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Laurindo Lalo Leal Filho sobre a TV CulturaEnviado por luisnassif, seg, 09/08/2010 - 07:00
Autor:
Lilian Milena
#salveaTVCultura Do Brasilianas.org As recentes declarações do presidente da Fundação Padre Anchieta, João Sayad, sobre a necessidade de reestruturação e renovação na programação da TV Cultura, além das possíveis demissões, trouxeram à tona, novamente, a discussão a respeito da gestão das TV’s Públicas no Brasil.
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Comentários + votados
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Donizeti - SP
09/08/2010 - 09:50
Prezado Professor Lalo, o governo do PSDB em São Paulo está aplicando na TV Cultura a mesma receita clássica que aplica quando quer destruir um serviço público, como fêz o governo FHC de 1995-2002...
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alfredo
09/08/2010 - 12:54
O que vejo blindado nesse debate sobre a TV Cultura é o seu custo, sua folha de pagamentos para funcionários regiustrados e prestadores de serviços. Por que essa caixa preta se, afinal, a verba sai...
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jura
09/08/2010 - 16:24
O Café Filosófico é ótimo. Os programas sobre psicanálise eram imperdíveis. Pena que ficou tarde demais. Devem achar que filosofia só interessa para quem não acorda cedo no dia seguinte.
E não custa...
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Procurei com alguma pressa e nada encontrei: alguém aí poderia dizer quantos funcionários trabalhavam na Cultura no final da década de 80 e durante a década de 90? E quantos trabalham lá agora? Digo, só os de carteira assinada. Informações sobre os PJ´s (evolução ao longo dos anos) também podem ajudar. Se vamos falar de qualidade/quantidade, acho que esta é uma informação importante que não vi citada em lugar algum.
Caro Roberto1
Não é tão simples a equação quantidade/qualidade. Nos últimos 15 anos, o desvio do foco da TV de produzir conteúdo perdeu espaço, por exemplo, para o uso da estrutura da TV para terceiros, aluguel de equipamento, estúdios, Rede Empresa, etc. Hj vejo muita gente na TV, mas nem todos trabalham para produzir conteúdo para a TV aberta. Para a grade da TV Cultura, somente para abastecer a grade da TV Aberta, é preciso analisar outros parâmetros. Sim, nos anos 80 e 90 vc andava pela TV e só encontrava pessoas produzindo programas para a TV, hj é uma bagunça!
A Cultura era a TV que fazia a melhor cobertura da FLIP, simplesmente um dos dois maiores encontros literários do mundo. Tinha inclusive um estúdio próprio montado para a festa, com entrevistas diárias com os principais convidados. Quando o "jênio" assumiu o governo, acabou-se o que era doce. Conversei com um amigo que trabalhava lá e ele, como muitos outros funcionários, ficaram pasmos.
Prezado Professor Lalo, o governo do PSDB em São Paulo está aplicando na TV Cultura a mesma receita clássica que aplica quando quer destruir um serviço público, como fêz o governo FHC de 1995-2002 para justificar a privatização das estatais brasileiras, entre elas a jóia da coroa, a Vale do Rio Doce e outras.
-A receita é conhecida: precariza seu funcionamento, diz que é muito caro, não é sua função e que não vale a pena ter esse serviço na mão do Estado, que o Estado não tem competência nem necessidade de ter esse tipo de serviço, etc,etc..
- Quem não se lembra da precarização dos serviços de manutenção da Petrobrás no segundo governo do FHC, quando os tucanos estavam preparando a Petrobras, (aliás PETROBRAX !)para ser privatizada? Houve até afundamento criminoso de plataforma de petróleo, a P-36.
- O que está acontendo com a TV Cultura em SP sob governo dos tucanos há 16 anos, é o que acontecerá com todo o serviço publico federal no Brasil caso o nefasto tucano josé serra seja eleito presidente neste ano. Não nos enganemos, o que está em disputa neste ano são dois projetos politicos excludentes, um que privilegia o capital, o interesse das elites e a exclusão social ( o Brasil governado para 30 milhões de brasileiros) e outro que privilegia o bem-estar do povo todo, o desenvolvimento igual de todos os Estados da Federação e ao pleno respeito a cidadania e direitos de todos os brasileiros.
"A TV Cultura é, até hoje, o principal, o mais bem acabado modelo de TV Pública no Brasil. E ele – este modelo - não pode ser, de maneira alguma, ser destruído.
Eu tenho estudado a TV Cultura desde o seu início. Ela sempre passa sempre por fases difíceis em função das ingerências de governos estaduais sobre a administração. E nós estamos vivendo outra vez esse tipo de problema.
O Conselho Curados, da Fundação Padre Anchieta, tem muito pouca autonomia em relação aos governos do estado e acaba sofrendo esse tipo de ingerência."
É mais um que acha que o problema da TV pública no Brasil não está na falta de modelos e que a própria TV Cultura já foi esse modelo.
É mais uma prova de que não há choque de gestão que dê jeito em política ruim.
O certo é que o PSDB continua destruindo o patrimônio público. Das privatizações desvairadas só se podia chegar à tentativa de destruir o estado. Patrocinados pela imprensa golpista. É o que estão fazendo. A discussão sobre modelos de TV pública é atropelada por estes átilas, onde pizam não nascerá nem grama, do bem público. As redes de TV agradecem. Só isto. A maldição FHC.
Não é hora de discutir modelo de TV pública. No caso da Cultura de SP é preciso gritar: socorro!Chame o ladrão, como dizia o poeta.
