Maria Livia São Marco no Brasil

Uma das grandes violonistas brasileiras, gravou seu primeiro disco com 13 anos e há muitos anos radicou-se na Áustria, como professora de violão. Maria Lívia São Marco estará no Brasil dentro de algumas semanas.

Já acertamos um sarau com a Leniza Castello Branco, bela cantora e pesquisadora notável: localizou na Biblioteca Nacional diversas modinhas de Machado de Assis com Arthur Napoleão, um português notável: pianista prodígio, correu toda a Europa conduzido pelo pai. Adulto, resolveu se radicar no Rio, onde montou uma loja de músicas e deu aulas para Ernesto Nazareth. Notável também no xadrez, em seu currículo há um empate com o norte-americano Paul Morphy, um dos gênios do xadrez do século 19.

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Na verdade, Maria Lívia radicou-se na Suíça e na Áustria.

Fui aluno do pai dela, acompanhei um pouco sua carreira.

Segue um depoimento do Fábio Zanon, no fórum Violão.org - http://goo.gl/GwKf0

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Maria Lívia é uma pessoa extremamente musical e dona de si, e imagino que seus concertos no início dos anos 60 deviam causar uma impressão muito forte pela segurança e determinação.
Nesta fase, em que os primeiros concertistas brasileiros de verdade despontaram, ela era a única mulher, e se consagrou de igual para igual com uma geração que incluia o Turíbio, o Geraldo (um pouco mais velho), o Barbosa Lima, e, logo em seguida, os irmãos Abreu. Ela foi professora do Conservatório de Genebra por mais de 35 anos, levou muitos brasileiros para estudarem lá e deu chance a muita gente que provavelmente nunca teria ido muito longe sem ela, por exemplo o Dusan Bogdanovic e o Dagoberto Linhares.
Além dela ser a provavelmente quem estreou o concerto do Villa-Lobos no Brasil, ela foi uma convidada frequente de orquestras enquanto morou aqui, estreou muita música de câmara, fez a primeira gravação brasileira de um sem-número de obras, inclusive as Variações sobre Folia de Espanha de Ponce, numa época em que só ela e o Sérgio Abreu se arriscavam a tocar obras desse porte.
O lance é que ela mora na Suíça desde 1970 e as apresentações dela aqui foram escasseando, os CDs não chegavam, e isso naturalmente fez com que ela fosse perdendo visibilidade, o que também aconteceu com o Barbosa Lima, de uma certa forma.

 
 

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