Indústria imobiliária domina Salvador

Por Marcos Costa

Do Terra Magazine

Arquiteto: Domínio da indústria imobiliária sobre Salvador é patente

Eliano Jorge

A indústria imobiliária dita os rumos de Salvador, na opinião do professor Paulo Ormindo de Azevedo, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Bahia. “Isto é patente não só na escandalosa aprovação do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) de 2007, como neste remendo atual”, avalia, referindo-se aos acréscimos que a Prefeitura tenta empurrar sob a nacionalmente onipresente justificativa da Copa do Mundo de 2014.

Em entrevista a Terra Magazine, ele assinala que “o mais grave é o processo de adensamento, a relação entre elevadores e ônibus”. Capital com maior densidade habitacional e terceira mais populosa cidade do Brasil, Salvador ergue “muralha de edifícios” sem planejamento, submetida a “um mercado imobiliário que está a ponto de explodir”, aponta o arquiteto.

- A demanda crescente de espaço está empurrando a cidade para cima e destruindo, na calada da noite, as últimas áreas verdes. Isto ocorre porque o Estado nunca se preocupou em infraestruturar a Região Metropolitana – atesta Ormindo, ex-presidente do Departamento da Bahia do Instituto de Arquitetos do Brasil.

Ou seja, prevalecem interesses de grupos privados na primeira capital do País, de 462 anos, em detrimento do ordenamento urbano. O tamanho do problema ganha dimensão numa observação simples:
– Desde a abertura das avenidas de vale, no final da década de 1960, não se fez mais nada pela mobilidade em Salvador. De lá para cá, a população da cidade triplicou.

Confira a entrevista.

Como o senhor avalia as discussões do PDDU de Salvador?
Paulo Ormindo de Azevedo -
 O PDDU de 2007 ainda está em discussão na Justiça movido por uma Ação Civil Pública do IAB-BA, CREA-BA e associações comunitárias e ambientalistas, e já se quer fazer um puxadinho para atender a interesses que nada têm a ver com a Copa. No fundo, estão os interesses do setor imobiliário e do grupo que ganhou a PPP (Parceria Público-Privada) da Fonte Nova, que quer construir espigões e shopping center na gleba de 122.000 m² que ganhou do Estado. Ou se moralizam as PPP ou chegaremos ao endividamento que Portugal chegou, com PPPs sem nenhum controle da sociedade.

Qual é sua opinião sobre as mudanças para a orla marítima?
O pretexto é a construção de hotéis não só na orla como em muitos outros pontos da cidade. Salvador recebe meio milhão de turistas no carnaval e ninguém fica sem hospedagem. Os hoteleiros já protestaram, pois, passada a Copa, todos os hotéis ficarão com uma ociosidade muito alta. O que é preciso é requalificar os existentes e melhorar a mão de obra. Mas na verdade são apart-hotéis, ou em outras palavras, novos apartamentos para um mercado imobiliário que está a ponto de explodir.

 


Um dos maiores problemas de Salvador atualmente é o trânsito
(foto: Thiago Souza/ vc repórter)

O que deve ser feito para combater os problemas de ocupação urbana e mobilidade na capital baiana, para já e para longo prazo?
Desde a abertura das avenidas de vale, no final da década de 1960, não se fez mais nada pela mobilidade em Salvador. De lá para cá, a população da cidade triplicou. O funcionamento das linhas 1 e 2 do metrô, anunciadas para 2014, irá aliviar em parte a questão da mobilidade. Mas o mais grave é o processo de adensamento, a relação entre elevadores e ônibus. Na Avenida Paralela, se está construindo uma muralha de edifícios de apartamentos, uns colados nos outros, e ninguém quer morar ali.
Apesar de ter triplicado em população, a mancha urbana de Salvador teve um crescimento insignificante. Ela incorporou apenas o favelão de Itinga, em Lauro de Freitas (cidade vizinha). A demanda crescente de espaço está empurrando a cidade para cima e destruindo, na calada da noite, as últimas áreas verdes. Isto ocorre porque o Estado nunca se preocupou em infraestruturar a Região Metropolitana.

