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Kátia Abreu defende na Europa código florestal ruralistaEnviado por luisnassif, sab, 25/02/2012 - 16:00
Por Paulo F. Da Deutsche Welle Kátia Abreu afirma que o produtor brasileiro não está interessado em desmatar. Segundo ela, as ONGs impuseram uma visão falsa do código em tramitação. Versão dos produtores foi apresentada por Abreu em Londres e Berlim. A senadora e presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Kátia Abreu, esteve na Europa esta semana para divulgar a versão dos produtores brasileiros sobre temas que fazem o mundo olhar com desconfiança para o país: desmatamento na Amazônia, expansão da fronteira agrícola e novo Código Florestal. "Nos últimos dez anos, as ONGs falaram sozinhas, colocaram sua versão da maneira que quiseram. E prevaleceu essa versão, por incompetência nossa, dos produtores rurais, que nunca vieram mostrar as suas intenções, a sua versão", disse Abreu em conversa com a DW Brasil. Na Alemanha, ela foi uma das palestrantes numa conferência organizada pela Fundação Friedrich Naumann, em Berlim. Segundo a senadora, o Brasil está perto de cumprir a meta de redução de desmatamento assumida na Conferência do Clima em Copenhague: o governo prometeu reduzir a destruição da floresta em 80% até 2020, para uma área de 5.400 km2. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais indicaram que, em 2010, o desmate somou 6.451 km2.
"Com raríssimas exceções, com desejos localizados, os produtores rurais não têm interesse em desmatar mais. A atenção está mais direcionada ao aumento de produtividade. É uma questão de interesse mercadológico, não é só ambiental, não, para ser bem franca", disse Abreu à DW Brasil. A organização ambientalista WWF não acredita na afirmação da senadora. "Eu vou aplaudir se nenhum produtor brasileiro não quiser desmatar. Mas não é o que a gente vê. Se isso fosse verdade, não se veria desmatamento acontecendo na Amazônia, na Mata Atlântica, ainda que ele tenha diminuído", criticou Maria Cecília Wey de Brito, secretária-geral da sede da organização no Brasil. O novo código e o desmatamento Para Kátia Abreu, a polêmica reformulação do Código Florestal - que já foi alterado no Senado e está de volta à Câmara - não compromete as metas brasileiras assumidas internacionalmente. "Eu cansei de desafiar os ambientalistas para que me mostrassem onde estava escrito (que o novo código vai provocar o aumento do desmatamento), em que lugar, em que artigo, em que parágrafo, em que inciso, e ninguém me mostrou nada. Desculpa a expressão, não quero menosprezar ninguém, mas é como se fosse uma criança fazendo birra." Wey de Brito classificou a afirmação de Kátia Abreu como "ridícula". O código da maneira como está, diz a engenheira agrônoma do WWF, propõe o perdão das multas por desmatamento feito até 2008 e não exige recuperação das áreas desmatadas ilegalmente, favorecendo os que descumpriram a lei. "Você acha possível um funcionário do governo checar se as propriedades desmataram antes ou depois de 22 de junho 2008? Há quantos anos o Brasil vem perdendo sua vegetação nativa? Desde sempre. Há quantos anos o Código Florestal é aplicado? Nunca. Ele praticamente nunca foi aplicado. Ele sequer é ensinado nas escolas de agronomia", completa Wey de Brito, apontando o desrespeito histórico à legislação ambiental. Consultado pela DW Brasil, o especialista no tema e pesquisador Gerd Sparovek, da Universidade de São Paulo, pontua: "As provas, e muitas delas, já foram publicadas por diversos cientistas e ONGs. Não aceitar estas provas como sendo válidas é uma opção da senadora que não cabe a mim analisar, discutir ou comentar", respondeu por email. O celeiro do mundo A mensagem da presidente da CNA é que "as pessoas podem ficar tranquilas": "Vamos continuar fazendo a melhor e maior agricultura do planeta de forma sustentável. Porque produzimos em 27% do território nacional e preservamos 61%. Isso tudo vai continuar como está." Essas porcentagens, que também foram divulgadas para o público europeu pela senadora, são da própria CNA. O órgão teria trabalhado com dados fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas para compor essa relação. Consultado, o IBGE informou que dispõe apenas do número de estabelecimentos agropecuários e quanto dessas propriedades é utilizado para plantio – mas não