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FHC chama à razão a Madame Bovary do PSDBEnviado por luisnassif, seg, 20/02/2012 - 09:48
Por Adamastor
Do Brasilquevai FHC intervem em carnaval portenho de Serra A crise interna do PSDB aumentou mais alguns graus com a notícia de que Serra e seu agente nas prévias que o PSDB realiza para a escolha do candidato a prefeito de São Paulo, Andrea Matarazzo, foram a Buenos Aires confabular na busca de uma fórmula a ser levada ao governador Alkimin que torne irrelevante o processo de escolha deflagrado pelo mandatário.
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Comentários + votados
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Jose de Almeida Bispo
20/02/2012 - 10:04
"(...)a ponto de transformá-la em algo próximo a uma caciquia de líderes do tipo do que é hoje o PMDB(...)
E o que é, e o que sempre foi o PSDB? E o que é o PSDB senão uma esperteza de peemedebistas...
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rita
20/02/2012 - 10:09
se fosse em outros tempos, a tentativa de serra seria aclamada por FHC de consenso...
e muitos pensando que o serra estivesse em trancoso... que nada, ele está trabalhando enquanto outros brincam......
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aleXandre
20/02/2012 - 10:23
enquanto FHC chama serra a razão e graeff,aparentemente pula fora do barco, o Noblat, chama serra de volta ao delírio numa coluna tão repugnante que eu nem vou postar link. quem tiver estõmago que vá...
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Gilson Garcia
20/02/2012 - 10:38
Essa autofagia no PSDB está virando chacota. A insistência do Serra na manutenção de seus projetos pessoais está acima de qualquer lógica. Seria esse caos resultante de alguma avaliação...
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Mary (sem senha)
20/02/2012 - 10:40
Ah...Nassif, "Madame Bovary" é poético demais para o Coiso. hehehe
Esse ser que "só pensa naquilo" - ser presidente - não merece tanta delicadeza, não.
Está mais para um degenerado mental e moral...
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Paco Andrade
20/02/2012 - 10:42
FHC, Serra, Matarazzo, .... tudo a mesma porcaria ! Provavelmente serão desalojados do poder em São Paulo, saindo pela porta dos fundos e carregando suas velhas malas cheias de erros administrativos...
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Domenico Amaral
20/02/2012 - 10:48
Sugiro que a tucanada resolva suas diferenças no octógono do MMA, ao vivo e a cores para todo o Brasil. Seria a única vez que eu pagaria para ver algum evento desses na TV.
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alext4e
20/02/2012 - 10:49
Uma coisa que sempre me pergunto é: por que o governador de São Paulo, seja ele quem for, sempre se sente no direito natural de ser candidato a presidente do Brasil? Por que outros governadores de...
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Sanzio
20/02/2012 - 10:55
Taí mais um bom apelido para o sujeito. Já temos "O Coiso", "Almirante do Tietê", "Mussolini da Mooca", "Zé Bolinha" e, agora, "Madame Bovary". Embora o enredo de Madame Bovary seja relativamente...
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Ugo
20/02/2012 - 10:58
O psdb é o Costa Concordia, inclinado e lentamente deslizando para o abismo.
Recupera-se este escombro aos pedaços.
É evidente que este pessoal não tinha algum projeto de Pais. Se cultos fossem...
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Adamastor
20/02/2012 - 11:02
Deixem de ser chatos!
Vai tucanada, se matem. Briguem à vontade que ninguém tem nada com isso!
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Kid Prado
20/02/2012 - 11:04
Nestas horas, ou melhor, nestes dias de carnaval os trollmentaristas remunerados estão de folga. Observem como melhora o nível dos comentários sem as suas presença. Talvez apareça algum deles que...
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Ê, ê, ê, ê, ê, Índio quer apito,
Se não der pau vai comer!
Só falta o FHC jogar uma bolinha de papel no Cerra para acabar de vez com ele.
"(...)a ponto de transformá-la em algo próximo a uma caciquia de líderes do tipo do que é hoje o PMDB(...)
E o que é, e o que sempre foi o PSDB? E o que é o PSDB senão uma esperteza de peemedebistas paulistas, auto-intitulados "superiores" e que foram colocados na cozinha pelo "tabaréu", "o inferior" Orestes Quércia quando neste quiseram trepar-lhe? O que é o PSDB de hoje senão a remontagem da UDN, que nem nome de partido tinha - era uma frente como o próprio nome sugere - recheado de caciques... "superiores"?
Ôh sujeito chato esse Serra, sô...
O homem não se manca.
se fosse em outros tempos, a tentativa de serra seria aclamada por FHC de consenso...
e muitos pensando que o serra estivesse em trancoso... que nada, ele está trabalhando enquanto outros brincam... a coisa está fervendo no psdb. acaba em polenta?
O PSDB está rachado. Desde os caciques até à base. Cerra luta desesperadamente pela sobrevivência. Deve passar as noites em claro, olhando a lua...
Chega a ser cômico! O líder roto do PSDB, criticando o líder esfarrapado... Serra, original e criativo, vai retaliar com o... VILLAS! Podem esperar.
Eduardo Ramos:
E era o Lula que estava liquidado, que devia anunciar que não concorreria a reeleição em 2006;a idiota da udenista, a Lúcia Hipólito, escrevia a morte do PT e do Lula; aquele Jorge Borhausem(que nome horroroso) dizia "vamos liquidar com esssa gente.
Como diz o Paulo Henrique Amorim, se não fôsse o Real que caiu no colo do PSDB, êsse partido, mesmo com apoio alucinante do PIG, não passaria de Rezende.
A sua frase foi maravilhosa, Lula liquidou essa turma e pensar que a cheirosa Eliane Can tanhêde achava o Zé Serra, o candidato mais consistente em 2010.
KKKKKKKKKKKKK!!!!!
enquanto FHC chama serra a razão e graeff,aparentemente pula fora do barco, o Noblat, chama serra de volta ao delírio numa coluna tão repugnante que eu nem vou postar link. quem tiver estõmago que vá lá no blog dele.
Alexandre, vc realmente acha que foi o Noblat que escerveu aquele "artigo"...quem conhece os métodos Noblat de fazer "jornalismo" sabe que ele só reproduziu no blog o texto encaminhado ao seu e-mail pessoal por alguém passando o carnaval em Buenos Aires...
provavelmente , o próprio Graff, o dissimulado.
pode ter sido também o Troll Graef...Abç e saudações petistas!
