Nem CREA nem "deixa disso" mas, sim, irresponsabilidade

Por ronaldjung
 

Olá

Concordo parcialmente com o que foi escrito pelo André e pelos comentaristas anteriores à mim.

Em primeiro lugar generalizar não dá. Dizer que todos os fiscais, seja os dos CREAs seja das prefeituras, é muita ingenuidade. Nem todos são corruptos, porém existe corrupção sim.

Sou Arquiteto e Urbanista e trabalho a algum tempo com reformas de interiores, tanto com o projeto como com o acompanhamento de obras. Vejam bem que isso não é decoração e não pode ser feito por decoradores ou leigos. Em uma reforma de interiores podem haver mudanças de aberturas (portas e janelas internas), remoção de paredes, adição de paredes, troca de pisos, alterações nas instalações elétricas, hidrosanitárias, etc. Para tudo isso é necessário haver um responsável técnico, de um modo geral esse é um arquiteto (ao menos aconselho). Algumas dessas alterações na edificação se não forem bem pensadas e tecnicamente analisadas podem causar danos o no futuro trazer patologias a estrutura da edificação e à edificação.

Escrevo tudo isso para explicar que muito além de, quando se pretende fazer uma obra, saber que se quer integrar um espaço, abrir uma outra porta, colocar mais tomadas, trocar piso, colocar uma piscina ou uma banheira/spa, etc... deve-se saber o que a edificação suporta de acordo com a sua capacidade estrutural (forma de sustentação da edificação), suas instalações elétricas, hidrosanitárias, incêndio, etc. E tudo isso requer sim uma análise prévia que só pode ser feita por um profissional habilitado.

....Existem diferentes formas de se construir a estrutura de um prédio. A estrutura pode ser com paredes portantes e lajes de concreto (as paredes distribuem o recebimento da carga das lajes e descarregam nas fundações, TODAS as paredes tem função estrutural, nesse tipo de edificação um buraco em uma parede equivale a uma subtração na sua capacidade estrutural), estruturas de aço e de madeira (menos utilizadas no BrasiL) e a forma mais usual no Brasil que é o sistema de pilares/vigas/lajes de concreto armado. Talvez por serem a maioria das edificações do Brasil nesse sistema, muitos (leigos principalmente ou empreiteiros sem conhecimento técnico) podem pensar que todos os prédios são feitos dessa forma. Essa forma de construção suporta alterações em que paredes sejam retiradas ou, dependendo de sua capacidade, adicionadas de alvenaria (de gesso quase qualquer estrutura de concreto armado suporta por ser muito mais leve).

A minha suposição para o colapso da edificação em questão é de que se foi pre-suposto que essa era a forma de construção do prédio e em, com um projeto irresponsável ou até mesmo sem projeto nenhum, o empreiteiro derrubou paredes, abriu portas e janelas, rasgou paredes para a instalação de canaletas elétricas e  tubulações hidrosanitárias, adicionou cargas não previstas como um piso mais pesado ou novas paredes no meio de uma laje por exemplo, que somadas a já fragilizada capacidade estrutural do prédio advinda das janelas abertas em sua fachada, o levaram ao colapso.

Mas pensemos, de quem é a culpa? Dos engenheiros do CREA que não fiscalizaram a obra? Como pode ser possível o CREA fiscalizar uma obra de interiores que não é visível da via pública?

A responsabilidade é do dono, do responsável pela execução da obra e do empreiteiro, que se foi assim, sem haver uma responsabilidade técnica pelo projeto a ser executado aceitou fazer a reforma.

Na minha opinião a cultura do "deixa disso" não foi necessariamente o que levou ao colapso da edificação. Como outros comentaristas já escreveram, a maioria das pessoas não tem a mínima ideia das possibilidades de uma edificação em relação a suas funções estruturais e muito mais do que isso até mesmo um arquiteto ou um engenheiro olhando para a edificação sem analisar a sua planta pormenorizadamente  pode ficar em dúvida com relação a sua estrutura portante.

Então na minha opinião o erro cultural está em subestimar a necessidade de um arquiteto ou engenheiro na hora de se fazer uma reforma de interiores e não na fiscalização quase impossível de se fazer em obras de interiores. Está no erro do síndico de não exigir todos os projetos necessários para a execução da obra (arquitetônico, análise estrutural para as mudanças, elétrico, hidrosanitários, etc), mas muitos mais pelo dono que, provavelmente por achar que economizaria, não contratou profissional hábil.

Acho que é isso

Ronald

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15 comentários
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Marcelo Neto

Sobre o desabamento entendo que se devam fazer os paralelos coloquiais:

1)      Os Edifícios Andraus e Joelma x Edifício da CESP.

2)      O Estádio do Maracanã x O Morumbi e aquele da Bahia.

