Guilherme Estrella sai de diretoria da Petrobras

Por sersikera

Do Fatos e Dados

Petrobras anuncia mudanças na Diretoria Executiva

- Proposta de alteração na composição da Diretoria Executiva da Petrobras, com a criação da uma nova Diretoria, para a qual será indicado um diretor Corporativo e de Serviços. A proposta considera que o novo diretor ficará responsável pelas áreas de Organização, Gestão e Governança; Recursos Humanos; Segurança Meio Ambiente, Eficiência Energética e Saúde e Serviços Compartilhados.

Essa proposta é resultado de análises referentes aos desafios de gestão a serem enfrentados pela Companhia, com significativo incremento no número de empregados e necessidade de maior supervisão em função do grande volume de investimentos. A criação dessa nova Diretoria será submetida à deliberação dos acionistas da Companhia em Assembleia Geral Extraordinária, a ser oportunamente convocada.

 

- A indicação do atual gerente executivo do E&P-Presal, José Miranda Formigli Filho, para substituir o atual diretor de Exploração e Produção, Guilherme de Oliveira Estrella. José Formigli é engenheiro civil, formado pelo Instituto Militar de Engenharia – IME, pós-graduado em análise matricial de estruturas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ e tem MBA em Gestão Empresarial pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppead). Com experiência de 29 anos na Companhia, já ocupou diversas posições gerenciais, todas relacionadas à área de Exploração e Produção. Em 2008, José Formigli foi nomeado gerente executivo da área criada para o planejamento e desenvolvimento das descobertas do pré-sal, ficando responsável pela gestão de todo o programa de desenvolvimento da produção dessas áreas.

 

- A indicação do atual gerente executivo de Operações e Participações em Energia, José Alcides Santoro Martins, para assumir a Diretoria de Gás e Energia no lugar de Maria das Graças Silva Foster. José Alcides é engenheiro civil, formado pela Universidade de São Paulo – USP, pós-graduado em Geotecnia pela PUC-Rio e pós-graduado em Planejamento de Sistemas Energéticos pela Unicamp. Com experiência de 32 anos na Companhia, assumiu diversos cargos gerenciais, além de ser membro do Conselho de Administração de diversas subsidiárias da Companhia. Foi também diretor de Tecnologias do Centro de Tecnologias do Gás e Energia Renováveis – CTGAS-ER de fevereiro de 2004 a maio de 2005 e diretor de Petróleo, Gás e Biocombustíveis da Empresa de Pesquisa Energética – EPE no período entre maio de 2005 e junho de 2006.

A Petrobras agradece ao diretor Guilherme de Oliveira Estrella pelos relevantes serviços prestados à Companhia, ressaltando sua liderança, competência técnica e o elevado grau de profissionalismo e dedicação no exercício do cargo.

Perfil de José Miranda Formigli Filho

Perfil deJosé Alcides Santoro Martins

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17 comentários
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esquiber

Mais uma a favor de Eike Batista. Se Guilherme Estrlla seguir os passos de outros ex-diretores da petrbrás que sairam da empresa e foram trabalhar com Eike levando conhecimentos estratégicos de Estado para inicativa privada, teremos mais uma perda a lamentar. recomendo que leiam o artigo abaixo:

OGX e a questão do talento, conhecimento e ética

Data: 06/02/2012  
Colunista: Diomenes Cesário

 

 

Durante toda a semana, os jornais, revistas e televisões apresentaram anúncio da OGX informando o “início da produção de petróleo no Brasil por uma empresa privada brasileira”.

 

A OGX faz parte do grupo EBX, de Eike Batista, o empresário mais rico do Brasil e um dos maiores do mundo. Para o leitor desavisado, parece tratar-se de uma história de dedicação, esforço próprio e alto risco, como dos pioneiros da indústria de petróleo em todo mundo. Infelizmente, a história é bem mais obscura.

 

A Origem

 

A OGX foi criada após Eike contratar Rodolfo Landim, ex-diretor de Exploração da Petrobrás, em 2006, e adquirir blocos para exploração de petróleo no Nono Leilão, promovido pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em pleno governo Lula.

Para escolher as áreas, contratou o geólogo Paulo Mendonça, até então Gerente Executivo de E&P da Petrobrás, responsável pelas locações e detentor de informações acumuladas pelo corpo técnico da empresa.