D'us me livre, jamais visitarei aquele esgoto!
faz bem. feriadão é pra relaxar. no mais , perda de tempo
Parte III
AleXandre (segunda-feira, 20/02/2012 às 11:23),
Volto neste meu terceiro comentário a questionar a sua reação diante do post “De novo, Serra!” de Ricardo Noblat. Não vi sentido em manifestar uma reação de repugnância diante do post “De novo, Serra!”. É bem verdade que não ficou claro para mim se você refere como repugnante a análise de Ricardo Noblat ou ao comportamento de José Serra que foi o que Ricardo Noblat descreveu e foi o que levou ao post “De novo, Serra!”.
Se você considera repugnante é o comportamento de José Serra descrito no post “De novo, Serra!”, penso que a critica válida a você é que há ingenuidade em ver no instinto de sobrevivência de um político repugnância. Um político que não é bom representante dos interesses dos representados é aquele que não tem espírito de sobrevivência.
Se, entretanto, você considera repugnante o fato de o político José Serra não ter sido tão pisoteado no post “De novo, Serra!” de Ricardo Noblat como você acha que ele deveria ser, então eu penso que se justifica em relacionar mais posts aqui no blog de Luis Nassif em que a descrição do político José Serra apesar de adquirir cada vez mais um ar caricatural guarda certa semelhança com o que Ricardo Noblat diz no post “De novo, Serra!”.
Aparece então um post para enterrar de vez o José Serra, se já não fizeram isso em posts anteriores. Trata-se do post "Dados para uma futura biografia de Serra" de domingo, 01/01/2012 às 12:00 em chamada que parece ser de Adriano S. Ribeiro para texto de Luiz Cezar que se apresenta como Economista, Linguista, Mestre em Cultura, Mestre em Tecnologia (todos pela USP) e Master em Gestão Econômica de Projetos pela GV. O endereço do post "Dados para uma futura biografia de Serra" é:
http://brasilquevai.blogspot.com/2011/12/defender-serra-nao-vale-pena.html?spref=fb
Não gostei do texto. Salvo um ou outro parágrafo com matéria mais recente, o texto poderia ter sido escrito há mais de vinte anos. E essa distância da data de hoje em relação ao fatos relatados pelo Luiz Cezar parecem-me mais revelador do oportunismo do autor do que do caráter de José Serra. Penso que a chamada do artigo deveria trazer mais informações sobre Luiz Cezar que me pareceu possuir um discurso de direita. Era como se fosse uma manifestação de descontentamento de alguém querendo combater a invasão que José Serra, que pelo menos fora da esquerda, fazia no território da direita.
E os comentários me decepcionaram. Sem ser a opinião de Luis Nassif parecia mais fácil aos blogueiros apresentarem uma ou outra contestação. Não foi o que se viu. Com 90 comentários não encontrei nenhum que fizesse a defesa de José Serra. Salvou o post o comentário de Nelson Freitas enviado domingo, 01/01/2012 às 12:51 e que se encontra na página 2 no endereço indicado a seguir:
http://advivo.com.br/blog/luisnassif/dados-para-uma-futura-biografia-de-serra?page=1
O comentário de Nelson Freitas salvou o post "Dados para uma futura biografia de Serra" não porque ele não critica o José Serra, mas porque o comentário dele serve para revelar um aspecto ruim no texto de Luiz Cezar que virou o post "Dados para uma futura biografia de Serra". Segundo Nelson Freitas, José Serra traiu Orestes Quércia em 1986. Não acompanhei a eleição em São Paulo em 1986 para confirmar o que Nelson Freitas dissera. Tudo, entretanto, indica que Nelson Freitas expressou um fato. Luiz Cezar se acompanhou a política paulista como o texto dele dar a entender sabia da traição de José Serra a Orestes Quércia. Ora, escrever um comentário como este que virou o post "Dados para uma futura biografia de Serra" chamando José Serra de traidor e não fazer referência a eleição de 1986 quando alguns políticos do PMDB tinham ficado com Antonio Ermírio de Moraes não merece a consideração de aceitar as demais partes do texto como verdadeiras.
Há outros comentários que apontam para aspectos da política do compadrio que o Luiz Cezar estaria defendendo. Trata-se de um suposto esquecimento que José Serra tivera em relação ao economista André Franco Montoro Filho, comparativamente com a lembrança que Mário Covas tivera. Não me pareceu que houve a defesa do compadrio. Ele apenas salientou que José Serra não deu o real destaque a quem segundo o autor merecia, tanto assim que foi o economista André Franco Montoro Filho que indicou José Serra e que só não assumiu cargos porque para muitos que não tivessem efetivo conhecimento a escolha de André Franco Montoro Filho não seria em decorrência da competência, mas em razão do parentesco com o pai.
O pior para mim é que se o Luiz Cezar tivesse feito referência ao fato de José Serra ter traído Orestes Quércia muitos iriam pensar que José Serra não seria tão ruim assim. É o que Affon no belíssimo comentário enviado sábado, 18/02/2012 às 18:27 para o post “A presunção da inocência e o Princípio Barrabás” de sábado, 18/02/2012 às 15:20 originado de uma réplica de JB Costa a outro comentário de Affon enviado sexta-feira, 17/02/2012 às 14:23 junto ao post “Gilmar Mendes e a opinião pública, por Maierovitch” de sexta-feira, 17/02/2012 às 13:39 chamara de “esvaziamento da política em que não se discutem os projetos e os programas partidários e de governo, mas apenas afirmações sobre se “os políticos” são honestos ou não”. No caso, nas críticas ao texto não se discute a capacidade, mas se houve ou não o apadrinhamento. Como se os governantes não devessem formar um governo com pessoas de sua confiança e de ideologia próxima a do governante.
Então já não mais havendo o que fazer por José Serra, Fernando Henrique Cardoso dá entrevista na The Economist dizendo que, na próxima vez, a candidatura será de Aécio Neves. A conclusão de Luis Nassif vem então no post “FHC decreta o fim de Serra” de quinta-feira, 26/01/2012 às 08:00 como a Coluna Econômica dele daquele dia, 26/01/2012. Não li a entrevista, mas seria espantoso que nela constasse o resumo que Luis Nassif fez e levou para o post “FHC decreta o fim de Serra”. Segundo Luis Nassif, Fernando Henrique Cardoso rompe com José Serra fazendo um diagnóstico duro em que Fernando Henrique Cardoso avaliaria que:
“•O PSDB perdeu as eleições de 2010 devido a erros primários na campanha.
•Esses erros foram de responsabilidade exclusiva de José Serra, por seu individualismo, arrogância e pelos conflitos que criou dentro do próprio partido.
•Aécio Neves é o candidato natural do PSDB nas próximas eleições. Serra não tem possibilidade de vitória”.
