O Brasil de Lula, segundo Perry Anderson

Folha de S.Paulo - Toda Mídia - Nelson de Sá: O Brasil de Lula - 25/03/2011

TODA MÍDIA

NELSON DE SÁ nelsonsa@uol.com.br

O Brasil de Lula

Destaque da capa do novo ""London Review of Books", o historiador Perry Anderson publica em dez páginas o ensaio "Lula's Brazil". Abre dizendo que, "contra o ditado inglês, nem todas as vidas políticas terminam em fracasso", mas é fato "raro":

"Hoje, há um só governante no mundo que pode reivindicar a realização, o ex-operário que em janeiro deixou de ser presidente do Brasil, com popularidade de 80%. Por qualquer critério, Luiz Inácio da Silva é o político mais bem-sucedido de seu tempo."

Atribui ao "conjunto excepcional de dons pessoais, uma mistura de calorosa sensibilidade social e frio cálculo político". Mas "nunca foi só triunfo pessoal" -citando "a extraordinária insurgência sindical que criou o primeiro -e único- partido político moderno do Brasil", uma "organização de massa".

O longo ensaio termina levantando dúvidas sobre "progresso sem conflito". Mas o historiador marxista afirma que, no Brasil, "se a melhoria passiva virasse intervenção ativa, a história teria outro fim".

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27 comentários
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Ivan Moraes

Esse artigo eh barbaro.  (Ainda tou lendo...)

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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Marcia

Ivan,  aonde vc está lendo mais que eu?kikikiki, o computador voltou a ter juízo, a loucura foram os trojans, cavalos de tróia. Que horror!

 
 
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Geraldo Roberto Pereira de Carvalho

eu conheço um pouco da obra do perry anderson q aliás foi (ou é)  ligado ao emir sader (e acredito q tb ao marco aurélio garcia). gde intelectual, vou procurar o artigo, com certeza segue seu padrão analítico q é bastante alto. anderson é a lembrança recorrente, da superioridade teórica do marxismo. ele pertence a uma longa tradição de refinados pensadores marxistas ingleses, de raymond williams a eric hobsbawm.

 
 
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Fabio (o outro)

Não é esse daí que é chamado no meio acadêmico de PORRE ANDERSON ? 

 
 
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Adriano S. Ribeiro

O Brasil de Lula
Perry Anderson, London Review of Books, vol. 33, n. 7, 31/3/2011, pp. 3-12 [excerto, trecho final]

Tradução: Coletivo Vila Vudu

“A geração que chegou ao poder naquele período havia passado por dois tipos de derrota: derrotados pelas ditaduras que esmagaram a esquerda imediatamente depois da Revolução Cubana e derrotados pelos sistemas de livre mercado que foram, para uns o preço, para outros o prêmio, da democratização. Essas derrotas misturaram-se numa única herança. Formas anteriores de radicalismo, político ou econômico, foram apagadas da pauta social. Mas as massas tampouco abraçaram com paixão os regimes neoliberais para os quais os generais haviam pavimentado o caminho. (...) Pela primeira vez, os brasileiros politicamente ativos estavam conectados numa rede continental com os povos falantes do espanhol nas Américas.

As solidariedades daquele período continuam ativas na paisagem política de hoje entre os governantes de esquerda, o que deu ao Brasil ambiente acolhedor. Numa dialética regional, as diferenças entre todos foram trabalhadas não raras vezes para beneficiar todos, com Lula estendendo um manto de amizade protetora a regimes – Bolívia, Venezuela, Equador – mais radicais que o seu, beneficiando-se, ao mesmo tempo, na opinião internacional, de uma opinião favorável, na comparação, entre sua moderação e o extremismo dos outros.

No mesmo período, o contexto internacional foi benéfico para o Brasil, além do cenário regional. Por um lado, os EUA deixaram de poder manter-se absolutamente concentrados no continente, depois que declararam a Guerra ao Terror no Oriente Médio e no Oriente mais remoto e na África. Com o Iraque, Afeganistão, Iêmen, Paquistão, Egito como linhas de frente da sua estratégia, os EUA, não tinham como dar muita atenção ao hemisfério.

