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História: a formação do Terceiro ReichEnviado por luisnassif, seg, 30/01/2012 - 19:00Do Opera Mundi Hoje na História: 1933 - Hitler forma novo governo e inaugura terceiro ReichMesmo sem maioria no Reichstag, Partido Nazista assumiria sob promessa de encerrar crise econômica alemãNa gelada manhã de 30 de janeiro de 1933 chegaria ao fim a tragédia da República de Weimar, a tragédia de 14 frustrados anos nos quais os alemães buscaram, sem sucesso, pôr em funcionamento uma democracia. WikiCommons
Aproximadamente às 10h30, os membros do ministério proposto em negociações entre nazistas e reacionários da velha escola, somados às forças conservadoras, de centro e de setores sociais-democratas, atravessam o jardim do palácio e se apresentam no gabinete presidencial. O presidente da República, o velho marechal Paul von Hindenburg, de 86 anos, confia a chancelaria a Adolf Hitler, führer do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei, NSDAP), mais conhecido como Partido Nazista, e o encarrega de formar o novo governo. A nomeação surpreendente de Hitler seguiu-se às tratativas entre os dirigentes conservadores, em especial o ex-chanceler Franz von Papen, e os simpatizantes nazistas, representados pelo doutor Hjalmar Schacht, um reputado economista responsável pelo reordenamento espetacular da economia alemã após a crise inflacionária de 1923, o "ano desumano". Os conservadores e o empresariado queriam se servir de Hitler para deter a ameaça comunista. Não acreditavam que os nazistas representassem um perigo real para a democracia alemã. O Partido Nazi estava perdendo velocidade eleitoral. No pleito de 31 de julho de 1932 havia conquistado 230 cadeiras no Reichstag de um total de 608 – 37,3 % dos votos populares. Já nas eleições legislativas de novembro do mesmo ano, obtiveram 33,1% dos sufrágios, perdendo 2 milhões de votos e 34 lugares no Parlamento. Os comunistas ganharam 750 mil votos e os social-democratas perderam a mesma quantidade. Com esse resultado, os comunistas passaram de 89 para 100 cadeiras e os socialistas caíram de 133 para 121 deputados. Os dois somados superavam largamente as 196 cadeiras nazistas. A perda de dois milhões de votos nazistas sobre um total de 17 milhões, em apenas quatro meses, significava um duro revés. O governo formado por Hitler foi aberto amplamente aos representantes da direita clássica. Não contava com mais do que três nazistas, Hitler, entre eles, e Von Papen, como vice-chanceler. Por falta da maioria absoluta no Reichstag, Hitler parecia longe de poder governar a sua vontade. Ninguém leva a sério os discursos racistas. Muitos alemães pensam, contudo, que ele poderia recuperar o país atormentado pela crise econômica. Com uma rapidez fulminante e por meios totalmente ilegais, vai consolidar a ditadura a despeito da fraca representação de seu partido no governo e no Reichstag. No dia seguinte a sua investidura na chancelaria, Hitler dissolve o Reichstag e prepara novas eleições para 5 de março de 1933. Ao mesmo tempo, traça aquilo que seu chefe de propaganda, Josef Goebbels, chama de "as grandes linhas da luta armada contra o terror vermelho". As tropas de assalto de seu partido, as SA (Sturmabteilung), aterrorizam a oposição como forma de campanha eleitoral. Cometem pelo menos 51 assassinatos. Um dos principais ajudantes de Hitler, Hermann Goering, ocupando o cargo chave de Ministro do Interior da Prússia, manipula a polícia, demitindo funcionários hostis e colocando os nazistas nos postos essenciais. Hitler faz rondar o "espectro da revolução bolchevique", mas como esta tarda a eclodir, decide inventá-la. Em 24 de fevereiro, uma batida na sede do Partido Comunista permite a Goering anunciar a apreensão de documentos prenunciando a revolução. Esses documentos jamais foram publicados. Como toda essa agitação não parecia bastar para acumular a maioria dos sufrágios aos nazistas, decidem pôr fogo no Reichstag. As classes conservadoras julgavam ter encontrado o homem que as ajudaria a alcançar suas metas : erguer uma Alemanha autoritária que pusesse termo à "insensatez democrática", esmagasse os comunistas e o poder dos sindicatos, arrancasse as algemas de Versalhes, reconstruísse um grande exército e reconquistasse para o país o seu lugar ao sol. O Império dos Hohenzollern fora edificado sobre as vitórias militares da Prússia ; a República alemã sobre a derrota diante dos Aliados depois de uma grande guerra. O Terceiro Reich, porém, nada devia aos azares da guerra. Foi instaurado em tempos de paz, e pacificamente, pelos próprios alemães.