sabe precisar quanto do território brasileiro é ocupado pela agropecuária. De tudo o que é plantado no Brasil, 70% é consumido internamente, 30% segue para a exportação. Em 2011, o PIB do agronegócio nacional cresceu 6,12 %. "E nós vamos aumentar a participação no PIB brasileiro de novo. Com produtividade e sem desmatamento. Nós é que iremos segurar de novo a situação da balança comercial, pode ter certeza", disse Abreu. A presidente da CNA acredita que o Brasil será uma peça fundamental na produção de alimentos mundial. Gerd Sparovek lembra que o país já é um grande produtor de alimentos e energia, e está progredindo muito na questão da sustentabilidade. "Mas isso poderia andar mais rápido, porque os danos ambientais decorrentes do desmatamento são irreversíveis." Sobre a questão, a especialista do WWF lamenta. "O Brasil assumiu para si um processo de ser de fato o celeiro do mundo, com todos os malefícios que isso pode nos trazer." Kátia Abreu não vê problema nesse protagonismo: "Queremos nossa próxima etapa, depois de votado o código florestal, receber crédito do mundo pelo o que estamos fazendo." Autora: Nádia Pontes
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Comentários + votados
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Marcelo Maior
25/02/2012 - 18:03
Bem que ela podia ter aproveitado a ocasião para propor a implantação de um código florestal nos mesmos moldes do nosso na Europa, acredito que o WWF seria contra.
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A.ALVARO GUEDES
25/02/2012 - 18:37
Francis França
Nádia Pontes
Ambas são jornalistas contratadas pela Deutsche Welle* oriundas de movimentos ambientalistas internacionais.
* Deutsche Welle: empresa de...
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Richard Jakubaszko
25/02/2012 - 19:22
Tem muita mentira nisso
A senadora Kátia Abreu, em meu modo de ver, foi passear e aproveitou para se divertir, aparecendo na mídia, talvez para justificar as despesas de viagem. Não tinha nada...
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Richard Jakubaszko
25/02/2012 - 19:25
O relator atual do CF na Câmara é o deputado federal Paulo Piau (PMDM/MG), e é engenheiro agrônomo, e tão competente quanto o relator anterior.
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Richard Jakubaszko
25/02/2012 - 19:31
Miguelito, vc está enganado, e se contradiz. Interesses dos ruralistas não é crime.
E comoditie têm alto valor agregado porque está faltando, os estoques, hoje em dia, melhoraram de 10% a 20%, em...
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Edgar Aparecido Borges Júnior
25/02/2012 - 19:36
Tá bom. Se o congresso fosse composto de mais de 400 ruralistas, que foi a votação favorável que o código florestal recebeu, alguém acha que eles iriam aprovar a preservação de 80% na Amazônia?...
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Homero Pavan Filho
25/02/2012 - 20:16
Gilberto, veja essa aqui:
Sparovek: "Mas isso poderia andar mais rápido, porque os danos ambientais decorrentes do desmatamento são irreversíveis."
"O código da maneira como está, diz a engenheira...
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luiz valentim
26/02/2012 - 00:48
a realidade tem que "enquadrar os dois lados da questão:
TEMOS QUE COMER,CLARO , SÓ SE FAZ ISSO PRODUZINDO ALIMENTOS (para os ruralistas e também para os ambientalistas, parece que tem ambientalista...
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alfredo machado
25/02/2012 - 16:55
Caro Paulo F.:
A pecuarista senadora aprendeu bastante nestes 12 anos de Congresso Nacional.
Consegue defender a Monsanto, ao se declarar favorável à utilização de sementes transgênicas, é...
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Gilberto .
25/02/2012 - 17:22
De um lado Kátia e de outro o WWF. Não tenho especial simpatia por nenhum dos dois. Quando sairemos desta discussão em que os dados de um e outro, nunca correspondem? Quando tivermos dados oficiais,...
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Miguelito
25/02/2012 - 18:45
Kátia Abreu é do lado dos interesses “ruralistas”. Dos grandes proprietários rurais incluindo as grandes empresas do setor agrícola (nacionais e estrangeiras) e defensores, a todo custo, deste padrão...
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Jair Fonseca
25/02/2012 - 19:13
Mentira dela.
