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Guido tinha razão, por Delfim NettoEnviado por luisnassif, seg, 06/02/2012 - 10:09
Por Assis Ribeiro
Da CartaCapital Por Antonio Delfim Netto A crise financeira europeia não terminou, obviamente, mas nas duas últimas semanas a temperatura baixou e um pouco de racionalidade passou a frequentar os encontros de aturdidos líderes dos governos, aparentemente convencidos de que os custos do desmonte da Zona do Euro (políticos, econômicos e sociais) seriam incomensuravelmente maiores do que os da manutenção do sistema. No setor financeiro, a mudança de clima deu-se a partir da entrada de Mario Draghi no comando do Banco Central Europeu, fazendo-o assumir seu verdadeiro papel como “emprestador de última instância”, o que afastou aquela expectativa imediata de uma crise bancária de grandes proporções na Eurolândia. Pelo andar da carruagem, o hábil “Super Mario” usou o timing correto e os recursos adequados para conter a ofensiva do terror e dar um pouco de tranquilidade aos mercados. Os bancos europeus sentem-se mais encorajados com a atitude firme de um BCE que exibe mais musculatura, de forma que a probabilidade de uma crise dramática acontecer agora e destruir a Zona do Euro diminuiu. A grande crise (a tragédia dos 27 milhões de desempregados e a instabilidade política) está longe de terminar, mas a percepção do custo insuportável parece ter alcançado o cérebro dos europeus. Em meio ao tumulto financeiro, o abandono do euro seria simplesmente a desintegração da Europa, um retorno àquele distanciamento entre nações, umas desconfiando das outras. Imagine o que seria o renascimento da ideia de que os regimes autoritários são mais eficazes para resolver as crises, o que num prazo mais longo conduziria ao encontro de uma tragédia muito maior do que a que muitos países estão sofrendo para salvar a moeda única. Uma dúvida que desperta a curiosidade (pelo menos dos economistas) é por que demoraram tanto para reconhecer que o cerne do problema do euro é uma questão cambial. A solução para a Europa era uma desvalorização do euro. Só que, hoje, os Estados Unidos também estão fazendo uma política que desvaloriza o dólar. O nosso ministro da Fazenda, Guido Mantega, esteve muito à frente de seus colegas das Finanças no G-20, quando os alertou (com muitos meses de antecedência) para os riscos de uma guerra cambial que tumultuaria ainda mais o comércio mundial e afetaria as exportações brasileiras. É a guerra que existe hoje entre o dólar e o euro. Isso mostra que o Brasil, realmente, não terá mais o vento externo a favor que soubemos aproveitar para acelerar o crescimento antes de 2008. Nós já mostramos, no entanto, nesses últimos quatro anos de crise, que aprendemos a depender de nossas próprias forças e do nosso mercado interno para continuar expandindo a economia e acelerar o ritmo para um crescimento entre 3,5% e 4,5% do PIB nos próximos cinco anos. O governo da presidenta -Dilma mantém uma sólida política fiscal e pôs em prática uma política monetária muito interessante, que está reduzindo a taxa de juros real (e vai reduzi-la ainda mais), e tem trabalhado junto ao sistema bancário para que não só mantenha o crédito às empresas, mas também amplie o financiamento dos investimentos. E, seguramente, os bancos estatais seguirão o mesmo caminho. É claro que podemos ser afetados de alguma forma pelos tropeços na economia mundial, especialmente com o aumento das dificuldades para as exportações industriais. Não há nenhuma razão, porém, para que haja alguma queda brusca de demanda interna ou menos ainda na oferta de crédito à produção. O sistema bancário brasileiro continua bastante hígido e líquido. O que o governo precisa fazer é dar ao Banco Central a certeza de que ele pode prosseguir no seu caminho de reduzir a taxa de juros, de forma a ajudá-lo a cooptar o setor privado e convencê-lo de que as condições são favoráveis para realizar o seu trabalho. Há centenas de projetos necessários à expansão da infraestrutura física do País em condições altamente rentáveis. A presidenta Dilma precisa pôr tudo isso para funcionar, agilizando as concessões, fazendo as parcerias, acelerando os projetos, oferecendo ao setor privado as condições para operar. Temos dezenas de empresas de extrema competência disputando as obras do PAC na infraestrutura dos transportes, na extensão de redes de transmissão, na utilização das novas tecnologias para diversificar a oferta de energia, em praticamente todos os setores da construção. Elas só precisam acreditar que o crescimento vai se acelerar, com o governo se comprometendo com a continuidade das políticas que vão permitir o desenvolvimento do País.
