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Melhor sem Palocci, por Maria Inês NassifEnviado por luisnassif, sex, 17/06/2011 - 08:00Por Maria Inês Nassif Para quem era acusada de não ter a menor vocação política, a presidenta Dilma Rousseff agiu rápido na primeira crise do governo. E politicamente. As críticas à nova composição ministerial e às negociações entre aliados que dela decorreram refletem o desentendimento das jogadas feitas no tabuleiro político por Dilma, ex-gerente-chefe do governo Lula e atual presidenta da República, eleita pelo voto direto. Nada levava a crer que a nomeação de Antonio Palocci para a Casa Civil, na primeira versão de um ministério que pode ter de mudar mais para frente também – fazer política é saber alterar a composição de governo quando isso é necessário –, tenha sido uma escolha de Dilma. É improvável também que tenha sido uma imposição de Lula à sua sucessora. Era uma herança de campanha. Simples assim. Durante o período eleitoral, Palocci atuou bem, e desenvoltamente, na área em que ele é mais aceito, junto aos “eleitores” do mundo das finanças. Foi um necessário elemento de neutralização de uma campanha que – prometia – um embate ideológico centralizado no fato, histórico, de que a candidata atuara em grupos que fizeram opção pela luta armada, durante a ditadura militar (1964-1985). Acaba aí. Quando ambos eram ministros do governo Lula, travaram uma guerra interna na qual Dilma foi vitoriosa. Ela ficou; Palocci se foi, levado pela quebra de sigilo do caseiro Francenildo dos Santos, testemunha de que o ministro frequentava uma casa de lobistas no Lago Sul. Tanto isso é real que, depois da queda de Palocci no governo Dilma, os jornais apenas conseguiram estampar lamentos do setor financeiro. E tanto é assim que, nas duas ocasiões, a ofensiva política sobre Palocci apenas foi amplificada, e tornou-se crise, porque não houve boa vontade dos próprios aliados de defendê-lo de dois ossos duros de roer: a quebra de sigilo bancário de um caseiro e um espantoso enriquecimento no período imediatamente posterior à sua saída do Ministério da Fazenda. O ex-ministro duas vezes assumiu voo solo, na hora em que se tornou interlocutor do setor financeiro, já na primeira eleição de Lula. Não tinha mais vínculos orgânicos com o partido. Era uma relação de conveniência, que deixou de ser conveniente para os dois lados. E também para o governo. Ao levar Palocci para a Casa Civil, Dilma fez um gesto político: manteve Guido Mantega na Fazenda e deixou clara sua opção pela chamada escola “desenvolvimentista” de política econômica. Palocci se alinhava aos grupos que professam o liberalismo na sua forma “neo”. A presidenta tentou aproveitá-lo numa posição que não resultasse em comprometimento da opção de política econômica do último governo de Lula, e imaginou que Palocci também seria útil no contato com a oposição, com a qual o ex-ministro nunca manteve grandes discordâncias. A declaração de imposto de renda de Palocci não o ajudou nessa empreitada. Nem Palocci a Dilma: o barulho foi menor do que o do chamado “mensalão”, embora envolvesse quantias muito maiores a uma única pessoa, mas sem apoio da base, caiu do mesmo jeito. A leitura primeira, a de que a nova ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e a de que a nova ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, endurecerão as relações entre a ministra e sua base aliada, também é apressada. A presidenta tomou para si a articulação política do governo – e, com o aval dos votos que a levaram ao cargo, essa é a normalidade. Gleisi terá funções gerenciais na Casa Civil, e é reconhecida como uma boa gerente. Ideli foi líder no Senado e conhece bem as injunções regimentais e políticas para levar a termo a aprovação de um projeto. Ambas são mulheres, sim, mas nunca ninguém havia reclamado que o núcleo de poder dos governos anteriores tenha sido composto majoritariamente por homens. Essa não é uma questão de gênero, mas de confiança. Também é apressada a interpretação de que a presidenta se tornou refém do seu vice, Michel Temer. Sua ligação com Temer já foi definida em outubro passado, quando ela foi eleita presidenta e ele, seu vice. Um governo de coalizão foi sufragado pelas urnas. Além disso, desde Ulysses Guimarães, o vice-presidente é o pemedebista que mais conseguiu controle sobre o seu partido. A boa relação de Lula com o PMDB de Sarney estendeu o apoio ao Senado. Temer já é governo, tanto que mora no Palácio do Jaburu. Não usá-lo na articulação com o PMDB é jogar o partido às feras e abrir crises políticas. Nos dois governos de Fernando Henrique Cardoso, o vice foi o pefelista Marco Maciel (PE). Ele era o mediador das relações do PFL com o governo. No Congresso, o presidente do partido, Jorge Bornhausen, e o presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães, e por um período o presidente da Câmara, Luiz Eduardo Magalhães, mediavam as relações com as outras forças da base parlamentar do governo, em especial com o PSDB. Temer, é lógico, não é Maciel, o vice que todo presidente gostaria de ter: discreto e leal. Mas é o vice e tem o comando do PMDB. E uma banda de música: quando falha na articulação com o governo, o deputado Henrique Eduardo Alves (RN) toca o trombone na Câmara e rebeliões acontecem. É melhor que Dilma tenha o vice ao seu lado.
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Comentários + votados
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Pagu
16/06/2011 - 16:32
Caramba Marcia (transmimento de pensação) eu ia escrever isso mesmo.