O endereço dessa avaliação por demais canhestra que segundo Luis Nassif teria sido feita por Fernando Henrique Cardoso e que consta do post “FHC decreta o fim de Serra” é:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/fhc-decreta-o-fim-de-serra
A partir da entrevista de Fernando Henrique Cardoso à revista The Economist, as coisas parecem sair do controle. Há então um post aqui no blog de Luis Nassif repercutindo post no blog de Jorge Moreno. No blog de Luis Nassif o título do post é “Serra chama FHC de gagá, segundo Jorge Moreno” publicado segunda-feira, 30/01/2012 às 15:40. Lady Gaga chamou a atenção para a notícia da Rádio do Moreno no Portal de O Globo. E o post no blog de Luis Nassif “Serra chama FHC de gagá, segundo Jorge Moreno” pode ser visto no seguinte endereço:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/serra-chama-fhc-de-gaga-segundo-jorge-moreno
Não sei até que ponto Fernando Henrique Cardoso disse exatamente o resumo que Luis Nassif fizera da entrevista. Se foi assim, talvez maior razão ainda assiste a José Serra em chamar Fernando Henrique Cardoso de gagá.
Na seqüência há novo post com uma espécie de resposta de Fernando Henrique Cardoso. Trata do post “FHC diz que sua "cota de Serra" já esgotou” de segunda-feira, 30/01/2012 às 17:48 aqui no blog de Luis Nassif dando-se repercussão a matéria no Blog de Magno Martins com o título “FHC perde a paciência: "Minha cota de Serra já deu"”. Só que a declaração de Fernando Henrique Cardoso que segundo o jornal Correio Braziliense teria sido feita a dois interlocutores ocorrera semanas antes da famosa entrevista de Fernando Henrique Cardoso à revista The Economist. O endereço do post “FHC perde a paciência: "Minha cota de Serra já deu"” é:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/fhc-diz-que-sua-cota-de-serra-ja-esgotou
Os dois posts “FHC decreta o fim de Serra” e “FHC diz que sua "cota de Serra" já esgotou” foram apresentados na sequência inversa ao que efetivamente ocorrera. Primeiro, duas semanas antes da entrevista à revista The Economist, Fernando Henrique Cardoso expõe o problema de José Serra ao dizer que a cota dele de José Serra já esgotara e então duas semanas antes deveria ser publicado o post “FHC diz que sua "cota de Serra" já esgotou”. E duas semanas depois e logo após a entrevista de Fernando Henrique Cardoso à revista The Economist então é que se teria o post “FHC decreta o fim de Serra” publicado, como de fato aconteceu, mas para a maioria dos leitores muito provavelmente a impressão que ficou foi que Fernando Henrique dissera muito depois da entrevista à revista The Economist o que constava do post “FHC diz que sua "cota de Serra" já esgotou”. Aliás, os títulos ficaram compatíveis com o que de fato aconteceu e na sequência em que os fatos se deram.
Agora, ou Fernando Henrique Cardoso anda lendo bastante o blog de Luis Nassif e se deixou influenciar pelo crescendo de críticas a José Serra que acontecia no blog ou aconteceu alguma desavença recente de Fernando Henrique Cardoso com José Serra ou José Serra tem um pouco de razão para referir-se à caduquice de Fernando Henrique Cardoso (A lembrar que as duas primeiras possibilidades não excluem a terceira). Afinal por que só agora Fernando Henrique Cardoso resolveu se manifestar em um sentido tão crítico a José Serra? E uma manifestação um tanto fora da realidade ao dizer, nas palavras de Luis Nassif expressas no resumo que ele fizera, que “o PSDB perdeu as eleições de 2010 devido a erros primários na campanha . . . de responsabilidade exclusiva de José Serra, por seu individualismo, arrogância e pelos conflitos que criou dentro do próprio partido”. Fernando Henrique Cardoso, a menos que tenha atuado em sintonia com José Serra, pareceu-me que apenas queria ser o centro das atenções.
Trata-se de análise primária de Fernando Henrique Cardoso porque o PSDB não perdeu as eleições devido a erros primários na campanha. Perdeu porque não tinha um candidato carismático capaz de canalizar a revolta popular (Que na verdade não existia então se deveria dizer que não foi capaz de criar uma revolta popular) contra o PT e contra a candidata de Lula Dilma Rousseff. E os erros não foram de responsabilidade exclusiva de José Serra. É bem verdade que José Serra não é um candidato carismático. Só que se ele reconhecesse isso e abrisse mão da candidatura dele, a quem o PSDB apelaria?
José Serra fez o que ele podia fazer em campanha, não fez nada mais do que isso. Ele não tinha como ganhar a eleição para o PSDB e nem o PSDB tinha quem o substituísse a altura.
Eu não precisava estender tanto para mostrar que mesmo assumindo uma postura crítica exagerada de José Serra, a análise de Luis Nassif não fugia muito do que constava do post de Ricardo Noblat, mas pareceu-me útil apresentar essa relação de posts relativos a José Serra como também mostrar como foi em um crescendo a crítica a José Serra em que se chega ao ponto em não se ter argumentos reais para manter a crítica, sendo necessário inventar fatos que pudessem dar consistência à crítica.
Pelo que eu tenho exposto, reconheço que o meu primeiro comentário era suficiente para evidenciar que o post "De novo, Serra!" de Ricardo Noblat estava dentro da margem de análise possível e realística de José Serra. Ainda assim, não me custa estender um pouco mais, pois além de mais posts críticos a José Serra há também o imbróglio do lançamento de José Serra como candidato a prefeito de São Paulo que acaba por criar uma inflexão na avaliação da capacidade de sobrevivência de José Serra. Então, fecho esse comentário agora para prosseguir com essa discussão em um próximo comentário.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 22/02/2012
Parte I
AleXandre (segunda-feira, 20/02/2012 às 11:23),
Não sei a que você se referiu como repugnante. Vi o post "De novo, Serra!" de 20.02.2012 às 8h02m, lá no blog de Ricardo Noblat. Não vi nele algo que se possa considerar repugnante. Aliás não tem nada no post "De novo, Serra!" que não tenha sido dito aqui pelo Luis Nassif que é hoje um grande crítico de José Serra. Até para fazer comparação com posts no blog de Luis Nassif, vale o link para o post "De novo, Serra!" como se pode ver a seguir:
http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2012/02/20/de-novo-serra-432598.asp
E de outro lado é fácil colocar inúmeros links para posts no blog de Luis Nassif, principalmente com a opinião dele sobre José Serra que por mais crítico que Luis Nassif tenha sido de José Serra, não diz o contrário do que diz Ricardo Noblat. Inicio essa exemplificação com o post "Serra e a (i)lógica da burocracia partidária" de quinta-feira, 05/05/2011 às 17:54. O endereço do post é:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/serra-e-a-ilogica-da-burocracia-partidaria?