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Comentários + votados
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Assis Ribeiro
06/02/2012 - 10:28
Essa matéria de Delfim sobre Mantega chega em uma hora muito apropriada.
Mantega é a bola, a imprens já começou a chutar de todos os lados.
O processo de fritura do ministro já começou, como em...
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Eduardo Ramos
06/02/2012 - 11:12
"Há centenas de projetos necessários à expansão da infraestrutura física do País em condições altamente rentáveis. A presidenta Dilma precisa pôr tudo isso para funcionar, agilizando as concessões,...
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Eduardo Ramos
06/02/2012 - 11:15
Assis, esse blog é confiável? Não o conheço! E, procede essa informação de que a presidente tem mais apreço aos economistas citados do que o Mantega? Caramba!... Acho o trabalho dele, soberbo! Um dos...
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Essa matéria de Delfim sobre Mantega chega em uma hora muito apropriada.
Mantega é a bola, a imprens já começou a chutar de todos os lados.
O processo de fritura do ministro já começou, como em demostra a matéria abaixo:
Mantega recebe sinais para sair (enquanto é tempo)
Crescem as apostas em Brasília sobre a substituição do ministro da Fazenda; no entanto, trabalha-se para que ela ocorra de forma suave, sem a necessidade de um grande escândalo
05 de Fevereiro de 2012 às 07:29
247 – A capa da revista Veja desta semana é emblemática. Depois de uma sexta-feira repleta de boatos a respeito de uma reportagem devastadora sobre o ministro Guido Mantega, que seria publicada neste sábado, mas não veio, ela traz apenas uma chamada de capa com a efígie do real e a seguinte chamada: “Casa da Moeda – Por que o escândalo ainda vai demitir muita gente”. Internamente, a reportagem de Veja não traz nada de novo. Apenas relata como se deu a demissão de Luiz Felipe Denucci, ex-presidente da Casa da Moeda, sob a acusação de receber R$ 25 milhões no exterior de fornecedores da estatal. Ora, se o escândalo da Casa da Moeda já derrubou o próprio presidente da empresa, por que haveria ainda de derrubar muita gente, como insinua a revista Veja? Seria uma ameaça ao ministro Mantega, chefe de Denucci?
O fato é que Guido Mantega está sob intenso bombardeio. E tem recebido sinais frequentes para que saia por cima – antes que seja atingido por um escândalo maior. Esse processo começou há dois meses, quando o colunista Claudio Humberto antecipou a informação de que o ministro poderia deixar o cargo para acompanhar o tratamento da esposa, que se cura de um câncer. Há poucas semanas, foi a vez da revista Época trazer uma reportagem assinada pelo jornalista Luiz Maklouf Carvalho, o único que conseguiu entrevistar a presidente Dilma Rousseff sobre o que ela viveu nos porões da ditadura, com revelações inéditas sobre a vida do ministro. No texto “O planeta Guido”, Maklouf trouxe a público a informação de que Mantega não apenas possui um apartamento em Paris, como também um patrimônio imobiliário estimado em R$ 20 milhões, na cidade de São Paulo, que seria fruto de uma herança deixada pelo pai. Até então, não se sabia que Mantega era um milionário. Ele era conhecido apenas como um professor universitário, que foi assessor econômico de Lula e chegou ao cargo mais alto da economia brasileira. Lembre-se que Antonio Palocci, notório desafeto de Mantega, caiu por ter adquirido um apartamento de R$ 6 milhões nos Jardins, em São Paulo.
No fato mais recente, que envolve a Casa da Moeda, Mantega foi mais uma vez fustigado com a informação de que teria recebido os dossiês sobre o suposto enriquecimento ilícito de Denucci há cinco meses, sem ter tomado qualquer providência – o que constituiria o crime de prevaricação. Na próxima semana, ele pode ser chamado a prestar esclarecimentos no Congresso Nacional.
