O arquivamente do caso da escrivã nua

Por Stanley Burburinho

19/02/2011 - 18h42

Caso de delegados que deixaram escrivã nua é arquivado

DE SÃO PAULO

A Corregedoria da Polícia Civil arquivou o inquérito que investigava dois delegados suspeitos de abuso de autoridade durante a prisão de uma escrivã de polícia que atuava no 25º DP, no bairro de Parelheiros (zona sul de SP).

Conforme a denúncia, os policiais Eduardo Henrique de Carvalho Filho e Gustavo Henrique Gonçalves, ambos da Corregedoria, tiraram a calça e a calcinha de uma escrivã que era investigada pelo crime de concussão, quando um servidor exige o pagamento de propina.

Imagens que foram divulgadas ontem pelo blog do jornalista Fábio Pannunzio (www.pannunzio.com.br) mostram que durante a prisão em flagrante da escrivã os delegados determinaram que a mulher tirasse a roupa para checar se ela havia escondido dinheiro de propina dentro da calcinha.

O caso aconteceu em junho de 2009. Ao longo dos 12 minutos do vídeo, a escrivã diz que os delegados poderiam revistá-la, mas que só retiraria a roupa para policiais femininas. Mas nenhuma investigadora da corregedoria foi até o local para acompanhar a operação.

O vídeo abaixo traz trechos cedidos pela TV Band (cuja íntegra da reportagem pode ser vista aqui) que mostram imagens do incidente:

 http://videos.band.com.br/v_87645_exclusivo_policial_e_deixada_nua_e_revistada_a_forca.htm

SEM ROUPA

Ao final, o delegado Eduardo Filho, uma policial militar e uma guarda civil algemam a escrivã retiram a roupa dela e encontram quatro notas de R$ 50. A escrivã foi presa em flagrante e, após responder a processo interno, acabou sendo demitida pela Polícia Civil. No mês seguinte, seus advogados recorreram da decisão.

"Foi um excesso desnecessário. Ela só não queria passar pelo constrangimento de ficar nua na frente de homens", disse o advogado Fábio Guedes da Silveira.

Para a Corregedoria, não houve excessos na ação dos dois delegados. Segundo a corregedora Maria Inês Trefiglio Valente, eles agiram "dentro do poder de polícia".

O promotor Everton Zanella foi ouvido no inquérito que investigou os policiais e disse que a retirada da roupa foi uma consequência do transcorrer da operação.

"Houve apenas um pouco de excesso na hora da retirada da calça da escrivã, todavia, em nenhum momento vislumbrei a intenção do delegado que comandava a operação de praticar qualquer ato contra a libido da escrivã", disse o promotor no inquérito.

PROCESSO

Além de ser expulsa, a escrivã responde a um processo criminal. A primeira audiência do caso só deverá ocorrer em maio, conforme seus advogados.

Os delegados Eduardo Filho e Gustavo Gonçalves continuam trabalhando na Corregedoria da Polícia Civil. A corregedora os caracterizou como policiais "corajosos e destemidos". A Folha não localizou os dois policiais neste sábado para comentar o assunto.

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/878253-caso-de-delegados-que-deix...

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111 comentários
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Rogerio0512

Isso é consequencia de governo do PSDB acobertado pela velha mídia. Lembram do promotor que deu 12 tiros num cidadão na praia da Riviera de São Lourenço?

Isso é vergonhoso.

 
 
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Diogo Costa

Isso é consequência de um país que não pune torturadores, que não respeita elementares direitos humanos, que tem uma mídia que legitima o uso da força policial diariamente, que tem um sistema carcerário imundo e infecto, que trata seus prisioneiros como animais, etc...

 

Heranças da pestilenta ditadura. A de 64 e a de 37...

 

Diogo Costa

 
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Donizeti

 

O fato  é que a escrivã pode ter cometido um crime, segundo relata a corregedoria.

O lamentável é que pela arbitrariedade e violência demonstrada no episódio, a própria corregedoria pode ter provocado danos morais contra a escrivã, que pode entrar com um pedido de indenização de danos morais  no valor de centenas de milhares de reais contra o estado de  são paulo, que se condenado, ao final, nós cidadãos é que acabaremos pagando esta indenização milionária.

Isso é o absurdo dos absurdos.

 

 

 
 
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Fabio SP do B

Parece que, agora, o grande projeto do novo governo é implantar a famigerada "progressão continuada". O primeiro passo é achar alguém do PT que tenha falado algo a favor nos antigamentes para se apropriar do mesmo.

 
 
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João Maria

Isso é um absurdo! Revoltante!

Exemplo de machismo por todos os lados, dos delegados, das policias presentes que colaboraram, da corregedoria  ... de alguns comentários aqui no Blog.