O senhor concorda que a indústria imobiliária tem dominado os rumos da cidade?
Sim, e isto é patente não só na escandalosa aprovação do PDDU-2007, como neste remendo atual. Só agora, no final de seu segundo mandato, sob pressão da sociedade, o prefeito (João Henrique Carneiro, do PP) admitiu instalar o Conselho da Cidade. O mais grave é que esta lógica imobiliária contaminou o governo estadual. É o próprio governador (Jaques Wagner, do PT) que está exigindo este PDDU da Copa, como mostra o jornal A Tarde de 21 de novembro de 2011. E é esta mesma ideologia que explica a intenção do Governo do Estado de vender as sedes de serviços essenciais à população, como a Estação Rodoviária, o Detran e o Desenbahia a um grupo imobiliário para financiar o metrô. É acender uma vela para Deus e outra para o diabo.

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19 comentários
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Orides

E lá se vai mais um lugar que era bom de visitar.

 

 
 
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ananias

Sou soteropolitano, e morador dessa cidade que já foi maravilhosa, mas atribuo isso aos nos últimos governantes que nada fezem alem de se locupletarem dos cargos que a ingênua população lhes dão.É o prefeito que tem um cunhado que é construtor, o governador que tem um irmão proprietário de terrenos.. e assim vai!!! Estamos sofrendo com tudo nesta que já foi uma linda cidade, principalmente com congestionamentos, está realmente triste morar em Salvador, uma cidade doente e assim transmitindo doenças a sua população. Nem de casa tem vontade de sair, pois sei o que encontrarei nas ruas. Sorte daqueles que conhece os meandros da mesma e assim ainda encontram uns últimos suspiros da Boa terra

 
 
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Letícia Oliveira

Ananias, também moro em Salvador e sei bem do que você está falando. Existem pontos problemáticos, como a região do Iguatemi, que não sei o que se pode fazer para melhorar a situação.

 

Outro dia levei uma hora pra chegar em casa, num trajeto que normalmente levo 5 minutos de carro - da entrada principal do shopping até a rotatória da rua do Timbó, só pra você ver o absurdo, estava tudo parado!

 
 
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Assis Ribeiro

As denúncias do Post são muito graves, e deve ser expandida não só para Salvador, mas, para as demais cidades do país. Alerta!

O próprio PDDU que deveria ser discutido com a população, as organizações civis, tem sido questionado até pelo CREA, demonstrando que foi aprovado na "calada da noite" provavelmente para atender interesses espúrios.

 A denúncia do PPP sugere pactos para desvios de dinheiro.

É claro a falta de planejamento das cidades, aproveitamento da região metropolitana, já debatido aqui no blog, os governantes, para mostrar um "serviço" visando uma próxima eleição, tomam decisões que a médio e grande prazo tornarão estas cidades literalmente inviáveis.

 

Assis Ribeiro

 
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Marcelo Sobral

   Acho que isso não é exclusivo de Salvador. Aqui em Florianópolis a pressão do Sinduscon, que representa as construtoras, é muito grande e vem inchando e tratorando a cidade. Pelo que leio em jornais e blogs, esse padrão se repete em São Paulo e outras cidades. Então é o clássico poder econômico, que beneficia pouquíssimos, se sobrepondo ao político. Uma forma de equilibrar as coisas está pervista no estatuto das cidades, com a confecção de planos diretores com participação dos moradores. Mas esse processo vem sendo cooptado e então sabotado por esse setor interessado em facilitar sua expansão.

 
 
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Lorenzo Cajabal

Niterói no Rj passa pelo mesmo problema,as construtoras fazem o que querem na cidade sob o olhar complacente das autoridades municipais.

 
 
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Maria Fulô

Acho impossível que dominem mais lá do que em São Paulo, uma cidade cujos governantes estão inteiramente subordinados aos interesses das construtoras, incorporadoras e imobiliárias. A dobradinha tráfego + especulação imobiliária, na administração Serra/Kassab, está fazendo de São Paulo a pior cidade do mundo para se morar. Soteropolitanos que vivem em Salvador, consolem-se conosco...

 
 
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sergior

Sim, tem: a Belo Horizonte de Márcio Lacerda. A cidade vem sendo literalmente demolida para dar lugar a novos hotéis, prédios, prédios. Até rua se vendeu para a construção de hotel. Mudanças na legislação são feitas para permitir empreendimentos em locais antes proibidos (Pampulha, por exemplo). Áreas de preservação são alteradas para dar lugar a prédios, grandes condomínios.

