Miguel Nicolelis, sonhando o impossível

Por Marcos RTI

Como hoje é o dia de São Judas Tadeu, das causas impossíveis...

SONHANDO COM O IMPOSSÍVEL

O Neurocientista Miguel Nicolelis, em aula inaugural do segundo semestre de 2009 na Universidade de Brasília (UnB), quebra o protocolo, e em sua surpreendente Aula da Inquietação é ovacionado por um público emocionado.

"Vocês, principalmente os que estudam em universidades públicas, representam os sonhos de realização de milhões de pessoas que jamais poderão vir para cá. São brasileiros que diariamente levantam da cama para trabalhar em empregos que muitos de nós jamais teríamos a coragem de enfrentar no nosso dia-a-dia, para que vocês possam estar aqui.

O sonho que não se converte em realidade inibe o indivíduo que perde a autoconfiança e o pior, causa a inibição coletiva do entorno que vê um sonhador derrotado. Quando um sonhador delirante é derrotado, a mediocridade triunfa e isso é terrível.

VoceVocês não foram postos aqui pelo resto do Brasil para fazer algo medíocre. Vocês foram postos aqui, receberam esse privilégio de toda a sociedade brasileira, para construir uma nação, e uma nação só se constrói se sonhando com o impossível, sem se esquecer do próximo.

Eu sou de uma geração que tentou fazer o que vocês têm a chance de fazer e fracassou. Nós não conseguimos construir o Brasil que nós queríamos, mas temos agora a oportunidade de testemunhar a tentativa de vôo de vocês.

Na história inteira deste país, vocês são primeira geração que tem verdadeiramente a chance de 
transformar este país num exemplo para a humanidade toda.

Não existe uma expressão que eu abomine mais quando eu venho para o Brasil, quando alguém vira para mim e fala: Nossa, as coisas que fazem lá, no seu laboratório, é coisa de primeiro mundo. Eu paro pra pensar e digo: "Mas que primeiro mundo é esse? De onde vem isso?" Ou então quando ocorre alguma coisa negativa na nossa vida cotidiana e alguém fala: "Isso só acontece no Brasil".

Eu tenho uma boa e uma má notícia para aqueles que usam essa expressão e gostam do primeiro mundo: O primeiro mundo faliu, em todos os sentidos; faliu financeiramente, faliu moralmente, faliu eticamente... E agora vem a boa notícia: O primeiro mundo agora é aqui.

E foi por isso que nos fomos para Natal a seis anos atrás, para tentar realizar um outro sonho impossível, criar um instituto de ponta de neurociência comprometido com a transformação da realidade social daquela região, Hoje ela tem a maior escola de educação cientifica infanto juvenil do Brasil, para 1000 crianças da rede publica de Natal, que são hoje os primeiros brasileiros a terem uma educação publica em tempo integral. 

Elas eram esquecidas, elas faziam parte do pior distrito escolar do país, de acordo com as estatísticas do MEC. As quatro piores escolas do país estavam nessa região, e foi ali que nos selecionamos 1000 crianças da escola publica e trouxemos elas para aprender ciência de ponta. Essas crianças, de 10 a 16 anos, se transformaram em protagonistas do próprio ensino, elas não têm aula teórica, elas freqüentam os melhores laboratórios de ciência e tecnologia que existem no Brasil para crianças, construídos para crianças, e elas hoje dão banho em qualquer criança de qualquer escola privada do estado de São Paulo, e elas se orgulham de serem descendentes dos índios potiguares, os únicos índios tupi guarani que resistiram à colonização portuguesa.

E sabe onde vocês vão encontrar cada um desses 1000 alunos, que vão virar 5000, e que graças a um decreto que vai ser assinado pelo ministro da educação e pelo presidente da republica, vão  se transformar um milhão de crianças pelo Brasil afora, daqui a alguns anos? Aqui na UNB, na USP, na Unicamp, elas vão se transformar em agentes de transformação social, de baixo para cima, não de cima para baixo.

E quando elas chegarem lá, podem acreditar, o prédio ao lado (Senado) vai ser ocupado por outro tipo de gente."

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29 comentários
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sergio mecca

Esse palmeirense é de dar orgulho para uma nação. È um cabo eleitoral espetacular para Dilma no meio científico.

 
 
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Abel

O Nicolelis representa o Brasil da mudança, o Brasil em que eu acredito. Sempre gosto de contar que, quando ganhei mil e cem reais na Lotofácil em 2009, fiz questão de dar o "dízimo" para o Instituto Internacional de Neurociências de Natal, idealizado por ele. Se 10, 20 anos atrás tivéssemos investido em iniciativas como esta, não estaríamos hoje em meio a um falso debate em plena campanha presidencial, sobre temas que parecem saídos da Idade Média. Por um Brasil laico, por um Brasil justo!

