Kassab tem dois pés mas quer ficar em 4 barcos

De O Estado de S. Paulo

Kassab diz a petistas que apoio a Serra atrasa projeto nacional do PSD

Prefeito de SP tenta convencer Planalto e líderes do PT de que eventual adesão à candidatura do ex-governador não deve alterar alianças feitas entre seu partido e as siglas de apoio a Dilma

Fernando Gallo, de O Estado de S.Paulo

Nas mesmas conversas mantidas com dirigentes petistas semana passada, nas quais avisou-os de que estancaria o movimento de aproximação ao PT atendendo a um pedido de José Serra (PSDB), o prefeito Gilberto Kassab (PSD) afirmou que, embora não tenha como deixar de embarcar na possível candidatura do tucano na capital paulista, considera o eventual apoio ao ex-governador um atraso em seu projeto político nacional.

Kassab vislumbra mais possibilidades políticas para 2014 com aliança petista - Paulo Giandalia/AE - 19.02.2012
Paulo Giandalia/AE - 19.02.2012
Kassab vislumbra mais possibilidades políticas para 2014 com aliança petista

Em pleno carnaval, Kassab fez questão de ir até Recife elogiar o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), aliado do Planalto. Foi também com essa preocupação, diz um petista que conversou com o prefeito, que Kassab esteve em Brasília há uma semana para um encontro com a presidente Dilma Rousseff: queria convencê-la de que o suporte que poderá vir a dar a Serra na eleição deste ano não compromete os entendimentos já firmados por ele com o governo federal nem os acertos entre PT e PSD pelo País afora.

O encontro não estava previsto na agenda presidencial, que foi alterada no início da noite para a inclusão do compromisso. Naquele dia, a agenda de Dilma previa apenas despachos internos. A mudança de última hora foi interpretada por petistas como um sinal claro não apenas de que Serra está cada vez mais inclinado a disputar a eleição como também de que Kassab estava preocupado com os efeitos dessa mudança de cenário.

O prefeito de São Paulo, bem como boa parte dos que ingressaram no PSD, fazem um movimento de migração da oposição para a situação, tanto na esfera federal como nos Estados e municípios. Kassab vê na aproximação com o petismo um futuro político mais próspero do que na órbita tucana. O único entrave para uma mudança completa de lado é justamente a dívida de gratidão que tem com José Serra, de quem foi vice-prefeito e quem o projetou na cena política.

Os petistas que travaram contato com Kassab na última semana disseram ao Estado que o prefeito parecia abatido e afirmaram ter ficado com a impressão de que ele preferia o ex-governador fora da disputa, inclusive porque vislumbrava, com o PT, um horizonte mais límpido para 2014, no qual teria boas chances de assegurar a vaga de postulante ao Senado ou a vice-governador, algo mais incerto no PSDB, onde permanecem as rusgas entre serristas e alckmistas.

Com um pé na canoa petista e outro na canoa tucana, o prefeito tende a ser visto com desconfiança pelos dois lados porque não deixa claro em que campo pretende estar nas eleições de daqui a dois anos. A ambiguidade, porém, também pode aumentar o valor de seu futuro apoio.

Serra. A ao menos duas pessoas Kassab relatou uma mesma versão de um diálogo que afirmou ter mantido com Serra. Segundo o prefeito, o tucano se sente pressionado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) e vê uma tentativa de parte do partido de jogar em suas costas a responsabilidade de uma eventual derrota no pleito de outubro, caso opte por não concorrer.

De acordo com o relato dos que conversaram com Kassab, o prefeito disse que seus gestos de aproximação com o PT despertaram em Alckmin o medo de que uma eventual vitória petista nas eleições municipais não apenas comprometesse sua reeleição em 2014, mas também colocasse em xeque a própria existência do PSDB no Estado onde está sua maior trincheira de resistência.

Na avaliação de Kassab, foi o que deflagrou a operação de convencimento de Serra gestada no Palácio dos Bandeirantes em reunião entre Alckmin e aliados próximos. A partir de então, alckmistas e serristas passaram a pressionar diariamente Serra.

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18 comentários
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Francisco niteroi

Como alguém em sã consciência pode fazer acordos com uma pessoa desse tipo? Espero que se aplique ao personagem o velho ditado: " malandro demais se atrapalha".

 
 
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Andre Araujo

Está vendendo o que não tem para quatro ao mesmo tempo e o pior é que tem quem ainda faça negocio com esse trampeiro.

 
 
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jura

O cara é do Secovi, precisa dizer mais? Eles vendem a paisagem da janela de um prédio, depois fazem outro na frente dele, e depois outro, e assim por diante...

 
 
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Gilberto .

