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Gullar: o inútil revisionismoEnviado por luisnassif, dom, 16/01/2011 - 09:13
Por Ernesto Camelo
Alguém arrisca um diagnóstico e prescrição? FERREIRA GULLAR Quando dois e dois são quatro O tempo se encarregará de pôr as coisas no lugar. O presidente Médici também obteve 82% de aprovação TALVEZ SEJA esta a última vez que escreva sobre o cidadão Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente do Brasil. Com alívio o vi terminar o seu mandato, pois não terei mais que aturá-lo a esbravejar, dia e noite, na televisão, nem que ouvir coisas como esta: "Ele é tão inteligente que fala todas as línguas sem ter aprendido nenhuma". Pois é, pena que não fale tão bem português quanto fala russo. É verdade que tivemos, ainda, que aturá-lo nos três últimos dias do mandato, quando "inaugurou" obras inexistentes e fez tudo para ofuscar a presidente que chegava. Depois de passar a faixa, foi para um comício em São Bernardo, onde, até as 23h, continuava berrando no palanque, do qual nunca saíra desde 2002. Aproveitou as últimas chances para exibir toda a sua pobreza intelectual, dizendo-se feliz por deixar o governo no momento em que os Estados Unidos, a Europa e o Japão estão em crise. Alguém precisa alertá-lo para o fato de que a crise, naqueles países, atinge, sobretudo, os trabalhadores. Destituído de senso crítico, atribui a si mesmo ("um torneiro mecânico") o mérito de ter evitado que a crise atingisse o Brasil. Sabe que é mentira mas o diz porque confia no que a maioria da população, desinformada, acreditará. Isso dá para entender, mas e aqueles que, sem viverem do Bolsa Família nem do empréstimo consignado, veem nele um estadista exemplar, que mudou o Brasil? É incontestável que, durante o seu governo, a economia se expandiu e muita gente pobre melhorou de vida. Mas foi apenas porque ele o quis, ou também porque as condições econômicas o permitiram? Vamos aos fatos: até a criação do Plano Real, a economia brasileira sofria de inflação crônica, que consumia os salários. Qual foi a atitude de Lula ante o Plano Real? Combateu-o ferozmente, afirmando que se tratava de uma medida eleitoreira para durar três meses. À outra medida, que veio consolidar o equilíbrio de nossa economia, a Lei de Responsabilidade Fiscal, Lula e seu partido se opuseram radicalmente, a ponto de entrarem com uma ação no Supremo para revogá-la. Do mesmo modo, Lula se opôs à política de juros do Banco Central e ao superávit primário, providências que complementaram o combate à inflação e garantiram o equilíbrio econômico. Essas medidas, sim, mudaram o Brasil, preservando o valor do salário e conquistando a confiança internacional. Lembro-me do tempo em que o preço do pão e do leite subia de três em três dias. Quem tinha grana, aplicava-a no overnight e enriquecia; quem vivia de salário comia menos a cada semana. Se dependesse de Lula e seu partido, nenhuma daquelas medidas teria sido aplicada, e o Brasil -que ele viria a presidir- seria o da inflação galopante e do desequilíbrio financeiro. Teria, então, achado fácil governar? Após três tentativas frustradas de eleger-se presidente, abandonou o discurso radical e virou Lulinha paz e amor. Ao deixar o governo, com mais de 80% de aprovação, afirmou que "é fácil governar o Brasil, basta fazer o óbvio". Claro, quem encontra a comida pronta e a mesa posta, é só sentar-se e comer o almoço que os outros prepararam. A verdade é que Lula não introduziu nenhuma reforma na estrutura econômica e social do país, mas teve o bom senso de dar prosseguimento ao que os governos anteriores implantaram. A melhoria da sociedade é um processo longo, nenhum governo faz tudo. Inteligente, mas avesso aos estudos, valeu-se de sua sagacidade, já que é impossível conhecer a fundo os problemas de um país sem ler um livro; quem os conhece apenas por ouvir dizer não pode governar. Por isso acho que quem governou foi sua equipe técnica, não ele, que raramente parava em Brasília. Atuou como líder político, não como governante, e, se Dilma fizer certas mudanças, pouco lhe importará, pois nem sabe ao certo do que se trata. Para fugir a perguntas embaraçosas, jamais deu uma entrevista coletiva. Afinal, ninguém, honestamente, acredita que com programas assistencialistas e aumento do salário mínimo se muda o Brasil. O tempo se encarregará de pôr as coisas em seu devido lugar. O presidente Emílio Garrastazu Médici também obteve, em 1974, 82% de aprovação.
