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O boicote às cervejas artesanaisEnviado por luisnassif, ter, 11/01/2011 - 11:57Do Brejas.com.br
Por Mauricio Beltramelli * No filme Tropa de Elite, o brucutu Capitão Nascimento, coordenando o treinamento de admissão de recrutas no Batalhão de Operações Especiais do Rio de Janeiro, é pródigo em repetir a frase que virou o bordão "nunca serão". Ele se referia, no filme, às pretensões dos novos candidatos a ingressar no pelotão, exortando-os a abandonar o treinamento. Nunca serão! Pois os luminares barnabés do eficiente Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), talvez na falta do que fazer de mais últil, especializaram-se em dizer nunca serão a várias cervejas artesanais que poderiam estar nesse momento servindo aos paladares dos brasileiros. São eles, infelizmente, que aprovam a comercialização de novas cervejas no território nacional, após examinar suas fórmulas e seus rótulos. ParePra esses tão diligentes servidores públicos, cerveja é só aquela que está na propaganda da TV, aquela standard de gosto padronizado e fórmulas idem. Aquela "cerveja-arroz" da qual falei noutro artigo. Aquela que os torcedores de rótulos cultuam, cujo vencimento não pode jamais passar de seis meses da data de fabricação. Aquela, enfim. E as que não se enquadram nesse perfil? Nunca serão! A lindíssima garrafa cujas fotos ilustram esse artigo é um exemplo recente. Trata-se da inovadora DaDo Bier Double Chocolate Stout, edição comemorativa da cervejaria DaDo Bier, de Porto Alegre (RS), elaborada em mais uma feliz parceria com os homebrewers cariocas Ricardo Rosa e Mauro Nogueira após suados três anos de trabalho. A seleção de insumos é soberba, e a breja é coroada com o toque magistral do chocolate Kopenhagen 70% cacau. Chocolate não! Feitas as apresentações da cerveja aos funças do MAPA, sabe qual foi a resposta? Nunca serão! Eles fizeram valer a norma vigente — e asna, e inexplicável – que preconiza que uma cerveja nacional não pode sofrer adição de componentes de origem animal. No caso, os "hômis" encanaram com o leite em pó contido no chocolate. De acordo com Eduardo Bier, proprietário da cervejaria, a saída foi fazer um lote limitadíssimo de apenas 100 exemplares, os quais estão sendo presenteados apenas a amigos — esse escriba é um desses sortudos. Acontece que, vejam só, há outras cervejas com "componentes animais" na receita sendo normalmente importadas e comercializadas em território nacional — e aqui me absterei de mencionar seus nomes evitando despertar um insuspeito "excesso de diligência" dos funcionários ministeriais. Apenas para situar o leitor, o crivo do MAPA para as brejas importadas — estudo de fórmula, rótulo, etc. — vale tanto quanto para as produções nacionais. E, pelo menos até o momento, não se tem notícia de que quaisquer dessas brejas já aprovadas tenha levado algum degustador aos leitos hospitalares. Embora contenham os "perigosamente mortais" componentes animais, sequer um desarranjo intestinal foi relatato por quem se aventorou a degustá-las — incluindo este escriba. E qual seria a obscura razão imposta pelo MAPA segundo a qual as cervejas gringas com ingredientes "animais" passam na fiscalização, sendo que as artesanais nacionais não são aquinhoadas com a mesma sorte? Importada pode, nacional não? Imagina-se o coro de agentes do órgão, perfilados, a bradar: Nunca serão!!! O calvário em Votorantim Já para Alexandre Bazzo, cervejeiro da Bamberg, de Votorantim (SP), o caminho não é menos pedregoso. Em julho do ano passado, a microcervejaria realizou o I Concurso Paulista de Cerveja Caseira em parceria com a ACervA Paulista (associação de cervejeiros caseiros do estado), a fim de escolher a breja no estilo Extra Special Bitter (ESB) que integrará seu portfólio. Escolhida a breja vencedora, Bazzo submeteu fórmula e rótulo à apreciação dos digníssimos burocratas do MAPA. Preciso mesmo dizer a resposta? Desta feita, os sapientes conhecedores