Filme "Nosso Lar" Teologiza o Espiritismo

Se aspectos da divisão do trabalho na produção e o meio de distribuição e produção influenciam a estética e conteúdo do filme, então "Nosso Lar" é um bom exemplo. Para adequar o livro original às exigências internacionalizadas de produção e distribuição, "Nosso Lar" teologiza o Espiritismo e o enquadra dentro de um "ecumenismo pós-moderno" da ideologia da nova ordem mundial globalizada.

 Muito se discute nos estudos acadêmicos sobre cinema do ponto de vista do meio produtor dos filmes (grupo de autores, técnicos, colaboradores da criação) ou os aspectos socioeconômicos (filme de produção independente ou não, aspectos de distribuição etc.) influenciam ou condicionam os conteúdos das produções.

O que mais vem chamando a atenção na área das pesquisas cinematográficas nas últimas décadas são as consequências da crescente internacionalização e globalização da divisão do trabalho da produção cinematográfica.

Por exemplo, autores como Prokop (MARCONDES FILHO, Ciro. Dieter Prokop, Coleção Grandes Cientistas Sociais, São Paulo: Ática) tem um particular interesse no que ele chamava de “análise da estrutura do produto cultural de monopólio”, isto é, como uma determinada forma de produção e distribuição monopolista do cinema norte-americano generalizava uma linguagem clichê ou estereotipada que, no final, refletia as condições econômicas de produção com as mesmas características.

Na atualidade, autores como Renato Ortiz ou Armand Mattelart (ORTIZ, Renato, Mundialização e Cultura e MATTELART, Armand, A Globalização da Comunicação) apontam para o fenômeno da “mundialização da cultura”. A época dos monopólios dos conteúdos norte-americanos foi substituída pelo movimento do “multiculturalismo”. Hoje todas as culturas nacionais podem, aparentemente de forma democrática, ter acesso ao mercado mundial, desde que sejam formatadas pelas rígidas categorias mais abstratas da produção cultural mercadologicamente bem sucedida: adaptação do produto cultural às exigências de uma linguagem globalizada (fotogenia, estilização, signalização, estereotipagem, estandartização etc).

As empresas cinematográficas distribuidoras funcionariam como verdadeiros gatekeepers, dando a chancela para produtos e conteúdos nacionais que sejam formatados pelo padrão de linguagem globalizada. O resultado é uma produção cinematográfica cuja divisão do trabalho é internacionalizada: cada etapa da produção cinematográfica (locações, composição e produção da trilha musica, pós-produção etc.) realizada em países e empresas diferentes.

O resultado são conteúdos nacionais filtrados por um padrão internacionalizado de linguagem: generalização e estereotipação mercadológica. A questão passa a ser a seguinte: até que ponto a integridade dos conteúdos (fidelidade ao conteúdo original, caráter nacional etc.) não estaria comprometida com essa filtragem?

Nosso Lar, O Filme

“Nosso Lar” é um filme brasileiro de sucesso estrondoso de público que parece ser um exemplo flagrante dessa “mundialização” do cinema brasileiro. Desde sua concepção, o filme foi “aerodinamizado” para isso, desde a coprodução com a Globo Filmes e a direção de Wagner de Assis (roteirista bem sucedido de filmes de grande sucesso de público como “Xuxa e os Duendes”, “Xuxa Requebra” e “Popstar”).

Confrontar o filme com o livro original de Chico Xavier/André Luiz para cobrarmos fidelidade é perda de tempo de qualquer crítica cinematográfica. Afinal, livro e cinema são mídias diferentes, cada qual com suas exigências próprias. Porém, no caso de “Nosso Lar” chama a atenção de como as exigências de mercado globalizadas (distribuição do filme feita pela 20th Century Fox) afetam o seu conteúdo de forma particular.

Como o próprio site oficial do filme apresenta nas notas de produção, o processo inicial de elaboração do roteiro começou com grupos de debates na sede da Federação Espírita no Rio de Janeiro. Porém, o resultado final foi a tradução do conteúdo espírita através da teologia católica e do ecumenismo pós-moderno para uma maior compreensão/aceitação da narrativa pelo grande público.