Concordo plenamente com vc.
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Romanelli
16/06/2011 - 17:04
que análise FRACA ..só gostei do titulo ..analise mais amiga impossível
evidente que Dilma piscou ..piscou e não calou ..demorou demais ..fosse eu e na primeira leitura da lei Tavares por parte do...
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fa da irma
16/06/2011 - 17:35
muito boa analise, parabens,,,
porem, a derrubada do poloci, por consequencia ministro de dilma, nao foi opcao dela e sim imposicao, principalmente da imprensa, ser pautado pela imprensa nao bom
mas...
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Juliano Santos
16/06/2011 - 17:35
E também é melhor que esse enganoso flerte com o pig desmanchou-se logo. Antes agora do que em alguma campanha eleitoral quando o pig pode fazer um estrago maior.
O pig quis a cabeça do Palloci? Ok,...
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carlosc
16/06/2011 - 17:42
Muito boa análise.
Só comentaria que a ação da Dilma poderia ter sido mais rápida e não esperar por quase 1 mês.
A demissão do Palocci calou a todos, desde a oposição desmantelada até o renascente e...
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Assis Ribeiro
16/06/2011 - 17:43
Mal Secreto
Raimundo Correia
Se a cólera que espuma, a dor que mora N’alma, e destrói cada ilusão que nasce, Tudo o que punge, tudo o que devora O coração, no rosto se estampasse;
Se...
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peregrino
16/06/2011 - 17:52
Para quem sonhava apenas com uma maior participação das mulheres na política, só me resta dizer...
eh que mulherada tudibom, sô!
Incluindo Dona Inês, lógico
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Chico Pedro
16/06/2011 - 18:39
Cara...concordo com vc. E compreendo sua ansiedade. Também sofro com esse problema, e muito.
Vejo uma coisinha miúda dessas recebendo grande consideração e fico sem entender como nos contentamos com...
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Clever Mendes de Oliveira
16/06/2011 - 18:44
Bruno C (quinta-feira, 16/06/2011 às 16:42),Você sabe de alguma irregularidade tanto no caso de Antonio Palocci, como no caso de Erenice Guerra? Se souber, espero que você seja um brasileiro do bem e...
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Saulo de Tarso
16/06/2011 - 18:53
Espero que de fato ela tenha chamado para si a arte da política.
Governador Campos fulmina ministra Salvatti
A nova ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti,...
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Marco Santo
16/06/2011 - 19:37
Vou ler com mais calma esse post da Maria Inês. O fato é que ele não está FAZENDO FALTA.
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Fernando Tecema
16/06/2011 - 19:49
Tirando o "agiu rápido", é uma análise ponderada.
Rápido não foi mesmo. O governou perdeu um mês nessa brincadeira.
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Kid Jansen de Alencar Moreira
16/06/2011 - 20:38
As viúvas de Pallocci não apareceram aqui para rebater as análises da Maria Inês. Estão bem caladinhos. A propósito, ultimamente eu vejo as análises de Inês para o blog, como convidada. Nassif,...
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Alexandre Weber - Santos -SP
16/06/2011 - 21:58
O caso Palocci se resolveria com uma pergunta da Dilma:
Palocci dá par divulgar o nome das empresas que te pagaram?
Como se viu ela preferiu contornar e enrolar o que desse, esperando uma solução...
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André LB
17/06/2011 - 00:07
A essa altura o pessoal ja entendeu que a queda do Palocci era a melhor coisa que podia acontecer?
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Romanelli
17/06/2011 - 08:10
indignação minha cara ..eis a minha razão ..eu a tenha e a mantenho ..pode crê
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Romanelli
17/06/2011 - 08:47
Clever eu li seus comentários ..principalmente sobre a ética
Sobre Palocci emiti minha opinião ..a lei pra este caso e tantos outros casos (prisão e foro especial; liberdade pra réu confesso em...
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DanielQuireza
17/06/2011 - 09:04
Investigar por qual motivo ? Ela não é do MP, que aliás nao abriu investigação, e nem policial. Ela o demitiu quando a situação política ficou insustentável, só isso.
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Perfeito. Como sempre uma bela análise de Maria Ines.
Caramba Marcia (transmimento de pensação) eu ia escrever isso mesmo.
Concordo plenamente com vc.
Pagu
Pagú, minha amiga, temos a mesma sintonia...rs
Pagu/Marcia,
Daí muitas vezes esperar um pouco para opinar com vista a evitar redundâncias. Não raro a omissão não é por falta de argumento, conhecimento ou desinteresse pela matéria, mas evitar a simples repetição do que já foi de forma precisa comentado.
Marcia (quinta-feira, 16/06/2011 às 16:23),
É verdade, mas fico com a sensação que o que ela disse poderia ter sido dito há mais tempo, ou melhor desde a demissão de Antonio Palocci.
Bem, ontem fiz duas perguntas que volto a repetir agora. Primeiro, por que Antonio Palocci foi demitido? E segundo, tendo em vista o resultado altamente favorável para o governo de Dilma Rousseff, a demissão veio em um desdobramento natural dos eventos, tendo sido obra de mero acaso, ou melhor, fruto de uma análise a posteriori, ou foi algo adrede preparado?
