por cima e o Extra por baixo — e das revistas, “da casa” ou de uma “concorrência” cujo único objetivo é ser ainda mais sensacionalista e leviana. Algumas vezes, o movimento segue o sentido inverso: uma publicação semanal produz a ficção que só repercute graças à reprodução da corporação.
Os outros instrumentos de espetaculosidade complementam o processo, impondo suas versões de pseudo-realidade: o Fantástico, ersatz dominical do JN; as novelas “campeãs de audiência”, com seus “conflitos” descarnados e suas “causas sociais” oportunisticamente selecionadas como desconversa; e, culminando, o Big Brother Brasil, a celebração máxima da total vacuidade.
Processo análogo vem sendo usado, há mais de duas décadas, para esvaziar e despolitizar a política, reduzindo-a às futricas de bastidores, ao “em off” e aos “papos de cafezinho”; e, em época eleitoral, à corrida de cavalões das pesquisas de intenção de voto que ocupam as manchetes, o noticiário, as colunas – ah, as colunas! – e até mesmo a discussão supostamente acadêmica. A não menos velha desconversa nacional: olha todo mundo pra cá, e pela minha lente, para que ninguém olhe pra lá.
Falar-se em “opinião pública”, nesse cenário, é um escárnio. “Opinião” pressupõe um espaço interno, em cada indivíduo, para reflexão, ponderação, crítica e elaboração, não controlado pelo poder social. “Pública” requer que exista uma esfera pública, de discurso racional entre iguais, aberto ao contraditório e não subordinado aos ditames do “mercado” ou subministrado de fio a pavio pelo braço “midiático” do mesmo poder. Nem uma nem outra condição pode existir em ambiente que tenta subjugar “corações e mentes”, induzindo-o sistemática e deliberadamente à loucura social.
Avançamos bastante, mas não nos iludamos: o que vem por aí é uma luta renhida. De um lado, o espetáculo autoritário. E, de outro, a cidadania e o Estado de Direito como permanente construção.
PS do Viomundo: Vimos de dentro o processo de dar pernas às capas da Veja. Elas pulavam direto para o Jornal Nacional de sábado e ganhavam a imprensa escrita na semana seguinte. A primeira novela do mensalão ocupou toda a campanha de reeleição de Lula, em 2006. Em nome da equidade, a Globo dava 50 segundos para cada candidato. Tinha dia em que três candidatos atacavam o governo (150 segundos), contra 50 segundos de Lula.
Foi nesse período que o então editor de economia do Jornal Nacional em São Paulo, Marco Aurélio Mello, recebeu a ordem para “tirar o pé” da cobertura econômica (o crescimento da venda de cimento, no cálculo da Globo, era notícia positiva para Lula). Além disso, poderia atrapalhar a paginação do JN, que vinha carregada de matérias investigativas contra o governo.
Quando a pressão interna conseguiu emplacar uma única pauta sobre o escândalo das ambulâncias, que poderia atingir indiretamente o candidato do PSDB ao governo paulista, José Serra, ela foi feita, editada, mas nunca entrou no ar! O problema é que o escândalo das ambulâncias superfaturadas estava na conta do PT, apesar de Lula ter “herdado” o esquema do “governo anterior” (eufemismo da Globo quando era inconveniente falar em governo FHC ou governo do PSDB). A matéria arquivada tinha um único dado comprometedor: 70% das ambulâncias superfaturadas tinham sido entregues na gestão de José Serra como ministro da Saúde — e do sucessor que ele deixou na vaga quando concorreu ao Planalto, em 2002. Isso, sim, era de estragar a paginação do JN. Descrevi isso melhor no post O que eu pretendia dizer na TV sobre as ambulâncias de Serra.
Vão fazer o diabo pra que esqueçamos, sim, a natimorta CPI da privataria, Vânia.
Vão deixar os ministros da Dilma por alguns dias em paz ?
A única coisa que podemos concordar no texto é sobre o Ali Kamel.
Essa intimidade com o João é comovedora. Afinal quem é esse João? Um dos filhos do falecido Roberto Marinho? Pois parece que é.
E discutir agora o caso Francenildo, é piada. Imagine que eu sou do PFL (saudoso PFL) e quero desestabilizar o ministro, que estava dando sobrevida ao governo Lula, prestes a ser impichado. Vou ao Francenildo, que de bobo não tem nada, e acerta: vamos montar uma armadilha. Entra o dinheiro na conta, e o Ministro pega. E vai com tudo, denunciar. E aí, vem a segunda etapa do plano: vamos dizer que foi o pai do FR. que depositou o dinheiro, para que o filho que não é filho diga que o pai não é pai. Nunca vi um pai pagar para o filho dizer que não é filho. Egora vem a ilustre jornalista tecer loas ao João... via Francelino.
