O BBB e a tese da ameaça à coletividade

Por Assis Ribeiro

Comentário do post "A posição correta do MPF no caso BBB"

O colega comentarista do blog, Válber, já tinha feito uma belíssima análise, semelhante e mais profunda, sobre o maior problema de programas como o BBB, no post "Porque o BBB tem que ser proibido" que tomo a liberdade de reproduzir:

Por Válber Almeida

Nassif, parece-me que a questão deve ser tratada por outro ângulo que não o do puro proibicionismo. O que está em questão não é a mera exposição da intimidade ou da privacidade. Se fosse por isso, o caso Bianca Abnader não poderia ter sido exposto aqui, tampouco os comentadores deste blog poderiam expor suas opiniões nesta rede global de comunicação que é a internet. Quando se fala em privacidade ou privado está se referindo a um bem que, reconhecidamente, somente um indivíduo é legitimamente garantido o acesso, privando-se todos os demais do acesso ao mesmo. Individualidade é um conceito abstrato, na medida em que somos, por imposição da própria realidade, para lembrar das lições básicas de sociologia, seres sociais, ou seja, coletivos.Somos seres coletivos porque aquilo que nos torna efetivamente humanos é uma construção somente possível por meio de muitas individualidades conjugadas de modo sistêmico: a política, a economia, a cultura e, por extensão, a sociedade.  Dentre outras, é por isso que é tão difícil estabelecer a distinção entre direito público e privado. Portanto, num tribunal este discurso da individualidade ou privacidade seria facilmente derrubado por qualquer bom advogado. O que está em jogo, portanto, não é uma questão legal, de formalidade legislativa, mas uma questão de princípios jurídicos, e foi por isso que, na França, mesmo tendo assumido publicamente o seu consentimento em ser arremessado, o direito do anão de ganhar a vida por aqueles meios foi obliterado.

É simples, é o mesmo que o indivíduo que resolve ganhar a vida como assassino de aluguel. É claro que a sociedade não pode admitir esse tipo de atividade, porque ele vai de encontro à vida humana, princípio universal sobre o qual se alicerça a moral (não a ética), o Direito e o Estado Moderno -Thomas Hobbes, mesmo com toda a sua truculência absolutista, curvou-se à vida humana como princípio universal, limite último de todo tipo de arbitrariedade permitida ao Estado. Os direitos civis, direitos que garantem ao indivíduo as possibilidades formais de orientar de acordo com a sua vontade a sua própria vida e de interferir, também de acordo com a sua vontade, na vida e no futuro da coletividade, encontram seus limites nos princípios humanos, que são universais.

E o avanço do pensamento jurídico/filosófico e sociológico moderno, comprometidos, em última instância, com a construção de coletividades civilizadas, entre outros, tornou a justiça, o bem-estar social, a educação, assim como a liberdade de consciência (pensamento), de organização, de manifestação, de resistência contra a opressão ou a tirania também princípios elementares. E, quando se fala em liberdade de consciência, fala-se no acesso do cidadão a instrumentais culturais que lhe ofereçam a possibilidade de se emancipar, no sentido de poder elevar ou estética, ou filosófica, ou científica, ou moral, ou tecnicamente a sua razão e a sua consciência; e mais, a instrumentais culturais que lhe emancipem também da tirania do mercado, entendido este como uma instituição, para lembrar Polani, que sem a devida regulação das instituições sociais construídas para salvaguardar a humanidade, dilacera a humanidade, torna-se um "moinho diabólico".

Então, a questão se coloca em outros pressupostos: o BBB deveria ser proibido porque oprime o desenvolvimento da razão, dimensão fundamental do desenvolvimento da humanidade individual e da civilidade social; como decorrência, o BBB deveria ser proibido porque estimula uma cultura do mercado que dilacera a humanidade das pessoas e estimula a barbárie, o que orienta a sociedade para a contramão da civilidade; precisa ser proibido porque a nenhum indivíduo, empresa, instituição ou, mesmo, ao Estado é dado, modernamente, o direito de colonizar e oprimir a humanidade das pessoas, nem em nome do poder econômico, nem do político nem do militar.