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Comentários + votados
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Heriberto Pozzuto
16/01/2011 - 09:27
Pode ser mero detalhe ou revelação de paixão mal resolvida: Gullar refere-se a Lula como ex-presidente enquanto brada de boca cheia "o presidente Emílio Garrastazu Médici"
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Carlos Iório
16/01/2011 - 09:27
Nassif,
Esse cidadão, o ferreira gullar é, literalmente, um "chato".
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Ricardo Lima Vieira
16/01/2011 - 09:31
Quer se goste dele ou não, Ferreira Gullar é renomado pensador. O que eu não me conformo é um intelectual, vivido como este, abandonar o mínimo de discernimento e vomitar todo o ódio que sente por...
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Inforo
16/01/2011 - 09:31
Esse imbecil só esqueceu de dizer que na época do Médici estavamos em uma ditadura politica e midiática, ao contrário do Lula que tinha e tem toda a midia contra e mesmo assim tem 87% de aprovação,...
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Jefferson Castro
16/01/2011 - 09:34
Acredito que algumas pessoas deveriam se restringir a falar da área que tem conhecimento, pois, Gullar um poeta, na minha opinião, de um único poema relevante - Poema Sujo - produzido em Buenos Aires...
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Francisco Ernesto Guerra
16/01/2011 - 09:34
"atribui a si mesmo ("um torneiro mecânico") o mérito de ter evitado que a crise atingisse o Brasil. Sabe que é mentira mas o diz porque confia no que a maioria da população, desinformada,...
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Vera das Alterosas
16/01/2011 - 09:36
Ainda bem que eu não faço revisionismo do Gullar como poeta ou não leria mais nada dele. Uma pena. Isto me cheira a mágoa pessoal ou sintoma de demência. Não combina com uma mente que escreveu como...
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Mário Latino
16/01/2011 - 09:39
Esse triste indivíduo, além de nojento é um néscio. Imagina que desde seu "pedestal" lá na FSP ilumina as massas desorientadas... e quando diz "nas últimas horas tivemos que agüentá-lo" ele se refere...
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diogojfaraujo
16/01/2011 - 09:40
Parece que ele não gosta muito dos torneiros mecânicos...
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Bento de Abreu
16/01/2011 - 09:40
"Por isso acho que quem governou foi sua equipe técnica, não ele, que raramente parava em Brasília."
Frase que resume tudo para mim sobre o ódio pessoal do Gullar pelo Lula.
Depois de dizer que o...
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Alberto Santos Neto
16/01/2011 - 09:45
Este Ferreira Gullar não passa de um idiota. Para ele só tem valor os intelectuais ou os que se fingem de intelectuais. Comparar o Lula com o Médici, isto, nada mais é do que uma demonstração...
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17
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caju azedo
16/01/2011 - 09:48
Descolador de sinecuras desde criancinha, unha e carne com os Sarney da capitania hereditária do Maranhão, Ferreira Gullar não se deu bem com o governo Lula, daí a dor. Três anos depois da invasão da...
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18
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G Brasil
16/01/2011 - 09:49
É muito fácil para este senhor, falar esse monte de abobrinhas, talvez fruto de sua mente contaminada pelo ódio e comprometida por sua idade. De frente para o litora e de costas para o Brasil, este...
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JOSE AFONSO R.QUEIROZ
16/01/2011 - 09:51
O gente, tenham dó! Nem todos que envelhecem mantêm a lucidez como o Niemeyer, o Gullar tem uns 80 anos, o diagnóstico pode ser senilidade ou outro tipo de insanidade mental.
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Odair
16/01/2011 - 09:52
"já que é impossível conhecer a fundo os problemas de um país sem ler um livro",
Ainda ontem falava com meu irmão (que está novamente com a casa alagada na Vila Itaim-São Paulo) sobre estas...
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A besta continua escrevendo ? Até quando ?
Ferreira Gullar expressa com perfeição o imenso rancor, o preconceito, o ressentimento, o ódio e o nojo que a camarilha tucana e a reação midiática sentem por Lula.
Mas isso na verdade não é contra o Lula, é contra o seu exemplo de vida, contra sua trajetória, contra o simbolismo social e político representado por ele.
Jamais perdoarão o retirante nordestino vindo em um pau-de-arara para ganhar a vida com a família em São Paulo.