Fiz essas duas questões em comentário que enviei ontem, 15/06/2011 às 22:55 junto ao post "A pesquisa de opinião ignorada" de quarta-feira, 15/06/2011 às 13:36 aqui no blog de Luis Nassif contendo texto de Marcos Coimbra intitulado "mídia se cala sobre o Datafolha favorável a Dilma" e retirado do blog Vermelho.org. O endereço do post é:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-pesquisa-de-opiniao-ignorada
E transcrevo a seguir o meu comentário:
"Luis Nassif,
Penso que o episódio Palocci teve influência negativamente na popularidade de Dilma Rousseff enquanto a redução dos índices de inflação em decorrência de preços mais baratos nos supermercados e nos postos de gasolina teve influência positiva na popularidade, Não vi a pesquisa da DataFolha, faltando-me informações sobre a data em que ela foi realizada, o que pode ter contribuído, se a pesquisa foi feita bem depois da demissão, para que tenha havido uma recuperação na popularidade de Dilma Rousseff.
Analisando sob a hipótese de que o episódio Antonio Palocci teve influência na popularidade de Dilma Rousseff, eu diria que o fator principal para a demissão de Antonio Palocci foi a queda de popularidade da presidenta. E é claro que a demissão foi efetuada não só na perspectiva de que isso evitaria a repercussão junto ao governo de qualquer percepção por parte da população de que Antonio Palocci tivesse cometido alguma irregularidade como também permitiria que se mostrasse a presidenta Dilma Rousseff como uma executiva de vida própria e não alguém dependente de Lula ou de Antonio Palocci.
Supondo que a minha análise esteja correta, eu poderia ainda fazer a seguinte conjectura: Dilma Rousseff demitiu o Antonio Palocci como uma medida inevitável diante do desdobrar dos acontecimentos. Nesse caso, os políticos são como a maioria de nós reativos. Posso, entretanto, fazer uma conjectura mais pró-ativa. Que tal a demissão de Antonio Palocci tivesse sido programada desde quando da nomeação dele. É um pouco de teoria conspiratória, mas que requer apenas que os políticos sejam um pouco mais competentes do que se imaginam que eles sejam. E eles devem ser se não quem governaria o mundo são os que se acham mais competentes do que os políticos.
Diga-se de passagem que há uma frase sua que eu até critiquei não pelo que você disse, mas pela época em que você disse, que me leva a supor certa premeditação no episódio. Disse você lá no post "A demissão de Palocci" de quarta-feira, 08/06/2011 às 10:00:
"De minha parte, considerei rematada imprudência sua (De Palocci) nomeação para um cargo-chave, como Ministro-Chefe da Casa Civil".
Como Antonio Palocci antes de ser nomeado já havia informado Dilma Rousseff do que ocorrera, a rematada imprudência ou revela um tanto de incompetência ou um tanto de competência maquiavélica. O post "A demissão de Palocci" e com as observações críticas que eu faço a você no comentário enviado quarta-feira, 08/06/2011 às 20:05 para junto do comentário de Romanelli enviado também na quarta-feira às 08:07 pode ser visto no seguinte endereço:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-demissao-de-palocci
Bem, mas não foi Antonio Palocci a razão de eu vir fazer este comentário no seu post. Queria dizer que não é surpresa a grande mídia escolher a que dar maior divulgação, o que me surpreendeu hoje foi não ver no blog divulgação à matéria que saiu, hoje, 15/06/2011, na Folha de S. Paulo intitulada "Estatística subestima déficit público, diz ex-presidente do BC" e com o subtítulo "Rombo em contas é maior quando usados os mesmos critérios de países desenvolvidos" em que se dá destaque a estudo - uma versão preliminar - para o seminário "A taxa de juros no Brasil", promovido anteontem (13/06/2011) pelo CLP (Centro de Liderança Pública) e pela Casa do Saber. O estudo é de Gustavo Franco, ou como eu gosto de referir a ele, G. Henrique de Barroso F. Uma reprodução da reportagem da Folha de S, Paulo pode ser vista no site do Corecom-MG no seguinte endereço:
http://www.corecon-mg.org.br/noticias/estatistica-subestima-deficit-publico-diz-ex-presidente-do-bc.html
Era bem isso que me ocorrera dizer. Quanto a questão envolvendo a demissão de Antonio Palocci, eu posso estar errado em minhas hipóteses e conjecturas, e então eu formulo uma pergunta que me ocorrera antes, mas que eu esquecera de fazer e a lanço agora ao final. Se eu estou errado em creditar a demissão de Antonio Palocci à perda de popularidade de Dilma Rousseff, qual foi a razão para o demitir?"
No meu comentário eu apresento só uma questão: qual a razão da demissão de Antonio Palocci? A outra questão, entretanto, está implícita. Se a minha teoria da conspiração estiver errada, isto é, se nada foi preparado, a opção que se tem é que tudo ocorreu ao acaso (Ao acaso, mas evidentemente dentro de uma análise da realidade por pessoas com um nível acima do razoável de competência). O que eu queria saber é quem ficaria com a opção da teoria conspiratória e quem fica com a outra (A menos que alguém veja ainda uma terceira possibilidade ou mais possibilidade).
Clever Mendes de Oliveira
BH, 16/06/2011
"Para quem era acusada de não ter a menor vocação política, a presidenta Dilma Rousseff agiu rápido na primeira crise do governo. "
Agiu rapido? Na verdade nao fez nada. So nao teve opcao depois da entrevista deploravel no JN.
Ainda quase chorou na saida dele. Como assim agiu rapido?