O BBB não deveria ser proibido porque foi de encontro a uma moralidade social salvaguardada pela classe média, a mesma que, comumente, professa uma moral vencida e questionável; não deveria ser proibido porque expôs como a sexualidade que habita em nossas entranhas naturais é capaz de levar o ser humano aos atos mais baixos e animalescos: afinal, o fato de você aceitar se confinar numa casa por mais de sessenta dias expondo todas as suas individualidades já é um indicativo do quanto essas pessoas estão dispostas a descer em nome do deus dinheiro.

O BBB deveria ser proibido porque não representa nenhum ganho civilizatório, não oferece nenhum crescimento humano para quem o vivencia e para a coletividade que o aprecia e porque ele causa perdas inestimáveis aos esforços coletivos (familiares, escolares, republicanos) de desenvolvimento educacional. É aí que a vontade individual precisa ser detida, é quando a vontade coletiva está sob ataque, quando ela é posta em risco, em ameaça, que o direito entra para frear, pois, do contrário, novamente para lembrar o Hobbes, prevalecendo a vontade individual desregrada, mergulhamos na lei do "cada um por si", no estado de natureza, na "guerra de todos contra todos".

Não é, em síntese, a individualidade que não pode ser exposta, mas a coletividade que não pode ser ameaçada, em todas as suas dimensões. Assim, não se trata de não expor a individualidade, mas de não colocar em risco ou fortalecer a vulnerabilidade da coletividade.

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16 comentários
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Marcia

Para mim, por  conta  do estupro ao vivo e a cores,  esse programa deveria ter sido suspenso pelo Ministério da Justiça.

 
 
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jose francisco ribeiro

Excelente artigo. Concordo plenamente. Alem de o bbb não fomentar a evolução humana, ainda se torna um empecilho a ela. Parabens!

 
 
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IV AVATAR

Excelente artigo. Concordo plenamente. Alem de o bbb não fomentar a evolução humana, ainda se torna um empecilho a ela. Parabens! (José Francisco Ribeiro)

E nem chega a ser dionisíaco, pois que NÃO se trata de embriaguês do vinho a la Zé Celso, nada a ver com as Bacantes de Eurípedes, o conteúdo passou bem longe.

Tá mais prá...,,ah deixa prá lá, resolvi criar agora Coletivo SPIN Bacante

http://spindionisiaco.blogspot.com/

Ao que tudo indica, a Globo esqueceu-se de emitir o seguinte aviso, em texto e áudio:

"Este programa não tem cunho intelectual, destina-se exclusivamente à divulgação de mulheres nuas (ou sensuais) e/ou cenas de conteúdos eróticos, acontecidos nas dependências da casa durante o confinamento, para o que são criadas "situações especiais" entre os participantes. POR FAVOR, O CONTEÚDO É ADULTO! (Se de forma acidental alguma cena for exibida, por favor, informe que tiraremos o programa do ar)."

Ops, esqueci o link para a imagem, roubei do Miguel do Rosário

http://oleododiabo.blogspot.com/2012/01/polemicas-futeis.html

Em tempo: E falando em Baco.....Berlusconi,,,,tanto faz..;

 


 
 
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paula schmitt

oi Luís. Teu blog é excelente, fico feliz de estar te seguindo no twitter.

Minha objeção ao artigo acima: de acordo com o argumento do autor, entao prostituição tambem deveria ser proibida, assim como a venda de cachorro-quente (ainda nao descobri o ganho civilizatório da salsicha).

paula

 
 
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Vantuil Barbosa Filho

em breve teremos, ou se já não: festas regadas a bebidas e edredon; e se a moça bobear...

 
 
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Raí

Proibir ou não proibir. Eis a questão.