Os edifícios Andraus e Joelma foram submetidos ao fogo intenso e ainda sim suas estruturas mantiveram sua estabilidade geométrica (não foram à ruína), já o da CESP desmoronou parcialmente.

O Maracanã apesar de mais velho é sólido e íntegro mostrando-se destino bem dos outros dois abobados.

Porque estruturas submetidas aos mesmos esforços conheceram sortes tão diferentes? O que as une? No que elas diferem?

Todas elas projetadas engenheiros e feitas de concreto armado, porém,  concebidas sob a égide de diferente$ norma$ técnica$. Os peles-vermelhas deste país têm que voltar seus olhos para os cara$-pálida$ que monopolizam as diretrizes da NB-1.

Pedra, areia, cimento, ferro, aspectos imponderáveis que podem incidir sobre a qualidade da obra apresentam-se constantes desde as pirâmides (eu sei que o aço não existia) se assim , porque nossas normas evoluíram tão rapidamente, sem consulta pública, na moita?

Chegamos ao cúmulo de uma norma vigorar por menos de um ano – graças à Deus, um viaduto nas proximidade do MASP, recém construído, mostrou-se verdadeiro treme-treme, revisados os cálculos ,mostraram-se corretos, chamaram um gringo que apontou falhas gritantes na NB em vigor.

Os cartagineses da construção tem profundas relações com a universidade e a ABNT, assim Lei deve afastá-los das decisões de caráter social. Estas decisões são de caráter social, porque qualquer profissional bem formado chegaria aos poucos pilares de 12cm que os atuais prédios residenciais apresentam, alguns teriam consciência desta temeridade, mas sabe como é, têm que criar os filhos etc.

No prédio alto que desabou, pelo que sei,   tinha pilares em seu perímetro externo e não possuia vigas internas de travamento, sob o aspecto comercial é fantástico, o sonho de consumo  de qualquer arquiteto ou corretor de imóveis, mas a Cinelândia fica sobre um brejo!

Não podemos esperar nada dos inqualificáveis do CREA e não há nada de moral nesta afirmação – só não sei definir estes caras.

 
 
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Flavio Calixto

Arquiteto para tratar de cálculo estrutural? Só se for para pegar o serviço e subcontratar um engenheiro calculista. Posso afirmar que 99% dos arquitetos não entendem nada de cálculo de estruturas. E os bons arquitetos também nem querem entender, porque têm outras preocupações com o exercício de sua profissão.

 
 
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DanielQuireza

Não creio que o edificio seja de alvenaria estrutural. É um edificio antigo e muito alto para se utilizar essa modalidade.

Provavelmente a estrutura era convencional, de pilares, vigas e lajes e o fato de se haverem buracos nas paredes em nada alteram a estrutura do Edificío, se for este o caso, de estrutura convencional.

Achei que houve exagero do André e mistura de várias coisas, até a nossa cultura. Não acho que seria razoável alguem passar na rua e denunciar a obra.  Concordo que o principal responsável é o dono. Mas é realmente muito estranho, qualquer pedreiro sabe que nao se pode cortar elementos estruturais em uma obra, a grande maioria sabe, pelo menos.

Resta-nos aguardar as investigações.

 

 

@DanielQuireza

 
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Ivan Moraes

"houve exagero do André e mistura de várias coisas, até a nossa cultura":

"Direitista sempre se entrega nos detalhes", como diz uma das assinaturas do blog:  a generalizacao da culpa era o ponto do Andre. Acho que nunca vi um post dele tao explicito a respeito da socializacao da culpa como aquele.

Mesmo assim, nao vai funcionar: foi o judiciario e FOI MESMO.  (Militares nao tem "culpa", jamais, em lugar nenhum, porque sao arquitetados pra nao ter cerebro.)

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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maria rodrigues

 


Não tem CREA, nem órgão oficial algum neste país com olhos pra ver o que o povo, inclusive eu, faz quando quer modificar, reformar, embelezar seus espaços. Eu jamais soube que era necessária a intervenção do CREA pra combinar com um monte de peão uma reforma nos meus apartamentos. Fiz isso umas quatro vezes, tanto no Rio como em Brasília, igualmente como uma enorme quantidade de vizinhos.


Por duas vezes, morando em edifícios antigos, que tinham encanamentos de metal, e que foram substituídos por PVC, automaticamente meus imóveis sofreram algumas mudanças desagradáveis. Então, para seguir internamente o que fora realizado no exterior do prédio, eu e todos os moradores contratamos mestres de obras para mudarmos todo encanamento. E como uma coisa puxa a outra, terminamos, todos do prédio por fazer mais. Daí pra derrubar uma parede indigesta a título de alargar um ambiente, ou simplesmente acabar com ele, era um pulo. Por exemplo, para ter um rol no meio do aptº, tive que reduzir o tamanho de um banheiro, e nesse rol foi instalado um lavabo aberto. A mudança foi geral. Depois, um espaço morto que ficava no final do corredor foi demolido pra que se pudesse fazer ao lado do último quarto um banheiro. O quebra-quebra foi grande. E o mais importante: nos dois casos todos os condôminos modificaram suas moradias. Eram obras e obras num edifício de 20 andares, isso no Rio. E em Brasília, onde se deu a mesma coisa, o prédio era de 06 andares.


