Maria do Rosário, uma ministra de briga

Por wilson yoshio.blogspot

http://www.istoe.com.br/reportagens/126070_A+MINISTRA+DAS+TROMBADAS?path...

A ministra das trombadas Ao comprar briga com a Igreja, militares e ruralistas, a secretária nacional de Direitos Humanos, Maria do Rosário Nunes, dá ao cargo uma dimensão que ele jamais teve Hugo Marques

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Aos 12 anos de idade, a gaúcha Maria do Rosário Nunes entrou no grêmio estudantil da escola e iniciou o seu histórico de militância. Aos 14, fez um jornal para tentar derrubar o vice-diretor do colégio. Na vida adulta, se destacou no movimento dos professores, filiou-se ao PT e foi eleita vereadora, deputada estadual e depois deputada federal. Em outubro passado, conquistou o terceiro mandato para a Câmara, com 143 mil votos, na sexta maior votação do Rio Grande do Sul, mas pediu licença para assumir a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, como uma das nove ministras de Dilma Rousseff. Em apenas dois meses, Maria do Rosário, 44 anos, deu ao cargo uma dimensão que ele jamais teve. Conseguiu isso ao defender com veemência a união civil de homossexuais, a comissão da verdade sobre os mortos da ditadura e a desapropriação de fazendas que exploram trabalho escravo. Destemida, também cobrou espaço para sua secretaria na coordenação da comissão que procura as ossadas de guerrilheiros no Araguaia. O efeito da postura agressiva foi imediato. Em menos de 100 dias de governo, ela comprou brigas com a Igreja, militares e ruralistas. “Para sentar nesta cadeira aqui, tem que ter coragem”, disse Maria do Rosário à ISTOÉ.

Os principais embates da ministra têm como alvo a área militar e começaram quando o ministro da Defesa, Nelson Jobim, avisou que não ia cumprir decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos que responsabiliza o Brasil pelos guerrilheiros desaparecidos do Araguaia. “Ministra, as decisões da corte internacional não se sobrepõem às decisões do STF”, afirmou Jobim a Maria do Rosário, quando conversavam sobre a questão. A resposta foi ligeira e sem meias palavras. “Vamos cumprir a decisão da corte da OEA. Temos de reconhecer as mortes no Araguaia e a responsabilidade do Estado”, rebateu a ministra, que pretende abrir os arquivos da ditadura que as Forças Armadas se recusam a revelar. Há divergências também quanto à proposta de criação da comissão da verdade, para investigar os crimes do regime militar. Maria do Rosário quer passar a limpo os anos de chumbo e tem aval dos grupos de direitos humanos para cobrar responsabilidades. “A criação da comissão é uma determinação da presidente Dilma”, diz ela. Pressionado pelo Exército, Jobim prefere uma comissão mais burocrática. “Não sou favorável à punição de eventuais culpados, porque a Lei da Anistia veda”, explicou Jobim à ministra. Em entrevista à ISTOÉ, Maria do Rosário reforçou sua postura assertiva. “A minha conversa com o ministro Jobim é de igual para igual, todos os ministérios têm igual importância”, disse. “Uma questão essencial do nosso diálogo é que quem comanda é a presidente Dilma. Nós dois temos que seguir as diretrizes dela”, afirmou a ministra, mostrando força política.

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PODER
A presidente Dilma deu carta branca para Maria do Rosário
 

Logo nos primeiros dias do governo, Maria do Rosário exibiu sua marca ao pedir explicações ao ministro-chefe do Gabinete Institucional da Presidência da República, general José Elito Siqueira, por uma declaração que o Palácio do Planalto considerou desastrada. O general dissera que os desaparecidos políticos durante a ditadura eram um “fato histórico” do qual os militares não tinham que se envergonhar. Maria do Rosário foi pessoalmente ao gabinete de Elito. “Eu queria que o senhor esclarecesse sua posição”, afirmou a ministra. O general saiu-se com um pedido de desculpas atravessado, para não criar mais polêmica. “Foi um mal-entendido, ministra, eu não quis dizer aquilo”, justificou-se Elito. Há dez dias, a ministra foi à sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Na pauta do governo com a Igreja está o 3º Plano Nacional dos Direitos Humanos, que trata do casamento de homossexuais, do aborto e da invasão de terras. “Ministra, do governo, esperamos diálogo”, ponderou o presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha. “Há outras instituições, além do Estado, que também podem colaborar muito na questão dos direitos humanos.” Maria do Rosário concordou, mas com ressalvas. “Reconhecemos a importância do trabalho da Igreja Católica, mas temos um Estado laico.” A ministra também foi à Câmara dos Deputados pedir ajuda à bancada feminina para aprovar matérias de interesse do governo. Mas ela não poupa críticas ao Congresso. “O Poder Judiciário no Brasil avançou muito mais que o Legislativo”, ataca.