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Comentários + votados
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Vânia
30/01/2012 - 19:22
Eu li hoje pela manhã esse artigo e, inclusive, coloquei no "Fora de Pauta"
É assustador...
"O Império dos Hohenzollern fora edificado sobre as vitórias militares da Prússia ; a República...
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Ricardo Santos
30/01/2012 - 19:37
A Igreja Católica finge de morta, mas, foi patrocinadora do partido Nazista, bem como do fascismo na Itália...
E aqui em Sucupira, como ela se comportará?
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joselitus_maximus
30/01/2012 - 19:46
"... O presidente da República, o velho marechal Paul von Hindenburg, de 86 anos, confia a chancelaria a Adolf Hitler ..."
Mais um exemplo de como essa história de não ser "nem de...
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Jose de Almeida Bispo
30/01/2012 - 20:57
A direita mundial conduziu Hitler, o exterminador de comunistas. A Alemanha apenas realizou o ato. A América Latina, já a reboque dos Estados Unidos seguiu a direita americana e a extrema direita...
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Diogo Costa
30/01/2012 - 21:32
Estamos a falar das eleições legislativas (Hitler também foi derrotado na eleição presidencial de 1932) na Alemanha pré-nazista e confesso que não entendi patavinas do seu comentário... Mas, de...
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AlexandreCarvalho
30/01/2012 - 22:05
Ao invés de mentiras de protestantes e ateus, eu prefiro o testemunho do cientista judeu mais famoso do mundo:
Em um artigo da Time Magazine, do dia 23 de Dezembro de 1940, na página 38...
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Paulo
30/01/2012 - 22:35
Existe um texto que corrobora suas afirmações.
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2ª Guerra Mundial - Uma guerra soviético-germânica
"enquanto os aliados brincavam, no...
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Jose de Almeida Bispo
30/01/2012 - 22:42
Churchill nada mais foi do que alguém que não engoliu o que a direita inglesa, da qual fazia parte, também torcia. E fez do combate de primeira hora a Hitler sua bandeira. Aproveitou o incidente no...
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Jose de Almeida Bispo
30/01/2012 - 22:53
Ao menos da minha parte, faz tempo que conheço esses números. Alguns sem inflação, claro; mas nem tão pouco animadores, do lado do stalinismo. Stalin passa a idéia que queria o mesmo que os franceses...
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Diogo Costa
30/01/2012 - 22:56
Ficou meio confuso, mas ele deve estar se referindo a burrice dos comunistas da Alemanha teleguiados pelo Komintern soviético direto para o cadafalso... A história é mesmo fascinante, o que levou os...
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Luiz Lima
30/01/2012 - 23:56
De novo essa canalhice? Não passa uma semana sem que os neonazis invoquem essa aberração sem qualquer base histórica - o Holodomor só existiu na propaganda nazista - para jogar na parede esses...
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AlexandreCarvalh0
30/01/2012 - 23:58
a difamação "A Igreja Católica foi patrocinadora do partido Nazista" = cobrança de uma postura humana? As palavras de Einstein só valeriam se fossem pra difamar a Igreja?
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Leandro Rodrigues
31/01/2012 - 08:04
Lave sua boca antes de falar dos milhares de homens e mulheres que lutaram por um mundo mais justo Blaya. 2000 anos de uma instituição criminosa como a Igreja não são justificados por alguns...