Eu nunca vi ninguém mandar fazer obras em suas casas e apartamentos com essa lógica de que precisa ter engenheiro e arquiteto na jogada. Aliás, a maioria desses trabalhadores de obras, considerados peãos, são tão peões quanto seus mestres, geralmente analfabetos, mas um bando de gente trabalhadora e muito inteligente.


Enfim, a ser verdade que a queda dos prédios se deu em razão de uma agressão aos pilares-mestres do prédio, vale uma repensada sobre o assunto pra que não se repita nunca mais tais ações, mas, insisto em dizer que obras e reformas no nosso país feitas por meros trabalhadores de obras, sem nenhum estudo, são coisas corriqueiras, e ninguém pode me contestar.

 
 
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Andre Araujo

Reformas em predios de 18 andares feitas por ""peões"" sem engenheiros envolvidos  são corriqueiras no Brasil? Que coisa, eu não sabia, se fazem em predio de 18 andares, podem tambem fazer em predios de 30 andares, acrescentar andares,  fazer puxadinhos, etc.

Tambem assim é em Luanda, em Kinshasa, capital da Republica do Congo, no Zimbauwe, em Zambia, na Somalia, etc., é o povo fazendo suas casas com ""peões"" sem engenehrios, que coisa mais linda e viva o Brasil da Copa e das Olimpiadas, é bom o mundo inteiro saber disso.

 
 
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DanielQuireza

André,

Pelo que vi, a estrutura do Prédio era do tipo "convencional" de pilares, vigas e lajes. Ao ver o jornal nacional, a impressão que tive é que só existiam pilares nas laterais do prédio, o resto era vão livre.

Dessa forma, muito provvelmente o que ocasionou a queda foi a ruptura, talvez parcial de algum ou alguns desses pilares em volta do prédio. Em estruturas desse tipo as paredes até ajudam na estrutura, mas não são essenciais, de forma que os buracos e janelas nas paredes jamais poderiam causar o desmoronamento do prédio. Podem se tirar todas as paredes que o prédio, em tese, teria que continuar de pé.

Acredito que a responsabilidade maior é do dono da empresa que fez a obra. Seria muito dificil que pessoas leigas reparassem de longe que havia algo de errado.

Concordo com as suas críticas quando aos CREAs, realmente deveriam fazer um trabalho de fiscalização muito melhor.

Sou eng. civil, não especialista em estruturas, e estou dando a minha opinião baseado apenas pelas poucas reportagens que vi.

 

 

@DanielQuireza

 
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Antônio CDS

Não entendo nada de engenharia, mas me permitam acrescentar informação que li nO Globo (perdi o link) e até dar um palpite:

Segundo um coronel dos bombeiros, numa avaliação preliminar, parece ter ocorrido um desabamento do 10º sobre o 9º (que estavam em obras) piso e tombamento de toda a estrutura acima sobre os outros prédio.

Como as reformas antigas nas paredes laterais (colocação de janelas, etc) foram acima destes andares e na suposição correta de que havia vãos livres grandes nas lages, a hipótese mais provável não seria d excesso de peso por acúmulo de entulhos?

Justamente por ser leigo (uma das primeiras e poucas coisas que sei sobre engenharia), acho pouco provável a remoção de pilares e vigas: o mais elementar auxiliar de pedreiro sabe que não se deve tocar em nada que contenha vergalhão e concreto.

 
 
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Marcos Costa

O IG publicou uma foto prédio nos anos 40:

Estes andares construídos depois da conclusão da obra (pela imagem seriam pelo menos uns quatro) são para mim a principal hipótese para explicar o desabamento. É preciso verificar se a estrutura original, especialmente pilares e fundações, estava dimensionada para suportar esta carga extra. O peso destes andares é significativo. Esta pode ser uma explicação mais crível do que o problema das janelas laterais, pois  creio que as aberturas foram feitas em alvenarias cujas a única função seria funcionarem como vedação do edifício. Imagino que a lateral do prédio não seja uma peça estrutural única, chamada empena estrutural e sim um conjunto de pilares, vigas e alvenarias. Se isto for real seria possível abrir todas estas janelas sem qualquer consequência para a estabilidade da estrutura. Caso a lateral fosse uma empena estrutura, aí sim estas janelas comprometeriam a segurança do prédio. De qualquer maneira concordo com o Ronald, estas são questões que deveriam ter passado pelo crivo de um arquiteto ou engenheiro.

