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Ministra fala sobre caso BündchenEnviado por luisnassif, ter, 04/10/2011 - 09:19Por raquel_ Da Carta Capital
Na semana passada, a ministra Iriny Lopes, da Secretaria de Política para as Mulheres, se tornou a integrante mais falada do primeiro escalão do governo Dilma Rousseff. O motivo, diferentemente dos outros cinco ministros que deixaram suas pastas sob suspeitas, foi uma nota assinada pela secretaria em que pedia a suspensão, ao Conar (Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária), de uma propaganda com a top Gisele Bündchen. Na campanha, promovida pela Hope Lingerie, a modelo ensina as mulheres a dar más notícias aos maridos (como excesso de gastos ou batida de carro) sem risco de serem recriminadas: tirando a roupa. Foi o suficiente para que movimentos em defesa das mulheres manifestassem repúdio ao conteúdo da propaganda, endossado pela secretaria do governo federal. A “reação à reação”, no entanto, foi ainda mais forte: a ministra foi criticada por supostamente tentar cercear a liberdade de expressão. Para os “críticos da crítica”, faltou bom humor ao governo e às feministas. Em entrevista a CartaCapital, Iriny Lopes, mineira 55 anos, afirma ter ficado “estupefata” com a politização do debate – que, segundo ela, não respondeu se a propaganda era, afinal, boa ou prejudicial à mulher. Para a ex-deputada, a campanha com a top tinha um recado subliminar desrespeitoso à mulher, que coloca à disposição o próprio corpo para amenizar a ira do companheiro. Na entrevista, a ministra não poupou também o humorista Rafinha Bastos, no centro de polêmica após dizer, no ar, que “comeria” a cantora Wanessa Camargo, que está grávida, e o bebê dela. “O estupro não é piada, é crime”, diz a ministra, para quem brincadeiras desse tipo só reforçam o medo de as mulheres denunciarem agressões – e fazem com que os agressores se sintam seguros da impunidade. Confira abaixo os principais trechos da entrevista. CartaCapital: O que levou a secretaria a pedir a suspensão da propaganda com a modelo Gisele Bündchen? Iriny Lopes: Recebemos, através da nossa Ouvidoria, cobranças para que a secretaria tomasse uma posição. A ouvidoria existe para isso, para ouvir a sociedade. Faz parte do processo democrático. Não nos compete julgar o mérito (da suspensão da propaganda), isso compete ao Conar. No nosso juízo havia uma característica sexista na propaganda, de coisificação da mulher. Havia uma ideia de que, para conter a violência do companheiro, era necessária a erotização. De fato, elas devem ser bonitas, lindas, desejadas, assim como eles para elas. Mas não com esse tipo de brincadeira, que perpetua a ideia da mulher-objeto. Nós solicitamos que o Conar se manifestasse. E fomos informados pelo Conar de que outros 11 pedidos semelhantes foram anexados à nossa representação. CC: O pedido foi interpretado como uma tentativa de censura. O ex-governador José Serra lembrou o episódio para criticar o governo. IL: Qualquer coisa que a gente faça sempre será politizada. Principalmente num país conservador como o nosso. A questão levantada pela representação não é o que virou o debate. A questão foi tratada de uma maneira conservadora e politizada. E contra um governo que está dando muito certo numa situação desfavorável, que é a situação econômica. Uma mulher dando certo num campo desses incomoda muita gente, por ser uma mulher de esquerda. CC: Com o pedido de suspensão, a ideia de que o governo tentava censurar a propaganda não ficou justificada? IL: Foi uma interpretação de conveniência. Duas coisas me deixaram estupefata nessa história. Primeiro, num tema tão importante, o mérito não foi debatido. Queríamos discutir se aquela publicidade, ao fazer uma brincadeira, era boa ou má para as mulheres. Mas o que houve foi uma politização, passaram a imagem de que queríamos a censura, o cerceamento, porque enviamos o tema para um órgão de auto-regulamentação do qual não temos assentos nem voz nem indicamos ninguém. É um órgão com plena autonomia. CC: Não seria mais indicado uma nota de repúdio, como foi feito à direção da empresa de lingerie? IL: Não acho que tenha havido prejuízo pelo fato de termos solicitado, com base nos artigos do próprio regimento, a apreciação da suspensão. Isso já foi feito outras vezes. Ganha-se uma vez, perde-se outras. O que fizemos foi respeitar as solicitações recebidas pela nossa ouvidoria. Uma nota de repúdio politizaria muito mais, embora no nosso pedido houvesse uma opinião prévia que balizou nossa sustentação.