Bush fez uma visita distraída a Brasília, e Obama deve fazer a sua, nesse mês de março. Haverá efusivas saudações ao primeiro presidente mulato dos EUA, como os brasileiros o veem (...). Mas ninguém espere que a visita venha a ser qualquer coisa além de cerimonial. Os mecanismos de supervisão, que ainda operavam com eficácia no governo de [Fernando Henrique] Cardoso, agora enferrujaram. Não só as incursões militares pelo oriente ao longo da última década, mas a bolha financeira que os precedeu e acompanha, enfraqueceram as relações entre EUA e Brasil, com vantagem para o Brasil.

Depois que a economia dos EUA passou a ser dependente de injeções cada vez mais fortes de dinheiro barato – primeiro, nos governos Clinton e Bush mediante taxas de juro muito baixas, e agora, no governo Obama, graças às máquinas de imprimir dinheiro –, o capital externo necessário para sustentar o crescimento da economia brasileira tornou-se cada vez mais e mais acessível, e a custos cada vez mais baixos. Se o fluxo de dinheiro ameaça hoje afogar o real, aí está outro, mais um, sinal perverso de o quanto se alteraram as posições relativas de EUA e Brasil. Para o Brasil, ainda mais decisivo que o encolhimento dos EUA, foi a ascensão da China como poder econômico, principal mercado para os dois principais itens de exportação do Brasil e fiel do equilíbrio da balança comercial brasileira. O longo boom chinês afetou todo o planeta, mas o Brasil talvez tenha sido o país no qual fez a maior diferença. Enquanto os EUA naufragavam e a República Popular da China viajava com vento de popa, esses mesmos ventos abriram passagem para uma nova direção social.

 

Se se manterão os avanços que o Brasil obteve é questão hoje indecidível. Não há dúvida de que houve uma emancipação. Mas a história do Brasil oferece paralelo e antecedente que justifica muitos temores. No final do século 19, a escravidão foi abolida no Brasil virtualmente sem derramamento de sangue, o que contrasta com o virtual massacre no qual terminou, não previsto nos movimentos iniciais da mesma abolição, nos EUA. Mas o preço que se pagou pela abolição no Brasil não foi baixo só no número de mortos em guerra: o preço da terra era também muito baixo, então, porque a emancipação foi tardia, quando a população de escravos já diminuía e a economia da escravatura estava em estado avançado de declínio. Não foi só negócio entre as elites; o abolicionismo popular também teve iniciativas imaginativas, embora sem agitação social de monta. Mas quando veio, os donos de escravos de modo algum estavam arruinados, e os escravos só conquistaram a liberdade formal, legal. Em termos sociais, os efeitos imediatamente posteriores foram modestos: o principal deles foi o aumento da imigração de trabalhadores europeus.

Vê-se aí, talvez, mutatis mutandis, alguma semelhança com o Bolsa Família, o crédito consignado, o salário mínimo? Lula gostava de dizer que “Cuidar dos pobres é barato e fácil”[1] . Estimulante? Perturbador? A ambigüidade moral dessa frase pode fazer dela uma espécie de epitáfio do governo Lula. Comparado aos antecessores, Lula teve imaginação suficiente, nascida da identificação social, para ver que o estado brasileiro tinha dinheiro para ser um pouco mais generoso com os mais pobres, e o fez ser, por vias que fizeram diferença substancial na vida de milhões de pessoas. Mas essas concessões custaram pouco aos ricos, os quais, qualquer conta que se faça, ganharam mais – muito mais – nesses anos, do que jamais antes.

Pode-se perguntar se isso faz alguma diferença real. Não será exatamente o que se espera de projetos só econômicos, um optimum de Pareto? Onde ou quando o ritmo do crescimento não se mantiver, os descendentes dos escravos talvez revivam tempos não muito diferentes dos tempos da abolição. Desde o tempo em que foi adotada, logo depois da abolição da escravatura, o motto  Comteano inscrito na bandeira do Brasil – Ordem e Progresso –, sempre foi esperança desfraldada ao vento. Progresso sem conflito; distribuição sem redistribuição. Historicamente, não parecem momentos semelhantes?

 

Mas talvez os tempos não sejam os mesmos. A última década não assistiu a qualquer mobilização das classes populares no Brasil. O medo da desordem e a aceitação da hierarquia, que mantêm os movimentos populares separados entre si na América Latina são legado da escravidão. Mas embora a melhoria material não seja empoderamento social, uma pode levar ao outro.

