A bibliografia comentada que segue abaixo é um guia para se entender melhor a gravidade do que o Brasil está prestes a fazer com as populações indígenas, ribeirinhas e lavradoras do Xingu, e com seu próprio ecossistema como um todo. Dividida por tópicos, essa bibliografia inclui estudiosos que se debruçam sobre o tema Belo Monte há décadas, como Oswaldo Sevá, da Unicamp, e Célio Bermann, da USP, lideranças indígenas como Raoni Metuktire, um intelectual brasileiro que está entre os mais respeitados do mundo hoje, o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro, materiais produzidos pelo Ministério Público Federal e testemunhos de movimentos populares da região do Xingu. Depois de cada link, há um breve parágrafo de minha autoria que tenta resumir a importância daquele ítem. Nada substitui, claro, a leitura completa dos próprios textos.
Como se verá, várias das afirmativas usadas para justificar a construção da usina não resistem à análise. Quando se diz que “o Brasil precisa” de mais energia, há que se questionar o que se entende aqui por “Brasil” e o que se entende por “precisar”. Quando se fala de impacto “indireto” sobre uma determinada população, há que se interrogar o que essa palavra, “indireto”, esconde. Ao ouvir falar de consequências “locais” da obra, também vale a pena se perguntar o que quer dizer exatamente “local”. Quando a defesa de Belo Monte se traveste da pergunta “qual é a alternativa”, há que se saber alternativa a quê, para quem e segundo qual modelo.
Introdução
1. Cronologia do caso: o projeto de Belo Monte foi concebido pela ditadura militar brasileira em 1975. Ele traz as marcas da geopolítica de Golbery do Couto e Silva, que vê a Amazônia como tábula rasa, fonte de recursos a serem pilhados e região que deve se submeter a uma modernização tecnocrática. Os defensores do projeto hoje argumentam que ele já não é o mesmo da ditadura, o que é verdade. O projeto original concebia uma área de alagamento maior e um número maior de barragens. Como consequência das lutas dos povos do Xingu, esses elementos foram modificados, como se verá abaixo. Mas a cronologia mostra que a concepção que rege o projeto mantém-se rigorosamente a mesma.
2. Perguntas frequentes sobre Belo Monte: para quem ainda não entende “por que tanto barulho” sobre este caso, este é o link ideal para se começar. Eles traz os dados sobre realmente qual é a quantidade de afetados pelo projeto, quantas etnias indígenas seriam impactadas, a área de alagamento e outros dados essenciais.
3. Povos indígenas, as cidades e os beiradeiros do Rio Xingu que a empresa de eletricidade insiste em barrar (páginas 29 a 54 do pdf): este é o principal capítulo do livro organizado por Oswaldo Sevá em 2005, Tenotã-Mo. Aqui, um dos maiores especialistas brasileiros em energia conta a história em detalhes, mostrando que tudo o que está sendo dito agora pelo governo federal sobre Belo Monte foi dito antes sobre Tucuruí, e provado falso. Sevá mostra, por exemplo, que a empresa já sabia, nos anos 70, graças a estudos do CNEC, das populações de beiradeiros em toda a Volta Grande. A Eletronorte escondeu esses dados, assim como escondeu outros e falsificou outros. Sevá demonstra que, do ponto de vista da lógica do investimento, não faz o menor sentido insistir que somente a usina de Belo Monte será construída, mesmo que o projeto inicial, de seis barragens, tenha sido formalmente engavetado. Quem está dizendo que Belo Monte não é uma porta de abertura para outras hidrelétricas no Xingu mente ou se ilude. É só fazer as contas.
4. Histórico judicial do caso: escrito pelo Procurador do Ministério Público Federal no Pará, Felício Pontes, Jr., este assustador relato mostra como o projeto tem sido imposto goela abaixo da população desde o ano 2000, sem nenhuma diferença significativa entre os governos FHC, Lula e Dilma. Aqui você encontrará toda a história do desrespeito à lei, incluindo-se dispensas de licitação legal, ausência de oitivas às populações indígenas afetadas (ou oitivas fictícias, marcadas em cima da hora, em lugares inapropriados, com toda a sorte de obstáculos à participação dos indígenas), condicionantes ambientais não cumpridas, bizarras jabuticabas não existentes no marco regulatório (como a “licença de instalação parcial”) e intensas pressões sobre o Ibama. O relato faz pensar: por que, afinal de contas, a lei vale para alguns e não para outros?
O impacto humano:
5. Resumo dos impactos sociais: este é um resumo bem breve, que inclui somente o impacto imediato sobre as populações do Xingu. O impacto chamado “indireto” – palavrinha que sempre deve ser questionada aqui – vai muito além disso, como se verá abaixo.