Triste ver o nosso governo ser comido pelas beiradas por esse tipo de interesse econômico predador. Isso pode comprometer o projeto de país que finalmente temos para o Brasil. Aqui, e...
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Caro Paulo F.:
A pecuarista senadora aprendeu bastante nestes 12 anos de Congresso Nacional.
Consegue defender a Monsanto, ao se declarar favorável à utilização de sementes transgênicas, é proprietária de milhares de hectares improdutivos, ou seja, é capaz de defender com veemência qualquer negócio que apareça à sua frente, desde que seja do seu interesse pessoal ou político.
Graças ao seu espírito guerreiro, a “Miss Desmatamento” chegou à presidência da CNA, sendo combatente permanente da reforma agrária, defensora de seus pares quando o assunto é trabalho escravo, e, quando o assunto é Código Florestal, a astuta e aguerrida senadora sempre tem, na ponta da língua, resposta pro que der e vier.
Qualquer discussão sobre o novo Código Florestal é naturalmente difícil, tantas são as variáveis existentes num país como o nosso, com grandes dimensões ainda ocupadas pela agropecuária, uma vasta área desmatada ao longo dos anos, etc..., e como se não bastasse, o Código ainda faz menção a restrições para a utilização de áreas próximas ao perímetro urbano de diversos municípios, ou seja, é um balaio de gatos impossível de alcançar consenso.
Se KAbreu já é um osso duro de roer numa discussão sobre o assunto aqui no patropi, imagine a senadora (ex-DEM, agora PDS, que tal?) a falar sem parar no exterior, para uma platéia na qual ninguém conhece a fundo as inúmeras peculiaridades contidas no Código Florestal.
De um lado Kátia e de outro o WWF. Não tenho especial simpatia por nenhum dos dois. Quando sairemos desta discussão em que os dados de um e outro, nunca correspondem? Quando tivermos dados oficiais, reais e objetivos sobre o assunto. Com a palavra, o IBGE:
Consultado, o IBGE informou que dispõe apenas do número de estabelecimentos agropecuários e quanto dessas propriedades é utilizado para plantio – mas não sabe precisar quanto do território brasileiro é ocupado pela agropecuária.
..............................!!!
Gilberto . @Gil17
Gilberto, veja essa aqui:
Sparovek: "Mas isso poderia andar mais rápido, porque os danos ambientais decorrentes do desmatamento são irreversíveis."
"O código da maneira como está, diz a engenheira agrônoma do WWF, propõe o perdão das multas por desmatamento feito até 2008 e não exige recuperação das áreas desmatadas ilegalmente, favorecendo os que descumpriram a lei".
Mais antagônico que isso, só dois disso, como se diz por aqui, no Paraná.
Bem que ela podia ter aproveitado a ocasião para propor a implantação de um código florestal nos mesmos moldes do nosso na Europa, acredito que o WWF seria contra.
Francis França
Nádia Pontes
Ambas são jornalistas contratadas pela Deutsche Welle* oriundas de movimentos ambientalistas internacionais.
* Deutsche Welle: empresa de rádio difusão alemã fundada em 1924.
Estranho o título do post "código florestal ruralista" onde a maioria esmagadora do congresso e náo apenas a bancada ruralista aprovou o novo código. Aliás o Brasil é o único país do mundo que tem este código.
O texto é cheio de aleivosias. O IBGE possue os dados em questão. Só não batem com os dados do **WWF. É importante lembrar que o relator do CF na cãmara é do PC do B e atual ministro dos esportes. Uma das pessoas mais integras deste país. Um verdadeiro patriota e nacionalista.
O relator no senado foi o senador Jorge Viana do PT com fortes ligações com os "movimentos sociais". incluindo os preservacionistas. Ambos relatores não são "ruralistas" e ocupam cargos eletivos.
Conferência “Collor + 20″?AMBIENTALISMO E POLÍTICA AMBIENTAL
Duas décadas depois da conferência Rio-92, que consolidou as diretrizes ambientalistas na agenda política internacional, o Brasil volta a sediar outro evento semelhante e, não menos, apresta-se a uma questionável posição de “liderança” de um processo que, a todas as luzes, necessita de uma urgente revisão, por conta dos seus inegáveis desvios e excessos. Em 1992, o governo de Fernando Collor de Mello manteve a submissão passiva e acrítica do Brasil à agenda ambientalista-indigenista internacional, aprofundando uma tendência que teve início com seu antecessor, José Sarney, e seria consolidada nos de seus sucessores, até o presente. Agora, estamos diante do risco de que a gestão da presidente Dilma Rousseff assuma novos compromissos lesivos aos interesses do País, na Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que se realizará no Rio de Janeiro, em junho de 2012.