Sabemos que a doutrina Espírita não tem uma teologia: ela pretende ser uma ciência dos espíritos e, portanto, um estudo empírico e prático da realidade espiritual como campos vibratórios e fenômenos derivados do magnetismo. Todas as suas implicações éticas e morais podem ser sintetizadas na Lei da Ação e Reação, lei científica (influência do Positivismo reinante no século XIX, época do surgimento do Espiritismo pelos estudos de Allan Kardec) que procura explicar o destino do espírito não pelo julgamento religioso (pecado/salvação), mas pelas leis da evolução. Cada intencionalidade por trás de cada ação implica, no plano astral, em campos vibratórios mais ou menos “densos”, podendo criar entraves para a evolução do espírito.

 

Porém, “Nosso Lar” traduz essa leisutil de forma religiosa: Ação/Reação é substituída por Pecado/Punição. Um sintoma disso é como a personagem feminina Eloisa é apresentada no filme. No livro de Chico Xavier Eloisa aparece apenas no capítulo 19 (“A Jovem Desencarnada”) como uma jovem perturbada pela revolta por ter morrido tão cedo vitima da tuberculose, deixando o seu noivo na Terra. Dos 50 capítulos do livro, em apenas um a personagem é abordada apenas como exemplo de doenças espirituais decorrentes de perturbações vibratórias.

Mas no filme ela ganha um surpreendente espaço como aquela que, revoltada, tenta quebrar a hierarquia do Nosso Lar, fugir da cidade para, por conta própria, descer na Terra e reencontrar o noivo. Isso sem antes tentar André Luis, sabendo que também ele estava ansioso para rever sua família. André resiste à tentação e permanece nos limites dos portais do Nosso Lar, vendo Eloísa partir. Algumas cenas depois, Eloísa é resgatada num estado espiritual e mental pior ainda. Não resistiu às vibrações do Umbral. Pecado (quebra da hierarquia) e Punição (vítimas das entidades umbralinas). No livro Eloísa é um mero exemplo factual. No filme ganha dimensão moral, como exemplo do castigo em reação ao pecado.

Aliás, a representação do Umbral no filme tangencia com o purgatório ou inferno católicos. No livro a região é descrita como resultante das formas-pensamento humanas (noção Teosófica influenciando o Espiritismo) em densos campos vibratórios. No filme aparece como resultante da Providência Divina para punir as más ações na Terra.

As descrições dos aspectos do mundo espiritual são, no filme, substituídas pela personalização da narrativa em André Luís. Seguindo o paradigma Vogler de roteiro (a Jornada do Herói): Queda, resistência à missão, aceitação, tentação, “duelo final” (voltar à Terra e encontrar sua esposa com outro marido) e redenção.

Um sintoma disso é o episódio final da visita de André Luis a sua família na Terra. Se no livro ele é acompanhado por um grupo, cercado de todo um protocolo de segurança devido aos perigos vibratórios e magnéticos de tal empreitada, no filme ele vai sozinho, para ficar mais evidente na narrativa a natureza de “duelo final” da sequência.

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61 comentários
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João Prado

Vi o filme e não vi nada disso descrito nesse post.

Se não foi realmente fiel ao livro, o que é óbvio em se tratando de filmes, também não deixou a desejar.

Não vi nenhuma profusão de cruzes e santos, abundantes em qualquer onde se professa o catolicismo, e no caso umbral não ficariam faltando as chamas - onipresentes - em qualquer inferno católico retratado?

 
 
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Ivan Moraes

"Não vi nenhuma profusão de cruzes e santos, abundantes em qualquer onde se professa o catolicismo":

De fato crucifixos e espiritas nao se cruzam muito -quem gosta de crucifixo eh juiz brasileiro e espirita nao fede.  Mas eu consideraria perfeitamente valido como linguagem cinematografica por causa do catolicismo inherente aos primeiros passos literarios de CX.

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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Marcia

Gostei muito  do  filme.

  

Adoto  a  filosofia  kardecista e para mim o  filme   cumpriu  seu papel.

