O abandono das orquestras

Por Roque Citadini

Edson vamos parar com esta discussão. PT, PSDB, PMDB e outros Ps são quase tudo iguais quando falamos desta àrea da cultura. O governo federal não fêz nada para orquestras ou para a àreas clássica ou lírica nos últimos 20 anos. O atual governo só está apoiando a òpera Barbeiro de Sevilha  por razões específicas e claras .Porque o Maestro vive elogiando seus candidatos. Como sempre fêz quando dirigia a OSESP e elogiava o PSDB.  E nada mais. A prefeitura de São Bernardo - onde o Pt assumiu fechou a orquestra. Aqui em São Paulo a reforma do Muncipal é de dar dó. Não anda . Este problema não é eleitoral ou partidário. É muito mais fundo. Uma classe politica inculta e uma elite empresarial tosco dá nisso. E dá muita inveja da Argentina. 

Nenhum voto
33 comentários
imagem de ali
ali

 Do blog do Neschling em 29/06:

"Estive ontem num jantar de um grupo de artistas e intelectuais com a Ministra Dilma Rousseff, candidata à Presidência da República. Fiquei impressionadíssimo com ela. Puxando a brasa para a nossa sardinha, descobri que Dilma é uma amantíssima da ópera e conhecedora real do repertório lírico. Conversamos sobre “Jenufa” de Janacek, “Peter Grimes” de Benjamin Britten, “Lady Macbeth de Minsk” de Shostakovitch e sobre o Don Giovanni que estou preparando no Teatro Colón. Falamos de algumas de suas ópera preferidas, entre elas Elektra e Salomé de Strauss e Dilma recitou na hora as primeiras frases do egípcio Narraboth, do início de Salomé. Comentou a impropriedade política do libreto quando comenta a conversa dos judeus, e concordamos que hoje em dia seria impossível musicar um libreto com essas características sem o ataque imediato dos políticamente corretos. No século XIX, porém, era possível fazer um comentário como este, sem que se pensasse imediatamente nas consequências trágicas do antisemitismo político que se seguiria.

Enfim, um político que reflete sobre cultura, lê, ouve e presta atenção no cenário cultural, que percebe a ligação umbilical entre educação e cultura. Chapeau.
Hoje uma jornalista do “Globo” me perguntou em quem eu iria votar. Respondi que o meu voto é secreto. Mas no Serra é que eu não voto."

 
 
imagem de "o" Rafael
"o" Rafael

Hmmm...

http://www.youtube.com/watch?v=Zs25dNWbpKk

 
 
imagem de Denis
Denis

Acho que alguém poderia falar um pouco sobre a filarmônica de MG.

Acho que o próprio Nassif já tinha falado no antigo blog...

 
 
imagem de Jorge Nogueira Rebolla
Jorge Nogueira Rebolla

Na minha cidade, Barra Mansa - RJ, durante o mandato do prefeito anterior a educacao musical teve um grande impulso nas escolas publicas. O Projeto Musica nas Escolas, com o apoio de empresas privadas, deixa-me orgulhoso da minha cidade. O atual prefeito mantem o apoio. Espero que nao corramos risco desta iniciativa cultural desaparecer. A principal formacao do programa e a Orquestra  Sinfonica de Barra Mansa.

E uma orquestra com todas as limitacoes possiveis para uma cidade de porte medio do interior, mas e uma orquestra!

Este projeto nao se restringe apenas ao musicos da orquestra, possui tambem outras formacoes, como banda marcial, de percussao, etc.

 
 
imagem de Luis Fraga
Luis Fraga

Rebolla, quem diria??

És meu conterrâneo. Acompanho suas intervenções no Blog e infelizmente (ou não) estou sempre em desacordo com suas opiniões. Embora, claro, reconheça o "talento" e determinação com que expõe suas ideias.

Desta vez, não! Fecho 100% contigo. Já assisti a algumas apresentações da orquestra e também me senti orgulhoso de, em tão pouco tempo, BM ter formado jovens e talentosos músicos.  Foram alvos de elogios de Isaac Karabtchevsky, que os regeu numa destas apresentações no parque da Municipal. O Projeto Música nas Escolas tem apoio da CCR NovaDutra.

Abraços de colega de Blog e conterrâneo.

 
 
imagem de Jorge Nogueira Rebolla
Jorge Nogueira Rebolla

Luis, um grande abraco. Parodiando Drummond

Nem sempre o mundo e vasto

Mas essa musica

Bota a gente comovido como o diabo.

 

 
 
imagem de Anarquista Lúcida
Anarquista Lúcida

Esse é um tipo de programa que faz sentido. Porque envolve ensino de música, e formação de músicos. E nao só para música clássica, que é apreciada por uma parcela ínfima da população, e em geral exige investimentos vultuosos. Acho muito colonialismo achar que só esse tipo de música, de influência européia, reflete "cultura".

