Leonardo Boff e o boteco nosso de cada dia

Do Jornal do Brasil 

Elogio do boteco

Leonardo Boff

Em razão do meu “ciganismo intelectual” falando em muitos lugares e ambientes sobre um sem-número de temas que vão da espiritualidade à responsabilidade socioambiental, e até sobre a possibilidade do fim de nossa espécie, os organizadores, por deferência, costumam me convidar para um bom restaurante da cidade. Lógico, guardo a boa tradição franciscana e celebro os pratos com comentários laudatórios. Mas me sobra sempre pequeno amargor na boca, impedindo que o comer seja uma celebração. Lembro que a maioria das pessoas amigas não podem desfrutar destas comidas e  especialmente os milhões e milhões de famintos do mundo. Parece-me que lhes estou roubando a comida da boca. Como celebrar a generosidade dos amigos e da Mãe Terra  se, nas palavras de  Gandhi, “a fome é um insulto e a forma de violência mais assassina que existe”?        

É neste contexto que me vêm à mente como consolo os botecos. Gosto de frequentá-los, pois aí posso comer sem má consciência. Eles se encontram em todo mundo, também nas comunidades pobres nas quais, por anos, trabalhei. Aí se vive uma real democracia: o boteco, ou o pé-sujo (o boteco de pessoas com menos poder aquisitivo), acolhe todo mundo. Pode-se encontrar lá tomando seu chope um professor universitário ao lado de um peão da construção civil, um ator de teatro na mesa com um malandro, até com um bêbado tomando seu traguinho. É só chegar, ir sentando e logo  gritar: “Me traga um chope estupidamente gelado”.           

O boteco é mais que seu visual, com  azulejos de cores fortes, com  o santo protetor na parede, geralmente um Santo Antônio com o Menino Jesus, o símbolo do time de estimação e as propagandas coloridas de bebidas. O boteco é um estado de espírito, o lugar de encontro com os amigos e os vizinhos, da conversa fiada, da discussão sobre o último jogo de futebol, dos comentários da novela preferida, da crítica aos políticos e dos palavrões bem merecidos contra os corruptos. Todos logo se enturmam num espírito comunitário em estado nascente. Aqui ninguém é rico ou pobre. É simplesmente gente que se expressa como gente, usando a gíria popular. Há muito humor, piadas e bravatas. Às vezes, como em Minas, se improvisa até uma cantoria que alguém acompanha ao violão.           

Ninguém repara nas condições gerais do balcão ou das mesinhas. O importante é que o copo esteja bem lavado e sem gordura, senão estraga o colarinho cremoso do chope que deve ter uns três dedos. Ninguém se incomoda com o chão e o estado do banheiro.         Os nomes dos botecos são os mais diversos, dependendo da região do país. Pode ser a Adega da Velha, o Bar do Sacha, o boteco do Seo Gomes, o Bar do Giba, o Botequim do Joia, o Pavão Azul, a Confraria do Bode Cheiroso, a Casa Cheia e outros. Belo Horizonte é a cidade que  mais botecos possui, realizando até, cada ano, um concurso da melhor comida de boteco.         

Os pratos também são variados, geralmente, elaborados a partir de receitas caseiras e regionais: a carne de sol do Nordeste, a carne de porco e o tutu de Minas. Os nomes são ingeniosos: “mexidoido chapado”, “porconóbis de sabugosa”, “costela de Adão” (costelinha de porco com mandioca), “torresminho de barriga”. Há um prato que aprecio sobremaneira, oferecido no Mercado Central de Belo Horizonte e que foi premiado num dos concursos: “bife de fígado acebolado com jiló”. Se depender de mim, este prato deverá constar no menu do banquete do Reino dos Céus que o Pai celeste vai oferecer aos bem-aventurados.         

Se bem repararmos, o boteco desempenha uma função cidadã: dá aos frequentadores, especialmente aos mais assíduos, o sentimento de pertença à cidade ou ao bairro. Não havendo outros lugares de entretenimento  e de lazer, permite que as pessoas se encontrem, esqueçam seu status social e vivam uma igualdade, geralmente, negada no cotidiano.         

Para mim, o boteco é uma metáfora da comensalidade sonhada por Jesus, lugar onde todos podem sentar à mesa e celebrar o convívio fraterno e fazer do comer uma comunhão. Para mim, também, é o lugar onde posso comer sem má consciência.         Dedico este texto ao cartunista e amigo Jaguar, que aprecia botecos.