6. Fala do líder Raoni Metuktire na ONU e 7. Raoni promete: “vamos lutar até o fim”: antes de falar de megawatts, “alternativas”, área de alagamento, é imperativo ouvir o que dizem os povos do Xingu. Nestes dois vídeos, Raoni Metuktire testemunha a contaminação e envenenamento do Rio Xingu pelo agronegócio, pela pecuária e pela mineração. Agora você imagine qual será a situação depois de um empreendimento desse gigantismo, com a migração de dezenas de milhares de pessoas e o desalojamento de outros tantos milhares. No segundo vídeo, ele alerta para as mortes de peixes como consequência da usina – fenômeno já bem conhecido dos que estão acompanhando as tragédias no ex-Rio Tocantins. Depois da fala de Raoni, fica a pergunta: quem discute o “impacto” de Belo Monte sobre os índios da região dizendo que “nenhuma terra indígena será alagada” usa qual tipo de óleo de peroba na cara?
8. A verdadeira cara da Norte Energia em vídeo: aqui você tem uma ideia de como funcionam as “compensações” dadas pela indústria barrageira a seus afetados: as ameaças, as desapropriações, os pagamentos escandalosamente abaixo do preço de mercado e a revolta dos moradores, donos legítimos de seus terrenos e casas, de repente expulsos por uma empresa privada. Pergunte-se, habitante do Sul Maravilha: e se fosse na sua casa?
9. Depoimentos de lideranças indígenas e ribeirinhas: neste post, o grande jornalista Leonardo Sakamoto compila alguns testemunhos in loco. Sobre as oitivas: Quem veio nas audiências do governo, não teve resposta para as suas perguntas. Além disso, organizaram audiências em cima da hora para não podermos participar. Sobre o cemitério que se encontra na região:Perguntamos o que eles vão fazer com o nosso cemitério. Eles disseram que isso é sentimentalismo. Há muito mais acerca de como o povo da região tem sido tratado.
10. Carta aberta dos povos indígenas: de novo no Blog do Sakamoto, é um texto contundente e claro, para quem tem alguma dúvida sobre qual é a posição dos povos indígenas da região. Atenção para a quantidade de povos e associações que assinam a carta. Depois da leitura desses documentos, acredito ser patentemente impossível crer na lorota etnocêntrica de que os indígenas são contra Belo Monte porque “tem muita gente lá dizendo a eles que vai ser o fim do mundo” (sim, este é um “argumento” frequentemente ouvido).
A lógica predatória do capitalismo barrageiro:
11. Grandes e polêmicas obras serão chamadas, no Brasil, a ‘salvar’ o capitalismo global: esta entrevista com Oswaldo Sevá talvez seja a melhor introdução geral ao ecocídio. É uma explicação clara dos interesses que movem esse gigantesco negócio; de como funciona o Ministério das Minas e Energia do Brasil; da sequência de mentiras—algumas inclusive contraditórias umas com as outras—contadas pela indústria. Sevá mostra também que “o Brasil precisa de mais energia” é uma frase que convenientemente esconde uma série de fatos: que há folga operacional nas usinas construídas; há máquinas de reserva que podem ser acionadas; que as represas estão cheias há vários anos; que uma enorme quantidade de energia pode ser gerada com a simples limpeza de turbinas. Em outras palavras, Sevá demonstra cabalmente que Belo Monte está sendo construída por razões outras que “o Brasil precisa de mais energia”. É a construção em si que dá um lucro tremendo, gerando, depois, energia subsidiada para as indústrias eletrointensivas.
12. Belo Monte, nosso dinheiro e o bigode do Sarney: esta entrevista de Eliane Brum com Célio Bermann, professor da USP, detalha um pouco mais sobre a caixa preta do setor energético do país, a ficção da energia a R$ 78 o megawatt-hora (que não pagaria nem o capital investido, demonstrando mais uma vez que é na construção que se joga o interesse econômico), a insanidade do modelo de geração de energia elétrica para abastecer multinacionais do alumínio que empregam pouquíssima gente, a miríade de alternativas que temos para evitar o ecocídio. Recomendadíssima.
13. Um procurador contra Belo Monte: outra entrevista essencial de Eliane Brum, desta vez com Felício Pontes Jr., o brasileiro que mais admiro hoje. Dr. Felício explica tanto a luta jurídica contra o projeto como alguns de seus impactos mais devastadores: a redução de 80% a 90% da vazão do Xingu em 100 km de sua extensão (algo assim como a distância entre a Praça da Sé e o centro de Campinas), a extinção de 270 espécies de peixes e o desmatamento, companheiro fiel das hidrelétricas na Amazônia, e que no caso de Belo Monte pode chegar a 5.300 km além da área alagada. É uma leitura essencial, de um brasileiro comprometido com o povo que representa.
14. Dilma diz que Belo Monte não atingirá indígenas. Ah, vá! Do Blog do Sakamoto, este é um texto sucinto, rápido e perfeito para responder à insistente equação entre “afetados” e “alagados”. Como não haverá terras indígenas alagadas, a indústria barrageira e o governo sistematicamente repetem o bordão de que os indígenas do Xingu não serão afetados. Ora, a preocupação é justamente a contrária, o fato de que 100 km da Volta Grande vão praticamente secar, afetando não só a navegabilidade como extinguindo fauna e flora e provocando insegurança alimentar. Para não falar, claro, dos milhões de poças d’água parada, criadores de mosquitos da malária.