CC: A senhora se disse estupefata por dois motivos. Qual o segundo? IL: Foi o absoluto machismo que ainda está posto dentro da sociedade brasileira. As charges que buscaram me ridicularizar, feitas por quem desconhece o tema em debate, eram tentativas de se retomar aquela ideia que opõe mulheres feias e bonitas, gordas e magras. Quando, na verdade, não há ressentimento algum, e sim uma cultura de igualdade, de contestação ao status quo no qual a mulher é vista como um ser subalterno. Não temos nada contra a propaganda de lingerie ser bem humorada, não temos nada contra isso. Só que a brincadeira foi muito sem graça. Há outras maneiras de ser alegre, ser brincalhão, sem colocar a mulher em posição subalterna. CC: Na propaganda, a Gisele Bündchen se coloca como uma mulher que põe o corpo à disposição para compensar uma má notícia. Muitos críticos diziam ter medo de que a piada se espalhasse, e que os homens dissessem para suas mulheres e amigas, mesmo que na brincadeira: “ok, você fez bobagem, agora tira o sutiã que fica tudo certo”. É um exagero? IL: Esse é o perigo. Tudo ali era subliminar. Havia uma mensagem subliminar quando era mostrado um carimbo dizendo que dar o recado com roupa era errado. Qual é a intenção ao mostrar isso? É essa coisa da mulher-objeto, que para manter uma relação precisa de um nível de erotismo. Pode ser uma brincadeira saudável entre casais, mas levamos em consideração essas brincadeiras que perpetuam esse status que queremos superar. Nós trabalhamos muito por igualdade, e esse tipo de coisa não ajuda. Isso influencia na atual e nas próximas gerações. Temos procurado com a mídia manter esse diálogo, para que a propaganda e os programas ajudem a alavancar as conquistas das mulheres. Nossa visão em relação à publicidade não é moralista. CC: Como a medida tomada pela secretaria, sugerindo a suspensão da propaganda, foi recebida dentro do governo? IL: Não faltou solidariedade. Nem contra nem a favor. Temos um nível de autonomia dentro do governo. CC: A senhora conversou com a presidenta Dilma? IL: Nós, ministros, somos respeitados pela presidenta, não fizemos nada fora da legislação. Não temos nenhum problema. Sabemos exatamente a firmeza com que ela conduz o conjunto do governo. Não tivemos falta de solidariedade. CC: Na mesma semana em que houve a propaganda da lingerie, muito se falou sobre a piada, feita pelo humorista Rafinha Bastos, com a cantora Wanessa Camargo… IL: Foi uma falta de respeito absurda e é necessário que haja uma retratação. Ele desrespeitou a mulher e a gravidez de uma mulher. Isso é duplamente complicado. Não sei como a cantora tratou essa questão. É, de novo, a mesma coisa: a mulher como objetivo, como vítima da erotização, e numa situação de gravidez. Não se fala isso para nenhuma mulher. É uma ofensa à criança que ela traz. Ele precisa entender que as mulheres gostam de elogios, assim como eles. Mas não esse tipo de elogio. Foi uma grosseria, uma insensibilidade. CC: A piada foi feita num programa de humor que tem alta audiência, que se espalha rapidamente pela internet e sites de compartilhamento. De que maneira a secretaria debate essa questão? IL: Temos discutido um aspecto um pouco mais amplo, porque estamos discutindo com o Ministério da Justiça, o Ministério da Saúde, dos Esportes. Pensamos em campanhas que possam influenciar na postura das pessoas para inibir e constranger esses abusos e falta de responsabilidade, principalmente para o reconhecimento dos direitos das mulheres. CC: Muitos vão dizer que era só uma piada. IL: Muitos nos cobram pelo aumento dos casos de estupro e de homicídio, mas precisamos compartilhar responsabilidade. Quando a pessoa que faz um programa massivamente difundido e diz que a mulher feia deve agradecer pelo estupro, isso é um crime, e não uma piada. Se o estupro vira uma piada, então a violência se banaliza. As mulheres não registram o crime porque acham que o caso não vai seguir adiante. Os agressores ficam cada vez mais tranquilos e passam a confiar na impunidade. Muita gente não denuncia porque não quer se expor para os vizinhos, os amigos, os colegas de trabalho, a família, e carrega a dor sozinha. Muitas vezes as pessoas assistem a casos de agressão no recinto familiar e se omite. Não é uma coisa banal. CC: Muitos viram na reação da secretaria e dos movimentos feministas falta de bom humor. O que se disse foi que houve uma atitude ‘politicamente correta’. Como evitar que o debate caia nessas afirmações? IL: É preciso insistir na discussão, no debate. Quando for possível, com diálogos diretos para a sensibilização, com seriedade. É importante que se discuta os conteúdos, os níveis de repercussão e de cultura que aquilo vai constituindo. É a insistência de furar bloqueios, de não ficar acuado e usar instrumentos legais quando não for possível o diálogo. É também ampliar as ouvidorias, ter um Ministério Público atuante. Eu convivi sempre com essa questão, sempre foi militante. Na Câmara presidi Comissão de Direitos Humanos, e dirigimos a campanha “Quem financia baixaria é contra a cidadania”. Foi uma reação aos programas, publicidade e publicações que trabalham pejorativamente as questões de raça, gênero, orientação sexual e classe social.
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Comentários + votados
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Cláudia Stefani
04/10/2011 - 09:34
Ridículo mesmo é usar o argumento da liberdade de expressão para se defender um comercial. Propaganda, por acaso, é obra de arte, como um filme, uma música, um livro ou um quadro? Francamente...
A...
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raquel_
04/10/2011 - 09:38
Replicando pela enézima vez o ótimo texto que o Gunter achou:
O Sexismo Benevolente
Enviado por Gunter Zibell - SP, dom, 02/10/2011 - 23:16
Autor: Aninha Arantes Autor: blog O Divã...
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Calvin
04/10/2011 - 09:43
Se esta senhora está sem serviço, que tal proteger as meninas que são estupradas em cadeias no Pará?
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Carioca
04/10/2011 - 09:57
E se a cena fosse a Giselle, de terno e gravata, informando que acabou com o carro e finalizando, tirando a roupa, ficando de calcinha e sutiã:
- "Beenhe! Mas já mandei consertar e já está tudo...
