Governo estuda facilitar visto de trabalho a estrangeiros

Do G1

Governo estuda mudar lei para entrada de profissionais estrangeiros

Mais de 50 mil estrangeiros conseguiram visto de trabalho no Brasil em 2011. Governo quer facilitar a entrada de profissionais do exterior. 

 

O Brasil virou destino de milhares de estrangeiros que sonham com uma oportunidade de emprego. Já tem empresa de olho nesses profissionais. O governo quer facilitar a entrada no Brasil dessa mão de obra qualificada.

Por causa da crise lá fora, o Brasil vive um bom momento. Americanos, europeus e haitianos, todos agora querem vir para trabalhar no país. Cabe ao governo, decidir o que fazer com nossas fronteiras. Uma proposta é facilitar a imigração, mas para os profissionais qualificados.

O que fez o professor de gastronomia Pablo Alejandro André deixar a Argentina para vir para o Brasil? O samba definitivamente não foi. Futebol menos ainda. Ele foi convidado para montar um curso superior de gastronomia em Brasília. Com a economia brasileira bombando, segundo ele, era “o” lugar. “A maioria fala que, se hoje tiver de escolher um lugar para desenvolver profissionalmente, o Brasil da América Latina é um dos melhores lugares”, afirma o professor.

Os investimentos aumentaram e trouxeram novas tecnologias, novas empresas e gente de fora. No ano passado, até setembro, mais de 52 mil estrangeiros conseguiram vistos de trabalho, 34% mais do que no mesmo período de 2010. A maioria está em São Paulo e no Rio de Janeiro. Mais da metade tem no mínimo curso superior.

Outra característica é a vontade de ficar no Brasil. Gustavo Romero é da Guatemala. Veio estudar e foi ficando. Casou-se com uma brasileira, conseguiu cidadania e hoje é pesquisador da Universidade de Brasília (UnB). “Hoje minha decisão é não voltar. O Brasil oferece para mim uma carreira acadêmica. Ou seja, dá oportunidade de eu ser professor, ser médico clínico em um hospital público federal”, comenta.

O Brasil agora quer abrir as portas e facilitar mesmo a entrada de profissionais que ainda faltam no país de todas as áreas, mas principalmente de engenharia, que não teria como formar na mesma velocidade do desenvolvimento econômico. Foi o que avaliou o governo, que promete dentro de dois meses apresentar um projeto de uma nova política de imigração.

O secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão Pires Junior, do Ministério da Justiça, diz que a entrada de imigrantes é inevitável, mas não preocupante. “É o momento de nós sabermos aproveitar dessa vinda desse capital humano, com a sua riqueza cultural, com a sua potencialidade de contribuir efetivamente no nosso desenvolvimento e nas nossas atividades produtivas”, declarou.

Dificuldades com a língua acabam sendo um mero detalhe. “Se o povo não entender, coloca a legenda”, brinca o professor espanhol Pedro Delgado Hernández.

Em relação à nacionalidade, os americanos continuam imbatíveis. São os primeiros da fila para entrar. Mas, de acordo com o secretário nacional de Justiça, dos quatro milhões de brasileiros que viviam no exterior, dois milhões voltaram. Quem saiu também está de volta em busca de melhores oportunidades.

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25 comentários
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Alan Souza

Vamos facilitar o visto de trabalho para os norte-americanos, desde que eles eliminem a exigência de visto para entrada dos brasileiros nos EUA. Gregos, espanhois e italianos, todos falidos e com desemprego batendo nas alturas, não precisam de visto, mas brasileiros que batem recordes de compras nos EUA precisam...

 

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Rodrigo Medeiros

Os EUA importaram os grandes cérebros da Europa em frangalhos da II Guerra. Já o Brasil importa padeiros e afins do desastre neoliberal de 2008. Surreal! Qual a estratégia brasileira de importação de cérebros? Ela tem algo a ver com política industrial ou projeto de desenvolvimento? 

 
 
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Rogerio Martins

E eu me lembro bem a humilhação que brasileiros sofreram em Portugal, Espanha, Estados Unidos, Inglaterra e França... PRINCIPALMENTE NAS EMBAIXADAS DESSES PAÍSES. 

Será que precisamos de fato dessa gente?  Não vamos criar mais uma classe social/trabalhadora excluída em nosso proprio país, OS NÃO APTOS?