De fato, observa-se um visível empenho do governo em “fazer bonito” no evento, já considerado como a principal reunião internacional do mandato de Dilma. Para tanto, setores governamentais, ambientalistas e entidades representativas da sociedade estão mobilizados para que o País possa não apenas cumprir seu papel de anfitrião, mas também apresentar uma pauta de propostas que o credencie ao papel de “potência ambiental”, na duvidosa expressão que vem sendo empregada por certas lideranças para qualificar tal pretensão.
Um exemplo dessas atividades é o trabalho da Subcomissão Especial da Rio+20, criada pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, sintetizado em um documento enviado ao Ministério das Relações Exteriores e à Casa Civil da Presidência da República, com sugestões para a “construção da agenda temática” para a conferência. A leitura do documento, que elege a “governança” e a “economia verde” como os principais temas norteadores da agenda para a conferência (AlfredoSirkis.blogspot.com, 11/10/2011), demonstra que os legisladores brasileiros se mostram completamente alheios aos acontecimentos no mundo real, no tocante ao crescente questionamento das agendas “verdes” em vários países, a começar pelas metas de “descarbonização” na União Europeia (UE), que se mostram cada vez mais inviáveis e prejudiciais à economia continental. Como o bloco europeu já começa a recuar do papel de porta-estandarte das restrições ao consumo de combustíveis fósseis e questionar os investimentos nas dispendiosas fontes energéticas “alternativas” – principalmente, eólica e solar -, que só se sustentam com pesados subsídios governamentais, a preservação da insana agenda “descarbonizadora”, uma das preocupações centrais da proposta da subcomissão, se mostrará cada vez mais difícil.
O documento, que teve como um dos redatores o deputado Alfredo Sirkis (PV-RJ), mostra uma preocupação explícita com a renovação do “poder de enforcement (sic)” da agenda ambientalista, que se encontra ameaçado pelo encerramento do Protocolo de Kyoto, a partir de 2012, sem o qual não haverá mais um respaldo legal para a imposição de limites de emissões de carbono em âmbito internacional.
Além disso, perpassa por todo o texto a preocupação em promover a assim chamada “economia verde”, com a promoção de uma nova metodologia de medição das riquezas nacionais, o “PIB Verde”. A idéia é “precificar” os recursos naturais dos países, a título de reconhecer os “serviços ambientais” prestados ao homem pelo meio ambiente.
Outra proposta é a criação de “Metas de Desenvolvimento Sustentável (MDS)”, que envolveriam a promoção de “energias limpas”, a preservação e “recomposição de florestas e biodiversidade”, a geração de empregos “verdes” e a imposição de padrões de consumo “sustentáveis”. As MDS seriam monitoradas por uma Organização Mundial do Desenvolvimento Sustentável (OMDS), uma ampliação do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), para cuja sede os autores sugerem o Rio de Janeiro. Além de tal função fiscalizadora, a nova agência teria o papel de “coordenar um esforço mundial de pesquisa de fontes de energia descarbonizantes”.
Uma sugestão das mais esdrúxulas é: “Adotar uma métrica unificada para dar mais transparência às metas obrigatórias e objetivos nacionais voluntários no que diz respeito à redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) e de um ‘termômetro-símbolo’, de grande visibilidade, que vá indicando, diariamente, a concentração de GEE na atmosfera e sua aproximação do limite de 450 ppm [partes por milhão].”
A formulação denota que os ilustres parlamentares não fizeram adequadamente o seu “dever de casa” ou não tiveram qualquer assessoria científica séria para o seu trabalho. Caso contrário, saberiam que não há qualquer motivo cientificamente fundamentado para o estabelecimento de limites artificiais para o acúmulo de gases de efeito estufa na atmosfera, cujas concentrações no tempo geológico já foram muito maiores do que as registradas nos últimos séculos, sem que isto tivesse implicado em qualquer perturbação maior na dinâmica climática do planeta. Portanto, a obsessão com a fixação de semelhantes limites não terá qualquer influência no clima, mas, seguramente, produzirá grandes impactos nas políticas nacionais voltadas para o desenvolvimento socioeconômico, devido ao fato de o petróleo, carvão mineral e gás natural responderem por mais de 80% da energia consumida no planeta – não sendo necessário qualquer conhecimento científico para antecipar as consequências da imposição de uma agenda restritiva do seu consumo em escala mundial.