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R Godinho
04/10/2011 - 09:59
A Ministra tem razão, a propaganda é sexista, sim. É ruim perpetuar a idéia de mulher objeto sexual. Mas é muito difícil não ser um sexista benevolente...
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marciano de brito silva
04/10/2011 - 10:08
O problema é esse: o brasileiro é racista, machista, xenófobo, etc. Mas não tem coragem de assumir isto abertamente e apela para as piadas de "humor" duvidoso.
Todo mundo conhece piadas sobre judeus...
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alfie
04/10/2011 - 10:27
Discordo. Ela não é ridicula. Ridicula e grosseira foi a exposição de divergências em relação a conduta dela, da sua secretaria. Podemos discordar da sua opinião sobre a propaganda da Hope (e eu...
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Andréa
04/10/2011 - 10:33
Reclamar de comerciais sexistas não é prerrogativa exclusiva das mulheres. Exemplo? Homens reclamaram e MUITO no Conar contra os comerciais 'Mulheres Evoluídas" da Bombril. Qualquer segmento social...
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raquel_
04/10/2011 - 10:35
Ainda bem que este blog é comandado pelo Nassif e não pelo senhores. Pq se fosse, eu e uma pá de gente não estaria aqui...
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Marcia
04/10/2011 - 10:36
Gostei muito da entrevista;
A Ministra se revelou altamente preparada para o catgo.
Ponto para a Presidente Dilma.
Rafinha Bastos é o fim da picada.
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Dê
04/10/2011 - 10:51
A propaganda da Hope expõe sim a mulher como objeto e expõe o homem também, como nada mais que um pênis......onde apenas este órgão importa......se os homens do blog acham bom ser expostos desta...
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Wilsoleaks Alves
04/10/2011 - 11:00
O que tem uma coisa a ver com a outra, Calvin?
Se meninas foram estupradas no Pará, então, agora tudo que é crime e porcaria deve ser permitido?
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Gerson Pompeu
04/10/2011 - 11:01
Falando em comerciais, as de automóveis são, quase todas, campeãs em imoralidade. Sabedores da quantidade de motoristas que conduzem de modo irresponsável, estão sempre utilisando filmes mostrando...
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Walter Decker
04/10/2011 - 11:08
A propaganda é 100% machista e é lamentável que a Gisele Bündchen se preste a isso. Aliás, nunca gostei dela ser a “representante” do modelo de mulher que toda brasileira gostaria de atingir. Ou...
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Alan Souza
04/10/2011 - 11:22
O ex-governador José Serra lembrou o episódio para criticar o governo.
Logo o Serra, que pediu às "moças bonitas" que pedissem votos para ele aos rapazes...
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Edmilson Fidelis
04/10/2011 - 11:28
Não tem saída: todo homem é um machista/sexista.
Qualquer atitude que tomar em relação à mulher é sexista. E se não, alguém fará com que seja.
Não adianta você, homem, agradecer aquele jantar,...
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leonidas
04/10/2011 - 11:36
Bobagem.
Tem coisas muito piores nas letras de funk e nao vejo a senhorita ai falar nada
pq nao fala nda?
pq politicamente falando seria uma lastima para o governo " censurar a musica do POVÃO "...
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George A.F. Gessário
04/10/2011 - 12:09
Mas ultimamente o Serra tem criticado QUALQUER ato do governo, daqui a pouco vai pleitear o troféu Anão Zangado... Essa estratégia das moças bonitas sempre dá certo pra eleições de Grêmios Estudantis...
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Vânia
04/10/2011 - 12:29
Roma, qual tipo de avião você é?
Pensa que só mulher pode ser comparada a um avião? Não mesmo!!! O Homem, até os 20 anos: Avião de Papel.
Apenas vôos rápidos...
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Ridículo mesmo é usar o argumento da liberdade de expressão para se defender um comercial. Propaganda, por acaso, é obra de arte, como um filme, uma música, um livro ou um quadro? Francamente...
A única mensagem que um comercial expressa é o desejo de aumento dos lucros, nada mais.
O Paulo Moreira Leite escreveu três artigos interessantes sobre isso na Época.
Direito de venda não é liberdade de expressão 00:39, Paulo Moreira Leite Cultura, Geral, Política
Confesso que o debate em torno da propaganda de Gisele Bunchen me deixa constrangido.
É preciso ter muita vontade de fingir-se de ignorante sobre democracia para imaginar que o conteúdo de uma campanha publicitária pode envolver uma causa universal e prioritária como liberdade de expressão.
Estamos falando de outra coisa: direito de venda. E isso diz respeito a perfumes de sabonete, embalagens de chocolate em pó, lançamento de imóveis e peças de lingerie.
Podemos discutir liberdade de expressão quando o debate envolve a divulgação de uma visão — certa ou errada — sobre a condição humana.
Neste caso, todo esforço para proibí-la deve ser chamado de censura. Isso vale até mesmo para obras consideradas pornográficas.
O debate muda de natureza quando se trata de vender uma mercadoria. Uma campanha de publicidade não é expressão de uma realidade humana. Pode ter qualidades ou defeitos, ser originalíssima ou resumir um plágio puro, mas sempre será uma operação triangular: um produto feito para vender outro produto.
A diferença entre direito de venda e liberdade de expressão permite distinguir uma coisa da outra. A existencia de um Conselho de Autoregulamentação Publicitária faz todo sentido. Sua missão é examinar trabalhos polêmicos e, conforme uma avaliação de seus integrantes, sugerir ou não que sejam proibidos. O Conar tem o direito de proibir um anúncio. É protetor do mercado e não da liberdade.