 

 

Marcos Costa

 
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DanielQuireza

Eu acho que nao viu, essas obras complementares já foram há muito tempo, provavelmente já estariam "assentadas".

O que deve ter acontecido é que na tal da reforma algum pedreiro deve ter furado  ou cortado algum pilar por engano, deve ter sido isso. Ai é problema. Nos elementos estruturais (pilares, vigas e lajes) não se pode mexer em hipotese alguma. Não pelo menos sem estudos, é claro.

Vamos aguardar.

 

@DanielQuireza

 
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Leonidas de Souza

Não adianta tentar procurar os culpados, todos já os conhecem.


Toda vez que ocorre uma tragédia a ladainha é a mesma, não tem registro no CREA, não tem alvará de funcionamento, não tem registro na Prefeitura, não tem a aprovação do Corpo de Bombeiros, etc.


A tragédia só esta apontando para uma ponta do Icebergue que é a total falta de fiscalização ou o suborno dos envolvidos.


Na verdade tudo decorre da falta de punição dos culpados ou responsáveis.


A pouco tempo, ocorreu uma tragédio com os brinquedos de um Parque de Diversões que tinha toda a documentação mas, qualquer leilo poderia ver que os equipamentos e as fiações elétricas estavam em péssimo estado, o que nos leva a duas possibilidades, o responsável pela liberação do funcionamento do parque foi subornado ou a liberação foi apenas um processo burocrático (Paga a Taxa e obtém a aprovação), sem que ninguém fosse verificar "in loco".


Ninguém precisa se preocupar, porque se uma tragédia acontecer, todos tem a certeza que ninguém será punido.


Todos os dias explodem Caixas Eletrônicos, então eu pergunto: Não é o Exército que controla o comércio de explosivos? Até agora não vi a Mídia cobrar a eficiência dessa fiscalização, ou será também apenas um processo burocrático?


Essa é a verdadeira tragédia que esta condenada a se repetir.

 
 
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drigoeira

É Leonidas, e chego a conclusão que o Brasil possui umas das populações mais honestas do mundo. Se estamos nos erguendo do terceiro mundo, numa condição de falta de fiscalização das leis e punição dos infratores, é porque o brasileiro é honesto demais véio.

Se esta não fosse a constatação estariamos como os países africanos, no atraso eterno.

 
 
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lmstefanini

Nenhum prédio cai assim, de uma hora para outra. Ele avisa. O filho do zelador relatou que o seu pai reclamava de estalos no prédio há anos, de rachaduras e de aumento do vão com o prédio vizinho. Assim deve-se tomar cuidado deve-se em colocar toda a responsabilidade, irresponsavelmente, no engenheiro das reformas. Como o colega bem colocou no post, diversos fatores podem ter comtribuido para a tragédia e somente uma investigação poderá apontar os culpados. Antes disso qualquer especulação só alimenta espetáculos.

 
 
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Heitor

Se confirmado que a obra foi a causa do acidente a responsabilidade é do dono da obra. Se a prefeitura não exige alvara para uma reforma interna a Lei Federal exige que a obra tenha um responsavel técnico seja um engenheiro ou arquiteto, com registro no CREA ou no recem criado CAU. E que esse desabamento sirva de alerta para os síndicos de outros prédios seja novo ou velho.

Além da questão estrutural, tem outras aspecto que uma simples reforma pode ocasionar. Veja o caso da reforma no 9º andar com certeza teve mudanças nas instalações elétricas e essas mudanças geralmente aumentam os pontos de tomadas aumentando a carga e sem um projeto elétrico pode ocorrer sobre carga nas instalações que podem ocasionar incêndio ainda mais que pelo relatado estão ocorrendo vazamentos de gás. Gás e eletrecidade é incêndio na certa. Uma mudança como a descrita pela TO pode ser necessário o aumento da fiação de todo a alimentação do prédio, que só um engenheiro após fazer o projeto pode dizer se ou não necessário. Até porque em muitos prédios a parte elétrica já trabalha além do limite projetado.

As reformas da empresa TO são muito suspeitas. Segundo eles não alteraram a parte estrutural. Mas mudaram a posição do banheiro. E os canos passam por onde? No mínimo eles devem ter feitos furos na laje, provavelmente em algumas vigas.

 
 
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Narita

Moro num condomínio de 24 andares, sendo que as paredes são todas de concreto com função estrutral. Tomamos conhecimento de diversas obras não autorizadas com abertura de protas (suítes e unindoi quartos com salas). Adianta anos depois repôr essas paredes ou os danos já estão lá? Trincas poderão se propagra por fadiga mesmo tendo essas paredes repostas? Meu condomínio quer contratar uma empresa que analise os impactos dessas obras. Indicações?

 
 

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