O ataque aos tablets do MEC

Da Folha.com

MEC gasta R$ 110 mi em tablets sem plano pedagógico prévio

DE SÃO PAULO

O MEC vai gastar cerca de R$ 110 milhões na compra de tablets para serem usados em sala de aula, mesmo sem ter produzido um estudo definitivo sobre o uso pedagógico dos aparelhos. Uma licitação para a aquisição de 900 mil aparelhos teve início na semana passada.

A informação é da reportagem de Breno Costa e Renato Machado publicada na edição desta quarta-feira da Folha. A íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

A pasta afirmou que o desenvolvimento do método pedagógico vai acontecer na prática, após a aquisição das máquinas. Elas serão usadas na formação de núcleos, como parte de um plano piloto, em que professores e alunos trabalharão com os tablets para depois disseminarem o aprendizado.

A pesquisadora da UFRGS (Federal do Rio Grande do Sul) Léa Fagundes, coordenadora do programa ministerial no Sul e no Amazonas, afirma ser favorável ao uso do tablet, mas diz que a discussão sobre a compra do aparelho não passou por pedagogos.

  Colégio Israelita Brasileiro/Divulgação  
Alunos do ensino infantil do Colégio Israelita Brasileiro usam iPad em sala de aula, em Porto Alegre
Alunos do ensino infantil do Colégio Israelita Brasileiro usam iPad em sala de aula, em Porto Alegre
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69 comentários
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Erick M

Não entendi o título do post. A informação está errada? Então que o MEC apresente seu plano pedagogico.

 

Erick

 
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Antônio CDS

Repare bem no detalhe:

"A pasta afirmou que o desenvolvimento do método pedagógico vai acontecer na prática, após a aquisição das máquinas. Elas serão usadas na formação de núcleos, COMO PARTE DE UM PLANO PILOTO, em que professores e alunos trabalharão com os tablets para depois disseminarem o aprendizado."

Ora, a compra, pelo que parece, serve justamente para estudar, avaliar e desenvolver o uso dos tablets. Como já estão fazendo as escolas particulares. 

Talvez não seja do interesse da Editora do grupo UOL, que lucra com LIVROS didáticos.

Daí o motivo do ataque: business, interesse contrariado. 


 
 
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Erick M

Acho que mesmo assim precisa de um projeto pedagógico prévio. Projetos pilotos servem para aperfeiçoá-lo, não para começar do zero.

Agora, de qualquer modo, 110 milhões para um projeto piloto é muito.

 

Erick

 
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Antônio CDS

Talvez alguém que seja da área possa informar melhor sobre o assunto, mas já existe pelo menos uma  expertise mínima, adquirida no projeto Um Computador Por Aluno. Parece ser um projeto óbvio de migração.

A diferença entre um e outro é que o segundo é concorrente direto e pode melar o negócio das apostilas e livros didáticos, aposta de sobrevivência de algumas editoras ( a Abril, o ex mais óbvio). Aumentaria a concorrência: desenvolver software de conteúdo é para qualquer empresa. Desenvolver, imprimir e distribuir livros, para poucas.

Isto, aliado a velha mania oposicionista de querer dar viés negativo ao que seria uma boa notícia.

Com este viés, a notícia é o aluguel de 10.000 tablets por 138.000,00. A prefeitura de SP aluga 10.000 por um preço que o Governo compra 900.000: http://www.baguete.com.br/noticias/hardware/15/12/2011/sp-aluga-10-mil-tabletsvalor-compraria-53-mil

PS: Há a necessidade de cofirmação dos valores. Pelo publicado, cada tablet custaria 111,00. Pode haver erro no valor ou volume publicados. Mas, se verdadeiros, estaria justificado, já que para a indústria eletrônica o volume é crítico para se estabelecer preços.  

 
 
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Josaphat

O "um computador por aluno" é uma proposta do primeiro dia do primeiro mandato de Lula.

Não aconteceu.

O que vai acontecer se comprarem os tablets?

Metade será quebrada na primeira semana.

A outra metade vai ser usada para acessar o Facebook.

 
 
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Erick M

O próprio MEC informa que se trata de programa bem diferente do UCA.

A crítica é da Folha, não do Grupo Abril. De qualquer sorte, o mais difícil neste ramo não é a impressão, mas a propriedade do conteúdo. Os autores renomados de livros didáticos têm contratos de exclusividade com as editoras. Quem escolhe o livro é o professor, que tende a preferir determinados autores, normalmente das grandes editoras.

Embora eu seja crítico da importância exagerada que o MEC confere às chamadas "novas tecnologias", como se daí viesse a panaceia da educação pública, sei que se trata de um caminho sem volta. Mas, para tanto, é preciso planejamento pedagógico, pequenos projetos pilotos etc.