No post Luis Nassif trata José Serra como um reles burocrata. Só que o José Serra, reles burocrata para Luis Nassif, é em outros posts tratado como cercado por burocratas muito competentes como José Roberto Rodrigues Afonso. Na verdade nem o José Roberto Rodrigues Afonso é essa sumidade que Luis Nassif tenta fazer crer nem José Serra é esse reles burocrata do texto de Luis Nassif. Avalio que José Serra e José Roberto Rodrigues Afonso sofrem apenas da condição humana: o ser humano é medíocre no sentido de mediano e não há muito que ele possa fazer para se livrar dessa condição.
Sobre a questão de mediocridade, vale lembrar que Roberto Veiga fez um comentário, enviado quinta-feira, 05/05/2011 às 18:06, e que se encontra na segunda página do post "Serra e a (i)lógica da burocracia partidária", argumentando que a frase inicial de Luis Nassif, em que ele diz que a maioria das grandes burocracias “era constituída de pessoas sem muito brilho, alguns francamente medíocres”, podia ser aplicada à presidenta Dilma Rousseff. Roberto Veiga disse algo que, sem o exagero que estava embutido no sentido que tanto Luis Nassif como ele, Roberto Veiga, aplicavam ao termo medíocre, eu também dissera. E salvo comentário curto de Ivan Moraes, o comentário de Roberto Veiga não sofrera outra contestação.
Lembro ainda que na página dois do post "Serra e a (i)lógica da burocracia partidária" há um comentário meu enviado sexta-feira, 06/05/2011 às 01:04 para junto do comentário de Ivan Moraes de quinta-feira, 05/05/2011 às 18:09, e que se encontrava um pouco antes do comentário de Roberto Veiga, em que eu comparo a campanha de José Serra contra Dilma Rousseff com a campanha de George Walker Bush, o filho, contra John Kerry. Só que como George Walker Bush foi vitorioso tudo o mais ficou esquecido.
Já neste post "Serra e a (i)lógica da burocracia partidária" a ira de Luis Nassif contra José Serra acaba prejudicando-o na avaliação das estratégias e arranjos políticos do ex-governador. Diz Luis Nassif logo no início do post "Serra e a (i)lógica da burocracia partidária" no intuito de retratar a incompetência política de José Serra:
“Montou uma aliança com Kassab que vai entrar para a história. Kassab ficou com todos os quadros técnicos do serrismo, conseguiu a estrutura operacional de que necessitava, inclusive o cacife da prefeitura para atrair parte do DEM ... e irá se aliar a Aécio”.
Primeiro a salientar que a aliança com Gilberto Kassab em 2004 deu espaço para a retomada política de José Serra e mesmo que destinada a ter resultados pífios no longo prazo como Luis Nassif prognosticou, representou uma aliança com uma pessoa de qualidade que se demonstrou carismático para ganhar uma eleição contra dois candidatos fortes: Martha Suplicy e Geraldo Alckmin, e se revelou um grande operador para criar um partido político forte e capaz de manter em posição de luta em um final de governo em que não conta com o mesmo apoio da mídia que tinha no período anterior.
Então havia valor em José Serra em ter feito a parceria com Gilberto Kassab que até então não tivera entre os analistas políticos o destaque que merecia. Valor que Luis Nassif não reconhecia e pior, fazia previsão catastrófica sobre o futuro de José Serra dizimado pela quase cria dele, Gilberto Kassab. Prognóstico que se mostra bem frágil.
Deixo para um próximo comentário, relacionar mais posts de Luis Nassif com enfoque crítico de Luis Nassif sobre José Serra que não difere muito da análise que se vê a no post "De novo, Serra!" de Ricardo Noblat, ainda que Ricardo Noblat seja mais favorável a José Serra e, portanto, não haveria razão para você considerar como repugnante o post de Ricardo Noblat. E a aproximação das duas avaliações fica maior à medida que se excluem da apreciação alguns dos exageros de Luis Nassif nesta fase crítica a José Serra.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 22/02/2012
Parte II
AleXandre (segunda-feira, 20/02/2012 às 11:23),
Neste meu segundo comentário para você, e talvez em mais dois outros, destaco outros posts em que a análise crítica de Luis Nassif bastante exagerada na avaliação que ele faz de José Serra ainda se mostra não muito distante do que Ricardo Noblat dissera no post "De novo, Serra!" e cujo link se encontra no meu primeiro comentário para você e assim, me pareceu pouco justificável sua caracterização do post de Ricardo Noblat como repugnante.
A análise de Luis Nassif quanto mais crítica se fazia de José Serra, mais constatava a enrolada em que o PSDB se meteu por culpa não de José Serra como Luis Nassif dá a entender, mas por culpa de José Serra não ter conseguido ganhar a eleição como George Walker Bush, o filho, ganhou em 2006 contra John Kerry. Para resolver o problema do PSDB sem recorrer a José Serra, Luis Nassif traz uma solução típica do PSDB, isto é, uma solução de ficar em cima do muro. Esta solução Luis Nassif traz no post "Anastasia, o pássaro azul da oposição" de sexta-feira, 20/05/2011 às 09:00 que se constitui a Coluna Econômica dele daquele dia. O endereço do post "Anastasia, o pássaro azul da oposição" é:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/anastasia-o-passaro-azul-da-oposicao
Há outro post em que Luis Nassif mostra a dificuldade do PSDB para se ajustar no cenário político brasileiro tendo em vista a postura crítica que o José Serra adotou na eleição de 2010 e tendo em vista que o governo de Dilma Rousseff não se configura um governo como o candidato do PSDB alardeou que seria. Trata-se do post "O beco sem saída do PSDB" de domingo, 09/10/2011 às 13:26 e que pode ser encontrado no seguinte endereço:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-beco-sem-saida-do-psdb
Estes posts foram antes do lançamento do livro “A privataria tucana” e antes de levantamento do IBOPE mostrando o grau de rejeição da candidatura de José Serra em São Paulo. No dia seguinte ao post "O beco sem saída do PSDB", Luis Nassif dá uma nova estocada em José Serra com o post “Serra: morreu politicamente em perfeito estado de saúde” de segunda-feira, 10/10/2011 às 10:10 em que ele faz um breve comentário sobre matéria de Gabriel Manzano no jornal O Estado de S. Paulo com o título “Serra, do 'até breve' ao 'aqui estou'” e o subtítulo “Ex-governador saúda fiéis no Círio de Nazaré”. O endereço do post “Serra: morreu politicamente em perfeito estado de saúde” é:
http://advivo.com.br/blog/luisnassif/serra-morreu-politicamente-em-perfeito-estado-de-saude
No intervalo de quase um ano, a crítica que Luis Nassif fazia a José Serra fora em um crescendo que só parecia em ritmo lento porque se iniciou já nas alturas, e precisava, para se dar por encerrada que ocorresse o fim político de José Serra. Como um político tem sete vidas a morte de José Serra não era anunciada nas vésperas. Esperava-se, com a mesma paciência com que ele deveria agonizar. Assim se entendia o crescendo vagaroso das críticas que se faziam a ele. E nesse processo Luis Nassif estava na dianteira.