Num Estado dito de Direito, a entrada em ação dos mecanismos de proibição, ferem a liberdade de imprensa, porem a malversação deste direito civil e constitucional, por quem tem uma permissão pública de usar os meios televisivos e radiofônicos, sem prestar nenhuma satisfação a quem lhe concedeu esta concessão, extrapolando quaisquer limites da racionalidade, tambem está em questão.

Fosse a Rede Globo, uma empresa minimamente responsável e ciente da sua responsabidade para com a educação deste país, como tanto apregoa, nas suas chamadas referentes à Fundação que leva o nome do seu fundador, não repetiria por tantos anos seguidos, um programa de tão baixo calão, como este comprado da Endemol, cujo princípio praticado na Holanda, é antes de divertir seus telespectadores, levar cultura e educação aos mesmos, independente do retôrno comercial, que este programa traga.

Aqui não ! Para o núcleo de negócios da Globo, quanto mais sensacionalista e contundente forem as cenas que penetram nos lares, e causam estupefações, mais e mais anunciantes inescrupulosos aparecerão, para "grudarem" suas marcas e terem seus "shares" conhecidos. Daí a total desinibição da Globo, que alem de prestar este deserviço à educação brasileira, transforma o que seria um entretenimento, numa verdadeira casa de horrores e num bacanal permitido pela total falta de uma política inibidora dos excessos dos veículos sob concessão pública.   

 

Sempre ficamos mais experientes, após perdermos algumas batalhas, na guerra diária da vida.

 
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Crom

 


Concordo plenamente e vou mais longe, multa pesada e suspenção, além de processo para a possível perda da concessão.

 
 
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Anselmo Ferreira

Certa vez escrevi neste blog algumas palavras, só que em outras circunstâncias mas penso que elas cabem também para esse assunto: BBB.

Esse caos é uma dura realidade e tenho uma notícia meio fúnebre...

 e irá piorar, e muito.

 
 
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Eduardo Braga

Se for levar esta tese ai a sério, toda programação da tv de todos os canais comerciais, inclusive os fechados a cabo teriam que ser proibidos! Até programas religiosos cairiam no mesmo problema! Só restariam os educativos que dão baixa audiência! Quer melhorar o "bom gosto" do brasileiro na ESCOLHA de entreterimento na TV? Melhore o sistema educacional do Brasil! Só isto basta! Muita gente neste País não sabe usar o controle-remoto, é impressionante...

No BBB12, infelizmente, houve um crime e a direção do programa foi conivente (camara-mans e diretores machistas que não sabem diferenciar sexo consensual de estupro)! Isto certamente deveria ser punido, o modelo e a Rede Globo! Agora generalizar e criticar um jogo de entretenimento inteiro por causa deste episódio é de um exagero cômico! A agressão física que ocorreu na concorrente "A Fazenda" não despertou tanta fúria e crítica nos blogs de esquerda! Muito estranho...

 
 
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Zero

Duvido muito que um argumento como "o BBB deveria ser proibido porque estimula uma cultura do mercado que dilacera a humanidade das pessoas" sairia vencedor num tribunal nesses nossos tempos atuais. 

 

Zero

 
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Marcos Costa

Aqui um cordel cuja opnião sobre o BBB eu assino embaixo:

 

A Voz do Cordel

 

Big Brother Brasil, um programa imbecil

 

Autor: Antonio Barreto, natural de Santa Bárbara-BA,
residente em Salvador.

Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.

Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…

FIM

Salvador, 16 de janeiro de 2010

 

Marcos Costa

 
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Adjutor Alvim

 

 Desculpem ir contra a corrente, mas levado o raciocínio ao extremo, o texto defende censura.

Quem se responsabilizaria por determinar quais programas representam "ganhos civilizatórios"?