15. A mentira energética, o embrulho dos dados econômico-financeiros, e a “ficha suja” de quem inventou e promoveu o projeto. Aqui neste texto de Oswaldo Sevá, você vê toda a maquiagem dos números: a mui mal contada história dos 11.000 MW de energia; a bizarra multiplicação do custo do projeto, que começa em 4,5 bilhões e já se encontra em 30 bilhões; a escandalosa discrepância entre cálculos do governo e os cálculos do empresariado, feitos simultaneamente. Lembrando que 80% desse investimento é dinheiro público (a juros bem módicos e com longos prazos de amortização) e que pelo menos 10 bilhões são diretamente pagos com dinheiro do trabalhador, fica a pergunta: você, que paga impostos aí no Brasil, se não se importa com indígenas, ribeirinhos, fauna, flora e futuro do planeta, será que poderia se importar um pouco com o seu dinheiro?
16. Trinta anos de manobras estranhas, omissão de informações cruciais, e algumas mentiras grossas. Oswaldo Sevá repassa a história das ocultações e mentiras da indústria barrageira: a manipulação do artigo 231 da Constituição, a desqualificação dos índios que vivem fora das aldeias e a ocultação do fato de que não havia qualquer plano de reassentamento das populações, entre muitas outras.
17. O “novo” inventário hidrelétrico, que recuou sem dizer por que… e a nova decisão, “para a platéia”, de fazer somente uma das quatro grandes usinas. É um texto de análise do credo do Deus barragista: todo rio deve ser barrado para fazer hidrelétrica. Mostra claramente, à luz da história das mentiras da indústria, que é ingênuo ou mal intencionado quem crê que Belo Monte será a única UHE feita no Rio Xingu, apesar da “resolução” do fantasmagórico CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) afirmando o contrário. Na verdade, é o próprio diretor-presidente da ANEEL, Jerson Kelman, quem disse que a Resolução do CNPE “foi essencialmente política…Tecnicamente, não há razão para não fazer as outras usinas (…) faz parte do jogo democrático tentar agradar a todos os interessados. (…) É o típico caso de dar os anéis para ficar com os dedos”.
A farsa do licenciamento ambiental e a manipulação dos impactos:
18. Profa. Andréa Zhouri fala sobre a concepção de licenciamento ambiental que rege o desenvolvimentismo. Esta é uma aula magistral e um dos itens mais importantes desta biblio-videografia. A Prof. Zhouri, que estuda licenciamentos ambientais há 12 anos, detalha claramente qual é a concepção que rege a relação do desenvolvimentismo com as populações afetadas. Mostra como as audiências são processos unilaterais, em que a população não tem respostas a suas queixas e para as quais nunca há continuação. Mostra como os EIA-RIMA (Estudos de Impacto Ambiental – Relatórios de Impacto sobre o Meio Ambiente) são, hoje em dia, templatescomprados prontos, que às vezes se repetem ipsis literis de um projeto para outro, com os mesmos chavões e o mesmo descaso com a vida humana. Zhouri demonstra, em outras palavras, que, para o barragismo, o licenciamento ambiental é um mero obstáculo—que, como veremos, vem sendo simplesmente removido sem cumprimento no caso de Belo Monte. A aula da Dra. Zhouri é uma explanação emocionante e bem informada de quem sabe o que diz: Não se questiona aqui o desenvolvimento em si, mas o autoritarismo de um planejamento sem diálogo com a sociedade, e sem abertura para a incorporação de outras formas de viver, ser e fazer que fazem parte efetivamente disso que chamamos de Brasil.
19. O malabarismo do cálculo do número de atingidos: Até frases como “são só 200 índios” são ouvidas na defesa do projeto de Belo Monte. Oswaldo Sevá aqui detalha como se manipulam, quantitativa e qualitativamente, o universo dos atingidos por um mega-projeto capitalista como este. Os autores do próprio Estudo de Impacto Ambiental reconheceram que deveriam resolver o problema de 19.242 indivíduos, número encontrado depois de suspeitíssimo recenseamento. O texto de Sevá é de 2009. De lá para cá, a situação em Altamira piorou dramaticamente, como se verá abaixo. A indústria continua não dando qualquer resposta dialogada com a população.
20. O subestimado número de 19.242 pessoas a se deslocar: o que se prevê aqui neste texto de 2009 é o que já está acontecendo na região. O número de 19.242 pessoas atingidas é ridiculamente subestimado, e não inclui moradores de Altamira, Vitoria do Xingu, Senador José Porfírio e Anapu que terão suas posses afetadas. Não inclui moradores do trecho seco do rio, que teriam suas vidas completamente bagunçadas pelo fim da navegabilidade do Xingu naquele trecho e pela extinção de flora e fauna. Na verdade, o texto de Sevá é profético. As notícias de 2011 já confirmam seu prognóstico de 2009 (que era também, diga-se, o prognóstico das lideranças indígenas da região) e desmentem mais uma vez a indústria barrageira.
21. A safadeza do licenciamento obrigatório: O que a Prof. Zhouri demonstra em termos gerais, o Prof. Sevá detalha para o caso de Belo Monte: Estudo de Impacto Ambiental pronto antes do estudo de campo ser concluído; o licenciamento com data marcada para ser concedido; as “consultas à população” armadas como um teatro para ser encenado e esquecido; as jabuticabas da “licença parcial” e da “licença temporária”–coisas inexistentes no marco regulatório—entre outras ilegalidades.
