Índio e Malafaia em conflito com a comunidade gay

De O Dia Online

Gays protestam contra vice de Serra e homofobia

Intenção de vetar projeto de lei que pune com prisão o preconceito causa indignação

Rio - A afirmação de que José Serra (PSDB), se eleito presidente, vai vetar o projeto de lei que transforma em crime a discriminação a homossexuais, feita por seu vice, Indio da Costa (PSDB), causou revolta entre militantes do movimento gay de todo o País.

Indignados, os principais grupos de apoio a homossexuais do Rio se reúnem hoje para definir uma posição com relação ao candidato. Entidades nacionais serão consultadas para uma decisão conjunta e, na próxima terça-feira, a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) também discute a possibilidade de fazer uma manifestação antes das eleições, de exigir a assinatura de um termo de compromisso ou divulgar carta de apoio à Dilma Rousseff (PT).

Pastor Silas Malafaia espalhou outdoors pela cidade: ‘A carapuça serviu?’ | Foto: André Luiz Mello / Agência O Dia

Como a coluna Informe do Dia mostrou ontem, Indio da Costa disse que ele e Serra atendem a um pedido de evangélicos. Segundo ele, o projeto de lei 122/2006 atenta contra a liberdade de expressão ao punir com prisão manifestações consideradas homofóbicas. Ontem, o pastor Silas Malafaia, da Associação Vitória em Cristo, admitiu que foi ele quem conversou com Indio, embora o candidato tenha divulgado ontem na internet que O DIA deturpou sua declaração. À noite, porém, Indio confirmou à Revista Veja sua posição.

“É uma lei esdrúxula, vergonhosa. Não é ser contra o direito dos homossexuais, é ser contra criminalizar quem é contra a prática homossexual”, disse o pastor Malafaia.

Presidente do Conselho Estadual dos Direitos da População LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) e membro do Conselho Nacional de Combate à Discriminação da Presidência, Cláudio Nascimento classificou a decisão como conservadora e reacionária. “A lei é importante para a demarcação dos direitos dos homossexuais, nada diferente da proteção contra o racismo e a intolerância religiosa”.

Para o presidente da ABGLT, Toni Reis, há um mal entendido na interpretação da lei. “Respeitamos as crenças religiosas. O que não pode é fazer apologia à violência. E quem assume a presidência deve cumprir a Constituição e garantir que ninguém seja discriminado”.

Ativista e deputado estadual eleito, o ex-BBB Jean Wyllys também criticou a decisão da chapa de Serra. “Acho lamentável que os dois façam concessão a grupos fundamentalistas cristãos, em vez de garantir os direitos das minorias”.

Indio reafirma ser contra o projeto em entrevista a site

Apesar de ter criticado a manchete de ontem de O DIA — ‘Vice diz que Serra vai ser contra direitos dos gays’ —, à noite, Indio da Costa voltou a falar com um jornalista sobre o projeto e reafirmou sua posição em entrevista ao site da revista Veja, que foi ao ar às 20h50.

“Não somos contra os direitos dos homossexuais, mas não somos a favor que se criminalize, como propõe o PL 122, as pessoas que têm opinião contrária a essa prática”, afirmou Indio, que, na quarta-feira, ao lado da mulher de José Serra, Mônica Serra, participou de encontro com lideranças evangélicas. Na pauta, entre vários temas, discutiu-se a polêmica em torno do projeto e os evangélicos voltaram a pedir a ele que ajude a impedir a criminalização da homofobia no País.

Na mesma entrevista, Indio da Costa afirma que o texto da petista Iara Bernardi contém excessos e, caso seja aprovado, “haverá liberdade de expressão só para os gays”.

Candidato é polêmico e já foi alvo de CPI

Não é a primeira vez que o vice de Serra chama atenção por declarações e atitudes polêmicas ou ideias mirabolantes. Na campanha do 1º turno, por exemplo, Indio da Costa acusou o PT de ter ligações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Em julho, o candidato disse que mais de um milhão e meio de pessoas já haviam acessado documentos postados por ele em seu Twitter que comprovariam o envolvimento do partido do presidente Lula com os narcoguerrilheiros. “É papo furado essa conversinha de que não pode falar mal do PT”, afirmou. O partido recorreu à Justiça por conta das declarações.

Em 2005, Indio, então secretário municipal de Administração, foi alvo da CPI da Merenda, instalada na Câmara de Vereadores após reportagens de O DIA. O relatório final concluiu que a licitação causou prejuízo aos cofres públicos, mas a investigação foi arquivada pelo Ministério Público.

O candidato ainda responde na Justiça a processo movido por taxista que o acusa de causar acidente de carro na Barra, em 2003. O motorista ficou com sequelas.

Em 1997, o então vereador Indio da Costa quis proibir com um projeto de lei a prática de dar esmolas a mendigos. Propunha até mesmo o recolhimento a albergue de quem fosse flagrado, mas o projeto foi rejeitado por seus pares.

SILAS MALAFAIA : "ELES SÃO O GRUPO MAIS INTOLERANTE”

O pastor evangélico Silas Malafaia se declara uma barreira para os homossexuais. Admitiu que ligou para o vice de Serra, Índio da Costa, pedindo apoio para “não aprovar esse absurdo”.

1. O que o senhor pensa sobre o PL 122? 
— Não sou a favor da violência contra homossexuais, mas sou contra criminalizar quem é contra a prática homossexual. Eles se dizem discriminados, mas são o grupo mais intolerante da modernidade porque não suportam críticas. Se meu filho tiver babá homossexual, quero poder demiti-la porque não quero que ele tenha esta orientação. Se homossexuais se beijarem no pátio da minha igreja, quero pedir para que saiam. E não quero ser punido com 3 a 5 anos de prisão.

2. Por que a iniciativa de pedir apoio a Serra?
— Não quero que meu presidente seja contra nenhum grupo, mas tenho que me posicionar. Disse a Serra que teria segundo turno e que a comunidade evangélica estava atenta às questões do aborto e do PL 122.

3. Qual a real mensagem no outdoor que espalhou pela cidade?
— A carapuça serviu? Eles não são a favor da família? Não são a favor da preservação da espécie humana? Não são macho e fêmea? São o que, andrógenos? É uma mensagem e cada um interpreta como quiser.

Autora: “Serra devia se posicionar”

Autora do projeto de lei 122, aprovado por unanimidade na Câmara e à espera de votação no Senado, a deputada federal Iara Bernardi, do PT de São Paulo, cobrou um pronunciamento público de José Serra sobre o tema.

“Ele é que deveria falar, se posicionar, e não colocar o seu vice para falar por ele, como se fosse um ventríloquo. Essa é mais uma bobagem que o Índio da Costa diz. Ele só fez isso nessa campanha”, criticou.
Segundo Iara, muitas mentiras sobre o projeto foram espalhadas na internet para difamá-lo e prejudicar sua tramitação no Senado. Mas ela está confiante na aprovação.

“Dizem que obriga igrejas a fazer casamento gay, mas não tem nada disso. Muitos senadores progressistas foram eleitos agora, tenho certeza que vão colocar o projeto de novo na pauta”, concluiu.

Reportagem de Celso Oliveira e Paula Sarapu

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94 comentários
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..que legal, tão dando motivo pra ele (o Aiatolá da ultra-direita) trocar de vice   ..vici  !?

 
 
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IV AVATAR

Se eu fosse a Dilma mandaria ligar um detector de mentiras no Serra, o JN escondeu mas a gente mostra

 
 
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willian

A respeito de toda essa catarse coletiva que tem se transformado essa "cruzada" de difamação por parte de setores evangélicos e católicos a Aliança de Batistas do Brasil fez um pronunciamento reafirmando "seu compromisso histórico, em todo o mundo, com a liberdade de consciência em matéria de religião, política e cidadania." A postura da entidade que integra as denominações Batistas é bem clara e incisiva com os pastores que fizeram do púlpito palanque: NÃO FALAM EM NOME DE TODOS OS BATISTAS.

Publica o texto para nós Nassif para que fique evidente que no meio evangélico há mais do que conservadores e fanatismo e fundamentalismo religioso. E ainda que esses grupos não são voz majoritária das igrejas. Temos de valorizá-la para mudar esse quadro preocupante de catarse que beira a um golpe político em plena eleição.