"(Isso não impede Clóvis Rossi de ficar continuamente embasbacado com o grande furo da doença de Tancredo Neves dado pelo velho Frias)."
Já no início começei a sentir ânsias. Com muito custo, consegui segurar o vômito no final. Uma embasbacada falando do outro.
Se o "João" entrar numa piscina, dona Nilva morre afogada. Com todo respeito.
Peço imensas desculpas à Nilva pela confusão imperdoável.
Queria me referir ao Paulo Moreira.
Nogueira, né?
Estou tocado, todo mundo inocente e a media mais ainda, exceto Palloci, otimo, muito bom, uma gracinha, mas alguem entendeu a reticencia do autor ao contar sua unica anedota, sobre Marinho, ou pelo menos entendeu a razao do "agradecimento e reconhecimento" dele?
Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.
O cara não tem medo do ridiculo. Que puxa-saquismo desenvergonhado!! Sem julgar nem o Palocci nem o Francenildo, usou-os para render uma homenagem ajoelhada a seu patrão. Que ridiculo!!!
Ivan Moraes (quinta-feira, 16/02/2012 às 10:34),
Houve um post aqui no blog de Luis Nassif em que a primeira parte do texto de Paulo Nogueira fora publicada. O post é“O caso Palocci, por Paulo Nogueira” de sexta-feira, 20/05/2011 às 08:23. O post consiste de uma chamada de Webbert para o blog de Paulo Nogueira, denominado “Diário do Centro do Mundo” indicando o post no blog de Paulo Nogueira intitulado “Palocci e o Caseiro" e contendo a transcrição do post de Paulo Noguira. O endereço não do post de Paulo Nogueira, mas do post no blog de Luis Nassif é:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-caso-palocci-por-paulo-nogueira
O texto atual sofreu complementação e perdeu a parte final do post antigo de Paulo Nogueira como tanto você pode ver lá no post de Luis Nassif como pode ler na transcrição do trecho final incluindo o último parágrafo que é igual ao do post de hoje e que eu faço a seguir:
“O erro é apenas ligeiramente mitigado pelas circunstâncias. Quando você trabalha numa revista semanal de informações, a pressão para que você consiga furos é imensa. O risco de um erro é grande – você quer muito dar o furo e em geral o tempo para checagens mais elaboradas é escasso. Você pode cometer uma barbaridade. Foi o caso nosso na Época, no chamado “Escândalo do Caseiro”.
[O parágrafo acima é igual]
Imaginávamos, ao publicar a história, que de fato tinham sido feitos depósitos na conta do caseiro. Logo ficou claro que não. Também ficou clara em pouco tempo a desfaçatez de Palocci ao dizer que não fizera o que fez.
É uma pena que a lógica do vale-tudo esteja tão incrustada no PT. Se não estivesse, a agressão de Palocci à ética — e à honestidade — no episódio do caseiro teria liquidado sua carreira no governo naquele momento. A oposição neste quesito não é muito melhor, como você pode ver nas espertezas de Serra na campanha presidencial.
Vi, à distância, Palocci voltar ao poder, sob Dilma.
Não foi um grande movimento pela moralidade da pátria”.
Bem, a minha opinião não é isenta. Ao contrário da maioria dos petistas, e ao contrário deles eu não sou petista, eu sou um admirador de Antônio Palocci. Sempre considerei Antonio Palocci o melhor quadro que o PT conseguiu formar. É uma pessoa inteligente. É uma pessoa instruída. É uma pessoa com carisma, pois por duas vezes conseguiu eleger-se prefeito de uma grande cidade e tinha a experiência de prefeito. Hoje o PT já possui quadros com essas características, mas quando Lula assumiu ele me parecia superior aos demais.