 
 
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Assis Ribeiro

O curioso, muito curioso, é que não vemos a oposição a esses governos, municipais, estaduais e federal fazerem grandes bloqueios ou manifestações a estes descalabros.

Assim como Salvador, onde o prefeito tem frágil apoio, já tendo mudado várias vezes de partido nestes últimos anos, a oposição, quando se trata de negócios envolvendo as mesmas grandes empreiteiras e construtoras, se cala.

Isso foi observado no caso do livro de Amaury Ribeiro Jr., no caso "Satiagraha", no arquivamento da CPI do "Banestado" e muitos outros.

Parece que estas grandes empresas conseguem agradar e calar paralmentares da situação e da oposição. Sim, são estas grandes que financiam as campanhas de ambos os lados possíveis vencedores e realizam obras nos governos de A a Z.

As manisfestações de desaprovação vêm sempre de organizações civis como CREA e outros, no caso de Salvador, de um jornalista e a blogsfera suja e alguns poucos parlamentares isolados como Protógenes e Brizola Neto no caso das falcatruas expostas no livro do Amaury. A inclusão de Daniel Dantas na "CPI do Mensalão" só se deu nos minutos finais por um ato de coragem da senadora Ideli.Na Satiagraha ficaram totalmente isolados o delegado Protógenes, o promotor De Grandi e o juíz De Santis.

Parece que nossa politica está a postos para atender ao que querem as grandes empresas e os seus eleitores ficam a ver navios, o dinheiro ser desviado e suas cidades serem descaracterizadas.

 

Assis Ribeiro

 
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gui

 Em Belém do Pará é a mesma coisa. Há décadas a cidade é administrada por prefeitos ignorantes, provincianos, nível cultural e de informação beirando o zero. Eu diria, mesmo, burros.

A cidade está nas mãos das imobilárias e a se verticaliza sem o menor controle.

Qdo em todo o mundo as cidades conservam e restauram seus centros históricos, em Belém é o contrário, as prefeituras esperam o local ser, literalmente, tombado. Não se sabe de um plano de valorização do centro histórico (se existe, não sai do papel), já quase totalmente desfigurado, tomado pelo lixo, infestado por camelôs que tomaram as ruas (graças a prefeitos demagogos e sem noção) com um comércio que, por ser direcionado básicamente para pessoas com renda mais baixa, transforma as ruas em que estão instalados em um  mafuá, como se vender para esta clientela tivesse necessariamente que ser em um ambiente de sujeira e poluição visual.

A cidade é uma das mais sujas que conheço e das mais poluídas visualmente. Saneamento básico? E o esgoto despejado constantemente na baía do Guajará, sem qquer tratamento? são vários antigos igarapés, hoje transformados em valas imundas, a despejar o esgoto no Rio Guamá.

Qual prefeito/governador já se mostrou disposto realizar estas obras?

Os empresários e políticos, igualmente provincianos, sem cultura ou informação, não estão nem aí para o passado da cidade e seu potencial turístico. Já vi restaurantes que despejam seu esgoto da cozinha nas sarjetas, como na rua Quintino Bocayuva. Haja ignorância e burrice, para nossa tristeza...

 
 
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Gabriel Jardim

Goiânia também passa por semelhante processo. Cidade tranquila e boa de viver até meados dos anos noventa, de uns anos pra cá começou a ver a explosão na construção de edifícios, mormente em bairros de longa tradição de casas térreas. Em muitos casos, as garagens são voltadas para as avenidas, o que contribuiu para a piora do trânsito já caótico dali. Tudo isso sob os valorosos auspícios da municipalidade, que não enxerga danos à identidade arquitetônica da cidade e assim também contribuiu para o lamentável processo de "são-paulização" da cidade. Aliás, parece que o Município de Goiânia não aprendeu com os erros de São Paulo. Concede gabarito à esquerda e à direita, tudo para atender os interesses econômicos dos "empreendedores" imobiliários. E a Câmara de Vereadores vê isso tudo e ainda aplaude. Grandes autoridades progressistas, matando pouco a pouco a cidade, que já foi rica em arquitetura art-déco e belos casarões.

 
 
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foo

A situação em São Paulo é conhecida.

O valor dos imóveis dobrou, às vezes triplicou, em poucos anos. A especulação imobiliária continua solta.