 

Aliança de Batistas do Brasil faz pronunciamento sobre Eleições 2010

Quinta-feira, 7 de outubro de 2010 - 8h45min

 

Diante do diálogo aberto no meio batista, sobre as eleições 2010, no último dia 10 de setembro, a Aliança de Batistas do Brasil, publicamente, realizou um pronunciamento reafirmando seu compromisso histórico, em todo o mundo, com a liberdade de consciência em matéria de religião, política e cidadania. O documento assinado pela Pastora Odja Barros Santos, presidente da Aliança de Batistas do Brasil pode ser conferido, abaixo, na íntegra.

 

PRONUNCIAMENTO DA ALIANÇA DE BATISTAS DO BRASIL

ELEIÇÕES 2010

A Aliança de Batistas do Brasil vem por meio deste documento reafirmar o compromisso histórico dos batistas, em todo o mundo, com a liberdade de consciência em matéria de religião, política e cidadania. A paixão pela liberdade faz com que, como batistas, sejamos um povo marcado pela pluralidade teológica, eclesiológica e ideológica, sem prejuízo de nossa identidade. Dessa forma, ninguém pode se sentir autorizado a falar como "a voz batista", a menos que isso lhe seja facultado pelos meios burocráticos e democráticos de nossa engrenagem denominacional.

Em nome da liberdade e da pluralidade batistas, portanto, a Aliança de Batistas do Brasil torna pública sua repulsa a toda estratégia político-religiosa de "demonização do Partido dos Trabalhadores do Brasil" (doravante PT). Nesse sentido, a intenção do presente documento é deixar claro à sociedade brasileira duas coisas: (1) mostrar que tais discursos de demonização do PT não representam o que se poderia conceber como o pensamento dos batistas brasileiros, mas somente um posicionamento muito pontual e situado; (2) e tornar notório que, como batistas brasileiros, as idéias aqui defendidas são tão batistas quanto as que estão sendo relativizadas.

1. A Aliança de Batistas do Brasil é uma entidade ecumênica e dedicada, entre outras tarefas, ao diálogo constante com irmãos e irmãs de outras tradições cristãs e religiosas. Compreendemos que tal posicionamento não fere nossa identidade. Do contrário, reafirma-a enquanto membro do Corpo de Cristo, misteriosamente Uno e Diverso. Assim, consideramos vergonhoso que pastores e igrejas batistas histórica e tradicionalmente anticatólicos, além de serem caracterizados por práticas proselitistas frente a irmãos e irmãs de outras tradições religiosas de nosso país, professem no presente momento a participação em coalizões religiosas de composição profundamente suspeita do ponto de vista moral, cujos fins dizem respeito ao destino político do Brasil. Vigoraria aí o princípio apontado por Rubem Alves (1987, p. 27-28) de que "em tempos difíceis os inimigos fazem as pazes"? Com o exposto, desejamos fazer notória a separação entre os interesses ideológicos de tais coalizões e os valores radicados no Evangelho. Por não representarem a prática cotidiana de grande fração de pastores e igrejas batistas brasileiras, tais coalizões deixam claro sua intenção e seu fundo ideológico, porém, bem pouco evangélico. Logrado o êxito buscado, as igrejas e os pastores batistas comprometidos com as coalizões "antipetistas" dariam continuidade à prática ecumênica e ao diálogo fraterno com a Igreja Católica, assim como com as demais denominações evangélicas e tradições religiosas brasileiras? Ou logrado o êxito perseguido, tais igrejas e pastores retornariam à postura de gueto e proselitismo que lhes marcam histórica e tradicionalmente?

2. Como entidade preocupada e atuante em face da injustiça social que campeia em nosso país desde seu "descobrimento", a Aliança de Batistas do Brasil sente-se na obrigação de contradizer o discurso que atribui ao PT a emergente "legalização da iniqüidade". Consideramos muito estranho que discursos como esse tenham aparecido somente agora, 30 anos depois de posicionamentos silenciosos e marcados por uma profunda e vergonhosa omissão diante da opressão e da violência a liberdades civis, sobretudo durante a ditadura militar (1964-1985). Estranhamos ainda que tais discursos se irmanem com grupos e figuras do universo político-evangélico maculadas pelo dinheiro na cueca em Brasília, além da fatídica oração ao "Senhor" (Mamon?). Estranhamos ainda que tais discursos não denunciem a fome, o acúmulo de riqueza e de terras no Brasil (cf. Isaías 5,8), a pedofilia no meio católico e entre pastores protestantes, como iniquidades há tempos institucionalizadas entre nós. Estranhamos ainda que tais discursos somente agora notem a possibilidade da legalização da iniquidade nas instituições governamentais, e faça vistas grossas para a fatídica política neoliberal de FHC, além da compra do congresso para aprovar a reeleição. Estranhamos que tais discursos não considerem nossos códigos penal e tributário como iniqüidades institucionalizadas. Os exemplos de como a iniqüidade está radicalmente institucionalizada entre nós são tantos que seriam extenuantes. Certamente para quem se domesticou a ver nas injustiças sociais de nosso Brasil um fato "natural", ou mesmo como a "vontade de Deus", nada do mencionado antes parece ser iníquo. Infelizmente!

3. Como entidade identificada com o rigor da crítica e da autocrítica, desejamos expressar nosso descontentamento com a manipulação de imagens e de informações retalhadas, organizadas como apelo emocional e ideológico que mais falseia a realidade do que a apreende ou a esclarece. Textos, vídeos, e outros recursos de comunicação de massa, devem ser criteriosamente avaliados. Os discursos difamatórios tais como os que se dirigem agora contra o PT quase sempre se caracterizam por exemplos isolados recortados da realidade. Quase sempre, tais exemplos não são representativos da totalidade dos grupos e das ideologias envolvidas. Dito de forma simples: uma das armas prediletas da difamação é a manipulação, que se dá quase sempre pelo uso de falas e declarações retiradas do contexto maior de onde foram emitidas. Em lugar de estratégias como essas, que consideramos como atentados à ética e à inteligência das pessoas, gostaríamos de instigar aos pastores, igrejas, demais grupos eclesiásticos e civis, o debate franco e aberto, marcado pelo respeito e pela honestidade, mesmo que resultem em divergências de pensamento entre os participantes.

4. A Aliança de Batistas de Brasil é uma entidade identificada com a promoção e a defesa da vida para toda a sociedade humana e para o planeta. Mas consideramos também que é um perigo quando o discurso de defesa da vida toma carona em rancores de ordem política e ideológica. Consideramos, além disso, como uma conquista inegociável a laicidade de nosso estado. Por isso, desconfiamos de todo discurso e de todo projeto que visa (re)unir certas visões religiosas com as leis que regem nossa sociedade. A laicidade do estado, enquanto conquista histórica, deve permanecer como meio de evitar que certas influências religiosas usurpem o privilégio perante o estado, e promova assim a segregação de confissões religiosas diferentes. É mister recordar uma afirmação de um dos grandes referenciais teológicos entre os batistas brasileiros, atualmente esquecido: "Os batistas crêem na liberdade religiosa para si próprios. Mas eles crêem também na igualdade de todos os homens. Para eles, isso não é um direito; é uma paixão. Embora não tenhamos nenhuma simpatia pelo ateísmo, agnosticismo ou materialismo, nós defendemos a liberdade do ateu, do agnóstico e do materialista em suas convicções religiosas ou não-religiosas" (E. E. Mullins, citado por W. Shurden).  Nossa posição está assentada na convicção de que o Evangelho, numa dada sociedade, não deve se garantir por meio das leis, mas por meio da influência da vida nova em Jesus Cristo. Não reza a maior parte das Histórias Eclesiásticas a convicção de que a derrota do Cristianismo consistiu justamente em seu irmanamento com o Império Romano? Impor a influência de nossa fé por meio das leis do estado não é afirmar a fraqueza e a insuficiência do Evangelho como "poder de Deus para a salvação de todo o que crê"? No mais, em regimes democráticos como o estado brasileiro, existem mecanismos de participação política e popular cuja finalidade é a construção de uma estrutura governamental cada vez mais participativa. Foi-se o tempo em que nossa participação política estava confinada à representatividade daqueles em quem votamos.