Para coroar o trabalho, os autores sugerem ao governo a criação de um “G-Clima”, um grupo informal a ser composto pelos 20-30 principais países emissores e algumas nações ditas “vulneráveis” às mudanças climáticas, com o propósito de atuar como uma “instância facilitadora” da conferência climática COP-18, prevista para dezembro de 2012, na qual o aparato ambientalista internacional tentará recolher os cacos do Protocolo de Kyoto e seguir adiante com a agenda das limitações de emissões (caso, até lá, os efeitos da crise sistêmica global não a tenham enterrado definitivamente).
Uma demonstração de que o Governo Federal se mostra afinado com tal agenda foi a participação nos trabalhos da subcomissão do assessor especial do Ministério do Meio Ambiente, Fernando Lyrio, que declarou que o governo brasileiro poderá propor na Rio+20 a definição de requisitos ambientais e sociais para a concessão de empréstimos em todo o mundo. Segundo ele, “o Brasil tem uma espécie de protocolo que orienta os bancos estatais a dar financiamento somente com algumas condicionalidades. Existe uma discussão no Ministério da Fazenda, como parte desse processo, que defende a expansão dessa iniciativa em caráter global, ou seja, que todo o sistema financeiro internacional, na sua concessão de empréstimos e financiamentos, inclua essa variável social e ambiental como requisito (Agência Câmara, 6/10/2011)”.
A presidente Dilma e seus assessores deveriam atentar para as dramáticas mudanças ocorridas no cenário mundial desde o início da década de 1990. A extrema penetração da ideologia ambientalista na formulação de políticas públicas é um dos principais fatores que agravam a crise sistêmica global em curso, em especial, devido ao seu impacto nas políticas de desenvolvimento de países como o Brasil. Por sua crescente estatura no cenário mundial, o Brasil é um dos países chave para a reconfiguração da ordem de poder global que estamos vivenciando. Este fator, não percebido por todos, confere ao País uma grande responsabilidade na delineação das diretrizes que deverão orientar a formulação de políticas de alcance global, no futuro imediato. Por isso, a presidente tem plenas condições de se afastar do exemplo do seu tíbio e infausto antecessor de 1992 (que, por ironia, preside hoje a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado), adotando para as questões ambientais uma atitude mais racional, cientificamente fundamentada e resoluta, que coloque os interesses da sociedade brasileira acima dos interesses restritos – e pouco louváveis – dos beneficiários da agenda ambientalista.
O relator atual do CF na Câmara é o deputado federal Paulo Piau (PMDM/MG), e é engenheiro agrônomo, e tão competente quanto o relator anterior.
Kátia Abreu é do lado dos interesses “ruralistas”. Dos grandes proprietários rurais incluindo as grandes empresas do setor agrícola (nacionais e estrangeiras) e defensores, a todo custo, deste padrão de produção existente no Brasil, deste manejo das culturas e distribuição das terras. Também esta inclusa, nesta fatia, a estratégia da questão econômica de produção de bens primários, sem agregar valor ao bem. Vendemos principalmente “commodities” grande maioria para exportação sem o devido processamento e valorização. Fora os contrastes deste cenário (trágicos) visto a “olho nu”. Regiões de conflitos estão principalmente nas fronteiras agrícolas. A expansão do setor (estados e municípios inteiros) é crítica e representam ainda uma exploração desprovida de conhecimento adquirido.
Miguelito, vc está enganado, e se contradiz. Interesses dos ruralistas não é crime.
E comoditie têm alto valor agregado porque está faltando, os estoques, hoje em dia, melhoraram de 10% a 20%, em relação aos anos anteriores, conforme a cultura, mas têm ainda valor agregado. Commodity hoje em dia é um "derivativo", mas também é comida pra urbanos, europeus e brasileiros e chineses. E o Brasil só não sofreu ainda as marolas da crise internacional porque temos essas commodities. Não fossem elas estaríamos com alto desemprego... O agronegócio brasileiro gera 1/3 dos empregos no país, pois consome produtos e serviços urbanos, como automóveis, remédios, roupas, serviços bancários...