As violações dos direitos humanos e as condicionantes não cumpridas:
22. Relatório da Plataforma DHESCA sobre violações dos direitos humanos: São 81 páginas de puro horror e eu realmente recomendo que você as leia antes de concordar calado que seu dinheiro seja usado para financiar esse ecocídio. O relatório da Missão Xingu detalha: a perda irreversível de biodiversidade; o risco de proliferação de doenças endêmicas; o subdimensionamento das emissões de metano; a análise insuficiente sobre os riscos de migração e invasão de terras indígenas; a ameaça de extinção de espécies no Trecho de Vazão Reduzida; o subdimensionamento da população atingida, entre outros componentes do ecocídio.
23. O Novo Eia-Rima: Justificativas Goela Abaixo: é a contribuição de Philip Fernside, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, a um trabalho de mais de 40 pesquisadores com experiência no bioma amazônico e em hidrelétricas. Ele mostra vários problemas no EIA-RIMA: omissão das emissões das turbinas e vertedouros; manipulação dos custos; distorções no detalhamento dos beneficiários. É mais uma demonstração, por um painel de pesquisadores independentes, de como o projeto de Belo Monte tem sido embrulhado em mentiras desde seu começo.
24. Ata da audiência pública de Discussão do Impacto Ambiental de Belo Monte, Belém 2009: Se você quiser ver a mentirada em ação, é só ler esta ata da “audiência” realizada em Belém, em 2009. Lembremos que o local desta audiência foi mudado em cima da hora. Recordemos que muita gente ficou do lado de fora. Sublinhemos que todos os obstáculos possíveis foram colocados à participação popular. Mesmo assim, a série de questionamentos dos atingidos recebeu, como resposta, um elenco de promessas. Para ver se elas foram cumpridas, basta conferir o noticiário atual. O representante do governo do Pará nesta “audiência” foi o Secretário Claudio Puty, da então governadora petista Ana Júlia Carepa.
25. Análise de riscos socioeconômicos e ambientais do Complexo Hidrelétrico de Belo Monte: esta análise demonstra que, mesmo sem mexer em nada na nossa matriz energética, mesmo continuando com os obscenos subsídios às indústrias eletrointensivas, mesmo sem investimentos extra em energia eólica ou solar, mesmo, enfim, continuando na mesma lógica predatória do capitalismo agroexportador, o Brasil poderia postergar em 20 anos a construção de Belo Monte. É mais uma demonstração de que o grande motivo por trás da construção dessa usina não é a energia em si, mas o lucro advindo da própria construção.
Na segunda parte, publicarei as notícias atuais que confirmam os pesquisadores, jornalistas e lideranças populares citados acima, e mais alguns textos que o convidarão a refletir sobre o ecocídio.




Houve um ecocídio no Paraná quando da construção da Itaipú. Não entendo esta esquerda natureba
Sou favorável à construção de Belo Monte, pois ela é a mais EFICIENTE, do ponto de vista ambiental, de todas as hidrelétricas brasileiras já construídas ou em construção...!!!
Ser contra Belo Monte é de fato ser contra as hidrelétricas...!!!
Abaixo os dados que coletei de Belo Monte, das três maiores hidrelétricas em funcionamento no Brasil e das duas hidrelétricas do Madeira. Estou usando outra fonte, independente do governo, a Wikipedia em português e em inglês:
Usina: Potência (MW) / Alagamento (Km2)
1) Belo Monte (Pará): 11.233 / 516 = 21,77
2) Jirau (Rondônia): 3.450 / 258 = 13,37
3) Santo Antônio (Rondônia): 3.150 / 271 = 11,62
4) Itaipu (Paraná): 14.000 / 1.350 = 10,37
5) Tucuruí (Pará): 8.370 / 2.850 = 2,94
6) Ilha Solteira (São Paulo): 3.444 / 1.195 = 2,88
Perceberam que Belo Monte é disparada a que tem a melhor relação custo/benefício ???
