MEC: 600 mil tablets para professores de ensino médio

Por Erick M

De O Globo.com

Mercadante promete 600 mil tablets para professores 

Novo ministro da Educação anuncia R$ 180 milhões para compra de equipamento digital

Demétrio Weber

BRASÍLIA. Antes mesmo de anunciar sua equipe, o novo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, divulgou ontem a sua primeira iniciativa à frente da pasta. Ele prometeu distribuir, no segundo semestre deste ano, até 600 mil tablets a professores da rede pública urbana de ensino médio — número suficiente para que cada docente receba o seu. A intenção, depois disso, é fazer o mesmo com os que lecionam no ensino fundamental.O pregão de compra dos tablets, porém, ainda não foi inteiramente finalizado. Falta realizar a análise técnica das propostas vencedoras no quesito menor preço, o que será feito pelo Inmetro. Se tudo der certo, a assinatura dos contratos está prevista para 24 de abril. O passo seguinte será inserir arquivos digitais com material didático em todas as máquinas para auxiliar os professores na tarefa de ensinar. Só aí será feita a distribuição, o que Mercadante garante que ocorrerá no segundo semestre.

A aquisição de tablets começou a ser preparada na gestão do ex-ministro Fernando Haddad, que pesquisou experiências internacionais e lançou ata de registro de preços em dezembro. O projeto de Haddad, no entanto, previa a entrega das máquinas tanto a professores quanto a estudantes. Ao assumir o Ministério da Educação (MEC), Mercadante decidiu começar exclusivamente pelos professores:

— É mais seguro. E dá tempo de amadurecer o projeto pedagógico — disse ontem.

Ele prevê investir entre R$ 150 milhões e R$ 180 milhões na compra das máquinas. As duas empresas vencedoras da fase de menor preço foram a Positivo Informática e a Digibrás.

A distribuição será feita apenas nos estados e municípios que aderirem ao programa. Por isso, segundo o ministro, não é possível falar com exatidão quantos tablets serão comprados. Ele afirmou que não será cobrada contrapartida financeira.

Entusiasta do uso de tecnologias da informação e comunicação para melhorar a educação, Mercadante ressalvou que nada substitui a relação professor-aluno. Ele observou, porém, que a informática e as tecnologias digitais estão cada vez mais presentes no dia a dia da população. E que é difícil imaginar, nos dias de hoje, um professor que lecione sem ter acesso ao Google ou outros sistemas de busca.

O ministro afirmou que o programa começará pelo ensino médio porque essa etapa é a que tem piores indicadores de qualidade e evasão. O MEC oferecerá cursos de capacitação dos professores.

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41 comentários
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Athos

rsrsrs, alguém acredita que o prazo será cumprido?

Mas eu gostei dessa parte abaixo:

"— É mais seguro. E dá tempo de amadurecer o projeto pedagógico — disse ontem."


A inserção do tablet tem que ser parte de uma projeto maior, com conteúdo, que permita aos governos economizarem principalmente em material didático.

 
 
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ruyacquaviva

Não existe material didático específico para tablets. O que existe hoje são os livros. E o FNDE gasta uma fortuna em livros didáticos, o que é não apenas necessário, como desejável.

A substituição dos livros pelos tablets não é apenas mais ecológica, mas permite alavancar a produção desses equipamentos no Brasil e abrir espaço para projetos pedagógicos nas escolas,  mesmo investimento feito nos livros.

Só gostaria que esses tablets usassem e-ink (fossem ebook-readers portanto) devido a questões de duração de bateria. Porém como a tela de e-ink colorida ainda é uma tecnologia muito nova e há o interesse estratégico do país em viabilizar a produção de telas de LCD para esses dispositivos no País, acho que terão esse tipo de tela.