E comoditie têm alto valor agregado
Tem, mas....Produtos industriais tem mais. E no caso de soja por exemplo, o simples fato de esmagar adicionaria mais ainda. Igual pensamento valeria aos outros produtos da cadeia produtiva agropastoril.
http://www.carlosescossia.com/2009/08/o-que-e-valor-agregado.html
O QUE É VALOR AGREGADO??
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Em termos de sociedade (de um país), a adição de um valor aos produtos se dá quando há remuneração de fatores de produção. Dai chama-se de valor agregado o aumento de valor que acontece no sistema produtivo, dentro das unidades de produção (empresas). Esse aumento de valor representa o total do produto nacional que, por sua vez, é o total da renda nacional.
De forma mais simplificada, poderíamos exemplificar:
- O valor agregado de cada produto é igual a remuneração dos fatores de produção, utilizados para sua obtenção.
- O valor agregado de uma unidade produtiva é igual às remunerações de todos os fatores de produção, pagos por essa empresa.
- O valor agregado de um país é a soma de todas as remunerações dos fatores de produção, pagos às famílias por todas as empresas.
- O produto nacional é a soma de todos os valores agregados de todas as unidades produtivas.
- A renda nacional é composta pela soma de todas as remunerações dos fatores de produção, recebidas pelas famílias.
Agregar valor, então, é um atributo que buscamos na percepção do cliente e o Capital Intelectual é o responsável por este atributo intangível sobre o “preço de prateleira”. O valor percebido ocorre no ato da aquisição do bem através da disponibilização segundo interesses do cliente, na forma de atendimento, nas facilidades ofertadas, no nível de relacionamento, nos serviços pós-venda (garantia, assistência...), enfim, um conjunto de atitudes e ações que somente o Capital Intelectual promove.
O valor agregado é a percepção que o cliente (consumidor) tem de um bem (produto ou serviço) que atenda seu conjunto de necessidades considerando o benefício X preço em comparação com um bem disponível na concorrência, É atributo de qualidade (não tangível) somado, adicionado, enfim agregado a um bem (produto ou serviço), um diferencial que na percepção do cliente justifica sua escolha entre demais bens substitutos ofertados no mercado).
Mentira dela.
Triste ver o nosso governo ser comido pelas beiradas por esse tipo de interesse econômico predador. Isso pode comprometer o projeto de país que finalmente temos para o Brasil. Aqui, e em outras partes do mundo, principalmente do antigamente chamado de Terceiro Mundo, a modernização e o desenvolvimento se dão pelo que há de mais de retrógrado e destruidor.
Tem muita mentira nisso
A senadora Kátia Abreu, em meu modo de ver, foi passear e aproveitou para se divertir, aparecendo na mídia, talvez para justificar as despesas de viagem. Não tinha nada que ir dar explicação pra ONG nenhuma. Bem feito, foi chamada de ridícula, e nem dados ou explicações convicentes deu. O IBGE não é a melhor fonte de informação, não tem esses dados; poderia ter usado dados do INPE, que demonstram a queda estatística das queimadas, mas não mostram áreas desmatadas.
Os satélites usados pelo INPE não conseguem “ler a floresta”, pois metade do ano ela fica coberta por nuvens.
O que é importante?
Primeiro: o que os coleguinhas jornalistas brasileiros, e outros “especialistas” que nunca foram à Amazônia, precisam entender, antes de fazer escândalo com dados do INPE, é que não se queimam árvores, pois árvore é dinheiro puro. Quem vai lá, primeiro, e desmata, são as madeireiras, e raramente algum fiscal do IBAMA prende alguém. Como essas árvores maiores saem de dentro da floresta, carregadas até serem colocadas num caminhão, é um mistério, os caras têm de ser competentes, e de fato são. Metade dessa madeira nobre vai para a Europa e EUA, hipocritamente eles fingem que não sabem.
Segundo: depois das madeireiras chegam os carvoeiros, com suas famílias. Se presos, o que é mais fácil, pois é uma atividade fixa, por causa dos fornos, a acusação é de “trabalho escravo”. Aí já é a segunda acusação injusta que se faz aos pecuaristas e agricultores, primeiro por desmatar, e depois por trabalho escravo.
