
Obra é removida do Centro Cultural Niemeyer, em Avilés; nesta sexta, espaço perde o nome do arquiteto Reuters
RIO - A polêmica política que envolve o governo do Principado das Astúrias, no norte da Espanha, e o Centro Cultural Niemeyer desde setembro teve um desfecho nesta terça-feira. Segundo o comunicado governamental enviado à imprensa, a Fundação Niemeyer perde o direito de gerir o espaço, que passa a ser comandado pelo próprio governo a partir desta quinta-feira, quando o contrato entre o centro cultural e a fundação chega ao fim. Além da transferência de gestão, um dos maiores impactos é na mudança do nome do centro, inaugurado em março deste ano, que deixa de se chamar Niemeyer.
- O nome estava registrado e pertence à fundação. Se eles querem ser os gestores, vão precisar mudá-lo. A conclusão desse encontro é que Avilés perde um centro cultural que já abrigou obras de Woody Allen a Carlos Saura. Mas vamos tentar reverter o jogo promovendo um debate através de um abaixo-assinado - diz Luis Rivas, assessor de imprensa da Fundação, ao GLOBO.
O governo atual e de direita - empossado em maio deste ano - acusa a fundação (implementada durante o governo anterior e socialista) de irregularidades financeiras: uma verba de cerca de R$ 8 milhões teria sido utilizada pela fundação sem prestação de contas.
- Essas acusações nunca foram provadas e são falsas. Todas as contas passaram por fiscalização. Vamos entrar na justiça contra o governo por difamação e injúrias - completa Rivas.
Procurada pelo GLOBO, a instituição garantiu que o projeto cultural será mantido.
- Não temos intenção de fechar o centro. As atividades culturais recomeçam no primeiro trimestre de 2012, sob gestão do governo - informa um dos membros da assessoria de imprensa.
De acordo com uma matéria publicada pelo jornal espanhol “El Pais”, nesta segunda-feira, no próximo dia 16 haveria a abertura da exposição do artista local Favila, que faria parte da cúpula governamental. A assessoria de imprensa, no entanto, negou o evento.


Não me surpreende em nada, pois são espanhóis, apenas criadores de porcos e descendentes dos "ladrões" conquistadores da antiguidade.
Nassif:
Desconhecia este assunto, mas, de acordo com a matéria, cabe uma pergunta: o que consta no referido contrato - tinha cláusula de prorrogação, tinha condições específicas em relação ao período pós-contrato, o nome do centro teria que ser preservado? Além disto, alguma cláusula contratual foi desobedecida pelas partes durante o período de vigência do mesmo? Em caso afirmativo, por qual parte e o que não foi respeitado?
Sem conhecer os detalhes do contrato firmado com aquele governo, fica uma conversa de loucos.
Quanto às acusações a respeito de irregularidades financeiras, este é assunto fácil de ser resolvido, uma auditoria independente e pronto.
Esses espanhóis não são sérios. Ao contrário. Pegar a administração de uma instituição, ainda é possível, legalmente. Mas roubar o nome do arquiteto Oscar Niemeyer???!!!! Isso é crime!!!! Invejosos e incompetentes!! E roubo é roubo!!!!
A chamada é obscura. O "roubo" não seria o uso não autorizado do nome?
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