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O 65o aniversário da bomba de HiroshimaEnviado por luisnassif, sex, 06/08/2010 - 09:37
Por Rubem
A "proteção" nuclear americana no Japão, e o aniversário do maior dos crimes de guerra: Hiroshima lembra os 65 anos da bomba atômicaEUA participam da cerimônia pela primeira vez; 230 mil pessoas morreram em ataques05 de agosto de 2010 | 20h 41 AP e Efe HIROSHIMA- A cidade de Hiroshima iniciou uma cerimônia nesta quinta-feira, 5, (sexta de manhã, pelo horário local) em memória do aniversário de 65 anos dos ataques nucleares de Hiroshima e Nagasaki.
75 países estão representados na homenagem, que começou com uma simulação de entrega de água aos feridos. O destaque, no entanto, é a participação dos Estados Unidos, que pela primeira vez enviaram um embaixador para a cidade japonesa. Também é a primeira vez que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, comparece à homenagem. De acordo com oficiais americanos, enviar o embaixador americano no Japão à cerimônia era o certo a fazer. Roos, no entanto, não deve fazer pronunciamentos no evento. Cerca de 140 mil pessoas morreram em Hiroshima no dia 6 de agosto de 1945, ou em consequência do bombardeio. Em Nagasaki, atacada três dias depois, o saldo foi de 90 mil mortos, embora o número de mortos nos anos seguintes pelas sequelas das adiações tenha sido muito maior.
Moradores de Hiroshima fazem orações pelas vítimas da bomba atômica
Milhares de pessoas se concentraram no Parque Memorial da Paz às 8h15 (hora local), o horário exato em que em 1945 o avião americano "Enola Gay" deixou cair sobre Hiroshima a bomba "Little Boy". Três dias depois, os EUA lançaram sua segunda bomba atômica, batizada como "Fat Boy", sobre a cidade de Nagasaki, o que levou à rendição do Japão em 15 de agosto de 1945 e ao fim da II Guerra Mundial. Após lembrar o instante no qual a bomba caiu sobre a cidade com um minuto de silêncio e várias badaladas, o prefeito de Hiroshima, Tadatoshi Akiba, engrossou o coro dos que pedem um mundo sem armas nucleares e pediu ao governo japonês que lidere os esforços para isso. Em sua "Declaração de Paz", Akiba reivindicou que o Japão "abandone a proteção nuclear dos EUA", principal aliado de segurança do país asiático. O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, se uniu à convocação para o desarmamento e lembrou os avanços conseguidos em maio deste ano, durante a conferência para a revisão do Tratado de não-proliferação Nuclear (TNP). "As armas nucleares não devem causar sofrimento nunca mais", afirmou.
Pombas voam no Parque Memorial da Paz, que marca o local onde a bomba explodiu Após lembrar o instante no qual a bomba caiu sobre a cidade com um minuto de silêncio e várias badaladas, o prefeito de Hiroshima, Tadatoshi Akiba, engrossou o coro dos que pedem um mundo sem armas nucleares e pediu ao governo japonês que lidere os esforços para isso. Em sua "Declaração de Paz", Akiba reivindicou que o Japão "abandone a proteção nuclear dos EUA", principal aliado de segurança do país asiático. O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, se uniu à convocação para o desarmamento e lembrou os avanços conseguidos em maio deste ano, durante a conferência para a revisão do Tratado de não-proliferação Nuclear (TNP). "As armas nucleares não devem causar sofrimento nunca mais", afirmou. O secretário-geral da ONU também falou brevemente e ressaltou que "o único caminho sensato para um mundo mais seguro é um mundo livre de armas de destruição em massa". "Enquanto existirem armas atômicas, viveremos sob uma sombra nuclear", disse, para depois acrescentar que, em setembro, deverá convocar uma Conferência de Desarmamento em Nova York. Após a cerimônia, as autoridades visitaram o Museu Memorial da Paz de Hiroshima, fundado em 1955 no Parque da Paz para recolher as experiências das vítimas e manter viva a lembrança da tragédia. Atualizado às 22h35 para acréscimo de informações
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Comentários + votados
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D
06/08/2010 - 10:00
Muito oportuna a postagem do Rubem, um dos grandes batalhadores deste blog,
Esta música para o dia de hoje, foi sugerida pelo Gersom na seção multimidia, ao que tudo indica ele não é cadastrado, por...
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Luiz Gonzaga da Silva
06/08/2010 - 10:40
Edson, existe um movimento para acabar com as bases americanas no Japão, principalmente a de Okinawa. Mas, por outro lado, evidentemente não justificando o genocídio provocado pela bomba, os...
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Carlos J.
06/08/2010 - 11:24
Hirata, um japonês sem sorte
Não foi contada em nenhum filme, mas é uma história cinematográfica a de Kenshi Hirata, contada por Greg Mitchell, co-autor de "Hiroshima in America". Desde a década de...
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Se Nagao
06/08/2010 - 11:25
Estive anos atrás em Nagasaki e Hiroshima e o sentimento não era e não é de revanchismo. Os monumentos e museus relativos a essa tragédia existem para que nunca seja esquecido o horror da guerra e da...
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Cafezá
06/08/2010 - 11:27
As bombas nucleares que os EUA lançaram sobre o Japão signifiicaram uma das maiores tragédias da Humanidade. A partir daquele momento, o mundo ficou mais triste e mais sombrio. O medo fez diminunir...