Quem não percebe a diferença não percebeu nada, concorda?
No sutiã de Gisele 06:58, Paulo Moreira Leite Cultura, Geral Tags: Gisele, jornalistas
A mobilização de jornalistas em torno da campanha de sutiã e calcinha de Gisele
Bunchen é mais complicada do que parece.
Ainda mais quando se tenta apresentar o debate como uma volta da censura.
Jornalistas são empregados de empresas de comunicação, que asseguram boa
parte de seu financiamento com verbas de publicidade. Essa receita faz parte do
orçamento das empresas no mundo inteiro e é claro que não há nada de errado
nisso.
Mas profissionais que adoram dar lições de ética e comportamento poderiam demonstrar um pouco de pudor nessas horas.
Claro que todos tem direito de dar sua opinião. Mas o conflito de interesses neste caso é tão flagrante que seria recomendável ter mais comedimento. Não era preciso empenhar-se tanto, berrar tanto, bater tanto.
Afinal, é muito conveniente defender interesses de quem ajuda a pagar nosso salário.
Muito mais louvável é defender princípios quando eles vão contra nossos interesses.
Bons pensadores ensinam há muito tempo que este é o melhor critério para se avaliar a legitimidade de determinado ponto de vista.
Ainda no sutiã de Gisele 22:43, 1/10/2011 Paulo Moreira Leite Cultura, Geral, Política Tags: Censura, Gisele, liberdade de expressão
Sabemos que a publicidade pode produzir benefícios públicos, como estimular o comércio, que gera consumo, estimula o crescimento e ajuda a criar empregos.
Ela também podem ajudar os meios de comunicação a manter distancia das verbas publicas e dessa forma contribuir para uma mídia mais saudável.
Mas a publicidade é uma causa comercial e envolve interesses privados. Sua função social é restrita. Um anuncio precisa ser pago para ser exibido. A liberdade de expressão é parte da história da humanidade que criou e defendeu direitos humanos. A publicidade é filha da economia de mercado.
De certa forma, é preciso ter uma visão mercenária de liberdade de expressão para confundí-la com campanhas publicitárias. A liberdade não tem preço. A publicidade tem.
Isso acontece porque são coisas diferentes. A liberdade é uma causa universal e envolve o interesse público. O direito de opinião pertence a todos homens e mulheres. Deve ser amplo e irrestrito.
A publicidade possui um organismo que tem autorização para praticar a autocensura, que é o CONAR, um conselho de autoregulamentação que reune represantes do setor e atua em nome dele. Ele pode determinar a retirada de uma campanha do ar.
Se houvesse um orgão semelhante no jornalismo, seria um escândalo. Isso porque há uma distinção natural entre liberdade e direito de venda. Um condomínio de jornais e jornalistas com poderes para exercer a censura sobre outros jornais seria inaceitável e absurdo. A liberdade de expressão não é propriedade de uma categoria — os jornalistas — nem das empresas de mídia. É do povo.
Em função dessa natureza diferenciada, uma determinada publicidade pode ser retirada do ar – ou banida para sempre – se for considerada prejudicial a sociedade. É o que acontece, por exemplo, com campanhas de cigarro. Ou de bebida, que só são exibidas em determinados horários.
Mas você nunca tentará proibir um conto maravilhoso, chamado “Só para fumantes”, do peruano Julio Ramon Ribeyro. Trata-se de uma pequena (apenas pelo tamanho) obra-prima da literatura universal, bela e bem construída, que todo mundo deveria ler na primeira oportunidade. Mas o conto faz uma defesa tão alucinada e poética das delícias do cigarro que se pode dizer que estimula o tabagismo.
Também não se pensa em proibir poemas e músicas de Vinícius de Moraes onde ele fala do uísque como um grande amigo. Nem artigos que expressam uma defesa apaixonada de determinados vinhos, mesmo que no fim das contas isso também possa servir de estímulo ao consumo de álcool.
É possível fazer reportagens belíssima a partir das dores de um alcóolico. O que dizer de textos que falam de cocaína, de filmes sobre heroína?
Com a publicidade é diferente. Nossa sociedade considera que é aceitável proibir anuncios de produtos que fazem mal a saúde. Não é um problema de prestígio. É de natureza.
O direito da sociedade em defender aquilo que considera prioritário se sobrepõe ao direito de uma empresa em vender bem seus produtos. Desse ponto de vista, o espaço público não é um grande vale-tudo nem uma competição selvagem.
E aí volto ao sutiã e a calcinha de nossa maravilhosa Gisele. O enredo da propaganda descreve uma situação clássica onde mulheres usam o corpo para agradar maridos e conseguir o que desejam.
Para muitas pessoas, é normal e até divertido. Também se pode alegar que é assim mesmo que acontece na vida de muitas mulheres, lembrar a história daquela amiga que queria ir para a Europa de classe executiva e ai…
Tenho certeza de que muitas mulheres – emancipadas e independentes – até se divertem com a situação descrita no anuncio pois, em suas vidas, maridos como aquele sempre fizeram papel de bobo.
(Repare que é preciso qualificá-las como emancipadas, como independentes. Não se fala de homens “emancipados” nem “independentes” neste sentido. Isso porque essa distinção existe…)
Mas você pode ofender-se, também.
Pode considerar que é ofensivo exibir em forma de comédia uma situação que banaliza uma realidade dolorosa para muitas mulheres que enfrentaram e enfrentam um dos clássicos da opressão feminina — muitas vezes, só para comprar feijão, ou porque foram educadas a aceitar isso, ou porque não tem forças para resistir, o que não torna ninguém menos digno de seus direitos.
