Há 506 dias Estadão censura matéria

Atualizado às 13:34

Nos tempos em que os Mesquita dirigiam o Estadão, seria impensável engavetar grandes matérias de escândalo.

Desde que assumiu a direção editorial do jornal, Ricardo Gandour vem atropelando um a um os princípios jornalísticos que fizeram do Estadão um jornal respeitado inclusive pelos adversários. O jornal era intransigente até demais em suas convicções, mas jamais brigava com os fatos ou abría mão das grandes matérias jornalísticas.

O histórico de Gandour inclui a demissão de Maria Rita Khel, a escandalização de fatos normais ou banais para atingir jornalistas que ele considerava  adversários. E a censura - inédita no caso do Estadão - a grandes reportagens.

A matéria abaixo foi escrita em 24 de setembro de 2009. Era um furo jornalístico dos maiores: as investigações da Polícia Federal mostrando que um dossiê divulgado por Diogo Mainardi na Veja era (mais uma vez) falso e fruto de jogadas de lobbies. Como se recorda, durante semanas o falso dossiê foi apresentado como fruto de investigações da PF, com ampla repercussão nos jornais, no Jornal Nacional. Sabia-se que havia grandes interesses financeiros por trás, jogadas de lobistas pesados.

O Estadão deu a primeira matéria sobre a falsificação. Pelo visto, o repórter tinha o fio da meada para uma reportagem candidata a Esso.

Houve claro veto da direção do jornal à continuidade da matéria - já que não se leu mais nenhuma linha sobre o assunto. Ou irá se supor que o repórter abriu mão do seu furo. Gandour atropelou o jornalismo e princípios consagrados de atuação da família Mesquita.

Polícia acusa agente de criar falso dossiê - versaoimpressa - Estadao.com.br

O material tinha como alvo Victor de Souza irmão do ministro Franklin

24 de setembro de 2009 | 0h 00
Marcelo Auler, RIO - O Estadao de S.Paulo

O agente federal aposentado Wilson Ferreira Pinna, lotado na Agência Nacional de Petróleo (ANP), foi apontado pela Polícia Federal como o autor do falso dossiê contra o diretor do órgão, Victor de Souza Martins, irmão do ministro da Comunicação Social, Franklin Martins.

O material acusou Victor de Souza de aumentar os royalties das prefeituras que contratavam a empresa Análise Consultoria, que ele tem em sociedade com a mulher, Joseana Seabra. Pinna foi denunciado na 2ª Vara Federal Criminal do Rio pelos crimes de interceptação telefônica ilegal e quebra de sigilo fiscal dos irmãos de Vitor, inclusive do ministro.

Após a revista Veja divulgar o dossiê em abril, o Ministério Público Federal constatou que o documento não estava no inquérito da Delegacia Fazendária, que apura corrupção nos repasses de royalties. A inexistência do dossiê levou o superintendente da PF no Rio, Angelo Gioia, a abrir novo inquérito.

Em maio, a PF descobriu um pendrive com o falso dossiê, as declarações de renda obtidas ilegalmente e as transcrições de gravações telefônicas. Não se sabe quem recebeu o pendrive, mas os policiais identificaram Pinna como o autor.

Por meio de representação à juíza Ana Paula Vieira de Carvalho, da 6ª Vara Federal , onde tramita o inquérito, foi pedida a prisão do agente, além de busca e apreensão na sua casa e na ANP.

O pedido foi para as mãos do juiz Rodolfo Kronemberg Hartmann, da 2ª Vara Federal, que não analisou o caso, provocando um conflito de competência. Tudo parou até 15 de julho, quando o Tribunal Regional Federal (TRF) decidiu que a competência é da 2ª Vara. Após negar pedido de prisão, Hartmann intimou Pinna a apresentar sua defesa, antes de decidir se aceita a denúncia.

Ontem, procurado pelo Estado, Pinna reclamou da divulgação do caso por conta do segredo de Justiça e depois se apegou na rejeição do pedido de prisão para se defender. Vitor repetiu o que falou na Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados: "Quero justiça, saber quem fez essa investigação criminosa, a mando de quem, quem pagou e com qual objetivo."                 