5. A Aliança de Batistas do Brasil se posiciona contra a demonização do PT, levando em consideração também que tal processo nega o legado histórico do Partido dos Trabalhadores na construção de um projeto político nascido nas bases populares e identificado com a inclusão e a justiça social. Os que afirmam o nascimento de um "império da iniquidade", com uma possível vitória do PT nas atuais eleições, "esquecem" o fundamental papel deste partido em projetos que trouxeram mais justiça para a nação brasileira, como, por exemplo: na reorganização dos movimentos trabalhistas, ainda no período da ditadura militar, visando torná-los independentes da tutela do estado; na implantação e fortalecimento do movimento agrário-ecológico dos seringueiros do Acre pela instalação de reservas extrativistas na Amazônia, dirigido, na década de 1980, por Chico Mendes; nas ações em favor da democracia, lutando contra a ditadura militar e utilizando, em sua própria organização, métodos democráticos, rompendo com o velho "peleguismo" e com a burocracia sindical dos tempos varguistas; nas propostas e lutas em favor da reforma agrária ao lado de movimentos de trabalhadores rurais, sobretudo o MST; no apoio às lutas pelos direitos das crianças, adolescentes, jovens, mulheres, homossexuais, negros e indígenas; e na elaboração de estratégias, posteriormente transformadas em programas, de combate à fome e à miséria. Atualmente, na reta final do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, vemos que muita coisa desse projeto político nascido nas bases populares foi aplicado. O governo Lula caminha para seu encerramento apresentando um histórico de significativas mudanças no Brasil: diminuição do índice de desemprego, ampliação dos investimentos e oportunidades para a agricultura familiar, aumento do salário mínimo, liquidação das dívidas com o FMI, fim do ciclo de privatização de empresas estatais, redução da pobreza e miséria, melhor distribuição de renda, maior acesso à alimentação e à educação, diminuição do trabalho escravo, redução da taxa de desmatamento etc. É verdade que ainda há muito a se avançar em várias áreas vitais do Brasil, mas não há como negar que o atual governo do PT na Presidência da República tem favorecido a garantia dos direitos humanos da população brasileira, o que, com certeza, não aconteceria num "império de iniquidade". Está ficando cada vez mais claro que os pregadores que anunciam dos seus púpitos o início de uma suposta amplitude do mal, numa continuidade do PT no Executivo Federal, são os que estão com saudade do Brasil ajoelhado diante do capital estrangeiro, produzindo e gerenciando miséria, matando trabalhadores rurais, favorecendo os latifundiários, tratando aposentados como vagabundos, humilhando os desempregados e propondo o fim da história.

Enfim, a Aliança de Batistas do Brasil vem a público levantar o seu protesto contra o processo apelatório e discriminador que nos últimos dias tem associado o Partido dos Trabalhadores às forças da iniquidade.  Lamentamos, sobretudo, a participação de líderes e igrejas cristãs nesses discursos e atitudes, que lembram muito a preparação das fogueiras da inquisição.

 

Maceió, 10 de setembro de 2010.

Pastora Odja Barros Santos - Presidente

 
 
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maria nadie rodrigues

 

Houve um tempo que a ameaça a certas posições políticas nasciam apenas das igrejas católicas. Hoje, com a proliferação de tanatas igrejas, que se dizem evangélicas, ganhar eleição majoritária não tem sido tarefa fácil, na medida em que muitos temas têm que passar pelo crivo de padres e pastores retrógrados. É uma luta grande. O pior é que tem-se visto nesses representantes de igrejas que eles não estão muito coerentes com a Bíblia. As pedradas jogadas na candidata Dilma são a inversão do que Jesus pregou, por exemplo em defesa de Maria Madalena. E pior mesmo é essa gente não conseguir esconder seus interesses, que são das suas igrejas, em amanhã serem beneficiados por esse ou aquele político. Ou seja, no fundo, o que esses "santinhos" querem é muita grana do governo para seguirem suas trilhas de mercenários incorrigíveis.

 
 
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Edson Joanni

Pra mim essa notícia, ao contrário de tirar votos da oposição, vai acirrarainda mais essa "luta do bem contra o mal" que se armou nesse surreal cenário do segundo turno. Os católicos e evangélicos se sentirão ainda mais inclinados a não votar em Dilma, caso o movimento gay proclame apoio oficial à candidata.

 

Milicos de pijamas não terão mais sossego em suas camas! Comissão da Verdade já!

 
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Remindo Sauim

Estes grupos religiosos somados aos políticos do DEM fazem o Brasil recuar aos tempos da ditadura. Que vergonha, gente!!!

 
 
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cesar laus

Vão fazer exatamente o que o grupo de inteligência da candidatura Serra quer que seja feito : Apoio, claro à Dilma Roussef.

Assim, criam o divisor de águas - de um lado ficam gays, lésbicas e afins, e de outro os fundamentalistas religiosos (evangélicos e católicos) da 'família' que são contra o aborto e o casamento gay.

A armadilha foi lançada e os patinhos se encaminham para o mataador.

A contra reação, deles, inteligente, seria pedir e procurar um encontro com Serra e comitê para pedir que mantenha a lei. Assim, criaria uma confusão na tucanalha e deixaria os fundamentalistas religiosos em dúvida sobre o apoio do Serra.

 
 
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Marcos C. Campos

Muito engraçado este Indio :

"Liberdade de expressão é igual a descer o cassete em gays, no mal e no bom sentido" 

kkkkkkkkkk

Tem que rir para não chorar ...

 
 
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jefferson

Serra já conseguiu um feito! Fortalecer e estimular os grupos mais preconceituosos e intolerantes em atuação no pais. Tirou a tampa da panela e agora é impossivel voltar ao que era antes. Isso vindo de um homem que nem religioso é mas que tem uma sede de poder sem limites e ética!

 
 
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Fabrício Azevedo

Se a Dilma não rever essas posições, nós vamos perder essa eleição. Os cristãos do Brasil são uma maioria tão grande que não importa se todos os homossexuais votarem na Dilma, não será suficiente . Caso essa história do Índio se confirme, todos os evangélicos, principalmente os com pouca instrução abandonarão a campanha da Dilma.

Além disso, a lei é bastante controversa. Eu li o PL e realmente ela intenciona criar uma classe com o direito de não ser criticada, o que é inadimissível. Ainda, a lei é bastante inútil, pois o preconceito contra  qualquer discriminação já etá garantido na constituição. Ou seja, não ser claro quanto à essa lei é uma armadilha eleitoral enorme.

Acho que chega um ponto em que todo político tem que fazer concessões, e o mais importante pro país é continuar com a política de inclusão do Lula e com a ascenção social na nossa sociedade. No entanto, se o PT acreditar que vale a pena trocar tudo isso para dar a uma minoria super-direitos, ai infelizmente teremos que nos acostumar com o careca presidente.

 
 
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Gunter Zibell - SP

Eu interpreto o PL 122/06 de outro modo. Ele não cria nenhuma classe com direito de não ser criticada (embora ser essa classe pudesse ser o desejo de algumas denominações religiosas.) Essa é apenas a interpretação viesada do Malafaia e quem acredita nela apenas caiu na armadilha.

O direito de um pastor/padre criticar(em) o comportamento homossexual em púlpitos seguirá o mesmo de gays criticarem pastores em qualquer lugar. Ou de cientistas sociais criticarem a mistificação. O que se pretende mesmo é reduzir a discriminação em escolas e locais de trabalho.

A lei resume-se a complementar a 7716/89:

“Art. 3º O artigo 1º, da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 1º Serão punidos, na forma desta lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero. (NR)”

A mudança proposta é a inclusão das duas últimas expressões (orientação sexual e identidade de gênero) e não pode ser discriminatória em relação a religiosos, posto que a mesma lei proíbe discriminação por religião!

O argumento de que a Constituição já protege de discriminação não procede, pois se a constituição bastasse, porque os religiosos pressionaram pela lei 7716? Porque existe a lei Maria da Penha, se discutem cotas raciais e porque a procedência e etnia foram incluídos na lei 7716? Porisso é que a lei foi aprovada na Câmara.

Para saber mais:

http://www.naohomofobia.com.br/lei/index.php

x-x-x-x-x-x

Outrossim, já passou do momento da classe política e seus militantes entenderem que questões comportamentais não devem mais ser plataformas de governo, inclusive porque não é papel do Executivo propor ou vetar legislação a respeito. Isso vale para a “direita”, “centro” e “esquerda”. Se algo polêmico for aprovado em Congresso e o/a Presidente sentir-se desconfortável, uma solução paliativa seria encaminhar a plebiscito. Senão, a independência entre poderes fica afetada.