Fontes:
1) http://pt.wikipedia.org/wiki/Usina_Hidrel%C3%A9trica_de_Belo_Monte
2) http://pt.wikipedia.org/wiki/Usina_Hidrel%C3%A9trica_de_Jirau
3) http://pt.wikipedia.org/wiki/Usina_Hidrel%C3%A9trica_Santo_Ant%C3%B4nio
4) http://pt.wikipedia.org/wiki/Usina_Hidrel%C3%A9trica_de_Itaipu
5) http://pt.wikipedia.org/wiki/Usina_Hidrel%C3%A9trica_de_Tucuru%C3%AD
6) http://pt.wikipedia.org/wiki/Usina_Hidrel%C3%A9trica_de_Ilha_Solteira
Para os que gostam de mencionar a baixa potência efetiva de Belo Monte, segue abaixo a tabela com esse aspecto incluído. O fator de capacidade de Belo Monte é estimado em 41%(4500MW/11000MW), enquanto o fator de capacidade médio das usinas brasileiras em funcionamento é de 56% conforme a seguinte fonte:
http://en.wikipedia.org/wiki/Hydroelectricity
Usina: (Potência (MW) / Alagamento (Km2)) X Fator de capacidade
1) Belo Monte (Pará): 11.233 / 516 = 21,77 X 0,41 = 8,93
2) Jirau (Rondônia): 3.450 / 258 = 13,37 X 0,56 = 7,48
3) Santo Antônio (Rondônia): 3.150 / 271 = 11,62 X 0,56 = 6,51
4) Itaipu (Paraná): 14.000 / 1.350 = 10,37 X 0,56 = 5,81
5) Tucuruí (Pará): 8.370 / 2.850 = 2,94 X 0,56 = 1,65
6) Ilha Solteira (São Paulo): 3.444 / 1.195 = 2,88 X 0,56 = 1,61
Os argumentos contra a construção de Belo Monte deveriam ser muito mais fortes contra a construção das hidrelétricas do Rio Madeira, Santo Antônio e Jirau, uma vez que as relações custo/benefício dessas duas novas usinas, apesar de bem melhores do que as usinas mais antigas, são piores do que Belo Monte, que tem a melhor em relação ao custo/benefício!!!
Por que não houve e não uma reação tão intensa em relação às hidrelétricas do Madeira?
Ou seja, criticar Belo Monte é no fundo criticar hidrelétricas em geral, pois se a melhor de todas hidrelétricas é ruim, imaginem qualquer outra...???
Além disso, o fator de capacidade médio das hidrelétricas brasileiras é um dos maiores do mundo:
Canadá: 59%
Brasil: 56%
Noruega: 49%
Índia: 43%
EUA e Rússia: 42%
China: 37%
Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/Hydroelectricity
Deve haver muito ouro, diamante ou até mesmo árvores brotando dólar na volta grande do xingu, que justifique tantos interesses e manifestações contrárias a construção de BM.
webster franklin
Por exemplo, a indústria transnacional de alumínio está interessadíssima em Belo Monte.
Todo estudo e tá lá: Oswaldo Sevá, da Unicamp, e Célio Bermann, da USP, lideranças indígenas como Raoni Metuktire.....
Sempre o MESMO grupo de "especialistas".
SEMPRE!
Esses aqui não são "especialistas", a não ser em suas próprias vidas. Que tal ouvi-los?
a mui mal contada história dos 11.000 MW de energia; a bizarra multiplicação do custo do projeto, que começa em 4,5 bilhões e já se encontra em 30 bilhões; a escandalosa discrepância entre cálculos do governo e os cálculos do empresariado, feitos simultaneamente. Lembrando que 80% desse investimento é dinheiro público (a juros bem módicos e com longos prazos de amortização) e que pelo menos 10 bilhões são diretamente pagos com dinheiro do trabalhador, fica a pergunta: você, que paga impostos aí no Brasil, se não se importa com indígenas, ribeirinhos, fauna, flora e futuro do planeta, será que poderia se importar um pouco com o seu dinheiro?""""""
Caro, sou economista, macaco velho......
A AZUL foi financiada em 85% pelo BNDS, jatos Embraer... 51% das ações na mão dos americanos, turbinas americanas e projeto francês.!!!
Este pessoal pode enrolar a criançada.... a mim, não.
Desculpe, mas tô noutra.
Ops, o vídeo não foi. Segue.
Por exemplo, a Globo e, de resto, a míRdia, sempre protegeram os índios e o ambiente contra as trasnacionais, némêz?
Ou seria o contrário? ... me "enrolei" ...
O Brasil está importando perfilados, laminados e latas de alumínio, para tomares tuas cervejas nas manifestações contra BM.
webster franklin
Dizem que falta Al (alumínio). Sim, falta porque exportamos o Al primário para depois importar o Al semi-acabado (perfis e chapas como vc falou). Ou seja, o déficit seria na produção dos semi-acabados (me corrijam se estou errado porque não encontrei os dados de 2009/2010).
Lembre-se, o Japão e outros paises avançados simplesmente pararam sua produção nacional de alumínio porque eles precisavam da energia para atender o crescimento de setores com alto valor agregado. Claro, eles puderam fazer isso porque tinham colônias para fornecer o Al primário... Nós!
BM não serve pra desenvolver de verdade o nosso país, serve sim pra manter o modelo de nação colônia em escala cada vez maior.
Segue o dados gráficos retirados do Ministério de Minas e Energia:
http://www.advivo.com.br/sites/default/files/u5932/evolucao_da_producao_de_aluminio.jpg
Cesar Ferreira
Continuamos exportando alumínio primário por força de contratos firmados, quando da construção de tucuruí
pelo governo da época. Breve estaremos importando também alumínio primário, leia a matéria abaixo.
Alumínio primário, um bem escasso
Entrevista: Adjarma Azevedo
Redação AECweb
Foi acionado o sinal de alerta pela indústria do alumínio instalada no país: por falta de investimento na ampliação do parque fabril de lingotes, o país poderá passar de exportador a importador até 2013. Adjarma Azevedo, presidente da ABAL – Associação Brasileira do Alumínio -, explica que o alto custo da energia elétrica no país e a falta de um plano nacional de desenvolvimento industrial desestimulam o crescimento do setor. Paralelamente, a expansão da construção civil e de outras áreas da economia, será responsável, este ano, pelo crescimento de 21% do consumo interno, de acordo com as perspectivas da entidade. Consequência dessa pressão, o fornecimento de perfis para as indústrias de esquadrias de alumínio têm, hoje, prazos dilatados.