Esta reportagem expõe o dilema de Kassab, é a própria sobrevivência do PSD que está em jogo:

Da Folha

Partido de Kassab 'possui' 5 milhões de votos, diz TSE

Montante foi obtido em 2010 por políticos que, no ano seguinte, foram para o PSD

Número é argumento da legenda para pleitear mais recursos do Fundo Partidário e ampliação do tempo de propaganda

 

 Rivaldo Gomes/Folhapress O prefeito Gilberto Kassab brinca com garoto durante vistoria em obras da região da cracolândia, em SP

 

O prefeito Gilberto Kassab brinca com garoto durante vistoria em obras da região da cracolândia, em SP

 

FERNANDO RODRIGUES
DE BRASÍLIA

Estudo do Tribunal Superior Eleitoral aponta que o PSD (Partido Social Democrático) reúne políticos que disputaram vagas de deputado federal em 2010 e receberam 5,1 milhões de votos.

A legenda seria a sétima maior do país se existisse à época da última eleição.

Esse dado será considerado para que o TSE conceda ou não à agremiação acesso ao dinheiro do Fundo Partidário, uma das maiores fontes de receita das siglas.

Idealizado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o PSD recebeu seu registro definitivo no ano passado. Como nunca disputou uma eleição, tem direito apenas a uma parcela mínima do fundo (R$ 18,5 mil por mês) e alguns segundos do tempo de TV e de rádio durante eleições.

O partido tenta reverter a situação na Justiça Eleitoral. Se tiver sucesso, passará a receber cerca de R$ 1,6 milhão por mês do Fundo Partidário -calculado de acordo com o número de votos obtidos por candidatos a deputado federal (eleitos e não eleitos).

Em seguida, o PSD entrará com uma ação para também obter o tempo de TV, nesse caso com base no número de deputados eleitos.

A tese do partido de Kassab é simples. O TSE criou em 2007 a norma da fidelidade partidária: mandatos eletivos passaram a pertencer aos partidos. A partir daí, quem se desligou de uma legenda correu o risco de perder o cargo.

Mas há exceções. Uma delas é que o político pode deixar uma sigla para fundar uma nova. "Se a própria Justiça diz que um político pode sair do partido pelo qual foi eleito e fundar um novo, parece natural que esse político leve consigo os votos que obteve", diz o secretário-geral do PSD, Saulo Queiroz.

De 2007 para cá, pós-regra da fidelidade partidária, só duas agremiações foram criadas -o PSD e o PPL (Partido Pátria Livre). Apenas o PSD teve uma adesão expressiva de políticos.

Enquanto o PPL não tem representantes no Congresso, o PSD atraiu 52 deputados federais (10% da Câmara).

A legenda do prefeito de São Paulo apresentou em novembro uma ação ao TSE pleiteando uma parcela maior do Fundo Partidário. Agora neste mês conseguiu que o tribunal fizesse o cruzamento de todos os filiados à sigla com a lista de candidatos a deputado federal em 2010.

A tabela mostra que o PSD subtraiu votos de 20 agremiações, inclusive do PT.

Mas quem mais sofreu foi o DEM, ex-partido de Kassab, cujo total de votos para deputado federal caiu de 7,3 milhões para 5,1 milhões.

O DEM classificou-se como o quinto maior partido em número de votos para deputados em 2010. Com a chegada do PSD, caiu para oitavo. Os votos perdidos pelos democratas representam 42,8% da "votação" da sigla de Kassab.

O PP perdeu 422 mil votos, e é o segundo mais afetado. Em seguida, vêm PMDB (perda de 301 mil votos), PDT (menos 208 mil votos) e PSDB (189 mil votos).

Não há prazo para que o TSE decida. O advogado do partido, Admar Gonzaga, espera que isso ocorra antes de junho, quando os partidos fazem suas convenções para a escolha de seus candidatos.

Se tiver sucesso na ação por mais dinheiro do fundo, o PSD entrará com pedido para que a mesma regra seja aplicada para efeito de tempo de propaganda no rádio e na TV. "Essas questões são irmãs siamesas. Se uma for aceita pelo TSE, a outra naturalmente o será", diz Saulo Queiroz.

 

Gilberto . @Gil17

 
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IV AVATAR

Tem dois pés mas assim de galho em galho vai terminar ficando de 4

 
 
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Tarkus

Gostaria muito que Dilma se mantivesse afastada desse almofadinha farsante.
O cara consegue jogar em dois times ao mesmo tempo e nós ainda estamos dando "ibope" pra ele...
De que adianta ele apoiar Haddad se esse apoio pode ser retirado a qualquer momento? É como confiar em cobra cascavel.  
O mesmo digo sobre o governo federal: Quando mais se estiver contando com seu apoio ele retira e, aí como é que fica?
Pra  passar da direita pra esquerda assim sem qualquer constrangimento, tem que ser muito cara de pau. De um cara desses pode se esperar qualquer coisa.

 
 
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Joaquim Aragão

No fundo, ele quer montar, com a carona do PSB, a nova alternativa conservadora ao governo do PT, dada  a falência do esquema demotucano. Só que ele está indo com muita sede ao pote, achando que os outros são trouxas...Pensei que fosse capaz de pensar mais no médio prazo; mas a mania nacional é só pensar em curtíssimo prazo..

 

Joaquim Aragão

 
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Andre Araujo

Alternativa conservadora? Esse partido não tem qualquer ideologia, é bandeira de conveniencia, navio panamenho,  ele mesmo declarou que o partido não é de direita, de esquerda ou de centro, é o oportunismo explicito.