E admirava mais o Antonio Palocci pela experiência que ele adquiriu como Ministro da Fazenda. Tenho uma admiração muito grande pelos que tiveram experiência de Secretário ou Ministro da Fazenda. Só assim se descobre como são infinitas as demandas e se aprende priorizar e se descobre como é limitada a receita e difícil arrecadar mais. E a indicação de Antonio Palocci para ministro da Fazenda fora para mim a grande demonstração da capacidade de compreensão da realidade da Administração Pública que Lula demonstrava. Comparava Antonio Palocci, um político com Pedro Malan. A única interferência que Fernando Henrique Cardoso fez no ministério da Fazenda foi demitir G. Henrique de Barroso F. e mesmo assim sem pensar que ia dar um revertério tão grande. Depois disso ele ainda mais se afastou do Ministério da Fazendo. Era como se dissesse, Pedro Malan sabe mais do que eu e eu não vou interferir, o que ele fizer eu assino. Era para mim uma grande demonstração de fraqueza como gerente com vontade de assumir a condução da gerência e de tomar decisões.
Lula, ao contrário, sem ter a mínima parte do conhecimento de economia que Fernando Henrique Cardoso tinha e tem, tinha em Antonio Palocci alguém com quem ele poderia discutir.
Bem, então não sou isento em relação a Antonio Palocci. E por não ser isento tento interpretar os dois momentos de Antonio Palocci, tanto no governo da Dilma Rousseff, quando foi demitido quando no governo de Lula em benefício de Antonio Palocci. Considero nos dois casos que Antonio Palocci agiu como uma espécie de bode expiatório que se apresentou como tal. Nos dois casos ele se imolou para salvar o PT. No caso da Dilma Rousseff, a situação dele já era conhecida antes de tomar posse. Pode ser tudo fruto do acaso, mas pode ser que eles houvessem combinado antes. Com a demissão dele, Dilma ficou com força para demitir quem mais ela quisesse. Bem com os dois casos, Antonio Palocci se destruiu. Não creio que um político possa ter esse atributo do gene da autoimolação para salvar um partido, e o caso do caseiro mais lança dúvida sobre a capacidade intelectiva de Antonio Palocci, então eu penso que as duas interpretações minhas são um tanto fantasiosas.
Não falei o que eu penso sobre o texto de Paulo Nogueira. Nem explicitei a minha interpretação da ação de Antonio Palocci no governo de Lula que eu considero como sendo de auto imolação. Não disse porque a intenção é transcrever aqui a minha avaliação sobre a parte inicial do texto de Paulo Nogueira e sobre a autoimolação de Antonio Palocci no governo de Lula e que eu expressei em comentário que eu enviei sexta-feira, 20/05/2011 às 15:29, para Romanelli junto ao post “O caso Palocci, por Paulo Nogueira” em razão de dois comentários dele, um de sexta-feira, 20/05/2011 às 07:50 e outro de sexta-feira, 20/05/2011 às 08:06. Disse então eu lá:
“Romanelli (sexta-feira, 20/05/2011 às 07:50 e sexta-feira, 20/05/2011 às 08:06),
Eu tenho uma interpretação diferente para o episódio da quebra de sigilo do caseiro. Lula chegou para Palocci e disse: Olha Palocci, o Geraldo Alckmin vai fazer campanha dizendo que ele é médico e se apresentara como se fosse a reencarnação de Juscelino Kubitschek e que se um médico fez o que Palocci fez no Ministério da Fazenda imagina o que Geraldo Alckmin, um médico, fará na presidência da República.
Palocci então retrucou para Lula: Pode deixar presidente que eu vou resolver o seu problema. E então, surgiu o episódio da quebra do sigilo bancário. Na campanha, era Lula que podia dizer: Se um médico fez o que Palocci fez no Ministério da Fazenda imagina o que Geraldo Alckmin, um médico, fará na presidência da República.
Sim, porque o que Antonio Palocci fez no Ministério da Fazenda é crime e ele devia ter sido condenado por isso.
Penso que Antonio Palocci teria tramado essa artimanha porque ele conhecia a nossa impressa (Por sinal igual a de qualquer lugar do mundo, como demonstra o episódio Plame, quando jornalistas (?) a serviço de Richard “Dick” Cheney, Vice presidente dos Estados Unidos na administração passada, revelaram a identidade de uma espiã da CIA) sabia que o mundo não era perfeito e que não havia jornalista na revista Época para contar o que de fato acontecera.
É claro que isso é só uma interpretação minha para a quebra de sigilo.
De todo modo o mundo não é perfeito. Antonio Palocci cometeu um crime. E não houve um jornalista na revista Época para contar o que ocorrera. Contar agora, depois que o crime ficou prescrito, não é coisa séria”.