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23 comentários
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Lucas Ferreira

Adoro buteco e concordo, claro com quase tudo. Só discordo do final do texto. Espero que no Reino dos Céus eu não tenha que comer jiló. Abraços

www.recantodasletras.com.br/autores/lucasferreiramg 

 
 
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Jose de Almeida Bispo

Pegou o espírito da coisa: sem boteco, não dá!

Diabos é que só quarta-feira vai ter feira-livre de novo em minha cidade e só lá é que vou encontrar um super gostoso prato de sarapatel. Mas dá pra esperar.

 
 
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Mario Siqueira

O Boff é um provocador.

Aquele "há um  prato que aprecio sobremaneira" - que vem a ser o  “bife de fígado acebolado com jiló” - é para

provocar indignações em meio mundo.

De resto, o Boff continua genial.

 
 
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Raí
 

Sempre ficamos mais experientes, após perdermos algumas batalhas, na guerra diária da vida.

 
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JOSE AFONSO R.QUEIROZ

_Oh, Mário! Sou carioca e moro em BH - cênumsabecomesseprato é bom!!!

 
 
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Leonardo

Leonardo Boff mostra bem o que ele semre foi: um pseudo-esquerdista, fruto da doutrina social da igreja católica. Com sua "teologia da libertação" deu fôlego ao catolicismo na América Latina, ao mesmo tempo que barrou o avanço do marxismo autêntico, ajudando na diluição intelectual e prática da luta contra o capital. No fim, se tornou um free lancer intelectual, falando de todo tipo de asneiras, para todo tipo de imbecis. Uma vez padre, sempre padre, e nunca revolucionário.

 
 
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Paulo Eduardo

Que síntese, pena que fora de tom, e um pouco amargurada!

E...

E uma vez "marxista ortodoxo", sempre "marxista ortodoxo", ou seja, nunca um revolucionário, mas apenas um padreco travestido* de revolucionário!

 

 

*(Um padreco ortodoxo tipo Ratzinger, e não um tipo Frei "revolucionário" como Leonard Boff!)

Flw

 
 
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Leonardo

Se você considera a "teologia da libertação" revolucionária quer dizer que você ainda está dormindo o sono da cândida inocência da utopia do anti-capitalismo romântico. Continue assim, quem sabe um dia os capitalistas não se tocam pela pregação do amor universal e resolvem emancipar a humanidade do julgo do capital.

 
 
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Paulo Eduardo

Não, meu caro, não acho que teologia da libertação seja ou foi revolucionária a ponto de abalar as estruturas do capital, mas incomodou bastante enaqunto teve poder de fogo!

E...

Como tento pensar com matizes e sem esquemas pré-concebidos, acho a teologia da libertação revolucionária no campo em que se propos atuar, ou seja, partindo de dentro da igreja e "destruíndo" a ortodoxia, acabando com as hierarquias, em suma questionando a ortodoxia do vaticâno, não reconhecer isto, é ser fechado em arcabouço teórico restrito, ou um "marxismo vulgar" de manualzinho de formação de "revolucionários" cegos, e mais real que o rei, onde tudo o que está fora do esqueminha básico, é taxado de pequeno-burguês, quando não contra-revolucionário!

Alguns até apela, saem deste esquema, e rotulam os outros, os que não seguem a cartilha, de "imbecis".

Ó imbecilidade!

E enfim, como o bom  "marximoa vulgar", não passa disto, de vulgar, quer fundar igrejinha de seguidores fiéis e vociferar "ortodoxias" e "infedelidades" do que não se enquadra na cartilha, em suma, de revolucionário não tem nada, são só padrecos arregimentando rebanhos!

Flw

P.s.: e PAZ e AMOR, pra ti, bem hiponga e muito revolucionário!

 
 
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Leonardo

A teologia da libertação abalou tanto a igreja católica, que até hoje ela está de pé, e do mesmo modo de sempre. A única forma de reformar a igreja católica é suprimi-la. Se você acredita que ser "marxista vulgar" é o mesmo que ser ortodoxo, está bem longe de entender um ou outro. Você se gaba de não fazer analises baseadas em categorias pré-concebidas. Isto é correto se querer dizer que não se deve analisar a realidade a partir de esquemas subjetivos, dados de antemão antes da justa análise do real. Mas é incorreto se querer dizer uma mutação conceitual, um ecletismo bem ao gosto "pós-moderno" e ao gosto dos padres da teologia da libertação. É graças a pensamentos como o seu, que confundem análise rigorosa, ortodoxia, com dogmatismo, forma de entendimento, aliás, que provém, em grande medida, do espirito eclético e superficial do esquerdismo raso que dominou, e domina, o Brasil, que o capitalismo triunfa e a humanidade perece.