Agir rapido seria tira-lo imediatamente e pelo menos investigar. Provar que é tudo legal, ja que disseram antes que o caso estava encerrado para o governo. Disseram que nao havia motivo para investigar. De novo, como assim agiu rapido?
Ele saiu. Obviamente nao vai dar em nada. Todos daqui a pouco esquecem e ele vai continuar com o dinheiro na conta, sem provar se é legal ou nao.
Nossa, a mesma coisa aconteceu com Erenice e familia!!! Eita pulso firme na apuracao de fatois do governo!!!
A pergunta é: ele vai explicar mesmo? Ou daqui a pouco ta de volta como os aloprados e e delubiados?
Bruno C (quinta-feira, 16/06/2011 às 16:42),
Você sabe de alguma irregularidade tanto no caso de Antonio Palocci, como no caso de Erenice Guerra? Se souber, espero que você seja um brasileiro do bem e encaminhe o que você sabe de errado ao Ministério Público para que se possa ter a ação penal cabível e a ação de responsabilidade civil para ressarcimento dos danos causados ao erário público.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 16/06/2011
Investigar por qual motivo ? Ela não é do MP, que aliás nao abriu investigação, e nem policial. Ela o demitiu quando a situação política ficou insustentável, só isso.
@DanielQuireza
pois é mais uma pessoa honesta sofrendo uma injustiça nesse mundo! e engraçado como o PT abandona os seus justos e honestos ao léu sem defende-los, gente como Palocci, Dirceu, Delubio etc etc, que eram todos inocentes sairam porque seus chefes não tinham a coragem de defende-los!!!!
dai concluimos que tanto Lula como Dilma, abandonam pessoas inocentes se isso ajudar a mante-los no poder!
"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." Max Frich
Puxa Blá-blá-ya ! Já que você tem certeza (e provas , é claro)de que esses Petistas são bandidos e ladrões, você deveria denunciá-los à justiça. É sua obrigação como cidadão. Aqui no Brasil, só a "grande" imprensa pode acusar e julgar sem provas. Não sabias?
A Presidente DILMA mostrou-se á altura de CARLOS LACERDA E TANCREDO NEVES em termos de esperteza política, a, já, no dia da posse, abolir a expor, qualquer traje da cor vermelha.
Quem viver verá.
Lembrou-me daquela pergunta de um velho adversário político de Tancredo, quando o "saudou" no Aeroporto em Minas e perguntou-lhe se ele ia para BRASÍLIA, ao que Tancredo respondeu: não vou para o Rio.
Surpreso o acompanhante de Tancredo disse-lhe: mas, ......... o Senhor disse exatamente para onde vai, logo para este sujeito? E Tancredo sorrindo respondeu: Pois é, dizendo isso ele vai pensar que estou mentindo e ficou certo de que eu vou para Brasília.
Capisce?
O hábito de conviver com a arte acalma os nossos espíritos.
Já Carlos Lacerda, ao contrário de Tancredo, cumpria o que falava. Disse que ia dar o golpe e deu mesmo.
Não entendi. Que golpe Trancedo poderia ter dado?
Nassif, seu site está muito lento. Demorou tanto para entrar que até esqueci o que ia comentar. Ah, alguém lá em cima disse que a diferença entre Trancredo e Lacerda é que é que o segundo cumpria o que prometia, prometeu o golpe, deu o golpe. Outro perguntou inocentemente: que golpe Tancredo prometeu? Tancredo prometeu enterrar as diretas. E cumpriu (claro que a promessa não foi feita às massas, também pudera!). Enquanto participava dos comícios das Diretas Já, articulava com a Ditadura e ACM a eleição indireta, que ganhou mas não levou. Seu governo seria um estupro no serviço público e aos servidores. Basta ler o discurso de posse que escreveram para ele e que não pronunciou, a morte levou-o na hora exata, nem mais nem menos.
Já Carlos Lacerda, ao contrário de Tancredo, cumpria o que falava. Disse que ia dar o golpe e deu mesmo.
Também tô nessa.
Martim Assueros
que análise FRACA ..só gostei do titulo ..analise mais amiga impossível
evidente que Dilma piscou ..piscou e não calou ..demorou demais ..fosse eu e na primeira leitura da lei Tavares por parte do Dom Paloffi Pantufas e o cara tomava um pé nos fundilhos (sou, mas que não é ? ..lembra?) ..e ainda por cima DILMA disse que sentia a saída do TRALHA, eu gravei ..francamente
só pode ser coisa de amiga ..de mulher pra mulher, Marisa
e se o PMDB não esta com essa força, então só sobra a opção de traição mesmo, veja:
-o ministério da cultura parou e tá revendo tudo
-o das relações exteriores inverteu 180 graus
-o da justiça no que tange ao controle externo da mídia deu pra trás ..no que tange ao resto não faz NADA
-o das comunicações, sobre banda larga, só tá enrolando
-a president? já homenageou a Rolha, almoçou com a Namaria, deitou com a Hebe e elogiou THC
..fora o pior de tudo, a FAZENDA falava que usaria de outros meios pra combater a inflação e calibrar a atividade, e continua a fazer mais do mesmo, do placebo da SELIC (um crime, pergunta pro teu irmão pro cê vê ?!) ..pior que sequer deu tempo de fazer efeito e a inflação começou a ceder pra ficar NEGATIVA (vai ver que foi de susto, é isso?)