de cervejas disseram nunca serão ao "estranho" rótulo da breja do homebrewer Guilherme de Santi por desconhecerem o termo ESB. Pois bem, a mensagem está passada. Cerveja "tipo pilsen" pode — embora as "tipo pilsen" que se conhece do mercado sejam tudo, menos Pilsen –, mas Extra Special Bitter (ESB) não pode. A mentira pode, a verdade não. Bazzo já submeteu um novo rótulo para a breja com o termo "Pale Ale" no lugar de ESB aos fiscais, já que a mentira, desde que seja conhecida, é bem-vinda. Quem sabe assim, na base do auto-embuste, a nova cerveja, enfim, será? Essa é a cultura cervejeira dos illuminati do MAPA. De que adianta tentarmos criar um mercado sólido deste lado do Equador, fomentando cervejarias brasileiras ousadas e criativas, se os fiscais responsáveis por aprovar as bem-vindas criações dos cervejeiros só sabem rezar a cantilena do Capitão Nascimento? Quantas mais brejas maravilhosas seremos obrigados a não ter, em função de uma estúpida recusa dos burocratas em simplesmente informarem-se minimamente sobre estilos de cerveja? O que você disse, estilos de cerveja? Não é tipo pilsen? Nunca serão! * Mauricio Beltramelli, editor do BREJAS, é Mestre em Estilos de Cerveja pelo Siebel Institute (EUA) e Sommelier de Cervejas pela Doemens Akademie (Alemanha)
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Comentários + votados
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Josaphat
11/01/2011 - 12:11
Ontem tomei uma cerveja artesanal aqui das gerais.
Excelente!
Desce mais !
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raq_uel
11/01/2011 - 12:15
Na verdade agora é Inbev. Se não é a maior, é uma das maiores cervejarias do mundo.
Sério mesmo, será que não existe o dedinho da empresa na hora de dar um corta nas cervejas artesanais?
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Rivaldo - Salvador
11/01/2011 - 12:20
Por que não adotam outra denominação como fizeram os fabricantes de vinho espumante de uva (ex-champanhe)?
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Mario Siqueira
11/01/2011 - 12:29
Será que o cunhado do Alckmin não dá um jeitinho para liberar a cervejinha ?
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EDSON MEDEIROS
11/01/2011 - 12:33
Na verdade a pergunta foi retórica. Tenho a mesma opinião sua.
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Hans Bintje
11/01/2011 - 12:46
Eu gosto muito do Mauricio Beltramelli e respeito bastante o trabalho que ele faz tanto no Bar Brejas (Campinas - SP) quanto no site http://www.brejas.com.br/
Mas eu confesso que não estou preocupado...
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Julião
11/01/2011 - 12:56
A maioria das cervejas BOAS na Alemanha são artesanais ou de produção limitada. Varias cervejas são vendidas em apenas uma casa de cerveja (Bierhaus) e é produzida só para este bar.
Existe uma...
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Ricardo Maeda
11/01/2011 - 15:14
A Ambev no Brasil tem uma pessoa chama Milton Seligman que trabalha como relações publicas da Ambev em brasilia. Todos lá o chamam de ministro. O que vcs acham que ele faz?
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alexandre Bazzo
11/01/2011 - 16:24
Tenho mais de 8 lançamentos meu esperando aprovação no orgão, todas cervejas que iriam somar pra cultura cervejeira, muitas delas estilos inéditos no Brasil, mas vamos ao lado pratico, imaginem...
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Carlos Niviatto
11/01/2011 - 17:33
O engraçado é que nessas horas a Abradeg não se posiciona.
Qdo é pra fazer uns concursos sem credibilidade e elegeram a "cervejinha" Opa Bier como "a melhor segundo o consumidor", eles aparecem...
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Hans Bintje
12/01/2011 - 14:32
Nem precisa apelar para o estilo "Ivan Moraes", raq_uel.
O Sanzio, num comentário mais abaixo, identificou o jogo de marketing das grandes cervejarias no caso das cervejas "de prestígio" citando a...