Também pode considerar que não se deve fazer ironia com uma realidade que produz sofrimento, como se vê em tantos lugares e não só nas delegacias da mulher.
Como tantas testemunhas de um tratamento ofensivo e degradante, pode achar que situações traumáticas devem ser tratada com respeito redobrado.
Você também pode achar que, na condição de vítima, seus sentimentos merecem consideração.
Outro argumento. É possível considerar que, mesmo atuando na esfera cultural e das relações simbólicas (chique, não?) esta publicidade é tão nociva para as relações humanas como o cigarro é prejudicial à saúde das pessoas. Essa visão poderia levá-lo a considerar que as duas propagandas merecem receber o mesmo tratamento.
Você também pode achar que tudo isso é bobagem, patrulha, autoritarismo.
Mas vamos nos entender: esta é a discussão.
E, desde quando, uma ariana como a Bundchen representa a mulher brasileira, que trabalha, cuida dos filhos e apanha do marido?
E esta empresa Hope, só preocupada com os lucros?
Mais absurdo ainda é o Conar e a tal da autoregulamentação publicitária, que na prática é a raposa tomando conta do galinheiro.
Parabéns à ministra e que se tomem enérgicas providências para retirar este comercial do ar e pela punição aos envolvidos!
Ariana Bündchen? Mas que manifestação racista e despropositada. A mulher e cidadâ Gisele Bündchen é TÃO BRASILEIRA quanto a mulher e cidadã Deise Nunes (Miss Brasil - Negra) (nota 2 - Ambas gaúchas).
A questão não é a cor da mulher e sim sua condição na sociedade. Não há como se defeneder os direitos afirmativos daqueles que se reconhecem como negros desprezando outras pessoas pela sua origem europeia que afinal de contas fazem parte de nossa brasileiraridade.
Um dos grandes legados notados por Gilberto Freyere reside no fato de que desde que os portugueses aqui chegaram, promoveram uma grande miscigenação mesmo após a chegada dos africanos como escravos.
Nosso preconceito é de cor sim, mas não só. Nosso prenconceito é principalmente econômico.
O que nossa elite não admite é a ascensão dos pobres à sociedade de consumo vide a revolta que isso causou nas últimas eleições.
Evidentemente que o processo de "desescravidão" como foi feito no Brasil resultou numa massa de negros analfabetos e desassistidos economicamente o que tornou fácil se fazer a associação entre negros e pobres.
Os mecanismos de ascensão social sempre foram negados aos pobres no Brasil, seja ele branco, preto, amarelo ou azul. Essa é a grande luta de nossos dias.
No caso concreto vejo com preucupação a coisificação da mulher (outra vítima das estruturas arcaicas de poder brasileiro) e sua erotização como única forma de "vencer na vida". A própria história de vida da Gisele Bündchen desmente isso.
Desse modo, protesto contra o modo que a modelo e cidadã gaúcha e brasileira Gisele Bündchen foi tratado no comentário acima, pois chamar alguém de ariano é chamá-lo de nazista e, com certeza, esse não é o caso da modelo em questão que foi desrespeitada na sua nacionalidade, pois o Brasil não é dos negros mas de todos nós que aqui vivemos para torná-lo um país melhor, independentemente de nossa cor, credo ou orientação sexual.
André Dutra
"Nosso prenconceito é principalmente econômico."
"Principalmente"?
Prove isso.
Por exemplo, nos EUA há estatistícas que os asiáticos, apesar de serem bem-situados economicamente e estarem proporcionalmente em maior número nas faculdades, recebem menos e raramente alcançam cargos de chefia.
DUVIDO que seja melhor aqui no Brasil.
"Nosso preconceito é principalmente econômico."?
MITO.
ref:
Research exposes racial discrimination against Asian American men in job market
http://www.eurekalert.org/pub_releases/2010-12/asa-rer120210.php
Asian-Americans earn less than whites
http://www.torontosun.com/news/world/2010/12/07/16457351.html
Myth: Asian-Americans are a model minority.
http://www.huppi.com/kangaroo/L-aamodel.htm
E se é assim com asiáticos imaginem como é para quem é negro...
Direitista SEMPRE se entrega nos detalhes.
Olha, eu não preciso provar nada. Não sou acusado de nada.
Apenas dei minha opinião calcado em minha experiência de vida e pela minha sensibilidade observando o mundo.
E, nesse passo, reafirmo que as pessoas tem muito, mas muito preconceito de origem (para não dizer ecônomico) e fiz a relação entre negros e pobres como uma consequência do processo de escravidão que acabou há pouco mais de cem anos.
Apenas isso.
André Dutra
Replicando pela enézima vez o ótimo texto que o Gunter achou:
O Sexismo Benevolente
Enviado por Gunter Zibell - SP, dom, 02/10/2011 - 23:16
Autor: Aninha Arantes Autor: blog O Divã de Einstein
http://scienceblogs.com.br/odiva/2011/09/o-sexismo-benevolente/
Então que a marca de lingerie Hope pode ter que tirar de circulação a peça publicitária com a Gisele – meodels, a Gisele de novo… – porque a Secretaria de Políticas para Mulheres do governo federal entendeu que “a propaganda promove o reforço do estereótipo equivocado da mulher como objeto sexual de seu marido e ignora os grande avanços que temos alcançado para desconstruir práticas e pensamentos sexistas”.