Pois que venham então os pobres... 

 
 
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Erick M

Ótimo. Dá menos trabalho que melhorar nossa educação. Seria ainda melhor se celebrássemos tratados com os países ricos, de modo a, ao lado de importarmos trabalhadores qualificados exportássemos os nossos sem qualificação. Mas acho difícil alguém querer, se souber como é a educação aqui no Brasil.

 

Erick

 
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Klaus

Acho a medida interessante. Obviamente que alguns protestos do tipo: "Estão roubando nossos empregos!" devem surgir. No entanto não enxergo assim. Vejo como uma oportunidade de compartilharmos experiências com profissionais oriundos de outras realidades. 

 
 
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Rogerio Martins

É mais fácil contratar estrangeiros que qualificar a nossa gente. Essa a gente deixa como está pra continuar servindo de mão de obra barata e passifica... 

 
 
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alexis

O assunto refére-se a profissionais qualificados, particularmente na área da engenharia. Acho ótimo!

Hoje, com o baixo valor do dólar e o alto valor do Salário Mínimo, um engenheiro recém formado começa a ganhar quase 3 mil dólares. Com esse valor é clarao que existe interesse de profissionais estrangeiros para virem ao Brasil.

 
 
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Rogerio Martins

Então vamos contratar professores da área de engenharia para formar melhor nossos profissionais...

 
 
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Luiz Eduardo Brandão

Rogerio, não é por aí. Formar profissionais experientes e qualificados demora anos; o Brasil necessita de mão de obra especializada já. Uma coisa não exclui a outra, grave seria se excluísse: parar de qualificar brasileiros para "importar" estrangeiros. Não sei se v. e outros colegas que comentaram aqui sabem que de Lula para cá foi criado um montão de universidades e escolas técnicas -- "como nunca antes neste país" mesmo! Enquanto esse pessoal não se forma, se aperfeiçoa, ganha experiência, precisamos aproveitar os estrangeiros já experientes que se disponham a vir para cá, senão estanca nosso desenvolvimento.

Note-se também o seguinte: engenheiros, cientistas etc. não são como vinho chileno ou panetone italiano. São gente, não coisa. Não são importados: veem ou querem vir para cá de livre e espontânea vontade. Não são importados: imigram.

Quanto à mão de obra não ou menos qualificada, faz tempo que o Brasil atrai, principalmente trabalhadores de países vizinhos. Que costumam ser igualmente bem-vindos e periodicamente legalizados. Aliás, por isso mesmo estranhei muito a restrição aos haitianos, que vai de encontro à nossa política imigratória tradicional. Quanto aos padeiros e chefs, bem-vindos sejam também. Ou os que debocharam dele não sabem que a gastronomia é um aspecto importantíssimo do turismo e que o turismo é uma fonte de renda enorme e pouco explorada ainda em nosso país, e aspecto não menos importante da cultura dos povos. E o intercâmbio cultural sob todos os seus aspectos, inclusive gastronômicos, deve ser incentivado e aplaudido, em vez de escarnecido.

 

“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil quanto ela mesma”. (Joseph Pulitzer – 1847/1911)

 
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Zero

Menos de 30% dos engenheiros formados pelo país atuam na área. Alguém deveria calcular o prejuízo causado à nação pela prática de uso e descarte de profissionais pelas empresas.

 

Zero

 
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Roberto

Mundo que dá voltas!

 
 
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Zilda

Os trabalhadores estrangeiros qualificados ocupam os postos mais elevados e os brasileiros continuam como mão-de-obra barata, sem qualificação e fazendo só o serviço pesado que os imigrantes não querem fazer. Inverteu-se a situação por um lado - agora os estrangeiros querem vir para o Brasil -, do outro lado, permanece a mesma situação: os barsileiros sempre fazendo o trabalho pesado, perigoso, só que agora, dentro do seu próprio país. Essa lógica precisa ser superada!

 
 
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Luiz Eduardo Brandão

"Os trabalhadores estrangeiros qualificados ocupam os postos mais elevados e os brasileiros continuam como mão-de-obra barata, sem qualificação e fazendo só o serviço pesado que os imigrantes não querem fazer."

De que Brasil v. está falando, Zilda? Do Brasil real é que não é.

