Finlândia elege governo conservador

Por Paulo F.

Da Radio Nederland Wereldomroep

Conservador Niinistö é eleito presidente da Finlândia

O candidato conservador e pró-europeu Sauli Niinistö foi eleito o novo presidente da Finlândia, neste domingo, com ampla maioria de 62,6% dos votos, segundo resultados definitivos do segundo turno, anunciados pelo ministério da Justiça.

Seu adversário, o ecologista liberal Pekka Haavisto, reconheceu a derrota: "parece que Niinistö venceu", declarou.

O ex-ministro das Finanças de 63 anos era o favorito nas pesquisas de intenção de voto. Ele obteve a preferência de 62,6% dos eleitores contra 37,4% do rival com o total das cédulas apuradas, informou o ministério de Justiça.

O presidente eleito tomará posse no mês que vem e comentou sobriamente sua vitória na rádio pública: "esta campanha foi muito bem, muito séria. Estou contente". "Agora vou me concentrar no que vou fazer", afirmou.

Foram convocados a votar neste domingo 4,4 milhões de eleitores que precisaram enfrentar um frio glacial, com temperaturas que beiravam de 30 a 40 graus Celsius negativos, para escolher no segundo turno das eleições presidenciais o sucessor da popular Tarja Halonen, que não podia disputar uma nova reeleição, após cumprir dois mandatos de seis anos.

A participação de 68,9% dos eleitores neste domingo foi inferior à de 72,8%, no primeiro turno.

Os resultados ainda devem ser confirmados pelas autoridades eleitorais, que publicarão os números definitivos na quarta-feira.

Os programas de Niinistö, candidato do partido da Coalizão Nacional, no poder, e de Haavisto, de 53 anos, candidato da Liga Verde, não têm muitas diferenças.

Ambos se apresentaram como pró-europeus durante a campanha à Presidência, uma instituição com poderes limitados na Finlândia.

As prerrogativas do presidente finlandês foram sendo progressivamente restritos nos temas relativos à União Europeia, transferidos no ano passado ao primeiro-ministro.

Para os analistas, Niinistö tirou proveito da grande credibilidade que inspira no eleitorado neste período de crise financeira, a principal preocupação dos finlandeses, segundo as pesquisas.

Niinistö foi ministro das Finanças entre 1996 e 2003, e foi ele que comandou a adoção do euro na Finlândia.

"Tem uma competência econômica concreta", disse Tuomo Martikainen, professor de ciência política da Universidade de Helsinque.

Niinistö ganhou simpatia na Finlândia por ocasião da tsunami que varreu grande parte do Oceano Índico em dezembro de 2004, ao salvar seu filho subindo-o em uma árvore.

Seu adversário, Pekka Haavisto, além de ter uma vasta experiência internacional, ganhou respeito de parte do eleitorado por sua abertura de espírito, o que lhe permitiu chegar ao segundo turno.

Mas para alguns eleitores, particularmente os mais idosos ou os mais tradicionalistas, sua vida em comum com o cabeleireiro equatoriano Antonio Flores teria representado um obstáculo.

"Acho que fiz tudo o que podia e que tive uma boa campanha", disse Pekka Haavisto ao canal de televisão MTV3, após votar, ao lado do companheiro, esta manhã, no ajuntamento de Helsinque.

No primeiro turno, oito candidatos disputavam a Presidência. Sauli Niinistö, com 37% dos votos, e Pekka Haavisto, com 18,8%, levaram a disputa para o segundo turno.

© ANP/AFP

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5 comentários
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IV AVATAR

"Acho que fiz tudo o que podia e que tive uma boa campanha", disse Pekka Haavisto ao canal de televisão MTV3, após votar, ao lado do companheiro, esta manhã, no ajuntamento de Helsinque.

O preconceito é uma praga no mundo todo, até parece que, se eleito, Pekka Haavisto faria de seu quarto de casal seria seu gabinete presidencial. 

 
 
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Leonardo Vieira

Deixa eu ver se entendi...

Quer dizer que a esquerda tomou uma SURRA na Finlândia porque o candidato era gay?

 

Que desculpinha mais risível hein...

 
 
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IV AVATAR

Pelo jeito vc não leu a postagem, cuja fonte é confiável, não é mesmo. 

 
 
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Zilda

Nada mais natural do que o povo finlandês eleger um governo conservador. Afinal, eles têm o que conservar. Nós do terceiro mundo é que temos muito pouco. Temos mais pra transformar e urgente! Sem falar que por aqui não temos conservadores (com raras exceções), temos direitistas, escravocratas....

 
 
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Muchacho

É isso mesmo Zilda, concordo contigo, os países nórdicos já atingiram um grau de maturidade que nem o maior conservador mexe em conquistas sociais, o mesmo ocorre na Suécia, onde o governo eleito é conservador, e o premier já confirmou "tudo como antes no quartel de abrantes", e lá eles enfiam 50% de carga tributária nos mais ricos. 
Agora por aqui, é duro aguentar escravocrata, sonegador, posseiros de terra e vai por aí.

 
 

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