 
 
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Ivan Moraes

So estou chocado mesmo:  "o filme" --isso eh, o livro-- nao tem traducao em linguagem nenhuma!!!  Cheguei agora aa reincarnacao de Laura, uma cena critica do livro, e ela foi desinflada como um balao furado, por exemplo.

Nao tem traducao!  Depende de um contexto completo.  Que pena!

(O filme eh barbaro!)

 

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Marcos Carvalho

Infelizmente muitas pessoas ainda insistem na prática do mal, desconhecem a lei de causa e efeito, fecham os olhos para o próximo e fazem o que tem vontade sem o menor peso na consciência.


Se os responsáveis pelo massacre de Pinheirinho soubessem que terão que enfrentar as reações das quais eles deram causa, jamais teriam feito o que fizeram.


Como disse Jesus: "A cada um será dado segundo suas obras".

 
 
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superperplexo

 


O ESPIRITISMO NÃO É OBRA DE UM HOMEM, NINGUÉM PODE INCULCAR-SE COMO SEU CRIADOR, APENAS REUNE EM CORPO DE DOUTRINA O QUE ESTAVA ESPARSO, DISSE O PRÓPRIO KARDEC


 


 


No post existe a frase “noção Teosófica influenciando o Espiritismo”. Esta é uma afirmação imprópria e, de certo modo, absurda. O que poderíamos afirmar é que a essência dos conhecimentos espirituais de todos os tempos são encontrados no Espiritismo codificado por Kardec e nas obras posteriores que servem de complemento, como tudo que veio através do médium Chico Xavier (transmitido pelos Espíritos Emmanuel, André Luiz, etc.).


 


O próprio conceito de chacra, encontrado no livro clássico de autor teosófico (Leadbeater) tem origem milenar no conhecimento hindu. E André Luiz introduz esse conceito no Espiritismo como “centros de força” (obra Entre a Terra e o Céu) detalhando conceito de Perispírito que kardec apresentou de forma extremamente simplificada. Doutrina Espírita, apesar dos próprios espíritas negarem, ainda é “Doutrina em Construção” (como o próprio Kardec explica na primeiro capítulo de A Gênese –Caráter da Revelação Espírita e em Obras Póstumas –ver trecho abaixo)


 


 


OBRAS PÓSTUMAS, 1890   349


 


O terceiro ponto, enfim, é inerente ao caráter essencialmente progressivo da Doutrina. Pelo fato de ela não se embalar com sonhos irrealizáveis, não se segue que se imobilize no presente. Apoiada tão-só nas leis da Natureza, não pode variar mais do que estas leis; mas, se uma nova lei for descoberta, tem ela que se pôr de acordo com essa lei. Não lhe cabe fechar a porta a nenhum progresso, sob pena de se suicidar. Assimilando todas as idéias reconhecidamente justas, de qualquer ordem que sejam, físicas ou metafísicas, ela jamais será ultrapassada, constituindo isso uma das principais garantias da sua perpetuidade...


 


 


E humildemente, Kardec, não se arvora em “Criador da Doutrina Espírita”. Não é um paradoxo ou contradição: é verdade. Trata-se de reorganizar um conhecimento perene que sempre exisitiu, em cada época com uma linguagem. Por isso, Kardec reproduz vários textos de Sócrates/Platão (Evangelho Segundo o Espiritismo) para mostrar a extraordinária convergência entre os textos dos pais da filosofia e de respostas que ele obteve dos Espíritos através de diferentes médiuns.  


 


Na parte final de O Livro dos Espíritos (Conclusão, 1857) Kardec ressalta que o “espiritismo” essencialmente sempre existiu e que suas obras fazem é “reorganizar muito o que estava esparso”. Vejamos as próprias palavras do professor francês:


 


“...O Espiritismo não é obra de um homem. Ninguém pode inculcar-se como seu


criador, pois tão antigo é ele quanto a criação. Encontramo-lo por toda parte, em todas as religiões, principalmente na religião Católica e aí com mais autoridade do que em todas as outras, porquanto nela se nos depara o princípio de tudo que há nele: os Espíritos em todos os graus de elevação, suas relações ocultas e ostensivas com os homens, os anjos guardiães, a reencarnação, a emancipação da alma durante a vida, a dupla vista, todos os gêneros de manifestações, as aparições e até as aparições tangíveis. Quanto aos demônios, esses não são senão os maus Espíritos e, salvo a crença de que aqueles foram destinados a permanecer perpetuamente no mal, ao passo que a senda do progresso se conserva aberta aos segundos, não há entre uns e outros mais do que simples diferença de nomes.