 
 
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Alexandre Santos

Nassif, só faltava essa. kkkkk

Mais uma do José "fui eu que fiz" Serra: Irmã Dulce vai ser beatificada a pedido dele. Mais uma iniciativa para ele colocar no Horário Político.

Veja aqui: http://twitpic.com/31l8wb

Sei não, viu...

 
 
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plr.nunes

precisava falar q é palmeirense, coitado? quando a gente pensa q pode unir, já vem logo alguém pra apartar... rs

 
 
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Jose de Almeida Bispo

Dá um desconto, Nunes! Dá um desconto. Aprenda, como eu, a conviver com um palmeirense, um corintiano e um santista dentro de casa. E olha que eu só torço pro time da minha cidade, que nada tem a ver com times cariocas ou paulistas; mas, fazer o quê, né?

 
 
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Marcos RTI

A palestra do Miguel Nicolelis é sempre um espetáculo. Já "o Palestra"....

Timão, eeeôôô !!!

 
 
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fabiolopes-sp

Claro!

E essa é uma de suas maiores qualidades!

Vai Verdão!!!

 
 
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Glauber

Pra mim ele era apenas um cientista bem sucedido, que conseguiu construir uma carreira num dos melhores laboratórios de pesquisa do mundo. Recentemente, tive contato com suas posições políticas. Ele me surpreendeu completamente. Estou acostumado ao meio científico da área biomédica, e realmente é deprimente ver tanta gente com alto nível em termos de educação formal, mas vazias de conteúdo humano. Por conta dessa gente, eu quase acreditei que a sensibilidade social era inimiga da excelência científica. Mas tudo não passa de uma estrutura ideológica construída por conta de quem realmente tem acesso à educação no Brasil. Parabéns, Nicolelis, uma nação se contrói com gente como você, menos por sua excelência acadêmica do que por sua responsabilidade como cidadão.

 

"Toda unanimidade é burra." Nelson Rodrigues

Obs.: mas nem todo ceticismo é inteligente.

 
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ka

Um Brasil que o BRASIL não conhece, quem sabe um dia teremos uma verdadeira rede de televisão nacional que leve a verdade ao povo.

 
 
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mariazinha

Só espero que o Professor consiga mesmo ajudar os meninos da UNB, pois ali até ontem, imperava uma Catedral de vaidades, hipocrisia e politicagem, no meio docente. Conheço gente que se formou em Medicina na UNB e não pode passar em frente à Universidade sem que se sinta muito mal; turmas que entram com número razoável de alunos, reduzem-se a nada, ao final dos cursos, tal a desmotivação reinante.

 
 
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Jose de Almeida Bispo

"Quando um sonhador delirante é derrotado, a mediocridade triunfa e isso é terrível."

"Quando um sonhador delirante é derrotado, a mediocridade triunfa e isso é terrível."

"Quando um sonhador delirante é derrotado, a mediocridade triunfa e isso é terrível."

Sem mais palavras: o cara é bom, e pronto!

 
 
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Anselmo Ferreira

Com toda certeza um grande brasileiro.

 
 
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Maria Hiley

Dr. Miguel,

orgulho-me de ser uma avó que tem um tiquinho da sua.

 
 
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M. S.K (Mariza)

Fazia tempo que não me emocionava tanto. Tantas bobagens que ouço durante a campanhia eleitoral, tantas vezes dei ouvido a gente que não tem nada de bom para me acrescentar , e eis que de repente,  encontro este post maravilhoso. Obrigada a quem o "postou" aqui. 

Vou recomendá-lo a todos que puder. 

 
 
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Junior-PI

O cara é muito bom. Acompanho o trabalho dele faz um certo tempo... um cara desse o Jornal Nacional deveria dedicar um programa inteiro. Isso que o Brasil precisa. E não de politicos salafrarios, como a grande maioria. E além de td, o cara é torcedor do nosso palemeiras. O cara é completo

 O que mais me chamou atenção foi ele dizer que é casado com o Brasil. Isso é lindo de se v. Muitos preferem se casar com as gringas e passam a vida inteira na mediocridade do seu mundinho. Sendo humilhados e sem reconhecimento algum. Casa com o Brasil exige coragem, pois é uma mulher complicada, cmo quase todas, cheias de problemas: Violencia, preconceito, pouca distribuição de renda, etc. E pra assumir esse monte de filhos problematicos requer ousadia, coragem e possibilidade de sonhar com o impossivel.