Suponho que o tablet em questão tenha configuração semelhante ao Aakash indiano. Minha crítica é que as especificações deveriam ser divulgadas, mas não sei se isso afetaria de alguma forma o processo de licitação.

http://www.gizmodo.com.br/conteudo/tela-de-e-paper-colorido-finalmente-chega-as-lojas-com-android/

http://tugatech.com.pt/t6081-tablet-de-35-dolares-apresentado-na-india

http://planetech.uol.com.br/2011/07/04/papel-nao-coreia-quer-alunos-com-tablets/


Em tempo, também não acredito nesses prazos, acho que para o ano que vem uma parte dos livros do FNDE serão substituidos pelos tablets e torço para que em poucos o FNDE passe a usar apenas o meio eletrônico, deixando de distribuir livros em papel.

 
 
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alessandroduarte

Sabe aquela campanha "conserve o livro, porque outros usarão",... bem com ebooks (tablets) já era (é previsto)

http://www.gnu.org/philosophy/the-danger-of-ebooks.html

 

Alessandro B. Duarte (Usa GNU/Linux) www.alessandroduarte.com.br

 
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ruyacquaviva

Eu sinceramente respeito os neoluditas. Acho mesmo que corremos um risco quando trocamos uma tecnologia por outra e mais ainda quando esquecemos de soluções simples e eficazes.

Lembro-me de um conto de Issac Asimov que lí em minha infância, onde ele discorria sobre um futuro onde as pessoas perderam a capacidade de realizar os cálculos mais simples mentalmente, devido á introdução das calculadoras eletrônicas. No conto, o mundo se assombrou com o surgimento de uma pessoa que conseguia realizar cáculos (nada de mais, somente as quatro operações mesmo) sem uma calculadora. O mundo tinha perdido o conhecimento de que a matemática é uma construção da mente humana, não das máquinas.

Mas uma postura de fingir que as novas tecnologias não existem é algo contraproducente. Masis cedo ou mais tarde elas irão substituir as tecnologias mais antigas e se esperarmos vamos garantir apenas ficar a reboque de outros em vez de conquistar um espaço na vanguarda.

Mas o link que você postou não vai bem ao cerne da questão apresentada. Ele versa sobre desvantagens do Kindle e de questões comerciais desse dispositivo e da empresa que o produz, a americana Amazon. A discussão do texto não cabe nessa iniciativa porque é uma ação estatal e educativa. O MEC pode negociar os direitos autorais diretamente com os autores ou editoras, licenciando o livro para distrinbuição geral. Além disso as especificações sobre o hardware devem ser conhecidas e o SO deve ser livre (android o preferencialmente um derivado completamente livre do Linux como o Plasma-Active). Haverá sim questões de licença e haverá desvantagens, mas o texto não fala das desvantagens dos livros:

1 - Consomem papel e tinta gerando poluição ambiental.

2 - Consomem energia para impressão e distribuição, com mais prejuízo ao meio ambiente.

3 - São estáticos, não podem ser substituidos no meio do ano.

4 - São limitados, com os tablets os professores podem escolher diversos textos de domínio público eo licenciados pelo MEC

5 - Não permitem que se possa utilizar em São Paulo um trabalho sobre o nordeste feito por uma escola do nordeste e compartilhado no site do MEC.

6- Não permite infográficos e gráficos interativos

7 - Não emitem sons

8 - São pesados, se os alunos forem usar muitos livros precisam carregar muito peso.

9 - Não permitem a troca de material escrito entre os alunos.

10 - Não permitem os projetos didáticos que os tablets possibilitam.

E por aí vai... Ninguém sabe ainda como será o impacto dos tablets na educação, mas sabemos que haverá e que nada indica que seja pequeno.

Além das vantagens citadas, esse projeto dos tablets pode também impulsionar a índustria no domínio dessa tecnologia vital, em que estamos atrasados.

Existem mil questões em aberto e o debate é muito válido. Não debater é que seria um erro.