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adauto
06/08/2010 - 12:07
"A Alemanha pagou, com 4,2 milhões de mortos, dos quais 500.000 civis, o exercício de poder por Hitler, que culminou na Segunda Guerra Mundial, na eliminação de judeus, assim como no assassínio de...
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adauto
06/08/2010 - 12:26
Só para diminuir um pouco a dor daqueles que ainda hoje se horrorizam coim este massacre. Estão defendendo quem, mesmo..? O que os civis tinham a ver com isto..? Não sei. Era toda uma cultura. Tudo...
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adauto
06/08/2010 - 12:30
ah, já que estamos aí.....
Canibalismo
Muitos depoimentos escritos e testemunhos coletados pela Australian War Crimes Section do Tribunal de Tóquio, e investigados pelo promotor William Webb (o...
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Carlos J.
06/08/2010 - 12:39
O texto rotula o sr. Hirata como um homem sem sorte. Mas pode-se dizer que ele teve é muita sorte. Sobreviveu a duas bombas atômicas e viveu até os 90 anos. Morreu há uns dois.
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Eugênio Issamu
06/08/2010 - 12:43
HOLOCAUSTO (do grego holókauston, pelo latim holocaustu). Entre os antigos hebreus e outros povos: “sacrifício em que se queimava a vítima”.
Cito um exemplo:
No dia 6 de Agosto de 1945, às 08:15...
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adauto
06/08/2010 - 13:46
É Nassif, se vc fosse asiático, e colocasse este mesmo post, tenho certeza que a grande maioria dos comentários seria diferente. Exceto pelos atingidos, todos os demais povos deram graças a...
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adauto
06/08/2010 - 14:02
De quem vc está falando..? Dos americanos ou do império japonês..???
Porque historicamente e contabilmente falando a conta de mortes(e não são quaisquer mortes!) por responsabilidade dos...
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Vivi
06/08/2010 - 14:24
1. A história é sempre contada pelos vencedores; é sempre bom ouvir todos os lados, pois TODOS tem histórias de horror para contar ou esconder.
2. Guerra de cavalheiros só existe em romances... Toda...
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Andre Araujo
06/08/2010 - 14:58
Palestina não é Estado e não é comparavel a Venezuela, Irã e Coreia do Norte, paises que se posicionam contra a ordem global e pagam um preço porisso.
Bombardeios em tempos de guerra, por mais...
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tom
06/08/2010 - 15:39
Bom existe muita controvérsia sobre o tema. Com certeza você ouviu só um dos lados. Veja mais em:
http://en.wikipedia.org/wiki/Nanking_massacre_controversy
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Oliveira
06/08/2010 - 16:12
E Nanking?!
Não podemos esquecer Nanking.
É muito doloroso ler sobre Nanking.
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Rafael Costa
06/08/2010 - 16:59
É que o Japão é um país em que a educação é muito melhor do que no Brasil, por isso não há tanto espaço para "antiamericanismo boçal" como existe aqui.
O japonês médio sabe que o país dele cometeu...
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Tuaregue Alemão
06/08/2010 - 18:49
Dresden não foi crime de guerra?
Ok, ok, foi só vingança, né?
Quais instalações militares poderiam haver lá?
Industrias? Precipitou a rendição? NEM ISSO....
Já haviam jogado a toalha... o III Reich...
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Joseane
07/08/2010 - 18:08
Concordo com você. É uma hipocrisia os EUA querer ser o paladino do mundo. Esquece , e todos nós, da barbaridade que provocou naquele povo. É incrível como ninguém fala do causador dessa bárbarie.
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Lico Queiroz
06/08/2010 - 09:46
O mais ironico é que os Estados Unidos, que diz que Irã, Coreia e outros paises não podem ter a Bomba nuclear foi o unico ate agora a mostrar que não tem responsabilidade para ter uma bomba desta. Os...
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O mais ironico é que os Estados Unidos, que diz que Irã, Coreia e outros paises não podem ter a Bomba nuclear foi o unico ate agora a mostrar que não tem responsabilidade para ter uma bomba desta. Os Estados Unidos foi o unico pais que a utilizo, com um agravante, jogou-a sobre civis.
E temos de ouvir este discurso que o Irã ameaça a Paz mundial!!
Se queremos um mundo em paz sera preciso precionar as grandes nacoes a promover o desarmamento!
Concordo com você. É uma hipocrisia os EUA querer ser o paladino do mundo. Esquece , e todos nós, da barbaridade que provocou naquele povo. É incrível como ninguém fala do causador dessa bárbarie.
Nunca entendi essa relacao EUA X JAPAO... Sera que nao ha no Japao um movimento ou um sentimento anti-americano?
Eles ficam la, "comemorando explosao", soltando pombinha e pronto... Ora, ou esquece isso de vez ou manda quem o fez ir catar coquinhos e relembre o fato como ele deve ser lembrado: CRIME DE GUERRA!
Enquanto isso no PIG.... Ira, Venezuela, Coreia do Norte, Palestina e todos os paises que nunca causaram um conflito global, senao regionais - estimuladas justamente e toda vez pelos EUA - eh que sao os eixo do mal.
Edson, o Primeiro.
Um país que se recusa a pedir desculpas pelas próprias atrocidades não tem moral para reclamar. Veja http://en.wikipedia.org/wiki/Nanking_Massacre
Bom existe muita controvérsia sobre o tema. Com certeza você ouviu só um dos lados. Veja mais em:
http://en.wikipedia.org/wiki/Nanking_massacre_controversy
Edson, existe um movimento para acabar com as bases americanas no Japão, principalmente a de Okinawa. Mas, por outro lado, evidentemente não justificando o genocídio provocado pela bomba, os japoneses tem "culpa no cartório". Provocaram uma guerra tão suja quanto os alemãos na Europa.