Seguindo a moda dele, confesso que sou noivo com o PI... e em breve estarei casado com querido estado. Esperamos muito da politica. Ela não tem como resolver todos os problemas do mundo. Falta coragem para vc tbm assumir a responsabilidade de mundar o País. Independente de qm ganhe, vou fazer minha parte e pronto. Não preciso ficar nessa briga tola e nem ficar alimentando mitos, brasileiro adora isso(Lula é um mito q deu certo, já o Rubinho, né?), pois pode ser perigoso. Já pensam se o Lula morre as consequencias que isso pode ter? Ou seja, colocamos ele como o unico capaz de td. O cara fez um puta dum governo, mas vamos com calma.

 

Um abraço

 

Junior-PI

 
 
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Junior-PI

Opa, só pra completar....já que Nicolelis é o cara(merece ser.( Q tal postar no blog esse texto dele postado no Viomundo

 

Uma coisa estranha aconteceu na noite passada em Natal

por Miguel Nicolelis*, especial para o Viomundo

Desde que cheguei ao Brasil, há duas semanas, eu vinha sentindo uma sensação muito estranha. Como se fora acometido por um ataque contínuo da famosa ilusão, conhecida popularmente como déjà vu, eu passei esses últimos 15 dias tendo a impressão de nunca ter saído de casa, lá na pacata Chapel Hill, Carolina do Norte, Estados Unidos.

Mas como isso poderia ser verdade? Durante esse tempo todo eu claramente estava ou São Paulo ou em Natal. Todo mundo ao meu redor falava português, não inglês. Todo mundo era gentil. A comida tinha gosto, as pessoas sorriam na rua. No aeroporto, por exemplo, não precisava abrir a mala de mão, tirar computador, tirar sapato, tirar o cinto, ou entrar no scan de corpo todo para provar que eu não era um terrorista.  Ainda assim, com todas essas provas evidentes de que eu estava no Brasil e não nos EUA, até no jogo do Palmeiras, no meio da imortal “porcada”, a sensação era a mesma: eu não saí da América do Norte! Mesmo quando faltou luz na Arena de Barueri durante o jogo, porque nem a 25 km da capital paulista a Eletropaulo consegue garantir o suprimento de energia elétrica para um prélio vital do time do coração do ex-governador do estado (aparentemente ninguém vai muito com a cara dele na Eletropaulo. Nada a ver com o Palmeiras), eu consegui me sentir à vontade.

Custou-me muito a descobrir o que se sucedia.

Porém, ontem à noite, durante o debate dos candidatos a Presidência da República na Rede Record, uma verdadeira revelação me veio à mente. De repente, numa epifania, como poucas que tive na vida, tudo ficou muito claro. Tudo evidente. Não havia nada de errado com meus sentidos, nem com a minha mente. Havia, sim, todo um contexto que fez com que o meu cérebro de meia idade revivesse anos de experiências traumatizantes na América do Norte.

Pois ali na minha frente, na TV, não estava o candidato José Serra, do PSDB, o “partido do salário mais defasado do Brasil”, como gostam de frisar os sofridos professores da rede pública de ensino paulistana, mas sim uma encarnação perfeita, mesmo que caricata, de um verdadeiro George Bush tropical. Para os que estão confusos, eu me explico de imediato. Orientado por um marqueteiro que, se não é americano nato, provavelmente fez um bom estágio na “máquina de moer carne de candidatos” em que se transformou a indústria de marketing político americano, o candidato Serra tem utilizado todos os truques da bíblia Republicana. Como estudante aplicado que ainda não se graduou (fato corriqueiro na sua biografia), ele está pronto para realizar uns “exames difíceis” e ser aceito para uma pós-graduação em aniquilação de caracteres em alguma universidade de Nova Iorque.

Ao ouvir e ver o candidato, ao longo dessas duas semanas e no debate de ontem à noite, eu pude identificar facilmente todos os truques e estratégias patenteados pelo partido Republicano Americano. Pasmem vocês, nos últimos anos, essa mensagem rasa de ódio, preconceito, racismo, coberta por camadas recentes de fé e devoção cristã, tem sido prontamente empacotada e distribuída para o consumo do pobre povo daquela nação, pela mídia oficial que gravita ao seu redor.