 


Que faz a moderna ciência espírita? Reúne em corpo de doutrina o que estava esparso: explica, com os termos próprios, o que só era dito em linguagem alegórica; poda o que a superstição e a ignorância engendraram, para só deixar o que é real e positivo. Esse o seu papel! O de fundadora não lhe pertence. Mostra o que existe, coordena, porém não cria, por isso que suas bases são de todos os tempos e de todos os lugares....” (O Livro dos Espíritos, Conclusão, 1857, A.Kardec)


 

 
 
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Wilson Ferreira

Temos que concordar que o século XIX foi marcado pela invasão do misticismo nas sociedades vitorianas e conservadoras da época. Embora Allan Kardec tenha forte influência do Positivismo, por outro lado, o Espiritismo foi mais uma manifestação do fluxo de esoterismo que retirou do esquecimento a criatividade mística. Teosofia, Espiritismo, Golden Dawn etc. foram diferentes visões de uma mesma "cena".

Na série de livros de André Luiz é mais visível ainda a influência esotérica do misticismo hindu, embora seja testemunha de como o controle doutrinário dentro de centros espíritas coloque em primeiro plano a moralidade cristã por um ponto de vista católico, encobrindo os aspectos esotéricos e míticos do mundo espiritual e suas sutis conexões com a vida "física".

Sem falar espíritas que partilham das idéias de Ramatis ou de dissidentes como Waldo Vieira que são mal vistos dentro do Movimento.

 

Wilson Roberto Vieira Ferreira

 
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superperplexo

"Na série de livros de André Luiz é mais visível ainda a influência esotérica do misticismo hindu..."


Não vejo André Luiz/Chico sendo "influenciado" pelo esoterismo ou misticismo hindu. Considero um equívoco esse "olhar" ( de baixo pra cima).


Eles são influenciados pelos Espíritos Superiores que coordenam um projeto pedagógico de transmitir a Humanidade, com uma linguagem apropriada ao seu tempo, um certo conjunto de conhecimentos perenes*.


Chico conta em cartas pessoais trocadas com o presidente da Federação Espírita Brasileira, que todo o "Projeto André Luiz" era supervisionado pela dupla de Espíritos Emmanuel/Bezerra de Menezes e acima desses havia uma Equipe Superior. O médium conta que certa época um trabalho de psicografia foi interrompido por vários dias e depois foi explicado que foi necessário fazer "consultas superiores" pois tratava-se de temas científicos (parece, não lembro bem, que tratava da epífese/glândula pineal).


                 * Ver, por exemplo, "Filosofia Perene" de Aldous Huxley"., para se perceber como a mesma idéia            é passada por diferentes místicos ligados a diferentes correntes de pensamento).


Quanto aos Espíritos nem sei se poderíamos denominá-los de "Espíritos Espíritas": eles podem ter certas tendências, que até podem "controlar" se assim o desejarem, como um conferencista pode apresentar a mesma palestra usando estilos/linguagens diferenciadas para criar maior empatia com diversos públicos. Conforme a Missão adapta-se à Tarefa a desempenhar. Kardec repete conceito fundamental ao longo de sua obra  ao qual se dá pouca atenção: importa muito mais o "fundo" que a "forma".... 


O conhecimento é um só, é uno, como a Luz Branca. Pode ser decomposto em "conhecimentos parciais", como as cores do arco iris. Pois cada coisa deve vir a seu tempo. Chegará o momento, conforme a evolução da consciência do homem, em que tudo passará por novo prisma recompondo-se a Luz Original. Tudo Re-ligado à Fonte!!!!!


 


 

 
 
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Alexandre Souza

Menos meu caro... Obviamente vez por outra se escreve o certo por linhas tortas. E isso é natural e necessário não é mesmo? O filme é um exemplo disso. Quanto a crítica, é comum ter eventuais equívocos em críticas, mas a ideia geral é interessante. E o filme também. O filme é apenas mais uma forma que obviamente adapta a ideia ao meio e a todo o processo envolvido.