Terceiro: na sequência o INCRA leva alguns “sem terras” e distribui essas pobres áreas de terras a eles, é bonito isso, chamam de reforma agrária... Os pobres coitados, para poder plantar feijão, mandioca ou arroz, com matraca, tudo de subsistência, e se sobrar algo mais ele vende, não têm assistência técnica e muito menos dinheiro para comprar herbicidas. Tascam fogo, pois ninguém é macho suficiente pra entrar na mata, mesmo rala, e capinar, ou melhor, primeiro meter um facão, e depois capinar. Aquilo fica cheio de cobras, aranhas, mosquitos e outros bichos... Ainda é impossível, nessas áreas, colocar um trator com um correntão, pois está cheio dos tocos de árvores enormes, surrupiadas pelos madeireiros. Os tocos vão levar de 10 a 15 anos para apodrecer, conforme o porte da árvore, isto quando não rebrotam... Mas a terra é pobre, não produz quase nada, só 5 a 10 sacos de feijão por hectare, e olhe lá, enquanto um produtor médio mecanizado aqui no Sudeste pode ter de 2 mil a 5 mil kg por hectare. O sem terra vende, ou passa adiante a terra a algum empresário emergente da cidade mais próxima, geralmente médico ou advogado ou comerciante, que intenta ser pecuarista algum dia na vida. Até aí a capoeira cresceu de novo, e para implantar um pasto, mesmo rodeado de tocos de árvores, o novo proprietário tasca fogo de novo, mas o satélite do INPE acusa mais uma queimada na estatística, e todo mundo imagina e computa como mais uma área nova desmatada...
Quarto: se ficar dono dessa área o pecuarista urbano só vai poder implantar pasto mecanizado depois dos 10 a 15 anos, mas mecanizar é uma prática que só mais recentemente começou aqui no Sul e Sudeste, lá ainda é “artesanal”, no lanço manual da semente...
Quinto: depois de 10 ou 15 anos podem aparecer, então, pecuaristas ou mesmo agricultores para comprar a área, a terra ainda é barata, porque não é legalizada, não tem titulação. De novo, outra queimada, pra limpar a área, e aí sim, desmatar, destocar os tocos maiores e aplicar correntão nos menores, pro trabalho ir mais rápido.
Sexto: o agricultor chega, portanto, só depois de 10 ou 15 anos e, claro, faz mais uma queimada, um fogaréu piroténico de 10 minutos, quando muito, mas o INPE, ONGs e outros fazem um escarcéu internacional...
Sétimo: a Amazônia, em sua vastidão, conforme o engenheiro agrônomo Fernando Penteado Cardoso, 97 anos, presidente da Fundação Agrisus - Agricultura Sustentável, possui no máximo 1/3 de sua área total com possibilidades de ser explorada pela agropecuária, pois os demais 2/3 são áreas de enorme declividade, ou alagadas, ou reservas indígenas, impossíveis para a agricultura ou mesmo a pecuária.
Oitavo: o que as ONGs críticas fazem é proteger a Amazônia para os seus patrocinadores, os quais elas nunca revelam quem são.
Nono: nenhum pecuarista ou agricultor vai se aventurar a trabalhar por perto da floresta porque gosta, vai em busca de terras baratas, pois no Sul, Sudeste e mesmo Centro-Oeste as terras ficam cada vez mais caras, e vão ficar mais ainda depois das restrições do infantil Código Florestal que só existe no Brasil. Porque não se aproveita a Rio+20 e se propõe que outros países adotem o nosso Código Florestal? Queria ver se algum adotava, queria mesmo...
Décimo: toda essa discussão é emocional. Como já disse o Dr Cardoso, acima citado, quando a forme apertar a Amazônia vai ser desmatada no seu 1/3 possível, é incoercível isso (atenção: incoercível = é aquilo que não pode ser proibido = soluço, por exemplo...).