..sinceramente, se isso não é a cara dum governo PMDB é do que?
a propósito, se ficar nesse ritmo, você não gostaria de escrever o meu obituário ?
ps - se Dilma, como president? eleita, não acredita e não faz valer as suas promessas, não sou eu quem vai ficar parado esperando ela ganhar coragem..
Cara...concordo com vc. E compreendo sua ansiedade. Também sofro com esse problema, e muito.
Vejo uma coisinha miúda dessas recebendo grande consideração e fico sem entender como nos contentamos com tão pouco.
.
Tem todo tipo de rombo no casco que precisaria de esforços inauditos da classe política e do povo..
Assassinatos em massa..,(50 mil por ano!!!) Milhões atolados na merda..(saneamento básico ínfimo),
Mega-congestionamentos nos centros urbanos..,(regiões metropolitanas em petição de miséria)
O cidadão atolado na ignorância e por isso incapaz de nada!! Condenado a uma existência miserável..
Uma justicinha de bosta que leva anos prá processar casos de ínfima importância..
E que não pune nenhum poderoso,..NENHUM!!!
Uma infra-estrutura ridícula que constrói puxadinhos prá receber uma Copa do Mundo..
Um risco de desindustrializar o pouco que temos e condenar milhões a passarem a vida submissos..
.
Mas a presidenta trocou um ministro e agora a coisa vai..
Ahhh...me ajuda aí..
Se console Chico. Aqui em Minas a situação é muito pior. Está abaixo da média nacional.
Chico Pedro (quinta-feira, 16/06/2011 às 18:39),
Muito bem pinçado esses pontos. O saneamento então é uma vergonha. Quando vou em Pedra Azul no nordeste de Minas Gerais e vejo aqueles casebres de pau-a-pique e o esgoto a céu aberto fico um tanto desesperançado. É a nossa triste realidade: somos um país em construção com muito por construir.
Senti, entretanto, no seu comentário a falta de referência ao desemprego. Não há nada mais degradante do que um ser humano desempregado.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 16/06/2011
Curioso o grau de agressividade para expressar uma opinião. A gente lê um texto destes e fica tentando achar qual é o contexto, qual é o motivo para tanta ênfase raivosa para falar?
indignação minha cara ..eis a minha razão ..eu a tenha e a mantenho ..pode crê
Nada mais politicamente estéril que um indignaldo da pequena burguesia...
Romanelli (quinta-feira, 16/06/2011 às 17:04),
Falta-lhe um pouco de sorte. De 21 horas até a meia noite eu escrevi um comentário para você. Antes do término eu resolvera fazer refereência a dois ou três posts onde chegamos a debater um pouco, sobre a questão de Antonio Palocci ou onde nós dois ou um de nós externamos opinião divergente. No primeiro post a que eu fiz referência "Para entender a consultoria de Palocci" de quinta-feira, 26/05/2011 às 10:35 aqui no blog de Luis Nassif eu devo ter clicado alguma tecla errada - estava em uma caixa de comentários que uniformizava a fonte do copiar e colar - e todo o comentário desapareceu.
Eu disse falta-lhe um pouco de sorte, mas pensando bem era tanta coisa para ler e dada a sua boa vontade parecia mais um castigo de que por sobra de sorte você escapou.
E para que, se eu vier a reescrever o comentário, o problema, ao copiar e colar as referências aos posts, não venha a se repetir já faço a indicação dos mesmos aqui nesse comentário. Assim indico a seguir o endereço do post "Para entender a consultoria de Palocci" onde eu envio um comentário quinta-feira, 26/05/2011 às 20:11 para o seu também de quinta-feira, 26/05/2011 às 10:46 e você responde sexta-feira, 27/05/2011 às 06:16:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/para-entender-a-consultoria-de-palocci
Um segundo post foi "A demissão de Palocci" de quarta-feira, 08/06/2011 às 10:00 aqui no blog de Luis Nasseif e cujo endereço é:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-demissao-de-palocci
Nele eu fiz um comentário enviado quarta-feira, 08/06/2011 às 14:12 para junto do comentário de Bento enviado quarta-feira, 08/06/2011 às 09:24. Saliento o comentário do Bento porque eu considerei o comentário dele com uma visão muito próxima à sua.
E menciono ainda o post "A necessidade de articulação política no governo Dilma" de terça-feira, 14/06/2011 às 08:39 feito a partir de um comentário de Andre Araujo que fazia referência a entrevista do professor Renato Lessa no Valor Econômico e reproduzida junto do comentário de Andre Araujo aqui no blog de Luis Nassif. O endereço do post é
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-necessidade-de-articulacao-politica-no-governo-dilma
Em meu comentário de terça-feira, 14/06/2011 às 13:39 eu manifesto concordância com o comentário de Kid Jansen de Alencar Moreira que ele enviara terça-feira, 14/06/2011 às 09:04, principalmente, por certa discordância que ele manifestara com a análise de Andre Araujo. E reforço aqui a minha discordância com o seu comentário e que eu expressara no comentário que se apagou. Aliás concordo mais com a análise de Maria Inês Nassif, análise da qual você discorda e discordo mais da análise de Renato Lessa com a qual Andre Araujo parece concordar.
Talvez se precise achar mais um post para que se possa estabelecer uma circularidade na opiniões de concordância e de discordância, mas extrapolondo com o que se tem até aqui pode-se dizer que em pricípio parece que você está mais próximo da opinião de Andre Araujo e Renato Lessa enquanto eu me aproximo mais da opinião de Maria Inês Nassif.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 16/06/2011
Clever eu li seus comentários ..principalmente sobre a ética
Sobre Palocci emiti minha opinião ..a lei pra este caso e tantos outros casos (prisão e foro especial; liberdade pra réu confesso em crime doloso ou pego com prova irrefutável; a prova pela forma e não pelo mérito; o direito a mentira etc) não me convence, não bate com os meus valores que tento, honestamente, fazer valer..