A disposição da ministra para brigas se estende a representantes de diversos setores. Recentemente, ela procurou o senador Blairo Maggi (PR-MT), maior produtor de soja do mundo, e entrou de sola no delicado assunto dos conflitos agrários. “Precisamos do apoio do agronegócio para enfrentar esse problema e o trabalho escravo”, disse ela. Maggi, que não quer entrar em guerra com a bancada ruralista da Câmara, prometeu considerar o assunto. “Vamos ver, ministra”, respondeu, sem grande entusiasmo. Maria do Rosário, porém, insistiu e afirmou que quer “separar o agronegócio da pistolagem”. À ISTOÉ, a ministra ratificou que vai fazer de tudo para separar o joio do trigo no campo. Como se vê, a gaúcha Maria do Rosário está na cadeira certa e é realmente um osso duro de roer. 

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50 comentários
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CARLOS PINHEIRO JR.

Torço muito pela Maria do Rosário, que além de uma combatente política altiva e corajosa, é também mulher (e bonita).  

 
 
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LUIS NAssif  ..aceito respeitosamente a censura

AGORA, o que jamais vou respeitar é a presença ou o raciocínio de sectários SEXISTAS e racistas que NÂO conbseguem enxergar que TODOS somos iguais, ou que deveríamos LUTAR pra ser  ..que se ser gay, homem ou mulher, branco ou negro, POUCO IMPORTA  ..que as pessoas precisam entender que o que vale é o carater e o mérito, o que carregamos na ALMA ..e não nas roupa ou bandeiras que momentanea, ou regularmente nos carregam

..ps - o SITEMA do BLOG esta com problema, ele APAGA a mensagem censurada mas não no rancking aonde ela ainda fica exposta

a propósito, NÂO SOU TROLLER,  nem Nassif é machista, nem Eduardo Guimaraes golspista como alguns tentam, quando confrontados com seus ideários e consciências, tentam  desmerecer

eu disse e fui censurado (mas não guardo mágoa, apenas incredulidade) mas eu dizia antes de ter sido condenado e adjetivado..

"perdão  ..vc tem duvida em que parte?  ..experimenta comer um caroço de azeitona preta e depois ejactá-lo  ..agora imagine expelir uma JACA dum bebê , ou sangrar todo mês ..então? - p.."

o resto do texto eu perdi - ..mas eu dizia, ou tentava dizer, que POUCO IMPORTA se ela é loira ou bonita (afinal, a NATUREZA já mais do que demonstrou que MULHER, tal qual o homem, consegue exercer uma pá de atividades, é só querer 

..e ainda tentava dizer que importaria sim era se ela tivesse competência pra exercer a tarefa que lhe foi dada  ..mais nada  ..e se não, que fosse pra CASA

bem  ..no mais me desculpe, mas como aqui nós AINDA não temos o direito de defesa  ..que aqui somos julgados apenas pela simpatia que despertamos (ou antipadia pelo contradito)  e/ou a filiação/facção a que pertencemeos  ..seria normal de minha parte esperarmos que fossemos julgados pelo apertar dum botão, dum dedo

CORTEM-LHE a cabeça diz a massa  ..cumpra-se então

abçs  ..e mais uma vez obrigado pelo espaço que vc nos empresta pra tentarmos aprender e  a  conviver com os contrários, mesmo quando estes não comungam dos nosso próprios valores

 
 
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Lidia Zorrilla

Romanelli, eu fiz link para denunciar seu post anterior mas já tinha sido removido. Não por as questões de genero ou beleza mas pelo "governo de cachaceiros" e "governo de calcinhas". Isto é baixo calão e baixa sim o nível do diálogo.