Essa confusão fazia algum sentido até os anos 70, quando ainda havia alguma identidade entre progressismo sócio-econômico e liberalismo comportamental. Ao longo das últimas décadas várias mudanças importantes aconteceram e levam a crer que programas de governo devem se centrar em papel do Estado/executivo. Isso não impede, é claro, que o legislativo e judiciário continuem buscando a modernização da legislação.

Um exemplo de como os recortes mudam com o tempo. A nossa imprensa, sabidamente conservadora em questões econômicas, é claramente simpatizante a causas LGBT (talvez se omita justamente agora, mas será exceção) os estados mais conservadores politicamente, os do Sul, são os únicos onde em recente pesquisa Datafolha houve maioria da população favorável à adoção por homossexuais.

Agora, que ainda existe grande incompreensão e intolerância em relação a homossexuais na nossa sociedade, bom, a enorme sequência de posts a respeito neste blog (especialmente nos primeiros meses deste ano) e de comentários que já respondi podem bem servir de exemplo. E, se o preconceito pode partir de serristas, marinistas e dilmistas, a compreensão idem. Aliás, historicamente, gays enfrentaram mais problemas em nações do socialismo real que em capitalistas; em católicas que em protestantes.

E a solução não se dará por eleições presidenciais. Os caminhos serão mais ou menos os mesmos pelos quais se seguiu na Europa Ocidental, nos países mais avançados da América Latina e demais da OCDE. Aparentemente a sociedade brasileira busca imitar a estadunidense, tanto no crescimento do conservadorismo religioso como na despolitização em geral, e isso serve de pista para como seguirão as discussões sobre vários assuntos nas próximas décadas.

 

Tutu, Zapatero, Cristina, Hollande, Obama já deram o recado : não vote em quem não se declarar favorável ao Casamento Gay

 
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Por Fabrício Azevedo

Olha só, o PL cria sim uma classe especial. Veja só esse artigo:

Art. 8º-A Impedir ou restringir a expressão e a manifestação de afetividade em locais públicos ou privados abertos ao público, em virtude das características previstas no art. 1º desta Lei:  Pena: reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos

Nele, fica bem claro que caso homossexuais demonstrem afetividade dentro de um templo, o Pastor nada poderá fazer, e caso faça, será preso. Agora, imaginem a loucura que será quando de repente, dois homossexuais decidirem afrontar determinada igreja e todos as pessoas no culto se manifestarem contra, teremos 400/500 presos?

Ainda não sabemos a origem do homossexualismo, nem eu tenho a pretensão de encontrar uma resposta para isso, mas na minha modesta opinião, o homossexualismo é um comportamento, assim como a religião. E ninguém nasce evangélico ou católico, apesar de muitos discordarem. Por esse ponto de vista, que é o da grande maioria dos brasileiros, a lei é realmente um absurdo, imagina só se faria sentido que um pastor tivesse o direito de fazer uma pregação no meio de uma sessão espírita e que os diretores do centro nada pudessem fazer?

E eu, apesar de não ser evangélico, compreendo perfeitamente como eles se sentem. Acreditem, ainda existem várias igrejas onde homens e mulheres sentam em lados separados nos templos, justamente para evitar manifestações de afetividade, imaginem como seria caso essas manifestações acontecessem entre pessoas do mesmo sexo?

Infelizmente, o PT por incompetência e por não conseguir controlar uma minoria dentro do próprio partido, conseguirá perder a eleição mais ganha da História Brasileira, para um grupo cujo único interesse é destruir nosso patrimônio como nação e acabar com todas as formas de mobilidade social, e tudo isso acontecerá porque os homossexuais querem ter o direito de se manifestar afetivamente em qualquer lugar privado aberto ao público.

Eu tenho certeza absoluta que no momento em que a campanha gay embarcar no barco da Dilma, uma grande maioria de cristãos que votam atualmente no PT (principalmente no Nordeste) desembarcará. O resultado líquido será terrível.

PS: Como já escrevi antes, não sou evangélico, nem católico.

 

 
 
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Gunter Zibell - SP

"Art. 8º-A Impedir ou restringir a expressão e a manifestação de afetividade em locais públicos ou privados abertos ao público, em virtude das características previstas no art. 1º desta Lei:  Pena: reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos Nele, fica bem claro que caso homossexuais demonstrem afetividade dentro de um templo, o Pastor nada poderá fazer, e caso faça, será preso. Agora, imaginem a loucura que será quando de repente, dois homossexuais decidirem afrontar determinada igreja e todos as pessoas no culto se manifestarem contra, teremos 400/500 presos?"

Não, não fica claro porque igrejas embora sejam abertas não são frequentadas por todo e qualquer público, mas apenas pelos seus seguidores. Eu só vou entrar em um templo evangélico se um dia for convidado para um casamento ou algo assim. Se eventualmente alguém quiser fazer uma provocação em uma igreja, a mesma lei 7716/89 serve de argumento para o pastor em questão se defender por preconceito religioso. Igrejas são muito protegidas no Brasil e o agressor no caso é o invasor. Em igrejas católicas e centros espíritas não se vê sequer casais heterossexuais demonstrando afetividade. A troco de quê homossexuais fariam uma provocação dessas em um lugar que não frequentam nem pretendem frequentar? Muito mais provável imaginar em um shopping center. Não é por causa de um exemplo absolutamente irreal e que nunca se viu em lugar algum do mundo que se argumentará em contra de uma lei que busca reduzir problemas muito concretos como os vividos por adolescentes em escolas ou profissionais nos seus trabalhos.

E também há igrejas evangélicas que celebram casamentos entre homossexuais. Ademais, nada impede que se crie uma igreja no Brasil com um pastor gay ou bispa lésbica e que eles discorram sobre sua interpretação da Bíblia.

Se os seguidores do Malafaia ou de outros pastores acreditam nesse discurso paranóico podem muito bem acreditar em qualquer coisa. Mas aí o problema não envolve comportamento homossexual, mas sim ingenuidade. Há alguma razão não explicitada por trás de toda essa reação e é uma questão interna dos evangélicos de algumas denominações tentar entender quais são as motivações de Malafaia. Afinal, líderes de outras religiões não se manifestam do mesmo modo em relação ao PLC 122/06. Além de pastores evangélicos, o Malafaia pode citar quem?

"Ainda não sabemos a origem do homossexualismo, nem eu tenho a pretensão de encontrar uma resposta para isso, mas na minha modesta opinião, o homossexualismo é um comportamento, assim como a religião. E ninguém nasce evangélico ou católico, apesar de muitos discordarem. Por esse ponto de vista, que é o da grande maioria dos brasileiros, a lei é realmente um absurdo, imagina só se faria sentido que um pastor tivesse o direito de fazer uma pregação no meio de uma sessão espírita e que os diretores do centro nada pudessem fazer?"

Não há nenhuma necessidade de se saber os condicionantes do impulso homossexual. Eventualmente saber disso ou da origem da fé religiosa não altera os direitos das pessoas. A lei não é um absurdo e é necessária justamente para fazer valer os direitos de quem é discriminado nas escolas e nas empresas. E não há líderes pedagógicos ou sindicatos contrários à lei. Há algum barulho no Exército. Também não são relatados processos contra igrejas, pois os homossexuais simplesmente não pretendem frequentar uma igreja homofóbica. Então continua sendo importante saber porque tanto interesse de algumas igrejas em manifestarem tão abertamente negativas em relação a homossexuais.

"E eu, apesar de não ser evangélico, compreendo perfeitamente como eles se sentem. Acreditem, ainda existem várias igrejas onde homens e mulheres sentam em lados separados nos templos, justamente para evitar manifestações de afetividade, imaginem como seria caso essas manifestações acontecessem entre pessoas do mesmo sexo?"

Como exposto antes, nas igrejas católicas ou centros espíritas aonde já fui nunca vi manifestações afetivas intensas. Há mais de século não há separação por gênero em igrejas católicas. É parte da etiqueta ocidental não demonstrar expansividade amorosa em igrejas, locais para outras manifestações também positivas. Por outro lado, se alguma religião quiser minha frequência deve tratar-me como igual em direitos e permitir a mim e a meu companheiro o mesmo nível de afetividade que permite a fiéis heterossexuais.