..sou pela DEDICAÇÃO exclusiva do eleito e do nomeado ao cargo ..pra nossa realidade atual acho que eles devem ficar em quarentena, enquanto exercerem seus cargos, ficarem proibidos de ter acesso e qqm benefício, a qq recurso público voluntarioso por exemplo (eles, seus parentes e amigos ou sócios), financiamento que não responda a um rigor técnico e a um escopo.
..quer quer, não quer vai arrumar coisa melhor pra fazer que não a de mentir e dizer que esta servindo a nossa sociedade enquanto enche o bolso dos cumpadres..
EU SEI que Palocci NÃO deu estas consultorias ..sei de experiência ..se o deu, não mereceu, NÃO valia - esta fora dos padrões - ..se mereceu, o fez em horário de trabalho e em "tempo" recorde ..e se o fez, fez sobre informação a ele dada em confiança, de carater público, de TODOS, e não pra ele encher a pança junto com os seus ..enfim ..essa estória já tá mais do que repisada ..o cara só conseguiu sim foi se blondar numa legalidade frágil, num amparo tributário, mais nada
Ademais o cara tinha um passado suspeito, em Ribeirão com a ervilha e o tomate, em Brasilia com o caso do Francenildo ..em ter tentado se passar pelo que nunca foi, um AS em economia (francamente, o dia que resolvermos computar o custo destas despolíticas econômicas, vou te dizer) ..pra mim ele, como tantos outros cidadãos, teve a sua chance e falhou (tipo o cantor Belo) ..pra mim casos assim podem até não ser eternamente apenados (e nem devem) mas NÃO perdoados, NÃO a ponto do cara voltar a querer um cargo público ou merecer ser levado a liderança e ícone ..vai arrumar mais o que fazer em outra freguesia eu diria
..enfim
como cidadão faço o meu papel, penso que luto pelo que acho que é mais certo e justo à maioria - ao meu juízo - e pra isso faço SIM julgamento político, não legal, pra este caso - pois se assim, até hoje teríamos nos contentado com a biblia, ou as constituições passadas, a lei escravacrata, sei lá
a ética se fundamenta em valores ..os valores mudam ..as leis se fundamentam em valores, elas também devem, e mudam
..o homem é escravo do seu tempo ..o que vale hoje não valerá pra sempre
penso que nós já temos instrumentos pra REVOLUCIONARMOS nossos costumes sem no entando corrermos o risco de derramarmos sangue, basta aqui sabermos usar e termos a coragem, a vontade de acioná-los em tempo e no momento oportuno ..e um bom início pra isso é nós nos cercarmos das pessoas corretas, e não praticarmos ou deixarmos que pratiquem em nosso nome dos mesmos vícios.
abrá
Voce queria o que, que ela não tivesse nem gratidão por quem a ajudou na campanha ? Ainda bem que ela não é assi. Ele saiu pelas pela pressão política que a exposição na mídia causou. Nâo há nenhuma prova de irregularidade cometida por ele.
@DanielQuireza
Daniel Quireza (sexta-feira, 17/06/2011 às 09:08),
Deixei umas dicas de leitura junto ao seu comentário de quarta-feira, 15/06/2011 às 14:52 no post aqui no blog de Luis Nassif intitulado "A alta no preço dos alimentos" de quarta-feira, 15/06/2011 às 11:00 montado a partir de comentário de Alberto Porem Junior. O link para o post é:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-alta-no-preco-dos-alimentos
O seu comentário era de interessado em saber a razão das afirmações de Assis Ribeiro no comentário que ele enviou quarta-feira, 15/06/2011 às 14:03. Como eu concordava com o comentário de Assis Ribeiro, mas discordava um pouco das explicações que ele deu para você em comentário que ele enviou em seguida quarta-feira, 15/06/2011 às 16:14, eu enviei um comentário quarta-feira, 15/06/2011 às 18:54 para você dando o que eu considerava como as justificativas mais apropriadas com as indicações de leituras (Na verdade é uma indicação só) sobre o tema. Não sei se você chegou a o ver o comentário, assim fica aqui o reforço, reforço que eu faço porque penso que vale à pena.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 17/06/2011
Romanelli (quinta-feira, 16/06/2011 às 17:04 e sexta-feira, 17/06/2011 às 08:47),
Gostei muito do seu comentário de sexta-feira, 17/06/2011 às 08:47. Há pouca coisa que eu crítico no que você diz e há o que eu discordo, mas sobre isso eu pretendo falar lá junto ao seu comentário. Aqui eu tentarei mais dar sequência a possibilidade que eu aventei em meu comentário anterior enviado sexta-feira, 17/06/2011 às 01:23 de reescrever o comentário que eu havia iniciado, mas o perdera justo quando eu estava pronto para o finalizar.
De todo modo, vou reescrever o comentário, mas levando em conta o que você já colocou no seu comentário de sexta-feira, 17/06/2011 às 08:47. E vou reescrevê-lo em módulos. Primeiro farei um resumo do que eu tinha como objetivo abordar. E depois comentarei cada um dos pontos do resumo.