 

lidiaz

 
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Lídia  ..verdade, pela pressa, devo concordar que a coisa estava mal escrita nesta parte mesmo

O que tento provar é que tem gente que não carrega bandeiras verdadeiras  ..mas falsas, bandeiras, umas que desviam do foco,  que não nos deixam, que NOS ATRASAM e travam para  nós enfrentarmos nossso antigos problemas

do nada, do nada ora vem gente dizendo que toda sociedade ,toda, o país é racista (e aqui ignoram nosso passado e leis)

ora vem outro e diz POLITICAMENTE que é  paulista  ..ou ora paulistanos  nda Paulista que sõa contra Gays  ..mas quando "elegemos" - eu não - Kassab, não, apí dizem que  pq não gostavamos de Marta e de mulher competente 

..mas aí se elegemos antes  a Marta, não, agora seria pq não gostavamos de Nordestino  ..aí se mostramos Erundina, os CARA DE PAU retornam de onde saíram  .."somos todos racistas" (é a mãe, isso sim)

Sim, LULA ficou conhecido por maledicentes como sendo o governo dos cachaceiros, e convenhamos, ele tb provoou tal "cisão"   ..e DILMA, agora, com a coloaboração TOSCA das ditas feministas (pessoas que ainda vivem na década de 30  ..do SÈCULO PASSADO)  ..já já Dilma será reduzida e avaliada como sendo o governo das calcinhas

Parece aquele negócio  ..DE-ME um inimigo, preciso guerrear Sancho !

Sem duvida que pra quem não acompanha das minhas bandeiras  ..fica dificil mesmo entender que eu não suporto esta exaltação desmedida (como que já diferenciando) o homem da mulher

..filha, pra mim é tudo a mesma porcaria  ..ou é ou não é

 

 
 
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Gunter Zibell - SP

Vou tentar somar.

Os artigos 3º e 5º da Constituição são muito importantes, mas não o suficiente. Nossa tradição passa muito por aquilo que não é explicitamente proibido, é permitido.

Daí a necessidade de leis como a Maria da Penha ou a 7716/89.

E isso que nossa Constituição já é uma das mais longas do mundo. Deseje-se ou não esse estado de coisas há traços culturais para conviver.

Defender o combate aos preconceitos não significa automaticamente chamar quem não tem a mesma visão de preconceituoso, está mais para não-operacional.

 

Tutu, Zapatero, Cristina, Hollande, Obama já deram o recado : não vote em quem não se declarar favorável ao Casamento Gay

 
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lido

 
 
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Gunter Zibell - SP
Re: Maria do Rosário, uma ministra de briga
 

Tutu, Zapatero, Cristina, Hollande, Obama já deram o recado : não vote em quem não se declarar favorável ao Casamento Gay

 
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van.

Melhor vídeo ever, pra calar a boca dos reaças:

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Noir

Muito bom ter uma Ministra de pulso, estamos precisando a muito tempo.

Agora peço um esclarecimento; o que faz o sr. Antônio Palocci no Governo?

 
 
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Mario Blaya

ela não termina o governo no cargo, a ministra e o tradicional cordeiro sacrificial, irá tentar inserir as ideais do partido e da Dilma, como sendo dela propria, se a reação for grande, a Dilma dispensa os serviços dela  no governo. E finge que não tem nada com isso, um classico isso!

 

"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." Max Frich

 
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atenir

Também acho que não termina o mandato. Está mexendo num vespeiro. Está cutucando igreja, milico e agronegócio. Três das maiores forças de movimentos organizados do Brasil. Além disso pode perder muito voto para o governo, vide o que ocorreu na ultima eleição. Acho que ela e outros aloprados do PT pensam que estão na Suíça. Depois reclamam.

Esse tipo de ação dá muito voto, mas para oposição...

 
 
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Delim

Deixa ver se entendi: então, prá manter o status quo, devemos ser reacionários, submissos, corruptos, covardes e fazer questão de continuar vivendo numa republiqueta de 5ª categoria? Prefiro lutar, tentar, sonhar, arriscar.

 
 
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Chico Pedro

A propósito, texto do Fábio Conder Comparato extraído do viomundo que, por sua vez, retirou do Paulo Henrique Amorim...