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Marcelo Carneiro da Rocha
16/01/2011 - 13:41
Retransmito aqui meus 3 comentários sobre a questão das artesanais e o MAPA.
Por favor Nassif sou do dono da cervejaria Colorado aqui de Ribeirão Preto e já te entrevistei na Televisão pelo programa...
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Marcelo Carneiro da Rocha
16/01/2011 - 13:54
Comentario num 1 sobre o assunto não sei se consegui postar os tres juntos.
Olha gente este é um assunto que já ultrapassou qualquer razoabilidade e é exasperante, digo isto porque também sou vítima...
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Marcelo Carneiro da Rocha
16/01/2011 - 14:18
Comentario 2
Gostaria de rápido esclarecer que o registro da Appia existe mas em situação precária, há um processo correndo no Mapa onde a Colorado aliada ao Cobracem tenta justificar o uso do mel,...
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Bento Honoratto
17/01/2011 - 16:10
É verdade Hermes, essa entidade nem merecia ter o apoio de cervejarias de respeito para fazer os seus eventos.
O Brejas é um exclente canal.
Parabéns ao Maurício pela matéria, que está repercutindo...
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Ivan Moraes
11/01/2011 - 12:18
Que eh lobby nao resta duvida, Rachel, mas nao chega a ser especifico. Eh legislativo: leis contra toda e qualquer compania que tenha iniciativa brasileira e dinheiro brasileiro.
Dinheiro...
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Edemar Motta
11/01/2011 - 12:18
Dificuldades com obtenção de licenças junto a órgãos públicos? Já vi esse filme.
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Vou dar uma de Ivan agora:
ISSO É LOBBY DA AMBEV!
"Para ser tolerante, é preciso fixar os limites do intolerável." (Umberto Eco)"
Nem precisa apelar para o estilo "Ivan Moraes", raq_uel.
O Sanzio, num comentário mais abaixo, identificou o jogo de marketing das grandes cervejarias no caso das cervejas "de prestígio" citando a Schincariol. Vale a leitura.
Ambev?
Na verdade agora é Inbev. Se não é a maior, é uma das maiores cervejarias do mundo.
Sério mesmo, será que não existe o dedinho da empresa na hora de dar um corta nas cervejas artesanais?
"Para ser tolerante, é preciso fixar os limites do intolerável." (Umberto Eco)"
Na verdade a pergunta foi retórica. Tenho a mesma opinião sua.
Ontem tomei uma cerveja artesanal aqui das gerais.
Excelente!
Desce mais !
Que eh lobby nao resta duvida, Rachel, mas nao chega a ser especifico. Eh legislativo: leis contra toda e qualquer compania que tenha iniciativa brasileira e dinheiro brasileiro.
Dinheiro brasileiro eh casa da sogra, sabe como eh...
Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.
Dificuldades com obtenção de licenças junto a órgãos públicos? Já vi esse filme.
Este é o calvário sofrido por vários produtores rurais do Brasil.
Por estas e outras que a agricultura familiar no Brasil está a beira do precipício.
Somente comercialização local.
Por que não adotam outra denominação como fizeram os fabricantes de vinho espumante de uva (ex-champanhe)?
Será que o cunhado do Alckmin não dá um jeitinho para liberar a cervejinha ?
O problema é dar a poder a quem não tem discernimento. Outro dia enviei a seguinte mensagem para prefeitua em bh, e estou aguardando resposta:
"Eu como leigo, peço esclarecimentos: outro dia fui querer acender uma cigarrilha no Mercado Central e fui advertido que era proibido. Acatei, óbvio. Mas por favor, salvo engano, no local cirulam não sei quantos carros, com prejuízos à saúde ou com maior potencial poluidor que nem sei quantos fumantes.
> Então qual o sentido da proibição?
>
> Agradeço se obtiver resposta."
Em tempo, o Mercado Central é lugar coberto, mas não completamente fechado e os carros circulam (estacionamento) no segundo andar sem sparação de lage com o primeiro,
Evandro,
Por falar em Mercado Central (que saudade daquele fígado com cebola, acompanhado de uma branquinha lá de Januária - moro em Rondônia), descrevo a seguir a idiotice destes burocratas da Prefeitura de BH.