 
 
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Flora

Compreendo e concorco com o ponto de vista do autor sobre a necessidade de se ajustar os conteúdos cinematográficos para atender aos ditames do mercado. Entretanto dizer que no Espiritismo não há um aspecto teológico não é verdadeiro. A Doutrina Espírita de Kardec é cristã. Uma de suas obras básicas é o Evangelho Segundo o Espiritismo. Ela tem uma tríplice fundamentação: ciência, filosofia e religião. Certamente que o filme Nosso Lar é apenas uma amostra da obra do Espírito André Luiz psicografada por Chico Xavier deixando inclusive, na minha opinião, de explicar doutrinariamente muitas passagens espirituais em nome da linguagem do mercado do cinema. Isso é certo, mas é bom lembrar sempre que os espíritas, como o próprio Kardec, o codificador, são cristãos.

 
 
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Djijo

 

Concordo com a descrição do filme e o viés católico. O espiritismo já errou quando adotou a bíblia como guia espiritual, desenvolvendo até um "Evangelho segundo o espiritismo". Do que se sabe, segundo Waldo Vieira (ele fala isso num dos vídeos do youtube, a maioria dos espíritos que ajudaram a compor o espiritismo eram guias cegos, principalmente as "manifestações" de apóstolos e santos. Nesta parte No livro a região é descrita como resultante das formas-pensamento humanas (noção Teosófica influenciando o Espiritismo) em densos campos vibratórios diz "No livro a região é descrita como resultante das formas-pensamento humanas (noção Teosófica influenciando o Espiritismo) em densos campos vibratórios". Não concordo com a palavra "influência" pois se já existia uma expressão que descrevia o que Kardec queria dizer sobre o umbral, por que deveria criar outra palavra?

 

 
 
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mucio

A bíblia não é guia do espiritismo. O espiritismo é calcado em cima da OBSERVÂNCIA DAS LEIS DA NATUREZA. Kardec disse que caso a ciência comprovasse algo em contrário do que ele escreveu ou espiritismo viesse a dizer, fosse deixado de lado tanto o que ele disse quanto o que o espiritismo viesse a dizer e fosse seguido o que disesse a ciência.

 
 
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Ivan Moraes

"Concordo com a descrição do filme e o viés católico. O espiritismo já errou quando adotou a bíblia como guia espiritual, desenvolvendo até um "Evangelho segundo o espiritismo"":

O espiritismo nao "adotou" a biblia, ele a interpretou para aquele publico, Djijo -ate mesmo por razao de atingir o publico certo, nao havia outro publico na Europa entao.  Poderia ter feito a mesma coisa com o budismo ou Koran tambem.  Quem "adotou" a biblia foram os ex-catolicos.

(Eu?  Nao tive e nao tenho influencia nenhuma dessa velharia.  Nada.  Zero.)

 

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almeriocastro

francamente, este é um dos piores filmes que vi...depois que Chico Xavier morreu, a picaretagem, que ele sempre combateu, virou lugar comum. Este foi apenas o primeiro filme de uma previsível série. A tal cidade espiritual não apresenta conflitos políticos, que mesmo no além, caso exista, a disputa pelo poder teria que ser imperativa. Colocaram um negro na história, para tentar ser politicamente correta, mas a população é composta de arianos etéreos. Também não vi nenhum homossexual, nenhum muçulmano. Mesmo histórias absurdas tem que ter uma coerencia interna, que inexiste no roteiro. Nós, brasileiros estamos culturalmente muito atrasados, é a única explicação para o sucesso do filme. Aqui, nem religião é levada a sério. Aqui, um católico, quando a situação fica difícil, apela para médiuns, videntes, macumba, etc. Pensamento crítico, nota zero.

 
 
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Abelha

Também credito tanta crença no espiritismo ao atraso cultural do brasileiro.


Na Europa e EUA isso é visto como piada.


Como podem acreditar em reencarnação, carma, cirurgia espiritual e outras coisas?