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MarcosAS
31/01/2012 - 08:55
Perfeito, Luiz Lima! Essa gente não descansa, e a coisa parece estar se ampliando. Tive um aluno no ano passado que se agarra com todas as forças nessa peça ideológica que é o holodomor. Até história...
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Guilherme Losilla
31/01/2012 - 08:56
Não é bem assim!
As pessoas queimavam igrejas, não anarquistas e/ou comunistas! O povo tinha um ódio enorme da Igreja e de suas regalias... Esse tipo de coisa aconteceu na Espanha durante todo o...
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Eu li hoje pela manhã esse artigo e, inclusive, coloquei no "Fora de Pauta"
É assustador...
"O Império dos Hohenzollern fora edificado sobre as vitórias militares da Prússia ; a República alemã sobre a derrota diante dos Aliados depois de uma grande guerra. O Terceiro Reich, porém, nada devia aos azares da guerra. Foi instaurado em tempos de paz, e pacificamente, pelos próprios alemães."
Foi inevitável a associação com esse momento cada vez mais radical da direita aqui no Brasil
A Igreja Católica finge de morta, mas, foi patrocinadora do partido Nazista, bem como do fascismo na Itália...
E aqui em Sucupira, como ela se comportará?
O caminho do mistério aponta para dentro!
Ao invés de mentiras de protestantes e ateus, eu prefiro o testemunho do cientista judeu mais famoso do mundo:
Em um artigo da Time Magazine, do dia 23 de Dezembro de 1940, na página 38, cujo original se encontra online no site da própria revista e pode ser lido aqui:
http://www.time.com/time/magazine/article/0,9171,765103,00.html
o cientista mais famoso do mundo, Albert Einstein disse:
"Somente a Igreja ficou no caminho da campanha de Hitler para anular a verdade. Eu nunca tive nenhum interesse especial na Igreja antes, mas agora eu sinto uma grande afeição e admiração porque a Igreja sozinha teve a coragem e a firmeza para defender a verdade intelectual e a liberdade moral. Sou obrigado, portanto, a confessar que aquilo que antes eu desprezava, eu agora louvo sem reservas."
Kkkkkkkkkkkkkkk. Todo mundo tem o direito de se enganar. O que houve na Espanha pré-franquista de padres republicanos e comprometidos com a liberdade não se conta. Mas... e quem mandava, tava de que lado? Quanto a Einstein, mesmo acreditando que a Times não fez ali o que fez recentemente durante a "guerra contra as armas de destruição em massa" de Sadam... até cientista tem o direito de se enganar.
É preciso acabar com essa psicose de que sempre que se cobra uma postura humana de dirigentes da Igreja Católica ou de qualquer instituição do gênero está a se atacar a instituição. Isso é coisa de inquisidor. Ou de gente por ele manipulada para atingir seus objetivos de poder.
a difamação "A Igreja Católica foi patrocinadora do partido Nazista" = cobrança de uma postura humana? As palavras de Einstein só valeriam se fossem pra difamar a Igreja?
Einstein era ateu. Sabia?
Tambem apoiou Franco na Espanha.
Srªs Senadoras e Srs. Senadores, a Transparência Internacional divulgou, nesta terça-feira, a classificação anual dos países mais corruptos do mundo, e a situação do Brasil, sob o império do “lulismo”, só piorou. Demóstenes Torres 08/10/2003
do outro lado estavam os comunistas e anarquistas que incendiavam igrejas e estupravam freiras! a esquerda aloprada de sempre acreditando que tinham a historia do lado deles! do mesmo jeito que a turba (cada vez menor, e verdade) hoje ataca a Igreja achando que tem o apoio do povo apenas porque prometem um vida melhor!
"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." Max Frich
Lave sua boca antes de falar dos milhares de homens e mulheres que lutaram por um mundo mais justo Blaya. 2000 anos de uma instituição criminosa como a Igreja não são justificados por alguns representantes dignos que ela venha a ter, e tem, muito menos por ataques infames e ignorantes como esse às pessoas que lutaram pela democracia, pela liberdade, pela igualdade. Defendendo o Franquismo, agora? Não há limites para a canalhice mesmo.