Não confunda pensamento rigoroso com dogmatismo, e nem ortodoxia com vulgaridade. 

Quanto ao Boff, até hoje eu fico admirado do fato do papa não lhe dar uma medalha, pois foi graças a ele e outros que a igreja católica teve um sopro de vida na América Latina. A relação entre a igreja e a teologia da libertação é a mesma que entre os grupos dominantes e o PT, pensavam ser o que não era, e, no fim, estes grupos estavam jogando ao lado do status quo, coisa que somente perceberam depois, no caso da igreja, talvez, nunca vão perceber, pois, na igreja católica, o ódio é maior do que a reflexão.

 
 
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Paulo Eduardo

Aham, sei, compreendi!

Mas quantos clichês em nobre comentarista!?"Pós-moderno; subjetivismo; mutação conceitual;", assim, vc vai longe em "objetividade"!

Não meu caro, não afirme, que afirmei algo que nem passou perto do que eu escrevi. A todo momento coloquei, o que se propôs a fazer a Teologia da Libertação, "destruindo" por dentro coloquei assim entre aspas - vc sabe o que são sinais gráficos, né? eles não são inutilidades, ainda mais em algo escrito, revelam uma leitura! - "eclético" e "pós moderno" pq falei para vc analisar o fenômeno da Teologia da Libertação para além do manual?

Como vc é subjetivista, não?!

Falei que a Teologia da Libertação buscaou questionar fundamentos do Vaticâno - sabe o concílio vaticano II, né? - e "subverteu" - tá entre aspas, tá! - enquanto pode este poderio! Tanto modificou práticas, que existiu CEB's espalhadas por este país e continente inteiro, é claro que depois começou a caça as bruxas, expurgos, e classificassão de heresias - estou falando da igreja tá, e não do período ortodoxo do marxismo burocrático! Stalinismo, para ser mais exato! - e pessoas como Boff, foram "corridos" da igreja! Mas vc deveria saber disto já que é um "objetivista" e "ortodoxo".

Misturar "marxismo vulgar" ou "marxismo ortodoxo" não tem problema nenhum, se não se lê só cartilhas, tem um coleção do Eric Hobsbawm que conta a história do marxismo, mas não precisa ir muito longe, autores na União Soviética que não se enquadravam na "ortodoxia" - o fechamento do marxismo! - tipo Luckacs, tiveram ou que adequar o seu pensamento ao que dizia a polícia do pensamento marxista na URSS, ou seria expurgado como heréges e heterodoxos! Saca, tipo, esta história tem pano para cobrir um batalhão!

Quer mais exemplos: na França, quando começou o processo dos crimes de Stalin, denunciado vc sabe por quem como "bom marxista", mas eu te adianto, Nikita Kruschev, o PC Frances fez cerco aquilo, falando que não passava de propaganda dos inimigos yankes. E começou antes este processo, pois surgia sinais aqui e acolá de que as coisas na URSS estavam ruim, e com perseguição política das bravas, mas ninguém queria acreditar e da-lhe cerco aos "ecléticos" que começavam a duvidar da "pureza" do regime Stalinista!

Quer mais exemplos de "ortodoxia" e "vulgaridade": quando Stalin propôs o "Socialismo em um só país" - ó, ortodoxia, pensei que o comunismo seria universal, como falava Marx, "proletários do mundo uni-vos!" - aqui no Brasil e em muitos lugares do mundo começou-se a discutir a nova "ortodoxia" - que é mais eclética e quase pós-moderna digo por vc! huashauhsa ou "heterodóxica! - muitos aderiram ao novo "universalismo da causa proletária" em nome de "um só país" e da-lhe defenestrações e caça as bruxas dos que não seguiam a "ortodoxia do Comitern", taxados de trotskistas ou agentes infiltrados com subjetivismo e idiossícrasias, ou fatores extra-terrestres a luta de classes!

Tá bom para vc, ou quer mais história do marximos "ortodoxo" ou "vulgar", aquele que cabe tudo e nada ao mesmo tempo! Mas acho que como bom marxista vc já sabia destas coisas, né, que não estão no manual?

Mas tem uma parte engraçada do seu comentário que faço questão em colocar em negrito, pois vale como uma aula, do que é "ortodoxia", sem subjetivismo, e que lê o real sem apelo ao pré-concebido e sem ecletismo, segue vc:

"É graças a pensamentos como o seu, que confundem análise rigorosa, ortodoxia, com dogmatismo, forma de entendimento, aliás, que provém, em grande medida, do espirito eclético e superficial do esquerdismo raso que dominou, e domina, o Brasil, que o capitalismo triunfa e a humanidade perece."(Vc, Leonardo, mas não o Boff!)