 

“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil quanto ela mesma”. (Joseph Pulitzer – 1847/1911)

 
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Leonardo Brezzi

Prezados,

Já havia comentado em outro post. Nossos engenheiros não vão se empregar porque vamos dar o emprego deles para estrangeiros.

Aqui em Pelotas, a Universidade Federal criou vários cursos de engenharia. São centenas de alunos chegando todo semestre do país inteiro para estudar engenharia. A maioria deles têm graves deficiências na área de matemática (física não tem a menor noção do que seja). A maioria (70%) roda no primeiro semestre de cálculo.

Lendo notícias como essa, de agora em diante, só tenho uma coisa a dizer aos meus estudantes:

- Se estão com dificuldade no primeiro semestre, então desistam! Vocês não vão achar emprego porque a vaga de vocês vai ser preenchida por chineses, americanos, peruanos, haitianos, etc.

 
 
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lmstefanini

Algo estranho nesta notícia.

- Estatísticas mostram que menos da metade dos engenheiros brasileiros exercem a profissão,

- Engenheiros das melhores escolas estão em outras áreas, inclusive financeira,

- Há um estoque de engenheiros doutores que não encontram colocação devido a super-qualificação, e alguns  estão até saindo do país.

Será que a oferta será de vagas qualificadas, ou ofertas a salários baixos.

 
 
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JackThe Ripper

Estamos importando mais brancos racistas, agora na versão desempregado 2008. Enquanto isso nossa população segue sem qualificação, marginalizada, ignorante e discriminada. Hora de organizer uma manifestação contra a importação desse lixo estrangeiro.

Essa é a versão 2012 da branquelização do povo brasileiro, tão perseguida pela nossas elites e já praticada no passado. Essa elite - branca, racista, separatista, raivosa, ignorante, feroz, exibicionista, servil ao estrangeiro, má, corrupta, perdulária, incompetente, mal-educada, dentre outros - faz qualquer negócio para que os brasileiros não brancos não sejam incluídos na sociedade de consumo, o que tornaria a convivência obrigatória.

A última coisa que desejo ver no Brasil é mais uma leva de brancos recistas ocupando posições de decisão. É a melhor forma de perpetuar o atraso, o racismo, a má distribuição de renda, o preconcento estético, intelectual, social e cultural.

Depois que tivermos nossa gente - mestiços, negros, indios - educados, respeitados e incluídos, representados nos anúncios plubicitários, com sua cultura e sua estética dominantes no país e se, mesmo assim, faltar gente, ai sim, deveriamos importar. Prioritariamente dos países da América Latina. Brancos europeus causam sofrimento demais devido ao racismo e a violência emanada daquela cultura. Os americanos e australianos são mais do mesmo.

PAra conseguir o conhecimento dos brancos não precisamos trazê-los para cá. Mandemos nossos morenos para lá.

E QUE SE DANE A ECONOMIA. O povo brasileiro em primeiro lugar. As favas com a comida francesa, viva o arroz-com-feijão. Roque ? Prefiro samba. Uísque não obrigado, vou de caipirinha.

Cultura brasileira - que não passa no PIG - é deliciosa, barata e podre de chique.

Bando de racistas ##$%. Fiquem na Europa e na América do Norte. Vocês já causaram mal demais ao mundo. Não queremos vocês.

 

Saudações

 

Jacques

 

PS : tomara que o visto americanos dure para sempre. É a melhor forma de mantê-los fora daqui.

 
 
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Bruno Galvao

Ninguém fala, mas, alem de ajudar o desenvolvimento do Brasil, a vinda de estrangeiros qualificados melhora a distribuição de renda. Muito pessoal bem qualificado no Brasil estão ganhando 15, 20 mil. A vinda de estrangeiros diminuiria o salário de altos executivos. O Brasil paga a eles um valor bem acima de média dos países desenvolvidos. Vinda de cerebro é uma das melhores formas de acumulação tecnológica.

 
 
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Luiz Eduardo Brandão

Tem muito comentarista delirante neste post. O Brasil enfrenta uma falta enorme de engenheiros e delira-se que a "importação" deles, como se fossem bananas exóticas, vai ameaçar a mão de obra nacional etcétera e tal. Não vai pelo simpes motivo de que, repito, o Brasil sofre de uma enorme carência de engenheiros. E formá-los leva tempo.