Toda guerra é um crime. Que tal nos lembrarmos também de outro CRIME DE GUERRA, os 50 MILHÕES de mortos do imperialismo japonês no século20?
Palestina não é Estado e não é comparavel a Venezuela, Irã e Coreia do Norte, paises que se posicionam contra a ordem global e pagam um preço porisso.
Bombardeios em tempos de guerra, por mais terriveis que sejam, não são crimes de guerra, não foram crimes os bombardeios de Londres que mataram milhares de civis, tampouco os de Hamburgo e Desden, terriveis igualmente. O Japão não é inocente de crimes de guerra, o chamado " saque de Nanquim"", que durou tres dias, matou 280 mil civis chineses, a maioria mulheres, velhos e crianças, assassinados a ponta de baoineta. O Japão tambem foi extremamente cruel
com prisioneiros de guerra, morreram 75% dos prisioneiros sob a guarda do Exercito japonês, por maus tratos, fome, doenças. Como dizia Clausewitz, guerra e guerra e os bombardeios de Nagasaki e Hiroshima só variaram no tipo de bomba, não foram diferentes de centenas de outros bamardeios cometidos por todos os paises em guerra. Sob o ponto de vista do Direito Internacional os EUA não foram acusados en nenhum tribunal por crimes de guerra relacionados a esses dois bombardeios, portanto a expressão usado está errada.
Dresden não foi crime de guerra?
Ok, ok, foi só vingança, né?
Quais instalações militares poderiam haver lá?
Industrias? Precipitou a rendição? NEM ISSO....
Já haviam jogado a toalha... o III Reich já havia evaporado.
Foi só para matar velhos, crianças e mulheres e mostrar aos alemães que eles estavam sob mira do vencedor.
Me poupe.
Já disse acima que bombardeios em tempo de guerra por mais terriveis que sejam não são crimes de guerra. Toda guerra é uma tragedia, toda invasão, batalha, bombardeio causa morte de inocentes mas o conceito de CRIMES DE GUERRA é preciso, vem das duas Convenções de Genebra sobre o assunto e existem quando os atos saem fora dos balizamentos estabelecidos
por essas Convenções. Por exemplo, atacar um navio-hospital é crime de guerra, maltratar ou fuziliar prisioneiros de guerra é crime, lutar contra o inimigo sem identificação de inimigo é crime, atirar em feridos é crime, meltralhar botes salva-vidas é crime, exigir que um prisioneiro dê informações militares é crime, não tratar um oficial como oficial é crime.
Então não adianta dizer que tal coisa é CRIME DE GUERRA, porque não é, não adianta alguem achar que é, cada lado vai achar que tudo o que o outro fez é crime de guerra. A Alemanha sofreu com o bombardeio de Dresden mas o cerco de Leningrado pela Wehrmacht causou mais mortes de civis que o bombardeio de Dresden e ninguem acusou a Alemanha por esse cerco, nem em Nuremberg, foi ua operação de guerra, terrivel, mas legal.
É que o Japão é um país em que a educação é muito melhor do que no Brasil, por isso não há tanto espaço para "antiamericanismo boçal" como existe aqui.
O japonês médio sabe que o país dele cometeu atrocidades na segunda guerra, principalmente contra os chineses, e que a única forma do Japão se render e consequentemente a guerra acabar foi, infelizmente, a bomba.
Muito oportuna a postagem do Rubem, um dos grandes batalhadores deste blog,
Esta música para o dia de hoje, foi sugerida pelo Gersom na seção multimidia, ao que tudo indica ele não é cadastrado, por isso não foi possível postar o vídeo, colocando apenas o link, falando nisso, cadê o tutorial para orientar os novatos que chegam por aqui,
Este foi o absurdo dos absurdos: mataram em 3 dias e de uma só tacada 240.000 civis para fazer o país se render. Outras centenas de milhares de civis ficaram mutilados ou morreram em consewquência.
EEUU e Israel são os grandes predadores de homens do mundo. E querem ser considerados DEMOCRATAS
Tudo pelo poder, por dinheiro.
O MAIOR CRIME DA HISTÓRIA...
Sem falar no bombardeio incendiário de Toquio, que resultou em mais mortes imediatas que Little Boy ou Fat Man. Um excerto do documentário "Sob a névoa da guerra":
O maior crime de guerra da hitória da humanidade.
Depois do massacre o Japão ainda deixa os EUA manter bases militares em seu território ! Um completo absurdo !
O Japão não precia da proteção dos EUA e ter exército estrangeiros em seu território. É uma nação pacífica !
As atenções do mundo tem que voltar para um iminente ataque nuclear dos sionistas/EUA ao Iraque. Pois é a única forma de causar danos em algumas instalações subterrâneas iranianas !
E o mundo todo correndo atras do armamento nuclear. Alias, esse tema daria uma boa charge.
Nassif: este foi um dos mais terríveis massacres cometidos pelos EUA. As duas cidades japonesas, com este ataque mostra bem que os americanos impõe a barbárie no mundo. Se for necessário acabar com o planeta Terra para defender os seus interesses e subjugar os outros povos, as armas americanas certamente o farâo.
Nassif, por favor mande esse post para o "esgoto", que vive acusando o presidente Lula de se aliar com ditadores!