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29 comentários
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Robson Barbosa Farias

Jornalismo seletivo, sem dúvida um grande perigo a qualquer sociedade.

Mas será que o leitor do Estadão gostaria de fazer a leitura desta matéria?

Talvez prefira lêr só aquilo que agrade suas convicções políticas, não se importando se

existe manipulação ou não, que o diga os leitores de Veja e da Folha SP.

 

"Aquele que fundamenta seu argumento no escândalo e na briga mostra que sua razão é fraca."

(Michel de Montaigne)

 
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Geraldo Reco

Eu leio o Estadão todo santo dia. Acho importante entender outros pontos de vista. Leio, inclusive, justamente porque o jornalão costuma publicar matérias contrárias a sua postura política. Mas se se tornar um jornal de uma tecla só, perderá leitores. Por enquanto ainda dá pra ler, mas tá ficando a cada dia mais difícil.

 

 
 
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Mário Mendonça

Nassif

Enquanto a elite do paulistério comandar as edições, teremos que nos desabituar dos pasquins.

Nã leio jornais e revistas, não assisto tv e ouço muito pouco radio, e se ouço é porque gosto muito do Boechat, do Zé Simão, ........ademais, só internet..

O jornalismo de sampa vegeta, principalmente depois que a globo veio pra cá; o conluio da repercussão se tornou vergonhosa; dá nojo......

Abração

Mário Mendonça

 

Mário Mendonça

 
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José Maia

Eu também estou assim: esses veículos tornaram-se um tédio. Mas logo Boechat, nossa, Boechat não dá, né!

 
 
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Mário Mendonça

Zé Maia

O Boechat do radio é totalmente diferente do da tv; é que nem o Paulo Henrique, na Record ele não pode falar o que ele escreve na internet, sacou?

Abraço

Mário Mendonça

 

Mário Mendonça

 
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Sérgio Leandro

Boechat é intragável!

Adorei quando ele levou aquela invertida do Lula quando a Band fez aquela entrevista com ele no "Canal Livre".

 
 
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Mário Mendonça

Sergio Leandro

Ali o conselhão que pautou; o Mitre segue rigorosamente a cartilha do comando.

O Boechat do radio é totalmente diferente do da tv; é que nem o Paulo Henrique, na Record ele não pode falar o que ele escreve na internet, sacou?

Abraço

Mário Mendonça

 

Mário Mendonça

 
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alext4e

Ou seja, acusações publicadas nesse tipo de jornal bem como folha de sao paulo, globo e revista veja serve mais para mostrar que a pessoa é inocente!

Abraços a todos

Alex

 
 
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Felipe C.

Este texto completa este aqui, do Observatório da Imprensa.

http://bit.ly/dI99AP - Como massar uma mulher, ou, O que é Jornalismo?

 
 
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Regina Morena

    È muito simples,se falar contra é porque o povo é a favor...Se falarem bem,sai correndo porque é periguetes.Maria Rita é ótima nas suas incursões dos porões do poder.

 
 
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Marcia

Regina, o certo é "piriguete"

 
 
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sventura_sp

O leitor do Estadão, ainda que de maioria conservadora, tem sido sistematicamente, como os leitores da maioria dos periódicos e revistas de informação, lobotomizado, por forte pressão de grupos políticos e financeiros que operam na oposição ao atual grupo do poder, em detrimento dos interesses nacionais, e sempre favoravelmente aos próprios interesses e dos poderosos grupos internacionais, tais fatos jamais foram estranhos na política brasileira.

A diferença básica é que o governo Lula, e quero crer o governo Dilma, são de origens mais nacionalistas que aqueles dos grupos acima, e tem em grande medida contido o assalto praticado por grupos alienígenas contra a nação brasileira, vide a conversa entre Serra e as petroleiras americanas.