À parte meia dúzia de feminazis, a escorchante maioria das pessoas achou o filmete no máximo “engraçadinho”. O que é que tem, gente!?!??! Agora não pode nem fazer uma piadinha?!?!? Bando de mal-amadas. As mulheres já conquistaram direitos iguais aos dos homens, já conquistaram os bancos escolares e os cargos importantes nas empresas, pra quê tanto mimimi?!?!
Se você concorda com as frases do parágrafo acima, no todo ou em parte, você é, SIM, sexista. Independente de seu gênero, você se comporta de modo a perpetuar determinadas relações interpessoais baseadas na desigualdade social entre homens e mulheres. E pior: você pode estar agindo dessa maneira sem nem mesmo dar-se conta. Você pode ser um “Sexista Benevolente”.
O Sexismo Benevolente é aquele que, sem ser ostensivo ou agressivo, reforça a idéia de que “mulheres são seres frágeis”, “não foram feitas para trabalhos pesados” e, portanto, devem ser cuidadas e tuteladas pelos homens. A ideologia do Sexismo Benevolente baseia-se na pretensa diferença de “força” entre homens e mulheres e se infiltra nas atitudes cotidianas disfarçada de “demonstração de carinho”, “cuidado com a mulher” e até mesmo de “cavalheirismo”. Mas, diferentemente do sexismo explícito, aquele obviamente machista e misógino, ou do sexismo “moderno” que não quer aparentar machismo, mas “o que essa dona queria, saindo de casa assim com essa roupa provocante?”, o Sexismo Benevolente é insidioso, porque aparenta positividade. O sexista benevolente nunca dirá que lugar-de-mulher-é-na-cozinha, mas sempre reforçará sua namorada com elogios, beijos e carinhos por ter feito aquele jantar maravilhoso; e será bem comedido nos comentários sobre a promoção da namorada ao cargo de gerência. Nas palavras de Becker & Swin (2011):
“…as qualidades, aparentemente positivas e lisonjeiras, embutidas (e, portanto, despercebidas ou não reconhecidas) nas normativas relações desiguais de gênero, escondem o mal que o Sexismo Benevolente promove e incentivam a sua aprovação.” (Becker e Swin, 2011).
Essas autoras – sim, são duas mulheres – propuseram uma série de estudos experimentais sobre a percepção de homens e mulheres acerca do sexismo presente em seus cotidianos. Os resultados mostraram que quando as pessoas são forçadas a prestar atenção a comportamentos sexistas, elas tendem a não tolerar a discriminação com tanta facilidade. Porém, como era de se esperar, homens respondem negativamente ao machismo explícito e ao sexismo agressivo, mas quando se trata do Sexismo Benevolente, é preciso mais do que “atentar” para se tornar sensível. Os homens do estudo de Becker & Swin (2011) só passaram a reagir negativamente às expressões de Sexismo Benevolente depois de uma intervenção em que foram treinados a ter empatia, a colocar-se na situação de uma mulher e a discernir quais eram seus (delas) sentimentos. Para um homem, “as crenças tradicionais sobre relacionamentos românticos entre homens e mulheres (por exemplo, a crença de que homens são incompletos sem uma mulher, ou de que todo homem deve ter uma mulher a quem adorar)” não são consideradas expressões de sexismo. Já para as mulheres que foram ensinadas a perceber expressões sexistas disfarçadas de bajulação, essa frase foi significantemente considerada como sexista. Já as mulheres do grupo de controle, que não foram sensibilizadas para atentar aos comportamentos e atitudes sexistas, os resultados se assemelhavam aos dos homens tanto do grupo de controle, quanto do grupo experimental no que dizia respeito ao Sexismo Benevolente.
“Estes resultados sugerem que as mulheres endossam crenças sexistas porque lhes falta o reconhecimento de formas sutis de sexismo, porque subestimam incidentes sexistas e não percebem o valor agregado do sexismo em suas vidas diárias.” (Becker e Swin, 2011)
E para aqueles que ainda acham que isso tudo é coisa de mulherzinha sem serviço, pesquisas têm mostrado que o desserviço acumulado de se subestimar ideologias sexistas de qualquer espécie vão desde a negação do preconceito, a resistência em se intervir para diminuí-lo, chegando até mesmo a diminuir a performance cognitiva das mulheres em ambientes acadêmicos e de trabalho (Dardenne, Dumont, & Bollier, 2007; Vescio,Gervais, Snyder, & Hoover, 2005). Como toda ideologia, o sexismo serve apenas a si mesmo, sua lógica interna é a perpetuação. Não é uma questão de homens e mulheres, é uma questão de humanidade.
"Para ser tolerante, é preciso fixar os limites do intolerável." (Umberto Eco)"
Não tem saída: todo homem é um machista/sexista.
Qualquer atitude que tomar em relação à mulher é sexista. E se não, alguém fará com que seja.
Não adianta você, homem, agradecer aquele jantar, que ela fez, com carinhos. Você é sexista e quer com isto que sua mulher vá para a cozinha para ganhar mais carinhos.
Não adianta você, homem, fazer aquele jantar. Você é sexista e quer com isto mostrar para sua mulher que você é melhor do que ela até na cozinha.
Não adianta você, homem, pedir aquele jantar. Você é sexista e quer com isto mostrar para sua mulher que ela não sabe nada de cozinha e é preciso de outros para que tenham um bom jantar.