Xovêseentendi: é graças a pensamentos como o meu, que blá, blá, blá, (um monte de clichês pré-concebidos, puro subjetivismo!), que dominou e domina, o Brasil, que o capitalismo triunfa e a humanidade perece! (sic) 

Primeiro assim, camarada, posso te chamar de camarada né?

Pensei que o que determinava se o capitalismo triunfa e a humanidade perece, fosse fruto da LUTA DE CLASSES - ó ortodoxo! - pouco importando o que pensa o deixa de pensar "pessoas como eu" - hummm! que rótulo! - ou quem quer que seja. Lembra do Marx invertendo HEGEL - isso é básico e código marxista, qq um sabe! - 

Segundo se domina o Brasil, como pode afetar toda a humanidade, não existe lugar no mundo onde os que pensam seja m "ortodoxo"?

Aff, cara, vc perde muito para o outro Leonardo, o Boff, em termo de marxismo, e quer criticá-lo, e ainda que o outro, junta misticismo, visão holística, e o escambaú nas suas análises, mas conhece por que estudou os fundamentos da TEORIA MARXISTA, para além do manual!

Té mais, mano!

Flw

 

 
 
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Paulo Eduardo

E, putz, sobra até para o  PT? Vc sabe o que é nova esquerda, o que foi a contracultura, e este que tais, né? As teorias sobre os novos personagens históricos e luta contra a opressão?

Só não venha que são subfenômenos ideológicos, que daí não dá para discutir, né?

Vc conhece, escola de Frankfurt, Marcuse, Adorno, etc? Quem foi Régis Debray e a teoria do foco guerrilheiro? E conhece os estudo sobre pq na encruzilhada da história o proletáriado deu um banana para a "revolução" e foi curtir as TV's e geladeiras novas, né?

Flw

 
 
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Leonardo

Suas palavras só comprovam mais e mais seu desconhecimento do marxismo e seu ecletismo raso, típico da esquerda politicista e superficial que vinga no Brasil. Aí vai uma dica: o próprio Lukács, que você cita, tem um texto que se chama "o que é marxismo ortodoxo?". Lei-o, quem sabe você aprenderá a diferença entre marxismo ortodoxo e estalinismo. Depois, comece a ler os textos de Marx, especialmente a crítica da filosofia do direito de Hegel, quem sabe você aprenderá sobre a crítica de Marx a Hegel. E quem sabe aprenderá mais ainda sobre a verdadeira natureza ideológica de Boff e outros, lendo A ideologia alemã. Quem sabe aprenderá sobre a real natureza da "nova esquerda", cuja face mais esplêndida é o PT deste grande revolucionário chamado Lula, que hoje luta com unhas e dentes pelo grande ato revolucionário de manter uma maioria no congresso. 

Seu ecletismo e sua superficialidade conceitual explicam bem você considerar um padre tão profundamente conservador, como Leonardo Boff, um marxista. 

O único individuo, até hoje, que realmente abalou e modificou a igreja católica foi Martinho Lutero, e sua modificação foi justamente a de romper com a igreja católica, tanto do ponto de vista doutrinário, quanto do ponto de vista institucional. Mas transformar a igreja católica só pode significar suprimi-la. Lutero não conseguiu acabar com ela de todo, mas a cindiu ao meio. Leonardo Boff nem perto disso chegou. Nunca abandonou as categorias católicas. Sua visão revolucionária não passa de uma mera caridade católica com tons politicistas. Seu ecletismo, típico do catolicismo, o fez se perder completamente, o levando a se transformar no que é hoje: um free lancer intelectual, portador de uma verdadeira salada conceitual e falador de todo tipo de asneiras ("mãe terra", "política pobre para os ricos, política rica para os pobres", "buteco como espaço cidadão", etc.).

Enfim, para todos estes que pensam que a luta contra a opressão é a luta eclética da aliança com o velho, meu profundo desprezo...

 
 
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Paulo Eduardo

Pois é, cara, vc entende bem do que é o "marxismo" (rs), e continua fazendo afrimação que não fiz, em nenhum momento disse que o Frei fosse marxista, só disse que ele entende mais que você.

E já que vc "manja" tanto de marxismo saberia e na precisa destilar o catálogo de obras de Marx, pois quem o leu - e o li, mesmo que possa parecer "superficial" a vc, risos! - saca de imediato, que mesmo de maneira "zuada", pois estamos em blog e na parte de comentários - pensei não precisar ficar citando fonte! me enganei! -, eu fiz referências a todas as obras que vc citou, e mais algumas outras, mas eu sei que é difícil de entender, sai da espaço de compreensão da cartilha! 

