George Yudice defende regulação das novas mídias

Por Lilian Milena, da Agência Dinheiro Vivo

A internet é uma plataforma que possibilita a convergência de inúmeras mídias e mudanças nas relações sociais. O usuário torna-se multifuncional, tanto tem acesso como produz a informação de forma cada vez mais simples e práticas. Mas, “as novas mídias”, como são chamados os meios de comunicação que se desenvolvem nesse ambiente, “não são a solução de tudo. Facilitam os processos sociais, mas também podem atrapalhá-los”, ponderou George Yudice, diretor do Observatório de Comunicação e Economia Criativa da Universidade de Miami, e autor do livro “A conveniência da cultura”, convidado para falar no 19º Fórum de Debates Brasilians.org, que acontece agora, em São Paulo. 

A ideia relevante no ambiente web, de conectar vários dispositivos tecnológicos numa relação de interdependência, ainda orienta o fluxo da comunicação, ao contrário do que se espera com o avanço do uso da internet, que é a socialização da produção e do acesso a informação.

NesNesse sentido, o professor defendeu a criação de um marco regulatório para o que chama de "ecologia midiática". E destacou que, apesar de haver evidências claras de que a velha mídia perdeu a monopolização da notícia, a TV continua controlando boa parte das informações e ainda é o meio de maior acesso das classes C e D, no país.

A criação de um marco regulatório seria importante para a orientação da comunicação, em especial, de mecanismos não visíveis. No caso das novas mídias não sabemos, por exemplo, como estão sendo orientadas as ferramentas da web 3.0, ou seja, de máquinas que serão personalizadas às pessoas, como já ocorre com algumas páginas de compras. Na Amazon.com, por exemplo, depois de algumas compras, o portal analisa o perfil do cliente e passa a oferecer constantemente produtos que remetem as características dos seus últimos pedidos. 

“O grande problema é que essas tecnologias facilitam [nossas vidas], mas ao mesmo tempo orientam nossas práticas. Portanto temos que ter uma cultura muito mais de debates sobre que tipo de ecologia midiática queremos”, completou. 

O professor explicou que, apesar da internet permitir que todos produzam conteúdos – estima-se que 70% dos usuários produzem o conteúdo que hoje existe nela – ainda não é possível fugir do fato de que a internet também é uma grande plataforma de comércio. Mas reconhece o poder da web de pulverizar os mediadores. "Em 1999 a indústria da música movimentava 40 bilhões de dólares. Hoje movimenta, no máximo, 15 bilhões". Isso porque a maneira do usuário chegar à música mudou.

O pesquisador apontou para a necessidade de se ensinar a alfabetização midiática nas escolas, com o foco na cultura participativa, e destacou que as novas mídias criaram problemas para os professores, no bom sentido. Esses devem se atualizar e entender que agora o fluxo do conhecimento é uma espécie de via de mão dupla, o professor ensina e aprende cada vez mais com os alunos. 

Um exemplo apontado desse modelo educativo é o da Escola de Cinema de Nova Iguaçu, Rio de Janeiro. Onde, na parte da manhã os alunos estudam as matérias do currículo normal – matemática, português, biologia etc. – e durante a tarde aprendem a produzir filmes com novas tecnologias, como câmeras digitais e programas de animação, sem deixar de lado as narrativas que envolvem a relação dos alunos com a comunidade.

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7 comentários
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urbano

E as velhas midias quando serão reguladas?

 
 
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Djijo

A GRANDE MÍDIA

Você acha que as Televisões abertas e os Jornais vivem das propagandas?

Ledo engano. O grosso dos rendimentos vem das ideias defendidas dentro das próprias matérias, da Linha Editorial do Jornal.

Eu entendo de economia e não me canso de ver mentiras. Alguns jornalista e economistas são burros, mas a grande maioria mente, defende interesses dos empresários. Ganham para isto. Nos induzem a defender interesses dos ricos como se fossem decisões de nosso interesse.

Alegar que o governo está gastando além da conta, quando a Dívida Líquida do Setor Público está em queda é uma das mentiras.

http://sites.google.com/site/umbrasildeoportunidades/as-falacias

 
 
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Djijo

Ídem:

AS FALÁCIAS

Vocês podem achar que estou exagerando. Mas se estudarem como somos governados pelas grandes corporações (livro: A ECONOMIA DAS FRAUDES INOCENTES), como as Potências Hegemônicas trapaceiam e nos enganam (livro: CONFISSÕES DE UM ASSASSINO ECONÔMICO) e como os Políticos são obrigados a defender os interesses das empresas que os financiaram (livro: UMA AULA COM GEORGE SOROS), vão me dar razão.

E não é só isto. O Mercado Financeiro também pratica estelionato sem estelionatários (livro: EXUBERÂNCIA IRRACIONAL), ao criar bolhas e tomar nosso rico dinheirinho.

A Grande Mídia, então, nem se fala. É paga para defender os interesses dos empresários em suas matérias. É isto mesmo. Não são as propagandas que dão dinheiro. São as matérias tendenciosas a grande fonte de renda para os Jornais e para as Televisões.

http://sites.google.com/site/umbrasildeoportunidades/home

 
 
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Lilian Milena

Errata.

Corrigi a segunda frase do texto que estava sem sentido.

 
 
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Marcos Antônio

No BRASIL, é preciso PRIMEIRO REGULAR A VELHA MIDIA!

 
 
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Marco Vitis

Antes das novas, é preciso regular antes a velha mídia.

 
 
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marines maria

Essa idéia aí vai irmanar todos os veiculos de mídia do país! Vão bradar em alto e bom som pela regulamentação das novas mídias e só delas!

 
 

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