Surge então o livro “A privataria tucana”, quando parecia que o fim de José Serra teria que aguardar o modo como se terminaria o governo Dilma Rousseff. Se com baixos índices de popularidade a chance dele seria grande, pois ele alegaria que tinha avisado a população. Se o governo Dilma Rousseff terminasse mantendo altos índices de popularidade, era melhor José Serra se esconder para não passar na conta de mentiroso e, assim, só teria perspectivas eleitorais nas eleições de 2018 se o governo não contasse com bom candidato e se ele pudesse ancorar-se na grande população do Estado de São Paulo. Foi então nesse quase fim de linha de José Serra em que pouco faltava para que os críticos de José Serra pudessem esculachá-lo sem misericórdia, que aparece na mídia o livro “A privataria tucana” de Amaury Ribeiro Jr. Luis Nassif dá o destaque ao lançamento do livro no post “A reportagem investigativa da década” de domingo, 11/12/2011 às 12:24. O endereço do post é:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-reportagem-investigativa-da-decada
E ao mesmo tempo surgem as notícias sobre o índice de rejeição de José Serra na capital paulista. Sobre isso aqui no blog de Luis Nassif há o post “A rejeição de Serra em São Paulo” de domingo, 11/12/2011 às 08:40 com chamada de Marco Antonio L. para dados disponibilizados pelo Datafolha SP. O endereço do “A rejeição de Serra em São Paulo” é:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-rejeicao-de-serra-em-sao-paulo
Daí em diante as avaliações sobre José Serra ficam cada vez mais críticas. Essa e a natureza da crítica que Luis Nassif faz junto ao post “PSDB não processará Amaury” de quarta-feira, 14/12/2011 às 23:08, a partir de texto no blog de Ricardo Noblat de 14/12/2011 às 20h21m e que fora indicado por Cláudio José. O endereço do post “PSDB não processará Amaury” é:
http://advivo.com.br/blog/luisnassif/psdb-nao-processara-amaury
Luis Nassif aproveita para mostrar que não há muita saída para o PSDB diante do livro “A privataria tucana”. O partido pode até fazer certo escarcéu no início, mas depois terá de esconder tudo debaixo do pano.
Diante disso, Luis Nassif sente-se bem justificado em ir colocando José Serra para escanteio. Esse é o teor tanto do post "“A Privataria Tucana” marca o fim de uma era" de terça-feira, 20/12/2011 às 08:00 consistindo da Coluna Econômica dele daquele dia, 20/12/2011, como também do post “Serra e Folha: a síndrome de El Cid, o Campeador” de domingo, 25/12/2011 às 10:49 com comentário a matéria de Danilo Verpa na Folha de S. Paulo intitulada “Serra no labirinto”. O endereço do post "“A Privataria Tucana” marca o fim de uma era" é:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/%E2%80%9Ca-privataria-tucana%E2%80%9D-marca-o-fim-de-uma-era
E o endereço do post “Serra e Folha: a síndrome de El Cid, o Campeador” é:
http://advivo.com.br/blog/luisnassif/serra-e-folha-a-sindrome-de-el-cid-o-campeador
Agora a análise da Folha de S. Paulo na matéria intitulada "Serra e o labirinto" e que constou ao post “Serra e Folha: a síndrome de El Cid, o Campeador” me pareceu bem realística. Peca em imaginar que José Serra só quer candidatar-se em 2014. Dependendo do sucesso da Presidenta Dilma Rousseff, as chances de José Serra em 2014 serão bem pequenas. Talvez para ele, dependendo dos candidatos a chance maior seja em 2018.
Com o enfraquecimento de José Serra a crítica a ele ficou facilitada e passa-se a ocorrer uma releitura das ações e atitudes do político José Serra. No post “Como Serra (não) enfrenta as pressões” de quinta-feira, 22/12/2011 às 19:41, Luis Nassif conta episódios que teriam ocorrido com José Serra e que foram contados a ele por um ex-assessor de comunicação que trabalhou muitos anos ligado ao PSDB e em que José Serra foge da decisão. Não creio que vale entrar no mérito dos episódios mesmo supondo-os verdadeiros. Deixo apenas o endereço do post “Como Serra (não) enfrenta as pressões”:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/como-serra-nao-enfrenta-as-pressoes
No final de 2011 surge uma pesquisa do Ibope que também mostra o elevado índice de rejeição de José Serra. O post “Ibope: intenção e rejeição de voto em São Paulo” de quarta-feira, 28/12/2011 às 10:31 traz chamada de Raquel_ para matéria no Valor Econômico que mostra Netinho, Paulinho e Serra com os maiores índices de rejeição e SP. O endereço do post “Ibope: intenção e rejeição de voto em São Paulo” é:
http://advivo.com.br/blog/luisnassif/ibope-intencao-e-rejeicao-de-voto-em-sao-paulo
Com o índice de rejeição de José Serra muito alto e a repercussão crescente do livro "A privataria tucana" ai era fácil o desmonte de José Serra.
Só que não se poderia ir muito além do que já se fora. O futuro é imprevisível. É melhor então continuar na desconstrução vagarosa do político José Serra. Ainda assim, o que se critica de José Serra não fica tão distante do que sobre ele disse Ricardo Noblat no post "De novo, Serra!". Talvez o que se sobressaía no post de Ricardo Noblat é certa proximidade com os fatos que nem sempre a crítica a José Serra quando há excesso possui. Assim, tirando os excessos que provavelmente não são verdadeiros a crítica a José Serra que se lê aqui no blog de Luis Nassif traduz percepções semelhantes as que se têm no post de Ricardo Noblat. Continuo nessa comparação no meu próximo comentário.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 22/02/2012
Parte III
AleXandre (segunda-feira, 20/02/2012 às 11:23),
Enviei equivocadamente quinta-feira, 23/02/2012 às 21:00 este comentário para junto do seu comentário de segunda-feira, 20/02/2012 às 13:47. Assim em minha série de quatro comentários ficou fora da seqüência o terceiro (Esta Parte III) comentário. Coloco-o aqui como se fosse uma resposta ao segundo comentário (Parte II) e os comentários vão parecer encandeados.