 
 
imagem de Lucas Jerzy Portela
Lucas Jerzy Portela

Bom, eu exerço informalmente a crítica de musica erudita há algum tempo. Acho que não sem efeito posto que (digo aqui em primeira mão) o Itáu Personalité me convidou para ver a Serie OSESP esse ano na Sala São Paulo (e para outras coisas que não entendi direito, são mais de longo prazo, e quando for ver a OSESP converso melhor). 

 

Não vi nada de "limitado" na Sinfonica Jovem de sua cidade. Uma interpretação madura do trecho final da Bachiana dos 17 Açoites (esse adagio deu a Tom Jobim o tema para "Eu sem você / sou sombra sem luz / jardim sem luar / luar sem amor / amor sem se dar"). Melodicamente é uma peça dificil. Ritmicamente, não é. A interpretação é dificilima, porque pode cair num romantismo facil que não era a intenção de Vila-Lobos.

 

Esta execução não caiu. Estão de parabens!

 
 
imagem de ali
ali

 Aí o Augusto Nunes não gostou do Neschling elogiando a Dilma e vomitou qualquer coisa no blog dele que eu me recuso a ler. Neschling respondeu num post intitulado"gente que mente":

"O jornalista Augusto Nunes publicou hoje no seu blog da Veja.com duas notas em que usa o meu nome, para fazer gracinha e me desmerecer. Não conheço o Sr. Nunes, nunca o encontrei pessoalmente, ele não esteve presente no jantar em que conheci Dilma Rousseff, e mesmo assim resolveu pescar partes de frases que escrevi no meu blog e que disse sobre Dilma e o jantar a uma jornalista do jornal “O Globo”.

Esse comportamento faccioso de parte da imprensa já me causou um dano imenso. Durante muito tempo fui vítima de uma cruel imolação pública, em grande parte responsável pela minha demissão sumária da OSESP. Não contente com isso, o Sr. Nunes, que nunca me entrevistou, dá a entender no seu comentário que estou atrás de benesses e empregos públicos. Esclareço ao Sr. Nunes que nunca fui funcionário público nem nunca pedi emprego a governo algum. Fui convidado pelo Governo de São Paulo para reestruturar a OSESP, que ensaiava num restaurante quando cheguei a São Paulo vindo da Suíça, onde tinha uma carreira mais que estabelecida havia quase 20 anos. Durante 12 anos que estive no cargo de Diretor Artístico da OSESP ganhei um salário compatível com a minha posição, paguei todos os meus impostos, construí uma orquestra da qual o País pode hoje se orgulhar. Em troca, fui demitido por e-mail, de um dia para o outro, sem receber os meus direitos. Até hoje, luto na Justiça para receber o que me é devido.
Há um ano, propus um novo projeto de Ópera que foi encampado e patrocinado pelo Ministério da Cultura. Hoje, empregamos quase 100 pessoas diretamente na Companhia Brasileira de Ópera, estreamos o espetáculo da forma como anunciamos em Belo Horizonte e o Barbeiro de Sevilha está atualmente sendo apresentado em Porto Alegre. Percorrerá em seguida mais 13 cidades brasileiras.
E vem este jornalista afirmar que estou atrás de emprego? O que não me falta, Sr. Nunes, é trabalho. Quem está atrás de benesses são políticos corruptos e jornalistas vendidos a propósitos eleitoreiros. Sei perfeitamente distinguir Dilma Rousseff, com quem conversei horas sobre ópera e sobre a possibilidade de se criar uma estrutura lírica permanente no Brasil, da Giselle Bundchen, que admiro pela beleza e elegância, mas a quem não chamaria para parceira em nenhum projeto de cultura, ao menos a cultura que represento.
Não me confunda, Sr. Nunes, usando seus próprios parâmetros. Eu sei sim a diferença entre um artista sério, um político culto e um jornalista que dá pouca importância à ética, e que parece não ter compromisso com a verdade."

 
 
imagem de Augusto Pinheiro
Augusto Pinheiro

A resposta do Maestro foi excelente. Essa turma da cloaca merece. 

 
 
imagem de ali
ali

 Fique sabendo o amigo Citadini que a Dilma conhece opera profundamente e até toca um pianinho.

 Um diferencial e tanto,não?

 
 
imagem de Lucas Jerzy Portela
Lucas Jerzy Portela

é, como já disse, uma Imperatiz Isabel Christina com 100 anos de atraso...

 

(mas continuo votando em Marina, inclusive pra ver Serra em terceiro lugar).

 
 
imagem de Pagu
Pagu

Parabéns!!!É isso mesmo.

 

Pagu

 
imagem de Lionel Rupaud
Lionel Rupaud

Roque,

Quanta saudade do Covas!