Não adianta você, homem, leva-la a um bom restaurante para jantar. Você é sexista e quer com isto que ela lhe dê uma boa noite de prazer. Como se um "jantarzinho" qualquer fosse o bastante para "compra-la".
Nunca diga que você, homem, se sente incompleto sem uma mulher. Use nome, sobrenome, CI, CPF, filiação e endereço da mulher.
Se sua namorada foi promovida à gerencia, não seja comedido. Grite para que toda a vizinhança saiba. Se for noite, acorde todo o prédio, acorde todo o quarterirão. Corra a uma loja de convêniencias e compre centenas de rojões. Lique para todos os amigos. Mande e-mails para todos da sua lista. Twite. Faça festa. Tome um porre.
Mas, homen, cuidado com as situações cotidianas. Não seja cavalheiro. Não faça acões carinhosas a qualquer momento. Não tenha cuidados excessivos com sua mulher. Agindo assim voce corre sérios riscos de perde-la pois certamente será tomado por um sexista benevolente prestes a deixar a benevolência de lado a qualquer instante e enche-la de porrada.
A única coisa que os senhores de bom grado dão aos escravos é a esperança. (Albert Camus)
Nossa, que absurdo...
Você é um homem tão bom...
Essa mulher deve ser mesmo uma vagabunda. Só pode ter sido por grana...
Que ordinária...
Aposto que o ricar-,ops, fidaputa deve bater nela e ela gosta.
Merece, que vagabunda...
Foi até melhor para você, se livrou de uma...
Pô, que foda, um cara tão cheio de qualidades, tipo... tipo...
Putz, a bateria do cel tá acab
Direitista SEMPRE se entrega nos detalhes.
Ô Fio, cê bebeu dimais!
Tá inté gaguejando...
Vai tumá um cafizim bem quente e forti.
Quando ocê tive são, vai lá no Aurélio e procura: IRONIA.
E vorta.
Tá bão!
Inté.
A única coisa que os senhores de bom grado dão aos escravos é a esperança. (Albert Camus)
Se esta senhora está sem serviço, que tal proteger as meninas que são estupradas em cadeias no Pará?
O que tem uma coisa a ver com a outra, Calvin?
Se meninas foram estupradas no Pará, então, agora tudo que é crime e porcaria deve ser permitido?
Calvin, como sempre apelando para a demagogia barata.
A ministra, a meu ver, agiu certo ao questionar uma peça de publicidade que reforça, mesmo que apelando para o humor, o esteriótipo da mulher-objeto.
O que causa repulsa é que essa atitude, não de censurar, porque ela não tem esse poder, mas de apenas sugerir ao CONAR(orgão independente e ligado ao sistema, não é Calvim?) ensejou uma torrentes de insultos e agravos a sua pessoa.
Estrupos, meu caro Calvim, podem ser também simbólicos. E o machismo, mesmo que à titulo de fazer gracinha, se não atinge o corpo fere a alma, a dignidade da mulher.
Posso até enveredar também pela demagogia, mas arrisco escrever: há um espaço enorme a percorrer entre as gracinhas e as tragédias(assassinatos, agressões físicas e morais). Isto é verdade. Entretanto, a seara comum de ambas o sentimento de superioridade do machista.
Gosto das tirinhas do Laerte.
hehehehe..... e o pior é que o comentário mais genial tá passando em branco!
Separados no nascimento...
Foi ridicularizada, porque foi ridícula.
Blog do Nassif o único que reverberou majoritáriamente a favor desta bobagem, esse assunto, foi ridicularizado em todos demais Blogs progressistas etc..
As e Os feministas estão estrapolando como estrapolaram no caso feminazi
Concordo.
Ainda bem que este blog é comandado pelo Nassif e não pelo senhores. Pq se fosse, eu e uma pá de gente não estaria aqui...
"Para ser tolerante, é preciso fixar os limites do intolerável." (Umberto Eco)"
Eu sou uma !
Raquel
Não dê crédito a quem é leviano.
Não só o Nassif, mas muitos blogs progressistas tiveram atitude de repúdio à insidiosa propaganda da Hope, sendo estes os principais: Cidadania do Eduardo Guimarães, Amigos do Presidente Lula do Zé Augusto e da Helena, O Terror do Nordeste do Gilvan Freitas e o Vi O Mundo do Azenha.
Louzada, além de machista e aético também é mentiroso.
Alto lá!!!
Não aceito ser ofendido.
Não sou leviano, nem vou discutir ética contigo, pq desconheço seus parâmetros.
Não sei o que vc lê, o Viomundo e o Edu G são bons o resto desconheço.
É notório que a imprensa de modo geral, progressista ou não, achou um exagero falar em censura da propaganda, mesmo aqui, onde uma minoria "barulhenta" sustenta os comentários, pode-se apreciar comentários inteligentes contra essa baboseira.
Respeito sua divergência a minha forma de pensar, e apesar de ofendido pelo seu comentário, sequer vou denuncia-lo ao Blog, como seria meu direito.
1- Não aceita ser ofendido, mas gosta de chamar os outros de "ridículo", implicar que os outros não tem parâmetros de ética e de chamar as preocupações de outrem de "bobagem" e "baboseira".
2- Chamar os outros de "Feminazi" é OK, mar ser chamado de "leviano" é "Alto lá!!!"...
3- Escreve " todos demais Blogs progressistas etc.." mas só conhece 2.