Para quem, como eu, vive há  22 anos nos EUA, não resta mais nenhuma dúvida. Quem quer que tenha definido a estratégia da campanha do candidato Serra decidiu importar para a disputa presidencial brasileira tanto a estratégia vergonhosa e peçonhenta da “vitória a qualquer custo”, como toda a truculência e assalto à verdade que têm caracterizado as últimas eleições nos Estados Unidos.  Apelando invariavelmente para o que há de mais sórdido na natureza humana, nessa abordagem de marketing político nem os fatos, nem os dados ou as estatísticas, muito menos a verdade ou a realidade importam. O objetivo é simplesmente paralisar o candidato adversário e causar consternação geral no eleitorado, através de um bombardeio incessante de denúncias (verdadeiras ou não, não faz diferença), meias calúnias, ou difamações, mesmo que elas sejam as mais absurdas possíveis.

Assim, de repente, Obama não era mais americano, mas um agente queniano obcecado em transformar a nação americana numa república islâmica. Como lá, aqui Dilma Rousseff agora é chamada de búlgara, em correntes de emails clandestinos. Como os EUA de Bill Clinton, apesar de o país ter experimentado o maior boom econômico em recente memória, foi vendido ao povo americano como estando em petição de miséria pelo então candidato de primeira viagem George Bush.

Aqui, o Brasil de Lula, que desfruta do melhor momento de toda a sua história, provavelmente desde o período em que os últimos dinossauros deixaram suas pegadas no que é hoje o município de Sousa, na Paraíba, passa a ser vendido como um país em estado de caos perpétuo, algo alarmante mesmo. Ao distorcer a verdade, os fatos, os números e, num último capítulo de manipulação extremada, a própria percepção da realidade, através do pronto e voluntário reforço  do bombardeio midiático, que simplesmente repete o trololó do candidato (para usar o seu vernáculo favorito), sem crítica, sem análise, sem um pingo de honestidade jornalística, busca-se, como nos EUA de George Bush e do partido Republicano, vender o branco como preto, a comédia como farsa.

Não interessa que 26 milhões de brasileiros tenham saído da miséria. Nem que pela primeira vez na nossa história tenhamos a chance de remover o substantivo masculino “pobre” dos dicionários da língua portuguesa. Não faz a menor diferença que 15 milhões de novos empregos tenham sido criados nos últimos anos. Ou que, pela primeira vez desde que se tem notícia, o Brasil seja respeitado por toda a comunidade internacional. Para o candidato da oposição esse número insignificante de empregos é, na sua realidade marciana, fruto apenas de uma maior fiscalização que empurrou com a barriga do livro de multas 10 milhões de pessoas para o emprego formal desde o governo do imperador FHC.

Nada, nem a realidade, é  capaz de impressionar os fariseus e arautos que estão sempre prontos a enxovalhar o sucesso desse país de mulatos, imigrantes e gente que trabalha e batalha incansavelmente para sobreviver ao preconceito, ao racismo, à indiferença e à arrogância daqueles que foram rejeitados pelas urnas e vencidos por um mero torneiro mecânico que virou pop star da política internacional. Nada vai conseguir remover o gosto amargo desse agora já fato histórico,  que atormenta, como a dor de um membro fantasma, o ego daqueles que nunca acreditaram ser o povo brasileiro capaz de construir uma nação digna, justa e democrática com o seu próprio esforço. Como George Bush ao Norte, o seu clone do hemisfério sul não governa para o povo, nem dele busca a sua inspiração. A sua busca pelo poder serve a outros interesses; o maior deles, justiça seja feita, não é escuso, somente irrelevante, visto tratar-se apenas do arquivo morto da sua vaidade, o maior dos defeitos humanos, já dizia dona Lygia, minha santa avó anarquista. Para esse candidato, basta-lhe poder adicionar no currículo uma linha que dirá: Presidente do Brasil (de tanto a tanto). Vaidade é assim, contenta-se com pouco, desde que esse pouco venha embalado num gigantesco espelho.

Voltando à estratégia americana de ganhar eleições, numa segunda fase, caso o oponente sobreviva ao primeiro assalto, apela-se para outra arma infalível: a evidente falta de valores cristãos do oponente, manifestada pela sua explícita aquiescência para com o aborto; sua libertinagem sexual e falta de valores morais, invariavelmente associada à defesa do fantasma que assombra a tradição, família e propriedade da direita histérica, representado pela tão difamada quanto legítima aprovação da união civil de casais homossexuais. Nesse rolo compressor implacável, pois o que vale é a vitória, custe o que custar, pouco importa ao George Bush tupiniquim que milhares de mulheres humildes e abandonadas morram todos os anos, pelos hospitais e prontos-socorros desse Brasil afora, vítimas de infecções horrendas, causadas por abortos clandestinos.