O BBB deveria ser proibido porque não representa nenhum ganho civilizatório, não oferece nenhum crescimento humano para quem o vivencia e para a coletividade que o aprecia e porque ele causa perdas inestimáveis aos esforços coletivos (familiares, escolares, republicanos) de desenvolvimento educacional.

 
 
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Carlos Roberto

Acho o BBB lamentável e aconselho a quem não gostar que não assista.


Tenho duas objeções ao artigo:


1) Que pavor em parecer que concorda com a "moral da classe média". Gostaria de saber qual moral é permitida:


Moral de classe alta: a) pode


                                  b)não pode


Moral de classe média: a) não pode


Moral de classe baixa: a) pode


                                    b) não pode


Como se diferencia a moral de cada classe social?


2) Discordo não do artigo mas de certos comentários:


Cassa o BBB e aproveita e já cassa a concessão da Rede Globo. Ainda não sugeriram mas vão sugerir: Cassa a Record, a Band, Rede TV, a Gazeta no embalo..

 
 
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Assis Ribeiro

Não pode haver liberdade, como muitos evocam, se a individualidade ferir o  coletivo.

A sociedade moderna tem uma intensa dificuldade de entender esses conceitos.

Possivemente pela influência cristã e pela influência da ciência.

Pela cristã o conceito arraigado de "pecado", pela ciência o modelo atomista, das coisas separadas, individualizadas.

Pelos dois lados, pensamos que a responsabilidade é um conceito apenas individual.

Daí a sobreposição dos direitos individuais aos coletivos.

No Brasil essa situação é agravada pelo ranço da "casa grande e senzala", onde o indivíduo "senhor" mandava na sua coletividade com o pensamento claro de que escravos eram objetos.

 

Assis Ribeiro

 
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JB Costa

Que o BBB-Bela B..... Brasil - é uma pacote de excrementos com código de barra vencido, isto não tenho dúvida. Por mim já deveria ter ido para os quintos dos infernos. É o horror, o horror....conforme diria o Cel Kurtz, personagem do livro de Joseph Conrad Heart of Dackness, no qual se baseou Coppola para fazer seu excelente filme Apocalypse Now.

Mas, agora imbuído do espírito da Regina Duarte quando vê a estrêla do PT ou a imagem do Foice e do Martelo, desembucho: eu tenho medo. Não do PT, menos ainda da foice e do martelo, mas de darmos remédio para matar o carrapato da vaca em dose que mate a própria vaca. 

Que a TV, como é sempre lembrado por gregos, troianos e até marcianos, é uma concessão pública face utilizar-se do espaço "sem dono", que adentra nas nossas casas mesmo sem o querermos e que portanto merece tratamento diferente das outras mídias, concordo inteiramente. 

Mas cuidado com o andor que o santo é de barro. Como bem levantou um comentatista que me sucedeu o excelente texto do Válber está encharcado até a alma de subjetivismo. O que diabo mesmo significa "ganho civilizatório"? E essa "vontade coletiva"? A basearmo-nos nessa última estamos é lascados: o programa é líder de audiência. Será esse coletivo majoritário "inferior" ao nosso, minoritário? 

Quando se sobreleva a categoria Moral, muito especialmente coletiva, como ponto de apoio para o encaminhamento de qualquer questão a coisa complica. Não precisa explicar do porquê. Nesse caso, resta queixar-se ao Bispo? Na minha modesta opinião o ideal seria um reexame profundo por parte do Congresso Nacional de toda a legislação constitucional e infra-constitucional(a partir do marco ZERO) que tocam a questão. Do jeito que está é que não pode. 

Qualquer iniciativa isolada nesse sentido por qualquer um dos dois outros poderes poderia ser interpretada como óbice à liberdade de expressão. 

 
 
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carlos alberto cunha

Esse problema é tão simples de resolver: aqueles que apreciam o BBB, fiquem ligados na TV. Já aqueles detratrores, desligue os aparelhos e se resolve iudo. Os dois tem respeitado os seus direitos.

 
 

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