Hirata, um japonês sem sorte
Não foi contada em nenhum filme, mas é uma história cinematográfica a de Kenshi Hirata, contada por Greg Mitchell, co-autor de "Hiroshima in America". Desde a década de 1970 Mitchell visita regularmente o Japão, estudando a tragédia de Hiroshima e Nagasaki. E ali encontrou o japonês Hirata, que talvez possa ser considerado o homem mais sem sorte da história.
Em 1945, Hirata trabalhava nos estaleiros da Mitsubishi, a uns cinco quilômetros do Ponto Zero da explosão de Hiroshima. Graças à distância, não ficou gravemente ferido. Emocionalmente devastado, ele vagou pela cidade durante uns dois dias. Às 3 da tarde de 8 de agosto, resolveu afinal tomar o trem e ir para a cidade onde nascera - e onde ainda morava sua mãe: Nagasaki.
Desembarcou às dez e meia da manhã seguinte e foi direto para a casa da mãe. Feliz em ao vê-lo, ela contou ter ouvido histórias sobre a explosão horrível ocorrida em Hiroshima. Hirata, excitado, começou a descrever o incrível clarão, comparável ao sol, que tinha visto três dias antes. E naquele exato momento viu-se diante de outro, idêntico, em frente à casa da mãe.
O texto rotula o sr. Hirata como um homem sem sorte. Mas pode-se dizer que ele teve é muita sorte. Sobreviveu a duas bombas atômicas e viveu até os 90 anos. Morreu há uns dois.
Estive anos atrás em Nagasaki e Hiroshima e o sentimento não era e não é de revanchismo. Os monumentos e museus relativos a essa tragédia existem para que nunca seja esquecido o horror da guerra e da bomba atômica. O povo japonês saiu dessa guerra completamente devastado e foi reconstruído com o esforço de gerações.
As manifestações são de respeito aos que morreram e aqueles que sofreram até o fim da vida os efeitos da radioatividade, e também para que nunca mais seja utilizada uma arma tão terrível.
Ao término da guerra uma das condições imposta ao Japão foi a de não ter Forças Armadas e viver sob a tutela dos norte-americanos que ainda hoje ocupam a ilha de Okinawa como base militar. Pode ser que à época se justificasse tal ocupação, hoje ela é totalmente descabida.
O movimento de não proliferação de armas atômicas deveria ser geral e irrestrito, porém, os norte americanos, franceses, etc, entendem somente eles podem ter armas atômicas mais ninguém. Para impor que outros países só desenvolvam energia nuclear para fins pacíficos, eles deveriam ser os primeiros a acabar com os seus arsenais de armas atômicas.
As bombas nucleares que os EUA lançaram sobre o Japão signifiicaram uma das maiores tragédias da Humanidade. A partir daquele momento, o mundo ficou mais triste e mais sombrio. O medo fez diminunir a esperança no Homem e, ainda hoje, insiste em estar presente. Ao invés de ter servido de lição à Humanidade, para que pusesse fim à continuação de atos tão torpes, o mundo convive ainda hoje com o fantasma das armas nucleares em poder dos EUA. A crise do Oriente Médio, sobretudo a do Irã, tragédias alimentadas pelos EUA e por Israel, demonstram que a Humanidade ainda está muito longe da paz verdadeira.
Estive em Hiroshima e Nagashaki há 3 anos e saí chorando do museu que mostra o que de fato aconteceu naqueles locais. De maneira covarde e inconcebível, os EUA jogaram duas bombas sobre cidades pacíficas, sobre uma população civil formada por mulheres, crianças e idosos, já que os homens estavam em sua maioria na guerra.
Uma questão fundamental é porque os EUA não avisaram sobre o ataque para que a cidade fosse evacuada... Se quisessem mostrar seu "poderio", só a destruição instântanea de uma cidade já seria bem convincente. Essa questão chegou a ser considerada pelos estadunidenses, mas venceu aqueles que queriam "observar"os efeitos da bomba nos seres humanos!!!
Outro aspecto que me intrigou muito, foi a verdadeira "lavagem cerebral" que os estadunidenses fizeram nos japoneses. Além de adoraram os "ex-inimigos", os japoneses afirmam que a bomba foi NECESSÁRIA e que foi a única forma de acabar com a guerra, pois os japoneses valorizam muito a honra e iriam lutar bravamente, muita gente iria morrer, etc... Nesse sentido acham que até foi uma coisa boa!
Para mim esse foi o maior ato terrorista de todos os tempos.
"A Alemanha pagou, com 4,2 milhões de mortos, dos quais 500.000 civis, o exercício de poder por Hitler, que culminou na Segunda Guerra Mundial, na eliminação de judeus, assim como no assassínio de poloneses, ciganos, russos e de outros povos. A guerra de Hitler custou aos poloneses 4,5 milhões de mortos, dos quais 4,2 milhões eram civis. A União Soviética avalia suas perdas em 20 milhões de mortos, dos quais 7 milhões de civis. A Segunda Guerra Mundial causou um total de 55 milhões de mortos."
http://www.starnews2001.com.br/leituras.html
Minhas palavras:
Avaliando qual seria o custo em vidas americanas e aliadas(além de japonesas) para vencer o fanatismo japonês através de uma invasão, eu ´particularmente não condeno estes dois ataques, apenas com o porém de não entender o porquê de não se dar um aviso primeiro jogando-se pelo menos uma bomba em algum lugar mais ermo.
Tendo eu uma arma daquelas, e conhecendo a história de sangue e crueldade dos adversários, eu não teria dúvida tbém em utilizá-la, para preservar os meus.