4- "...esse assunto, foi ridicularizado em todos demais Blogs progressistas etc..." [CITATION NEEDED]
5- "...É notório que a imprensa de modo geral, progressista ou não, achou..." [CITATION NEEDED]
6- "As e Os feministas estão estrapolando" SUBJETIVO, JUSTIFIQUE
7- "...Respeito sua divergência...". Só na sua casa, chamar de ridículo, bobagem e baboseira é RESPEITO. Só na sua casa.
Direitista SEMPRE se entrega nos detalhes.
Caro Joselitus
APRENDA A LER ANTES DE COMENTAR.
Sugiro aulas de interpretação de texto, antes de se meter em dialogo dos outros. (no caso meu com o Wilson)
1 Nunca disse que o Wilson não possuia parâmetros éticos. Disse que desconhecia os parâmetros de ética que ele possui.
2 Nunca chamei ninguem de feminaze. Isso só pode ser fruto de suaignorância na leitura e interpretação do meu texto.
3 Os Blogs descritos como progressistas pelo Wilson (seis num total). disse conhecer 2 (dois) e os elogiei os desmais não os conheço. O que não significa dizer que não conheço outros Blogs progressistas e que nem os seis citados são os únicos blogs progressistas.
Queria rebater ponto a ponto , mas paciência tem limite, vou direto ao assunto.
Na minha casa realmente não É considerado ofença chamar as pessoas de BOBAS (aquelas que falam bobagens e babozeiras) ou Rídiculas (AQUELAS NON SENSE).
Na minha casa é ofensa sim chamar as pessoas de levianas e aético
Quanto ao machista que ele tambem me chamou não julgo ofença.
Portanto meu caro, antes de meter a colher no assunto dos outros se intere dos fatos.
Quanto a intolerância e a falta de educação do Wilson o Nassif postou algo recentemente aqui dê uma passada lá e procure aprender um pouco mais sobre como criticar sem ofender
Senhor Louzada...
A não ser que tenha sido outra pessoa que usou seu nome para escrever isto:
"Blog do Nassif o único que reverberou majoritáriamente a favor desta bobagem, esse assunto, foi ridicularizado em todos demais Blogs progressistas etc..."
Você é LEVIANO, INCONSEQUENTE E MENTIROSO.
E sinta-se a vontade para me denunciar, o mote do falso é eclipsar os fatos, ao menos tentar.
Eu e o Marcos Coimbra conhece??
Na mídia brasileira, dominada por veículos assumidamente “liberais”, a reação à iniciativa da SPM foi de completo repúdio. Em coro, aproveitaram a oportunidade para atacar seu inimigo preferencial, o “lulopetismo”.
Prefiro ficar na companhia do M Coimbra do da sua e do grupelho de ofensores do Blog
Discordo. Ela não é ridicula. Ridicula e grosseira foi a exposição de divergências em relação a conduta dela, da sua secretaria. Podemos discordar da sua opinião sobre a propaganda da Hope (e eu discordo, acho bem humorada, sem nada de ofensivo), mas a Ministra merece respeito. Democracia é conviver com as diferenças de opinião. O blog do Noblat, por exemplo, foi mal educado em um texto revelando o suposto romance, a suposta atração do esportista-marido pela Ministra. Que papelão, que caçoada machista, burra, em blog opinativo que não é um espaço para o humor. Fazer ofensas pessoais, bazofias como se dizia antes (o p´rograma sobre Wanessa) é inaceitável. Principalmente quando não há espaço para "o outro lado".
Reclamar de comerciais sexistas não é prerrogativa exclusiva das mulheres. Exemplo? Homens reclamaram e MUITO no Conar contra os comerciais 'Mulheres Evoluídas" da Bombril. Qualquer segmento social tem o direito - e põe em prática o direito - de se sentir ofendido, incomodado com um comercial e recorrer ao Conar. É parte da regra do jogo democrático.
Lógico que se você for o Ronaldo 'fenômeno', bastaria ligar para o chefe e mandar demitir o publicitário...
A minoria que considera direitos humanos algo válido para se lutar por, que defende respeito humano, que se indigna por aquilo que compromete a paz de todos ainda haverá de ser maioria. Por ora, os que se calaram, os que acharam uma bobagem são exatamente aqueles com os quais devemos dialogar para sensibilizá-los de que estas "bobagens" tem legitimado muita barbárie, muito desrespeito em pleno século XXI.
Houve um dia que foi legítimo e natural homens escravizarem outros homens, açoitarem, matarem, fazerem carregar objetos duas ou mais vezes mais pesados do que o peso de seu corpo. Houve um dia que foi legítimo e natural considerar aqueles que encontramos morando com suas culturas em terras que achamos ser nossas, só porque ali chegamos com nossos navios e armas, como escravos e subalternos, o suficiente para subjulgá-los.
Estou na Paraíba, a trabalho. Olhando pelas ruas, pelo comportamento das pessoas dá para ver na Cultura Profunda, o quanto este povo foi subjulgado, açoitado, humilhado. O que a gente vê na superfície das falas e ações tem causas feitas na mesma medida de proporção do comercial da calcinha.
Ignorância é não perceber causas e efeitos de nossas ações e das ações passadas que se reproduzem no presente. A decisão é de cada um sobre o futuro que estamos produzindo. Uma CULTURA se faz assim.
E se a cena fosse a Giselle, de terno e gravata, informando que acabou com o carro e finalizando, tirando a roupa, ficando de calcinha e sutiã:
- "Beenhe! Mas já mandei consertar e já está tudo pago com aquela grana que ganhei nos últimos desfiles em Paris e parte do lucro da minha fábrica de lingerie"
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