Procurei o DRH para pedir uma certidão de contagem de termpo de serviço. A moça que me atendeu exigiu os seguintes documentos: comprovante de residência, título de eleitor, BM (documento de identidade funcional daquela prefeitura), certidão de casamento, carteira de identidade, cartão do PIS/PASEP.
Argumentei com a atendente que eu queria apenas uma certidão de contagem de tempo de serviço e que exigência do BM era impossível eu apresentar, pois havia mais de trinta anos que me desliguei da prefeitura, tendo dito documento sido extraviado. Palavra da atendente: não posso fazer nada, pois isso é exigência do chefe.
Por esta e por outras é que está explicado o NUNCA SERÃO dos burocratas do MAPA.
Eu gosto muito do Mauricio Beltramelli e respeito bastante o trabalho que ele faz tanto no Bar Brejas (Campinas - SP) quanto no site http://www.brejas.com.br/
Mas eu confesso que não estou preocupado com a burocracia do MAPA e com o ranking das cervejas que o Mauricio mantém no site.
Os avaliadores das cervejas artesanais que eu produzo são meus conterrâneos aqui no Brasil. Se eles estão felizes, são alegrias e histórias que a gente compartilha e a cerveja, na ordem geral das coisas, é um elemento cultural que nos une.
Eu escrevi uma mensagem para a Conceição Lemes (Viomundo) a respeito:
Nós estamos envolvidos neste ano no projeto da nova casa em Holambra (SP) e a pobre arquiteta, a "Neidinha", está ficando quase louca conosco.
Ainda bem que ela também é da colônia, fica menos complicado tentar explicar nossas maluquices. A "Neidinha" é de uma região da Holanda em que o idioma soa mais gutural, não é gostoso de se ouvir. Mas a gente se entende e tem momentos que a conversa vira puro Monty Python para quem está de fora.
E é assim que a "brouwerij" (cervejaria, em holandês) está saindo.
O processo de fazer está sendo tão divertido quanto o produto final, me lembra até Joseph Campbell comentando Arthur Schopenhauer ( http://www.autoconhecimento.valzacchi.com.br/mp3/o%20poder%20do%20mito%2... ):
"Schopenhauer, em seu esplêndido ensaio intitulado 'Sobre a aparente intencionalidade no destino do indivíduo', assinala que, quando você alcança uma idade avançada e olha para o tempo de vida que ficou para trás, pode lhe parecer que este teve uma ordem e um plano consistentes, como se concebidos por algum romancista.
Acontecimentos que, quando ocorreram, pareciam acidentais e passageiros transformam se em fatores indispensáveis na composição do enredo. Então, quem compôs esse enredo?
Schopenhauer sugere que, assim como os seus sonhos se engendram a partir de um aspecto seu que é ignorado por sua consciência, toda a sua vida é engendrada pela vontade que há em você. E, assim como as pessoas que você teria conhecido por mero acaso transformam-se em agentes importantes na estruturação da sua vida, você também terá servido, sem o saber, como um agente atribuidor de significação às vidas de outras pessoas.
O sistema todo movimenta se e ajusta se como uma grande sinfonia, em que cada coisa inconscientemente estrutura as demais. E Schopenhauer conclui que é como se nossas vidas fossem as imagens do grande sonho de um único sonhador, em que todos os personagens do sonho sonhassem também; desse modo, tudo se liga a tudo, movido por uma vontade de vida que é a vontade universal da natureza.
É uma idéia magnífica. Ela aparece na índia, na imagem mítica da Rede de Indra, uma rede de pedras preciosas na qual, em cada cruzamento de um fio com outro, há uma pedra refletindo todas as demais. Cada coisa emerge em mútua relação com as outras, de modo que você não pode censurar ninguém por coisa alguma. É exatamente como se houvesse uma única intenção atrás de tudo, sempre com algum sentido, embora nenhum de nós saiba que sentido é, nem tenha vivido a vida que de fato tencionou viver."
Não entendo nada de cervejas, nem sou um apreciador, mas achei interessante seu comentário, ainda mais citando Schopenhauer.