Sem contar que brasileiro também adora apelar pras macumbas na reta final.


Interessante também como tem pessoas que se dizem esclarecidas envolvidas com essas religiões... Inacreditável!

 
 
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flávia magalhães

Minha nossa.


Você quer reduzir o atraso cultural do brasileiro ao espiritismo e afins?


(E o que entende por cultural? Cultura de massa?)    


Ou ao fato da crença em um Deus?


Permita-me então apontar o seu próprio atraso: o espiritismo não é a única religião que acredita na reencarnação. O judaísmo, o sufismo, o budismo, o vedanta e o hinduísmo, como outras religiões e sistemas filosóficos também compartilham da mesma convicção.


 

 
 
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Frederico Cunha

Atraso cultural é acreditar em José Dirceu, Palocci, Waldemar da Costa Neto, Fernando Pimentel, etc

 
 
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Assis Ribeiro

Não é verdade que o espiritismo só seja estudado no Brasil.

Na europa tem, inclusive, universidades que estudam o tema.

Se tiver interesse segue o link:

http://www.arthurfindlaycollege.org/index.html

Mais informações do estudo do espiritismo em outros países:

Depois das Universidades de Cambridge e Oxford, o Professor Doutor Luís de Almeida, cientista da Agencia Espacial Europeia (ESA) e da Agencia Espacial Norte-Americana (NASA) continua a divulgar a doutrina espírita nas Universidades mais reverenciadas da Europa. Desta vez, proferirá uma conferência sobre “Porque sou cientista e espírita?” destinado a um publico de cientistas, professores e alunos universitários franceses, e em língua francesa. O evento ocorrerá na Universidade de Sorbonne, Paris VI – U. Pierre et Marie Currie nesta terça-feira pelas 9H30.
A Universidade de Sorbonne deu ao mundo inúmeros homens e mulheres ilustres como Agostinho da Silva (filósofo), Jean-Jacques Ampère (físico), Claude Bernard (biólogo) Jean Calvin (teólogo), Marie e Pierre Curie (físicos), Simone de Beauvoir (escritora) Erasme (teólogo) Ignácio de Loyola (fundador da Companhia de Jesus) Henri Poincaré (matemático e físico), Jean-Paul Sartre (filósofo e escritor), Papa Bento XVI, Fernando Henrique Cardoso (Ex-Presidente Brasileiro)
Pela tarde, ás 16H00, o cientista português desloca-se ao conceituado "Le Centre National de la Recherche Scientifique, département MPPU -Mathématiques, physique, planète et univers (Centro Nacional Francês de Pesquisa Cientifica, Departamento de Matemática, física, e planetas e universo) actualmente com uma equipe de 11644 cientistas de vanguarda franceses, onde abordará "A importância do Espiritismo para a ciência do Sec XXI", tendo como publico alvo cientistas, professores universitários e doutorandos.
È a primeira vez que o Centro de Pesquisa Cientifica mais importante de França e a Universidade de Sorbonne Paris VI recebem a visita de um espírita para falar abertamente de espiritismo.

FONTE:
http://www.forumespirita.net/fe/off-topi…

 

 

Assis Ribeiro

 
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Djijo

NO VATICANO HÁ ESPAÇO PARA TRABALHOS MEDIÚNICOS E ELES ESTUDAM ESSE FENÔMENO, NÃO PARA LIDAR COM "CRENÇAS" MAS PELO FATO JÁ DE TEREM EXPERENCIADO E COMPROVADO DE QUE É REAL. Até o "Fantástico" fez uma matéria entrevistando um padre lá. Não quer dizer que eu concorde com a existência de religiões. Para mim seu viés sempre foi político ou seja, busca pelo poder de controlar pessoas.

 
 
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Gilson MF

Já procurou saber as razões das pessoas que se dizem esclarecidas se interessarem por estes assuntos ?

 
 
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franklin

Ví o Filme e achei muito pobre de Conteúdo. Se o Paraízo é o descrito no filme, é um Céu Ruim. Um pronto socorro. Cheio de pessoas boas cuidando de Doentes.

 

Ou não entendir nada e alguem pode me esclarecer?