 
 
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Mariana Silveira

O arquiteto está fazendo a crítica porque o crescimento imobiliário está bastante intenso na Paralela e agora caminha para a orla a partir da Boca do Rio até Itapoã.


 


Mas é preciso ter equilíbrio nisto aí, não há como a cidade não construir imóveis e, o tamanho de Salvador não é grande, ela é uma cidade peninsular, foi criada para ser uma fortaleza militar política e administrativa da colônia, sua escolha foi exatamente por estar às margens da Bahia de Todos os Santos, que é a segunda do mundo em tamanho.


 


Não há como a cidade não receber novas construções na medida em que  a população cresce e, como seu espaço geográfico não é tão grande, o resultado é o crescimento vertical. Mas aí que precisa ter cuidado, porque crescer verticalmente ela irá, mas é preciso ter equilíbrio e manter o verde que a cidade ainda tem em abundância.


 


Outro dia, vi no Youtube um vídeo produzido por pessoas contra a construção da ponte SSA-Itaparica. Nassif, eu sou do interior e de SSA a minha cidade, de ônibus, são seis horas. Quando se vai de carro, muitos optam por pegar o ferry porque a viagem reduz em mais de 100 Km a distância.


 


Hoje, Salvador está um caos no trânsito exatamente por ser uma cidade em que, por onde se entra, na 324, se sai. Eu entendo as preocupações dele, mas é preciso fazer o equilíbrio disto aí. O pessol de Itaparica está se opondo a ponte porque estão falando que Itaparica vai se tornar uma nova Miami e a Baía de Todos dos Santos vai se tornar uma Baía da Guanabara em poluição.


 


Eles estão corretos nas reclamações, mas penso que é preciso haver equilíbrio aí. Daqui a cinco ou dez anos a cidade deverá ter quase três milhões de habitantes e mais de um milhão de veículos, haja vista as cidades de Camaçari e Simões Filhos terem ligações intensas com SSA.


 


Por outro lado, não acredito que a Ilha se tornará uma Miami, isto é coisa de carioca com a Barra e de Paulista com os Jardins. Os investimentos em SSA, sobretudo na Ilha, que já tem o clube MED, são na maioria investimentos europeus. Então, é improvável que europeu construindo para europeu, como é o caso do resort do grupo Invisa em Jadaíra, Costa dos Coqueiros e o resort da rainha Sílvia na Costa do Dendê, é IMPROVÁVEL que esta arquitetura seja ao estilo americano, tem mais cara de Ibiza e Saint Tropez.


 


Basta vermos a arquitetura da Guiana Francesa e os dominios europeus no Caribe, não tem nada de excesso de prédios. Mas quanto a SSA, não há como a cidade não crescer verticualmente e tornar-se intrafegável em algum momento se nada pensado e equilibrado não for feito. As praias da Baía de Todos os Santos são belíssimas e preservadas, talvez isto venha deixar de existir no futuro.


 


 


 


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artigo abaixo interessante.


 


 

A Rainha da Suécia e as amarras ambientais.
A Rainha da Suécia e as amarras ambientais. Foto:
No Brasil e, em particular, na Bahia, a burocracia trava tudo a pretexto de preservar o meio ambiente. Na prática, afora o resort da Rainha da Suécia, no Baixo Sul do Estado, a coisa vai andando, escreve o jornalista político Levi Vasconcelos

24 do 11 de 2011 às 18:40


Por Levi Vasconcelos_Bahia 247


Reis e rainhas, nem os de antes e nem os de agora, nunca vieram da Europa para cá fazer caridade. Antes como agora, sempre vieram tirar. Mas também antes como agora, um mérito não se lhes pode negar: o bom gosto na escolha dos locais que queriam ou querem para ficar ou explorar.


Com a Rainha Sílvia Heideberg, da Suécia, não é diferente. São delas as paradísacas terras da antiga fazenda de Chiquinho Ventura, em Barra dos Carvalhos, Nilo Peçanha, no Baixo Sul, um enclave oceânico que separa o continente da ponta norte da Ilha de Boipeba, em Cairu, tudo beleza pura, visual encantador, poluição zero.