Eu entendo que manifestações de afeto entre duas pessoas do mesmo gênero, como as minhas com meu companheiro, são tão bonitas e sensíveis como as de qualquer outro casal, e que tenho direito a elas. Não pretendo demonstrá-las em igrejas, mas sim em shoppings ou bares, e nesse sentido o Malafaia atrapalha bastante.

"Infelizmente, o PT por incompetência e por não conseguir controlar uma minoria dentro do próprio partido, conseguirá perder a eleição mais ganha da História Brasileira, para um grupo cujo único interesse é destruir nosso patrimônio como nação e acabar com todas as formas de mobilidade social, e tudo isso acontecerá porque os homossexuais querem ter o direito de se manifestar afetivamente em qualquer lugar privado aberto ao público. Eu tenho certeza absoluta que no momento em que a campanha gay embarcar no barco da Dilma, uma grande maioria de cristãos que votam atualmente no PT (principalmente no Nordeste) desembarcará. O resultado líquido será terrível."

Acho que acusar agora uma lei de 2006 e também os gays das dificuldades de comunicação da campanha de Dilma com a população fundamentalista é um pouco demais, não? Gays e lésbicas cansam de votar pelo PSDB em SP, estado onde o Serra assinou com pompa e circunstância a lei do nome social para transgêneros, a autorização para operações de mudanças de sexo nos hospitais públicos e a criação de uma subsecretaria para acolher queixas de discriminação da comunidade LGBT. E nem por isso o PSDB sai do poder aqui.

Menos, muito menos. Os partidos/candidatos é que devem decidir o que colocar nos seus programas e plataformas, definir que público pretendem entusiasmar e saber comunicar isso. Daí quem quiser que faça suas escolhas.  

 

 

Tutu, Zapatero, Cristina, Hollande, Obama já deram o recado : não vote em quem não se declarar favorável ao Casamento Gay

 
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Fabrício Azevedo

O problema é que a lei não é paranóica. Existe sim um grave risco a liberdade de crença.  Veja bem, a bíblia prega o homossexualismo como pecado e a única forma de isso acabar é acabando com a Bíblia.

Quanto ao que você escreveu, se você decidir não entrar numa igreja simplesmente para afrontar, isso faz parte do seu bom senso. No entanto, vários irão afrontar e estarão respaldados pela lei.

Além disso, essa lei jamais passará, até porque em nenhum lugar do mundo coisa semelhante existe e o Brasil com certeza não será o pioneiro. Enquanto isso, estamos numa batalha que é muito mais importante. Caso o projeto de Lula não continue milhões passarão seus próximos anos na miséria e não terão acesso a uma vida melhor.

Acho que já passou da hora do PT jogar essa lei pela janela e seguir em frente.

 
 
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Gunter Zibell - SP

"O problema é que a lei não é paranóica. Existe sim um grave risco a liberdade de crença.  Veja bem, a bíblia prega o homossexualismo como pecado e a única forma de isso acabar é acabando com a Bíblia."

Nada disso. A Bíblia não prega a homossexualidade como pecado. A interpretação anglicana e luterana não é essa. Eram usadas muitas metáforas no passado. Crer nessa interpretação é mais ou menos o mesmo que crer que não se deva comer camarão ou que homens e mulheres não possam usar botões com as casas do mesmo lado (até hoje as roupas são diferentes em função do Deuteronômio.)

Não existe nenhum risco a liberdade de crença. Quanto a isso fique totalmente tranquilo. O risco real que parece haver é de pessoas estarem abdicando de sua capacidade de julgamento e entregando-a a terceiros.

"Quanto ao que você escreveu, se você decidir não entrar numa igreja simplesmente para afrontar, isso faz parte do seu bom senso. No entanto, vários irão afrontar e estarão respaldados pela lei."

Para que alguém faria isso? Por acaso alguém já ameaçou fazê-lo? Isso é apenas um medo construído para manipular, não há nada de real nisso e é incrível que alguém acredite, mas principalmente não serve como argumento contra a lei, porque o objetivo dela é para situações de escola e emprego. Casos assim, como de alguém querendo queimar o Alcorão, chutar imagens santas, quebrar a Pietá são raros e tratados como convier na ocasião.

"Além disso, essa lei jamais passará, até porque em nenhum lugar do mundo coisa semelhante existe e o Brasil com certeza não será o pioneiro.

Não sei se existe em outros países com o mesmo texto, mas provavelmente sim. Uma lei bem ampla protegendo contra a homofobia foi passada há uns meses no Reino Unido. Houve algum barulho porque uma igreja católica queria autorização para demitir funcionários gays (não sei o desfecho.)

No Brasil já passou na Câmara e provavelmente passará no Senado. A esperança do Malafaia é veto presidencial, por isso essa movimentação, mas ele pode ainda solicitar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade. Mas certamente a AGU aprovará. A causa dele é perdida no longo prazo, ele só está fazendo marola, ganhando visibilidade e capital político.

"Enquanto isso, estamos numa batalha que é muito mais importante. Caso o projeto de Lula não continue milhões passarão seus próximos anos na miséria e não terão acesso a uma vida melhor."

Cabe convencer o Malafaia disso, não aos gays. Se esse e outros pastores tiverem a mesma consciência eles não tentariam fazer o tipo de barganha política que estão fazendo. Pode até ser que o PT caia nessa chantagem eleitoral e gays e lésbicas não mudem seu voto, até porque não se espera que o executivo cuide disso.

"Acho que já passou da hora do PT jogar essa lei pela janela e seguir em frente."

A lei não é do PT, é de uma deputada do PT. E concordo que não faça parte, como já não faz, do programa de governo (escrevi mais a respeito.) Seu espírito, contudo, se coaduna com o PNDH-I e II de FHC, se não for um deputado do PT a aprová-la agora, será do PSoL ou do PCdB. A sociedade não vai parar por isso.

 

Tutu, Zapatero, Cristina, Hollande, Obama já deram o recado : não vote em quem não se declarar favorável ao Casamento Gay

 
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Nilson Fernandes

E o que a Dilma tem a ver com isso ?

O Serra é mais reacionário que o Indio ao mandar conversar um tema para tumltuar o processo democrático. O Serra e o indio quando sairem do pais por corrupção irão ter sucesso na  extrema direita Holandesa.

 

Nilson Fernandes

 
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cesar a giometti

O que temos agora, hein? As máscaras estão começando a cair... O PV já não se entende com a Marina e o Pastor Silas Malafaia, que me perdoe, é um cara doente ou ainda não chegou ao século XX. Não sou gay, nem por isso sou contra quem é, porque, por todas as pesquisas que se desenvolvem nas áreas da psicologia e da psiquiatria, ser gay não é ser doente, que precisa se tratar, mas uma conformação do ser humano na sua individualização, que não pode ser negada em sua diversidade e que é desmistificação de todos somos iguais. Não somos, cada um tem a sua individualidade, marcada por diferenças em relação ao padrão médio e abstrato que a mídia tenta impor como perfeito e que faz mal à sociedade. O que proporciona ao Malafaia esse poder de dizer o que é certo ou errado (segundo a ótica dele) e desejar generalizar a todos? É a posição preconceituosa de alguém que se supõe certo, e os outros devem, portanto, acatar suas posições corretas e sábias... Historicamente vemos que o julgamento religioso causou e continua a causar muito mais mal do que bem aos humanos, pois precisa o tempo todo hierarquizar, diminuir os outros para acentuar a sua superioridade, que nós sabemos ser ilusória e desonesta. É uma pena que nos deixemos embalar nesta cantilena conservadora e arcaica.

 
 
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Eugenio carlos

Resumindo...Uma vergonha...Eles  se  esquecem que foi uma prostituta que era mas  chegada  a JESUS..

 
 
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Ivan Moraes

Maria Madalena NUNCA foi prostituta.  A "fonte" dessa mentira eh a igreja catolica.

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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Marcia

Exatamente Ivan, é mais um mito da Igraja Católica!

 
 
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Dulce

:) Sobrou até para Madalena, coitada.

Mas "vamoquevamo"..É Dilma PRESIDENTE. :)

 
 
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Edson Joanni

E hoje, como bem disse Cazuza, ..."transformam o país inteiro num puteiro, porque assim se ganha mais dinheirooooo"...

 

Milicos de pijamas não terão mais sossego em suas camas! Comissão da Verdade já!