 
 
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alessandroduarte

Com não tem nada a ver... Dadas as últimas movimentações - SOPA, PIPA, ACTA, lei Azeredo - é uma temeridade "exportar" conteúdo didático para ebooks. No link abaixo tem uma passagem interessante

"

Por exemplo, examinemos os livros eletrônicos (livros eletrônicos). Há um tremendo hype sobre livros eletrônicos; não se consegue evitá-lo. Tomei um vôo no Brasil e, na revista de vôo, havia um artigo dizendo que talvez demore 10 ou 20 anos até que todos tenhamos mudado para os livros eletrônicos. Certamente, este tipo de campanha vem de alguém que paga por ela. Mas quem está fazendo isso? Acho que sei. O motivo é que os livros eletrônicos são uma oportunidade de se retirar as últimas liberdades que os leitores de livros impressos sempre tiveram e ainda tem — a liberdade, por exemplo, de emprestar um livro para o seu amigo, ou de pegá-lo em uma biblioteca pública, ou vender uma cópia para um sebo, ou comprar uma cópia anonimamente, sem deixar um registro no banco de dados de quem comprou qual livro. E mesmo o direito de ler duas vezes.

Essas são liberdades que os editores gostariam de retirar, mas eles não podem fazer isso com os livros impressos porque seria óbvio demais o abuso do poder e geraria reações. Então eles encontraram uma estratégia indireta: primeiro, eles conseguem leis para retirar estas liberdades quando não existem livros eletrônicos; de modo que não haja controvérsia. Não existem usuários pre-existentes de livros eletrônicos que estejam acostumados com suas liberdades e que venham a defendê-las. Foi o que eles conseguiram com o Digital Millennium Copyright Act em 1998. Então eles introduzem os livros eletrônicos e gradualmente fazem com que todos mudem dos livros impressos para os livros eletrônicos e o resultado é, que os leitores perderam estas liberdades sem ao menos terem um momento no qual estas liberdades tenham sido retiradas e durante o qual eles pudessem lutar para conservá-las."

http://www.gnu.org/philosophy/copyright-and-globalization.html

O que pode ocorrer é que todo ano o governo seria obrigado a renovar a "assinatura" dos livros digitais para os novos alunos.

Inclusive, isso pode ocorre em escolas particulares. Lembro-me que grande parte da minha vida de estudante foi comprando livros usados. Alguns, depois foram usados pela minha irmã. Mas, isso será possível com livros digitais? 

 

Alessandro B. Duarte (Usa GNU/Linux) www.alessandroduarte.com.br

 
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Suas preocupações sobre o licenciamento dos livors procedem. O MEC precisa fazer um acordo com as editoras ou diretamente com os autores (dependendo do contrato existente entre autores e editoras) para a liberação do conteúdo usando uma licença do tipo CC (Creative Commons). Ou seja, o MEC paga um valor fixo para o autor liberar as cópias eletrõnicas dos livros.

Os autores que não aceitarem esse tipo de licenciamento seriam substituidos por outros. Na prática eu acredito que todos aceitem porque não acho que gere prejuízo algum para as vendas dos livros convencionais e trata-se de um mercado garantido.

Você acerta ao se preocupar com a liberdade do uso dos livros. Acho que tudo deveria ser aberto, especificações de hardware, SO, formatos de arquivo e o conteúdo didático.

Repare que um prejeto desses permite que os próprios professores tornem-se autores. Se não de livros, pelo menos de conteúdos específicos. Assim um professor pode fazer um infográfico abordando um assunto específico e disponibilizar para uso por outros professores sob licença Creative Commons. Com isso ele ganha visibilidade de seu trabalho e todos se beneficiam com o material. Materiais produzidos por alunos também poderiam seguir o mesmo caminho, dando a motivação ao aluno de poder ter um trabalho que se destaque pela qualidade divulgado para toda a rede pública de ensino.