 

No Nono Leilão, em novembro de 2007, a empresa de Eike arrematou diversos blocos, com o assessoramento da equipe de técnicos da Petrobrás. Foi exatamente neste leilão que 41 áreas em torno de Tupi foram retiradas por fazer parte do pré-sal, descoberto pela Petrobrás, após décadas de estudo, pesquisas e investimentos. A estatal, de posse das informações recém obtidas nos poços pioneiros, alertou o governo federal que não fazia sentido mantê-las, pois seria uma doação e não um leilão. A partir deste episódio, o governo Lula iniciou a discussão que resultou na mudança do regime do pré-sal de concessão para partilha.

 

Arco de Cabo Frio e Informações Reservadas

 

Segundo Ildo Sauer, professor titular da USP e diretor da Petrobrás entre 2003-2007, em artigo na revista Retrato do Brasil, de novembro de 2009, “Vários setores do próprio governo lutavam pela manutenção das regras liberais, mesmo diante de várias descobertas feitas na camada pré-sal. A primeira se deu no bloco de Parati, em 2005. E o primeiro poço com resultados espetaculares foi o 1-RJS-628, de Tupi. Estranhamente, porém, foram mantidos os 11 blocos do chamado ‘arco de Cabo Frio’, arrematados pela OGX, que recrutara a equipe de exploração da Petrobras, sem reação por parte do governo.”

A equipe de técnicos da Petrobrás foi paga a preço de ouro, é claro. Somente Landim – que acabou saindo, em 2009, após desentendimento com Eike – recebeu 165 milhões de reais nos quatro anos em que trabalhou no grupo. Em poucos meses ganhou mais que em toda sua vida na Petrobrás. O salário médio dos diretores da OGX em 2010 foi de 5,96 milhões de dólares por anos, com um máximo de 11,9 milhões de dólares. O salário médio de um diretor da Petrobrás no mesmo período foi de 691 mil dólares – um décimo da OGX – com um máximo de 728 mil dólares, conforme Retrato do Brasil de outubro de 2011.

 

Ética

 

A pergunta óbvia é: é legal e moral um empregado ou diretor sair da empresa, onde foi formado e detendo informações estratégicas, para trabalhar imediatamente numa concorrente? A questão é ainda mais grave se esta empresa é controlada pela União Federal.

 

Em algumas áreas do governo, há períodos de carência que – dizem -, muitas vezes, acabam sendo burlados por contratos de gaveta. O que importa, na verdade, é o posicionamento ético, como o relatado por Celso Furtado, em entrevista no livro “Seca e Poder”: "Eu me recordo de uma história curiosa com Raul Prebisch, o criador do Banco Central da Argentina, de tremenda influência na América Latina. Ele me contou que quando saiu do Banco Central passou por grandes dificuldades financeiras, teve até de vender o piano da mulher. Eu arregalei os olhos: quem passara tantos anos chefiando o BC da Argentina teria o emprego que quisesse! E ele disse: "Mas Celso, eu conhecia a carteira de todos os bancos, administrava o redesconto por telefone, era o homem mais bem informado! Todos queriam me contratar, mas eu não podia trabalhar para nenhum."

A história de sucesso de Eike termina uma de suas propagandas afirmando: “Um marco importante para uma empresa que tem como essência realizar e transformar. Afinal, recursos naturais só se transformam em riqueza para o país quando se tem talento para descobrir onde estão e o conhecimento para se chegar até eles.”

 

Deixou de informar que o talento – se é que se pode chamar de talento -, ao contrário do que sugere o texto, não foi descobrir o petróleo, mas, onde estavam os detentores de informações e “o conhecimento para se chegar a eles”.

 

Tecnologia e Patente Brasileira

 

Por fim, a questão tecnológica. Apesar de elogiar a Petrobrás pela inovação e patente, segue caminho diverso. Em entrevista à revista Carta Capital de novembro de 2011, informava “Eu não ia conseguir montar o FPSO (navio-plataforma) sem a ajuda da Hyundai. Mas vou trazer isso, com estrutura e tecnologia. Será que só eu consigo? Nossos estaleiros vão virar a Embraer dos mares. Um estaleiro com todo o know-how coreano transferido para o Brasil. O bacana é que eu fiz o inverso. Não precisei de 20, 30 anos de pesquisa e desenvolvimento para criar know-how. Comprei tudo, e em quatro ou cinco anos vai estar tudo absorvido e a gente vai virar patente brasileira.”