Eu ia corrigir seu "tosco", mas aí seria uma lembrança de uma ópera linda, e desisti pois esses políticos e empresários só gostam de obra, não de ópera.

Abraço,

Lionel

 
 
imagem de Fernando Augusto Botelho
Fernando Augusto Botelho

 Nassif, há um pouco de verdade, mas também de exagero, nestas críticas, conforme artigo da insuspeita Carta Capital.

Os teatros municipais do Rio de Janeiro e de São Paulo se renovam para honrar sua tradição lírica 

 

Enviado por Fernando August..., seg, 12/07/2010 - 18:13

Nem bem assumiu a presidência da Fundação Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em 2007, Carla Camurati testemunhou o foyer do balcão nobre do edifício da Praça Marechal Floriano desmoronar. Viu-se, então, diante de um desafio. Não estava à frente de uma das maiores referências culturais do País para assisti-la deteriorar diante de seus olhos. A atriz e diretora de cinema, investida em papel administrativo, reuniu 75 milhões de reais, 950 profissionais, e três anos depois, reinaugurou o teatro. Desde maio, os cariocas usufruem novamente desse conhecido de 101 anos, enquanto os paulistas aguardam sua vez na casa similar um pouquinho mais jovem. No próximo ano, data de seu centenário, o Municipal paulista será entregue de volta à população, após o terceiro restauro de sua história.

No caso do endereço lírico planejado por Ramos de Azevedo na praça que leva seu nome, região central de São Paulo, nada desmoronou em anos recentes. Mas isso quase aconteceu por ação dos cupins antes da segunda e mais significativa intervenção sofrida pelo teatro, entre 1987 e 1991, quando o prédio passou por renovação semelhante à do similar carioca. Anteriormente, por conta do IV Centenário, em 1954, o impacto de uma profunda obra diz respeito à modernização e adaptação de espaços à área administrativa. 

O processo atual, mais do que mera manutenção, origina-se de um contexto financeiro peculiar e tem o intuito de realizar trabalhos não previstos no projeto de restauro anterior ou considerados de baixa qualidade. “Sabemos por especialistas que não foi uma restauração bem executada”, explica Carlos Augusto Calil, secretário municipal de Cultura, a cuja pasta o teatro está atrelado. “Mas o que determinou a iniciativa neste momento foi uma oferta de recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento, o BID.”

O orçamento previsto de 7,1 milhões de reais está sendo utilizado, como explica a arquiteta responsável, Lilian Jaha, para recuperar nichos até então vedados ao olhar público, a exemplo do teto de uma ala do café e restaurante, retirar a pátina do tempo de esculturas de bronze exteriores nunca antes polidas, limpar a fachada de arenito castigada pela poluição, por vezes preenchendo quebras com novo material, além de renovar vitrais e a cor de pinturas-murais. “A surpresa de descobrir pinturas escondidas sob camadas de tinta foi mais comum no restauro anterior”, lembra Lilian. “O que veremos agora é o pé-direito de quase 7 metros da sala 2 do restaurante livre e com novo forro, que substitui outro, quando havia uma laje de concreto colocada na década de 1950 para criar um novo andar.” Com isso, diz ela, desvendaram-se os elementos decorativos originais pintados como barrado e agora refeitos segundo uma foto de 1911. 

Se os paulistanos já estavam habituados a apreciar o belo desenho do pintor acadêmico Oscar Pereira da Silva (1867-1939), que toma todo o teto do Salão Nobre e cujas cores estão sendo reavivadas, os cariocas ganharam o ineditismo. Com a delicada cirurgia, reapareceram pinturas de Henrique Bernardelli (1858-1936) e de seu aluno na Academia Imperial de Belas Artes Eliseu Visconti (1866-1944), este localizado numa parede da sala de espetáculos. Reapareceu uma partitura com as primeiras notas do Hino Nacional Brasileiro em si bemol, tonalidade que não é mais usada em sua execução. “Foi uma das gratas surpresas que tivemos”, conta Carla Camurati. “A tela do Visconti estava emparedada e perdida desde a grande reforma de 1934.” Houve outra. “Imaginávamos perdidos os equipamentos do palco, mas foi emocionante vê-los funcionando depois de tanto tempo parados.” 

A presidente, com o olhar próximo e atuante de 12 técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), ligado ao Ministério da Cultura, e do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), de quem fez questão da colaboração, coordenou 350 restauradores. “Montamos oficinas de restauro dentro do teatro. Isso fez com que o Municipal se transformasse em um grande ateliê, contribuindo para o trabalho em equipe, além de preservar as peças que eram renovadas.” Ela lembra a visão impressionante da sala principal sem cadeiras, coberta de andaimes. “Tudo estava sendo restaurado ao mesmo tempo, as pinturas, o grande lustre, os douramentos, o palco.”