Esses sistemas de controle de cópias que você citou não funcionam. Vão desaparecer porque é impossível impedir a realização de cópias eletrõnicas. Mas isso vale também para os livros em papel. Existem sistemas de OCR que permitem elaboração de cópias eletrônicas de livros impressos em segundos. Estamos em outra era, com outras tecnologias. Quando os livros começaram a ser produzidos em massa em prensas de tipos móveis de metal os copistas perderam seu lugar e deram espaço a outros tipos de artesãos (ou artistas, dependendo de como você os qualificar). Muitas vezes é triste, mas é um fato da vida.

O importante é vislumbrar qual é o nomo modelo de negócios para a produção e consumo de conteúdo intelectual porque diferentemente do surgimento da imprensa moderna, as mudanças que estamos observando hoje são dramaticamente rápidas. Não sei como vai ser, mas tenho  convicção que quem apostar em 20 anos para que os livros digitais emplaquem vai errar feio...

 
 
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"(android o preferencialmente um derivado completamente livre do Linux como o Plasma-Active)."

.

By the way, android não é inteiramente livre, portanto não é livre

 

Alessandro B. Duarte (Usa GNU/Linux) www.alessandroduarte.com.br

 
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Por isso mesmo que eu citei o Plasma Active como completamente livre.

O Android usa o kernel Linux e está registrado sob a GPL. Mas existem partes do sistema que estão sob outras licenças e ao Goole controla a liberação do código fonte a conta-gotas, segundo eles para manter o controle de qualidade do sistema (o que eu acho uma desciulpa furada). Então, sim, você tem razão, o Android não é completamente livre, já que existem essas questões pairando sobre ele.

Mas existem outros sistemas como o Plasma Active, o Ubuntu com o seu Unity, o Sugar, o Meego, entre outros menos conhecidos.

Acho que você entendeu mal minha colocação porque sua afirmação vai completamente ao encontro da minha.

 
 
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Certamente, entendi mal... Não conhecia o sistema derivado que você mencionou e que ele era livre.

 

Alessandro B. Duarte (Usa GNU/Linux) www.alessandroduarte.com.br

 
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Marcos Tavares

Ninguém sabe qual será o impacto dos tablets na educação, mas estudos mais recentes nos dão uma pista:

- textos em formato eletrônico são menos compreendidos e retidos que aqueles em formato impresso;
- quanto mais links, infográficos, videos e sons dividindo espaço com o texto, pior a compreensão;
- o tablet, como qualquer outro computador, favorece a distração é uma má ferramente para leitura de textos longos e/ou complexos e o aprendizado de novos conceitos.

Ou seja, tablets no máximo proporcionam o "edutainment", dando ao aluno uma visão muito superficial dos temas dados em aula.

 
 
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A crítica do Stallman é contra os livros com DRM, que impedem a cópia das obras. Nesse sentido, os e-books são piores do que os livros convencionais, pois não podem sequer ser emprestados.

Mas o que a gente defende é a distribuição de textos em formatos abertos (txt, html, epub), sem restrições. Nesse caso, os livros digitais são economicamente melhores do que os livros convencionais de papel, quando consideramos a possibilidade de distribuir uma biblioteca completa para cada estudante.

 
 
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Sim, meu caro, concordo... mas será isto que irá ocorrer?

 

Alessandro B. Duarte (Usa GNU/Linux) www.alessandroduarte.com.br

 
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Depende.

Se o Governo adotasse o iPad, vai cairia na armadilha da Apple, onde tudo é proprietário. Esta seria uma opção temerária.

Mas o Governo está dando preferência para tablets rodando Android; e, com seu poder de barganha, pode exigir formatos abertos.

Assim como outros já disseram, eu também preferiria a adoção de e-readers com tecnologia de e-ink; são mais resistentes, têm melhor duração de bateria, e ainda por cima mais baratos. Deixaria o tablet como opção para daqui a três ou quatro anos, quando a competição e o desenvolvimento tecnológico os tornassem economicamente mais viáveis.