O que vejo blindado nesse debate sobre a TV Cultura é o seu custo, sua folha de pagamentos para funcionários regiustrados e prestadores de serviços. Por que essa caixa preta se, afinal, a verba sai do estado, dos cofres públicos. Quanto custa , por exemplo, um Café Filosofico, um Metropole? Tem sentido programas enfatizarem exposições no exterior, o festival de |Cannes e não dar relevância ao que ocorre no interior do estado de SP? E por que não ópera a tarde? Ou um tele teatro? ou um filme nacional, como tinha em certas épocas? Em 1969, e 1970 tinha o programa Cinema Brasileiro na TV, ao sabados a noite que exibia entrevistas e longas como Floradas na Serra (com Cacilda Becker), A Estrada e muitos outros, hoje esquecidos. Isso é divulgar cultura, assim como encenar A Ceia dos Cardeais. Não preencher o horário nobre de domingo com debate sobre futebol. Isso tem em outros canais. Nem chatices tipo Café Filosofico às 23h, e a meia noite um empolgante concerto0 sinfonico. É assim que vai se divulgar a música erúdita? A TV Cultura se acomodou em caminhos equivocados e caros em salários, custos, etc.
O Café Filosófico é ótimo. Os programas sobre psicanálise eram imperdíveis. Pena que ficou tarde demais. Devem achar que filosofia só interessa para quem não acorda cedo no dia seguinte.
E não custa nada para a Cultura. A produção é barata e o patrocínio é da CPFL. Deve dar até lucro.
Caro Laurindo,
Clara e perfeita reflexão! Parabéns e obrigado!
Quando a sociedade paulista pergunta o que aconteceu com a TV Cultura? Por que ela ficou cara e ineficiente? Por que ela não mais produz programas interessantes? O que aconteceu com a audiência? Caro paulista, atente para o que está acontecendo AGORA: uma mudança de gestão, mudança de foco, de intere$$e$, a mercê da má-vontade dos novos dirigentes. Isso está acontecendo há muito tempo, cada nova gestão tem sido um desastre para a TV Cultura. A piada que se faz é: será que depois desses caras virá alguém pior, mais incompetente... SIM, virá! Eles se superam! E assim tem sido. Então, caro paulista porque vc só levanta esses questionamentos quando o buraco está feito e o barco afundando? Como permitir que pessoas que não têm nenhum conhecimento de TV mexam numa grade de programação a seu bel prazer? Como o Sr. Sayad na sua primeira semana de gestão tira do ar programas que acabaram de estrear? Foi investido um bom dinheiro para implantá-los, como acabar assim? O que ele está propondo de novo, para substituí-los... NADA!!!! Como assim? Isso se chama DESMANTELAMENTO!!! Fico triste, porque estamos na cidade de São Paulo, no mais rico e alfabetizado estado de um país, onde, por incrível que pareça, o BURACO É SEMPRE MAIS EM CIMA!!!
O que se observa depois de tantos anos de governo tucano em SP é um descaso com a TV Cultura, que não pertence ao Estado mas ao povo paulista. O descaso com a Cultura é mais um sinal de que eles não têm compromisso com a melhora da informação e com qualquer outro modo de se produzir com qualidade e quem perde somos todos nós, que ficamos com pouquíssimas opções.
Além de debater o tema, o que mais é possível fazer para mudar o rumo tomado?
Nós precisamos de alternativas.
...Indo e vindo...Caminhando e cantando...
Na última vez que trabalhei na TV Cultura, no século passado (rs...), lembro de uma informação que nunca tive a oportunidade de conferir: a Fundação Padre Anchieta, pela flexibilidade administrativa de que dispunha, seria responsável pela gestão da folha de pagamentos de corpos estáveis da Secretaria da Cultura, como a Sinfônica, por exemplo. Com isso, centenas de trabalhadores que não participavam das atividades necessárias à operação da rádio e da TV entravam na conta, alimentando a impressão de inchaço. Alguém confirma isso? Se for verdade, ainda acontece?
Na época, fim dos anos 80, por falta de gente na produção, o pau comia para manter o padrão que nos impúnhamos, tanto na TV como na rádio. Fazíamos, por exemplo, um programa semanal de documentários, o Repórter Especial, que frequentemente exigia jornadas diretas de 48 horas ou mais dos diretores e editores na véspera de ir ao ar. E ainda tínhamos de ouvir que aquilo ali era um cabidão de empregos...
Tenho uma outra questão. Lembro de uma conversa com Roberto Muylaert e Roberto de Oliveira sobre o modelo de produção. Estava escrevendo o roteiro de um vídeo institucional para apresentar a emissora no Festival de Nova York, em que concorríamos em várias categorias, e um deles pediu para incluir a informação de que a TV Cultura produzia com meios próprios mais de 80% dos programas que exibia.
Propus que nem tocássemos no assunto. Já naquela época, a parceria com produtores independentes respondia por mais da metade da programação de emissoras como a própria BBC, inclusive no jornalismo. Além de facilitar a gestão, esse modelo parecia propiciar maior diversidade de formatos e conteúdos, mais abertura à inovação, entre várias outras características positivas. Vejo que, ainda hoje, estamos a anos-luz de algo parecido, não só na TV Cultura. Gostaria de saber o que o Lalo pensa a respeito.
Abraços indignados com a iminência de mais um desmanche político.
José Maurício de Oliveira
jornalista, roteirista e diretor de documentários e programas para TV
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