E os 4,2 milhões de civis poloneses..? Não tem um minuto de silencio para eles tbém..?
O ser humano é muito engraçado.
Só para diminuir um pouco a dor daqueles que ainda hoje se horrorizam coim este massacre. Estão defendendo quem, mesmo..? O que os civis tinham a ver com isto..? Não sei. Era toda uma cultura. Tudo tem seu preço, acho até que pelo retrospecto, sai muito barato.
Quem eram os japoneses:
Assassinatos em massa
Dois oficiais japoneses, Toshiaki Mukai e Tsuyoshi Noda numa competição para determinar quem conseguiria matar cem pessoas primeiro (com uma espada). A manchete à direita diz: "'Recorde Incrível' (no Concurso de Abater 100 Pessoas) -Mukai 106 - 105 Noda-Ambos 2ºs Tenentes, Fazem uma Rodada Extra" (Tokyo Nichi Nichi, 13 de dezembro de 1937)[21]
R. J. Rummel, professor de ciência política na University of Hawaii, declara que entre 1937 e 1945, os militares japoneses assassinaram de três milhões a mais de dez milhões de pessoas, sendo o número mais provável em torno de seis milhões de chineses, indonésios, coreanos, filipinos e indochineses, entre outros, incluindo prisioneiros de guerra ocidentais. Este democídio deveu-se a uma estratégia moral e politicamente falida, conveniência e costume militar, e cultura nacional."[22] De acordo com Rummel, apenas na China, no período 1937-45, aproximadamente 3,9 milhões de chineses foram assassinados, principalmente civis, como resultado direto das operações japonesas e 10,2 milhões no curso da guerra.[23]
O incidente mais infame durante este período foi o Massacre de Nanquim de 1937-38, quando, de acordo com as descobertas do Tribunal Militar Internacional para o Extremo Oriente, o Exército Imperial Japonês massacrou cerca de 200 mil civis e prisioneiros de guerra, embora existam estimativas ainda maiores, na casa das centenas de milhares.[24] Crime semelhante foi o Massacre de Changjiao. No Sudeste Asiático, o Massacre de Manila, resultou nas mortes de 100.000 civis nas Filipinas, e no massacre Sook Ching, entre 25 mil e 50 mil chineses étnicos de Cingapura, foram conduzidos para as praias e massacrados.
O historiador Mitsuyoshi Himeta afirma que o "Sanko Sakusen" (Política dos Três Tudos), uma estratégia de terra queimada usada pelas forças japonesas na China entre 1942-45, e sancionada pessoalmente pelo imperador Hirohito, foi sozinha responsável pelas mortes de "mais de 2,7 milhões" de civis chineses.
[editar] Experimentos em seres humanos e guerra biológica
Corpos de vítimas da Unidade 731.
Unidades militares especiais japonesas realizaram experimentos em civis e prisioneiros de guerra na China. Uma das mais infames foi a Unidade 731. As vítimas foram submetidas a amputações e vivissecção sem anestesia, e foram usados para testar armas biológicas, entre outros experimentos. A anestesia não era usada porque considerava-se que seu uso afetaria os resultados. Em algumas vítimas, sangue de animais foi injetado em seus corpos.
Para determinar o tratamento para queimaduras de frio, prisioneiros eram levados para fora no inverno e tinham um dos braços expostos e molhados periodicamente com água, até que esta congelasse. O braço era então amputado; o médico então repetia o procedimento, do antebraço da vítima até o ombro. Depois que ambos os braços não mais existiam, os médicos repetiam o procedimento nas pernas, até que restasse somente uma cabeça e um torso. A vítima era então usada para experimentos com pestes e patógenos.[25]
De acordo com a GlobalSecurity.org, apenas os experimentos realizados pela Unidade 731 provocaram 3.000 mortes.[26] Além disto, "dezenas de milhares, e talvez cerca de 200.000 chineses, morreram de peste bubônica, cólera, antraz e outras moléstias…", resultantes do emprego da guerra biológica.
Um dos casos mais notórios de experimentação com seres humanos ocorreu no próprio Japão. Ao menos nove dos 12 membros da tripulação sobreviveram à queda de um bombardeiro B-29 da United States Army Air Forces, em Kyushu, em 5 de maio de 1945. O comandante do bombardeiro foi enviado para interrogatório em Tóquio, enquantos os outros sobreviventes foram levados para o departamento de anatomia da Universidade Kyushu, em Fukuoka, onde foram submetidos à vivissecção e/ou mortos.[27] Em 11 de março de 1948, 30 pessoas, incluindo vários médicos foram levados a julgamento pelo tribunal de crimes de guerra dos Aliados. Acusações de canibalismo foram descartadas, mas 23 pessoas foram declaradas culpadas de vivissecção e/ou remoção criminosa de partes do corpo. Cinco foram condenadas à morte, quatro à prisão perpétua e o resto a penas menores. Em 1950, o governador militar do Japão, general Douglas MacArthur, comutou todas as sentenças de morte e reduziu significativamente a maioria das penas de prisão. Todos os condenados relacionados à vivissecção na universidade foram libertados em 1958.
Em 2006, o ex-oficial do Exército Imperial Japonês Akira Makino declarou que lhe foi ordenado — como parte de seu treinamento — que efetuasse a vivissecção em cerca de 30 prisioneiros civis nas Filipinas, entre dezembro de 1944 e fevereiro de 1945.[28] A cirurgia incluía amputações.[29]
[editar] Uso de armas químicas
Tropas da Marinha Imperial Japonesa na Batalha de Wuhan (1938).