George Bush, tanto o original quanto o genérico dos trópicos, provavelmente conhece muitas mulheres do seu meio que, por contingências e vicissitudes da vida, foram forçadas a abortos em clínicas bem equipadas, conduzidas por profissionais altamente especializados, regiamente pagos para tal prática. Nenhum dos dois George Bushes, porém, jamais deu um plantão no pronto-socorro do Hospital das Clínicas de São Paulo e testemunhou, com os próprios olhos e lágrimas, a morte de uma adolescente, vítima de septicemia generalizada, causada por um aborto ilegal, cometido por algum carniceiro que se passou por médico e salvador.

Alguns amigos de longa data, que também vivem no exterior, andam espantados com o grau de violência, mentiras e fraudes morais dessa campanha eleitoral brasileira. Alguns usam termos como crime lesa pátria para descrever as ações do candidato do Brasil que não deu certo, seus aliados e a grande mídia.

Poucos se surpreenderam, porém, com o fato de que até o atentado da bolinha de papel foi transformado em evento digno de investigação no maior telejornal do hemisfério sul (ou seria da zona sul do Rio de Janeiro? Não sei bem). No caso em questão, como nos EUA, a dita grande imprensa que circunda a candidatura do George Bush tupiniquim acusa o Presidente da República de não se comportar com apropriado decoro presidencial, ao tirar um bom sarro e trazer à tona, com bom humor, a melhor metáfora futebolística que poderia descrever a farsa. Sejamos honestos, a completa fabricação, desmascarada em verso, prosa e análise de vídeo, quadro a quadro, por um brilhante professor de jornalismo digital gaúcho.

Curiosamente, a mesma imprensa e seus arautos colunistas não tecem um único comentário sobre a gravidade do fato de ter um pretendente ao cargo máximo da República ter aceitado participar de uma clara e explicita fabricação. Ou será que esse detalhe não merece algumas mal traçadas linhas da imprensa? Caso ainda estivéssemos no meio de uma campanha tipicamente brasileira, o já internacionalmente famoso “atentado da bolinha de papel” seria motivo das mais variadas chacotas e piadas de botequim. Mas como estamos vivendo dentro de um verdadeiro clone das campanhas americanas, querem criminalizar até a bolinha de papel. Se a moda pega, só eu conheço pelo menos uns dez médicos brasileiros, extremamente famosos, antigos colegas de Colégio Bandeirantes e da Faculdade de Medicina da USP, que logo poderiam estar respondendo a processos por crimes hediondos, haja vista terem sido eles famosos terroristas do passado, que se valiam, não de uma, mas de uma verdadeira enxurrada, dessas armas de destruição em massa (de pulgas) para atingir professores menos avisados, que ousavam dar de costas para tais criminosos sem alma .

Valha-me Nossa Senhora da Aparecida — certamente o nosso George Bush tupiniquim aprovaria esse meu apelo aos céus –, nós, brasileiros, não merecemos ser a próxima vítima do entulho ético do marketing eleitoral americano. Nós merecemos algo muito melhor.  Pode parecer paranoia de neurocientista exilado, mas nos EUA eu testemunhei como os arautos dessa forma de fazer política, representado pelo George Bush original e seus asseclas,  conseguiram vender, com grande sucesso e fanfarra, uma guerra injustificável, que causou a morte de mais de 50 mil americanos e centenas de milhares de civis iraquianos inocentes.

Tudo começou com uma eleição roubada, decidida pela Corte Suprema. Tudo começou com uma campanha eleitoral baseada em falsas premissas e mentiras deslavadas. A seguir, o açodamento vergonhoso do medo paranóico, instilado numa população em choque, com a devida colaboração de uma mídia condescendente e vendida, foi suficiente para levar a maior potência do mundo a duas guerras imorais que culminaram, ironicamente, no maior terremoto econômico desde a quebra da bolsa de 1929.

Hoje os mesmos Republicanos que levaram o país a essas guerras irracionais e ao fundo do poço financeiro acusam o Presidente Obama de ser o responsável direto de todos os flagelos que assolam a sociedade americana, como o desemprego maciço, a perda das pensões e aposentadorias, a queda vertiginosa do valor dos imóveis e a completa insegurança sobre o que o futuro pode trazer, que surgiram como conseqüência imediata das duas catastróficas gestões de George Bush filho.

Enquanto no Brasil criam-se 200 mil empregos pro mês, nos EUA perdem-se 200 mil empregos a cada 30 dias. Confrontado com números como esses, muitos dos meus vizinhos em Chapel Hill adorariam receber um passaporte brasileiro ou mesmo um visto de trabalho temporário e mudar-se para esse nosso paraíso tropical. Eles sabem pelo menos isto: o mundo está mudando rapidamente e, logo, logo, no andar dessa carruagem, o verdadeiro primeiro mundo vai estar aqui, sob a luz do Cruzeiro do Sul!