Mas vou de reforço:

Vc sabe onde Marx inverte a Filosofia Alemã, né que coloquei aí, Ideologia Alemã!

Vc sabe onde Marx fala muito claramente de Luta de Classes né, que coloquei aí te sacaneando, pois pensei ser esta o motor da história, e não o que pensam os razos como eu! Manifesto e de forma decantada em 18 Brumário, fora outros!

Vc sabe, que eu sei o que é a nova esquerda e que o PT está vinculado a ela, pois coloquei como referência, pq vc reproduz o que eu disse!

Vc sabe que o que disse sobre os novos movimentos sociais e encruzilhada da história está em Marcuse, né?

Enfim, cara, vc usa o catálago falando que eu vou entender o que é o que, lendo Marx, mas desculpa ae, mas já li Marx e alguns outros. E vc usar Luckacs para dizer que ele fala da diferença entre "ortodoxia" e "stalinismo" - interessante que esta "nomenklatua" surge exatamente no período stalinista! - e todo o processo de "renegar o passado hegeliano" para não sofrer sanções e expurgo - o Luckacs, tá? - e depois desta desistência, e sabemos como Luckacs era uma cara "sistemático" e muito "sabido", ele adere ao Stalinismo, justificando em todas as ocasiões as teses que apresentei aí "socialismo em um só país", o "pacto de varsóvia", a "coexistência pácifica", enfim, tudo que Stalin e o stalinismo colocavam como temas "ortodoxo" e o supra-sumo do que era o marxismo. Ou seja, Luckacs virou ideólogo do stalinismo - ó Idelogia Alemã e a falsa consciência! -, saber se fez isso de forma "voluntária" ou "por medo" é uma discussão que rola até hoje. Mas vc sabe de tudo isto, né?, como "bom marxista ortodoxo"!

É isso aí, mano, e não precisa ficar me rotulando de superficial e que não conheço nada - nada mais pueril que isto, querer ganhar um debate na força da rotulações! - pois isso me atinge de forma tangencial, afinal, sei das limitações "teóricas" que possa ter, mas não quer dizer que não saiba de nada, o contrário de vc que tem uma certeza absoluta que sabe - mas repete os que citei, engraçado, rs! - e mais não se questiona, como bom "ortodoxo" seguidor ou dono de igreja!

Flw

 
 
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Leonardo

Ler é uma coisa, entender é outra. Para você dizer coisas como "Marx inverteu a filosofia alemã" ou "a luta de classes é o motor da história", você pode até ter lido, mas não entendeu nada. Ao contrário, é você quem interpreta Marx a partir de um manual. Mas, tudo bem, você já se revelou por inteiro: você é da nova esquerda. E a nova esquerda nós já sabemos o que é: PT, PSDB, Lula, Boff, Palocci, Dilma, FHC, etc. Movimentos que transformaram a luta revolucionária em luta pela administração da carestia e pelo consumismo da classe proletariada que vai ao paraíso! Ou, nem isso. Pois bem! Continue repentindo seus erros interpretativos e indo se comungar todo domingo. Mas, como sou uma pessoa bondosa, que quer, acima de tudo, difundir o debate correto, te indico dois bons textos para refletir.

Hasta Cuando? link:http://www.verinotio.org/publicacoes/eleicoes.pdf

o Futuro ausente. link: http://www.verinotio.org/ofuturoausente.pdf

 
 
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Paulo Eduardo

"Ler é uma coisa, entender é outra. Para você dizer coisas como "Marx inverteu a filosofia alemã" ou "a luta de classes é o motor da história", você pode até ter lido, mas não entendeu nada."(vc)

Pô, e vc não ajuda a disseminar a "interpretação correta" - e não é igrejinha, né? - para um pobre leitor como eu? Ou o seu conhecimento é só acessível aos iniciados?

E...

Que bom que vc se revelou também, puxa, que medo é este de se despir, meu caro?E revelou o CHASIN, CHASIN?Chasannnn! não resisti!

E meu, parei aqui, "difundir o debate correto", jesuscristin, até um ateu apela, que pretensão, e sem querer menosprezar, mas me vêm com Chasin!!! (sic) Chasin, who?

Olha cara, até a pouco estava levando mais ou menos na brincadeira (e meio a sério!) esta conversa de maus traços, mas agora, tenho para comigo que deu, surgiu um susto, tenho "medinho" de seitas! E apesar de sua caridosa oferta - que coisa mais cristã! - devo lhe dizer que passo!