De acordo com os historiadores Yoshiaki Yoshimi e Seiya Matsuno, o imperador Hirohito autorizou através de ordens específicas (rinsanmei) o uso de armas químicas na China.[30] Por exemplo, durante a Batalha de Wuhan, de agosto a outubro de 1938, o imperador autorizou o uso de gás tóxico em 375 ocasiões diferentes, apesar do artigo 23 do Convenções de Haia (1899 e 1907), do artigo V do Tratado em Relação ao Uso Bélico de Submarinos e Gases Venenosos e de uma resolução adotada pela Sociedade das Nações em 14 de maio, condenando o uso de gás venenoso pelo Japão.
Em 2004, Yoshimi e Yuki Tanaka descobriram documentos nos arquivos nacionais australianos, evidenciando que o gás cianureto havia sido testado em prisioneiros de guerra australianos e holandeses em novembro de 1944, nas ilhas Kai (Indonésia).[31]
[editar] Fome evitável
Mortes causadas pelo desvio de recursos para as tropas japonesas em países ocupados, são também consideradas como crimes de guerra por muitos povos. Milhões de civis na Ásia Meridional — especialmente no Vietnã e nas Índias Orientais Neerlandesas (Indonésia), os quais eram grandes produtores de arroz — morreram durante uma fome evitável em 1944–45.[32]
[editar] Tortura de prisioneiros de guerra
Forças imperiais japonesas também foram reportadas como tendo utilizado amplamente a tortura de prisioneiros, geralmente numa tentativa de obter informações militares rapidamente.[33] Prisioneiros torturados eram frequentemente executados em seguida. Uno Shintaro, um ex-oficial do Exército Imperial Japonês que serviu na China, declarou:
O principal modo de obter informações era interrogando prisioneiros. A tortura era uma necessidade inevitável. Assassinar e enterrar eram a sequência natural. Faz-se isso para não ser descoberto. Eu acreditava e agia desta forma porque estava convencido do que estava fazendo. Cumpríamos nosso dever como instruído por nossos chefes. Fazíamos isso pelo bem do nosso país. Por nossa obrigação filial com nossos ancestrais. No campo de batalha, nunca consideramos realmente os chineses como seres humanos. Quando você está vencendo, os perdedores parecem realmente miseráveis. Concluímos que a raça yamato [isto é, os japoneses] era superior.[34]
Uma das técnicas favoritas dos torturadores japoneses era o afogamento simulado, no qual água era derramada sobre a cabeça da vítima imobilizada, até ela sufocasse e perdesse a consciência. Era então ressuscitada de forma brutal (geralmente, com o torturador pulando sobre seu abdômen, para expulsar a água) e em seguida, submetida a uma nova sessão da tortura. O processo inteiro podia repetir-se por cerca de vinte minutos. Curiosamente, embora os Estados Unidos tenham condenado estas práticas, notoriamente durante o Julgamento de Tóquio, as suas forças armadas usaram a mesma técnica várias vezes no âmbito da Guerra ao Terror. Passaram então a negar que o afogamento simulado fosse tortura, opinião compartilhada por pelo menos um órgão influente da grande imprensa, o The Wall Street Journal, que em 12 de novembro de 2005, pronunciando-se sobre a tortura de supostos terroristas da Al-Qaeda, publicou um editorial negando que a técnica tivesse …qualquer proximidade com tortura.[35]
Durante as eleições presidenciais nos Estados Unidos em 2008, estas interpretações foram alvo de controvérsia, com os candidatos John McCain e Barack Obama[36] considerando a prática como tortura, em oposição a outros candidatos republicanos.[37]
continua...
http://pt.wikipedia.org/wiki/Crimes_de_guerra_do_Jap%C3%A3o_Imperial#Ass...
1. A história é sempre contada pelos vencedores; é sempre bom ouvir todos os lados, pois TODOS tem histórias de horror para contar ou esconder.
2. Guerra de cavalheiros só existe em romances... Toda guerra é suja, cheia de ataques cruéis e covardes (estupros, mutilações, atrocidades de toda a ordem). É por isso que todas as pessoas com um mínimo de bom senso e respeito pelo outro abominam toda e qualquer guerra.
3. Os civis são sempre os mais atingidos e vítimados por toda essa bárbarie. Nas guerras, as maiores vítimas são sempre os inocentes.
4. Se militares cometem atrocidades, que sejam julgados e punidos pelos seus crimes. Mas nada justifica jogar duas bombas atômicas sobre velhos, crianças e mulheres. NADA!
Bom isso tudo que vc colou no seu comentário é a história contada por um dos lados. Existe a versão que diz que o Massacre de Nanking, como é contado hoje, está extremamente exagerado. O fato de provas como fotos serem bem escassas e as poucas fotos usadas como prova foram comprovadamente forjadas ou interpretadas de maneira errada dá suporte a essa teoria.
Veja mais em:
http://en.wikipedia.org/wiki/Nanking_massacre_controversy
ah, já que estamos aí.....