Não é bem assim!
As pessoas queimavam igrejas, não anarquistas e/ou comunistas! O povo tinha um ódio enorme da Igreja e de suas regalias... Esse tipo de coisa aconteceu na Espanha durante todo o século XIX, sempre que havia um levante social, ao menos uma igreja era queimada... Inclusive na Catalunha, após o golpe militar, os anarquistas foram quem salvaram muitas obras de arte que seriam queimadas junto às igrejas...
corrigindo: movimento cada vez mais radical...
A direita mundial conduziu Hitler, o exterminador de comunistas. A Alemanha apenas realizou o ato. A América Latina, já a reboque dos Estados Unidos seguiu a direita americana e a extrema direita encastelada na Igreja Católica no apoio à "imposição da ordem". A França blefou o tempo inteiro, com sua direita de fato implorando a invasão nazista para "por ordem" contra os comunistas; com isso travando a reação do maior e mais bem preparado exército então existente. O Brasil do Estado Novo era fascista. Brando, mas era. Só quando todo mundo viu que o tiro saiu pela culatra, e que Stalin acabaria em algum dia jantando em Lisboa é que de uma hora pra outra se começou a demonizar Hitler; se descobriu campos de concentração... até se penalizou em conhcer os 20 milhões de mortos da União soviética. O desembarque na Normandia foi um ato de desespero; pra segurar os comunas, ao menos até onde ficaram até 1989.
A direita mundial de 1940 tinha alguma decência; a de hoje?
Em 1940 Winston Churchill, simbolo da direita mundial, era o maior inimigo de Hitler e no mesmo 1940, Stalin, o lider do comunismo mundial era aliado de Hitler, viu como visão esquematica da Historia não adianta nada?
Churchill nada mais foi do que alguém que não engoliu o que a direita inglesa, da qual fazia parte, também torcia. E fez do combate de primeira hora a Hitler sua bandeira. Aproveitou o incidente no Rio da Prata e os primeiros bombardeios alemães pra se alçar ao poder. Foi o único de visão na Inglaterra. O resto foi pura sorte. Tá tudo na brilhante série, não de alguma TV russa ou cubana; mas na BBC, que tem moral pra falar sobre o que fala porque, acima de tudo, "imprensa" que se respeita. E cá entre nós, a direita inglesa sempre foi menos arrogante que a direita continental européia, especialmente a católica. Logo, bem mais racional. Esperemos pelo futuro do Euro e da Libra.
Existe um texto que corrobora suas afirmações.
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2ª Guerra Mundial - Uma guerra soviético-germânica
"enquanto os aliados brincavam, no Ocidente europeu, com 6 divisões alemãs, os russos enfrentavam 185 divisões alemãs" [30 vezes mais] (Relatos de Winston Churchill em suas memórias)
a Segunda Grande Guerra foi na verdade, “uma guerra soviético-germânica, com a ação inglesa e americana apenas na periferia” (historiador americano John Bagguley)
Ao longo da década de 1930 os governos da França e da Inglaterra tiveram uma atitude complacente em relação às agressões hitleristas na Europa. Esperavam transformar a Alemanha nazista em instrumento contra a URSS e, entre junho e agosto de 1930, ocorreram duas conferências secretas anglo-alemãs em que os britânicos, em troca da intocabilidade de seu próprio império, garantia a Hitler liberdade de ação no leste da Europa.
"Metade dos mortos na 2ª Guerra Mundial eram URSS.Tida como uma guerra capitalista - já que era a Alemanha, pela segunda vez, que tentava ocupar espaço na geopolítica Mundial - a 2ª guerra mundial vitimou ao todo 27 milhões de URSS"
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O jornalista José Carlos Ruy resgata o papel do Exército Vermelho na ofensiva que derrotou o nazismo. Sessenta e cinco anos depois do fim da Segunda Guerra, Hollywood passa a impressão de que os EUA é que fizeram o serviço principal. A verdade histórica é outra.