Não se está dizendo que a escrivan não cometeu um erro e que não deva ser punida, mas que o procedimento utilizado foi humilhante, degradante, intolerável. QUE PAÍS É ESTE!

Se tivessemos verdadeiros(as)  feministas já seria motivo para iniciar um grande movimento de luta pelos direitos da mulher.

Entretanto, parece que eles(elas) só se aborrecem quando são chamadas de feminazi (um tratamento que também não concordo, mas que é insignificante diante desse em questão)

 
 
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anonimo

             Isso é um absurdo!

    Que a escrivã erro isso não tem como se constetar, mais dai a submetela a um constrangimento como esse, nem mesmo se ela se negasse a ser revistada, eles acabaram negando a ela um direito que está previsto no código penal que é de ser revistada por uma policial feminina. Mais num país sem lei como o nosso isso com certeza é "normal", as vezes tenho vergonha de ser de um país tão sem lei como esse.

 
 
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cocadacomfarinha

Sim... Lembro também daquele juiz lá no Nordeste que atirou no segurança do supermercado... Ficou impune... Foi "punido" com afastamento remunerado... Ou seja, continuou a receber o salário integral sem precisar trabalhar... 

Lembro também do delegado lá no Pará, que manteve uma menina de 10 ou 12 anos servindo sexualmente uma cela com mais de 30 presos... Lembra? Ou não?

Acontece cada uma em SP, né?

 

 

 

 
 
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Tadeu Zanoni

O promotor em questão foi absolvido. O conteúdo do caso é totalmente público e várias peças estão na internet. Veja o site Consultor Jurídico.

 
 
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Stanley Burburinho

Como o delegado soube que as notas eram fotocópias e a policial não percebeu isso?

 
 
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Diogo Costa

Armaram o flagrante. Já vi muita gente honesta cair em "flagrantes" plantados porque estavam atrapalhando os planos de gente graúda.

 

Para quem sabe armar um flagrante, é tão fácil como tomar um sorvete...

 

Diogo Costa

 
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Antônio CDS

He,he,he

Vc deve ser um daqueles convictos de que o Daniel Dantas é um anjo injustiçado e o Protógenes a encarnação do mal.

Fotocopiaram as notas e OS PRÓPRIOS POLICIAIS filmaram e ainda há quem acredita em acusação plantada.

Pra que se dar ao trabalho de ser policial honesto então? Se na hora que descobrem é só fazer cara de coitadinho e falar que houve "armação" e a turba acreditar e ficar torcendo para o bandido? E pior ainda passar a ficar na posição do bandido?

Às favas com a honestidade, então, não é isso? 

 
 
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raquel_

Honesto é sobretudo agir dentro da lei. O que não aconteceu. Fim de papo.

 

"Para ser tolerante, é preciso fixar os limites do intolerável." (Umberto Eco)"

 
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Antônio CDS

E quem mesmo ali não estava agindo dentro da lei, Raquel?

 
 
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Diogo Costa

Supostamente, a escrivã. Certamente, o delegado fanfarrão.

 

Diogo Costa

 
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raquel_

Os policiais com certeza estavam fora.

Quanto à ela, aguarda julgamento.

 

"Para ser tolerante, é preciso fixar os limites do intolerável." (Umberto Eco)"

 
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Antônio CDS

O filmagem não deixa claro se aquelas eram as notas fotocopiadas, mas se for, fico a imaginar o que faria uma "policial exemplar" a portar falsificações perfeitas.

Estou a horas pensando nisso e não consegui imaginar um único motivo.

Aceito sugestões Raquel.

Quanto ao delegado, pode ser fanfarrão, mas estava na pior das hipóteses, no limite da legalidade. Criminoso para mim ainda é quem recebe dinheiro (falso ou não) de bandido e esconde no corpo. 

 
 
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Riso

Prezado senhor,

 

Antes de fazer comentários insensatos, vá estudar os direitos sociais, as garantias constitucionais, os direitos humanos, etc. Aliás, vá estudar direito! Afinal fazer comentários imbecis e sem o mínimo de conhecimento é muito fácil, porque fica no campo do "achismo". Agora um conselho, o caso é muito sério e poderia ter acontecido com qualquer cidadão. Se ela cometeu ou não o crime, somente um julgamento decente e com direito ao contraditório é que vai dizer. Quanto aos policiais e ao corporativismo da Corregedoria, só podemos lamentar, porque o pagmento dos seus imposto é que vai bancar o valor dos danos morais que ela vai receber. Vai estudar, ler, refletir e utilizar o bom senso e a razoabilidade quando escrever.

 
 
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raquel_

Antônio,

Felizmente a justiça não trabalha com a sua concepção torta de "ilegalidade". Pelo menos não nesse caso.

