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Folha: como contar mentira dizendo só a verdadeEnviado por luisnassif, sex, 30/07/2010 - 09:45Por Roberto Takata Sabe o mote dos anos 1980 da Folha: É possível contar um monte de mentiras dizendo só a verdade? Pois, então, a Folha acaba de cometer uma mentira dessas. Diz a manchete: Em 20 anos, sobe 39% proporção de mortes neonatais Pensará o leitor: nossa! estão morrendo mais bebês recém-nascidos! Não. Aí está o engodo. A mortalidade infantil neonatal *caiu* em termos absolutos. Eram cerca de 20 mortes por mil nascidos em 1996 e passou pra cerca de 15 mortes por mil nascidos vivos em 2004. (Queda de 25% em 8 anos.) Qual é o truque? O truque é que a mortalidade infantil pós-neonatal caiu de modo mais acentuado. Foi de 14 mortes por mil em 1996 para 7,7 mortes por mil em 2004. (Queda de 45% em 8 anos.) Assim, claro que proporcionalmente a mortalidade neonatal aumentou em relação à mortalidade infantil geral. Certamente são ainda números altos, mas esse alarmismo não tem nenhum fundamento técnico. Seria mais sensato dizer que apesar da queda ainda estamos longe do nível civilizatório - na casa de 5 mortes por mil. http://neveraskedquestions.blogspot.com/2010/07/mortalidade-infantil-fol... Por Ernesto Camelo Não me considero um analfabeto funcional. Mas juro que precisei ler várias vezes essa manchete da FSP para tentar entender o que queriam dizer. Em 20 anos, sobe 39% proporção de mortes neonatais Dados do Ministério da Saúde apontam mudança no perfil da mortalidade infantil no país. Em 1990, bebês com até 28 dias respondiam por 49% do total da mortalidade de crianças com até um ano de idade. Em 2008, a participação saltou para 68% (alta de 39%). Em 20 anos, o Brasil reduziu as mortes infantis (até um ano) em 54% graças a programas de vacinação e saneamento, entre outros fatores. Da Folha Redução de mortes de bebês de até 1 mês é mais lenta Em 18 anos, queda é de 36% no país, ante 54% do total de bebês com até 1 ano Avanço em áreas como vacinação e nutrição não tem paralelo em itens como nº de UTIs para recém-nascidos CLÁUDIA COLLUCCI A mortalidade infantil, em queda nas últimas décadas, mudou de perfil no país. Cada vez mais, as mortes de recém-nascidos (com até 28 dias de vida) são maioria nas estatísticas de óbitos entre crianças de até um ano, já que só caíram 36%, ante 54% de redução nas mortes dos bebês em geral. Isso acontece porque, se por um lado, o Brasil teve bons avanços em áreas como saneamento básico e vacinação, beneficiando a todos os bebês, por outro a melhora não é tão grande em cuidados para recém-nascidos. São vários os problemas, desde a má qualidade das consultas de pré-natal e da assistência ao parto, até a falta de UTI neonatal e de estrutura para a gestante e para o bebê de alto risco. Segundo o próprio Ministério da Saúde, 70% das mortes de recém-nascidos ocorrem por causas evitáveis. Entre 1990 e 2008, quando a mortalidade infantil total caiu 54% (de 95.476 para 43.601 bebês por ano), o percentual de recém-nascidos no número total passou de 49% para 68%. ATENÇÃO À MÃE Uma recente pesquisa do Ministério da Saúde e das universidades de Brasília (UnB) e de São Paulo (USP) concluiu que as falhas na atenção à gestante contribuíram para um aumento de risco de 28% na mortalidade fetal ou neonatal -em razão de fatores como a hipertensão. "Se você tem uma mãe hipertensa, diabética, ela deve ser bem controlada. Se não tiver bom pré-natal, entra em trabalho de parto prematuro e aí começam os problemas", diz a pediatra Maria Fernanda de Almeida, coordenadora do Programa de Reanimação Neonatal da Sociedade Brasileira de Pediatria. A falta de leitos de UTI neonatal e de equipes especializadas é outro importante entrave. Várias regiões do país convivem com unidades superlotadas, que oferecem mais riscos de infecções. Em Natal (RN), por exemplo, a UTI neonatal da maternidade Januário Cicco tem capacidade para dez crianças, mas abriga 18, segundo o diretor Kleber Morais. Em São Paulo, inquérito do Ministério Público apura pelos menos 30 mortes de crianças desde 2007 em razão da falta de leitos ou de superlotação nas UTIs.