Por curiosidade fui ao site do autor do texto, e pesquei uma coisa interessante: no topo do ranking das 25 cervejas imperdíveis está a Eisenbahn Lust que, pela descrição e pela foto, assemelha-se mais à um espumante de vinho que à cerveja, até no método "champegnoise", o tradicional método de fermentação na garrafa. Para um leigo como eu isso é uma descoberta que vou ter que provar.
A curiosidade fica por conta do fabricante, uma cervejaria denominada Sudbrack que pertence à Schincariol, cuja cerveja comum não é apreciada por muita gente.
É por esse motivo que eu não entrei na polêmica da "conspiração AmBev", Sanzio.
Do ponto de vista de marketing, a estratégia da Schincariol é muito boa: enquanto ela mantém a linha de cervejas mais populares - estilo "Standard American Lager" - também investe em produtos mais elaborados, "de prestígio", através de outras marcas como a Eisenbahn e a Baden Baden.
A AmBev poderia seguir uma estratégia semelhante no Brasil, comprando duas ou três microcervejarias e lançando produtos "de prestígio", mas prefere importar as cervejas mais elaboradas da Bélgica e da Alemanha, produzidas por cervejarias ligadas à InBev.
Quanto a Lust, prepare seu bolso. Existem a versão "comum" e a "prestige", a primeira custa (janeiro de 2011) em torno de R$60,00.
Se você acha caro, saiba que as belgas desse estilo, Malheur e DeuS, custam em torno de R$160,00.
Vale a pena? Na minha opinião, eu procuraria um cervejeiro artesanal da sua região e combinaria a produção de uma leva de cerveja que você aprecie.
É muito menos caro e infinitamente mais divertido!
A Colorado foi proibida de comercializar uma cerveja por que continha rapadura.
O problema da rapadura é a padronização do produto. Se, por exemplo, uma cooperativa de agricultores familiares pudesse garantir a qualidade da rapadura e produzisse em quantidades suficientes, eu adoraria acrescentar esse ingrediente nas minhas cervejas.
A cervejaria Colorado parece que conseguiu superar esses problemas, tanto que possui duas cervejas com rapadura na linha de produtos:
Colorado Indica - http://www.brejas.com.br/cervejas/brasil/Colorado-Indica/
Colorado Vintage Black Rapadura - http://www.brejas.com.br/cervejas/brasil/Colorado-Vintage-Black-Rapadura/
Assim fica difícil mesmo.
Pra eles é muito fácil dar uma de de$entendidos.
Só querem saber das de arroz...
A maioria das cervejas BOAS na Alemanha são artesanais ou de produção limitada. Varias cervejas são vendidas em apenas uma casa de cerveja (Bierhaus) e é produzida só para este bar.
Existe uma fiscalização rígida quanto a qualidade e a necessidade de usar-se produtos naturais e aprovados pelos orgãos governamentais.
A pluralidade das cervejas nos daria mais opções e mais qualidade.
Quem não se lembra da época no Brasil em que cerveja era ou Antartica ou Brama (não lembro onde é o H), sendo possivel escolher de casco claro ou escuro e nada mais, e restante todo foi comprado pelas duas e passou a produzir uma só cerveja.
julião
Os alemães têm a Reinheitsgebot.
O site do Mauricio Beltramelli explica ( http://www.brejas.com.br/reinheitsgebot.shtml ):
"Imagine-se curtindo uma ressaca de matar. Dor de cabeça, choro e ranger de dentes. E você tem absoluta certeza de que essa ressaca veio de uma cerveja sabidamente muito ruim que você tomou na véspera.
Foi exatamente o mal que acometeu Guilherme IV, duque da Baviera (região alemã onde está Munique), no dia 23 de abril do longínquo ano de 1516, quando assinou a Reinheitsgebot, ou, para os íntimos, a Lei de Pureza da Cerveja, a qual determinava que a breja local só poderia, dali em diante, ser produzida utilizando-se apenas água pura, malte e lúpulo. O fermento, por sua vez, foi incluído nesta lei algum tempo mais tarde, uma vez que ainda não era conhecido.