Como este comentário Parte III já consta desta página, vou reenviá-lo sem os links. E pelo menos neste comentário eu espero que o vou deixar com a data certa.
Volto neste meu terceiro comentário a questionar a sua reação diante do post “De novo, Serra!” de Ricardo Noblat. Não vi sentido em manifestar uma reação de repugnância diante do post “De novo, Serra!”. É bem verdade que não ficou claro para mim se você refere como repugnante a análise de Ricardo Noblat ou ao comportamento de José Serra que foi o que Ricardo Noblat descreveu e foi o que levou ao post “De novo, Serra!”.
Se você considera repugnante é o comportamento de José Serra descrito no post “De novo, Serra!”, penso que a critica válida a você é que há ingenuidade em ver no instinto de sobrevivência de um político repugnância. Um político que não é bom representante dos interesses dos representados é aquele que não tem espírito de sobrevivência.
Se, entretanto, você considera repugnante o fato de o político José Serra não ter sido tão pisoteado no post “De novo, Serra!” de Ricardo Noblat como você acha que ele deveria ser, então eu penso que se justifica em relacionar mais posts aqui no blog de Luis Nassif em que a descrição do político José Serra apesar de adquirir cada vez mais um ar caricatural guarda certa semelhança com o que Ricardo Noblat diz no post “De novo, Serra!”.
Aparece então um post para enterrar de vez o José Serra, se já não fizeram isso em posts anteriores. Trata-se do post "Dados para uma futura biografia de Serra" de domingo, 01/01/2012 às 12:00 em chamada que parece ser de Adriano S. Ribeiro para texto de Luiz Cezar que se apresenta como Economista, Linguista, Mestre em Cultura, Mestre em Tecnologia (todos pela USP) e Master em Gestão Econômica de Projetos pela GV. O endereço do post "Dados para uma futura biografia de Serra" foi mostrado acima.
Não gostei do texto. Salvo um ou outro parágrafo com matéria mais recente, o texto poderia ter sido escrito há mais de vinte anos. E essa distância da data de hoje em relação ao fatos relatados pelo Luiz Cezar parecem-me mais revelador do oportunismo do autor do que do caráter de José Serra. Penso que a chamada do artigo deveria trazer mais informações sobre Luiz Cezar que me pareceu possuir um discurso de direita. Era como se fosse uma manifestação de descontentamento de alguém querendo combater a invasão que José Serra, que pelo menos fora da esquerda, fazia no território da direita.
E os comentários me decepcionaram. Sem ser a opinião de Luis Nassif parecia mais fácil aos blogueiros apresentarem uma ou outra contestação. Não foi o que se viu. Com 90 comentários não encontrei nenhum que fizesse a defesa de José Serra. Salvou o post o comentário de Nelson Freitas enviado domingo, 01/01/2012 às 12:51 e que se encontra na página 2 no endereço já indicado no primeiro envio deste comentário.
O comentário de Nelson Freitas salvou o post "Dados para uma futura biografia de Serra" não porque ele não critica o José Serra, mas porque o comentário dele serve para revelar um aspecto ruim no texto de Luiz Cezar que virou o post "Dados para uma futura biografia de Serra". Segundo Nelson Freitas, José Serra traiu Orestes Quércia em 1986. Não acompanhei a eleição em São Paulo em 1986 para confirmar o que Nelson Freitas dissera. Tudo, entretanto, indica que Nelson Freitas expressou um fato. Luiz Cezar se acompanhou a política paulista como o texto dele dar a entender sabia da traição de José Serra a Orestes Quércia. Ora, escrever um comentário como este que virou o post "Dados para uma futura biografia de Serra" chamando José Serra de traidor e não fazer referência a eleição de 1986 quando alguns políticos do PMDB tinham ficado com Antonio Ermírio de Moraes não merece a consideração de aceitar as demais partes do texto como verdadeiras.
Há outros comentários que apontam para aspectos da política do compadrio que o Luiz Cezar estaria defendendo. Trata-se de um suposto esquecimento que José Serra tivera em relação ao economista André Franco Montoro Filho, comparativamente com a lembrança que Mário Covas tivera. Não me pareceu que houve a defesa do compadrio. Ele apenas salientou que José Serra não deu o real destaque a quem segundo o autor merecia, tanto assim que foi o economista André Franco Montoro Filho que indicou José Serra e que só não assumiu cargos porque para muitos que não tivessem efetivo conhecimento a escolha de André Franco Montoro Filho não seria em decorrência da competência, mas em razão do parentesco com o pai.
O pior para mim é que se o Luiz Cezar tivesse feito referência ao fato de José Serra ter traído Orestes Quércia muitos iriam pensar que José Serra não seria tão ruim assim. É o que Affon no belíssimo comentário enviado sábado, 18/02/2012 às 18:27 para o post “A presunção da inocência e o Princípio Barrabás” de sábado, 18/02/2012 às 15:20 originado de uma réplica de JB Costa a outro comentário de Affon enviado sexta-feira, 17/02/2012 às 14:23 junto ao post “Gilmar Mendes e a opinião pública, por Maierovitch” de sexta-feira, 17/02/2012 às 13:39 chamara de “esvaziamento da política em que não se discutem os projetos e os programas partidários e de governo, mas apenas afirmações sobre se “os políticos” são honestos ou não”. No caso, nas críticas ao texto não se discute a capacidade, mas se houve ou não o apadrinhamento. Como se os governantes não devessem formar um governo com pessoas de sua confiança e de ideologia próxima a do governante.
Então já não mais havendo o que fazer por José Serra, Fernando Henrique Cardoso dá entrevista na The Economist dizendo que, na próxima vez, a candidatura será de Aécio Neves. A conclusão de Luis Nassif vem então no post “FHC decreta o fim de Serra” de quinta-feira, 26/01/2012 às 08:00 como a Coluna Econômica dele daquele dia, 26/01/2012. Não li a entrevista, mas seria espantoso que nela constasse o resumo que Luis Nassif fez e levou para o post “FHC decreta o fim de Serra”. Segundo Luis Nassif, Fernando Henrique Cardoso rompe com José Serra fazendo um diagnóstico duro em que Fernando Henrique Cardoso avaliaria que:
“•O PSDB perdeu as eleições de 2010 devido a erros primários na campanha.
•Esses erros foram de responsabilidade exclusiva de José Serra, por seu individualismo, arrogância e pelos conflitos que criou dentro do próprio partido.
•Aécio Neves é o candidato natural do PSDB nas próximas eleições. Serra não tem possibilidade de vitória”.
O endereço dessa avaliação por demais canhestra que segundo Luis Nassif teria sido feita por Fernando Henrique Cardoso e que consta do post “FHC decreta o fim de Serra” já foi apresentado anteriormente quando do envio original deste comentário.