Fica, pois, aqui o alerta de um brasileiro que testemunhou os eventos da recente história política americana em loco. Hoje é a farsa do atentado da bolinha de papel. Parece inofensivo. Motivo de pilhéria. Eu, como gato escaldado, que já viu esse filme repulsivo mais de uma vez, não ficaria tão tranqüilo, nem baixaria a guarda. Quem fabrica um atentado, quem se apega ou apela para questões de foro íntimo, como a crença religiosa (ou sua inexistência), como plataforma de campanha hoje, é o mesmo que, se eleito, se sentirá livre para pregar peças maiores, omitir fatos de maior relevância e governar sem a preocupação de dar satisfações aqueles que, iludidos, cometeram o deslize histórico de cair no mais terrível de todos os contos do vigário, aquele que nega a própria realidade que nos cerca.

Aliás, ocorre-me um último pensamento. A única forma do ex-presidente (Imperador?) Fernando Henrique Cardoso demonstrar que o seu governo não foi o maior desastre político-econômico, testemunhado por todo o continente americano, seria compará-lo, taco a taco, à catastrófica gestão de George Bush filho. Sendo assim, talvez o candidato Serra tenha raciocinado que, como a sua probabilidade de vitória era realmente baixa,  em último caso, ele poderia demonstrar a todo o Brasil quão melhor o governo FHC teria sido do que uma eventual presidência do George Bush genérico do hemisfério sul. Vão-se os anéis, sobram os dedos. Perdido por perdido, vamos salvar pelo menos um amigo. Se tal ato de solidariedade foi tramado dentro dos circuitos neurais do cérebro do candidato da oposição (truco!), só me restaria elogiá-lo por este repente de humildade e espírito cristão.

Ciente, num raro momento de contrição, de que algumas das minhas teorias possam ter causado um leve incômodo, ou mesmo, talvez, um passageiro mal-estar ao candidato, eu ousaria esticar um pouco do meu crédito junto a esse grande novo porta-voz do cristianismo e fazer um pequeno pedido, de cunho pessoal, formulado por um torcedor palmeirense anônimo, ao candidato da oposição. O pedido, mais do que singelo, seria o seguinte:

Candidato, será  que dá pro senhor pedir pro governador Goldman ou pro futuro governador Dr. Alckmin para eles não desligarem a luz da Arena Barueri na semana que vem? Como o senhor sabe, o nosso Verdão disputa uma vaguinha na semifinal da Copa Sulamericana e, aqui entre nós, não fica bem outro apagão ser mostrado para todo esse Brazilzão, iluminado pelo Luz para Todos, do Lula. Afinal de contas, se ocorrer outro vexame como esse, o povão vai começar a falar que se o senhor não consegue nem garantir a luz do estádio pro seu time do coração jogar, como é que pode ter a pretensão de prometer que vai ter luz para todo o resto desse país enorme? Depois, o senhor vem aqui e pergunta por que eu vou votar na Dilma? Parece abestalhado, sô!

* Miguel Nicolelis é um  dos mais importantes neurocientistas do mundo. É professor da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, e criador do Instituto Internacional de Neurociência de Natal, (RN). Em 2008, foi indicado ao Prêmio Nobel de Medicina.

http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/miguel-nicolelis-uma-coisa-estra...

 
 
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Grauninha

Estamos vendo nascer uma corrente de pensamento científico multidisciplinar no país. Milhões de obrigados para quem postou os vídeos. Estava precisando. "A gente vai embora do Brasil,  mas o Brasil não vai embora da gente". Miguel Nicholelis

 

Região Serrana Fluminense:Vergonha!Vergonha!Vergonha!

 
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ismar

...esse cidadão nos enche de orgulho.

 
 
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Catarina

Muito bom! eu sou de Natal e nunca ouvi falar nesse projeto! Parabens!

 
 
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Gerson Pompeu

Isso tinha que passar em rede nacional no horário nobre!

 
 
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fmiranda

Monumental.

Muitos de nós que fomos adolescentes nos anos 90 nos condicionamos a achar que o país não tinha como dar certo, que o jeito era sair para tentar brilhar lá fora, e de repente nos vemos confrontados com esta perspectiva de que o país tem jeito.

 
 
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Pat B

Muito bom! Agradeço a postagem ! Um verdadeiro convite para tentar resgatar nossos velhos sonhos...ou quem sabe...construir, criar novos sonhos! Num período de tantas desilusões...desconstruções....é muito bom ter um convite tão especial!