Canibalismo
Muitos depoimentos escritos e testemunhos coletados pela Australian War Crimes Section do Tribunal de Tóquio, e investigados pelo promotor William Webb (o futuro juiz-chefe), indicam que membros das forças japonesas em muitas partes da Ásia e Pacífico cometeram atos de canibalismo contra prisioneiros de guerra dos Aliados. Em muitos casos, isso foi inspirado por um sempre crescente ataque dos Aliados às linhas de suprimentos dos japoneses, e à morte e doenças das tropas japonesas em virtude da fome. Todavia, de acordo com com o historiador Yuki Tanaka: "o canibalismo era frequentemente uma atividade sistemática conduzida por pelotões inteiros e sob o comando de oficiais".[38] Isto frequentemente envolvia o assassinato com o objetivo de obter corpos. Por exemplo, um prisioneiro de guerra indiano, o Havildar Changdi Ram, testemunhou: "[em 12 de novembro de 1944] a Kempeitai decapitou um piloto [Aliado]. Eu assisti a tudo escondido por trás de uma árvore e vi alguns japoneses cortarem a carne de seus braços, pernas, coxas e nádegas, e levaram para seu quartel… cortaram tudo em pedaços pequenos e fritaram."[39]
Em alguns casos, a carne era cortada de pessoas vivas: outro prisioneiro de guerra indiano, o Lance Naik Hatam Ali (posteriormente cidadão do Paquistão), testemunhou que na Nova Guiné:
Os japoneses começaram a selecionar prisioneiros e todos os dias um prisioneiro era levado, morto, e comido pelos soldados. Eu pessoalmente vi isto ocorrer e cerca de 100 prisioneiros foram devorados neste lugar pelos japoneses. O restante de nós foram levados para outro ponto a cerca de 80 km de distância, onde 10 prisioneiros morreram de doença. Neste lugar, os japoneses começaram a selecionar novamente prisioneiros para comer. Aqueles escolhidos eram levados para uma cabana onde a carne era cortada de seus corpos ainda em vida e eram depois atirados em uma vala, onde acabavam morrendo.[40]
Talvez o mais alto oficial condenado por canibalismo tenha sido o tenente-general Yoshio Tachibana, o qual, com outros onze membros das forças japonesas foi julgado em relação à execução de aviadores da marinha estadunidense, e o canibalismo de ao menos um deles, em agosto de 1944, em Chichi Jima, nas ilhas Bonin. Eles foram decapitados por ordem de Tachibana. Como o direito militar e internacional não lida especificamente com canibalismo, eles foram julgados por assassinato e "prevenção de sepultamento honrado". Tachibana foi sentenciado à morte.[41]
[editar] Trabalhos forçados
Prisioneiros de guerra australianos e holandeses em Tarsau, Tailândia, empregados na construção da "Ferrovia da Morte".
O uso pelos militares japoneses do trabalhado forçado de civis asiáticos e prisioneiros de guerra também causou muitas mortes. De acordo com um estudo conjunto de historiadores, incluindo Zhifen Ju, Mitsuyoshi Himeta, Toru Kubo e Mark Peattie, mais de dez milhões de civis chineses foram mobilizados pelo Koa-in (Comissão de Desenvolvimento Japonês da Ásia) para trabalhos forçados.[42] Mais de 100.000 civis e prisioneiros de guerra morreram na construção da Ferrovia Birmânia-Siam.[43]
A Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos calcula que, em Java, entre quatro e dez milhões de romusha ("trabalhador braçal"), foram forçados a trabalhar pelos militares japoneses.[44] Cerca de 270 mil destes trabalhadores javaneses foram enviados para outras regiões de domínio japonês no Sudeste da Ásia. Somente 52 mil foram repatriados para Java, o que significa uma taxa de mortalidade em torno de 80%.
De acordo com o historiador Akira Fujiwara, Hirohito pessoalmente ratificou a decisão de remover as restrições do direito internacional (Convenções de Haia (1899 e 1907)) no tratamento de prisioneiros de guerra chineses pela diretriz de 5 de agosto de 1937. Esta notificação também alertava aos oficiais do estado-maior para que parassem de usar a expressão "prisioneiros de guerra".[45] A Convenção de Genebra eximiu prisioneiros de guerra do posto de sargento ou acima, de realizarem trabalho manual, e estipulou que os prisioneiros que realizassem trabalhos deveriam ser abastecidos com rações extras e outros itens essenciais. Todavia, o Japão não assinou a Convenção de Genebra na época e as forças japonesas não seguiram a mesma.
[editar] Mulheres de conforto
Anúncios do Exército Imperial Japonês para o recutamento de "mulheres de conforto".