Duas tarefas exigiram técnicos especializados do exterior. “Além da gestão financeira dos recursos, nosso grande desafio foi encontrar os profissionais para o restauro de cada área.” O douramento externo a que Carla se refere foi incumbência do artesão francês Fabrice Gohard, responsável pelos trabalhos na Ópera de Paris e na tocha da Estátua da Liberdade, em Nova York. No Rio, ele renovou os ornatos da cúpula e, especialmente, a águia de 2,8 metros de comprimento, 6 de envergadura e 350 quilos, símbolo do monumento. A peça precisou de 8 mil folhas de ouro de 23 quilates. “Foi um dos momentos mais emocionantes do processo, presenciar a águia subindo toda dourada, depois de tê-la visto descendo toda estropiada.” Em outra frente, uma equipe de estudiosos italianos foi chamada para resolver os problemas de mármores e mosaicos. “Não havia ninguém aqui com expertise para isso. Esses profissionais, que colaboraram na Capela Sistina, vieram para solucionar a limpeza dos mármores e treinaram uma equipe para restaurar os mosaicos.” Ao todo, para ver o edifício pronto, foram gastos mais de 5 quilos de cobre e 219 mil folhas de ouro importadas da Alemanha na cobertura de adornos. 

Mais modesta em sua execução, pelo próprio histórico de restauros, a obra paulista chegou a ter 70 profissionais e, hoje, na reta final, reúne 45 colaboradores, entre restauradores, técnicos e ajudantes de pedreiro com treinamento específico. Eles se dividem entre refazer os traçados originais de barrados e recompor as falhas do assoalho original de peroba-rosa e pau-marfim do Salão Nobre. Neste, os vitrais ganharam um ateliê próprio para seu restauro. “São sete portas com vitrais que receberão novas esquadrias de madeira e uma película transparente para proteger do sol e da poluição”, diz a arquiteta Lilian. O Departamento de Patrimônio Histórico também supervisionou o projeto. 
Mas a maior empreitada dessa atual remodelação não diz respeito à arquitetura do Municipal nem cabe no orçamento ofertado pelo BID. Trata-se da reforma do palco, até então, intocado pelas transformações anteriores. “Parece um capricho algo deslumbrado com os endereços do exterior, mas nem é preciso citá-los, pois o Teatro Alfa, aqui mesmo em São Paulo, tem um palco moderno e o Municipal, não”, justifica Calil. A obra, que custará em torno de 13 milhões de reais, começa neste mês pela empresa que modernizou o tablado carioca. No caso paulista, os trabalhos estão ligados a outra iniciativa de impacto para o cotidiano do Municipal, a inauguração da chamada Praça das Artes, outro desafio emblemático da prefeitura.

Apesar do nome, o complexo, a uma quadra de distância, é um edifício erguido para abrigar os seis corpos estáveis, entre eles, a Orquestra Sinfônica Municipal e o Balé da Cidade, além das escolas de música e bailado, ao custo de 102 milhões de reais. Espécie de anexo, desafogará o palco do teatro no que se refere aos ensaios, hoje obstáculos à ampliação da programação. Também poderá ser frequentado pelo público, em ensaios abertos e apresentações específicas. “Mas a função maior é dar apoio à casa-mãe. Com a mudança, esta poderá dobrar a sua agenda.” 

Com tais alterações, o palco ficará mais amplo e ágil para a montagem, por exemplo, de óperas. “As varas de cenário vão aumentar das atuais 47 para 72, e também passarão a suportar uma carga de 900 quilos, mais que os 250 de hoje”, explica Lilian. As varas são os grandes painéis que servem de cenários às peças líricas e ficam alçadas no teto, dividindo espaço com refletores. Ali está o famoso ciclorama original da década de 1950, realizado pelo Liceu de Artes e Ofícios, instituição de onde saíram muitos trabalhos artesanais presentes no Municipal. O diâmetro do palco deverá ser alterado pela melhor centralização das engrenagens de ferro laterais e pela eliminação das chamadas “bambolinas”, enormes caixas de ferro nas laterais da boca de cena. Para a programação do teatro, previsto para ser reinaugurado em março, seis meses antes da data pontual do centenário, a Secretaria de Cultura vai privilegiar ópera e dança. “São as vocações maiores de uma casa lírica”, diz Calil

http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=10&i=7285

 
 
imagem de anarquista
anarquista

 

   Até parece que algum partido político se interesse por cultura e, especialmente,por óperas.

     Essa função deve-se ao secretário da cultura.Que,ironicamente, nunca foi especialista no assunto- nada mais que um cargo político na leva de ''poder' distribuidos por obrigatoriedade,jamais por ser do ''ramo'.

      Li,estes dias, que Serra não sabe o que significa direitos autorais( sic),mesmo depois de consultar seu vice Indio e assessores em geral.E,como consequência óbvia,não tem nenhuma proposta a respeito do assunto.Mas: ''prometo me inteirar do assunto''(discurso pra uma plateia interessada e lesada há anos pelos ''piratas'' que crescem geometricamente e não são devidamente combatidos.