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Comparato: A servidão voluntária

A SERVIDÃO VOLUNTÁRIA

por Fábio Konder Comparato, via Paulo Henrique Amorim

As rebeliões populares que sacodem atualmente o mundo árabe têm, entre outros méritos, o de derrubar, não só vários regimes políticos ditatoriais em cadeia, mas também um mito político há muito assentado. Refiro-me à convicção, partilhada por todos os soi-disant cientistas políticos, de que um povo sem organização prévia e não enquadrado por uma liderança partidária ou pessoal efetiva, é totalmente incapaz de se opor a governos mantidos por corporações militares bem treinadas e equipadas,  com o apoio do poder econômico e financeiro do capitalismo internacional.

Pois bem, há quatro séculos e meio um pensador francês teve a ousadia de sustentar o contrário. Refiro-me a Etienne de la Boëtie, o grande amigo de Montaigne.  No Discurso da Servidão Voluntária, publicado após a sua morte em 1563, ele pronunciou um dos mais vigorosos requisitórios contra os regimes políticos e governos opressores da liberdade, de todos os tempos.

Seu raciocínio parte do sentimento de espanto e perplexidade diante de um fato que, embora difundido no mundo todo, nem por isso deixa de ofender a própria natureza e o bom-senso mais elementar. O fato de que um número infinito de homens, diante do soberano político, não apenas consintam em obedecer, mas se ponham a rastejar; não só sejam governados, mas tiranizados, não tendo para si nem bens, nem parentes, nem filhos, nem a própria vida.

Seria isso covardia? Impossível, pois a razão não pode admitir que milhões de pessoas e milhares de cidades, no mundo inteiro, se acovardem diante de um só homem, em geral medíocre e vicioso, que os trata como uma multidão de servos.

Então, “que monstruoso vício é esse, que a palavra covardia não exprime, para o qual falta a expressão adequada, que a natureza desmente e a língua se recusa a nomear?”

Esse vício nada mais é do que a falta de vontade. Os súditos não precisam combater os tiranos nem mesmo defender-se diante dele. Basta que se recusem a servi-lo, para que ele seja naturalmente vencido. Uma nação pode não fazer esforço algum para alcançar a felicidade. Para obtê-la, basta que ela própria não trabalhe contra si mesma. “São os povos que se deixam garrotear, ou melhor, que se garroteiam a si mesmos, pois bastaria apenas que eles se recusassem a servir, para que os seus grilhões fossem rompidos”.

No entanto – coisa pasmosa e inacreditável! –, é o próprio povo que, podendo escolher entre ser escravo ou ser livre, rejeita a liberdade e toma sobre si o jugo. “Se para possuir a liberdade basta desejá-la, se é suficiente para tanto unicamente o querer, encontrar-se-á uma nação no mundo que acredite ser difícil adquirir a liberdade, pela simples manifestação desse desejo?”

O que La Boëtie certamente não podia imaginar é que, durante os primeiros séculos do Brasil colonial, foi muito difundida a prática da servidão voluntária de indígenas maiores de 21 anos. Encontrando-se eles em situação de extrema necessidade, a legislação portuguesa da época permitia que se vendessem a si mesmos, celebrando um contrato de escravidão perante um notário público.

De qual quer modo, prossegue o nosso autor, a aspiração a uma vida feliz, que existe em todo coração humano, faz com que as pessoas, em geral, desejem obter todos os bens capazes de lhes propiciar esse resultado. Há um só desses bens que elas, não se sabe por quê, não chegam nem mesmo a desejar: é a liberdade. Será que isto ocorre tão-só porque ela pode ser facilmente obtida?

Afinal, de onde o governante, em todos os paises, tira a força necessária para manter os súditos em estado de permanente servidão? Deles próprios, responde La Boëtie.

“De onde provêm os incontáveis espiões que vos seguem, senão do vosso próprio meio? De que maneira dispõe ele [o tirano] de tantas mãos para vos espancar, se não as toma emprestadas a vós mesmos? E os pés que esmagam as vossas cidades, não são vossos? Tem ele, enfim, algum poder sobre vós, senão por vosso próprio intermédio?”