E passo, não porque não possa ter alguma coisa interessante neste tal site - vcs não são vinculados a nenhum instituição?! É hobby as publicações? E só por curiosidade pós-moderna e perspectiva rasa, se vc participa de tal grupo, vc não é o "pesquisador: Leonardo de Deus", né? (Piada pronta!) -, mas desconfio que não, mas sim pelos termos do oferta, repito: "difundir o debate correto", passo, na buena, e acho que não estou perdendo nada, pois não sou fã de aderir e perder tempo com fundamentalistas!

E esta sua frase, em: "Mas, como sou uma pessoa bondosa, que quer, acima de tudo, difundir o debate correto, te indico dois bons textos para refletir". Como sou bem subjetivista - e instintivo! rs - pensei, boa coisa não sai daí, lá na provocação primeira, e batata, o cara é IGREJINHA pura!

Vai rolar piadinha tá, não se ofenda!?

(Cara não posso comungar, sou um "herege", e não tenho religiões! Nenhuma, aliás! E vc paga dízimo a alguma?! Acho que sim a do Chasinho! rs)

Flw

P.s.: e uma dúvida surgiu que será que esta lendo esta troca de comentários para te dar estrelinha? N'um post tão distante e que somente dois estão "dialogando"? Bateu uma dúvida!

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http://desciclopedia.ws/wiki/Jos%C3%A9_Chasin

Sobre Chasin, no Disciclopédia:

...

  • 4) O termo marxista deve ser substituído por marxiano, pois não existe nenhum deus além de Marx, cultuar qualquer outra dividndade como Lénin, Trotsky ou Gramsci é uma blasfêmia. Com uma leve exceção para os profetas menores Lukacs e Meszáros. Ele, Chasinho, seria o enviado de Marx a terra e a sua reencarnação. Lukacs e Meszáros seriam apenas profetas menores que preparam o caminho para a vinda do Mestre.
  • 5) Engels não entendeu Marx e mais, era a encarnação do Capeta.
  • 6) O termo dialética deveria ser suprimido da nova teoria.

...

Os chasinetes

Nome com o qual ficou conhecido os discipulos do Chasinho, que se caracterizam por só estudar Chasinho e consequentemente defender a sua teoria. E advinhem? Que é a única interpretação correta de Marx. Todas as outras seriam refutadas apenas pronunciando um nome, como "marxismo adstringido", "determinação onto-positiva da politicidade", "marxismo vulgar" etc...

A peculiariedade dos chanizetes é que eles ironizam todas as demais tradições marxistas. Apesar de conhecerem somente alguns textinhos do nosso filosofo Chasin. Por isto, por negarem toda a tradição, o termo marxista foi suprimido e em seu lugar colocou-se marxiano.

 
 
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Leonardo

Bom, se sua fonte para saber do Chasin é a desciclopédia... Quando lhe ofereci para ler Chasin, não quis levar você para nenhuma "igrejinha" (em seus termos), só quis que você lesse uma análise rigorosa sobre a "nova esquerda" e sobre Marx, mas vejo que com a vulgaridade daqueles que falam "Marx inverteu a filosofia alemã" não tem saída. Continue se comungando todos os domingos.

 
 
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Leonardo

Agora eu já sei de onde você aprendeu maxismo, foi na desciclopédia! Está explicado! A desciclopédia é o horizonte último de sua compreensão intelectual. Bom, deve ser por isso também que você confunde correção com dogmatismo religioso.Na certa, você deve achar que verdade é o mesmo que fé, objetividade o mesmo que dogma e razão o mesmo que religião. Certamente, como bom leitor de Boff, e amante da psicanálise (Marcuse, Adorno, etc.), além de bem amigo do estruturalismo (para você, Foucault deve ser o gênio supremo), você deve considerar todo o debate em torno de verdade, correção e objetividade coisa ultrapassada, metafísica, e todos aqueles que buscam o saber correto, um bando de fiéis de igrejinhas (nas suas palavras). Continue com seu faro, quem sabe ele não lhe leve para algum lugar para além da desciclopédia.

 
 
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Paulo Eduardo

Hahahahaha! Fui na veia!

Como bom adepto de "religiões" vc não aceita uma brincadeira com o que lhe é sagrado!

E eu avisei, cara, que ia fazer uma piadinha, tá lá escrito, coloquei até que pode ter coisas interessantes do Chasin e os "chasinetes" - brincadeira tá! -, confesso que não sei nada deste cara, mas vc se ofendeu, em?