 
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Gilson Raslan (Jaru-RO)

Essa mentira vergonhosa sobre Maria Madalena é mais um dos absurdos protagonizados pela Igreja Católica.

Se um homem tivesse a possibilidade de se engravidar, com certeza a Igreja Católica seria a fovor do aborto, para esconder a safadeza dos pedófilos que ela esconde.

 
 
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janete f silva

Sillas Malafaia está totalmente descontrolado, como pode um pastor se colocar desse jeito, ele promove uma ditadura dentro do povo evangelico, só ele esta certo, é o fim colocar mensagens na ruas provocando uma onda preconceituosa e depois vem critica o presidente do Irã, por condenar por apedrejameto uma mulher condenado por um suposto adulterio, na verdade nao duvido nada que ele se candidate nas proximas eleiçoes. O que Sillas quer é um canal de tv  de graça  sem pagar um tostao e já deve ter promessa de Serra se eleito de lhe dar de maos beijada essa concessao  e por isso o apoia, na verdade Sillas só pensa nele e na sua ambiaçao de ser dono de  uma TV, me lembro de como ele metia o pau no bisbo Macedo e agora quer o que Macedo conseguiu , um canal de TV só que Macedo comprou o canal de Silvio Santos, Sillas quer de graça. Aborto, uniao gay, etc. Sao praticas que existem na nossa sociedade e conviver com elas fazem da parte do direito constitucional de ir e vir, tudo isso já existe na sociedade desde que o mundo é mundo. Será que Sillas nao receberia uma oferta gorda ou dizimo de um gay ou de uma mulher que fez aborto?. Gente a salavaçao é individual, tudo que fizermos aqui teremos que prestar contas com Deus, por isso acho uma bobagem estes julgamentos preconceituosos, temos tantas coisa importantes para descutirmos, Sillas deveria se preocupar com os empregos gerados nesse país, deveria ter salas de aulas para ajudar a alfazebetizar os cristaos, deveria se  preocupar com coisas que realmente fazem a diferença na vida das pessoas, nao é formentando o preconceito que vamos fazer a diferença. À propósito ,´so para esclarecer Sillas disse que a igreja é dele, nao é, a igreja somos nós ,o que Sillas se refere como igreja na verdade se chama Templo e nao pertence a ele pertence a Deus e a  todos nós.

 
 
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alfredo machado

Nassif:

Silas Malafaia, sem aquele bigode, virou sósia do Tony Shalhoub, da série Monk; este outdoor do Monk tupiniquim está espalhado em toda a baixada fluminense.

Pelo que se conhece, o pastor dos CDs e DVDs diverge do vice índio quando o assunto é $$$ dos mais necessitados, pois tem como missão divina arrancar dinheiro dos fiéis diariamente, enquanto o outro pretendia proibir as pessoas de dar dinheiro aos pedintes.

Mas nada como o tempo para proporcionar surpresas, e aí estão os dois, o pastor e o vice destrambelhado, ombro a ombro no assunto homossexualismo.

Agora vamos aguardar a posição do derrotado sobre esta discussão, vamos ver qual será o atalho a ser utilizado prá conseguir atender a todos, já que este é o verdadeiro plano de governo do candidato Pinóquio- ficar bem até com as árvores, prometer tudo, qualquer coisa, desde que possa chegar onde pretende, pois acredita que o futuro a ele, ou melhor, a Deus pertence.    

 
 
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Carlos.

Outro dia eu escrevi a seguinte opinião: eu acho que as pessoas devem continuar tendo sua fé, acreditando em Deus, rezando, etc, mas longe das igrejas ou então submetendo o responsável pela igreja  que pretendem frequentar a uma "sabatina" antes. Todos eles posam de "bonzinhos", mas na hora em que a coisa aperta, eles revelam seu caráter verdadeiro e não tem pudores de usar o poder que tem ao seu dispor, o pulpito, em proveito próprio.

Se eu não tivesse ouvido tanta bobagem quando era criança e pré-adoslecente, se não tivessem tentando me enfiar na cabeça que eu tinha que acreditar em Deus apenas porque estavam me dizendo que eu tinha que acreditar em Deus, talvez não tivesse me tornado ateu. O filme "Contato", com Jodie Foster, deixa um questionamento interessante no final, mas hoje eu suspeito dos verdadeiros interesses de seus produtores ao abordar a relação entre o padre e a cientista.

Tive uma professora de Educação Moral e Cívica, em pleno regime militar, que meteu religião em suas aulas e disse que Deus criou todas as coisas. Na hora em que nosso grupinho de pré-adolescentes pentelhos perguntou "E Deus, de onde surgiur?", ela não soube conduzir o debate e plantou a semente do ateísmo em algumas mentes juvenis. Nóis era da piriferia, nóis nem sabia escrever direito apesar das aulas de gramática, mas nóis num era burro e já vivia em pleno século 20, uai! Em mim, a tal semente germinou.

Virei ateu, acho que as pessoas devem continuar com a Fé que tem, mas eu passei a abominar definitivamente as igrejas e religiões depois destes fatos recentes. É isto que esta gente conseguiu: provocar a rejeição justamente das pessoas com algum nível de esclarecimento. Vão ficar só com aquelas velhinhas que se dispõem a bater de porta em porta para pregar a Bíblia ou a fazer procissão com suas cantorias desafinadas. As igrejas estão abrindo mão das "cabeças pensantes" do século 21 e optando por ficar com os tementes a Deus da Idade Média. A igreja é pior que o PIG, pelo simples motivo de que atinge mais gente e causa mais malefícios exatamente porque trabalha cabeças pré-dispostas a ter fé em tudo que um religioso diz. Até onde sei, a grosso modo, fé é o ato de acreditar sem pedir provas, não é?

 
 
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Vantuil Barbosa Filho

Esse Malafáia é um cretino. Infelizes devem ser, seus fieis; agora eu não sei dizer com precisão, qual a autoridade que ele se diz ter, e as perguntas a serem feitas? Quem é esse homem? o que ele é? O que ele está fazendo?. Ele tá parecendo um homem cego, colocando um cordeiro na cova de hienas famintas. Pobres são, os que ouvem um homem, sem autoridade.

 
 
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ednardo ferreira

Belíssimo texto. Sou adventista e assino em baixo.

Nós, protestantes, não somos uma massa uniforme. E mais que ninguém sabemos (ou deveríamos saber) da importância de separar as questões e de sermos coerentes nas posições.

Fonte:  http://www.segundaigreja.org.br/noticias_view.asp?id=340

ELEIÇÕES 2010 E OS APROVEITADORES DA BOA FÉ E DA CREDULIDADE EVANGÉLICA

Rev. Sandro Amadeu Cerveira (02/10/10)

Talvez eu tenha falhado como pastor nestas eleições. Digo isso porque estou com a impressão de ter feito pouco para desconstruir ou no pelo menos problematizar a onda de boataria e os posicionamentos “ungidos” de alguns caciques evangélicos. [1]

Talvez o mais grotesco tenham sido os emails e “vídeos” afirmando que votar em Dilma e no PT seria o mesmo que apoiar uma conspiração que mataria Dilma (por meios sobrenaturais) assim que fosse eleita e logo a seguir implantaria no Brasil uma ditadura comunista-luciferiana pelas mãos do filho de Michel Temer. Em outras o próprio Temer seria o satanista mor. Confesso que não respondi publicamente esse tipo de mensagem por acreditar que tamanha absurdo seria rejeitada pelo bom senso de meus irmãos evangélicos. Para além da “viagem” do conteúdo a absoluta falta de fontes e provas para estas “notícias” deveria ter levado (acreditei) as pessoas de boa fé a pelo menos desconfiar destas graves acusações infundadas. [2]

A candidata Marina Silva, uma evangélica da Assembléia de Deus, até onde se sabe sem qualquer mancha em sua biografia, também não saiu ilesa. Várias denominações evangélicas antes fervorosas defensoras de um “candidato evangélico” a presidência da república simplesmente ignoraram esta assembleiana de longa data.

Como se não bastasse, Marina foi também acusada pelo pastor Silas Malafaia de ser “dissimulada”, “pior do que o ímpio” e defender, (segundo ele), um plebiscito sobre o aborto. Surpreende como um líder da inteligência de Malafaia declare seu apoio a Marina em um dia, mude de voto três dias depois e à apenas 6 dias das eleições desconheça as proposições de sua irmã na fé.