AECweb - Qual a perspectiva de crescimento da produção de alumínio em 2010?
Adjarma Azevedo - O mercado interno de alumínio transformado vem crescendo nos últimos dez anos, com um único período de 10% de queda, em 2009, em função da crise internacional. A perspectiva para este ano é de 21% de crescimento, o equivalente à produção de cerca de um milhão de toneladas. O consumo interno deverá estar próximo de 1,25 milhão de toneladas. Diante da velocidade com que o Brasil está se desenvolvendo, do volume de encomendas à indústria, Copa de 2014, Olimpíadas, tudo está favorável ao consumo interno de alumínio transformado em insumos como lâminas, perfis, folhas, fundição, pó, cabos de transmissão de energia.
AECweb - Então, o material já está sendo importado?
Adjarma Azevedo - Sim, mas de alumínio em chapas para aviões, por exemplo, produto que não é fabricado no Brasil. Está ocorrendo muita importação da China de folhas para embalagens flexíveis para blister de medicamentos e tetra pak, para uso doméstico e revestimento térmico. Essa importação é preocupante.
AECweb - Quais as razões dessa tendência?
AECweb - Quais as consequências?
Adjarma Azevedo - O Brasil não tem nenhum investimento previsto de produção de alumínio primário. A última fábrica instalada no país foi em 1985. Essa falta de investimento no setor – a principal razão é o preço da energia elétrica - está acarretando um déficit entre a oferta e a demanda. Segundo previsões da ABAL, a partir de 2012 o Brasil passará a importar alumínio transformado, saída mais fácil e mais econômica do que comprar o metal primário - a capacidade de produção atual de lingotes é de 1,6 milhão de toneladas. E é isso que preocupa, pois, se as empresas começarem a importar alumínio transformado, haverá uma desestruturação total da cadeia produtiva do alumínio como a conhecemos hoje.
Adjarma Azevedo - A importação, na quantidade que vem ocorrendo hoje, ainda não é preocupante. Estamos atentos e já levamos ao conhecimento do governo. Dependendo da forma que essa importação vier, vamos desindustrializar o país, pois passaremos a exportar bauxita e alumina, que serão transformadas lá fora e passaremos a importar o produto acabado. É uma regressão total.
AECweb - E qual é a solução que a ABAL vê para o problema?
Adjarma Azevedo - Nos anos 80, o governo tinha o II Plano Nacional de Desenvolvimento que identificava os segmentos fundamentais para economia do país, como a indústria do alumínio, e punha em prática políticas industriais que ajudavam essas empresas a se desenvolver. Esse problema só será resolvido se o governo criar, novamente, políticas industriais que possibilitem e estimulem o desenvolvimento dessas indústrias de base.
AECweb - A indústria do alumínio tem iniciativas para geração própria de energia?
Adjarma Azevedo - A indústria do alumínio consome anualmente 26 mil GW/hora, sendo que 33% desse total, ou seja, 8 mil GW é autoproduzido pela indústria. Para se ter uma idéia de grandeza, uma fábrica que produz 500 mil toneladas, deve consumir 600 MW/hora – talvez, mais do que o estado do Piauí. Até 2014, o percentual de autoprodução subirá em 50%, resultado do investimento de consórcios na construção de hidrelétricas envolvendo indústrias do setor, como as de Serra do Facão e Estreito. Porém, essa energia dificilmente será usada para novos projetos, pois será destinada a manter as fábricas atuais.
AECweb - Os fabricantes de esquadrias de alumínio serão afetados por esse aumento no volume de importação?
Adjarma Azevedo - Talvez o setor fabricante de esquadrias seja um dos elos que mais terá problemas a médio e longo prazo, pois, a falta de alumínio primário significa falta de suprimento para os extrusores, limitando a produção de esquadrias. Os extrusores no Brasil estão no limite do suprimento, a menos que comecem a importar lingote, de forma organizada – aí, poderão manter o suprimento. O problema é a importação de esquadrias prontas. Não duvido que isto venha a acontecer no futuro. Tudo é possível, temos que atuar para cercear esse tipo de importação e para resolver o problema de fornecimento dos extrusores. A ABAL está trabalhando nesse sentido e já estamos conversando com a AFEAL para unir forças.
AECweb - Quais outros produtos de alumínio que poderão ser importados?

Adjarma Azevedo - Hoje, a importação de peças para automóveis é avassaladora. Rodas de alumínio, por exemplo, estão sendo importadas da China, por serem muito mais baratas que as produzidas aqui. O governo já anunciou que acabará com os atuais 40% de redução nas tarifas de importação das autopeças nos próximos seis meses. Essa é uma luta ganha pela ABAL e nós continuamos trabalhando para que a importação do alumínio não prejudique a indústria nacional.
AECweb - O Brasil continua exportando alumínio?