 

Erick

 
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Sem instrumento?

 Como é possível desenvolve plano pedagógico sem o principal instrumento? Pelo contrário, é pouquinho agora exatamente para que ocorra isso, depois o MEC capacitar todos e então comprar para todos. O alunado da rede pública já tá atrasada em quase meio século em termos de leitura e matemática básica, se fica ainda em novas tecnologias será um desastre. 

 
 
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Mario Blaya

e desde quando 900.000 e quantidade de projeto piloto?

vamos considerar uns 3.000 ditribuidos por escolas de varias regiões, com o acompanhamento de pesquisadores qualificados, ai vc tem o dimensionamento exato do equipamento a ser adquirido, desse jeito e obvia a má fé do negocio, como definir se o aparelho adequado e um Ipad ou um e-reader ZTE?

boa materia, e mais uma lambança do ministerio da educação, obra de seu ex-ministro, candidato a prefeitura de SP, ou alguém acha que isso foi decidido somente depois de sua saida?

 

 

"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." Max Frich

 
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Vinicius Carioca

De qualquer forma cada tablet sairia pela bagatela de 122 reais, não é nenhum absurdo, muito pelo contrário.

 
 
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ruyacquaviva

O MEC já gasta mais do que isso na compra de livros didáticos e o uso do tablet para ler livros não precisa de projeto pedagógico nem de capacitação dos professores. Hoje, ninguém sabe até onde vai o potencial de aproveitamento dos recursos extras dos tablets em sala de aula, isso é algo que vai surgir da prática.

Notável apenas é o desespero da trollagem tucana no blog para tentar usar a compra de material didático pelo MEC como arma político eleitoral. Esses trolls bicudos são tão previsíveis...

 
 
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Rafael Gonzaga

E vc acha que os livros, apostilas e aplicativos desses tablets sairão de graça?

Em que mundo de fantasia vc vive? ah, já sei, no mundo em que todos que discordam do governo é troll e não sabe nada.

Pois bem, eu sou engenheiro de computação e sei do que estou falando. 112 reais por um tablet é inviavel deve ser uma calculadora cientifica com uma tela bonita de vidro. Muitas dessas crianças já tem computadores e notebooks em casa, muito melhores que esse brinquedinho que vão distribuir.

 
 
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foo

Eu não conheço nenhum tablet que custe apenas R$ 122 (US$ 70).

Por este preço o governo deve estar falando de e-readers, como o Kobo, Kindle ou o Nook.

Se for isso, acho que a medida é acertadíssima, pois existem inúmeras obras em domínio público que poderiam ser distribuidas gratuitamente. Apenas com isso cada estudante teria acesso a uma biblioteca incluindo obras que vão da Grécia antiga até meados do século XX (Machado de Assis, Fernando Pessoa, Franz Kafka, etc).

Pense nisso: hoje em dia poucas casas tem uma biblioteca particular. A distribuição de e-readers oferecerá uma biblioteca completa para cada estudante.

É uma medida revolucionária pela simples disponibilidade do conteúdo existente. O segundo passo será produzir novos conteúdos, que poderão ser disponibilizados sob licenças livres.

Aqui vai uma comparação entre os principais e-readers do mercado:

http://ereadercomparisonchart.org/

http://ebook-reader-review.toptenreviews.com/

 

 
 
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Luiz Vieira

"vamos considerar uns 3.000 ditribuidos por escolas de varias regiões..."


belo número, econômico...dá 0,5 tablets por município...quantos deve dar por escola ?...e por sala de aula?...deve dar muitos tablets por professor...de fato é um desperdício.

 
 
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Luiz Vieira

O Brasil tem quase 2 milhões de docentes na Educação Básica, que vai da Educação Infantil até o Ensino Médio. Esse número é superior à população somada dos estados do Acre, de Roraima e do Amapá. E esse corpo de profissionais é responsável por lecionar para mais de 52 milhões de alunos.

http://www.todospelaeducacao.org.br/comunicacao-e-midia/noticias/10883/brasil-tem-quase-2-milhoes-de-docentes-na-educacao-basica

 
 
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pipulo09

[com o acompanhamento de pesquisadores qualificados] É isso que não funciona. Precisa que os estudantes façam isso e promovam os fatores que qualificam o uso. Não é por acaso que as questões do enem precisam ser pré-testada. Os alunos é quem vão dizer o que presta ou não, pois se ficar só dependo desses especialista de universidade iria ser tão imprestável como sempre foram os vestibulares das Públicas. Se o Brasil não tivesse se livrado disto e eleito um sem nível superior, hoje não seria uma potência econômica que deixa a Inglaterra no chinelo.


 

 
 
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krishna

Acho que:

 Essa reportagem é muito estranha: 

A) 110 milhões para comprar 900 mil tablets, então cada tablet será adquirido por menos de R$123,00.