Guilherme tinha ótimos motivos para radicalizar. Até então, os cervejeiros da Baviera, na tentativa de 'inovar' suas receitas, incluíam ingredientes bizarros na cerveja, como fuligem e cal, o que, provavelmente, teria causado a ressaca ducal."
Olá, excelente comentário, muito bem destacado pelo Nassif.
Para mim, é uma das facetas dos criminosos de cartéis.
O Brasil está tomado por cartéis de todos os tipos e eles contaminam o poder público, especialmente quando estão em jogo os "milhões" e os "bilhões" que precisam ser transformados em políticas públicas nesta quadra de desenvolvimento na qual vivemos.
Mas, na verdade, para termos desenvolvimento, e sustentável, precisaremos nos livrar deles.
A sociedade brasileira é mais, mas muito mais criativa que esses cartéis.
Muitos aqui sabem que sou um dos fundadores e trabalhei por muito tempo na www.sociedadedosol.org.br.
A Sociedade do Sol oferece ao mundo o "Linux Solar", o ASBC, brasileiro e tropical, livre de patentes, e por isso ele é o que é, um Linux Solar.
Confiram a notícia abaixo e as que seguem depois dela.
http://noticias.terra.com.br/interna/0,,OI4819259-EI8177,00.html
MPF pede investigação por cartel no "Minha Casa, Minha Vida"
30 de novembro de 2010 ? 14h19
O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Secretaria de Direito Econômico (SDE) que investigue a denúncia de suposto cartel praticado por empresas em posicionamento dominante no mercado de aquecimento solar e que fornecem equipamentos para imóveis do programa habitacional do governo federal "Minha Casa, Minha Vida".
Segundo a denúncia do MPF, as empresas que integram a Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava), responsáveis por 80% do mercado total de coletores de energia solar, teria criado mecanismos em parceria com o Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro) "para impedir a expansão comercial da inovação tecnológica dos coletores de energia solar com o objetivo de eliminar empresas concorrentes".
Para Augusto Aras, representante do MPF junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a Abrava influencia a elaboração das normas técnicas do setor, contribui com a criação de um instrumento de qualificação de fornecedores e instaladores e divulga informações equivocadas sobre os dados técnicos dos componentes dos sistemas de aquecimento solar.
O suposto cartel teria se agravado quando a associação conseguiu que fosse incluída a exigência da utilização dos produtos das suas empresas nas obras do programa "Minha Casa, Minha Vida", passando a dominar 100% desse tipo de mercado no País. Para o MPF, se mantida a exigência da compra de materiais de empresas ligadas à associação, o governo federal pode desembolsar até R$ 400 milhões sem necessidade no programa.
A denúncia do órgão federal aponta ainda que o Inmetro utiliza um padrão de determinação de eficiência incompatível com a realidade tropical do País, induzindo os consumidores a gastarem mais água e a comprar equipamentos mais caros.
Procurada, a Abrava não havia se manifestado à respeito do pedido do MPF até o momento da publicação da nota.
O potencial do Linux Solar, brasileiro e tropical:
http://wp.clicrbs.com.br/erechim/2010/12/08/mab-implantara-sistema-de-aquecimento-de-agua-atraves-placas-solares/
08 dez11:03
MAB implantará sistema de aquecimento de água através placas solares
O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) fechou uma parceria com uma entidade alemã para a construção de unidades experimentais no Brasil de aquecedores de água utilizando a energia solar. Na região da barragem de Itá são nove os municípios contemplados, entre eles está Aratiba que vai montar no Hospital Comunitário.
Os sistemas a serem implementados são o aquecedor solar (AS) e o aquecedor solar de baixo custo (ASBC) que contemplarão quatro estados (São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). A tecnologia a ser adotada é desenvolvida desde janeiro de 1999, pela Sociedade do Sol- SoSol, que esta sediada no Centro Incubador de Empresas Tecnológicas da Universidade de São Paulo-USP.
O ato para a assinatura da doação do aquecedor solar entre o MAB e o hospital acontecerá no dia 10 de dezembro durante a comemoração de seu aniversário. A implementação iniciará a partir de janeiro de 2011.