Jamais perdoarão o cabeça chata que, ao invés de fazer uma faculdade, fez apenas o curso de torneiro mecânico no SENAI.
Jamais perdoarão que um idiota iletrado tenha tido a ousadia de liderar as greves do ABC em plena ditadura militar.
Jamais perdoarão o operário que ousou criar o PT e a CUT, que ousou disputar eleições em todos os níveis e em todo o Brasil.
Jamais perdoarão o nordestino, retirante, torneiro-mecânico, sindicalista e militante político de esquerda por ter feito em 08 anos mais do que o que qualquer engravatado já fez no Brasil antes dele.
A sanha contra Lula será eterna por parte dos inconformados, só lembrarão dele para desancá-lo, para jogá-lo de volta ao tôrno mecânico e fazer com que permaneça ali, pois ali é, sempre foi e sempre o será o seu lugar...
Onde já se viu um escravo governar o Brasil melhor que um médico, que um advogado, melhor que um senhor de engenho? Isso é um absurdo!!! Onde essa ralé pensa que pode chegar? Pois que voltem já para a senzala, e que deixem que os homens bons da casa grande pensem e decidam em nome da plebe ignara, como sempre foi...
Diogo Costa
Se tivesse alguma disposição para a leitura, você saberia que o Gullar tem origem tão humilde quanto a de Lula. É hora de palpitar menos e estudar mais.
está explicada a INVEJA visceral do goulart.
Enquanto o humilde Lula fez tudo o que fez pelo país e seu povo, o escritor fez mesmo o que?
E ainda se despede desta maneira despeitada do melhor governo que tivemos (mesmo que cheio de defeitos) ?
A pobreza intelectual e humana deste poeta é lastimável!
Que viva o retirante Lula!
Prezado "leitor"não dá prá comparar as orígens humildes das duas pessoas em questão,pois enquanto o Lula,que teve talvêz a orígem mais modesta de todos os brasileiros,jamais perdeu a humildade,mesmo tendo chegado ao maior cargo ao alcance de qualquer brasileiro,enquanto o Ferreira Gullar,que teve os seus tempos de glória,agora ressente-se da falta do sucesso literário passado,e "cospe"estas insanidades indígnas de quem já foi elogiado pelas posições políticas que defendia,até ser cooptado pelo PIG.
Sempre ficamos mais experientes, após perdermos algumas batalhas, na guerra diária da vida.
Dizer que Gullar vem da mesma origem humilde de Lula é forçar a barra até não poder mais... Acho que é você quem precisa estudar amigo. Gullar era filho de comerciante maranhense. Teve chance de estudar em bons colégios em São Luiz. É fruto da classe média maranhense. Já Lula é filho de retirante. Foi abandonado pelo pai e estudou com sacrifício a escola técnica para se tornar operário no ABC. Qual semelhança?
Não seja pretensioso, THE Rafael! Ler e estudar mais vale pra todo mundo, inclusive para vc... Ferreira Gullar nunca foi pobre. É filho de comerciantes, estudou em colégios particulares católicos e teve professores contratados pela família. Não trabalhou até os 18 anos (quando arranjou , por indicação politica, um emprego na rádio Timbira, do governo maranhense), e teve seu primeiro livro publicado com recursos da família. Mais um ex-comunista, realmente é um grande poeta, mas, como analista político, também é um grande poeta...
Ah, então a múmia descabelada tem origem humilde como o LULA, Rafael? E dondé que seus pais tiraram dinheiro para pagar professoras contratadas pela família e em um colégio particular, do qual o projetinho de múmia acabou fugindo. Vc, que aconselha as pessoas a lerem mais, deveria dar uma olhada na biografia do poeta. É facinho! Pesquisa no google. Rsrs!
AlceuCG.
Mais um grande artista que foi de esquerda (Ferreira Gullar foi do extinto PCB) convertido ao fascismo.
De artistas como ele e Caetano Veloso, disse Flávio Rangel no espetáculo "Liberdade, Liberdade":
"Cuidado, os fascistas também fazem canções bonitas!"
Opa... O PCB não está extinto! Está bem vivo, apesar de sua menor influência comparada com aqueles tempos.
Parabéns Diogo! Seu comentário sintetiza, à perfeição, o ódio que a Casa Grande sente de Lula! Ferreira Gular é um pilantra intelectual, tal qual Roberto Freire! Não conseguem esconder a condição de sabujos, de bate-paus da tucanalha e da elite putrefata do país! São lixo, escumalha, e como tais, serão varridos à lata de lixo da história!