As expressões ianpu ("mulheres de conforto") ou jongun-ianpu ("mulheres de conforto militar") são eufemismos para mulheres usadas em bordéis militares em países ocupados, muitas das quais recrutadas à força ou através de fraude, e que consideram-se vítimas de agressão sexual e/ou de escravidão sexual.[46][47]
Em 1992, o historiador Yoshiaki Yoshimi publicou material baseado em sua pesquisa nos arquivos do Instituto Nacional para Estudos de Defesa japonês. Yoshimi afirmou que havia um vínculo direto entre instituições imperiais como o Kôa-in e os "postos de conforto". Quando as descobertas de Yoshimi foram publicadas na imprensa japonesa em 12 de janeiro de 1993, causaram sensação e forçaram o governo, representado pelo Secretário-Chefe do Gabinete, Koichi Kato, a reconhecer alguns dos fatos no mesmo dia. Em 17 de janeiro, o primeiro-ministro Kiichi Miyazawa apresentou desculpas formais pelo sofrimento das vítimas, durante uma viagem à Coréia do Sul. Em 6 de julho e 4 de agosto, o governo japonês emitiu duas declarações pelas quais reconheceu que os "postos de conforto eram operados em resposta às exigências militares da época", "militares japoneses estiveram, direta ou indiretamente, envolvidos na instituição e administração dos postos de conforto e na transferência das mulheres de conforto" e que as mulheres eram "recrutadas, em muitos casos, contra sua vontade através de engodo e coação".[48]
A controvérsia reacendeu-se em 1 de março de 2007, quando o primeiro-ministro japonês Shinzo Abe mencionou sugestões de que um comitê da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos da América iria solicitar que o governo japonês "se desculpasse e reconhecesse" o papel dos militares do Japão Imperial na escravidão sexual durante a guerra. Todavia, Abe negou que isso se aplicasse aos postos de conforto. "Não há evidência de que havia coação, nada que dê suporte a isso."[49] Os comentários de Abe provocaram reações negativas no estrangeiro.[50] Por exemplo, um editorial do New York Times de 6 de março, dizia:[51]
“ Não se tratava de bordéis comerciais. A força, explícita e implícita, era usada no recrutamento destas mulheres. O que acontecia lá dentro era estupro em série, não prostituição. O envolvimento do Exército Japonês está documentado nos próprios arquivos governamentais do Ministério da Defesa. Uma autoridade do alto escalão de Tóquio, meio que se desculpou por esse crime hediondo em 1993… Ontem, rancorosamente, reconheceu as desculpas pela metade de 1993, mas só como parte de uma declaração preventiva de que seu governo rejeitaria a solicitação, agora pendente no Congresso dos Estados Unidos, de desculpas oficiais. A América não é o único país interessado em ver o Japão, tardiamente, reconhecer a sua total responsabilidade. Coréia e China também estão irritados pelos anos de equívocos japoneses sobre este assunto. ”
Soldados japoneses escoltam fazendeiros chineses para suas casas na vila de Shengjiaqiao, após um dia de trabalho no campo. Foto para fins de propaganda registrada por Kumazaki Tamaki, correspondente do Asahi Shimbun, em 10 de novembro de 1937, e republicada por Iris Chang em seu livro The Rape of Nanking(1998), com a seguinte legenda: os japoneses arrebanhavam milhares de mulheres. A maioria delas eram estupradas em massa ou forçadas a entrar para a prostituição militar. Criticada pelo fato da legenda nada ter a ver com o contexto da foto, Chang defendeu seu uso alegando que ambas as frases são fatos incontestáveis.
No mesmo dia, o veterano de guerra Yasuji Kaneko admitiu ao The Washington Post que as mulheres "gritavam, mas não nos importava se elas viviam ou morriam. Éramos os soldados do imperador. Fosse nos bordéis militares ou nas aldeias, nós estuprávamos sem hesitação."[52]
Em 17 de abril de 2007, Yoshimi e outro historiador, Hirofumi Hayashi, anunciaram a descoberta, nos arquivos do Julgamento de Tóquio, de sete documentos oficiais sugerindo que as forças militares imperiais, tais como a Tokeitai (polícia secreta naval), coagissem diretamente mulheres para trabalhar nos bordéis da frente de batalha na China, Indochina e Indonésia. Estes documentos, a princípio, haviam sido tornados públicos na época dos julgamento de crimes de guerra. Em um deles, um tenente é citado como confessando haver organizado um bordel o qual ele mesmo frequentava. Outra fonte refere-se a membros da Tokeitai prendendo mulheres nas ruas, e depois de exames médicos forçados, colocando-as para trabalhar em bordéis.[53]
Em 12 de maio de 2007, o jornalista Taichiro Kaijimura anunciou a descoberta de 30 documentos do governo neerlandês submetidos ao Tribunal de Tóquio como evidência de prostituição em massa forçada em 1944, em Magelang.[54]
Em outros casos, vítimas de Timor-Leste testemunharam que foram raptadas quando ainda não haviam tido sequer a primeira menstruação e levadas para bordéis militares, onde eram estupradas repetidamente pelos soldados japoneses, noite após noite.[55]
Uma "mulher de conforto" indonésio-holandesa, Jan Ruff-O'Hearn (agora residente na Austrália), e que forneceu evidências ao comitê estadunidense, disse que o governo japonês havia falhado em assumir as responsabilidades por seus crimes, não desejava pagar compensações às vítimas e que pretendia reescrever a história.[56] Ruff-O'Hearn disse que havia sido estuprada por soldados japoneses "dia e noite", ao longo de três meses, quando tinha 21 anos.
Até a presente data, apenas uma mulher japonesa publicou seu testemunho. Isso ocorreu em 1971, quando uma ex-"mulher de conforto" forçada a trabalhar para soldados do Showa em Taiwan, publicou suas memórias sob o pseudônimo de Suzuko Shirota.[57]
Existem diversas teorias sobre o lugar de origem das mulheres de conforto. Enquanto algumas fontes afirmam que a maioria delas provinha do Japão, outros, incluindo Yoshimi, argumentam que cerca de 200.000 mulheres,[58] principalmente da Coréia e China, e de alguns outros países, tais como Filipinas, Taiwan, Birmânia, as Índias Orientais Neerlandesas,[59] e Austrália[60] foram forçadas a se envolver em atividades sexuais.[61]
Em 26 de junho de 2007, o Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes dos EUA aprovou uma resolução solicitando que o Japão "deveria reconhecer, desculpar-se e aceitar sua responsabilidade histórica de maneira clara e inequívoca pela coerção militar de mulheres com fins de escravidão sexual durante a guerra".[62] Em 30 de julho de 2007, a Câmara dos Representantes aprovou a resolução, enquanto Shinzo Abe classificava a decisão como "lamentável".[63]
http://pt.wikipedia.org/wiki/Crimes_de_guerra_do_Jap%C3%A3o_Imperial#Ass...
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