A conclusão é lógica: para derrubar os tiranos, os povos não precisam guerreá-los. “Tomai a decisão de não mais servir, e sereis livres”. Aí está, avant la lettre, toda a teoria da desobediência civil, que veio a ser desenvolvida muito depois que aquelas linhas foram escritas.

É de completa evidência, prossegue o autor, que somos todos igualmente livres, pela nossa própria natureza; e que o liame que sujeita uns à dominação dos outros é algo de puramente artificial. Mas então, como explicar que esse artifício seja considerado normal e a igualdade entre os homens não exista praticamente em lugar nenhum?

Para explicar esse absurdo da servidão voluntária, La Boëtie aponta algumas causas: o costume tradicional, a degradação programada da vida coletiva, a mistificação do poder, o interesse.

Foi por força do hábito, diz ele, que desde tempos imemoriais os homens contraíram o vício de viver como servos dos governantes. E esse vício foi, ao depois, apresentado como lei divina.

É também verdade que alguns governantes decidiram tornar mais amena a condição de escravo, imposta aos súditos, criando um sistema oficial de prazeres públicos; como, por exemplo, os espetáculos de “pão e circo”, organizados  pelos imperadores romanos.

Outro fator a concorrer para o mesmo efeito foi o ritual mistificador que os poderosos sempre mantiveram em torno de suas pessoas, oferecidas à devoção popular. O grotesco ditador Kadafi, com seus trejeitos de mau ator de opereta, nada mais fez do que reproduzir, mediocremente, vários tiranos do passado. “Antes de cometerem os seus crimes, mesmo os mais revoltantes”, lembrou La Boëtie, “eles os fazem preceder de belos discursos sobre o bem geral, a ordem pública e o consolo a ser dado aos infelizes”.

Por fim, a última causa geradora do regime de servidão voluntária, aquela que La Boëtie considera “o segredo e a mola mestra da dominação, o apoio e fundamento de toda tirania”, é a rede de interesses pessoais, formada entre os serviçais do regime. Em degraus descendentes, a partir do tirano, são corrompidas camadas cada vez mais extensas de agentes da dominação, mediante o atrativo da riqueza e das vantagens materiais.

No Egito de Mubarak, por exemplo, oficiais graduados das forças armadas ocupavam cargos de direção, muito bem remunerados, nas principais empresas do país, privadas ou públicas. Algo não muito diverso ocorreu entre nós durante o vintenário regime militar, com a tácita aprovação dos meios de comunicação de massa, a serviço do poder econômico capitalista.

Pois bem, se voltarmos agora os olhos para este “florão da América”, veremos um espetáculo bem diverso daquele que nos fascina, hoje, no Oriente Médio. Aqui, o povo não tem a menor consciência de ser explorado e consumido. As nossas classes dirigentes, perfeitamente instruídas na escola do capitalismo, nunca mostram suas fuças na televisão. Deixam essa tarefa para seus aliados no mundo político. Elas são anônimas, como a sociedade por ações. E o jugo que exercem é insinuante e atraente como um anúncio publicitário.

Por estas bandas o povão vive tranquilo e feliz, na podridão e na miséria.

 
 
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Maralina Matoso

Ainda que for assim, ela terá demonstrado ser um bom soldado. Tem que ter muito ovário pra fazer o que ela está fazendo. Gosto dela. Vê como é a mulher que tem coragem de por a mão no vespeiro? Sinto que o mesmo orgulho que senti pelo governo Lula, sentirei pelo governo Dilma.

 
 
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João Caetano

Muito pelo contrário! Creio que ela fica até o final. Aposto que Rosário é uma das Ministras preferidas de Dilma.

Ela não abandonaria um companheira tão parecida com ela.

Uma aprediz Rosário seria?

Além do que, Dilma e varios outros ministros já afirmaram que esse Governo será marcado pelos Direitos Humanos. E quem melhor do que Rosário para incerir a discussão dos Direitos Humanos na nossa sociedade conservadora?

Repito. Rosário vai até o fim, além de ganhar mais prestígio com Dilma, o PT e os movimentos sociais.