Ainda assim, é melhor promover a tecnologia agora do que ficar parado.

 
 
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Tenho muitas dúvidas sobre o poder de barganha do estado... conheço muito bem o poder do lobby... mas o tempo dirá quem tem razão...

 

Alessandro B. Duarte (Usa GNU/Linux) www.alessandroduarte.com.br

 
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http://www.gutenberg.org/

 

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Athos

Ruy, nunca entendi porque as compras de livros didáticos de Governo Federal e Estados nunca foi centralizada. Só pode existir um cartel no ramo que agora deve migrar para a parte de conteúdo.

Será tão difícil assim juntar esse conteúdo? Porque o MEC não tem isso pronto?

 
 
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ruyacquaviva

Concordo com você. Tem um cartel e é um cartel violento. Recentemente a editora Abril entrou na área de educação, certamente pensando e abocanhar uma fatia desse bolo. O Nassif já comentou aqui sobre essa questão.

Para esse cartel migrar para a área de conteúdo seria necessária a adoção de formatos proprietários e proteções contra cópia. Eu acho que o modelo deveria ser outro. O MEC paga pelo direito de abrir o conteúdo dos livros e não se preocupa com o número de cópias. Claro que haverá muita resistência e não faltarão "especialistas" com teorias bizarras para defender a negociação por número de cópias. Mas nesse jogo, em que pese o grande porder econômico desse verdadeiro cartel de editoras, joga contra eles os fatos da tecnologia atual. Não existe formato que proteja o conteúdo contra cópias e o meio eletrõnico dá margem à divulgação de conteúdo novo.

Como assim? eu explico. Existem muitos profissionais excelentes com capacidade de produzir conteúdos riquíssimos, mas as editoras trabalham apenas com um pequeno time de "medalhões". É algo como ocorre no mercado de música. Tantos músicos talentosos que não conseguem divulgar seu trabalho e na mídia tradicional só passa meia dúzias de medalhões, tudo para aumentar os lucros. Pois os tablets permitiriam que os autores talentosos mas sem contatos com as editoras pudessem divulgar o seu trabalho, fornecendo uma variedade de opções que hoje não é possível.

A maior briga é para que o conteúdo dos tablets didáticos use formatos abertos de não os formatos proprietários que certamente serão defendido pel lobby das editoras.

 
 
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Jorge Nogueira Rebolla

A maior parcela do custo de um livro não é o papel e nem a tinta... a adoção dos tablets sob esta ótica economizará muito pouco.

 
 
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foo

Rebolla,

Você está assumindo que o Governo vai trocar seis por meia dúzia. Mas não é o caso. O Governo vai trocar 6 por 1000.

Quanto custaria oferecer uma biblioteca com 1000 livros de papel, para cada estudante brasileiro? O preço seria proibitivamente alto, da ordem das dezenas de milhares de reais, sem falar no caos logístico.

Com o e-reader podemos oferecer esta biblioteca, pelo mesmo preço que era gasto com livros de papel.

O Projeto Gutemberg sozinho oferece 38 mil livros em domínio público. O Portal do Domínio Público brasileiro oferece mais algumas centenas de obras.

 
 
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A coisa não é bem por aí... estamos falando de livros didáticos e estes não estão no domínio público (os que estão estão defasados). A questão é: os livros didáticos produzidos para os tablets estarão sob DRM?

 

Alessandro B. Duarte (Usa GNU/Linux) www.alessandroduarte.com.br

 
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Marcos Tavares

Mas é perfeitamente possível que um jovem retire um livro de graça em uma biblioteca pública hoje, mesmo em cidades médias. 

Se a grande maioria não faz isso, é porque não têm interesse, e 1000 livros disponíveis no tablet não irão mudar esse fato; provavelmente a maioria deletaria os livros para abrir mais espaço para colocar mais músicas em mp3.

E os 5% que teriam interesse em ler os livros não teriam tempo para ler os 1000 livros, ainda mais antes que o tablet fique obsoleto ou a bateria se esgote.