No entanto, ao que tudo indica, Mantega não dá qualquer sinal de que pretenda deixar o cargo voluntariamente. Neste fim de semana, ele foi capa da revista Istoé Dinheiro, numa reportagem em que foi confrontado com a seguinte questão: “O sr. está feliz no cargo? É bom ser ministro da Fazenda neste momento?” E respondeu: “É bom. E sabe por quê? Porque gosto de desafios. Eu não tenho me entediado no cargo. Os resultados são muito satisfatórios. A classe E diminuiu sensivelmente e estamos conseguindo dar emprego para todo mundo que quer emprego. Me dá uma grande satisfação ser ministro de uma economia que não está arrochando salário, não está desempregando gente, que paga dívida.”
Possíveis substitutos
Apegado ao cargo, Mantega pode ser submetido ao mesmo processo de desgaste já vivido por Antônio Palocci na Casa Civil. Hoje, é o ministro mais forte do governo Dilma, com influência direta em instituições como o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e os fundos de pensão estatais. E é justamente por isso que desperta tanto fogo amigo. Sua força é também sua fragilidade (leia mais aqui).
Além disso, há pelo menos três economistas no governo federal por quem a presidente Dilma Rousseff demonstra mais apreço e intimidade. São eles Luciano Coutinho, presidente do BNDES, Fernando Pimentel, ministro do Desenvolvimento, e Nelson Barbosa, secretário-executivo do Ministério da Fazenda.
Mantega, que foi o mais longevo ministro dos governos petistas, e tem um bom legado na economia brasileira, ainda pode sair por cima, ao contrário do que aconteceu com Antonio Palocci e todos os outros que foram substituídos pela presidente Dilma. E tem recebido constantes sinais nesta direção. A decisão é dele.
http://www.brasil247.com.br/pt/247/poder/39992/Mantega-recebe-sinais-par...
Assis Ribeiro
Assis, esse blog é confiável? Não o conheço! E, procede essa informação de que a presidente tem mais apreço aos economistas citados do que o Mantega? Caramba!... Acho o trabalho dele, soberbo! Um dos melhores ministros que o Brasil já teve. Espero que essa "fritura" seja boataria. Abraço!
Eduardo.
Este veículo é o primeiro jornal virtual brasileiro. Aqui no blog já tivemos várias matérias dele sendo debatidas.
Como em qualquer informação, qualquer veículo, o que devemos fazer é ser lúcidos e perceptíveis ao lermos as matérias.
Assis Ribeiro
Tinha, em termos. Em relação a concepções e abordagens mais retrógradas, que podem ser observadas em conjunto quando se articularm em torno das iniciativas de reativação dos regimes mais duros e autoritários, como proposta lógica - dentro dessa lógica autodestrutiva de parte do próprio capitalismo - de "salvar" o capitalismo desta época. No fundo o que temos? Raízes ainda absolutistas, algumas feudais, e outras ainda mais remotas, mas forças que atravessaram séculos, talvez milênios da história da civilização, sempre fortemente acopladas ao sistema dirigente das sociedades.
O impasse entre manter o euro e desmontar o euro reflete esses conflitos com perfeição. Aqui no Blog já foram analisados diversos aspectos desses conflitos de visão de mundo e de índole sistêmica. Forças mais conservadoras tendem a se agregar no espaço e também no tempo de modo cada vez mais extenso. É uma forma de resistência, de manter o domínio no jogo social. Os efeitos disso, porém, em épocas de profunda transformação, passam a ser muito turbulentos e inadequados para manter a própria sociedade e o sistema de produção de riquezas. Essa tendência é acentuada pelo fato de que as mudanças, a transformação, tornaram-se a dinâmica natural e mais sensível do sistema. Então essa atitude conservadora e autoritária não consegue mais se afirmar como força dominante, a não ser nesses cenários que acabam sendo propostos: primeiro, uma grande crise; depois, resolver essa grande crise pela força e contendo qualquer avanço cultural, social, político, econômico, etc. E, em seguida, processos mais graves de conflito, de reacionarismo, de perseguição, de atitudes extremas e talvez, afinal, destrutivas. Sem resolver os problemas.