Alberto Bilac
É exatamente isso, Diogo. Se o Ferreira Gulart fosse uma pessoa isenta, se não estivesse misturado com a oposição, ainda assim não teria razão, mas é alguém que passou o governo todo do Lula jogando pedras e apoiou o Serra de corpo e alma. Achava que se o Serra ganhasse iria para o governo ser livro de cabeceira com aquelas poesias horrendas. Não foi, é um frustrado que não consegue controlar sua baba raivosa para cima do Lula. O fel dele é uma sítese de tudo que ouvimos e lemos o governo inteiro da parte da oposição. Gulart, c'est fini para você.
Nunca vi alguém descrever com perfeição:"baba raivosa para cima do Lula".
Ele está mesmo gagá. Praquê perder meu precioso tempo com essa gosma?
Parabéns ao Diogo e ao Alberto Bilac por dizerem tudo sobre os rancorosos e invejosos como, gostei do título Pilantra para o José Ribamar Ferreira, vulgo Gullar, como o BOB Freire e outros que extorquiram e foram gigolôs do partidão. Saudades do Gregório Bezerra, Adalgisa Cavalcanti, David Capistrano que devem estarem se revirando nos túmulos de vergonha dessa gentinha.
Widmark
S.r Diogo: Parabéns
Eis aí o velho Goulart de guerra: A mesma arrogância de sempre do alto da sua insignificância...
Nada mais fácil para sair do ostracismo que escrever um artigo descendo a lenha no Lula. Já é quase que um esporte para esse tipo de gente e para quem os publica. Numa terra que suporta Azevedos, Mainardis, Nunes, Prates e etc, para quê dar importância a mais um desses???
"Se você não cuidar, os jornais farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo." Malcolm X
É isso mesmo. Pegando carona no imenso sucesso de Luiz Inácio Lula da Silva para sair do merecido ostracismo.
Algumas pessoas quando envelhecem perdem a auto-censura e revelam seu lado desrespeitoso e vulgar.
É triste sair do ostracismo exibindo frustração, rancor, descontrole, amargura, inveja, pequenez ...
Demarchi
O ENCALHE DO PANETONE E A NOVA CLASE MÉDIA DE LULA
Como todos os anos, “os Shoppings” festejaram o “aumento das vendas” sem considerar o natural aumento da taxa populacional. Mas, para eles, migraram a nova classe C, onde 50% votaram em Serra (já fiz esta conta, aqui, inútil, questionar (se alguém quiser fazê-lo, sugiro que, antes, pense bem ou faça o que Collor disse a Simon).
OS SUPERMERCADOS TERÃO ESTOQUES DE PANETONE, ATÉ A PÁSCOA, POIS A NOVA CLASE MÉDIA TALVES TENHA OPTADO POR PRODUTOS IMPORTADOS PARA A CEIA E CAFÉS REGADOS A FRUTAS SECAS DAS MESMAS ORIGENS, MAS, NÃO DO BRASIL.
OU SERÁ QUE ESTÃO ESPERANDO O GIGANTESCO AUMENTO DE SALÁRIO MÍNIMO PARA COMPRAR? LOL
Mas, foi, também, na entrada, não foi só e na saída como diz o povo. Afinal, sou seu admirador, com as ressalvas conhecidas
Na saída “coroou, com brilhantismo”, os méritos do sôfrego FHC, cuja carapuça vestiu ao vetar a queda do Fator Previdenciário, permitindo que sindicalistas se elegessem, em cima do que, sabiam, ele iria vetar. Gostou e se aproveitou das maldades dos “meninos de Harvard”, sem ter a grandeza de admitir. Aí, ele foi apequenado e menor.
Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.
Errata:
Leia-se: (i) votou em Serra.
(ii) ... NOVA CLASSE MÉDIA, TALVEZ ...
Desculpem-me os lapsos.
Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.
Hoje (ontem) mesmo comprei 2 panetonis no supermercado, ótima qualidade e na promoçao, menos de 3 reais, e ainda tem gente que tem a coragem de censurar o Lula!
O Gullar se perdeu. Uma pena. Já escreveu coisas lindas, hoje se reduziu a mediocridade.