       Lembro,anos passados,de uma proposta de Lobão, ferrrenho guerreiro pelos direitos autorais.Dizia ele, com provas concretas,sobre a desconcertante e frustante criação de um, ser vendida por muitos que nem sabe diferenciar o ''DO'' e ''RE''.Realmente é devastador aceitar esse tipo de conduta sem um pingo de combate dos órgaõs governamentais.Os nossos compositores são tratados como cidadãos de segunda classe. Ou terceira classe.

       Ao mesmo tempo o ''consagrado'' Paulo Coelho aceita ''pirata'' e tbm abaixar seus livros gratuitamente.Parece um caso se altruísmo,mas não é.O mago toma essa atitude depois de ser traduzido pra inúmeros paises,venda pra filmes e futuro que independe da venda de livros.Não se importou nem com os iniciantes e muito menos com os menos afortunados que que ele- a maioria destes são mais elaborados do que PC mas não tiveram a mesma sorte.

        Concluindo: Se um pretendente a presidência da republica não é sensível ao estelionato autoral e, nem se interessou em colocar no seu staff alguém que saiba do assunto, a candidatura vai mal.

          E o mais curioso é o seguinte: O cara vai num encontro reservado( poucas pessoas) pra intelectuais e não se preparou pra essa reinvidicação óbvia e  secular pra responder?

          Isso que é desprezo, MESMO.!!!

         Voltando ao tema do post,só uma consideração: As orquestras foram eliminadas por um grupo mal -arranjados de pessoas que se auto-intitulam ''banda''- Uma em 1 000 000 consegue um relativo sucesso efêmero.

            Orquestra? Já era.

 

           anarquista

           

    

 
 
imagem de Franklin
Franklin

Antes de mais nada, quando falamos de gente inculta, devemos reparar se o nosso próprio conhecimento cultural está, digamos assim, legal. Fez com circunflexo é duro, meu caro.

São poucas as exceções de incentivo à cultura no poder público, pelo menos no que pertine à cultura erudita, ou às manifestações culturais que não sejam a chamada cultura de massa.

Em Sergipe, tem-se um desses raros exemplos: a Orquestra Sinfônica de Sergipe, com vários percalços, tem demonstrado grande evolução na execução das peças que apresenta e parece caminhar para o profissionalismo, graças à visão do atual governo, à coragem dos seus dirigentes e à capacidade do seu maestro e dos seus músicos.

A opção pela cultura de massas, imposta pelas gravadoras, de outro lado, tem exclusivo apelo eleitoral e, portanto, é natural para os políticos em geral. 

 
 
imagem de Urariano Mota
Urariano Mota

Frankin, "numa boa", como falam e dizem os cariocas: sempre que a gente mete a palmatória no português de alguém, a palmatória se volta contra a gente. 

Não existe o verbo "pertinir", para que se use a expressão "no que pertine". Existem "pertinente" e "pertinência". E mais não falo, porque a palmatória também se volta contra mim. 

 
 
imagem de Roque Citadini
Roque Citadini

Com palmatória ( ou não) agradeço aos dois pela crítica. Voltando ao assunto. Temos -no Brasil todo- algumas boas experiências nesta àrea da cultura. Sergipe,com sua orquestra é um exemplo, Minas é outro, Santo André também, todos seguindo (mais ou menos) o modelo da OSESP. Agora, o que falta mesmo,  é um debate mais profundo sobre este tema. Vejam nos últimos governos federais ,o que foi feito na àrea da música clássica e da ópera? Nada. Ou quase nada. E os Estados São Paulo e Rio o que fizeram na àrea lírica? Nada ou quase nada. Uma ou outra produção e pronto. Não há um teatro de òpera do Brasil com uma temporada mais ou menos digna. Exceto o S.Pedro (SP) não há uma programação anual de óperas.  Este quadro desolador precisa mudar. E isso só ocorrerá quando os partidos encontrarem caminhos e propostas.       

 
 
imagem de Carlos Henrique Machado
Carlos Henrique Machado

    

Prezado Roque Citadini

Acho mesmo que falta um debate mais profundo sobre isso. Dou a você toda a razão. Mas, sinceramente sigo uma outra linha antes de exigir do governo brasileiro práticas com deveres globais sobre a música clássica ou da ópera.

Por exemplo: percebo que está sendo eliminado o papel do compositor, sobretudo os novos compositores nacionais dedicados a essas áreas da música. O Brasil é herdeiro de uma safra de portadores e transmissores da obra sinfônica, compositores com sensibilidade que se transformaram em fenômenos globais em suas gerações e que poderiam acrescentar muito aos músicos brasileiros sobre uma reflexão do Brasil, com espírito e sensibilidade do compositor nacional. Acho que essa seria a grande contribuição. Creio que estamos vivendo de um credo preconizado pela batuta ou pela técnica dos maestros em suas regências. E aí, acho isso muito pouco se comparado à nossa vasta escola.