 
 
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Marcos Carvalho

Leia as cinco obras básicas do espiritismo.

As obras básicas do espiritismo, também conhecidas como codificação espírita, são cinco livros publicados pelo pedagogo Hippolyte León Denizard Rivail, sob o pseudônimo de Allan Kardec, entre 1857 e 1868, na França. São elas, por ordem de publicação:

  • O Livro dos Espíritos - Obra essencialmente filosófica, em que se estabelecem os princípios da Doutrina Espírita (1857);
  • O Livro dos Médiuns ou Guia dos Médiuns e dos Evocadores - Versa sobre o caráter experimental e investigativo do espiritismo, visto como ferramenta teórico-metodológica para se compreender uma "nova ordem de fenômenos", até então jamais considerada pelo conhecimento científico: os fenômenos ditos espíritas ou mediúnicos, que teriam como causa a intervenção de espíritos na realidade física (1861);
  • O Evangelho segundo o Espiritismo - Obra de cunho essencialmente moral, em que Kardec seleciona os Evangelhos canônicos da Bíblia como ponto de partida para a inferência de fundamentos morais comuns a todos os "grandes sistemas religiosos", fundamentos esses cuja consonância com o espiritismo procura ser demonstrada por ele (1864);
  • O Céu e o Inferno ou A Justiça Divina segundo o Espiritismo - Composta de duas partes: na primeira, Kardec realiza um exame crítico da doutrina católica sobre a transcendência, procurando apontar contradições filosóficas e incoerências com o conhecimento científico superáveis, segundo ele, mediante o paradigma espírita da fé raciocinada. Na segunda, constam dezenas de diálogos que teriam sido estabelecidos entre Kardec e diversos espíritos, nos quais estes narram as impressões trazidas da existência transcendente (1865);
  • A Gênese, os Milagres e as Predições segundo o Espiritismo - Composta de três partes. A primeira parte trata da Gênese, isto é, da formação dos mundos e da criação dos seres animados e inanimados. A segunda parte trata dos milagres; discute sobre o que pode ser considerado milagre, e explica, à luz do Espiritismo os muitos milagres feitos por Jesus. A terceira parte explica como e porque podem haver previsões de coisas futuras, pressentimentos e coisas assim (1868).

Além destes, há mais dois livros, complementares:

  • Obras Póstumas: serve como um complemento para a compreensão da Doutrina. São escritos e estudos do codificador, com anotações preciosas sobre os bastidores da fundação do Espiritismo. Tem este nome porque foi publicado após sua morte (desencarne).
  • O que é o Espiritismo?: de uma maneira didática, conduzindo os temas através de diálogos fictícios, o autor (Allan Kardec) procura introduzir o leitor nos conceitos básicos do Espiritismo. Assim sendo, este pode tomar conhecimento desses de maneira gradual, sem sobressaltos, e em linguagem bem mais acessível.

Alguns estudiosos espíritas incluem, ainda, entre as Obras Básicas as edições da "Revue Spirite" publicadas sob a coordenação de Allan Kardec, entre os anos de 1858 e 1869.

Fonte: Wikpédia.

 
 
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Marcos Carvalho

A cidade Nosso Lar, retratada no filme, não se encontra no paraíso e sim no umbral.

O umbral é um nome muito usado a partir de André Luiz e seu primeiro livro “O Nosso Lar”.  É uma zona citada como de sofrimentos e de dor. Heigorina Cunha no livro Cidade  no Além, livro este que ela escreveu, relembrando suas visitas em desdobramentos à colônia Nosso Lar, explica com detalhes várias passagens e até as estruturas da referida cidade, mas na verdade quando ela procura localizar esta colônia que está digamos, acima da cidade do Rio de Janeiro e na oitava esfera, que ainda é propriamente o Umbral, disse que existem 12 no total, sendo que a primeira seria o núcleo interno do planeta Terra, a segunda o núcleo externo, a terceira seria a crosta em si, a quarta, o manto, a quinta a crosta terrestre, a sexta seria então o Umbral grosso, a sétima o Umbral médio, a oitava o Umbral (onde está localizada a cidade Nosso Lar), a nona seria uma zona onde predomina a Arte em geral ou Cultura e Ciência, a décima o Amor Fraterno Universal, a onze é as diretrizes do planeta e a última, a Abóbada Estelar.