O alvo de Hitler era a URSS
A guerra como recurso para encontrar o “espaço vital” (lebensraum) para a expansão alemã no leste europeu havia sido prevista por Hitler em 1925, registrada no livro Mein Kampf (Minha Luta), que se tornou o evangelho nazista. E o alvo era a Rússia soviética e os povos eslavos ao leste da Alemanha. “Quando hoje falamos em novo território na Europa, devemos pensar principalmente na Rússia e nos seus Estados vassalos limítrofes”, escreveu.
E foi contra os russos e os povos do leste da Europa que os nazistas dirigiram a parte mais significativa de sua ação guerreira, cuja medida é dada pela lembrança que o então primeiro ministro britânico, Winston Churchill registrou em suas memórias:enquanto os aliados brincavam, no Ocidente europeu, com seis divisões alemãs, escreveu, os russos enfrentavam 185 – 30 vezes mais! Uma disparidade que levou o historiador americano John Bagguley a dizer que a Segunda Grande Guerra foi na verdade, “uma guerra soviético-germânica, com a ação inglesa e americana apenas na periferia”
No planejamento da invasão contra a URSS, entre 1940 e 1941, a decisão de destruir o estado soviético passou das páginas do Mein Kampf para as pranchetas dos oficiais nazistas, e a ordem de Hitler era específica: “eliminar completamente a própria capacidade da Rússia de existir. Eis o objetivo!”.
Ele pretendia começar a ação em maio de 1941, com 120 divisões, deixando outras 60 no Ocidente europeu, e esperava concluir a operação em cinco meses, antes do início do inverno russo. Em dezembro de 1940 aumentou o número de divisões para 120 a 130 e previa o início da invasão para meados de maio de 1941. Finalmente, a data marcada foi 22 de junho de 1941.
Complacência e cumplicidade
Aquela foi uma época de preparativos frenéticos para os protagonistas da disputa mundial que se acentuava. Ao longo da década de 1930 os governos da França e da Inglaterra tiveram uma atitude complacente em relação às agressões hitleristas na Europa. Esperavam transformar a Alemanha nazista em instrumento contra a URSS e, entre junho e agosto de 1930, ocorreram duas conferências secretas anglo-alemãs em que os britânicos, em troca da intocabilidade de seu próprio império, garantia a Hitler liberdade de ação no leste da Europa.
Mesmo depois do início da invasão da URSS as potências capitalistas relutavam em abrir uma segunda frente, no Ocidente europeu, contra Hitler, apesar da insistência soviética nesse sentido. Em 1941 e 1942 alguns generais americanos e ingleses apoiavam a abertura dessa frente e consideravam que seu adiamento significaria o rompimento de compromissos assumidos com Moscou. Eles enfrentavam a oposição principalmente do primeiro ministro inglês, Winston Churchill, que era contrário à abertura dessa frente sob o pretexto de que o poderio alemão nas áreas ocupadas impedia aquela iniciativa, apesar das promessas feitas aos soviéticos em pelo menos duas ocasiões, em 1942. O desembarque na Normandia, em junho de 1944 – no famoso Dia D –, que significou a abertura daquela segunda frente, só ocorreu depois do começo da ofensiva do Exército Vermelho no Leste Europeu, ino início daquele ano e que avançou rapidamente rumo ao oeste.
[Só desembarcaram na normandia em 1944, porque ficaram com medo dos russos derrotarem os Alemães e acabarem avançando pela Europa à fora. Assim os capitalistas perderiam espaço para os comunistas na região capitalista mais importante naquela época que era a Europa. A confirmação disto foi a divisão da Alemanha em duas, a Capitalista Ocidental e a Comunista Oriental.]
Mesmo na iminência da derrota, em 1945, quando as tropas russas já estavam em território alemão, a crença de que o nazismo ainda representaria um dique contra os bolcheviques ecoava na esperança da cúpula hitlerista de que o avanço do Exército Vermelho levaria a Inglaterra a socorrer os alemães, disse o historiador William I. Shirer.