De fato Marina Silva afirmou (desde cedo na campanha, diga-se de passagem) que “casos de alta complexidade cultural, moral, social e espiritual como esses, (aborto e maconha) deveriam ser debatidos pela sociedade na forma de plebiscito” [3], mas de fato não disse que uma vez eleita ela convocaria esse plebiscito.
 
O mais surpreendentemente, porém foi o absoluto silêncio quanto ao candidato José Serra. O candidato tucano foi curiosamente poupado. Somente a campanha adversária lembrou que foi ele, Serra a trazer o aborto para dentro do Sistema Único de Saúde (SUS) [4]. Enquanto ministro da saúde o candidato do PSDB assinou em 1998 a norma técnica do SUS ordenando regras para fazer abortos previstos em lei, até o 5º mês de gravidez [5]. Fiquei intrigado que nenhum colega pastor absolutamente contra o aborto tenha se dignado a me avisar desta “barbaridade”.

Também foi de estranhar que nenhum pastor preocupado com a legalização das drogas tenha disparado uma enxurrada de-mails alertando os evangélicos de que o presidente de honra do PSDB, e ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso defenda a descriminalização da posse de maconha para o consumo pessoal [6].

Por fim nem Malafaia, nem os boateiros de plantão tiveram interesse em dar visibilidade a noticia veiculada pelo jornal a Folha de São Paulo (Edição eletrônica de 21/06/10) nos alertando para o fato de que “O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, afirmou nesta segunda-feira ser a favor da união civil e da adoção de crianças por casais homossexuais.” [7]

Depois de tudo isso é razoável desconfiar que o problema não esteja realmente na posição que os candidatos tenham sobre o aborto, união civil e adoção de crianças por homossexuais ou ainda a descriminalização da maconha. Se o problema fosse realmente o comprometimento dos candidatos e seus partidos com as questões acima os líderes evangélicos que abominam estas propostas não teriam alternativa.

A única postura coerente seria então pregar o voto nulo, branco ou ainda a ausência justificada. Se tivessem realmente a coragem que aparentam em suas bravatas televisivas deveriam convocar um boicote às eleições. Um gigantesco protesto a-partidário denunciando o fato de que nenhum dos candidatos com chances de ser eleitos tenha realmente se comprometido de forma clara e inequívoca com os valores evangélicos. Fazer uma denuncia seletiva de quem esta comprometido com a “iniqüidade” é, no mínimo, desonesto.

Falar mal de candidato A e beneficiar B por tabela (sendo que B está igualmente comprometido com os mesmo “problemas”) é muito fácil. Difícil é se arriscar num ato conseqüente de desobediência civil como fez Luther King quando entendeu que as leis de seu país eram iníquas.

Termino dizendo que não deixarei de votar nestas eleições.

Não o farei por ter alguma esperança de que o Estado brasileiro transforme nossos costumes e percepções morais em lei criminalizando o que consideramos pecado. Aliás tenho verdadeiro pavor de abrir esse precedente.

Não o farei porque acredite que a pessoa em quem votarei seja católica, cristã ou evangélica e isso vá “abençoar” o Brasil. Sei, como lembrou o apóstolo Paulo, que se agisse assim teria de sair do mundo.

Votarei consciente de que os temas aqui mencionados (união civil de pessoas do mesmo sexo, descriminalização do aborto, descriminalização de algumas drogas entre outras polêmicas) não serão resolvidos pelo presidente ou presidenta da república. Como qualquer pessoa informada sobre o tema, sei que assuntos assim devem ser discutidos pela sociedade civil, pelo legislativo e eventualmente pelo judiciário (como foi o caso da lei de biossegurança) [8] com serenidade e racionalidade.

Votarei na pessoa que acredito representa o melhor projeto político para o Brasil levando em conta outras questões (aparentemente esquecidas pelos lideres evangélicos presentes na mídia) tais como distribuição de renda, justiça social, direitos humanos, tratamento digno para os profissionais da educação, entre outros temas. (Ver Mateus 25: 31-46) Estas questões até podem não interessar aos líderes evangélicos e cristãos em geral que já ascenderam à classe média alta, mas certamente tem toda a relevância para nossos irmãos mais pobres.

______________________

NOTAS

[1] As afirmações que faço ao longo deste texto estão baseadas em informações públicas e amplamente divulgadas pelos meios de comunicação. Apresento os links dos jornais e documentos utilizados para verificação.

[2] http://www.hospitaldalma.com/2010/07/o-cristao-verdadeiro-nao-deve-votar-na.html

[3]http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/marina+rebate+declaracoes+de+pastor+evangelico+silas+malafaia/n1237789584105.html
Ver também http://www1.folha.uol.com.br/poder/805644-lider-evangelico-ataca-marina-e-anuncia-apoio-a-serra.shtml

[4]http://blogdadilma.blog.br/2010/09/serra-e-o-unico-candidato-que-ja-assinou-ordens-para-fazer-abortos-quando-ministro-da-saude-2.html

[5] http://www.cfemea.org.br/pdf/normatecnicams.pdf

[6] http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=856843&tit=FHC-e-intelectuais-pedem-legalizacao-da-maconha

[7] http://www1.folha.uol.com.br/poder/754484-serra-se-diz-a-favor-da-uniao-civil-e-da-adocao-de-criancas-por-gays.shtml

[8] http://www.eclesia.com.br/revistadet1.asp?cod_artigos=206

Como nossa página não oferece o recurso de postar comentário diretamente nesta parte convido aos que desejarem faze-lo a enviar um email para segundaigreja@segundaigreja.org.br em nome do Rev. Sandro que publicaremos com prazer.

Fonte: Segunda Igreja Presbiteriana de Belo Horizonte

 
 
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Malcolm L

Antes de mais nada, quero deixar bem claro que os cristãos não têm nada contra o homossexuais. As pessoas têm a liberdade de fazer o que elas querem, da forma como elas querem. O xia da questão é querer que todos aceitem isso como uma verdade absoluta e inquestionável. Não se pode dizer que o homossexualismo não tem origem genética, por exemplo, senão é acusado de intolerante.

O problema deste projeto de lei é que ele torna parte da sociedade em cidadãos especiais.

Por exemplo, vejamos parte do PL:

Art. 7º A Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989,  passa a vigorar acrescida dos seguintes art. 8º-A e
8º-B:
“Art. 8º-A Impedir ou restringir a expressão e a manifestação de afetividade em locais públicos ou privados abertos ao público, em virtude das características previstas no art. 1º desta Lei:
Pena: reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos.”

Como o pastor disse: Se um casal homossexual estiver, por exemplo, no pátio da igreja e um casal homossexual estiver trocando carícias (manifestação de afeticidade) e o pastor chamar a atenção, vai preso porque a kei assim o exigirá.

E se o pastor além de chamar a atenção, pedir para que eles se retirem, mais um a três anos adicionados a pena.

Art. 5º Os arts. 5º, 6º e 7º da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1999, passam a vigorar com a seguinte
redação:

“Art. 5º Impedir, recusar ou proibir o ingresso ou a permanência em qualquer ambiente ou estabelecimento público ou privado, aberto ao público:
Pena: reclusão de 1 (um) a 3 (três) anos.”{NR)

Além disso, além de ter o pastor preso por ter chamado a atenção a atitudes contrárias ao que diz a Bíblia, por isso ele chama a atenção, ainda sofre sanção financeira e a Igreja é fechada.

Art. 8º Os arts. 16 e 20 da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1999, passam a vigorar com a seguinte re-
dação:

“Art. 16. Constituem efeito da condenação:

V – multa de até 10.000 (dez mil) UFIR, podendo ser multiplicada em até 10 (dez) vezes em caso de reincidência, levando–se em conta a capacidade financeira do infrator;

VI – suspensão do funcionamento dos estabelecimentos por prazo não superior a 3 (três) meses.

Ou seja, se a Igreja quiser ter a liberdade de expressão de falar contra a homossexualidade, já que a Bíblia, livro de fé dos cristãos condena a homossexualidade, ela é fechada.

As pessoas podem falar o que quiserem dos cristãos. Bem, ou mal. Chamá-los de progressistas ou fundamentalistas, mas existe essa liberdade para isso. Agora, se esse novo projeto de lei virar lei de fato, não se poderá dizer nada contra o homossexualismo, senão a pessoa é presa.