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Comentários + votados
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Vladimir
30/07/2010 - 09:58
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Evaristo
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C. Khosta y Alzamendi
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Vera das Alterosas
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João Maria Fernandes de Sousa
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Vivian S.
30/07/2010 - 11:59
Tova vez que vejo matérias em que a manchete ja começa a ser desmentida pelo lead e em seguida é toda desconstruida ao longo do texto, fico pensando que editores, de um modo geral, têm problemas...
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Ana Dias
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Não precisa aguardar os próximos discursos. Você acertou na mosca.
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celio
30/07/2010 - 12:30
Pelo visto não entendeste o que aconteceu meu caro. Procure ler novamente para ver que distorceram os números para fazer ver nos dados uma situação pior do que a real. Isso é chamado de alarmismo....
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Quando a gente imagina que o panfleto da Barão de Limeira não conseguiria ultrapassar o chão,eis que surge esta obra prima,digna de um Goebbels,ou seja,conseguiram cavar e estão bem próximo da sepultura,de onde,espero,não saiam jamais.
A ordem dos detratores altera o conteúdo.
Só uma correção, quando falamos em mortos a cada mil nascimentos, estamos tratando de um número relativo e não absoluto, então pode ser ser que em termos absolutos a mortalidade tenha subido, já que houve um aumento da população. Mas claro que o número absoluto não é o importante e sim o relativo, que caiu. Agora, fazer esse jogo de palavras, utilizando a proporção é uma bela de uma sacanagem, isso é má-fé. Uma manchete mais honesta seria Redução de mortes de bebês de até 1 mês é mais lenta.
O resultado é que o leitor tem uma informação no mínimo ruim sobre um problema de suma importância. Eles mesmos emporcalham o debate
Tem razão. Eu percebi isso depois que já havia enviado o comentário. Onde escrevi "em termos absolutos" é "em termos de mil nascimentos".
[]s,
Roberto Takata
Desculpe, Adriano - não é isso. O número relativo (tecnicamente, no caso, chama-se coeficiente ou taxa) é usado exatamente porque permite comparações no tempo (a cada dez anos, por exemplo) ou entre populações diferentes - uma grande cidade e uma pequena, por exemplo, ou um estado e outro, etc para estudos epidemiológicos. A base será sempre (no caso) mil nascimentos: de cada mil que nascem, morrem X ou Y. Independe do tamanho da população. abs
jornalista não sabe ler numeros, não tem conhecimento em profundidade de nada, e quando acha que encontrou uma materia troca os pés pelas mãos, obviamente com honrosas exceções como nosso amigo Nassif. que além de saber ler numeros sabe tocar instumentos musicais, o que eu acho mais util.
"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." Max Frich
Mario, como diria o nefasto Delfim Netto, "é muita burrice pra ser só burrice"... É má-fé mesmo.
A explicação é simples.
A partir da levantada de bola sobre o assunto teremos o Sr. Serra expondo seu programa chamado " Mãe Brasileira" uma versão nacional do "Mãe Paulistana" e do " Mãe Curitibana".
O que é o " Mãe Paulistana"?
O Programa Mãe Paulistana vai monitorar desde a gestação até o primeiro ano de vida do bebê. A Secretaria de Saúde estima atender a uma média de 100 mil mulheres por mês na rede pública. Além do enxoval, as mães também terão direito ao passe de transporte gratuito.