Como os representantes desses grupos estão encastelados na direção das redações dos principais veículos de mídia, muito contribuem para denegrir sempre que possível a imagem dos governos do PT, acobertanto os desmandos causados pela subserviência de certos grupos aos interesses internacionais, inclusive criando uma espécie de luta de classes, onde passamos a identificar toda a burguesia brasileira como contrária ao nacionalismo e ao crescimento independente do Brasil, o que constitui evidente erro, visto quantos dos grandes Empresários brasileiros tem apoiado o governo Lula e Dilma.

 

Ventura

 
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Frederico69

essa é a nossa imprensa, e quem não concordar com eles que arque com as consequencias, não é assim Nassif!!...

 
 
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Carlos Filho

Otavinho, Gandour, Lauro Jardim, Kamel: esse bando faz da imprensa brasileira um circo de horrores. No repertório dessa gente faltam as palavras ética e profissionalismo. É só isso, pois o resto é mera consequência.

 

Caco

 
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raquel_

E o jornalista? Fez o que? Voltou para sua cadeira e continuou lá? Esqueceu tudo para continuar pagando as contas de casa?

Ou pediu demisssão?

 

"Para ser tolerante, é preciso fixar os limites do intolerável." (Umberto Eco)"

 
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luisnassif

Tem formas sutis de censura. Como, por exemplo, transformar uma reportagem investigativa em uma nota de 10 cm. Mata a matéria.

 
 
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raquel_

Mas as dúvidas permanecem. Pelo menos do lado do jornalista em questão. Eu fico pensando se eu estivesse no lugar dele.

Se fizessem isso comigo, provavelmente eu iria pensar em pegar as minhas matulas e sair dali.

Fora a parte profissional do jornalismo, existe o lado moral. Que fica extremamente abalado com a situação. Acho que fica difícil lidar sabendo que estão fazendo m. e de uma certa forma eu estou fazendo parte da farsa.

Dinheiro conta bastante. Mas não tem como dispensar das implicações morais sobre aquilo que se faz. Principalmente qnd se lida com informações de interesse público.

Se o jornalista apesar da pernada, decidiu ficar, foi por razões financeiras (precisa de alguma forma da grana) ou não teve peito para lidar com as consequencias de sair e levar a história para frente.

Perdeu a chance do Esso e perdeu a ética tbm? Será que é tão importante matar tanto o jornalismo qnt a sua moral em prol de reconhecimento e nome associado a um veículo da imprensona?

Será que no final das contas, se tapa o nariz com uma mão e recebe as moedas na outra?

Os veículos estão comprados, e os jornalistas não tem uma parcela de responsabilidade nessa história?

 

"Para ser tolerante, é preciso fixar os limites do intolerável." (Umberto Eco)"

 
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Rui Daher

Concordo plenamente com a Raquel. Pelo que lembro, Marcelo Auler não é um repórter novato. Já esteve em outras publicações e não acredito que ficasse muito tempo sem receber oferta de trabalho de outra publicação. Ainda mais se construiu uma matéria habilitada para um "Esso", e porque o Estadão não é campeão em pagar altos salários para jornalistas.

De resto, sobraria a internet, mas isto se os grandes portais remunerassem seus profissionais no mesmo nível que o faz a mídia impressa ou televisiva.

Aliás, taí algo que gostaria de entender ou ver discutido. Afinal, os portais hoje mais importantes não são propriedade de grandes corporações, algumas estrangeiras, bastante lucrativas? Por quanto tempo a blogosfera continuará  limitando-se a um repositório de notícias levantadas pelas demais mídias? A ideia é continuar fazendo o  mesmo que Alberto Dines fez há décadas com o "Jornal dos Jornais", creio que na "Folha", e repete hoje no "Observatório"?

Marcelo Auler, não tenham sido outros os motivos de seu recuo e, portanto, fora de nosso conhecimento, em uma estrutura alternativa, e que fosse mais receptiva a matérias desagradáveis aos "donos do Poder" (cf. R. Faoro), sem dúvida, não precisaria abrir mão de um potencial "Esso" pela sabujice de um Gandour da vida, apenas, para garantir seu holerite mensal.

 
 
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joao menezes passos

                                               eu so uso estes jornaes como o globo, estado , folha , so quando falta papel igienico. e tudo manipulação[ net e so liberdade].