B) Esse folhetim faz parte de uma organização oposicionista e não ia perder a chance de malhar o candidato do governo federal  a prefeitura de SP, que deixou o ministério da educação.

C) Esse folhetim publica sem confirmações, ao sabor de seus interesses, ao estilo do cartel oligopolista que infesta as comunicações no país.

D) Esse folhetim faz campanha contra o ENEM e sua gráfica já foi condenada na justiça por sabotagem.

D) Parece coisa  instrumentalizado pelos udenistas viúvos do Tucanistão.

E) Onde está o edital???

 
 
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Georgeis10

Qual é mesmo o "plano pedagógico" por trás das milhares de assinaturas de revistas da Editora Abril feitas pelos sucessivos governos estaduais tucanos de SP ?

 
 
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aleXandre

 220 mil assinatiuras de "Abril na escola". sem licitação. numa tacada só. oba, que baita "Plano pedagógico". Oba, Oba!!

 
 
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Luis Roberto

Seria o fim dos métodos "impressos"??? É isso que preocupa a Foia??? O que irão imprimir na gráfica plural (aquela que vaza prova do Enem) E como justificar, por exemplo, as compras de assinaturas de jornais nas escolas se vai ser possível acessar os conteúdos através do novo equipamento?  Acho que existem mil justificativas para que eles sejam contra. O questionamento ao modelo pedagógico é apenas demagógico (só prá rimar)....

 
 
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Mario Blaya

será mesmo que a folha teme tanto o fim dos meios impressos, alias alguém acha mesmo que os meios impressos irão acabar no processo de educação?

os sonhos da pelegada petista de fim da imprensa está deixando eles totalmente cegos para a realidade da vida!

 

"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." Max Frich

 
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Luis Roberto

Realmente acho que todos estão equivocados: a Folha não tem com o que se preocupar... afinal, existem muitos que ainda se permitem assiná-la e achar muito saudável que seus governos também comprem assinaturas para suas "salas de leituras" nas escolas e repartições públicas....mesmo que depois esses mesmos "homens e mulheres" bem informados e intelectualmente acima da médiam, façam protestos enfurecidos por que pagam muitos impostos (lembram do impostômetro) e questionam programas sociais que, para eles, são uma fonte inesgotável de desperdício....

 
 
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eudoxo silva

Ainda bem que a decisão não passou pelos pedagogos!

 
 
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xicobarreto

Se fosse revista veja, epoca e os jornalões de sum paulo estaria tudo bem

hehehe

 
 
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Altino Ferreiro

Nassif, não se iluda. O MEC enfrentou muito lobby nos últimos anos: instituições privadas de ensino, cursinhos, sistema S, pilantropia. Agora chegou a vez das editoras, que em 2004 levaram o primeiro golpe com a redução dos preços pagos pelos livros didáticos. Vc já imaginou a economia de papel e impressão que os tablets vão permitir. O embate será grande.

 
 
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aleXandre

 A entrevista da dilma em cuba desestabilizou o PIg. Realmente foi um nocaute.

  A tática agora étodos os factóides ao mesmo tempo , ao invés de um factóide por m~es.

 quem passear pelos portais , editoriais e tuiter, vai ter essa clara percepção.

 
 
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aleXandre

 onde se Lê Mês, leia-se vez. falha nossa.

 
 
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aleXandre

 Sò pra ilustrar. deu no "Folha-P(h)oder":

   "Avô de cotado para Ministério das Cidades é acusado de crimes na PB"

 Uau!! Agora A Dilma cai!!!!

 
 
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Mario Blaya

acho que vcs são loucos sem-noção mesmo!  a Dilma em Cuba atacou os EUA, não falou de presos que morrem em greve, não falou da supressão dos direitos dos que não concordam com o governo, não falou nada, foi covardemente generica!

alias, que eu conheço somente 02 lideres realmente tiveram a coragem de criticar o governo que visitava, um foi o ex-presidente Jimmy Carter, e outro o Papa João Paulo 2º, um pela força material que representa e outro pela autoridade moral que tem, ambos criticaram varios paises pela falta de respeito dos direitos de seus cidadãos, tanto no Brasil da ditadura, como em Cuba da ditadura também!

 

"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." Max Frich

 
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Murdok

Quem leu a notícia na folha on line ve que os ataques foram todos feitos nos comentários. Leitores desinformados, principalmente a elite paulista, aproveitaram para detonar mais essa política de educação.

 
 
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Mario Blaya

como vc sabe por um comentario na net que a pessoa e da elite paulista? vc já tem o esteriotipo do comentario?  poderia nos dar exemplos dos comentarios da elite paulista?

 

"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." Max Frich

 

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