As causas básicas do insucesso parcial do euro - vamos dizer assim - são precisamente essas visões e atitudes de não querer avançar o novo sistema "euro", digamos que todo esse período seja ainda um período muito curto dessa história, e a insistência nas gestões que se voltam para o passado, não para o futuro. O "euro" foi atravessado ainda por interesses setoriais despreocupados com o sistema de integração, por interesses nacionais que desconsideraram o sistema de colaboração necessário, por projetos que não realizaram o grande potencial de circulação que se pretendia, e atitudes dos trabalhadores que não ficaram muito a dever para os capitalistas, especialmente das classes médias: a acomodação, a perda de produtividade, o envelhecimento, a "utopia" da pensão de aposentadoria, a negativa ousar e em desbravar novas alternativas, etc. O sistema "euro" foi direta ou indiretamente sabotado por todo mundo. Como poderia ter dado certo? O resultado é esse aí mesmo.
Isso não quer dizer que houve um fracassso do euro ou de seu projeto. E muito menos quer dizer que ele não possa ser implantado na Europa, e não gere novas relações internacionais em todo o mundo, como chegou a fazer, durante certo tempo. Aí também houve outro tipo de resistência contrária, como o domínio anterior do dólar. Mas o mundo hoje é muito diferente daqueles mundos de 10 a 20 anos para trás. É essencialmente diferente, sistemicamente diferente, inexoravelmente diferente. As tentativas de se voltar para trás, se antes eram inadequadas, nunca foram as melhores, podem ser agora desastrosas. Não é isso que tem ocorrido? O neoliberalismo, os neocons, o que conseguiram além de tumultar e complicar o mundo todo? Não seria melhor estudar mais essas questões?
Se houve fracasso, foi um fracasso absolutamente humano, demasiadamente humano, mas a idéia se salva, neste caso.
"Há centenas de projetos necessários à expansão da infraestrutura física do País em condições altamente rentáveis. A presidenta Dilma precisa pôr tudo isso para funcionar, agilizando as concessões, fazendo as parcerias, acelerando os projetos, oferecendo ao setor privado as condições para operar."
O texto do Delfim mais uma vez brilha pela lucidez, a simplicidade e a coerência entre os argumentos. O final é soberbo, no sentido de apontar uma diretriz que, eu espero, seja lida e apreendida pela presidente. De fato, o BRASIL ESTÁ BEM! Mas depois de décadas comprometidas com a falta de administração e investimentos, quanta coisa precisa ser feita - Lula só teve tempo de iniciar o processo.
Creio que Delfim acerta no alvo quando diz que os investimentos ocorrerão na mesma intensidade da CREDIBILIDADE que o governo passar aos empresários, que haverá uma continuidade no apoio aos investimentos. Porque o governo sozinho, é óbvio, não sustenta nem meio PAC.
04-02-2012 - Discurso do diretor de Regulação do Sistema Financeiro, Assuntos Internacionais e Gestão de Risco Corporativo, Luiz Awazu Pereira da Silva, no V Encontro Nacional Fenaprevi (PDF - 444 KB)(14pgs)
Banco Central do Brasil 04-02-2012
V ENCONTRO NACIONAL FENAPREVI 4 de fevereiro de 2012
..........7. Conclusão(pg.13)
Apesar das conseqüências negativas da instabilidade financeira da Europa, acreditamos que o Brasil está bem posicionado nessa conjuntura internacional complexa. Estamos almejando e vamos atingir o nosso objetivo de trazer a inflação para o centro da meta. Estamos também trabalhando para consolidar a robustez do nosso sistema financeiro, inclusive com a implementação dos acordos regulatórios globais que devemos ver como oportunidades para o fortalecimento das nossas instituições e para a sua internacionalização. A estabilidade macroeconômica e financeira está contribuindo para viabilizar os objetivos de longo prazo do país. A demanda por recursos para investimento tende a crescer muito nos próximos anos. Por um lado, há ótimas perspectivas de crescimento no médio e longo prazos; por outro, o próprio crescimento gera uma necessidade de recomposição e ampliação da infraestrutura econômica em transportes, energia, comunicações, equipamentos urbanos etc., demanda que vem-se somar àquela oriunda dos investimentos na extração de petróleo nas reservas recém-descobertas na camada pré-sal.