A partir da entrevista de Fernando Henrique Cardoso à revista The Economist, as coisas parecem sair do controle. Há então um post aqui no blog de Luis Nassif repercutindo post no blog de Jorge Moreno. No blog de Luis Nassif o título do post é “Serra chama FHC de gagá, segundo Jorge Moreno” publicado segunda-feira, 30/01/2012 às 15:40. Lady Gaga chamou a atenção para a notícia da Rádio do Moreno no Portal de O Globo. E o post no blog de Luis Nassif “Serra chama FHC de gagá, segundo Jorge Moreno” pôde ser visto no endereço indicado quando do primeiro envio deste comentário.
Não sei até que ponto Fernando Henrique Cardoso disse exatamente o resumo que Luis Nassif fizera da entrevista. Se foi assim, talvez maior razão ainda assiste a José Serra em chamar Fernando Henrique Cardoso de gagá.
Na seqüência há novo post com uma espécie de resposta de Fernando Henrique Cardoso. Trata do post “FHC diz que sua "cota de Serra" já esgotou” de segunda-feira, 30/01/2012 às 17:48 aqui no blog de Luis Nassif dando-se repercussão a matéria no Blog de Magno Martins com o título “FHC perde a paciência: "Minha cota de Serra já deu"”. Só que a declaração de Fernando Henrique Cardoso que segundo o jornal Correio Braziliense teria sido feita a dois interlocutores ocorrera semanas antes da famosa entrevista de Fernando Henrique Cardoso à revista The Economist. O endereço do post “FHC perde a paciência: "Minha cota de Serra já deu"” foi apresentado acima quando do primeiro envio deste post.
Os dois posts “FHC decreta o fim de Serra” e “FHC diz que sua "cota de Serra" já esgotou” foram apresentados na sequência inversa ao que efetivamente ocorrera. Primeiro, duas semanas antes da entrevista à revista The Economist, Fernando Henrique Cardoso expõe o problema de José Serra ao dizer que a cota dele de José Serra já esgotara e então duas semanas antes deveria ser publicado o post “FHC diz que sua "cota de Serra" já esgotou”. E duas semanas depois e logo após a entrevista de Fernando Henrique Cardoso à revista The Economist então é que se teria o post “FHC decreta o fim de Serra” publicado quando de fato a notícia aconteceu, mas para a maioria dos leitores muito provavelmente a impressão que ficou foi que Fernando Henrique dissera muito depois da entrevista à revista The Economist o que constava do post “FHC diz que sua "cota de Serra" já esgotou”. Aliás, os títulos ficaram compatíveis com o que de fato aconteceu e na seqüência em que os fatos se deram.
Agora, ou Fernando Henrique Cardoso anda lendo bastante o blog de Luis Nassif e se deixou influenciar pelo crescendo de críticas a José Serra que acontecia no blog ou aconteceu alguma desavença recente de Fernando Henrique Cardoso com José Serra ou José Serra tem um pouco de razão para referir-se à caduquice de Fernando Henrique Cardoso (A lembrar que as duas primeiras possibilidades não excluem a terceira). Afinal por que só agora Fernando Henrique Cardoso resolveu se manifestar em um sentido tão crítico a José Serra? E uma manifestação um tanto fora da realidade ao dizer, nas palavras de Luis Nassif expressas no resumo que ele fizera, que “o PSDB perdeu as eleições de 2010 devido a erros primários na campanha . . . de responsabilidade exclusiva de José Serra, por seu individualismo, arrogância e pelos conflitos que criou dentro do próprio partido”. Fernando Henrique Cardoso, a menos que tenha atuado em sintonia com José Serra, pareceu-me que apenas queria ser o centro das atenções.
Trata-se de análise primária de Fernando Henrique Cardoso porque o PSDB não perdeu as eleições devido a erros primários na campanha. Perdeu porque não tinha um candidato carismático capaz de canalizar a revolta popular (Que na verdade não existia então se deveria dizer que não foi capaz de criar uma revolta popular) contra o PT e contra a candidata de Lula Dilma Rousseff. E os erros não foram de responsabilidade exclusiva de José Serra. É bem verdade que José Serra não é um candidato carismático. Só que se ele reconhecesse isso e abrisse mão da candidatura dele, a quem o PSDB apelaria?
José Serra fez o que ele podia fazer em campanha, não fez nada mais do que isso. Ele não tinha como ganhar a eleição para o PSDB e nem o PSDB tinha quem o substituísse a altura.
Eu não precisava estender tanto para mostrar que mesmo assumindo uma postura crítica exagerada de José Serra, a análise de Luis Nassif não fugia muito do que constava do post de Ricardo Noblat, mas pareceu-me útil apresentar essa relação de posts relativos a José Serra como também mostrar como foi em um crescendo a crítica a José Serra em que se chega ao ponto em não se ter argumentos reais para manter a crítica, sendo necessário inventar fatos que pudessem dar consistência à crítica.
Pelo que eu tenho exposto, reconheço que o meu primeiro comentário era suficiente para evidenciar que o post "De novo, Serra!" de Ricardo Noblat estava dentro da margem de análise possível e realística de José Serra. Ainda assim, não me custa estender um pouco mais, pois além de mais posts críticos a José Serra há também o imbróglio do lançamento de José Serra como candidato a prefeito de São Paulo que acaba por criar uma inflexão na avaliação da capacidade de sobrevivência de José Serra. Então, fecho esse comentário agora para prosseguir com essa discussão em um próximo comentário.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 25/02/2012
Parte IV
AleXandre (segunda-feira, 20/02/2012 às 11:23),
A Parte III desta sequência de quatro comentários foi enviada equivocadamente para o comentário seu de segunda-feira, 20/02/2012 às 13:46 e assim ficou fora da sequência.
Considero então que mesmo Luis Nassif excedendo nas críticas a José Serra, ele não consegue tirar méritos do ex-governador. No entanto, a crítica de Luis Nassif foi tão longe que quando José Serra força passagem e reúne forças para mostrar visibilidade e presença na política paulista, em uma ação simples que requer só um tanto de força política e um pouco de espírito de aventura e o reconhecimento da fraqueza política do partido que não teria capacidade de manter a idéia das prévias, a ação de José Serra pega a todos desprevenidos.
No post de Ricardo Noblat, "De novo, Serra!", tanto há a valorização de José Serra por se tornar uma bandeira do partido, ou melhor, por continuar sendo a grande esperança branca do partido, como há a crítica pela falta de respeito que ele demonstra pelos companheiros ao solapar o processo de prévias.