Mas ele (ou vc) me esclareceu uma coisa quando o trouxe a baila: eu tive um professor que usava o termo: MARXIANO! E eu, que porra é esta, tá tirando, como bom "cartilheiro" que era, ou sou! (rs)

E ele era meio cientifiscista e gosta de Durkheim, pelo rigor sociológico deste, o que é discutível, e professava o "rigor" acadêmico como o supra-sumo da bagaça! Agora sei de onde ele tirou isto, do Chasin, mas como ele não era um "Marxiano" - achava que ele tirava sarro dos Marxistas, saca, tipo: os carinhas de MARTE! -, não deve ser uma "chasinete" - brink's, de novo!

E cara, na buena, vc não quer estabelecer nenhum tipo de diálago, e muito menos atrair alguém para "o saber correto", se em qualquer intervenção vc vem com meia duzia de clichês e chavões, quando não "descredencia" o que seu interlocutor sabe ou sabe mais ou menos! Comofás?

Mas o Disciclopédia foi na tampa, né não?Ri aí mano, não faz mal não!

Rir é legal, e para parafrasear Foucault como vc disse que sou fã (mais ou menos, pq não estou com o "Anti-édipo" de Deluze e Guattari!) na introdução "Vida não-fascista": não imagine que é preciso ser "carrancudo e rabugento que não ri de nada" - este é meu! - ou triste para ser militante. Mesmo que a coisa que se combata seja abominável. É a ligação entre o querer (desejar) e a realidade, que possui força revolucionária! (É mais ou menos isto!)

Té mais, mano, chasinete! (rs)

Flw

 
 
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Grauninha

Calma, Leonardo! Parece que comeu Jiló! Brincadeirinha...

 

Região Serrana Fluminense:Vergonha!Vergonha!Vergonha!

 
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Gilberto Cruvinel

 

 

 

Luis Fernando Veríssimo - Botecos

interpretação de Paulo Autran

(para ouvir clique no cursor ao final do texto)

 

Tinha uma mania: colecionava botecos. Não os frequentava, apenas Era um estudioso. Gostava de descobrir botecos e recomendar para os amigos. Ultimamente vinha se especializando — um refinamento da sua paixão — no que chamava de botecos asquerosos. Daqueles que nenhum fiscal da Saúde Pública incomoda porque não passa pela porta sem desmaiar.

Seu rosto se iluminava na frente de um boteco asqueroso recém-descoberto. Não resistia e entrava. Depois contava para os amigos.

— Uma glória. Sabe ovo boiando em garrafão com água?

— Repelentes, não é?

— A galinha não os receberiam de volta. A própria mãe! Descrevia o boteco com carinhoso entusiasmo.

— E que moscas. Que moscas!

Alguns botecos assumiam suas privações como uma declaração de falta de princípios. Ele preferia o sórdido inconsciente, o sórdido autêntico. Principalmente, o sórdido pretensioso. Uma vez contara, extasiado, uma cena. Terminara de comer uma inominável almôndega, pedira um palito para o dono do boteco e desencadeara uma busca barulhenta e mal-humorada, com o dono procurando por toda parte e gritando para a mulher:

— Cadê o palito?

Finalmente o dono encontrara o palito, atrás da orelha, e o oferecera. Ele se emocionava só de contar.

Os amigos, sabendo da sua paixão, mantinham-se atentos para botecos sórdidos que pudessem interessá-lo. Muitos ele já conhecia.

— Um que tem uma Virgem Maria pintada num espelho com uma barata esmigalhada de tapa-olho? Vou seguido lá. A cachaça é tão braba que tem bula com contra-indicação.

 

Outro dia lhe trouxeram a notícia do pior dos botecos. Não era um boteco de quinta categoria. Era um boteco de última categoria. Ficava no limite entre a vida inteligente e a vida orgânica. Ele precisava ir lá verificar. Foi no mesmo dia. Ficou estudando o boteco de longe, antes de se aproximar. Tinha um garoto na porta do boteco. A função do garoto era atacar cachorros sarnentos. Quando passava um cachorro sarnento o garoto o enxotava — para dentro do boteco! 

Ele atravessou a rua na direção do boteco com aquele brilho no olhar que tem o pesquisador no limiar da grande revelação, ou o santo antes do doce martírio.

E tinha a história do Nascimento, que um dia quase brigou com o garçom porque chegou na mesa, cumprimentou a turma, sentou, pediu um chope e depois disse:

_ E trás aí uns piriris.

_ O que? – disse o garçom.

_ Uns piriris.

_ Não tem.

_ Como, não tem?

_ “Piriris” que o senhor diz é...