Resumidamente eu mencionara em meu comentário inconcluso a idéia de se fazer um post móvel sobre o caso Antonio Palocci. Penso que esse assunto apesar de ter sido exaustivamente analisado, deveria ter um só post para nele se consolidarem os temas mais importantes que ele suscita.
Pretendo também dizer em que eu não concordo no seu comentário de quinta-feira, 16/06/2011 às 17:04, mostrando porque eu concordo com a Maria Inês Nassif e trazer uns dois pontos em que eu discordo no artigo dela.
E seguida eu pretendo abordar os três eventos no histórico (Quer dizer não entrarei no detalhe do quarto evento do qual você lembra e que seria a licitação do molho de ervilha e tomate prefeitura de Ribeirão Preto) que a vida política e pública de Antonio Palocci carrega: o primeiro que não é um evento, mas a assunção de Antonio Palocci da herança maldita deixada por Fernando Henrique Cardoso, depois o evento de fato da quebra do sigilo bancário do caseiro Francinildo e finalmente o evento do aumento do patrimônio do Antônio Palocci. Chamando os três de eventos eu considero que esses eventos estão na raiz da resistência a Antonio Palocci e o meu interesse é dizer qual na minha opinião é o evento mais preponderante na quase aversão a que se tem ao ex-prefeito de Ribeirão Preto.
Como arremate voltarei a debater a minha sugestão de se criar um post itinerante para discutir o caso Antonio Palocci. Aparentemente depois de tudo que se falou parece que não há mais nada a se dizer sobre o caso Palocci. Eu penso, entretanto, que a história de Antonio Palocci é uma história e tanto que não deveria ser desconsiderada até para que se possa bem entender a atividade política brasileira.
(A continuar . . . )
Clever Mendes de Oliveira
BH, 17/06/2011
Romanelli (quinta-feira, 16/06/2011 às 17:04 e sexta-feira, 17/06/2011 às 08:47),
(Continuação)
Para você a Maria Inês Nassif foi generosa na avaliação do tratamento que Dilma Rousseff dera ao episódio envolvendo o ministro Antonio Palocci. Fora generosa não só em dizer que a demissão ocorrera no momento certo como ao afirmar que Dilma Rousseff agira com habilidade nas escolhas dos substitutos. E você ainda destaca a presença marcante do PMDB no governo como um fator a se descrer dessa habilidade de Dilma Rousseff.
Eu concordei com os elogios a Maria Inês Nassif não tanto por discordar da sua crítica à questão do momento oportuno da demissão nem pelos elogios que ela fizera à capacidade política de Dilma Rousseff. Penso que essas avaliações não são assim tão fáceis de serem contraditadas ou defendidas. Não há o contrafactual. Não se pode colocar em prática as várias alternativas para se avaliar qual seja a melhor solução. O que nos resta é usarmos a nossa ideologia para fazermos essa avaliação. A nossa ideologia é que vai indicar se o tempo era correto. Vai nos dizer também se a Dilma Rousseff é politicamente competente.
E só utilizamos a nossa ideologia porque não há alternativa a não ser o vazio. Pode ser que se fôssemos capazes de avaliar objetivamente a capacidade política de um governante chegássemos a conclusão de que Dilma Rousseff, que a nossa ideologia avaliou positivamente, não tem capacidade política.
Enfim, elogiei o artigo de Maria Inês Nassif porque ele me pareceu indicar que ele fazia uma avaliação positiva do resultado final de todo o imbróglio. E eu ideologicamente penso que o resultado final do evento foi bastante favorável a Dilma Rousseff. Após a demissão ninguém pode duvidar que é ela quem manda no governo dela. Até então uns diziam que era Antonio Palocci e outros diziam que era Lula. Poucos diziam que era ela.
Nos meus comentários eu tenho insistido em equiparar o resultado da demissão de Palocci nesse evento do crescimento do patrimônio dele como equivalente ao que ocorrera quando da demissão de Antonio Palocci no governo de Lula pela quebra do sigilo bancário do caseiro Francinildo. Naquela época, embora essa critica não chegasse até o povão, a direita preconceituosa e que dispõe de grandes meios de comunicação alegava que Lula era um incompetente e quem realmente mandava era o Antonio Palocci. Como eu já mencionei anteriormente, o endeusamento de Antonio Palocci era de tal ordem que permitiria a oposição até a usar o seguinte slogan, caso fosse, como acabou sendo, Geraldo Alckmin o candidato da oposição: “Se um médico foi capaz de fazer tanta coisa como fizera Antonio Palocci como ministro da Fazenda imagina o que um médico poderá fazer como presidente da república". Com o episódio da quebra do sigilo bancário do caseiro Francinildo quem poderia usar o mesmo slogan, mas agora contra Geraldo Alckmin, seria Lula.
Gostei do artigo de Maria Inês Nassif porque ela captou a mesma percepção que eu tive: que o imbróglio envolvendo Antonio Palocci terminou favoravelmente para ela.