Abundância de conteúdo não se traduz em profundidade de conhecimento. 

 
 
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Discordo.

A disponibilidade do livro é um fator muito importante para a leitura.

A maioria dos jovens de famílias ricas têm livre acesso a livros, que são comprados por seus pais. Isso faz uma baita diferença.

De resto, estamos falando de um investimento de R$ 300 em livros; o que você prefere: 10 livros por ano, durante três anos, ou um e-reader com uma biblioteca completa, e que possa ser atualizado no decorrer do período?

 
 
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Marcos Tavares

É para isso existem bibliotecas públicas.

Você está falando em "facilitar o acesso" colocando uma infinidade de títulos que estão em domínio publico nesses tablets, mas esses títulos também são facilmente encontrados nas bibliotecas.

 
 
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ruyacquaviva

Os livros impressos por Guttemberg também estavam disponíveis em cópias feitas a mão pelos copistas, mas a maior disponibilidade deles fez uma revolução cultural.

Bibliotecas são coisas do passado, servirão como museus de livros impressos, que rapidamente se tornarão relíquias semelhantes aos livros dos copistas.

A diferença é esmagadora, não tem como comparar.

Cansei de ouvir sobre a imensas desvantagens das fotos digitais em relação à fotografia química tradicional, disseram-me que nunca uma iria substituir a outra. Hoje, quem fotografa ou filma com filmes químicos? Somentes artistas e projetos especiais (como nos projetos de câmeras pinhole).

Assim será com os livros. Eles não desaparecerão, mas serão obras artísticas ou projetos especiais (gravuras, projetos educativos artesanato, etc).

Não tem sentido negar o mundo real lá fora e construir uma fantasia anacrônica dentro da escola, essa é a forma para destruir a educação pelo excesso de formalismo.

A educação é um processo dinâmico e deve estar integrado no contexto da sociedade. O que se chama de "distrações" é a realidade com que o aluno se depara do lado de fora do portão da escola e não é possível dividir o cérebro do aluno em duas metades, chaveando entre uma e outra quando ele cruza esses portões.

Sem dúvida há aí um grande desafio e por isso mesmo eu acho quedeve-se começar de forma simples, simplesmente substituindo-se os livros com dispositivos simples. Mas é um caminho irreversível.

 
 
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Luiz Carlos

Pouco serve um tablet sem a banda larga, que o Hibernardo(Lesa Pátria) se esforça tanto para atrasar o país.

 

 

 
 
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"Ele prevê investir entre R$ 150 milhões e R$ 180 milhões na compra das máquinas. As duas empresas vencedoras da fase de menor preço foram a Positivo Informática e a Digibrás."

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Positivo e digibras.... francamente

 

Alessandro B. Duarte (Usa GNU/Linux) www.alessandroduarte.com.br

 
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Athos

Olha, da cerca de R$300 por tablet. Pela quantidade, considero o valor razoável. Mas tem que saber como será o produto, se o serviço de conteúdo está incluído... etc..

Esses R$180mi podem virar fácil R$1bi.

 
 
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http://www.gnu.org/philosophy/the-danger-of-ebooks.html

 

Alessandro B. Duarte (Usa GNU/Linux) www.alessandroduarte.com.br

 
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Do site: "E-books need not attack our freedom (Project Gutenberg's e-books don't), but they will if companies get to decide. It's up to us to stop them."

Como você vê, os e-books não são inerentemente ruins; é tudo uma questão de escolha de formato que não restrinja a nossa liberdade. Felizmente o Mercadante é o ministro mais antenado com esta questão, de forma que não acredito que teremos este tipo de problemas.

 

 
 
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Mario Blaya

só falta serem produzidos pela Foxconn, aquela empresa que o mercadante disse ira criar mais de 100.000 empregos no Brasil!!!!

 

"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." Max Frich

 

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