Outra coisa que me assusta muito é obervar em determinadas declarações ou num simples bate-papo dos batutas da batuta contemporânea, se referirem à cultura brasileira, sobretudo à música brasileira, que beira ao infantilismo. Acho que uma autoridade que se coloca com a responsabilidade de enriquecer o acervo universal dentro do Brasil, tem que, antes de propor o direito a universalização, exigir de si o entendimento da autonomia da nossa criação.

Estamos voltados excessivamente às escolas estéticas, universais, mesmo não sabendo para que serve e qual a sua eficácia nos princípios básicos da cidadania de um povo. Não podemos continuar a tratar a música como um fenômeno isolado, como célula de determinada parcela da sociedade, até porque a música erudita nacional, antes de tratar do espírito técnico, tratou necessariamente da pedagogia da autonomia, inclusive como prática educativa como foi toda a obra, por exemplo, do nosso maior gênio, Villa Lobos.

Essa nova trajetória regida pelos novos maestros, que mais parecem pavão, sobrepondo a técnica à composição, diminuindo consideravelmente a dimensão que a criação tem sobre a memória afetiva de um povo, é absolutamente incompatível com esses verdadeiros editoriais que os novos maestros estão reeditando como esperança de um futuro cultural melhor para o Brasil.

O Brasil, até a pouco, tinha como ponto primordial em suas melhores cabeças a obra nacional claramente determinadas a desenvolver uma linguagem nossa para nos inserir na produção universal. Mesmo com todo o talento que a regência possa produzir, a posteridade, o futuro nos cobrará a produção, a criação contemporânea.

Agora mesmo vemos essa beleza que, infelizmente num comentário sobre a orquestra de Barra Mansa, a criação, o compositor Villa Lobos, a beleza da Bachiana nº 4, simplesmente não é mencionada. É dessa hierarquia, Roque, defendida com muito marketing pessoal, apelando, acima de tudo, como necessidade de se produzir um homem inteligente no Brasil pelas técnicas e não pela criação, é que devemos desconfiar.

Volto a dizer, o Brasil se afastou da criação, afastou-se da composição. Esse debate que já nos ofereceu extraordinária produção, hoje está empalecido, pior, perturbado pela musicalidade imediatista que muitas vezes nem pela cabeça do músico passa, que fará do coração.

Essa notoriedade fictícia das orquestras, (muitas pelo uso políticoeleitoral de prefeitos e gocernadores) de uns tempos pra cá, jamais cumprirá um papel moderno, avançado e aberto ao discurso universalista, justamente porque os novos astros das orquestras, os maestros, em nome da profissão apimentada pelo corporativismo tosco, têm mantido um padrão de status compactado, sem possuir o fundamental de um maestro compositor que é a legítima imaginação musical. Mas vamos debatendo aqui e manifestando, nos nossos contrapontos, essa felicidade que é usufruir da música sinfônica. 

 
 
imagem de Andre Araujo
Andre Araujo

Nos EUA  as orquestras, corpos de baile, escolas de musica, companhias de teatro s museus, ão privados, mantidos por fuindações sustentadas por empresariose milionarios. É considerada obrigação de quem ficou rico ajudar a manter tais entidades. O Estado raramente precisa se preocupar com cultura. A sociedade se encarrega de cuidar do assunto e cuida muito bem. Desde o Metropolitam de Nova York até o excepcional San Francisco Ballet, é tudo privado, mantido por doações. Depois dizem que os "capitalistas" americanos não valem nada.

 
 
imagem de Lucas Jerzy Portela
Lucas Jerzy Portela

os EEUU não são modelo de gestão cultural.

 

não quero com isso dizer que o modelo estatizante europeu é melhor.

 

Precisamos desenvolver o nosso. E acho que a Reforma Cultural Bahia mostra os atuais caminhos a serem seguidos - como a Pernambucana mostrou nos anos 90, mas não na mesma direção.

 

(quem diria hein, Nassif? A 4 anos atrás eu praguejava contra o marasmo monocordio-mediocrizante de meu estado.

 

E hoje não tenho duvidas que é cá que se traça os rumos das politicas publicas e privadas em Cultura.

 

é ou não é um governo de um Estadista? Wagner pra mim já é o maior herdeiro de Octavio Mangabeira - maior do que Antonio Balbino, por incrivel que pareça).

 
 
imagem de Andre Araujo
Andre Araujo

Não são modelo mesmo, na America Latina jamais existirá uma classe rica que faça doações para cultura na escala que os ricos americanos fazem, é um outro espirito e outra visão de sociedade. Por aqui é o Estado que tem que intervir e apoiar a cultura, de particulares não se espere muito, embora existam iniciativas isoladas exemplares.