O que é o "Mãe Brasileira"?
o programa "Mãe Brasileira", um dos principais pontos da sua carta de compromissos na área da saúde com o país. A exemplo do programa "Mãe Curitibana", o objetivo do programa é dar assistência especial às gestantes e acabar com as filas para marcação de consultas e exames médicos. “Vamos melhorar a Saúde do país”, garantiu Serra.
Para que tenha força e impacto a imprensa deve mostrar um quadro desanimador e que necessita de um "administrador competente" para ser melhorado. Ai entra o Serra e seu "Mãe Brasileira".
É só aguardar os próximos discursos de Serra.
Não precisa aguardar os próximos discursos. Você acertou na mosca.
Ontem, na RecordNews, o Serra disse que, na questão da saúde, seu principal objetivo é justamente esse, focar na maternidade, melhorar os programas de pré-natal etc.
Incrível como eles (Serra e FSP, suposto jornal "imparcial") afinam os discursos. Um levanta pro outro cortar...
Eu não me espantaria se visse na Folha a seguinte manchete: "quase 50% dos brasileiros tem renda menor que a média".
Prezado Sérgio,
Acho que o amigo cometeu um engano. A quantidade de brasileiros com renda abaixo da média pode ser qualquer coisa, dentro do intervalo aberto* entre 0 e 100%.
Imagine, por exemplo, um total de 1000, com 999 com renda 1000 e 1 só com renda zero. Os 999 teriam renda acima da média e apenas 1 em mil (0,1%) teria renda abaixo da média.
Agora, imagine o contrário.
Dos 1000, 999 possuem renda zero e um único possui renda 1000. 999 em 1000 possuem renda abaixo da média (99,9%) e apenas 1 (0,01%) possui acima.
Ou seje, a suposta manchete não seria tão óbvia sssim.
Quanto a manchete de hoje da Folha, não sei se foi incompetência ou má fé mesmo.
Tenho, cá comigo, que quando a incompetência parece ser exagerada é por que é má-fé.
* Obs: Intervalo aberto é aquele em que os extremos não fazem parte do mesmo.
Caro Galileu
Vc tem razão. Logo depois que eu liberei, percebi a mancada que fiz. Se quisesse fazer uma piada com uma frase óbvia, devia trocar média por mediana, mas aí ficaria técnico demais. De qualquer maneira, quando falamos de populações grandes raramente os extremos que vc. citou acontecem. E, em se tratando de renda, como a diferença entre o mais rico e o médio é sempre maior que a diferença entre este e o mais pobre (mesmo na Suécia), sempre mais da metade ganhará abaixo da média.
Bem, mas o mancheteiro da Folha não entenderia nem meu comentário inicial, nem o seu e nem este. Ele só entendeu as ordens do chefe de criar manchetes favoráveis a seu candidato.
Abração
Valeria para inteligência ou outra característica que seguisse uma distribuição normal ou qualquer outra simétria em relação à tendência central. Distribuição de renda *não* tem essa distribuição - é altamente assimétrica.
[]s,
Roberto Takata
Imagino que otavio frias filho está fazendo material para o Serra usar no horário eleitoral. Aliás, a Folha é a única que não abandonou o barco troglodita ainda. E a jornalista Claudia collucci, hein? Ela tirou o seu diploma de jornalista pelo correio ou é daquelas que ao trabalhar na folha recebeu um chip no cérebro para reproduzir o que o dono do jornal quer?
Caro Evaristo,
A matéria da jornalista é correta. A manchete é que é falaciosa.
[]s
Mario
"Eu quase de nada não sei. Mas desconfio de muita coisa" Guimarães Rosa - Grande Sertão: Veredas
A mortalidade infantil no Brasil caiu de 47,1 por mil em 1990 para 19,3 por mil em 2008, uma queda de 59%. Esse é um feito e tanto, e deveu-se a algumas iniciativas do atual governo que reduziram as mosrtes por diarréia, infecções hospitalares, falta de aleitamento materno, melhora da saude das gestantes.