Além de Aratiba, serão beneficiados os municípios de Barão de Cotegipe, Carlos Gomes, Charrua, Concórdia, Erechim, Itá, Marcelino Ramos e Mariano Moro.
Por Diana Rocha
E mais sobre a SoSol e seu "Linux Solar", o ASBC, assistam e leiam abaixo.
Abraços, obrigado Nassif, pois o blog está demais em 2011!
Que sigamos assim.
Gustavo Cherubine.
A explicação, por Augustin T. Woelz (inventor do ASBC, o Linux Solar):
http://www.youtube.com/watch?v=JDw2Czso80k
Semana Nacional C&T - USP - Aquecedor Solar de Baixo Custo
Para baixar o Manual do ASBC:
http://sociedadedosol.org.br/arquivos/manual-do-asbc-maio2010-v3-0.pdf
Para ver e ler depoimentos de usuários:
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=Zb1rCbWBGe0
CanalPortalBrasil - aquecedor solar
http://sociedadedosol.org.br/resultados_depoimentos.htm
http://g1.globo.com/acao/noticia/2010/09/cursos-de-hidraulica-oferecem-novas-opcoes-de-trabalho.html
Edição do dia 18/09/2010 17/09/2010 10h33 - Atualizado em 17/09/2010 10h33 Cursos de hidráulica oferecem novas opções de trabalho “Nos cursos, os alunos aprendem a fazer pequenos consertos. O aquecedor solar de baixo custo é uma alternativa para economizar energia.”
Entendendo as TSs:
“Temos que ser realistas. Por um lado, devemos buscar alternativas para não ficarmos reféns do velho sistema e, por outro, somos obrigados a estar dentro dele, continuar a produzir, não obstante as contradições, para atender as demandas humanas.”
(Leonardo Boff)
PARA BAIXAR E LER SOBRE TSs
http://www.rts.org.br/bibliotecarts/livros/rts_caminhos.pdf
http://www.rts.org.br/bibliotecarts/livros/tecsocialdessust.pdf
Três momentos de formação solar SoSol/ASBC
http://www.youtube.com/watch?v=-YVgJMs0UMg&feature=related
Formação ASBC Embu abril 2010.AVI
http://www.youtube.com/watch?v=F0L3g7bietw&feature=related
Formação ASBC 2 Embu abril 2010.AVI
http://www.youtube.com/watch?v=Wx-Kj8_YX_w&feature=related
Formação ASBC 3 Embu abril 2010.AVI
http://www.youtube.com/watch?v=r2ecMt6NqSs&NR=1
Sociedade do Sol - 04/02/2009 - Primeira parte
http://www.youtube.com/watch?v=haXK_-rmzFY&feature=related
Solar Thermosiphon Effect in Action
Solar Thermosiphon Effect Visualized and Captured on Video
http://www.youtube.com/watch?v=5uQSMD8YkGE&feature=related
Aquecedor Solar de Baixo Custo no Rio de Janeiro
http://www.youtube.com/watch?v=-zfVGUUeqds&feature=related
Aquecedor Solar usando o projeto sociedade do sol em funcionamento.
kornbh | 5 de junho de 2009
Pessoal segui o projeto da sociedade do sol e construi o aquecedor solar popular, ele tem as mesmas características dos aquecedores populares industrial só que você mesmo pode criar ele, aqui para vocês verem o projeto pronto e em escala real.
Exemplos de um Monitor SoSol (desenvolvedor Solar semelhante aos do Linux):
http://www.youtube.com/watch?v=nacqFWJkOPU
Economia de Luz com Aquecedor Solar de Baixo Custo
http://www.youtube.com/watch?v=5uQSMD8YkGE&feature=related
Aquecedor Solar de Baixo Custo no Rio de Janeiro
http://www.youtube.com/watch?v=SgEgG8_BS8o
Profissões do Futuro: Instalador de Aquecedor Solar
Presumo que o grande objetivo da Imbev é erradicar a verdadeira cerveja da face da terra.