 
 
imagem de Lucas Jerzy Portela
Lucas Jerzy Portela

Não se trata disso.

 

Se a Cultura for regida pelo capital, a diversidade diminui, o acesso a ela se torna restrito. Cria-se uma monocultura dominante, e ela propria faz desabar a qualidade interna.

 

Com o Axe-Sistem foi assim. Com o Pop americano tambem. E, acredite, isso eu sei de dentro e na propria carne: vi o Axe-Sistem ascender e cair por suas proprias contradicoes. E ajudo a construir a Reforma Cultural Bahiana, como ajudei na resistência a plutocracia monocordia abadazeira mediocrizante e privatizante do chão da rua. 

 
 
imagem de Carlos Henrique Machado
Carlos Henrique Machado

Vou colocar um pouco de pimenta nesse vatapá. Cultura, melhor dizendo, a área cultural é das coisas mais complicadas deste país, especialmente um país que brota criatividade musical. Um país que, sobretudo se manifesta por sua música, que reinventou técnicas, instrumentos, criando uma música legítima vestida de muitos tons e muitos efeitos. Ainda assim reservo-me o direito de reeditar em homenagem aos cultos uma frase de Mário de Andrade extraída do seu livro Ensaios Sobre a Música Brasileira.

"Nós, modernos, manifestamos dois defeitos grandes: bastante ignorância e leviandade sistematizada."

Todas as vezes que falamos em cultura, sobretudo em música, temos um receituário pronto, acabado, técnico que se limita em nos devolver a uma quase pré-história neocolonial, abandonando qualquer reflexão, imediatamente damos à cultura uma importância que beira ao exótico quando queremos ser, digamos, clássicos. É que assimilamos psicologicamente todas as práticas de uma cultura de extravagante redenção, tão delirante quanto a catequese jesuita que, divorciada do bom senso, usava a música como instrumento de civilização. Todo esse ritual "erudito" em torno das orquestras tem um parentesco psicológico com a catequese universalista que me impressiona. A orquestra, para nós, continua a significar o máximo de um julgamento normativo? Será ela, dentro de uma manifestação dócil às técnicas, anti-crítica às novas criações um instrumento perfeito para construir relações úteis entre a arte e a sociedade? Parece-me que esse critério voltado a nos salvar da nossa capacidade de ouvir ou enxergar a arte é fruto de nossa ignorância. É a única filosofia que temos para todo um componente artísitico brasileiro?

A nossa música é de todas as artes, a maior entidade evolutiva, com um histórico entre a magia e a técnica que poucos países conseguiram. Os nossos compositores dedicados a essa formação de Carlos Gomes a Villa Lobos já se estruturaram em bases de uma música erudita nacional com o Padre José Maurício e uma gama de compositores negros da orquestra imperial no século XIX. Nada tenho contra as manifestações que acreditam que da arte musical, a orquestra sonfônica seja o ápice. Acho linda, exuberante uma orquestra, seus sons, sua força e toda aquela magia de som que nos eleva a um plano espiritual arrebatador. Porém, precisamos ter uma compreensão maior quando falamos da música do Brasil. E aqui volto a citar duas célebres reflexões, a primeira, de Mário de Andrade:

"A música popular brasileira é a mais completa, a mais totalmente nacional, a mais forte criação de nossa raça até agora."

Seguindo esta mesma linha de nossa originalidade, Milton Santos, no documentário "Por uma outra Globalização", diz que:

"Determinada parcela da sociedade, as classes dominantes, não enxergando a cultura do povo como cultura, insiste em lhe ensinar cultura".

Acho que neste ponto específico, orquestra sinfônica, estamos cometendo enormes equívocos, não pela expansão que, ao contrário do que aqui informa Roque Citadini, foi a que apresentou a maior captação de recursos via Lei Rouanet no balanço de 2009. Mais perigoso ainda é repetir que político não se interessa por cultura. Aí faço-me de advogado de todos os políticos, ou melhor, de todos os humanos. Infelizmente a palvra cultura é usada como massa de modelar, cada um dá a ela uma finalidade, basta que lhe entregue um microfone ou uma justificativa para captar dinheiro público. Assim, a palavra cultura vai se tranformando em peça que acompanha o caráter de cada uma forma de servir a receita.

Venho repetindo reiteradas vezes que nada é mais espinhoso do que tocar as demandas que chegam à mesa de um Ministro da Cultura. Nesses últimos tempos, com a febre de gestão da cultura neoliberal, o nível de deformação para adaptar a cultura a esse modelo, causa verdadeira repulsa em quem se atreve a se dedicar a uma pesquisa minimamente criteriosa.