Basta entrar no Google, digitar p.ex. como fiz 'Brasil fala de engenheiros' para ter uma ideia da dimensão do problema, que aliás vem há tempos sendo amplamente noticiado. Olhem só:

Brasil precisa de mais 150 mil engenheiros até 2012

 

Setor de petróleo e gás é um dos que têm maior falta de profissionais, segundo a CNI

http://www.estadao.com.br/noticias/vida,brasil-precisa-de-mais-150-mil-e...

 

 

"O Brasil tem hoje cerca de 600 mil engenheiros registrados nos conselhos Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea) e Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea). Isto equivale a seis profissionais para cada mil trabalhadores. Nos Estados Unidos e no Japão, essa proporção é de 25 para cada grupo de mil pessoas economicamente ativas. Dados do sistema da federação das indústrias mostram que do total de cursos oferecidos no País por instituições públicas e privadas, 76% são para áreas de humanas e sociais, e 8,8% são para engenharias.
A preocupação com a queda no número de engenheiros que se formam todo ano nas universidades, fez com que, a partir de 2006, não só o governo como setores importantes da área empresarial mobilizassem esforços na tentativa de atenuar esse quadro." E por aí vai.
http://www.finep.gov.br/imprensa/revista/edicao6/inovacao_em_pauta_6_edu...

Mais matérias:

"Faltam engenheiros no Brasil, e essa carência pode levar a atrasos nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), da Copa de 2014 e das Olimpíadas no Rio em 2016. É o que afirma o presidente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), Marcos Túlio de Melo. “Estão faltando engenheiros no mercado de trabalho e faltarão mais ainda”, disse. Para ele, “o apagão de mão de obra poderá trazer graves consequências para a economia brasileira”.

Segundo o cálculo do Conselho, o déficit no Brasil, hoje, é de 20 mil engenheiros por ano, número que deve aumentar com a crescente demanda por esses profissionais nos projetos do PAC, do Programa Minha Casa, Minha Vida, na exploração de petróleo no pré-sal, nas Olimpíadas e na Copa do Mundo."

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI213475-15228,00.html

Falta de engenheiros pode comprometer crescimento

 

Alerta parte da Abenge (Associação Brasileira de Ensino de Engenharia) que demonstra preocupação com a alta evasão de estudantes nas universidades

 

Por: Altair Santos

 

Pela quantidade de vagas de que oferece nas universidades públicas e privadas, o Brasil poderia formar pelo menos 90 mil engenheiros por ano. No entanto, a média anual do país tem sido de 40 mil. Isso o deixa em penúltimo lugar, se comparado com os demais países do chamado BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Sem termo de comparação com os chineses, que são quase 1,5 bilhão e formam 650 mil profissionais de engenharia por ano, o Brasil, que tem uma população de 193 milhões, está bem atrás da Índia (220 mil engenheiros formados por ano) e da Rússia (190 mil)."

http://www.cimentoitambe.com.br/massa-cinzenta/falta-de-engenheiros-pode...

 

Deu para entender a dimensão do problema?

 

“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil quanto ela mesma”. (Joseph Pulitzer – 1847/1911)

 
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luismalheiro

Sim, faltam engenheiros. E sobram pessoas sem qualificação, que nós, como sociedade, não nos preocupamos em transformar em engenheiros.

Importar esses profissionais do exterior resolve o problema imediato do mercado, mas livra a sociedade de repensar seu processo educacional,  perpetuando o ciclo de reprodução da baixa escolaridade e da concentração de renda. Não é um problema apenas de "mercado de trabalho" ou de "roubo de empregos", é uma questão mais sutíl, que tem impacto sobre a sociedade futura. Também não é um fato novo na história brasileira: de forma semelhante, a imigração Europeia, durante o século 19 e 20, impediu que os escravos libertos ascendessem socialmente ao ocupar postos de trabalhos melhores. Não duvido que na época alguém tenha usado um argumento semelhante para incentivar a imigração ("precisamos trabalhadores!"), no lugar de melhorar a educação e dar oportunidade a população que já estava aqui. Não é dificil avaliar o impacto que isso teve, basta examinar os vários estudos que correlacionam escolaridade e renda com a cor da pele. 