Claro que a realeza hoje, onde ainda há, é outra coisa. Joga o jogo de um plebeu endinheirado qualquer. Bota o dinheiro em empreendimentos vários na expectativa de obter lucro. Assim o é com rainha Sílvia. Ela associou-se ao investidor paulista João Paiva Neto na expectativa de fazer em Barra dos Carvalho um resort de seis estrelas e 120 casas para serem vendidas na Europa a 1,5 milhão de euros (algo em torno de R$ 3,3 milhões) cada, um investimento de R$ 500 milhões, com a pretensão de gerar 500 empregos diretos, de saída.


Para um local de pequenas comunidades cuja economia é incipiente, um pouco de agricultura e quase toda dependente da pesca artesanal, tal empreendimento tem a força de uma revolução, com a natural expectativa de se abrir novas fronteiras. Mas o projeto pena com uma longa espera de mais de quatro anos mofando nas gavetas dos órgãos ambientalistas baianos juntos com outros 12.784. Sinais de cansaço Paiva Neto já tinha dado, falando na possibilidade de transformar o projeto num loteamento comum. Finalmente uma luz: o resort da rainha vai sair.


AMARRAS LEGAIS


Vá lá que Barra dos Carvalhos é um santuário ecológico e qualquer empreendimento que se pretenda fazer lá exige cuidados especiais. Mas convenhamos, nem aqui e nem na conchichina resort algum criou problemas ambientais em tempo nenhum. Muito pelo contrário, por necessidade, ter a natureza limpa é um imperativo do negócio. E em muitos casos empresários bancam a logística dos ambientalistas.


 


continua.


http://www.bahia247.com.br/pt/bahia247/poder/4053/A-Rainha-da-Su%C3%A9cia-e-as-amarras-ambientais.htm


 

 
 
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Andre Araujo

Não é só em Salvador, é no Brasil inteiro, perdeu-se completamente a noção de planejamento metropolitano que o regime militar implantou na decada de 70 com a criação das nove Regiões Metropolitanas e um orgão de planejamento para cada uma delas. Os politicos da Nova Republica não querem planejamento a longo prazo nas grandes cidades porque o manejo dos Planos Diretores em nivel municipal é fonte de poder e dinheiro para os Prefeitos e Camara de Vereadores.

O problema é essencialmente politico. Os politicos não querem um plano de longo prazo, querem o balcão de negocios das mudanças de zoneamento e facilitação de mudança de gabaritos que são uma das grandes fontes de financiamento das campanhas eleitorais municipais no Brasil de hoje.

Os politicos estão vendendo o futuro das cidades brasileiras para atender seus interesses de curto prazo. O caso de Salvador apontado no post é absolutamente típico dentro desse contexto. A desculpa da Copa é ridicula, a Copa dura um mês, a cidade continua existindo por séculos com os defeitos gerados para esse mês.

 
 
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Artur Nascimento

O caso de Salvador é muito grave. Eu gostaria de ressaltar que existe um problema muito sério que sustenta esse estado de coisas: ausência de democracia; autoritarismo dos governantes.

A prefeitura aprovou a destruição de áreas gigantescas de mata virgem. Quase que não houve reclamações. O lugar virou um monstro de concreto.

O prefeito não tem competência política, nem gerencial. Foi eleito pelo Geddel Vieira Lima, inclusive com propostas de favorecer grupos interessados em se apropriar da cidade. Uma tragédia.

 

Existe outro problema muito grave que viabiliza o atual estado de coisas: o autoritarismo, a falta de crítica e democracia do governo Wagner. 

Já é bastante conhecido este perfil do governo, inclusive 1 rádio local discute abertamente o problema: o governo cooptou a mídia local e prefeituras. Por exemplo, se a mídia local criticar o governo, ela sofre retaliações quanto a veerbas de publicidadE. Assim, não há crítica, nem debate público sobre as políticas públicas e a incapacidade gerencial do governo.

Outro exemplo do autoritarismo: Uma das poucas vezes que os professores universitários tiveram salários descontados em uma greve, foi nesse governo.

O autoritarismo tem sido pior do que no governo ACM (sempre fiz campanha contra a direita e votei no Wagner nao primeiro mandato)! O Cabeça  Branca era malvado, mas abria o diálogo.

Possivelmente, esse grupo do PT na Bahia não vai durar. O governador só foi eleito por causa da admiração dos baianos pelo Lula.

 

Triste Bahia.