 
 
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Mario Blaya

meu caro, abandona no primeiro sinal de inconviniencia da ministra, como abandonou aquele sonso que disse que o governo iria reduzir as penas para pequenos traficantes,  no momento a ministra esta fazendo o barulhinho que a claque de esquerda gosta de ouvir, enquanto a Dilma, vai a Folha e convida FHC para ir ao palacio visita-la! 

a ministra não vai descer a rampa com a Dilma isso e certo!

 

"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." Max Frich

 
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Maralina Matoso

Se continuar assim nesse governo, nós vamos ter muitas dúvidas em qual das mulheres votar para próxima presidência...

 
 
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Angela Maria

Tenho muito orgulho da ministra, demonstra, firmeza, coerencia e pulso forte...lembra muito a sua chefa. Adorei a frase: quero separar o agronegócio da pistolagem. Está é uma missão que o agronegocio deveria abraçar junto e terminar com nossa trite história de violencia no campo.

 
 
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van.

Sério? Vc. acha mesmo que os agropecuaristas, latifundiários, tipo Caiado, Katinha, vão abraçar essa bandeira.

A bancada ruralista também, né? G $UIS, tem gente que dorme. Em berço esplêndido.

 
 
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JB Costa

Sua disposição de briga fica evidente nesse vídeo onde ela enfrenta o truculento, mal-educado e ridículo deputado Jair Bolsonaro. 

Espero sinceramente que seu dinamismo alcance a solução de três impasses, a meu ver vergonhosos para o país: a persistência do trabalho escravo, a tortura(também ainda recorrente) em delegacias e/ou guarnições das PMs, e a questão dos desaparecidos políticos.

Três missões espinhosas que, se solvidas, aplainará seu caminho para desafios mais altos.

 
 
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..os dois estavam errados aqui

 
 
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Danilo Morais

¿Por qué no te callas?

 
 
imagem de Anônimo

..se continuar assim vou te processar por "Danilo Morais" hein?

Oras cara ...a oposição te incomoda  ..te incomoda o que não comunga da tua IGREJA ou seita?  ..veja o vídeo  ..a deputada estava fazendo acusações absurdas tb ao Bolssonaro antes do incico da gravação  ..fato que ela concorda com a cabeça (veja, a de que ele seria co-reposnsável por violência sexual cometida por 3os) ..veja

e o outro, como todo cara treinado pra fazer valer a "sua autoridade" na MARRA, tentou faze-lo, e da forma mais lamentável e PREVISÍVEL possível

..um provocou e outro comprou a briga ingenuamente

agora  ..se quiser me calar é só me denunciar

Já disse, se o NASSIF receber 3 reclamações contra mim, ele me DELETA  ..só isso

 
 
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Mauro Silva

Que medo do litigante!

Processa, mas alega pobreza e foge das custas porque vai levar pau.

Nassif: de onde vem esse boçal?

 
 
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Alan Souza

Danillo, você ainda perde tempo respondendo pra troll?

Faça como eu, junte-se à campanha "ignore os trolls".

Troll gosta é disso, de futrica, de bate-boca, de nhenhenhém. Isso dá audiência, e aí ele se sente o máximo, o objetivo dele é incomodar e quando ele consegue fica exultante. Ignore e mate eles de inanição.

 

Demóstenes Torres na cadeia: uma campanha pelo bem do Brasil!

 
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Danilo Morais

Tem razão Alan. Mas apesar de ser frequentador desta e de outras páginas da blogosfera progressista, minhas capacidades "internéticas" são bem limitadas. Poderia me explicar como denuncio este troll?

 
 
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van.

... inteligente como um jagunço.

 
 
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priscila maria presotto

Ele perdeu a razão ao chamá-la de vagabunda e empurrá-la.

É um exemplo claro de troglodita.

 

Torço por ela ,pois mulher é muito mais que uma calcinha.


 
 
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Alan Souza

Então ajude a trollar o troll: clique ali no botão "denunciar" nos cometários dele.

 

Demóstenes Torres na cadeia: uma campanha pelo bem do Brasil!

 
imagem de van.
van.

"Ele perdeu a razão...."G$uis, assista de novo, por favor! Bolsonaro com razão....jamé! O cara é um ogro, reaça, troglodita. Reencarna a casa gande e senzala.

Tem gente que ZZzzzzzzzzzzzzZZZzzz ronc!  Acorda meô!

 
 

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