 
 
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Fernando Augusto Botelho

 

 

Não eram eles que reclamavam que estavam sob censura, se fazendo de vítima, e não diziam que a democracia brasileira estava ameaçada.

 
 
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Ramon

Censura empresárial, pode! A mesma coisa vale para os monopólios, os monopólios privados, podem!

O Estado é demonizado e desqualificado, enquanto isso, a nossa elite empresarial corrompe, manipula...

 
 
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DanielQuireza

E ainda tem gente por aqui que afirma e reafirma que não existe o tal PIG.

 

@DanielQuireza

 
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motoboy

o estadao deve morrer. em várias empresas conhecidas, de peso, nacionais e multinacionais, estadao, veja, folha etc... não estão na mesa de centro da recepção! que maravilha gente!!!

 
 
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dapenna

Gandour saiu da Folha (dez anos) e da Globo (seis anos).

http://www.mediaon.com.br/participantes/

Ricardo Gandour é diretor de conteúdo do Grupo Estado, com responsabilidade sobre o jornalismo de O Estado de S.Paulo, Jornal da Tarde, estadao.com.br, Agência Estado e Rádio Eldorado. É também diretor do comitê de relações internacionais da ANJ, Associação Nacional de Jornais. É formado em jornalismo (Cásper Líbero) e em engenharia civil (USP-São Carlos), com cursos de extensão em administração de empresas (FGV-SP), Publishing (Stanford University-EUA) e Gestão (Insead-França). Após ter atuado como engenheiro (85-87) e consultor de empresas (Price Waterhouse, 87-89), trabalhou na Folha de S.Paulo (1990-2000), onde foi repórter, redator, editor-assistente, editor e diretor-fundador da editora Publifolha. Na Editora Globo, foi diretor de publicações (2000) e diretor da unidade de negócios Época (2001). De 2002 a 2006 foi diretor executivo e editor responsável do Diário de S.Paulo, jornal de propriedade da Infoglobo Comunicações (Organizações Globo). Foi professor da Cásper Líbero (1992 a 1996) e professor-palestrante no Departamento de Jornalismo e Editoração da ECA-USP (1999-2002). Está no Grupo Estado desde outubro de 2006.

 
 
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Carlos Eduardo(kadu)

trechos de despacho no processo (público):

"Indefiro o requerimento formulado pelo jornalista MJC Auler às fls x, pelas razões acima e tratar-se de processo com segredo de justiça." MMJuiz, em set/2009

Das "razões acima" (SÍNTESE): Apenas as partes envolvidas e seus respectivos procuradores poderão ter acesso ao processo e estes deverão manter o segredo de justiça.

Pergunto:

E por esta razão (???) ele, o jornalista, não se aprofundou ?

 

 

 
 
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Carlos Eduardo(kadu)

o processo está sobe sigilo. O andamento, decisões interlocutórias/despachos/anotações, não:

2009.51.01805401-9, JF do RJ

 
 
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Carlos Eduardo(kadu)

E realmente,  a censura que ora reclama o estadão, e a não reclamação quanto a censura imposta no processo que tramita no RJ é sem dúvidas deveras estranha, muito estranha a um jornalismo Ético. Lamentável.

 
 
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Evaristo

Os Mesquitas censuram o Brasil há décadas. Quanto aos jornalões acabou qualquer compromisso com a imparcialidade . Jornalista pra trabalhar na Folha, Globo, Band, Veja e Estado, precisam esquecer as aulas de ética que tiveram na faculdade e comungarem da ideologia demotucana, senão estão fora, ficam sem emprego. Eles alugam o corpo do pescoço para cima e isso tem nome

 
 
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Tom Wolfe

O que chama atenção nesse quadro patologico atual (ou desde sempre?) da midia brasileira, é que a grande maioria dos jornalistas é conivente, se auto-censura e aceita toda e qualquer determinação de engavetamento, aparentemente sem grandes questionamentos. O mesmo dos orgãos reguladores.  Eh isso a que chamamos de jornalismo?

 
 

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