Ante essa nítida cumplicidade entre as potências européias e os nazistas, e pressionado entre dois adversários igualmente ferozes, o governo soviético assinou com a Alemanha, em agosto de 1939, seu próprio Tratado de Não Agressão. O objetivo era ganhar tempo e preparar a pátria socialista para uma guerra que se avizinhava e na qual seria o alvo principal.
A preparação soviética
O governo de Stálin ganhou assim dois anos de tranqüilidade pois a agressão alemã contra a URSS começou em junho de 1941. E aquele período foi bem aproveitado. Já em setembro de 1939, poucas semanas depois da assinatura do pacto de não agressão, o governo de Moscou decidiu construir nove novas fábricas de aviões e reformar as que existiam. “A indústria começou então a funcionar em ritmo frenético”, escreveu William l. Shirer. Novos tanques de guerra foram projetados, entre eles o T-34 (considerado o melhor então existente) e o carro pesado KV.
Em 1940 a fabricação de material bélico cresceu 27% em relação a 1939. O orçamento militar que, entre 1928 a 1933 variou em torno de 5% do PIB, pulou para 43% em 1941. Quando a invasão alemã começou, os soviéticos haviam fabricado 2.700 aviões de tipos novos e 4.300 carros-de-combate.
Em 11 de agosto Halder voltou ao assunto em seu diário, dizendo que se tornava “cada vez mais evidente que subestimamos o poderio desse colosso russo não só na esfera econômica, como, também, na militar”, complicando a situação militar dos invasores. “Nessa grande extensão de terra”, escreveu, “nossa frente é demasiado estreita. Não tem profundidade. Resulta que os repetidos ataques do inimigo são, muitas vezes, coroados de êxito”. Outro comandante nazista, o marechal de campo Gerd von Rundstedt foi direto e admitiu, sem rebuços, quando foi interrogado pelos seus captores depois da guerra: “Percebi., logo depois de termos começado o ataque, que tudo o que se escrevera sobre a Rússia não passara de tolices”.
Mesmo assim, as semanas iniciais foram vitoriosas para os alemães, que entraram fundo no território soviético. Em 8 de julho (duas semanas depois do cruzamento da fronteira), os alemães já haviam posto fora de combate 89 divisões de infantaria e 20 blindadas. Em um mês, Smolensk, a 350 quilômetros de Moscou, estava cercada, Uman e Kiev, as chaves para a Ucrânia e para a bacia do Dnieper, estavam assediadas e áreas ao sul de Leningrado haviam caído nas mãos dos alemães, diz Bagguley. Eles entravam, confiantes, na mesma armadilha em que Napoleão havia caído mais de um século antes, internando-se em um território imenso onde teriam que enfrentar uma população que nunca se rendeu a invasores estrangeiros que tinha no inverno inclemente um aliado estratégico.
Os nazistas não conseguiram realizar seu plano inicial de derrotar a URSS antes do início do inverno. Eles chegaram ás portas de Moscou em, 5 de dezembro enfrentando uma temperatura de 36 graus abaixo de zero, para a qual estavam absolutamente despreparados. Mesmo porque as autoridades da capital russa havia mobilizado 450.000 moradores, dos quais 75% eram mulheres, para preparar a defesa, edificando fortificações e defesas antitanque.
Um grande obstáculo, que os alemães não conseguiram superar, veio junto com as chuvas de outono (setembro a novembro) na Rússia: a lama. As chuvas começaram em outubro, impedindo os carros de avançar e fazendo o exército alemão perder seu ímpeto. O depoimento do general alemão Heinz Guderian é esclarecedor das dificuldades. Tanques eram retirados da batalha para desatolar canhões e caminhões de munições, escreveu ele. “As semanas seguintes foram dominadas pelo lodaçal”, e o gelo causou muitas dificuldades. A mira telescópica, uma inovação tecnológica, revelou-se inútil na neve, e os alemães chegaram a ter que acendeu fogueiras debaixo dos motores dos tanques para aquecê-los o conseguir dar partida. “Há ocasiões em que a gasolina fica congelada e o óleo viscoso... Cada regimento (da 112ª divisão de infantaria) já perdeu cerca de 500 homens, vítimas de ferimentos provocados pelo frio. Em consequência do frio, as metralhadoras não mais puderam ser usadas, e nossos canhões de 37 mm antitanques tornaram-se ineficazes contra os tanques T-34 (dos russos)”.