Para ser uma alternativa conservadora seria preciso ao menos um pensador no partido,

la tem pensador mas eles pensam em outra coisa...

 
 
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Joaquim Aragão

Melhor ainda para os conservadores se não tiver ideologia. Ou seja, vai ser o novo barco para a velha elite reentrar no governo sem de amargar a posição cada vez mais intolerável de ficar a margem da vaca leiteira, nem de fingir ser neo-aliada do PT...


 

 

Joaquim Aragão

 
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Joaquim Aragão

Kassab é a própria arte da falta de princípios, tão presente na nossa política, levada à perfeição!!!

 

Joaquim Aragão

 
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Maria José dos Santos Rêgo

Entendi. O PMDB não concorre a eleições presidenciais, está sempre apoiando governos eleitos tanto de direita como da esquerda, é o maior partido político do Brasil. Kassab percebeu isso e fundou o PSD para concorrer com o PMDB. Sem ideologia e sem projeto nacional. Apenas pelo poder.

 
 
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Ivan Moraes

"Prefeito de SP tenta convencer Planalto e líderes do PT de que eventual adesão à candidatura do ex-governador não deve alterar alianças feitas entre seu partido e as siglas de apoio a Dilma":

Mais oleoso, so banha mesmo...

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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walter araujo

Ivan,


Por aquí, costuma-se chamar


a este tipo de "bagre ensaboado".

 
 
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Luiz Gonzaga da Silva

Kassab não é Abelardo Barbosa, mas está com tudo e não está prosa.

No decorrer da última eleição presidencial, quando já se configurava a derrota oposicionista, uma notícia estourou como bomba; Aécio Neves ia criar um novo partido. A confidência teria sido dada num regabofe chique na Vieira Souto.

Finda as eleições, Dilma eleita, as expectativas se voltaram para o suposto líder da oposição. Bem! Onde está o grande líder? Parece que sumiu do mapa.

Aí de onde menos se esperava surge a grande bomba política do começo de década. O discreto prefeito da maior cidade do país teve a coragem que o outro não teve, criou um novo partido. Com isso provocou um grande  rebú que mexeu não só com o xadrez político,mas também, com o jogo de damas, dominó e, até, com o jogo da velha. Não se fala em outra coisa atualmente, a política nacional está parada a espera de Kassab.

O político sem sal de alguns tempos atrás se tornou um salgado  e tenro bacalhau. E como diria o velho guerreiro: " Vocês querem bacalhau?

 Com a palavra, PT e PSDB.

 
 
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sergio m pinto

Pelo pouco que entendo de política, jamais faria aliança com esse tipo.


De fato, o que parece é que ele quer ser uma alternativa ao PMDB. Sem projeto nenhum, apenas conta com seus "possíveis eleitores".


PT, deixe que ele se junte ao coiso. Depois da eleição é só juntar os cacos. Se é que vai sobrar alguma coisa, caso os altos índices de rejeição dos dois se mantenha.


É só lembrar aos eleitores as magníficas gestões de ambos.

 
 
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João Sabóia Jr.

Caso o Serra entre na disputa, Kassab vai apoiá-lo, e como fica a relação, que parece boa, entre Eduardo Campos (PSB) com o PT de SP? O PSB de São Paulo está entre Serra e Haddad, creio que vai precisar que o Governador Pernambucano entre na disputa, e aí como fica? Deixa o PSB apoiar Serra e consequentemente quebra a aliança com o Governo Dilma?

Kassab conseguiu ter os seus cinco minutos de fama, engrossou o caldo das eleições e vai tirar todo o benefício disso.

Apoia Serra só "oficialmente" não deixando a máquina da PMSP trabalhar para o tucano e assim fica bem com o PT e Governo Dilma ou entra na briga por Serra pra valer e é leiloado por outros setores do PSD que não aceitam seu apoio?

Dias quentes virão!

 

"Recria tua vida, sempre, sempre. Remove pedras e plantas roseiras e faz doces. Recomeça. Faz da tua vida mesquinha um poema e viverás no coração dos jovens e na memória das gerações que hão de vir". Cora Coralina

 
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W K

O melhor mesmo seria o Çerra entrar nesse PSD V2, candidatar-se ao que quisesse, e depois de derrotado, iria curtir sua aposentadoria eleitoral compulsória no Caribe, onde parece ser bastante conhecido .

Assim o PSDB e o povo brasileiro se livram dele, e o Brasil se livra, de lambuja, desse PSD.

 
 
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Maria Luisa

 Que o PT deixe o Kassab apoiar o Serra (candidate-se Serra !), que o Haddad vai ter uma bela campanha.

 Primeiro: desconstruir esse personagem que o Serra criou de intelectual, competente, gestor, homem honesto etc;

 segundo: demonstrar o que ele fez com o dinheiro publico e o muito que deixou de fazer quando prefeito e governador de SP;

 terceiro: deputado Marco Maio dar inicio à CPI da Privataria; 

 quarto: Haddad, inteligente e articulado que é, faz campanha de uma nova politica para SP.

 E com a Dilma como madrinha e padrinho o Lula! 

 
 

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