O panetones estiveram muito caros neste último natal. Nem eu que sou da classe B tive coragem de pagar 15 reais por um panetone tamanho médio de marca razoável. Ok, uma vez por ano não faz muita diferença, mas os preços me assustaram. Mas afinal, por que o produto ficou tão caro?
Logo no início:
"... Lula não sabe.falar português ..."
Talvez por isso comunique-se melhor com muito mais brasileiros do que este lamentável Ferreira de "sofisticado e superior linguajar"...
"... Medici também teve 82% de aprovação ..."
Mas sob ditadura e imprensa controlada e favorável, não com 95% dela batendo contra por 8 anos de governo.
De resto, repete a ladainha Goebbeliana do enésimo plano econômico, feito na emergência de 2 dígitos de inflação mensal crescente, pela mesma equipeconômica do primeiro plano, então com mais experiência, 10 meses antes de acabar o governo ITAMAR, e implementado por Ricupero, já que o príncipe sociólogo e oportunista FHC deixou o ministério 1 mês depois de lançado, quando ninguém sabia direito o que iria acontecer, como em tantos outros planos. para 9 meses de campanha eleitoral com o PIG, que o elegeu 2 vezes com a mesma farsa:
O plano que afinal deu certo, onde ele, FHC, teve alguma participação (secretário de imprensa?...) e muuuuito benefício, aproveitando para dizimar muitas outras conquistas históricas com seu neoliberalismo que, fora a inflação (que ele entregou a 12%), criou uma economia pífia, orientada por mera contabilidade...
Há que faça poesia melhor que o elitista e medíocre analista político.
Alguns intelectuais brasileiros "esqueceram de morrer". Se o tivessem feito teriam dado contribuição fundamental na preservação de sua biografia. Gullar e Roberto Romano são dois exemplos de Pensadores que perderam mais com as mudanças no tempo e com o avançar da idade.
Tentando interpretar aquilo que sempre lhes escapou - mas que fingiram até para si mesmo que acreditavam -, ambos simplesmente não conseguem entender como o autoritarismo e a ditadura não se impuseram como solução final e não caíram definitivamente nas graças da maioria da população, que cisma preferir a democracia e a rejeitar déspotas da mesma laia que eles.
No fim, sempre vomitam preconceitos tão profundos que deixam escancarados as falhas da sua lógica e a limitação de pensamento. Pior, não compreendem o momento porque se recusam a fazê-lo, não porque são limítrofes para tanto.
Isso, infelizmente, não é desculpa para tais "mentes privilegiadas", mas uma sentença muito pior a sua desconjuntura.
Para o bem deles, seria melhor que, de fato, deixassem de imediato a convivência com os mortais que desprezam e não entendem. Talvez se abstendo de falar. Talvez morrendo de vez.
Perfeito,
Quando ele passar dessa para "melhor". Vamos escrever sobre o nosso sentimento em relação à falta que ele fará à sociedade. Não com o alívio que sentiu em relação ao fim do governo Lula.Não escreveremos nada, ele não merece esta deferência. è um pobre coitado.
perfeito [2].
Até que alguem se lembre que ele existe.
A estrela cadente de Lula tem esse rabo. Os peixes pilotos ... Quem dera ser um peixe. Para em teu límpido. Aquário mergulhar ... (Gullar - Fagner)
.A carcumida midia está na mesma, usando o nome de Lula como boia salva vidas.
Gullar, está tão decadente em suas falas, que sem Lula no miolo das bobagens que escreve, ninguem nem le as suas chamadas. É de uma infantilidade inacreditavel o errante poeta. Mas a crise de celebridade é um fato e Lula como tem bom coração não liga em ser um colaborador direto do salvamento do afogado Gullar, cada vez mais um personagem sem espirito.
e pensar q já escreveu coisas maravilhosas como esta:
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O Açúcar (Ferreira Gullar)...? O branco açúcar que adoçará meu café
Nesta manhã de Ipanema
Não foi produzido por mim
Nem surgiu dentro do açucareiro por milagre.
Vejo-o puro
E afável ao paladar
Como beijo de moça, água
Na pele, flor
Que se dissolve na boca. Mas este açúcar
Não foi feito por mim.
Este açúcar veio
Da mercearia da esquina e
Tampouco o fez o Oliveira,
Dono da mercearia.
Este açúcar veio
De uma usina de açúcar em Pernambuco
Ou no Estado do Rio
E tampouco o fez o dono da usina.
Este açúcar era cana
E veio dos canaviais extensos
Que não nascem por acaso
No regaço do vale.