Esse Projeto de Lei é baseado no PL 5003/2001 que entre outras coisas, pede o seguinte:

O Congresso Nacional decreta:
Art. 1º qualquer pessoa jurídica que por seus agentes, empregados, dirigentes, propaganda ou qual-
quer outro meio, promoverem, permitirem ou concorrerem para a discriminação de pessoas em virtude
de sua orientação sexual serão aplicadas as sanções previstas nesta Lei, sem prejuízo de outras de natu-
reza civil ou penal.
Art. 2º Para os efeitos desta Lei são atos de discriminação impor às pessoas, de qualquer orientação
sexual, e em face desta, as seguintes situações

 
V – preterimento em aluguel ou locação de qualquer natureza ou aquisição de imóveis para fins residenciais, comerciais ou de lazer;

Se um homossexual estiver disputando com alguém um imóvel para alugar, o locador será obrigado a locar o imóvel para o homossexual. Se, por um motivo qualquer, o locador preferir outro, o homossexual poderá alegar discriminação.

Reitero mais uma vez que não temos nada contra os homossexuais, apenas não concordamos com sua prática. Ele ou ela tem todo o direito de, querendo ser homossexual, exercer a sua escolha. O problema é querer, com esse projeto de lei, tornar-se cidadão melhor do que outros, tendo privilégios especiais.

A ironia de tudo é que, com este artigo, receberei muitas críticas. O que é da Liberdade de Expressão.

 
 
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Gunter Zibell - SP

Até a CNBB já publicou interpretações enviesadas da lei 122/06 no seu blog, e isso não impediu que o Plínio colocasse o primeiro beijo gay da televisão brasileira em seu programa eleitoral. As pessoas acreditam no que desejam - e aí surgem interpretações para todos os gostos - , não serão comentários em blogs que mudarão a percepção das pessoas.

Os direitos dos gays e lésbicas são apenas mais um dos esqueletos - sem relação imediata com participação do Estado na economia - que nossa sociedade precisa tirar do armário (os outros de que lembro agora são cotas raciais, regulamentação das comunicações, aborto, distribuição de terras, compromisso com sustentabilidade, planejamento de previdência, abertura a imigração, maconha.)

Enfim, como em mais de uma ocasião, vamos ao meu contraponto, mal não faz deixar outras pessoas verem interpretação diversa. Aliás, se existe algo que me faria ter motivação para alguma atuação política seria batalhar pela tolerância.

"Não se pode dizer que o homossexualismo não tem origem genética, por exemplo, senão é acusado de intolerante."

Comentário : claro que pode dizer que não tem, como também dizer que tem. Não há determinação conhecida e definitiva do comportamento homossexual. E nem importa conhecer alguma. O que conta é que se alguém é ou está homossexual deve ter assegurados seus direitos a não ser discriminado.

“O problema deste projeto de lei é que ele torna parte da sociedade em cidadãos especiais. Por exemplo, vejamos parte do PL: Art. 7º A Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989,  passa a vigorar acrescida dos seguintes art. 8º-A e 8º-B: “Art. 8º-A Impedir ou restringir a expressão e a manifestação de afetividade em locais públicos ou privados abertos ao público, em virtude das características previstas no art. 1º desta Lei: Pena: reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos.”

Ao contrário, o intuito é passar de segunda classe para cidadãos iguais. Porque heterossexuais podem trocar carinhos em shoppings, cinemas e escolas e gays e lésbicas não? Porque gays e lésbicas devem continuar sendo expulsos de bares ou restaurantes apenas por demonstrarem afeto?

“Como o pastor disse: Se um casal homossexual estiver, por exemplo, no pátio da igreja e um casal homossexual estiver trocando carícias (manifestação de afeticidade) e o pastor chamar a atenção, vai preso porque a lei assim o exigirá. E se o pastor além de chamar a atenção, pedir para que eles se retirem, mais um a três anos adicionados a pena. Art. 5º Impedir, recusar ou proibir o ingresso ou a permanência em qualquer ambiente ou estabelecimento público ou privado, aberto ao público: Pena: reclusão de 1 (um) a 3 (três) anos.”{NR) Além disso, além de ter o pastor preso por ter chamado a atenção a atitudes contrárias ao que diz a Bíblia, por isso ele chama a atenção, ainda sofre sanção financeira e a Igreja é fechada.”

Discurso apenas diversionista com exemplos irrealistas. Uma igreja não é freqüentada por todo e qualquer público, como uma escola, hospital ou repartição pública, mas apenas por seus respectivos simpatizantes. Porque algum gay iria freqüentar o pátio de uma igreja homofóbica? Há religiões que proíbem o consumo de álcool e ninguém está preocupado com a possibilidade de alguém ser preso por condenar essa prática. Há igrejas que determinam que não se entre nelas sem estar devidamente trajado ou, alternativamente, que se use algum determinado adereço. A restrição dos evangélicos em relação a homossexualidade tende a desaparecer à medida que nas novas gerações gays e lésbicas se declararem aos seus familiares. Ou alguém tem a ilusão de que não existam evangélicos gays?

A maioria absoluta dos gays e lésbicas tem fé (eu inclusive), mas temos o bom senso de apenas frequentarmos os locais onde nos sentimos acolhidos. Não existe nenhuma conspiração em marcha para realizar um "beijaço" em uma igreja.

“Art. 8º Os arts. 16 e 20 da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1999, passam a vigorar com a seguinte redação: “Art. 16. Constituem efeito da condenação: V – multa de até 10.000 (dez mil) UFIR, podendo ser multiplicada em até 10 (dez) vezes em caso de reincidência, levando–se em conta a capacidade financeira do infrator; VI – suspensão do funcionamento dos estabelecimentos por prazo não superior a 3 (três) meses. Ou seja, se a Igreja quiser ter a liberdade de expressão de falar contra a homossexualidade, já que a Bíblia, livro de fé dos cristãos condena a homossexualidade, ela é fechada.”

Isso é impossível, até porque a lei 7716/89 já previne contra a discriminação de religiões e a constituição garante a liberdade religiosa. Se a preocupação fosse apenas isso (e não a busca de discurso manipulativo) porque a bancada religiosa não pediu um adendo à lei pedindo isenção de considerar igrejas locais públicos?

Outrossim, é grande a variedade de denominações cristãs que interpretam que a Bíblia não condena a homossexualidade, inclusive ordenando pastores e realizando cerimônias de casamento. Então trata-se de uma questão que opõe religiosos entre si.

“As pessoas podem falar o que quiserem dos cristãos. Bem, ou mal. Chamá-los de progressistas ou fundamentalistas, mas existe essa liberdade para isso. Agora, se esse novo projeto de lei virar lei de fato, não se poderá dizer nada contra o homossexualismo, senão a pessoa é presa.”

Mas, afinal, qual a necessidade e a serventia de se falar algo contra a homossexualidade? Porque é uma causa tão cara falar mal de pessoas? Qual o dano que os fundamentalistas imaginam ver em um relacionamento afetivo entre pessoas do mesmo gênero?

“V – preterimento em aluguel ou locação de qualquer natureza ou aquisição de imóveis para fins residenciais, comerciais ou de lazer; Se um homossexual estiver disputando com alguém um imóvel para alugar, o locador será obrigado a locar o imóvel para o homossexual. Se, por um motivo qualquer, o locador preferir outro, o homossexual poderá alegar discriminação.”

Poderá e deverá alegar discriminação. Afinal a lei é para evitar a discriminação que ainda existe na nossa sociedade.

“Reitero mais uma vez que não temos nada contra os homossexuais, apenas não concordamos com sua prática. Ele ou ela tem todo o direito de, querendo ser homossexual, exercer a sua escolha. O problema é querer, com esse projeto de lei, tornar-se cidadão melhor do que outros, tendo privilégios especiais. A ironia de tudo é que, com este artigo, receberei muitas críticas. O que é da Liberdade de Expressão.”

Claro que tem em contra, falam isso reiteradas vezes. Mas não existe isso dos homossexuais quererem ser cidadãos melhores. O que os homossexuais não concordam é com o oposto, que fundamentalistas se julguem no direito de discriminar. É um pouco como a piada do “pega ladrão”. Apenas quem pretende discriminar tem receio de legislação antidiscriminatória.

 

Tutu, Zapatero, Cristina, Hollande, Obama já deram o recado : não vote em quem não se declarar favorável ao Casamento Gay

 

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