_ Por amor de Deus. O nome está dizendo. Piriris.

_ Você quer dizer – sugeriu alguém, para acabar com o impasse – uns queijinhos, uns salaminhos...

_ Coisas pra beliscar – completou o outro, mais científico.

Mas o Nascimento, emburrado não disse mais nada. O garçom que entendesse como quisesse. O garçom, também emburrado, foi e voltou trazendo o chope e três pires. Com queijinhos, salaminhos e azeitonas. Durante alguns segundos, Nascimento e o garçom se olharam nos olhos. Finalmente o Nascimento deu um tapa na mesa e gritou:

_ Você chama isso de piriris?

E o garçom, no mesmo tom:

_ Não. Você chama isso de piriris!

Tiveram que acalmar os ânimos dos dois, a gerência trocou o garçom de mesa e o Nascimento ficou lamentando a incapacidade das pessoas de compreender as palavras mais claras. Por exemplo, “flunfa”. Não estava claro o que era flunfa? Todos na mesa se entreolharam. Não, não estava claro o que era flunfa.

_ A palavra está dizendo – impacientou-se Nascimento. – Flunfa. Aquela sujeirinha que fica no umbigo. Pelo amor de Deus!

 

 

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droubi

O Superego de Boff

Não sei se vocês perceberam, mas o Leonardo Boff pelo jeito possui a culpa de comer em restaurantes caros.

É o que se depreende do texto. Ou não?

Vejamos:

Se ele está no restaurante caro, lembra dos que estão passando fome.

Já se ele está no boteco, automaticamente se esquece dos miseráveis.

Sim, porque ainda há os que nem o boteco podem frequentar, ou o padre não se dá conta?

Porque se todos pudessem comer bife de fígado acebolado com jiló, o problema da fome estaria resolvido, não só no Brasil, mas no mundo.

Só Freud explica: É o superego de Boff, que ao mesmo tempo lhe demanda o gozo, dizendo: "Boff, aproveite esta grande refeição neste grande restaurante" ("celebro os pratos com comentários laudatórios"), por outro lado sabota-lhe o desejo ("Mas me sobra sempre pequeno amargor na boca, impedindo que o comer seja uma celebração.")

Já quando está num simples boteco (obviamente que a comida lá não é tão boa quanto a dos restaurantes), Boff livra-se da culpa.

E porque? Por não obter o mesmo prazer que sentiria num restaurante sofisticado.

Sem prazer, sem culpa.

"Gosto de frequentá-los, pois aí posso comer sem má consciência."

Ou seja, Boff não gosta dos botecos porque lá a comida ou a bebida são melhores. Gosta por que livra-se da culpa.

Agora o cúmulo da hipocrisia vem no último parágrafo:

"Para mim, o boteco é uma metáfora da comensalidade sonhada por Jesus, lugar onde todos podem sentar à mesa e celebrar o convívio fraterno e fazer do comer uma comunhão. Para mim, também, é o lugar onde posso comer sem má consciência.         Dedico este texto ao cartunista e amigo Jaguar, que aprecia botecos."

Tenha santa paciência.

No primeiro parágrafo, Boff carrega toda a culpa pelos "milhões e milhões de famintos do mundo".

Já no último parágrafo, esqueceu-se completamente dos mesmos. Que se dane os "milhões e milhões de famintos do mundo".

Por que?

Justamente porque não há prazer.

Pudera, comendo bife de fígado acebolado com jiló.

Dá pra acreditar num padre destes?

 

PET - Programa de Erradicação dos Trolls. Não alimente os trolls no blog!

 
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Abel Heringer

Parabéns Droubi.

Você foi o único até o momento que desvendou a charada. Esse amor dedicado a humanidade tem todo o outro lado da hipocrisia, embora não se diga, consciente. É como se a generosidade, a simplicidade, os bons sentimentos estivessem todos reunidos em volta de uma mesa, pelo simples fato de estarem num boteco. Imagine o espírito de fraternidade que existe lá pelas tantas da noite, nas quebradas das esquinas, sujeitos planejando suas tretas. Por estarem nos botecos, obviamente, estão limpos. É puro imaginário do autor pensar que as alegrias, as descontrações, elevam o espírito dos frequentadores do local. Desejo algo, mas se o desejo me é condenável, fora desejo; este desejo será represado. Preferirei um bife acebolado a um filé mignon (embora não consiga esqueçer o maldito  cheiro que produz em minha memória). Fazer o quê? Meus elevados ideais serão sempre a pedra no sapato da minha humanidade. E com isso faço seguidores.

Abel

 
 

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