Como diz o Ministério da Saude em seu portal, a redução da mortalidade infantil exige um trabalho conjunto dos governos federal, estaduais e municipais. São Paulo, apesar de ser o estado mais desenvolvido do país, ainda vive situações parecidas com algumas das regiões mais pobres, como o norte e o nordeste. Isso se deve à falta de empenho dos sucessivos governos paulistas em dotar adequadamente hospitais e maternidades de leitos, equipamentos e profissionais da saude.
A própria matéria da Folha destaca essa situação:
"Em São Paulo, inquérito do Ministério Público apura pelos menos 30 mortes de crianças desde 2007 em razão da falta de leitos ou de superlotação nas UTIs.
Hospitais de cidades como Jales, Araçatuba, Catanduva, Fernandópolis e São José do Rio Preto convivem com superlotação das unidades e, para não omitir socorro, pegam equipamentos emprestados do Samu e até dos bombeiros ou transformam salas comuns em UTIs."
Isso, sim, é um escândalo digno de ir para as manchetes da primeira página. Mas o jornal prefere seguir o estilo tapioca de fazer jornalismo, distorcendo uma notícia boa para transformá-la num escândalo federal, enquanto esconde o verdadeiro escândalo estadual num canto da matéria.
Liberdade de imprensa ou de empresa? Ley de Medios neles.
Manipulação ideológica: É comum ver no jornal:
"Diabetes é a maior causa de cegueira no brasil [1]"
"Diabetes causa sete em cada 10 amputações de perna [2]"
Diabetes não é causa, é efeito, tem Diabetes causado pelo consumo de açúcar industrializado e/ou
alimentação errada, creio que seja a maior causa de diabetes. A indústria alimentícia
não iria ficar nada satisfeita em ver notícias verdadeiras, assim Diabetes deixou de ser
causa e passou a ser efeito, além do mais dá um lucro enorme para a indústria da doença,
laboratórios farmacêuticos, indústria de adoçantes.
A lição que tiramos de tudo isso, ou que se deveria tirar é que não basta ler, ouvir, ou assistir
uma notícia, há que se fazer uma reflexão sobre a mesma, isto a elite que domina o mundo
não deseja, pois coloca sua dominação em risco.
1 - http://ur1.ca/0xa6n
2 - http://ur1.ca/0xa7t
Em todo o mundo,até onde a mortalidade é abaixo de 5/1000, a mortalidade neonatal,até 28 dias,é maior que acima dessa faixa.Portanto dentro de uma mesma base,mortalidade por 1000 nascidos vivos,enquanto caem os números de mortes por doenças preveníveis ou agora tratáveis pelos avanços da medicina, vai prevalecer a mortalidade neonatal,em números absolutos ou relativos .São dois os fatores que incrementam mortalidade na faixa neonatal:as doenças e má formações congênitas,de difícil prevenção e a prematuridade.Prematuridade se combate de fato,com com ações preventivas,como efetivo diagnóstico e acompanhamento das gestantes de risco.No Distrito Federal,de 1994 a 1998,em várias cidades satélites ,esse número caiu em 90%,graças ao programa Saúde em Casa(Saúde da Família,)que fazia tal prevenção.Portanto caiu também a mortalidade infantil de 24/1000 para 16/1000.Cuba que há 30 anos atacou esse problema nos dois flancos,na faixa neonatal e acima desta,tem números melhores que os Estados Unidos e outros países desenvolvidos.Portanto a Folha maliciosamente "mentiu"distorcendo a estatística,"a prostituta das ciência exatas".
ANTONIO CAMPOS-MÉDICO NEONATOLOGISTA
Não vi nenhum alarmismo, apenas números que atestam maior número de mortes de seres humanos que foi anunciado em manchete de jornal que tem circulação média mensal de 300 mil assinanates numa nação com população de 190 milhões de hab. para os quais em geral as condições de atendimento à saúde deixa muitíssimo a desejar, sem contar que neste país há ainda 18 milhões de miseráveis onde também ,em termos de desigualdades ,somente a Bolívia e o Haiti ficam abaixo de nós.