Você tá querendo defender o indefensável. A autoridade policial agiu de forma ilegal ao previsto por lei. E devidamente comprovado por uma sentença assinada por eles mesmos.

 

"Para ser tolerante, é preciso fixar os limites do intolerável." (Umberto Eco)"

 
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Diogo Costa

Deixa de ser ridículo cara!

 

Quem é que está defendendo a mulher? O debate em questão é se um crime, ou suposto crime, justifica que se cometam outros crimes em nome da "honestidade", da "moral" e dos "bons costumes". Isso aí é uma lenga lenga fascista que já deveria estar banida dos procedimentos investigatórios no Brasil há muito tempo.

 

E que palhaçada é essa de chamar de "turba" àqueles que não suportam ver o fascismo policial em Pindorama?

 

Diogo Costa

 
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selma

O escrivão  responde pela documentação relativa aos inquéritos policiais, dá cumprimento aos despachos da autoridade policial, cfe. pesquisa rápida. Portanto há uma chefia que supervisiona, assina a documentação etc., não há necessidade de flagrante

Outra, ela não se negou a ser revistada, apenas pediu que fosse efetuada por mulheres, como determina o CP.

Se esse episódio ocorreu dentro da Corregedoria podemos imaginar o que não ocorre nas delegacias.

 

 

 

 

 
 
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Igor Cruz

Deixando a atitude à parte, se eles "armaram" um flagrante em que ela mesmo pede propina, muito bem feito!

 
 
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Antônio CDS

Stanley,

O que parece foi que houve a denuncia, armaram o flagrante - fotocopiaram as notas - e depois que houve a entrega do dinheiro os policiais a colocaram na sala para confirmar o flagrante. Inclusive com a filmagem pelos próprios policiais da corregedoria.

Ora, a senhora policial, conhecendo como funciona, sabia que havia se ferrado. Tanto é que, podendo afirmar que o dinheiro era dela, preferiu armar o circo para tentar evitar o flagrante.

A polícial foi expulsa por receber propina para livrar alguém num inquérito. Infelizmente não foi divulgado qual inquérito e para qual crime. Para os defensores da senhora fica a pergunta: e se o crime, ironia das ironias, for de alguma acusação de violência doméstica?

Pior ainda, parece que era rotina. Em quantos episódios de agressores de mulheres ou assaltantes ou traficantes a nova mártir da causa feminina pode ter agido?

 
 
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Diogo Costa

A mulher em questão não é mártir de coisa alguma.

 

Ela cometeu um suposto delito e merecia uma punição proporcional ao delito cometido. O que ela não merecia era o tratamento cruel, desumano e degradante a que foi submetida pelo delegado fanfarrão...

 

Um crime, ou suposto crime, nunca poderá servir de justificativa para que se cometam outros crimes. Isso é um absurdo completo!

 

Diogo Costa

 
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Donizeti

Prezado cidadão.

Aqui ninguém está isentando de punição eventual crime cometido pela escrivã, de recebimento de propina, que devia ser investigado e punido na forma da lei.

O que se condena é a forma violenta, truculenta, em expediante digno da ditadura militar que foi usado, a margem de quaquer lei vigente que os policiais da corregedoria usaram no episódio.

Foram desrespeitados os mais elementares direitos da escrivã, de ser  revista por outra mulher, garantido na própria lei e pedido pela escrivã. 

Não há como justificar a violação da lei feito pelos policiais da própria corregedoria da policia, isso é inadmissível frente as garantias do estado democrático de direito.

 
 
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raquel_

Antônio,

Na boa, corta essa nova martir da causa feminina.

Ninguém tá pedindo canonização dela. O que tá se denunciando é o maldito abuso policial. Que aliás, geralmente aparece veiculado como vítimas os homens. Ou ngm se lembra do post falando sobre os detentos sendo obrigados a se beijar na frente dos policiais? Ou dos trocentos vídeos mostrando abusos seja a presos na cadeia ou a suspeitos na rua?

Nada dessa história de "melhor ter um policial troglodita que prende corruptos do que eles à solta".

Ora, não é para existir nenhum dos dois.

Além de serem trogloditas, são BURROS. E mostraram que não tem preparo suficiente para fazer investigação.

Eu acredito que o erro deles foi primário. Desconhecimento de príncipios básicos da lei para a conduta policial.

O coisa é muito simples. O que se almeja é uma polícia bem preparada e que atue de forma honesta. É isso que tem quer ser reinvindicado e trabalhado para ser alcançado.

Não vamos começar a legitimar m. por m. O primeiro a agir dentro da lei, tem que ser o próprio agente da lei. A partir do momento que esse passa a correr por fora, aí que vira a bagunça que o Brasil experimenta hj.

A polícia (assim como todo sistema Judiciário) é que tem que dar o exemplo.