O caso de Valerie Plame é muito instrutivo e, embora eu considere um pouco tendenciosa a matéria no Wikipédia, vale à pena deixar o link para a matéria lá, se bem que muito provavelmente você já o tenha lido não só nesta versão da Wikipédia como em outras versões. Na Wikipédia o link é:
http://en.wikipedia.org/wiki/Plame_affair
E quanto ao acréscimo que Paulo Nogueira fez ao texto dele, eu avalio que a emenda ficou pior que o soneto. A interrogação que eu coloquei depois do termo jornalistas no caso Valerie Plame é muito mais justo se apor o interrogativo nas referências a jornalistas em casos como os que ocorrem no Brasil.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 16/02/2012
"Ode a João". Subtitulo da matéria em questão. "João",pelo descrito, é o " nosso companheiro Roberto Marinho",em nova versão. Fala-se mal de Palocci e servilmente bem, de "João". Nas minhas lembranças ,as poucas preservadas pelo Alzheimer,não lembro de texto mais rebarbativo e mal redigido.
Parece confirmar que a revista semanal dos Marinho, é quarto de despejo da redação do O Globo.
Só rindo!! A Globo só quer o bem do Brasil, mas o Palocci (e o PT) são uns imorais que não deixam. Vergonhoso esse artigo! Tenta jogar a culpa da irresponsabilidade jornalística, tanto da direção, quanto do editor e jornalistas da revista, para um cadáver político, que é o que o Palocci representa hoje.
Era melhor ter ficado calado!!
Pergunta que nãoo quer calar, o furo na reportagem: A Revista Época, cumpriu sua função jornalistica no caso, diante dos fatos apresentados por um lado, foi saber o que o outro lado tinha a dizer, ou seja, perguntou a Francelino sua versão dos fatos?
Tenho a impressão que não, seria esse o jornalismo de quinta categoria?
La nave va
Engenharia de idéias e dos laços sociais: “A vida é o que acontece com você, enquanto você está muito ocupado fazendo outros planos”.
"Mas o mundo não é perfeito."
Pronto, está explicado o comportamento desenformativo e tendencioso da imprensa brasileira nos últimos tempos. Como o mundo não é perfeito pode-se fazer uma apuração "nas coxas" que está tudo bem.
Eta mundo cruel!
Desinformativo
Eu sempre fico constrangida com jornalistas que não conseguem separar os interesses do patrão da personalidade que cultivam em publico de homens cordiais, cultos, fala mansa, sedutores... O "doutor" Roberto era assim mesmo.
Outra coisa, dizer que os outros telejornais "copiam simplesmente o JN" é sinal de que Paulo Nogueira não assiste a nada que não seja do grupo Globo.
Palocci frequentou a casa suspeita. Em contrapartida, Francenildo também recebeu dinheiro da oposição para denuncia-lo. Não cola a história de que um pai que ele nunca conheceu depositou dinheiro na sua conta. E o objetivo era enfraquecer o governo Lula.
Aquele foi um dos períodos mais ignóbeis da política brasileira onde a oposição não se fez através de propostas mas de golpes baixos. Palocci também jogou baixo.
Vera Lucia Venturini
Juro que eu tentei ler mesmo achando que era um descaramento. mas na part e em que ele começou a puxar o saco do patrão deu nojo. Que verme!! Puxa saco é tudo igual.
Alexandre,
E o mais interessante é que ele dá uma cutucada no Clovis Rossi quando diz que este embasbaca-se até hoje com o furo sobre a doença do Tancredo dado pelo velho Frias. A competição de puxa-saquismo entre o Rossi e ele deve dar empate.
E quem mais pagou o pato foi o Jorge Matoso,presidente da CEF,imediatamente defenestrado do cargo.
Pois é, o Palocci foi inocentado e o Mattoso condenado. Um é político de longa data e com problemas idem, o outro é professor universitário. Mas história pessoal não conta. A Justiça concluiu que Mattoso é culpado, mas que não há provas de que Palocci lhe pediu a quebra de sigilo. Prova não vão encontrar nunca mesmo, esse tipo de coisa não se pede por ofício, e Mattoso não tem vocação pra ser um Bob Jefferson e jogar tudo no ventilador. Mas se muitos aqui tivessem um pingo de bom senso (pra não dizer outra coisa), antes de defenderem tão veementemente Palocci poderiam se dar ao trabalho de dar uma esticada até Campinas pra ver por onde anda o Mattoso. O sujeito continua levando a mesma vida simples que levava antes, com a diferença que agora responde na Justiça por um crime conhecido no Brasil inteiro. Se um dia desses passarem por lá, perguntem a ele o que acha de Palocci, Francenildo e cia.