Vejam, em meu blog, outros artios a respeito, como este:
Florestas Amazônicas e Boreais, e Verdades Inconvenientes
Florestas Amazônicas, Florestas Boreais e Verdades Inconvenientes para as Grandes ONGs “Ambientalistas”, http://richardjakubaszko.blogspot.com/2012/01/florestas-amazonicas-e-boreais-e.html
ou então outros artigos, pesquisem como CO2, ou aquecimento, ou amazônia, quem deseja se informar vai encontrar o que precisa, tem até artigo do Dr Ângelo Paes de Camargo, falecido há 10 anos, era climatologista do Agronômico de Campinas, onde ele diz que se acabassem com a Amazônia não iria mudar nada, da mesma forma que nada mudou porque se derrubou a Mata Atlântica aqui no Sudeste. Chove lá não é porque tem a floresta, choveria de toda forma, é que tem a floresta porque chove... A água vem do mar, trazida pelas correntes dos ventos elísios...
Richard Jakubaszko
Tá bom. Se o congresso fosse composto de mais de 400 ruralistas, que foi a votação favorável que o código florestal recebeu, alguém acha que eles iriam aprovar a preservação de 80% na Amazônia? Larguem a mão de ser trouxas de ONG's internacionais. Pergunta pro Greenpeace e pro WWF e pros governos europeus e estadounidense se eles querem esse código florestal por lá...
O que me irrita profundamente é este aparato de ONGs geopolíticas e seus métodos de vale tudo para alcançarem objetivos obscuros. Mentem, falsificam documentos, fazem guerrilhas performátcas etc.
Financiam e cooptam políticos, funcionários públicos e jornalistas. Criam "lideranças" em comunidades para agirem como seus prepostos. São arredios a tranparência e querem passar - menos os ingênuos crentes de boa fé - como idealistas salvadores do planeta e dos povos.
É assustador a proveniência e as quantias desses financiamentos. É uma organização única com tentáculos de diversas denominações. Agem em coordenação, apoiam-se mutuamente e distribuem entre si as "doações". Cada um desses tentáculos tem uma função e um grau e tipos de ações que vai da linha soft as pesadas e terroristas. Seus membros da hierarquia inferior e seus inocentes úteis não sabem que fazem parte de uma organização muito maior e mais complexa.
A manipulação de boas causas como direitos humanos, defesa do meio ambiente, direito dos povos, mudanças climáticas etc. estas organizações distorcem para manter domínios e poder, na política do "divide et impera".
Principal referência:
Máfia Verde - O Ambientalismo a Serviço do Governo Mundial
Autor: Geraldo Luís Lino, Lorenzo Carrasco, Nilder Costa e Silvia Palacios.
a realidade tem que "enquadrar os dois lados da questão:
TEMOS QUE COMER,CLARO , SÓ SE FAZ ISSO PRODUZINDO ALIMENTOS (para os ruralistas e também para os ambientalistas, parece que tem ambientalista que não come, não usa energia elétrica e nem combustíveis).
TEMOS QUE SOBREVIVER, ENTÃO, A PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE É FATOR CONDICIONANTE TANTO PARA OS RURALISTAS(REGIME DE CHUVAS , Á GUA FATOR VITAL PARA A PRODUÇÃO , FATORES EXTREMADOS DE SECA E CHUVAS TORRENCIAIS NÃOPREJUDICAM A PRODUÇÃO DE ALIMENTOS)
A QUALIDADE DO AR E A PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE NÃO PODE "PARECER SER MONOPÓLIO DE
NEMHUM AMBIENTALISTA E SIM DE TODOS NÓS CIDADÃOS , ENQUANTO AMBIENTALISTAS SE ARVORAREM DE GUARDIOES DO MEIO AMBIENTE ESTE SERÁ UM EQUÍVOCO DESCOMUNAL.
QUANDO UM AMBIENTALISTA FALAR TEMOS QUE SENTIR QUE ELE ESTÁ NOS CHAMANDO PARA UMA CAUSA NOBRE E NÃO PARECER UM ET NUMA CONFERÊNCIA E que DEPOIS vai PRO HOTEL TOMAR CHUVEIRINHO QUENTE, LIGAR AR CONDICIONADO VER TV ,COMER DO BOM E DO MELHOR E NO FIM TOMAR UM VINZIN QUE NINGUÉM É DE FERRO.
ASSIM ATÉ EU.
TEMOS QUE DEIXAR UM LEGADO PARA AS FUTURAS GERAÇÕES(ALIMENTAÇÃO PRODUZIDA COM TECNOLOGIA E AMBIENTE PROTEGIDO.
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