Portanto, a questão deve ser avaliada com mais cuidado. Não se trata apenas de satisfazer as necessidades de mercado, nem de ignorá-las, mas talvez devamos dar um pouco mais de atenção aos cidadãos que já nasceram aqui... como, aliás, eles fazem lá fora.

Eu diria que, no mínimo, para cada imigrante recebido, deve haver uma medida compensatória em território nacional, bancada pelo Estado ou pela iniciativa privada que tem interesse no imigrante, que vise corrigir a falta de um profissional nacional formado e bem qualificado e, dessa forma, tentar quebrar esse ciclo de reprodução da concentração de renda. Quais poderiam ser essas medidas, além do óbvio aumento do gasto com educação, eu não saberia dizer em um post de 10 min., mas é algo para pensar. 

 
 
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alexis

Não são coisas incompatíveis formar aqui bons engenheiros e aproveitar os que de fora chegam. Parece dificil de entender, mas, a rigor, o país ganha muito com isso.

O país do cara invistiu muito dinheiro para lhe dar formação e, ao invés de servir lá, ele chega ao Brasil, prontinho, com diversidade, etc.

Imagina o contrário - que de fato ocorre em alguma épocas

 

 
 
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luismalheiro

"Não são coisas incompatíveis formar aqui bons engenheiros e aproveitar os que de fora chegam."

Não disse que eram, disse apenas que a importação indiscriminada de profissionais, dentro da nossa estrutura social atual, pode manter a negligência com a população local. 

"Parece dificil de entender, mas, a rigor, o país ganha muito com isso."

Na realidade, o país ameniza a escassez de profissionais e tende a perpetuar o ciclo de reprodução da pobreza. Dificil chegar a uma equação para isso, mas ao meu ver, só há ganho se a imigração poder melhorar a distribuição de renda do país. Não me parece que isso irá ocorrer apenas com a liberalização da imigração. Pelo contrário, eu diria que a imigração incentiva a concentração e se essa diminuir, será devido a outras políticas em execução no país, que até podem ser sustentadas através do crescimento proporcionado pela imigração, mas para tanto, é preciso vincular as duas coisas conscientemente. Não convém liberar a indiscriminadamente imigração sem acompanhar o seu impacto social futuro.

"O país do cara invistiu muito dinheiro para lhe dar formação e, ao invés de servir lá, ele chega ao Brasil, prontinho, com diversidade, etc."

Considerando-se apenas esse aspecto, claramente há vantagens para o país que recebe o profissional, mas esse não é o único lado da questão como já mencionei. A formulação de políticas públicas exige a avaliação dos seus efeitos diretos e indiretos. Neste caso, podemos citar o equíbrio do mercado de trabalho e a reprodução da concentração de renda. A questão é que a medida resolve o problema de escassez do mercado de trabalho, mas evita que resolvamos os problemas da nossa população local. Portanto, precisa ser avaliada com cuidado. 

"Imagina o contrário - que de fato ocorre em alguma épocas"

Não entendi o que quis dizer nessa frase.

 
 
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Luiz Eduardo Brandão

Luís, v. tem toda razão no seu argumento, mas um pouco menos em sua legítima aflição. Além das 14 universidades e mais de 200 escolas técnicas inauguradas no gov. Lula, o país continua investindo firme na educação técnica e superior. Felizmente não estamos mais atualmente nos negros tempos do Império com sua escravidão, quando um engenheiro negro como o grande André Rebouças eram praticamente caso único.

 

Novas universidades e institutos federais vão abrir 850 mil vagasTerça-feira, 16 de agosto de 2011 - 17:26

 

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 Wanderley Pessoa)A abertura de 250 mil vagas de ingresso nas universidades federais e de 600 mil matrículas nos institutos federais de educação, ciência e tecnologia, em 2014, é um dos resultados que a presidenta da República, Dilma Rousseff, espera alcançar com a terceira fase da expansão universitária e profissional, anunciada nesta terça-feira, 16.

O acesso à educação e ao conhecimento, segundo a presidenta, deve ser maciço, inclusivo e sistemático, para que jovens e trabalhadores possam dele se beneficiar em todos os recantos do país. O esforço do governo federal, na sua visão, busca superar décadas de atraso e preparar a nação para o futuro.