Há uma excessiva característica que chega a ser boba de tão indefinível sobre o imperativo orquestra sinfônica como caminho exclusivo para a salvação de um Brasil mata-virgem. Determinar com esse grau de rigidez que a música erudita, via orquestras, inclui sem apresentar qualquer dado de um desses milhares de alunos ou ex-alunos de orquestras que se espalham pelo Brasil, é um verdadeiro decalque colonizador. Colocar todos aqueles elementos úteis à novas criações que desapareceram nesse novo cenário de orquestras salvadoras é aplaudir uma unilateralidade cega.

Alguém já perguntou o que significa a inclusão prometida nesse entra-e-sai de crianças e adolescentes nessas orquestras que se espalham Brasil afora? Se incluiram, aonde incluiram, em quê incluiram? Quantos profissionais ingressaram num certo período nesse corredor e foram devolvidos às suas duras realidades, na maioria das vezes sem o próprio instrumento? São muitas as questões e perguntas em torno disso. Seja qual for a receita para a cultura, a exclusividade de qualquer forma é uma obcessão simplificadora. Os maestros são conhecidos mágicos na hora de vender o seu produto e juram que suas batutas são verdadeiras varinhas de condão. E a questão, volto a afirmar, não é a carruagem, mas a abóbora. Por isso, ao invés de utilizarmos o raciocínio erudito que mais parece boi com abóbora, deveríamos estender um pouco mais os nossos olhos a determinadas estatísticas, ao aprofundamento dessas questões, porque numa coisa todos concordamos, cultura de clichê é cultura empacada, o que é absolutamente inadmissível diante da dinâmica das sociedades.  

 
 
imagem de Lucas Jerzy Portela
Lucas Jerzy Portela

alto lá!

 

Na Bahia, o salto qualitativo da OSBA, a rapida construção e ascensão (internacional inclusive) do Neojiba, o Programa de Fomento a Filarmonicas, e a Orkestra Rumpilezz (amparada tanto por empresarios modernos como Jesus Sangalo quanto pelo Estado) são provas de que há sim ao menos um governo estadual para o qual a Cultura está longe de ser perfumaria.

 

Não por acaso é o governo de um estado que foi assolado por 20 anos de monocultura plutocratica e mediocrizante - o Axe-Sistem - em conlui com uma situação de tirania politica - o carlismo.

 

Para Jaques Wagner era tiro de uma bala só: ou reformava a area Cultura rapido e fortemente, doesse a quem doesse (e doeu a muitos que não estavam diretamente ligados ao Axe-Sistem como Aninha Franco), ou seria um governo covarde que não valeria 4 anos, que dirá 8.

 

E não venham dizer que a politica em questão é de Marcio Meirelles: o proprio governador, quando pouca gente entendia e defendia a atuação Marcio (eu e mais meia-duzia de gatos pingados), o Governador foi claro - "mirem mais em cima: a politica cultural é minha, de meu governo, e mudando o Secretario ela seguirá na mesma direção"

 

Mas senso de oportunidade felizmente não lhe falta...

 
 
imagem de plinio c aquino jr
plinio c aquino jr

 Perfeito Roque! A questão de fundo é o grande debate na area cultural.

 
 
imagem de plinio c aquino jr
plinio c aquino jr

Pra completar, estive na Argentina, precisamente 10 dias de julho no ano passado. Impressionou- me a produção cinematográfica do pais, afora seus extraordinários clubs de tango, enfim..Algumas vezes presenciei sets de filmagem na capital.

 
 
imagem de Augusto Pinheiro
Augusto Pinheiro

No que se refere ao apoio federal, sei que muitas das orquestras brasileiras e suas respectivas temporadas anuais tem projetos em andamento subvencionados pela Lei Rouanet, o que não deixa de ser um investimento do Estado através de renúncia fiscal.

 
 
imagem de Américo
Américo

 

Prestar atenção a este trecho de artigo do maestro John Neschling no estadão

saiu no http://blogdofavre.ig.com.br/

"....................

O fenômeno Dudamel tem suas peculiaridades. Ele é egresso de um “sistema” implantado na Venezuela, um país em que a criação de centenas de orquestras juvenis nas últimas décadas teve um resultado sociocultural notável, culminando com a aparição de uma Orquestra Jovem Nacional de inegável qualidade. É esse o grupo que vem se apresentando em festivais e salas de concerto de todo o mundo como uma joia da coroa de Hugo Chávez. Seu regente nos últimos anos tem sido Gustavo Dudamel.

......"

Que tal ficar com inveja da Venezuela também???

 
 

Postar novo Comentário

O conteúdo deste campo é privado não será exibido ao público.
CAPTCHA
Esta questão é para testar se você é um visitante humano e impedir submissões automatizadas por spam.
CAPTCHA de imagem
Digite os caracteres exibidos na imagem acima.

Faça seu login e aproveite as funções multímidia!