 
 
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luciano gonçalves coelho

Ah, Miguel Nicolelis, quantos de você o Brasil precisa!!! Desapegado das vaidades acadêmicas para uma prática real de valores científicos incluindo nesse seu projeto já vitorioso na periferia de Natal, do meu nordeste tão discriminado, preconceituado como gente de segunda classe, você nos orgulha pelo seu amor incondicional aos próximos, as crianças pobres mas futuras cientístas, ao país do qual sente tanto orgulho e que volta sempre pra trazer e levar mais conhecimento e acima de tudo sua sabedoria de um verdadeito mestre na arte de ensinar. Que Deus te dê vida longa. Há um artigo dele no Azenha sobre o seu desejo em que Dilma seja eleita que é de uma beleza e inteligência que não encontramos no nosso dia-a-dia político, nem nos articulistas e cientístas-político que tanto abundam nas televisões de Pindorama.

 
 
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J. Fernandes

Estou sem palavras. O Brasil inteiro devia assitir essa palestra. Um grande brasileiro, que tem orgulho de ser o que é.

Valeu Nicolelis.

Valeu Nassif.

 

J. Fernandes

 
 
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PatM

COnheco uma pessoa que trabalhou no instituto em natal e ela foi demitida pq "viu coisas demais"...

Essa disse que por ali mto dinheiro esta sendo desviado e que o caro Nicolelis odeia natal e os nordestinos... e que um dia ela espera que descubram tudo.

...?

 
 
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Torricelly

Que bom que o Sr. Miguel Nicholelis, como diz suas referências é um dos mais importantes neurocientias do mundo, Parabéns!

Mas que continue atuando apenas na Ciência, porque na política é um desastre total, ou apenas mais um cabo eleitoral da Dilma que deve estar ganhando o seu por fora!!

Se ele é tão brasiliero, como pode morar 22 anos fora do Brasil? Eu também já tive várias oportunidades para morar fora, mas não vou morar longe de minha familia apenas para ganhar dinheiro e ser reconhecido lá fora.

Ele fala de sonho impossivel, para ele é apenas um "sonho". Eu decidi ficar em meu Pais e não sonhar, mas sim, TORNAR REALIDADE, LUTAR! Enquanto ele ficou 22 anos fora do Pais "sonhando" e mostrou que não entende absolutamente nada de politica, tem muita gente aqui LUTANDO enfrentando a realidade pra melhorar isso aqui!

Eu não uso mais a palavra "sonho", mas uso OBJETIVO, não tenho sonhos, tenho OBJETIVOS que vou atraz e realizo!!

E sobre esta escola de Natal, ela não é a primeira, e nem a unica a ter ensino integral, existem várias escolas publicas que possuem ensino integral a varios anos.

Acho errado atribuir o crescimento econômico dos utimos anos do Brasil a políticos, a politica pode interferir sim na economia, mas quem faz a economia são os empresários, os trabalhadores, as familias etc( o mercado).. E não os politicos...

Atualmente o mercado está favoravel aos paises emergentes, e independente de quem foi, ou vai ser presidente, o mercado é o mesmo.. Atribuir o crescimento economico do Pais nos ultimos anos a algum politico é pura ignorância;

A crise financeira do EUA não é culpa do Bush...  são os paises de Primeiro Mundo que estão em crise, a Europa está em crise, o Japão está em crise, conheço varios brasileiros que tinham otimos empregos no Japão que voltaram para o brasil, devido a crise;

E o brasil teve crescimento não foi por causa do Lula ou FHC que implantou o Real... porque na China também teve crescimento, os tigres asiáticos, a India... está acontecendo uma inversão de riquesas. Waren Buffet um dos maiores investidores americanos, investe seu dinheiro em paises emergentes, ganhou bilhões de dolares no cambio comprando o Real Brasileiro que o FHC teve a coragem de implantar.

Os politicos podem interferir na economia sim, mas é melhor quando eles não atrapalham... O FHC é muito criticado porque ajudava aos bancos... pra min ele foi um GÊNIO! Quando aconteceu a crise de 29 no EUA, o governo NÃO FEZ NADA e houve a grande depressão uma quebradeira total!  Na crise americana de 2008, que foi comparada a de 29, o governo resolveu ajudar os Bancos, para não repetir a mesma quebradeira de 29...  O mesmo aconteceu na crise da EUROPA, para nao agravar a crise, o governo interferiu ajudando aos bancos;

E o FHC foi muito criticado por ter feito o mesmo.. mas agora os paises de primeiro mundo mostraram que realmente é necessário.