Uma das operações de defesa empreendidas então foi a transferência do grosso da indústria soviética para leste dos montes Urais que, assim, passavam a ser uma muralha natural contra uma eventual invasão. Em janeiro de 1942, 1523 fábricas (entre elas 1360 de materiais bélicos) haviam sido transferidas e estavam em operação normal.
A invasão alemã
O dia 22 de junho de 1941 foi “a data decisiva da Segunda Guerra Mundial”, diz o historiador Eric Hobsbawn. Foi na madrugada daquele dia que a máquina de guerra alemã moveu-se contra o território russo.
As informações da espionagem alemã sobre os preparativos soviéticos eram precárias e fundamentaram um otimismo fantasioso. Eles previam uma ação rápida e Joachim von Ribbentrop (ministro de Relações Exteriores de Hitler, também condenado à morte pelo Tribunal de Nuremberg), refletindo o estado de espírito da cúpula nazista, chegou a prever que a Rússia seria “riscada do mapa em oito semanas”.
Mesmo os ingleses e os americanos se enganaram, Os primeiros calculavam que duraria apenas alguns meses, e o ministro da guerra dos EUA, Henri Stimson, calculava que duraria de um a três meses, “um máximo imaginável”
Logo os nazistas perceberam que a invasão não seria um passeio e já no dia 1º de agosto, a pouco mais de um mês depois do início da agressão, o próprio Joseph Goebbels, o todo poderoso ministro nazista da propaganda, escrevia em seu diário: “os bolcheviques revelam uma resistência maior do que havíamos suposto; sobretudo os meios materiais à sua disposição são maiores do que pensamos”. E, em16 de setembro, reconheceu que haviam errado: “havíamos calculado o potencial dos bolcheviques de modo todo errado”.
Os relatos dos generais alemães que estavam na frente de batalha foram eloqüentes a respeito não só dos erros de seu serviço secreto mas, principalmente, sobre o preparo das tropas e da resistência russas. O general nazista Franz Halder, um mês depois do início da invasão, também reconheceu o erro de avaliação: “No início da guerra, contávamos com cerca de 200 divisões inimigas. Já contamos agora com 360” e, se “esmagamos uma dúzia os russos simplesmente aumentam outra dúzia”. Outro general alemão, Guenther Bluimentritt, escreveu no mesmo sentido: A conduta das tropas russas, desde o início, “contrastou extraordinariamente com a dos poloneses aliados ocidentais na derrota. Mesmo quando cercados, os russos resistiam e lutavam”, reconhecendo também que as tropas soviéticas eram em maior número e com melhor equipamento, dos que os nazistas achassem que fosse possível.
Fonte: Blog Escrevinhador - Rodrigo Vianna
artigo escrito para o Portal Vermelho
http://www.pcdob.org.br/noticia.php?id_noticia=129154&id_secao=3
Quem deveria ter combatido os Russos era o Japão não a Alemanha.
"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.
partido nazista alemão = partido dos trabalhadores alemão...nós brasileiros temos o nosso partido nazista...coitado de nós, trabalhadores ! trabalhadores sempre são enganados !
ARIELVIS
Realmente, a imbecilidade humana não tem limites...
Diogo Costa
Tempos horrorosos. O mais irônico é que Hitler assumiu logo após a chamada "República de Weimar", o período mais liberal, democrático e tolerante que a Alemanha tivera desde sua fundação pelos ultra conservadores BismarcK, Roon, Moltke , o Rei Wilhelm e cia em 1871.
Que não haja nada parecido.
Os comunistas e os sociais-democratas da Alemanha mantinham avançadas negociações para anunciar uma aliança política que, com sobras, barraria o poder dos nazi.