 
 
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uirapuru

Soteropolis entregue a um prefeito tabareu deslumbrado, carneiro de manon; um chefe da casa civil ,um leao esfomeado por poder e lobby, um leao pernambucano; um bando de edil ,uma suiça;um governador com genes de mercador israelita, carioca,que vende a propria barba aos estrangeiros...   Area verde ? so nos cofre dos bancos, nas contas bancarias recheadas de garoupas chatas, dos "bons comapnheiros" , que pululam como moscas azuis em carne a mostra.  O ministerio publico que não é mais misterio ,a  medalhar a gestão do principe-governador em questão, bom negociante, vitoria gerentão, vitoria burra .  As construtras ,empreiteiras e cias lambem os beiços, não crucificaram salvador, retalharam e venderam como relicarios em torres de babel coletiva.

 
 
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Mariana Silveira

O bom disso tudo aí é que, por mais que se reclame, Salvador é a cidade que onde quer que você esteja, não leva mais de 50 minutos para se chegar a uma bela praia.


 


Acredito que isto que se precisa ter cuidado. Já imaginou perdermos todas aquelas belezas de praias que vão da Boca do Rio até Mangue Seco na divisa com Sergipe? Não, certamente não perderemos, temos muitas, mas muitas belezas e praias belíssimas que fascinam e encantam todos que chegam, nossa Baía precisa ser cuidado para que não recebamos o nome de banguela a Baía da Guanabara, nossa cidade bela e linda com seu fantástico espelho dágua não se perderá. Daí a necessidade de se fazer com equilíbrio.


 


Acho que rever a questão do espaço onde foi destinado a construção dos hoteis começa, também, por aí, afinal não é só ruim para o soteropolitano, mas também para o turista. Mas há um porém aí, em Itacaré, você pode ficar na praia o dia inteiro, como no praia do Porto, que é tida como a terceira praia mais bonita do mundo. Mas em Itacaré, assim como no Porto, você fica na praia o dia inteiro, sem aquelas mazelas que são as praias aqui do Rio, sem sombra, sem ventinho/brisa, mas com excesso de sombreiro.


 


Você pode ficar o dia inteiro nas praias da Bahia que não se estuca no Sol, mas fica tomando banho com coqueiros, ventinho e a natureza ainda preservada. Esta é a maior preocupação dos baianos e de fato é uma preocupação consistente. Sem falar que além do ventinho, das praias sem aterramento e mais apropriadas para banho, há a questão da salinização e da temperatura que são mais adequadas não apenas na Bahia, mas em todo o NE. Isso ajuda num bronzeado único.


 


As razões das preocupações soteropolitanas são compreensíveis, mas é preciso bom senso. Pois é, é isto que dá ter praias que lembram situações idílicas de desde quando os europeus aportaram por aqui. Atenção, Bahia, vamos nos desenvolver, mas com equilíbrio, nossas terra é lida, nosso mar é maravilhoso com aquelas belas algas azuis.

 
 
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evandro condé de lima

Eu me pergunto: para que serve um Ministério das Cidades além de "empregar" apaniguados? TODAS as nossas cidades estão  meticulosamente tornando-se num lugar ruim para se viver. Os indivíduos que fazem essas leis não possuem o menor senso de civilidade e  urbanidade. O que conta é o bolso. Foda-se se para chegar ao serviço encarem mais de hora de estacionamento. Uma família viver em 50 metros quadrados, com infra estrutura precária, por módicos duzentos mil, qual o problema.Nem dá para catalogar tudo.

E atenção, não são só as grande metrópolis.

 
 
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Maria Luisa

Se retirassem o nome de Salvador do texto, diria que se tratava de minha cidade. Eh impressionante a especulação imobiliaria por la, agora com jogos da copa, então, estão feitos cachorros com sarna em torno do dinheiro publico. O trânsito esta um caos total e o desrespeito pelo pedestre é absoluto, é algo que se não tratarmos, seremos campeões em mortes por atropelamento no Brasil. O numero de prédios em construção é aberrante. Você da um giro de 360 graus pro alto e vê construções em todos os ângulos. Se o setor imobiliario ja era um dos mais agressivos do estado antes, agora que pobre vai ter que ir morar na periferia mesmo, ha duas horas do centro, dos shoppigns, de cinemas, restaurantes e sobretudo, do trabalho deles.

 
 

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