Pelo visto não entendeste o que aconteceu meu caro. Procure ler novamente para ver que distorceram os números para fazer ver nos dados uma situação pior do que a real. Isso é chamado de alarmismo. Mesmo sabendo que a situação não é boa, não significa que tenha piorado. Jornalismo não pode se confundir com campanha, como já expôs nosso colega num comentário acima.
A crítica à "velha mídia" não pode disfarçar ou amenizar nossas mazelas - "cada vez mais, as mortes de recém-nascidos (com até 28 dias de vida) são maioria nas estatísticas de óbitos entre crianças de até um ano, já que só caíram 36%, ante 54% de redução nas mortes dos bebês em geral".
E qual é a importância dessa proporção tão enfatizada pela Folha?
Te dou um exemplo: Digamos que uma política de segurança bem sucedida diminua pela metade as mortes violentas no país. Daí ao invés de olharmos esse dado fazemos a conta mortes por doença dividido pelas mortes totais e como as mortes totais estão em queda olhamos alarmados para a proporção das mortes por doenças! Que situação calamitosa em nossos hospitais!!!
Isso é contorcer os números. Dizer que a mortalidade infantil, apesar dos avanços, ainda é alta, é uma crítica válida. Tentar descobrir qual foi o papel das políticas adotadas nos sucessivos governos na redução apresentada, é válido. Mas traçar proporções entre números para distorcer a apresentação das notícias? Ainda mais em período eleitoral?
Assinei a Folha por 18 anos, num tempo em que ela ainda informava. Mesmo só lendo a ilustrada nos últimos tempos, mantinha a assinatura. Cansei, cancelei minha assinatura. A matéria sobre mortalidade neo-natal é um acinte para qualquer um dado o nível de manipulação dos dados. Espero que a Folha perca muitos assinantes, não dá mais; Vou lançar a Campanha Cansei da Folha.
Jose
Como o Ernesto, a princípio não entendi o que a manchete dizia. Tanto esforço para falar mal do governo Lula... por que não se tornam um panfleto partidário pura e simplesmente? Inacreditável!
Marcelo Costa www.esquemastaticos.com.br
Para quem já decretou a morte de 30 milhões de brasileiros pela gripe suína, isso é pouca coisa..
Outro dia recebi um email que achei interessante. Na hora me lembrei deste blog. E dos posts em que o Nassif vai ensinando sobre a "arte de ler os jornais". Acho que o que a Folha não sabe é o que o pessoal no Brasil anda mudando e aprendendo a ler de trás pra frente hehehe. Compartilho o e mail.
Sobre a importância de se conhecer BEM o seu cliente.
Um desanimado vendedor de Coca cola volta de uma frustrada temporada em Israel. Seu amigo lhe pergunta: - Porque você não conseguiu ter sucesso com os israelenses? O vendedor lhe disse:
- quando eu fui designado para o Oriente Médio, eu estava confiante de que conseguiria vender muito bem nas áreas rurais., Mas havia um problema, eu não sei falar hebraico. Então, pensei em criar uma sequência de três cartazes para transmitir minha mensagem de vendas.
O primeiro um homem exausto, caído no deserto, o segundo ele bebendo coca cola e o terceiro ele completamente recuperado.
- me pareceu que isto deveria ter funcionado muito bem...
- sim, mas o que eu não sabia é o que o povo de lá só lê da direita pra esquerda
Pra quem a pouco mais de 1 ano atrás garantiu que mais de 60 milhões de brasileiros seriam vítimas da "gripe do porquinho", num disparate matemático e estatístico que envergonharia até um estudante do ciclo básico de um CEFET... não causa espanto algum, e como diz um comentarista acima, eles estão simplesmente preparando material para Serra usar no programa eleitoral da TV.
Uma tropa de elite da elite caça-boatos preparando textos para o ungido usar no horário nobre a partir do dia 17_08_2010.
Hei! Mais respeito com o CEFET! :-)
Tova vez que vejo matérias em que a manchete ja começa a ser desmentida pelo lead e em seguida é toda desconstruida ao longo do texto, fico pensando que editores, de um modo geral, têm problemas mentais.
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