Palocci quase derrubou Lula em 2006 e impôs seu nome a Dilma em 2010, com a truculência e a falta de inteligência com que a ala paulista do PT usualmente agem (e quem tem dúvida que vá ler o livro da Privataria pra conferir). A diferença é que, ao contrário de Lula, Dilma não estava fragilizada e não tem sangue de barata. Por isso Palocci caiu e caiu sozinho. Na verdade ele já havia caído desde 2006, mas o pessoal do PT tem memória muito curta. Até aí é explicável. O que não se explica é como gostam, de fazer o jogo da mídia. A mídia bateu em Palocci impiedosamente para derrubar Lula e Dilma, é óbvio. Como também é óbvio que para tanto ela contou com a falta de senso de muitos petistas, que acreditam que Palocci deve ser defendido porque se cair, cai o presidente também. Tolice pura, que Dilma tirou de letra. Por isso ela não está nem aí pro que pensa o jornalista aí de cima. Ao contrário daqueles que ainda se apegam à figura de Palocci, o injustiçado. Que tem sorte, entre outras coisas, que o Mattoso é um sujeito simples demais pra ser vingativo, senão já teria contado o "seu" lado da estória..
Ainda rende essa coisa
Esse pessoal tem memoria seletiva
hehehe
Qual, afinal, o tema, ou se quiserem, a finalidade desse desabafo? Uma mea culpa acerca da reportagem dando o Francenildo como achacador? As pressões a que é submetido o jornalismo? A ética nesse último(se é que existe isso na Organizações Globo)? Lembrar que a imprensa escrita(oh glória!) pauta o todo-poderoso Jornal Nacional? Divulgar o livro do autor? Ou simplesmente puxar o saco do João Roberto Marinho?
Realmente, Costa, são muitos os temas do texto e nenhuma relevância. Ressoa demagógico. Colocar a culpa de algum equívoco nas pressões diárias a que o jornalismo é submetido é muito "deja vu". Sem essa. Se pressões têm culpa, o motorista de ônibus que causa acidente, os atendentes de saúde que erram de forma fatal, todos podem jogar a culpa nas pressões trabalhistas. Jornalista não é ninguém especial e esse texto é mais puxa saco do que outra coisa. Lamentável, principalmente com a visibilidade ambicionada no Jornal Nacional. Que pobreza.
"Diário do Centro do Mundo"?!
Autor que cita um caso Palloci para chegar a uma questão pessoal com um Marinho.
Deveria ser então "Diário do Meu Umbigo".
Esse cara deveria estar escrevendo para pedir desculpas por fazer parte do anti-jornalismo do Pig, que após muita "desendação" se converteu em jornalista, finalmente, e não para vir dizer que um tal de João Marinho é "legal".
E o Paulo Nogueira é considerado dos melhores. Vergonha alheia.
O Palocci nunca transmitiu pela sua postura e atitudes um perfil petista.
O Palloci não é petista, não pensa como petista, não tem cara de militante petista, o Palocci apenas se aproveitava do PT para se promover, como foi acusado, e se negou "abrir o jogo", bem feito ganhou um pé na bunda.
"Há um mito segundo o qual Ali Kamel, editor do JN, é uma cabeça. O produto desmente cabalmente este mito. O JN é barulhento e pedestre. Grita, mas não pensa."
Aqui o Paulo Nogueira acertou, será que ele sempre pensou assim, ou só agora que não está mais nas organizações.
"Em João, ao longo dos dois anos e meio em que trabalhei na Globo, conheci um homem simples, aplicado, objetivo , prático e confiável. "
Será que o João com todas essas qualidades, não percebe que os comentaristas economicos da sua empresa, fazem comentários que não condiz com um Brasil real, com um Brasil que está em crescimento, gerando emprego, pessoas entrando na universidade, um Brasil que está sendo reconhecido lá fora, mas para os comentarista da globo, o Brasil é uma droga.
João,( desculpe a intimidade) estude e descubra mais sobre a classe C, você vai se surpeende com esse novo Brasil.
gAS
Cuidado com o que você pensa, pois a sua vida é guiada pelos seus pensamentos. Salomão
Assim não!!!! O povo julgou e considerou tudo que Palocci fez corretíssimo elegendo-o com uma quantidade consagradoura de voto. a justiça não só julgou super procedente tudo que Palocci fez, deixou até quase claro que se ele tivesse cofiscado tudo e jogado na lata de lixo, ainda nem seria motivo para ninguém dizer nada.
Há tanta mentira nesse texto que dá até preguiça comentar.
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