 

Como irá descobrir – se permanecer no negócio e não repassá-lo aos chineses ou às “big oil” – a tarefa é bem mais complicada do que aparenta.

 

Diomedes Cesário da Silva

Ex-presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (AEPET)

 

http://www.aepet.org.br/site/colunas/pagina/209/OGX-e-a-questo-do-talento-conhecimento-e-tica

 

Os homens mais perigosos são aqueles que aparentam muita religiosidade, especialmente quando estão organizados e detêm posições de autoridade, contando com o profundo respeito do povo, o qual ignora seu sórdido jogo pelo poder nos bastidores. Alberto Ríve

 
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Marcus Vinicius Coelho

A quem interessar possa: Guilherme Estrella deixa a Diretoria de E&P da Petrobras unicamente por vontade própria e contrariando pedido da nova Presidenta, sua ex-subordinada no Centro de Pesquisas Graça Foster, que pediu expressamente que permanecesse no cargo.

Aos 74 anos, Estrella pretende aposentar-se, após 4 décadas de excelentes serviços prestados, levando o reconhecimento, agradecimento e respeito de seus colegas da Petrobras, entre os quais me incluo.

 
 
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Andre Araujo

Quando aqui faz alguns dias disse que Estrella iria se aposentar fui xingado por alguns blogueiros indignados. ""EntreguistA"" foi o epiteto mais ameno.

 
 
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Sonia A Montenegro

Obrigada pelo esclarecimento Marcus Vinicius Coelho. As teorias da conspiração correm soltas. Fiquei muito feliz em saber!!! O Santayana especulou sobre a soberania do pré-sal. Outros, sobre a ida para a empresa do Eike Batista. Nossa eterna gratidão ao Estrella!!!


 

 
 
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Gus

O bolo está sendo melhor repartido, é verdade. Infelizmente alguns continuam a receber fatias maiores, e parece que Eike Batista foi um dos escolhidos pelo governo pra pegar uma das fatias mais grandes desse bolo. Acho que não era necessário.

Este texto junto com o post sobre a morte de  Kasinski  são um retrato triste da atual visão estratégica para o desenvolvimento brasileiro.

 
 
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sersikera

Estrella ir trabalhar na OGX???

Acho mais fácil o Lula se filiar ao DEM....

 
 
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Andre Araujo

Porque? Não vejo qualquer problema, mesmo porque Lula ao que se saiba é amigo de Batista.

 
 
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Aldo Cardoso

Um prevaricador contra os interesses do País é como passo a ver esse Eike Batista e, pior do que ele, no mínimo judas e lesa-pátria, é como vejo esses ex-diretores-patrimônios da Petrobrás que se bandearam por salários tão escandalosos, pagos na verdade com recursos da nação, saques antecipados do pré-sal.

Onde estão os partidos que se rotulam de moralistas como o PSOL, PCO etc que ainda não levantaram uma CPI a respeito?!

Quanta ganância e injustiça de uns poucos frente à carências tão flagrantes de muitos!

É desalentador saber que as coisas são dispostas assim e que assim perdurará...

 
 
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Marcos J B Penteado

Tem uma guerra em andamento. ou são egos em movimento?

 
 
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Paulo F.

Egos, alteregos, e ids.

Estão a rifar anos de conhecimento, para satisfazer pequenas(?) ambições pessoais.

 
 
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Marco Antonio L.

Isso já é o reflexo da Petrobrás, em alguns anos, se tornar uma das maiores petrolíferas, se não a maior, do planeta.

 
 
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Paulo Kautscher

AS MUDANÇAS NA PETROBRAS E A SOBERANIA NACIONAL.Certos jornais e alguns de seus analistas políticos estão, de maneira dissimulada e com as artimanhas conhecidas, insinuando e apoiando a saída do geólogo Guilherme Estrella da mais importante das diretorias da Petrobras, a que cuida, exatamente, da pesquisa e produção. Do ponto de vista técnico, parece improvável que o Brasil disponha de outro quadro como Estrella. Ele entrou para a empresa mediante concurso público, há 48 anos, logo depois de formado – e se destacou, em seguida, como um dos mais competentes profissionais da instituição.

Sua trajetória, a partir de então, se insere na construção da história da empresa. Participou das primeiras pesquisas e exploração do óleo no mar brasileiro. A partir de suas investigações teóricas sobre a geologia marítima, conduziu os estudos pioneiros que levaram à descoberta das jazidas do pré-sal.