No contexto onde a economia global será mais competitiva, será fundamental que esses investimentos facilitem o aumento da nossa produtividade. Isso será crucial, especialmente na área de non-tradables, serviços, em um contexto onde nossos fundamentos vão embasar o processo e curso de valorização gradual do preço de nossos ativos. Devemos nos esforçar para facilitar os ganhos de eficiência, produtividade e o fortalecimento do nosso capital humano.
Da mesma forma, o sistema financeiro deverá prosseguir e aprofundar sua mudança estrutural iniciada a partir da estabilização da economia, de um sistema que captava poupança da sociedade e aplicava basicamente em títulos públicos de curtíssimo prazo para um sistema que busca ativamente a concessão de créditos à classe média emergente, assim como busca ampliar o financiamento dos investimentos, financiamento de imóveis residenciais e comerciais etc. Isso é uma tendência natural à medida que convergimos para o patamar de desenvolvimento e aprofundamento financeiro já alcançado por outros países. Esta mudança exigirá também necessariamente o alongamento do funding do sistema.
O Governo continua sempre examinando os entraves existentes e procurando as formas de superá-los, enfatizando a disciplina de mercado através de maior concorrência. Naturalmente, nesta tarefa de criação de novos mercados e adoção de inovações, o setor público pode apenas, ouvindo com atenção e isenção os diversos segmentos do setor privado, procurar oferecer as condições institucionais necessárias e os incentivos adequados, mas a iniciativa, naturalmente, cabe aos agentes do mercado e à sociedade.......
2010
Caro Roberto, obrigado pelo link do discurso do Sr. Awazu, a quem tive o privilégio de assistir uma palestra o ano passado lá na FIESP, pessoa culta e euducada, com total domínio das causas da presente crise financeira global, como bem demonstra no início da sua palestra.
Não sou economista, nem disponho uma bagagem que me permita discutir no mesmo nível do ilustre diretor do BC, assim, destaco alguns trechos com a minha interpretação pedestre, conhecimento oriundo do bom-senso e das discussões que se desenvolvem recorrentemente sobre o tema no blog do Nassif e em outros que frequento.
Me parece, que as medidas contra a crise tomadas na Europa, com base como afirma o Dr. Awazu em políticas Keynesianas que apelem para o "espírito animal" dos empreendedores para que liderem a recuperação do mercado e das economias que foram torpedeadas pelas fraudes das Agências de Riscos, acobertadas pela Mídia parceira e negligenciadas pelas "autoridades" financeiras que pelo fenômeno das parcerias transitam dos cargos privados na banca para os cargos públicos nos governos e no BCE, são, na melhor das hipótese, ingenuidade e na pior, o que se assiste, concentração de poder nas mãos muito poucos, que levará a uma guerra mundial.
Afirmo isto com base no estudo topológico, divulgado aqui no blog, mas solenemente e convenientemente omitido na palestra, onde se mostra por meios inolvidáveis que o controle de mais de 95% das empresas que realmente importam no cenário economico mundial estão nas mãos de menos de 50 empresas, das quais a maioria são instituições financeiras enfiadas até o pescoço neste movimento rumo ao caos mundial, sem o menor interesse em promover a recuperação de qualquer país e suas economias.
O BC do Brasil se omite de forma estranha às novas tecnologias, não as comenta e não as contesta apesar de derrubarem suas teses e justificativas, isto de forma consistente, como se prova com as matrizes vetoriais que demonstram a falácia das metas de inflação e os bancos com transaçõe criminosas, como o Panamericano, que nas barbas das autoridades praticou enorme desfalque.
O caso do uso da Topologia põe por água abaixo qualquer tese de segurança sobre os procedimentos que são tomados pelo BC do Brasil para garantir o equilibrio financeiro e macro-econômico, que nos dias de hoje, na minha humilde opinião, só será conseguido em forum qualificado, como foi DOHA, onde os representantes dos 50 conglomerados firmem um acordo sobre o câmbio de trocas internacional.
Não vai acontecer.
Melhor estratégia é um Yuan (Remimbi, você sabe a diferença? rsrsrsrs) nacional e bola prá frente que atrás vem gente.
Follow the money, follow the power.
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