Quanto a época certa, penso que é muito difícil chegar-se a uma conclusão definitiva sobre o melhor momento para demitir Antonio Palocci. Em “A demissão de Palocci”, post de quarta-feira, 08/06/2011 às 10:00 aqui no blog de Luis Nassif você, em comentário que você enviou quarta-feira, 08/06/2011 às 08:07 (A discrepância entre a hora o post e do comentário parece ser uma daquelas histórias em que Luis Nassif traz o post para um novo horário para dar oportunidade de mais comentários), faz o elogio a Luis Nassif talvez principalmente pelo fato de Luis Nassif ter dito que considerava rematada imprudência nomeação de Antonio Palocci para um cargo-chave no governo de Dilma Rousseff. O endereço do post é:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-demissao-de-palocci
Eu não fazia uma análise política quando eu defendia que Antonio Palocci não deveria ser demitido. Fazia uma análise no que eu considerava bom para o governo de Dilma Rousseff. Considerava e considero Antonio Palocci como o político mais capacitado do PT para ocupara a presidência da República e, portanto, considerava ele útil ao governo de Dilma Rousseff. Agora sei que eu não sou o povo, e na análise política tem-se que considerar o que o povo pensa. Se o povo fosse favorável à demissão de Antonio Palocci o governo teria que demitir o Palocci se o governo avaliasse que a permanência de Antonio Palocci trouxesse muitos e grandes problemas afetando a governabilidade e prejudicando eleitoralmente o governo.
Penso que a presença de Antonio Palocci com a experiência que ele tem seria melhor para o país, mas penso também que essa diferença de qualidade é muito pouco para ter influência no resultado final do governo quando se compara uma situação em que o Antonio Palocci estivesse presente e uma situação em que ele estivesse ausente.
E penso também que a governabilidade é pouca afetada por um episódio como esse. Agora penso que a reação do eleitorado pode ser objetivamente mensurada com uma pesquisa. E ao governo caberia então avaliar o que é melhor: manter o Antonio Palocci ou o demitir.
Politicamente não há norma que estabeleça qual o momento certo da demissão. Mesmo de modo genérico, analisando só sob o aspecto gerencial não se sabe o que é bom: um gerente que toma decisões sempre certas, mas no momento errado, ou um gerente que toma decisões erradas, mas sempre no momento certo, ou melhor ainda seria o gerente que não toma decisão (Será que não há exemplo de uma grande empresa que chegou lá em cima porque empurrou com a barriga a tomada de decisões?).
Do mesmo modo que a questão de qual seria o melhor momento para a demissão de Palocci não tem solução, não penso que se poderá chegar um denominador comum sobre a capacidade gerencial de Dilma Rousseff ou a habilidade política dela. Em princípio ela é elogiada pela capacidade gerencial, mas será que o jeito mais durão já não seja um método um tanto ultrapassado de gerenciamento. E será que a aparente incapacidade política que ela revela não se consititui como bom mecanismo para acertar convenientemente as pendências políticas?
Agora, eu não cheguei a uma conclusão sobre qual teria sido o momento mais adequando para a demissão de Antonio Palocci. Acho apenas que o resultado final é o melhor possível. E também não sou capaz de assegurar que o resultado político da demissão de Antonio Palocci e a substituição do ministro sejam os melhores possíveis. Fiz essas considerações pensando que na percepção popular tudo terminou muito bem. Somente as pesquisas de avaliação do governo junto ao povo é que poderão responder a essa indagação.
Enfim não achei substanciosos os seus argumentos para fazer a crítica ao artigo de Maria Inês Nassif, mas fico só nisso mesmo. No próximo módulo apresentarei os pontos em que eu fiz uma análise mais crítica no artigo de Maria Inês Nassif, mas que foram só detalhes perto da avalição global positiva que eu fiz do artigo.
(A continuar . . .)
Clever Mendes de Oliveira
BH, 17/06/2011
É muito bom compartilhar da lucidez da Maria Inez nassif. Por isto, me atrevo à fazer algumas considerações. O exagero , a precipitação e não raro a superficialidade nas analizes me parecem produto de sermos ao fim e ao cabo, pautados pela grande mídia. Essa contradição afeta, inclusive alguns "blogueiros sujos" e ou "independentes". Acabamos refem (in)conscientes e reproduzimos, mesmo criticando, dos desejos e do discurso ideológico da mídia conservadora. Dito isso, para deixar à nobre articulista, uma reflexão. A conjuntura vivida pelo governo Dilma é diferente daquela que Lula enfrentou. As mudanças, as rupturas silenciosas, os avanços economicos e sociais, fizeram emergir novos atores na paticipação social e lógicamente na participação politica. A correlação de forças sofreu uma mudança. Setores da sociedade, perderam protagonismo e outros se fortaleceram. Exemplo, as problematicas étnicas e de genero, foram de certo modo quebradas. As velhas oligarquias de cunho rurais e ou paroquiais, tão importantes para o governo Lula, para se contraporem às oligarquias, ditas "modernas e urbanas" na disputa burguesa, perderam sua força e poder de barganha no governo Dilma. Sabemos que seus representantes, abrigam-se no PMDB. Da mesma maneira, a articulação com o setor empresarial e do grande capital, que necessitavam de uma politica "pragmática", que foi exercida de maneira hábil por Lula e seu governo, deixaram até certo ponto, de merecerem tanto cuidado. Contrariamente, ao que dizem, alguns "intelectuais" de "esquerda", os movimentos sociais, ganharam em participação autonoma. Assim acho que o governo Dilma pode transitar de forma mais segura na realização de "rupturas" tão necessárias. E o PT, pode e deve exercer sua hegemonia no governo e uma melhor articulação com os movimentos sociais. Mas todo cuidado é pouco, pois temos uma "elite" rebeldemente conservadora e uma grande mídia que lhe dá toda cobertura possível.
carlos saraiva saraiva
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