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COMUNICADO 2 de Setembro de 2010 - Decisões de política monetária
http://www.ecb.int/press/pr/date/2010/html/pr100902.pt.html
Na reunião de hoje, o Conselho do BCE decidiu que a taxa de juro aplicável às operações principais de refinanciamento e as taxas de juro aplicáveis à facilidade permanente de cedência de liquidez e à facilidade permanente de depósito permanecerão inalteradas em 1.00%, 1.75% e 0.25%, respectivamente.
O Presidente do BCE exporá as razões que determinaram estas decisões numa conferência de imprensa a realizar hoje às 14h30 (CET).
Banco Central Europeu
Direcção de Comunicação
Divisão de Imprensa e Informação
Kaiserstrasse 29, D-60311 Frankfurt am Main
Tel.: +49 69 1344 7455, Fax: +49 69 1344 7404
Internet: http://www.ecb.europa.eu
2010
CRIME
Por esse cálculo a inflação projetada é 4,9% (1,1075/1,056-1)
Mas há um IRRF de 15%, que teríamos que ver se é presente em outros países (possivelmente não), então a taxa líquida de impostos é 9,14% a.a.
1,0914/1,049 leva a uma taxa real líquida de inflação, para o investidor, de 4,0%; que não é 5,6% mas mesmo assim é elevada.
Para igualar com o mercado intl e ao mesmo tempo não ficar abaixo da remuneração legal mínima da caderneta de poupança (6,2% a.a.), a Selic teria que ficar entre 8.0 e 8.75 (que foi a que prevaleceu no ano de 2009.)
Menos que isso seria muito difícil e levaria a redução das taxas de poupança e investimento, também críticas no Brasil. Um problema no Brasil é como administrar a demanda reprimida por muito tempo, tanto que mesmo com elevadas taxas de juros o endividamento das famílias cresce.
Sempre nesse assunto imagina-se que redução de juros levaria a desvalorização do câmbio. Não é assim. A China pratica taxas reais positivas de juros relativamente elevadas e seu câmbio não valoriza. O Japão paga juros reais negativos e o Iene não desvaloriza.
Em 2012 pense, vote, faça um Brasil anti-homofóbico!
Gunter, quando você diz que uma redução de juros no Brasil não levaria necessariamente a uma desvalorização do câmbio, você cita como exemplos a China, com juros relativamente altos e câmbio desvalorizado, e o Japão, com juros baixos e câmbio valorizado.
Meu questionamento é quanto à validade desses exemplos para justificar a teoria de que uma redução dos juros não afetaria a taxa de câmbio no Brasil, principalmente quando muita gente parece pensar diferentemente.
No caso do Japão, eu li (Wikipedia) que no começo de 2007, estimava-se em um trilhão de dólares o dinheiro investido em “carry trade” com o yen. Devido ao nível baixíssimo das taxas de juros no Japão desde os anos 90, investidores tomavam empréstimos em yens para a aplicar em outras moedas, incluindo “subprime ‘ nos Estados Unidos e BRICs.
A valorização do yen não poderia ter sido devida à demanda da moeda japonesa para aplicação em operações de “ carry trade”?
Em outras palavras, situação totalmente diferente à do Brasil.
Nesse caso acho que a situação não é tão diferente, pois continua a demanda externa pela moeda nacional, o que a valoriza. Se os juros baixarem no Brasil continuarão em termos nominais elevados. Não vão cair abaixo de 8 pp (em função da TR mínima de 0.5 ao mês), o que é alto internacionalmente do mesmo modo. E não há risco cambial devido às favoráveis relações de troca (o deficit em conta corrente está sendo superestimado.) É o que vem ocorrendo desde 2005 : juros caem seguidamente e Real valoriza simultaneamente.
O processo tem que começar pelo câmbio : primeiro aumentar a demanda por divisas externas, por fundo soberano e arcando com o diferencial de juros. A desvalorização cambial sendo mais ou menos equivalente à inflação inibirá capitais especulativos, que não serão mais necessários para financiar as contas externas (graças à desvalorização), pois não haverá mais ganho real. E empresas brasileiras deixarão de tomar empréstimos em divisas.
Eu acho que não há mágica. É necessário mexer em tributação primeiro:
a) criar imposto de exportação flexível, de algum modo vinculado às cotações cambiais
b) reduzir a remuneração da caderneta de poupança, cujo mínimo legal é maior que qualquer aplicação no exterior (a alternativa é aceitar inflação maior) Não deve haver outro país do mundo com uma taxa nominal mínima de 6.2 a.a. garantida pelo governo, mas mexer nisso já deu ruído no final de 2009.
c) aumentar a formação de reservas, de modo ao câmbio desvalorizar controladamente
d) ao final reduzir os juros nominais.
Com a estrutura atual da nossa pauta de exportações, com a demanda doméstica aquecida e com baixo desemprego, reduzir juros não levaria a desvalorização, mas pode levar a menor propensão a poupar.
Em 2012 pense, vote, faça um Brasil anti-homofóbico!
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