O extraordinário peso eleitoral das populações mais pobres, somado à gigantesca escala da desigualdade econômica, para não falar da injustiça política, faz do Brasil uma democracia diferente de qualquer outra do norte, mesmo daquelas nas quais as tensões de classe foram um dia muito mais altas, ou o movimento trabalhista muito mais forte. A contradição entre essas duas magnitudes só agora está começando a operar. Se o melhoramento passivo algum dia levar à intervenção ativa, a história, dessa vez, poderá levar a outro resultado.”

+++++++++++++++++++++++++++++

[1] “A coisa mais fácil para … um presidente da República é cuidar dos pobres. Não tem nada mais barato do que cuidar dos pobres.” Foi dito em discurso aos novos ministros, dia 31/3/2010. Naquela ocasião, já se convertera numa espécie de motto, repetido em várias ocasições.

 
 
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César

Uhuuuuuuuuu! É Lula! É nois! rsrs

Sou lulista e não nego!

 
 
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Marcia

Eu também,  e se falarem mal de Lula na minha presença aí rola contestação, discussão, etc. Sempre gostei e admirei Lula, sempre, desde  que ele era sindicalista.

 

Lula  fez  muito pelo Brasil, desde sempre. Se hoje vivemos numa democracia muito tem a ver  com  os posicionamentos  dele.

 
 
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priscila maria presotto

Eu tb III!

 
 
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Juliano Santos

Ih, eu admiro o nosso Lulão também, mas desisti de contestar os anti-lulistas, que no meu meio, a classe média do Rio, são muitos.

Confesso que não tenho mais saco para responder ao lenga-lenga contra o Nunca Dantes que eles replicam do pig. Só o faço quando a desinformação piguenta chega às raias do insuportável, o que por sinal, admito, não é raro.

 

Juliano Santos

 
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Lucas s. b.

o metalúrgico, o sindicalista, o eterno presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva a quem eu quero homenagear colocando a gravacao de um discurso de mais de 30 anos no estadio da Vila Euclides cenário de revelação de um líder de massas de carisma único.

http://www.brasilwiki.com.br/noticia.php?id_noticia=38068

 
 
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Marcelo Vieira

Artigo de primeira. É um prazer de ler.

 
 
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Alessandro Bispo

Nassif, fugindo um pouco do assunto, olha só o que a FSP acaba de descobrir:

 

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2011/03/25/governo-de-sp-deixou-de-...

 
 
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Ivan Moraes

A falha so nao descobriu antes porque o dinheiro do assoreamento estava indo pra media brasileira, inclusive ela.  Agora eles dizem isso?

Agora eh tarde pra culpa deles se esvair no ar.

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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Juliano Santos

Ivan, a culpa deles não se esvai no ar porque se afogou na merda

 

Juliano Santos

 
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Ivan Moraes

(kkkkkkkkkkkk...)

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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Oda Nobunaga

A Veja publicou uma entrevista do Arruda esses dias que foi feita em setembro do ano passado. Atenção, governantes do Brasil, assinem jornais e revistas do PIG que só terão suas mazelas descobertas depois das eleições....

 
 
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Almir Wagner

Vê-se que o Lulismo extrapolou fronteiras. Tá aí um gringo lulista de carteirinha. Sim. O Brasil também dita tendências. Por que não?

 
 
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Luiz Lima

Companheiro, você tem certeza de que leu o artigo? Nada há de mais equivocado do que considerá-lo "lulista". Reconhecer que os miseráveis melhoraram sua situação em termos absolutos, assim como reconhecer que o gov Lula tomou sim iniciativas nesse sentido, não transforma ninguém em "lulista". É necessário - e é isso que o artigo de PA esboça - entender a gênese e os limites deste processo: tratam-se de concessões que o capitalismo tem de fazer pontualmente - e as faz, porque tem flexibilidade para tal - e que têm como característica histórica sua reversibilidade, isto é, podem ser reclamadas às classes subalternas em momentos de crise do capital. É dessa reversibilidade que se fala quando se menciona a "questão indecidível".