É inadimissível que o agente que faça valer a lei é o primeiro a descumprí-la. Isso não é apenas errado, é MUITO errado.E a não punição a eles, só fazem aumentar o seu poder.

 

"Para ser tolerante, é preciso fixar os limites do intolerável." (Umberto Eco)"

 
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Antônio CDS

Raquel,

Não estou aqui para defender abuso policial. Já presenciei e sei muito bem o que é. Só que há casos e casos. Quando o policial é bandido, troglodita e está afim de cometer um abuso ele NÂO FILMA. Estes, não são punidos e nem vão para a lapidação pela turma do abaixo a ditadura porque são "inteligentes". É contra estes que dirijo minha indignação.

O o problema com este caso é que estão fazendo igual ao vídeo de treinamento do exército divulgado há algum tempo.

Estão fazendo um julgamento em cima de um vídeo em que não se sabe o contexto. Ora, a senhora em questão sabia que havia sido armado o flagrante, que ela estava diante da câmera e que não havia jeito de se livrar. Então por que não entregar logo o dinheiro. Ela forçou a situação. Queria ganhar tempo para se livrar do flagrante. Havia duas policiais e ninguém se preocupou em saber da razão delas se "omitirem" na revista. A premissa única é de que só podia se tratar de duas bananas.

Maria de Penha é um exemplo da boa guerra contra a violência contra a mulher.

Arrume outros exemplos melhores.

Esta aí definitivamente não é.

 
 
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Diogo Costa

De que dinheiro tu estás falando?

 

Só existem 04 fotocópias nesse caso.

 

De que dinheiro tu estás falando?

 

Diogo Costa

 
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raquel_

Antônio,

E todo a seu discurso sobre as possíveis motivações que levaram a escrivã a agir daquela maneira tbm não passa de tese.Vc, assim como eu e os demais comentaristas, está escrevendo sem saber o contexto! Ou sabe e não quer revelar os detalhes?

O que gente faz aqui não passa de especulação.Não temos informações suficientes que compravam todas as nossas teorias.
Além do mais saber se a escrivã "forçou" a revista, vai alterar o dado concreto de que houve abuso policial? Não muda, esse é ponto.

E um de maneira alguma justifica o outro.

Que raios a lei Maria da Penha tem a ver com essa história?
Nós estamos falando de revista policial cuja conduta deve é estabelecida de acordo com os critérios da lei.

Gostaria muito de saber quem a está colocando de martir, pq eu não estou fazendo isso.
O abuso que ocorreu com ela, me indigna da mesma forma que todos os casos de abuso policial mostrados na imprensa até hoje.

 

"Para ser tolerante, é preciso fixar os limites do intolerável." (Umberto Eco)"

 
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Antônio CDS

Especulação, não.

O caso é de dois anos atrás. Ela foi expulsa da Polícia por isto. O que estão fazendo é usar o vídeo que serviria como prova contra ela para livrá-la da cadeia.

O mais curioso é ora dizerem que não há provas de que o vídeo realmente é o que é e ora dizerem que é o que é mas não pode ser porque as notas são falsas.

Escolham a versão aí né camaradas.

Primeiro que o policial afirma que foram fotocopiadas, mas não diz que as fotocopiadas eram AQUELAS. Podia estar se referindo apenas que são as mesmas notas que foram fotocopiadas.

Segundo, o fato de serem falsas só torna qualquer defesa irrefutável. O que faria uma policial civil com notas falsas no corpo?

Tá parecendo o argumento da ministra Ellen para negar a abertura dos HDs do Dantas geniosamente resumido pelo PHA: O Dantas não é o Dantas, mas o Dantas.

O crime foi de concussão, utilizar a função para tirar proveito pessoal. Ponto. Se o "criminoso" pagou com dinheiro falso, o problema é de quem recebeu gato por lebre. O crime já foi cometido.

Da mesma forma, se um policial me pedir dinheiro para me liberar numa blitz, se eu der uma nota falsa, não eximirá do crime.

Desconfio muito de reportagens em que o repórter distraidamente não contextualiza, com viés, "esquecendo" de mensionar a data do ocorrido e o fato da criminosa já ter sido expulsa.

A necessidade deste tipo de desonestidade já denuncia a farsa.

 
 
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raquel_

Antônio,

É especulação sim. A menos que vc esteja lidando diretamente com o caso. Por acaso, vc se encaixa nessa condição?

Estamos falando de duas coisas distintas, por favor, não as confunda.

Uma é qnt a inocência da escrivã. O que é plenamente questionável.

A outra é qnt à conduta policial. Que não tem justificativa. 

A comprovação do crime da escrivã não legitima a conduta policial. Que está errada e fora da lei.

Repito, uma não anula a outra.

 

 

"Para ser tolerante, é preciso fixar os limites do intolerável." (Umberto Eco)"

 

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