“Em dois anos, só a Petrobrás vai gerar uma demanda de 230 mil técnicos em petróleo e gás”, explicou Dilma. Mas o Brasil, avisou, também precisa de quadros preparados para atender setores internacionais de alta tecnologia que estão aqui chegando.

A terceira etapa da expansão da educação superior compreende a criação de quatro universidades federais que serão instaladas no Pará, no Ceará e na Bahia e a abertura de 47 câmpus universitários. Desses câmpus, 20 serão instalados até 2012 e os outros 27, até 2014. Já a expansão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica terá 208 novas unidades, distribuídas em municípios dos 26 estados e no Distrito Federal.

Para executar o programa, o governo federal vai investir cerca de R$ 7 milhões por unidade de educação profissional e R$ 14 milhões no caso de câmpus universitário. Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, esse é o valor mínimo para iniciar as atividades.

De acordo com Haddad, as novas universidades, os câmpus e as unidades de educação profissional que começam a ser construídos no governo de Dilma Rousseff atendem critérios técnicos de reparação de uma injustiça histórica de muitas décadas, que isolou populações do acesso à educação e ao conhecimento.

“A terceira fase da expansão universaliza o atendimento aos Territórios da Cidadania”, explicou, “que são áreas de concentração populacional com pouco acesso aos bens mais necessários.”

Segundo Haddad, dos 120 territórios da cidadania, 117 serão atendidos agora. Os três restantes, que têm população menor, serão incluídos na próxima etapa. O G 100, grupo que reúne 103 cidades com mais de 80 mil habitantes e menos de R$ 1 mil de investimento per capita por ano, também será beneficiário da expansão. Segundo o ministro, 83 cidades do G 100 estão incluídas. “Promover a educação, a saúde, a cultura, somando esforços de diversos ministérios, foi o caminho escolhido pelo governo federal para erradicar a pobreza.”

Critérios – Para definir o número de câmpus universitários e de escolas de educação profissional por estado, o governo federal orientou-se por uma série de critérios, entre os quais estão os baixos índices de desenvolvimento da educação básica (Ideb) e a porcentagem de jovens de 14 a 18 anos nas séries finais do ensino fundamental. Na escolha dos municípios a serem contemplados, considerou a universalização do atendimento aos territórios da cidadania, a alta porcentagem de extrema pobreza, municípios ou microrregiões com população acima de 50 mil habitantes e os municípios com arranjos produtivos locais (Apl).

Ionice Lorenzoni


http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=16973

 

 

 

“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil quanto ela mesma”. (Joseph Pulitzer – 1847/1911)

 
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luismalheiro

Não discordo desse ponto sobre o aumento de vagas. Mas, para usar um termo de engenheiro, eu gostaria de ver uma "malha de realimentação" entre a imigração e as políticas públicas de distribuição de renda. Meu ponto é que não se trata apenas de satisfazer as necessidades imediatas do mercado de trabalho. Eu gostaria de ver um acompanhamento permanente do impacto desse processo na sociedade, além de projeções futuras. Eu sofro todo dia para contratar profissionais qualificados, mas não gostaria de ver meu problema resolvido e o da população mais probre perpetuado. Desviando um pouco o assunto, no meu caso, acredito que faria mais diferença encontrar pessoas que tenham tido uma educação básica de qualidade do que uma formação profissional de primeira linha.

 
 
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GustavoHasen

Luiz Eduardo, aprecio suas respostas e conhecimento sobre o assunto. Como engenheiro, nascido e trabalhando na Argentina, com 8 anos de experiência na indústria do gás, e mais importante: brasileiro na escolha e desejo, pode dizer-me o link onde encontrar a porta de entrada para o mercado de trabalho no Brasil? As mais renomadas empresas de RRHH impoen a condição: insira o CPF, ou só sendo nativo. Não é fácil encontrar através de instituições do Estado a forma certa. Desde já, agradeco sua informacao ou guia. Atte.



 

 
 
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RENAN MERLIN

VAMOS FACILITAR OS ESTRANGEIROS PRA ROUBAR NOSSOS EMPREGOS E IMPOR SUAS CULTURAS E OS QUE NÃO CONSEGUIR EMPREGOS VÃO SER RECRUTADOS PARA O CRIME. VIVA!!!

 
 

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