Fonte:http://www.pedroozorio.com.br/espirita/o_umbral.htm

 
 
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Wilsoleaks Alves

Cada um interpreta o filme de acordo com sua crença.

No caso, o Wilson Ferreira denota pífio conhecimento espirita.  

 
 
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Ivan Moraes

"Nosso Lar", em portugues com legendas em ingles:

http://www.youtube.com/watch?v=SCEFPh0rysw

Se voces nao assistirem agora, assistem porque esse link nao via durar muito.  Ainda nao assisti e nem tive acesso quando estava em cinema de NY.  Posso dizer de cara que NL eh uma das obras mais completas do espiritismo apezar -ou por causa da- escrita, e o filme promete muito -aquele beijo "escandaloso" ja pelo 5o minuto ja eh um sinal de adaptacao do livro aa linguagem cinematografica.  Nao tenho objecoes, claro, eh uma linguagem diferente.

O "catolicismo" do filme (se eh que ha, ainda nao assisti) vem direto de CX, que tinha uma mente catolicamente estruturada, alias -ele era defeituoso, coitado!

O livro pode ser lido em 5 horas, por sinal.  Nao eh suficiente pra assimilar os incriveis avancos filosoficos que CX fez, especialmente por causa do numero de virgulas das longas sentencas, que sao muito rebuscadas, como rocambole, que eh doce, o que faz mal aa saude, da qual voce deveria cuidar melhor, pois quem nao evolui se trumbica...  mas eh suficiente pra dar uma ideia exata do espiritismo brasileiro, que eh doce, o que faz mal aa saude, da qual voc...  uh...

O livro ja era globalizado, so tava esperando alguem com uma linguagem apropriada, e nao tenho objecao aa linguagem cinematografica -claro que nao!

 

Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.

 
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Rato

Há 5 ou 6 anos atrás, numa comunidade espírita do Orkut, vi gente criticando o livro Nosso Lar por fazer apologia à ditadura militar. E o pior, muita gente aplaudiu tal raciocínio.

Daí levei uma lição para minha vida: Quando se tem por finalidade criticar, qualquer coisa é motivo. E os pêlos de ovo e chifres de cavalo reinam.

 
 
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johnnygo

É possível construir um belíssimo arrazoado com base apenas em falsas premissas.

 
 
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Ivan Moraes

Estou no minuto 30 e tou chocado!

Esse filme traduz exatamente o livro mas...  nao tem traducao em lingua nenhuma!  Eh exclusivamente cultura brasileira!

(alguem saberia dizer se foi uma bomba de filme em outros paises?!?!)

 

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Orlando

Allan Kardec é, grosso modo, ignorado na França e no restante da Europa. O mesmo ocorre com o espiritismo. Que é, via de regra,  coisa de brasileiros.

Espiritismo não tem nada ver com Cristianismo ou Jesus. Espiritismo não tem teologia é, na verdade, uma colcha de retalhos que, eventualmente distorce e "rouba" conceitos cristãos. Isso não tem nada a ver com cristianismo. Dentre muitas aberrações teológicas e, que o [espiritismo] afasta do cristianismo, é o conceito de reencarnação - coisa totalmente ausente na doutrina cristã - em suas mais variadas denominçãoes. 

 
 
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Zapper

Concordo. Assim como o cristianismo "roubou" tb ritos e conceitos de outras religiões e seitas, inclusive pagãs. Isso tudo é uma farsa para explorar as pessoas crédulas. Recomendo assistir ao filme Zeitgeist de Peter Joseph.

Há que se separar fé de fantasia. Ter fé é uma coisa, fantasia, outra. Por exemplo, o sujeito tem fé que um dia vai ganhar na loteria. Isso é factível, afinal a loteria existe e se o sujeito joga, então é possível. Tem mais é que ter fé. Se não tiver fé nem deve jogar. Acreditar em anjos, duendes ou reencarnação aí já é fantasia. Fé e fantasia, as pessoas confundem muito uma coisa com a outra.

 
 

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