 
 
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Juliano Santos

Pois é, e o povão em sua infinita sabedoria intuiu isso e não caiu na balela da "necesidade 'democrática' de alternância de poder"

 

Juliano Santos

 
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luiz carlos

Luiz, é sempre um prazer ler teus comentários. Abraço!

 
 
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Agarwaen

O artigo de Perry Anderson é bastante completo, ele vai desde um resumo dos dois mandatos, como Lula chegou ao poder, as diferentes interpretações (cita o Singer e o Chico de Oliveira) e até a mídia brasileira ele analisa.

Aqui o link do texto inteiro, no original em inglês:

 

http://www.lrb.co.uk/v33/n07/perry-anderson/lulas-brazil

 
 
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Sérgio F. Castro

Obrigado pelo link!

 
 
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Juliano Santos

Caramba, como o Lula escrito em inglês é diferente do escrito em português. Parecem ser pessoas distintas

 

Juliano Santos

 
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Calvin

 

Ainda existem marxistas? Não em Moscou ou Pequim....

 
 
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Orlando Soares Varêda

 

Provavelmente na academia da direita brasileira cujo professor raimundo, digo, cardoso, é tratado como intelectual brilhante.

Mudando de pau pra cacete. De fato Juliano Santos, alguns se afogaram na merda, mai,s resta uma alma penada de vulgo zé serrote que ainda vaga se esvaindo em sandices e recalques.

Orlando

 
 
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Alarcon

Da Série:
PARA QUE NUNCA SE ESQUEÇA | PARA QUE A TROLLHA SEMPRE REENLOUQUEÇA | N° 9.813

Revista Time | Personalides do Ano | Líder
Lula da Siva

 

Quando os brasileiros primeiro elegeram Luiz Inácio Lula da Silva presidente, em 2002, os barões do país [robber barons] checaram o tanque de combustível de seus jatos privados. Eles haviam tornado o Brasil um dos países mais desiguais da terra e então parecia ter chegado a hora da “vingança”. Lula, 64, era um filho genuíno da classe trabalhadora da América Latina — na verdade, um membro fundador do Partido dos Trabalhadores — que tinha sido preso por liderar uma greve.

Quando Lula finalmente conquistou a presidência, depois de três tentativas fracassadas, ele era uma figura familiar na vida nacional. Mas o que levou à política? Foi seu conhecimento pessoal do quanto é duro para muitos brasileiros trabalhar para sobreviver? Ser forçado a deixar a escola na quinta série para ajudar a família? Trabalhar como engraxate? Ter perdido um dedo em um acidente de trabalho?

Não, foi quando aos 25 anos de idade ele viu a esposa Maria morrer durante o oitavo mês de gravidez, junto com o filho, por não poderem pagar um tratamento médico decente.

Há uma lição aqui para os bilionários do mundo: deixem as pessoas terem bom atendimento médico e elas vão causar muito menos problemas para vocês.

E aqui há uma lição para o resto de nós: a grande ironia da presidência de Lula — ele foi eleito para um segundo mandato em 2006 e vai servir até o fim do ano — é de que quando ele tenta colocar o Brasil no Primeiro Mundo com programas sociais como o Fome Zero, desenhado para acabar com a fome, e com planos para melhorar a educação disponível para os trabalhadores do Brasil, faz os Estados Unidos parecerem cada vez mais um país do velho Terceiro Mundo.

O que Lula quer para o Brasil é o que um dia chamamos de Sonho Americano. Nós, nos Estados Unidos, onde o 1% no topo da escala tem mais riqueza financeira que os 95% da base combinados, estamos vivendo em uma sociedade que está ficando rapidamente cada vez mais parecida com a do Brasil.

Michael Moore para Times

Tradução do blog do Luiz Carlos Azenha

 
 
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Eduardo003

Esta citação do texto de Perry Anderson é desonesta, pois sugere que o artigo é apenas elogioso, quando, na verdade, também faz críticas duríssimas ao governo petista. Por exemplo, quando diz que "In cash terms, the corruption from which the PT benefited, and over which it presided, was probably more systematic than that of any predecessor" ("Em termos de dinheiro, a corrupção da qual o PT se beneficiou, e em cima da qual governou, foi provavelmente mais sistemática do que a de qualquer predecessor"). Quero ver terem coragem de traduzir o artigo em sua íntegra.

 
 

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