Estou vendo a hora que os "lobbystas" da Inbev (Ambev) vão conseguir passar uma lei no congreço que proíba a fabricação de cerveja caseira, e assim sendo, nós cervejeiros seremos perseguidos como se fossemos traficantes de drogas.
A cerveja existe des de o início da civilização, acabar com ela é destruir um dos maiores ( senão o maior ) legados da civilisação.
Seriam, os donos da Inbev, extraterrestres que invadiram a terra e estão executando um plano de colonização do planeta terra baseado na destruição de nossa cultura?
Valeu pela força Nassif!
Espero que não proibam a venda de uma cerveja artesanal que leva mel em sua fórmula e que eu aprecio muito.
Infelizmente, desde o primeiro governo Lula, o MAPA foi entregue a latifundiários retrógrados. Incentivo à produção local de alimentos, somente no MDA.
O problema não ocorre apenas com cervejeiros. Produtores familiares de queijo e outros alimentos também sofrem nas garras da burocracia do MAPA.
Eduardo,
O MAPA está tentando proibir a comerciaização do Queijo Minas (Canastra, Serro e outros), apreciado em todo Brasil pelo seu saber meio ácido e meio picante, sob a furada alegação de que ele é feito de leite cru não-pasteurizado, trazendo sérios risco à saúde.
Veja você que esses queijos são fabricados e consumidos há mais de cem anos, e não se tem notícia de que alguém tenha adoecido pela sua ingestão.
Sabe o porquê disso? Pre$$ão dos grandes laticínios, que têm no Queijo Minas um grande concorrente.
Presumo que o grande objetivo da Imbev é erradicar a verdadeira cerveja da face da terra.
Estou vendo a hora que os "lobbystas" da Inbev (Ambev) vão conseguir passar uma lei no congreço que proíba a fabricação de cerveja caseira, e assim sendo, nós cervejeiros seremos perseguidos como se fossemos traficantes de drogas.
A cerveja existe des de o início da civilização, acabar com ela é destruir um dos maiores ( senão o maior ) legados da civilisação.
Seriam, os donos da Inbev, extraterrestres que invadiram a terra e estão executando um plano de colonização do planeta terra baseado na destruição de nossa cultura?
Valeu pela força Nassif!
Logico que vão tentar bloquear, as artesanais no exterior já tem 5 % do mercado aq no Brasil apenas 0,5%, vc acha q as cervejarias vão deixar o consumidor descobrir oque é cerveja de verdade, preferem vender cervejagua que sai bem mais barato. A embalagem, o Mkt e a logistica das cervejarias significam mais de 80% do valor do produto, para que eles vão vender cerveja se ganham no serviço, o imposto é cobrado na cervejaria por heclitro, e a cerveja tem um dummping de preço, assim eles ganham nos outros 3 fatores (logistica, mkt e embalagem), cujo imposto é menor.
Longe de mim lavantar suspeitas. Mas...
Haverá compatibilidade entre patrimônio e salários dos burro-cratas?
Ou, que culpa tem maria se os artesanais são pobres?
Interessante todos os comentários.
Sem querer defender os caras do MAPA mas vamos a alguns detalhes:
- Se existe uma regra, pra que tentar uma liberação se o produto não atende as especificações. O cara que está sentado lá na mesa não tem o poder de mudar as regras ele apenas obedece o que alguém escreveu.
- O que tem que ser feito é um movimento através da política (não existe outra forma) para ampliação dos ingredientes e facilitação de abertura de novas microcervejarias.
- Na prática "Como tudo funciona" As associações cervejeiras deveriam apoiar um deputado federal e um estadual em seus Estados, a partir daí poderíamos pensar em algum apoio político. Poderíamos ter em torno de 20 deputados na câmara federal, parece utópico mas pode ser real.
- É errado as Associações se aliarem a algum político em específico. Será que InBev pensa assim? Nos vários almoços, jantares, festas, encontros, etc em época de eleição quem paga a conta?
Bom, temos três anos pra pensar no assunto.
A Ambev no Brasil tem uma pessoa chama Milton Seligman que trabalha como relações publicas da Ambev em brasilia. Todos lá o chamam de ministro. O que vcs acham que ele faz?
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