Adjarma Azevedo - Por força de compromissos internacionais, o Brasil continua exportando alumínio primário. Este ano, a previsão é exportar 600 mil toneladas. Mas, até 2012, 2013, a oferta deverá ser menor que a demanda, obrigando a indústria a importar o metal.
AECweb - O fornecimento de perfis de alumínio já está com prazos dilatados?
Adjarma Azevedo - A construção civil fugiu dos patamares normais de crescimento. Várias empresas estão comprando prensas de extrusão para aumentar a capacidade produtiva. Eu acredito que esse backlog de entrega será superado até o final do ano. Outro exemplo é a indústria de lata. Empresas como a Ambev estão importando 1,5 bilhão de latas, porque os fabricantes não estão dando conta da demanda, que está crescendo substancialmente. Essa indústria também está investindo, devendo chegar até o final do ano a uma capacidade adicional de 3 bilhões de latas, que se somarão aos atuais 16,8 bilhões. A preocupação da ABAL é com o que pode acontecer lá na frente, caso nós tenhamos que enfrentar uma avalanche de importações a preços muito inferiores aos nossos. Nós já levamos isso ao conhecimento do ministro Miguel Jorge e estamos preparando um documento, juntamente com a Fundação Getúlio Vargas, com propostas do setor que será entregue aos candidatos a presidência.
Redação AECweb
webster franklin
O texto não acrescenta nada ao debate. Todos os argumentos apresentados já foram exaustivamente debatidos e devidamente refutados, aqui mesmo neste fórum.
Isso já ficou ridículo. A esse pessoal só resta o esperneio.
Já chega gente. Vocês perderam. Belo Monte será construída.
O que resta agora é lutar para que as condicionantes sejam cumpridas.
É um texto patético. Diz que tudo é 'mentirada', fala de violações dos direitos humanos, e não é capaz de enumerar UMA que seja. Refere-se a fontes sem especificá-las, etc.
Ridículo.
As referências estão todas lá.
É, meu amigo, mas ler dá um trabalho...
Itaipu foi uma decisão de duas ditaduras, a de Costa e Silva/Médici/Geisel/Figueiredo e a Stroessner. O tratado é de abril de 73.
Itaipú também foi uma obra da ditadura e nem por isso deve ser detonado, as ditaduras passam e o Estado continua existindo
Mas a que custo...
Ah, dá licença...os maiores POLUIDORES de hoje e de ontem, os atuais países desenvolvidos, e notadamente os USA, não estão nem aí para isso, e nós é que vamos diminuir nosso padrão de vida para salvar o mundo? Se mude para os USA e comece lá a salvar o mundo. Os direitos de quem quer que seja, devem ser respeitados, considerando-se sempre as necessidades de toda a Nação. E QUALQUER IDIOTA que leia sabe, que as Nações necessitam de energia, PRINCIPALMENTE para terem desenvolvimento, riqueza e RESPEITO por parte de outros países, tipo assim aqueles que invadem os outros procurando armas de destruição em massa...ou em busca de terroristas que (NÃO) se encontrariam na Tríplice Fronteira...dá licença, OH, INOCENTE ÚTIL dos estadunidenses...
Ricardo, voce tem razão.As ditaduras passam e as obras ficam.Quando jovem tomei muita porrada da PM durante os anos 60 e 70.Nem por isso deixo de admirar a Ponte Rio-Nitéroi e o que seria hoje sem ela.
Os neo-naturebas têm que manter as tetinhas representadas pelos repasses de grana de "organizações" internacionais que insistem em intervir na nossa soberania nacional. Eles vivem disso e têm que continuar "guinchando" para não perderem os repasses. No fundo, não passam de vendilhões parasitas. Quem efetivamente se preocupa com o meio-ambiente no nosso País não se enfia nessas trincheiras.
Verdade. Itaipu acabou com as Sete Quedas, que eu nunca terei a oportunidade de ver.
Provavelmente deve ter petróleo no Xingu, dado que é notório e bem sabido que existe óleo de altíssima qualidade e fácil de ser tirado na Amazônia. Óleo bem melhor e mais barato que o do pré-sal.
PQP. De novo, essa. Itaipu foi feita durante a DITADURA MILITAR, pombas. Discutir a obra com quem? Com um meganha do DOPS? Do DOI-CODI? Do Cenimar? Por favor...
"1. Cronologia do caso: o projeto de Belo Monte foi concebido pela ditadura militar brasileira em 1975. Ele traz as marcas da geopolítica de Golbery do Couto e Silva, que vê a Amazônia como tábula rasa, fonte de recursos a serem pilhados e região que deve se submeter a uma modernização tecnocrática. Os defensores do projeto hoje argumentam que ele já não é o mesmo da ditadura, o que é verdade. O projeto original concebia uma área de alagamento maior e um número maior de barragens. Como consequência das lutas dos povos do Xingu, esses elementos foram modificados, como se verá abaixo. Mas a cronologia mostra que a concepção que rege o projeto mantém-se rigorosamente a mesma."
Mentira! Os índios não foram consultados! Não é? Ou não?