Como geólogo de campo, e trabalhando para a Petrobrás no Iraque, descobriu, em 1976, o gigantesco campo de Majnoon, com reservas superiores a 10 bilhões de barris. Como se sabe, o Brasil renunciou à exploração desse campo, por iniciativa do então Ministro de Minas e Energia, Shigeaki Ueki.

Estrella foi o coordenador da instigante investigação científica, que atribui a origem do petróleo brasileiro a depósitos lacustres, anteriores à separação dos continentes africano e sulamericano. Assim se formou o pré-sal, com o Atlântico ocupando o espaço lentamente aberto, durante séculos geológicos. O diretor de Pesquisa e Produção da Petrobrás é, assim, um dos mais importantes geólogos do mundo. Sem dúvida, é o mais competente profissional da área em nosso país, ao associar o saber teórico à prática, como pesquisador de campo – que foi durante décadas - e ao êxito no cumprimento da responsabilidade pela descoberta e produção de nossas jazidas.

Mas o geólogo Guilherme Estrella tem dois defeitos gravíssimos, e, por isso, todos os interesses antinacionais – internos e externos - se unem para derrubá-lo, neste momento de mudanças na empresa. O primeiro deles é o seu confessado nacionalismo. O diretor de pesquisas e exploração foi nomeado pelo governo Lula, em sua política de recuperar a empresa, minada pela administração entreguista e irresponsável do governo Fernando Henrique Cardoso.

Seu antecessor no cargo, José Coutinho Barbosa, protelava as perfurações exploratórias, a fim de que, ao vencer o prazo para as prospecções, em agosto de 2003, as áreas novas fossem devolvidas à ANP. Com isso, seriam outra vez levadas a leilão, a fim de serem arrematadas pelas empresas estrangeiras. Em poucos meses – de janeiro a agosto – Guilherme acionou a equipe de geólogos, conduziu-a com seu entusiasmo e capacidade de trabalho, e conseguiu descobrir mais seis bilhões de barris, dos 14 bilhões das reservas brasileiras antes do pré-sal. Assim, impediu a grande trapaça que estava em andamento.

A outra razão é a transparente visão humanística de Guilherme Estrela. O geólogo não separa a ciência de sua responsabilidade pela busca da justiça e da igualdade social para todos os homens. Em dezembro último, ao falar em Doha, no Qatar, durante o 20º Congresso Mundial do Petróleo, ele, depois de seu excurso técnico sobre o óleo no mundo, suas reservas e perspectivas, aproveitou sua palestra para denunciar o sofrimento de grande parte da humanidade, sobretudo da parcela africana, em conseqüência da desigualdade e da injustiça. “Todos nós devemos ter vergonha disso” – resumiu.

Os maiores interessados na substituição de Guilherme Estrella são, em primeiro lugar, as empresas multinacionais, que têm, no profissional, o principal guardião dos interesses brasileiros. Não só as petrolíferas, mas, também, as fornecedoras de equipamentos. Desde 2003, o diretor de Pesquisa e Exploração da Petrobrás vem revertendo, na medida do possível, a danosa situação imposta pelo governo neoliberal, que, ao nivelar, nos mesmos direitos legais, as empresas estrangeiras com as brasileiras, promoveu a falência de indústrias nacionais, entre elas algumas fornecedoras de equipamentos para a Petrobras.

Guilherme Estrella tem procurado encaminhar as encomendas para as empresas genuinamente brasileiras, sem prejudicar o desempenho da Petrobrás como um todo. Graças a essa política, ditada pelo interesse nacional, e recomendada pelo governo, reativou-se a indústria naval, e as plataformas, antes encomendadas no Exterior, estão sendo produzidas no Brasil, com a redução da participação estrangeira ao absolutamente necessário.

Outros interessados pela substituição do diretor são os notórios fisiólogos do PMDB. Como é de incumbência dessa diretoria as compras de equipamentos caros e pesados, ela vem sendo disputada pelo partido. Está claro que o ministro Edison Lobão deseja a substituição de Guilherme Estrella. Mas é improvável que o padrinho político do Ministro, o senador José Sarney – reconhecidamente um nacionalista – aceite, e nesse momento internacional difícil, a co-responsabilidade pela saída do atual diretor de Pesquisa e Produção da Petrobrás. Recorde-se que em seu governo o presidente Sarney resistiu e não privatizou nenhuma empresa. E quando Fernando Henrique decidiu privatizar a Vale do Rio Doce, Sarney escreveu-lhe uma carta vigorosa condenando a iniciativa.