Se tem alguem no governo atual que é responsavel por ter feito alguma coisa na economia, essa pessoa chama-se Henrique Meireles, presidente do banco central!! E o Lula oque ele fez? Aproveitou o bom andamento da economia e disse que foi graças a ele! Pra min isso é chamar o povo de IGNORANTE na cara dura!  E pior que muita gente acredita!

O Lula foi responsavel ou melhor, um "IRRESPONSAVEL" por implantar medidas extremamente populistas para reter votos. Engraçado que seu proprama populista mais famoso, o Bolsa Familia, foi criado por um governador do PSDB em Goiás Marconi Perilo, e o Lula copiou para o resto do pais;

Sou contra medidas populistas, elas servem apenas para tirar dinheiro dos cofres que poderiam ser investidos melhor,  nos sabemos que r$ 22,00 a r$ 200,00 não resolve a vida de ninguem!! Isso é compra de VOTOS DESFARÇADA!!

Eu votei no Lula na primeira eleição, mas ele se mostrou um governante extremamente populista, se  tivesse colocado o Henrique Meireles para se candidatar no lugar da Dilma, eu daria um crédido a ele... Mas ele fez o mesmo que o Roriz do distrito federal, que colocou sua esposa despreparada para servir de fantoche... Isso é um tapa na cara da democracia!!

Não VOTO no LULA e DILMA nem pra CINDICO DO PREDIO!!! POPULISTAS!!!  Torram nosso dinheiro com programas que não melhoram a vida das pessoas para comprar votos disfarçados! O amiguinho do Lula Fidel Castro(Socialista) já admitiu PUBLICAMENTE que o sistema SOCIALISTA que ele tentou implantar em Cuba não funciona.  A China abriu suas portas ao capitalismo. A Corea do Sul é muito mais rica e prospera que a Corea do Norte(Socialista).

Os politicos tem que FOCAR o dinheiro publico em projetos que tenham consistencia e real valor! Em vez de gastar dinheiro com bolsa isso, vale gás... o governo tem que GERAR EMPREGOS, ensinar o povo a pescar, e não dar o peixe, não dar migalhas, isso é HUMILHAÇÂO CACETE!!!!

Se o governo tivesse pegado o dinheiro gasto nesses programas populistas que não resolve a vida de ninguem, e investido na construção de mais Ferrovias, para escoar a produção do pais melhor entre os estados, e melhorando a estrutura dos portos para escoar a exportação. Isso ia gerar MUUITO mais riquesas, empregos, redução de preços dos produtos etc etc..

É verdade que nosso senário politico está um desastre, não temos opçoes, nem a quem ocorrer.

Mas não quero esperar as criancinhas de 10 a 16 anos, que estão estudando para serem cientistas, crescerem, para quem sabe, talvez, fazer algo para mudar o Pais. A realidade é que elas não vao fazer NADA.

O regime militar criou as Escolas Técnicas para conter a juventude indignada da época, escolas técnicas são legais, mas não criam muitos formadores de opinião, criam técnicos e especialistas em suas ciências.. Escolas técnicas no Brasil foram criadas inicialmente com esse propósito, foi o governo militar que implantou, para calar a voz dos formadores de opinião!!

Dentre o as opções que temos no atual senário político, acho que a melhor opção para presidente seria o Aécio Neves- PSDB (Economista) de Minas, e Henrique Meireles no Banco central. E talvez a Marina Silva na presidência do Senado para fiscalizar essa bandidagem toda.

Não vou esperar a próxima geração para fazer algo por nós.. Algo tem que ser feito por NÓS, e é AGORA!!! NÃO vamos mais SONHAR!! Vamos FAZER a REALIDADE ACONTECER!!!!

Eu tenho FEITO ACONTECER, não tenho sonhado, tenho REALIZADO aqui na minha região! E VOCÊ tem feito na SUA?? Ou vai ficar apenas sonhando???

ARREBENTA!!!!

 
 
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Roberta

Nesta salas de aula de Miguel Nicolelis em RN tem quantos alunos?

 
 
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André Vinícius Vieites

Esse sim é o cara, é muito inteligente em minha humilde opinião esse é o Neil Peart da neurociência. Esse cara pode transformar a cara do país em matéria de ciência em tecnologia em um, ou dois estalares de dedos. Ass: André Vinícius Vieites

 
 
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André Vinícius Vieites

Imagine a seguinte situação: Um capitão do Bope pedindo explicação sobre a questão 135 da prova de genética de populações: "Vai responder ou não vagabundo? - Tapa na cara vagabundo até sangrar". E o Nicolelis diz para os alunos do fundo da sala de aula - bota o saco na cara dele. É assim que andam as coisas por aqui. OK

 
 

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