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Houve inúmeras consultas e simpósios, inclusive uma índia bem ao estilo radical intransigente ameaçou uma vêz e noutra feriu uma autoridade com um facão, voces se lembram?
Se os índios realmente foram consultados, como se explica o gov ter boicotado a audiência da OEA?
http://global.org.br/programas/belo-monte-apos-boicotar-audiencia-brasil-e-cobrado-na-cidhoea/
"Para ser tolerante, é preciso fixar os limites do intolerável." (Umberto Eco)"
Já os americanos cujas Ongs estão contra Belo Monte, consultaram os índios. Na bala
os apaches querem recuperar a caveira de Geronimo...
Nos anos 1980, a caveira a que os membros da sociedade secreta de Yale chamam carinhosamente "Geronimo" foi entregue ao chefe apache Ned Anderson. Mas, realizados os testes necessários, concluiu-se que esta não correspondia aos registos do líder militar índio que se destacou no combate a mexicanos e americanos em finais do século XIX.
E foi então devolvida à sociedade secreta a que pertencem várias gerações da família Bush. Agora, o Departamento de Justiça dos EUA pediu aos tribunais para rejeitarem um novo pedido dos descendentes de Geronimo que pretendem recuperar os seus ossos para os voltarem a enterrar.
A 20 de Fevereiro, descendentes do guerreiro índio apresentaram uma queixa contra o Presidente Barack Obama , o secretário de Estado, Robert Gates, e o secretário do Exército, Peter Geren, enquanto responsáveis federais. Os Apaches garantem que estes, bem como a Skulls and Bones, estão a violar uma lei de 1990 que protege o direito dos nativos aos restos mortais dos antepassados.
Os índios exigem que as ossadas lhes sejam devolvidas. Segundo eles, os restos mortais de Geronimo terão sido roubados em 1918 ou 1919 por membros da Skulls and Bones. "Queremos libertar os ossos de Geronimo depois de cem anos reféns em Fort Sill, no Oklahoma [onde se situa o seu túmulo], no campus da Universidade de Yale, em New Haven, Connecticut, ou em qualquer outro local onde possam estar", escrevem os Apaches, numa queixa citada pela BBC. O Departamento da Justiça garante que a sua queixa não tem fundamento.
Os índios Apaches baseiam as suas alegações na lenda segundo a qual um grupo de membros da Skulls and Bones - do qual faria parte Prescott Bush, pai do presidente George H. W. Bush e avô do também presidente George W. Bush - terão invadido o túmulo de Geronimo e roubado a caveira e outros ossos para adornarem a sua "sede" no campus de Yale. Os responsáveis da universidade têm repetido que as ossadas não estão na sua posse e não respondem pelos actos da Skulls and Bones.
Nascido em parte incerta do então México - hoje estado americano do Novo México -, Geronimo é o mais famoso guerreiro apache. Baptizado Goyathlay (Aquele que Boceja) pelos pais, cedo se destacou na tribo Bedonkohe, sendo aceite no Conselho dos Guerreiros aos 17 anos. Em meados da década de 1850, os Bedonkohe acamparam junto a Sonora, onde o negócio era mais próspero.
Um dia, enquanto os homens estavam na cidade, os mexicanos atacaram o acampamento, matando mulheres e crianças. A mulher e os três filhos de Goyathlay estavam entre as vítimas. Este triste acontecimento marcou o resto da vida do índio, que passou a odiar todos os mexicanos. O pacífico apache transformava-se assim num Chiricahua, membro do bando de guerreiros daquela tribo conhecidos pela sua ferocidade no combate.
Foi com os Chiricahua que Geronimo combateu durante anos tanto os mexicanos como os americanos, cujo avanço sobre as terras apaches parecia imparável. Terão sido os mexicanos a dar a Goyathlay o nome pelo qual entraria para a História. De facto, o seu espanto perante as técnicas de combate deste líder militar foi tal que terão exclamado: "Jerónimo!", numa evocação de São Jerónimo. O nome pegou e mantém-se até hoje.
Para além das suas qualidades de guerreiros, Geronimo ganhou ainda um lugar na história graças às fugas que protagonizou. Assim passou vários anos, matando e fugindo, enquanto ia coleccionando mulheres e filhos entre o Sul dos Estados Unidos e o Norte do México.
Geronimo acabaria por ser apanhado em 1886 e levado com os seus homens para a Florida. Separado da família, acabaria por a rever anos mais tarde, quando passou a percorrer as feiras dos Estados Unidos a contar a sua história e vender fotografias suas.
A lenda de Geronimo, que ao longo dos anos foi sendo descrito como um guerreiro feroz capaz de matar mexicanos e americanos, ganhou de tal forma o imaginário americano que o índio, que morreu de pneumonia em 1909, aos 80 anos, deu nome a três cidades dos EUA, além de a sua história ter inspirado inúmeros filmes.in DN Online
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Já parou para olhar as organizações que compõem o Movimento Xingu Vivo?
http://www.xinguvivo.org.br/quem-somos/
Só vou citar três que certamente são pagas pelo imperialismo americano: MST, MAB e CIMI.
"Para ser tolerante, é preciso fixar os limites do intolerável." (Umberto Eco)"
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