Em lugares distantes,
Onde não há hospital,
Nem escola, homens que não sabem ler e morrem de fome
Aos 27 anos
Plantaram e colheram a cana
Que viraria açúcar.
Em usinas escuras, homens de vida amarga
E dura
Produziram este açúcar
Branco e puro
Com que adoço meu café esta manhã
Em Ipanema.
Como escrever uma crítica ao governo Lula. Tão fácil como seguir uma receita de bolo.
Um texto assim pode ser feito com o auxílio de fórmulas-padrão, como as usadas em romances policiais, telenovelas ou livros de auto-ajuda. Afinal, será um texto dirigido para um público específico e acrítico e sua função será nublar a discussão, não esclarecer.
Um intelectual reconhecido deve ser convidado a escrever (serão sempre os mesmos : F Gullar, A Jabor, M A Villa, F H Cardoso, etc.) É melhor evitar pessoas de fora de um círculo relativamente reduzido, para evitar resultados indesejáveis, mas há também economistas e jornalistas que sabem seguir a receita.
Os ingredientes básicos que devem compor o texto:
- Lembrar da ausência de educação superior formal do ex-Presidente, esquecendo do seu aprendizado ao longo da atuação política (“pena que não fale tão bem português”.) Gafes devem ser ressaltadas, pontos altos (como os discursos em Copenhagen) devem ser esquecidos.
- Desqualificar mudanças programáticas e políticas de Estado com impacto equivalente ao de reformas (Bolsa-família, Prouni, PAC, Brasil Sorridente, Minha Casa Minha Vida, Agricultura Familiar, novos mercados para exportações, salário mínimo, redução de juros, redução de desmatamento, matriz energética, capitalização de estatais) atribuindo qualquer sucesso econômico ou à herança (“é só sentar-se e comer o almoço que os outros prepararam”) ou às condições internacionais, favoráveis, porém sabiamente aproveitadas (“a economia se expandiu e muita gente pobre melhorou de vida. ...porque as condições econômicas o permitiram?...”)
- Superavaliar o Plano Real (na realidade variante de um programa corriqueiro na América Latina sob o consenso de Washington, Peru e Argentina utilizaram método semelhante para estabilizar suas moedas anos antes), que é o único cartão de visitas do governo anterior (“até a criação do Plano Real, a economia brasileira sofria de inflação crônica.”) As críticas da oposição da ocasião (Lula, PT, PDT, etc) à exacerbada (e realmente eleitoreira) taxa de juros devem ser confundidas com críticas à estabilidade monetária em si. Confundir é o que importa aqui.
- Omitir sempre o desastre econômico dos anos FHC : apenas 1 ano de crescimento (1995) a partir de utilização da capacidade ociosa (vinda da recessão 1990-1992, com Collor, e recuperação 1993-1994, com Itamar) e 8 anos de estagnação (1996-2003), nos quais a renda per capita cresceu apenas 0,5% a.a. Nunca mencionar que em 2002 a renda per capita era ainda a mesma que em 1989, ou que o desemprego e a informalidade foram recordes, pois isso tiraria qualquer brilho do neoliberalismo e privatismo adotados de 1990 a 2002 e ficaria visível que a política monetária impediu o crescimento econômico (ao contrário de outros países na mesma época.)
- Confundir popularidade efetiva (como a de Mandela ou de Roosevelt) em ambiente de plenas liberdades para críticas com popularidade induzida (como a de Médici ou dos governos estaduais paulistas recentes) em ambiente de restrição a críticas (“O presidente Emílio Garrastazu Médici também obteve, em 1974, 82% de aprovação.”)
- Publicar em algum jornal ou revista de circulação nacional, variando algumas frases, em intervalos de duas semanas até setembro de 2014.
Alguns problemas que podem surgir ao se preparar a receita:
Se fosse para a população brasileira atribuir valor ao Plano Real, ao modelo de gestão econômica do PSDB ou mesmo aos seus quadros mais expressivos (como FHC, Serra), já teria se manifestado nas urnas em 2002, em 2006 ou em 2010.
Quanto mais se caminhar para o futuro, mais o acaso do sucesso relativo do Plano Real ficará distante, com o detalhe que sempre haverá o período Lula no meio.
Tutu, Zapatero, Cristina, Hollande, Obama já deram o recado : não vote em quem não se declarar favorável ao Casamento Gay
Perfeita a análise, Gunter. Que autópsia bacana você fez no Gullar...
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