O conhecimento é o principal instrumento da soberania. Homens como Guilherme Estrella não se escolhem com critérios políticos menores, mas, sim, em decisões maiores de política de Estado. E cabe um esclarecimento: quando Lobão diz que o diretor está pretendendo deixar o cargo, emite um palpite, ou expressa desejo pessoal - que não lhe cabe manifestar. Ao ministro cabe executar uma política de governo.

É certo que os inimigos do geólogo o têm submetido a solerte guerra de desgaste, com o propósito, deliberado, de provocar uma reação emocional de sua parte. Mas Estrella é bastante arguto para perceber quem está por detrás da campanha para afastá-lo. Aos 69 anos, está ainda jovem para abandonar a missão de que se encarregou, no dia em que começou a trabalhar na empresa – a primeira e única ocupação de sua vida. Ele sabe, que, no fundo, isso constituiria quase um ato de traição ao Brasil e ao seu povo.

Não lhe cabe, por isso mesmo, demitir-se do cargo que ocupa.

Postado por Mauro Santayana

 

“Instrui-vos, porque precisamos de vossa inteligência. Agitai-vos, porque precisamos de vosso entusiasmo. Organizai-vos, porque carecemos de toda vossa força.” Revista Lórdine Nuovo

 
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Eudoro Chamie Filho

Lindo texto: "O senador José Sarney-reconnecidamente um nacionalista-... resistiu e não privatizou nenhuma empresa...E quando Fernando Henrique decidiu privatizar a Vale do Rio Doce, Sarney escreveu-lhe uma carta vigorosa condenando a iniciativa".

Ora, Sarney não privatizou estatais, mas privatizou o estado do Maranhão. Tudo no Maranhão tem o nome da família desse sátrapa. Hospital Sarney, avenida Sarney, escola Sarney, ponte Sarney, viaduto Sarney, forum Sarney, e etc.

Sarney é o maior câncer que o Brasil já teve em toda a sua história. Foi JK, foi Jânio, foi Castelo, Costa e Silva, Médice, Geisel, Figueiredo, Tancredo, Itamar, FHC, Lula e Dilma. A palavra que define bem esse elemento é sátrapa.

 
 
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DeSola

Com o comando na mão da Foster, parece que os engenheiros vão tomar conta de todos os cargos gerenciais relevantes.

Que o diga o geólogo estrella...

Mas parece que pegou mal essa recente mega-descoberta da OGX no litoral de Santos, em águas rasas (isso se o que a OGX conta é verdade), bem nas barbas da Petrobras.

Outra coisa foi a divulgação de que a empresa do marido de Foster fez vendas para a Petrobras sem licitação. Parece que os valores não eram muito expressivos, mas isso pode?

E quem soltou essa  informação pra mídia?

 
 
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alexandre medeiros

eike batista, mais um daniel dantas repaginado, mas muito mais ambicioso. Ele sabia (o forte desses caras é saberem se misturar aos bem informados) que com muito dinheiro conseguiria comprar os detentores de informações privilegiadas na área de mineração, onde elas valem mais que ouro. Daí a ficar bilionário foi um pulo. E pensar que a Petrobras levou dezenas de anos e muito, mas muito dinheiro, sangue e suor pra conquistar esse conhecimento. Seria isso crime?

 
 
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JOsé Mateus teles Machado

 


 As Emendas Inconstitucionais Números 06 e 09, recentemente aprovadas que regulam as empresas de capital nacional e estrangeiro, esclarecendo se fossem privatizadas hoje uma empresa pública ou sociedade de economia mista os estrangeiros levariam o dinheiro aplicado em bolsa de valores para fora do País


 

 
 
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mariazinha

Espera-se que, com essas desistências que elevaram o nome da PETROBRÁS ÀS ALTURAS, não fique fácil para os depredadores, abutres que rondam nossa empresa maior, conseguirem alimento fácil.

[...]Os contratos da encomenda bilionária serão divididos entre as duas empresas que disputavam a licitação: a Sete Brasil, constituída por fundos de pensão e bancos de investimento, e que conta com capital de 10% da própria Petrobras; e a Ocean Rig do Brasil, ligada ao empresário ---- German Efromovich----[...]http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1046776-com-sondas-petrobras-fecha-licitacao-recorde-de-us-76-bi.shtml .........Esse nome aí, causa calafrios ao ser pesquisado.

 
 

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