Eis que então o Komintern de Stálin, com uma diretriz sectária e estúpida até não poder mais, proíbe qualquer tipo de negociação entre os comunistas e os sociais-democratas! O resultado dessa política criminosa do Komintern, todos sabemos... Bastou colocar fogo no Reichstag (e culpar os comunistas) pois a esquerda estava dividida e Hitler fez a macabra festa.
Os nazistas jamais tiveram maioria absoluta entre o eleitorado alemão!
Diogo Costa
Amigão, a primeira eleição depois do incêndio do Reichstag deu 90 de "Ja"... isso é maioria?
Estamos a falar das eleições legislativas (Hitler também foi derrotado na eleição presidencial de 1932) na Alemanha pré-nazista e confesso que não entendi patavinas do seu comentário... Mas, de qualquer maneira, é bom ressaltar que mesmo após a fraude do Incêndio do Reichstag, quando mais de 5.000 comunistas foram mortos, presos ou deportados, houve uma eleição parlamentar e os nazistas obtiveram 44% dos votos, ou seja, nem mesmo com a fraude grosseira obtivéram maioria parlamentar!
Mas isso não foi problema algum, 04 dias após a eleição, os nazistas, com apoio de partidos conservadores, colocaram o Partido Comunista Alemão na ilegalidade, cassando todos os seus deputados. Cassaram também o mandato de dezenas de parlamentares da social-democracia alemã e conseguiram finalmente não apenas uma maioria simples de 50% do parlamento, mas uma maioria absoluta de 2/3 do parlamento. A partir daí, Hitler implantou de vez a ditadura nazista governando por decreto sem parlamento algum...
E o Komintern tem sim grande responsabilidade política pela ascenção dos nazistas na Alemanha, principalmente por adotar uma diretriz estreita e sectária, que, em nome da suposta estratégia revolucionária, empurráva goela abaixo das seções internacionais a mesmíssima tática, como se fosse possível ter uma mesma tática política na Alemanha, nos EUA, na Espanha ou no Brasil... O sectarismo é o mal a ser combatido na esquerda, principalmente naquela que é acometida pelo esquerdismo, doença crônica e infantil do comunismo.
Abraço.
Diogo Costa
"... O presidente da República, o velho marechal Paul von Hindenburg, de 86 anos, confia a chancelaria a Adolf Hitler ..."
Mais um exemplo de como essa história de não ser "nem de esquerda nem de direita" sempre beneficia apenas a direita.
Direitista SEMPRE se entrega nos detalhes.
Quem não era nem de esquerda e nem de direita? Hitler era ultra direita e o Marechal Hindenburg idem, não tinha ninguem em duvida nesse enredo.
Ficou meio confuso, mas ele deve estar se referindo a burrice dos comunistas da Alemanha teleguiados pelo Komintern soviético direto para o cadafalso... A história é mesmo fascinante, o que levou os comunistas e sociais-democratas a subestimarem a besta nazista de Hitler?
Diogo Costa
Ser anti comunista não significa ser de direita apenas não quer concorrência.
Protestantes entraram em guerra contra catolicos mas ambos eram cristãos.
Da mesma forma ser anti-petista não quer dizer ser honesto.
"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.
Nazismo e comunismo, TUDO A VER, senão vejamos:
E então cara pálidas, vão negar os dados acima?
Vão tentar despistar e negar o fato de que nazistas e comunistas foram paridos pela mesma aberração?
Ao menos da minha parte, faz tempo que conheço esses números. Alguns sem inflação, claro; mas nem tão pouco animadores, do lado do stalinismo. Stalin passa a idéia que queria o mesmo que os franceses, na fronteira ocidental russa, óbvio, diante da tibieza com que entregou a mesma à "blitzkrieg". Churchill foi grande pela própria visão; Stalin pela falta de opção, dele e do povo russo, acéfalo de lideranças, além daquela droga. Não foi Stalin e seu staff de burocratas rudes e tão maléficos quanto os nazistas; foi o povo russo que libertou a Rússia e por tabela pôs a arrogância direitista de joelhos.
Parabéns perfeito.
"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.
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