José Serra conhece o seu partido. E por que ele deveria ser solidário com os partidários, se, a começar de Fernando Henrique Cardoso, não há entre eles nenhuma solidariedade. Na verdade o PSDB cresceu com base na impostura, na contrafação. Fundou-se como um partido ético para combater o fisiologismo. A cúpula do partido sabia que a ética não pode ser fio condutor da atividade de representação. Conhecia o funcionamento da democracia americana para saber que o fisiologismo é essencial à democracia representativa moderna.
Mais à frente o partido participou do plebiscito pelo parlamentarismo ostentando uma empáfia da sapiência que a tudo queria ensinar aos brasileiros e assim explicava a superioridade do parlamentarismo sobre o presidencialismo: “No parlamentarismo governo bom fica, governo ruim sai”. Diziam essa impostura com uma impostação ostensiva da soberbia sem nenhum respeito à vontade popular. Ora, eles defendem o parlamento porque supõem que o parlamento, como a Europa está demonstrando, é o melhor forma de afastar a população da decisão política. Defendem o parlamentarismo para evitar que um Lula, um Chaves, um Evo Morales sejam eleitos para um posto com poder efetivo. Defendem o parlamentarismo por reconhecerem que não há nenhuma garantia de se evitar que o pior possa ser escolhido em uma eleição com a participação de todos os eleitores. E não se pode esquecer que alguns anos depois do plebiscito do presidencialismo, parlamentarismo, república e monarquia, o PSDB ressuscitou o bordão "governo bom fica, governo ruim sai" para apoiar a emenda da reeleição presidencial e para reeleger o presidente Fernando Henrique Cardoso.
Combateram a inflação com o falso argumento de que a inflação é o mais injusto dos tributos. Não se preocuparam em deflagrar um plano que iria elevar a dívida do país às alturas, torná-la uma dívida de curto prazo com reflexos até hoje na taxa de inflação e de juros e elevar o câmbio produzindo estrangulamentos periódicos no Balanço de Pagamentos apenas para eleger um político que não fora na juventude sequer presidente de um grêmio recreativo presidente do Brasil.
É contra esse partido que José Serra teria que se posicionar para não deixar que o poder escorregasse da mão dele. Se José Serra participou de toda essa enganação para com o povo, que escrúpulo ele deveria ter em ir contra o partido? Penso que foi essa análise em que se avalia de um lado a fraqueza do partido e do outro lado a necessidade de estar próximo do poder que levou José Serra a dar esta que pode ser a última cartada dele.
Assim termino por relacionar mais alguns posts que mostram a forma não muito lógica em que se analisa a posição de José Serra na política brasileira, mas que mesmo assim deixa transparecer uma ou outra qualidade de José Serra e que nesse sentido as análises de Luis Nassif sobre José Serra não difere muito do que disse Ricardo Noblat no post "De novo, Serra!".
Depois do livro “A privataria tucana”, depois das pesquisas acusando grande índice de rejeição do político José Serra e depois do surgimento da possível rivalidade entre Fernando Henrique Cardoso e José Serra, haveria informação suficiente para Luis Nassif dar a carreira de José Serra por encerrada e então ele publica o post “FHC se livra do carma Serra” de terça-feira, 31/01/2012 às 08:00 na Coluna Econômica dele daquele dia, 31/01/2012 e que pode ser vista no seguinte endereço:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/fhc-se-livra-do-carma-serra
Vale ler todo o post, mas penso que a avaliação que Luis Nassif faz do relacionamento Fernando Henrique Cardoso e José Serra não é justo com ninguém, nem com José Serra, nem com Fernando Henrique Cardoso, nem com Dona Ruth que segundo Luis Nassif é quem dava apoio a José Serra, nem com o próprio Luis Nassif que acaba se desmerecendo com a análise depreciativa que ele faz de José Serra de quem um dia, ali no início da década de 90, ele disse tratar da pessoa mais bem preparada para ser presidente do Brasil.
Naquele tempo, eu considerava aquela avaliação de Luis Nassif exagerada. Hoje eu a considero menos exagerada, mas continuo não considerando José Serra um bom candidato para o Brasil. Não o considero um bom candidato por várias razões. Avalio que ele põe a defesa do interesse de São Paulo acima do interesse do Brasil. Em duas oportunidades em que ele pode mais cuidar do interesse do Brasil, ele privilegiou o interesse de São Paulo. Foi assim, por exemplo, quando ele foi ministro da Saúde e favoreceu os interesses das grandes empresas farmacêuticas do Brasil e que se localizam em São Paulo ao bancar com dinheiro público a propaganda de remédios genéricos (Sem esquecer que propaganda de remédio só cria hipocondríacos e favorece o aumento de resistência dos germes à medicação). E foi assim também quando na Constituinte ele ficou do lado do interesse de São Paulo tanto no estabelecimento da alíquota zero interestadual de combustível e energia elétrica como na questão da alíquota interestadual em que se poderia ter um caráter mais distributivo se em vez de alíquota diferenciada fosse criado um fundo para distribuir para os estados mais pobres.
Penso também que o vínculo dele com o PSDB fez dele um político muito próximo do ideal de um político, no sentido que um político não pode ter o escrúpulo na sua função de representante de determinado interesse, mas ao mesmo tempo não só pela empáfia vaidosa da pretensão à sapiência como pela presunção arrogante da soberbia autoritária que acomete sobremaneira a cúpula tucana, considero que a propensão a mentir do pessoal do PSDB sobrepõe a qualquer motivo que eu tivesse para permitir votar em qualquer candidato tucano.
Para mim o político pode mentir. Faz parte da regra do jogo a possibilidade do político mentir. É, entretanto, necessário que eu não saiba que o político mente para que eu o possa apoiar. Se eu sei que o político mente, eu levo a ferro e fogo a máxima de Montaigne para quem o crime da mentira seria o que mais mereceria ser castigado.
A cantilena de Luis Nassif contra José Serra, soando mais como uma catilinária chega a uma encruzilhada. Redobra-se a percepção de que não há alternativa para o PSDB. É disso que trata o post “Serra chama Aécio de "balão meio murcho"” de quinta-feira, 09/02/2012 às 17:28 aqui no blog de Luis Nassif com chamada de Cláudio Freire para destaque no UOL:2 de matéria do Congresso em Foco intitulada “José Serra vê Aécio como "balão com pouco gás"” e de autoria de Rudolfo Lago e publicada em 09/02/2012 às 07:00. O post “Serra chama Aécio de "balão meio murcho"” pode ser visto no seguinte endereço:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/serra-chama-aecio-de-balao-meio-murcho
Aécio Neves, como diz José Serra, é um político fraco e como eu insisto que não tem a força do estado de São Paulo para o apoiar. A força política de São Paulo é decorrente da pujança da economia paulista e do tamanho da população do estado. Só resta ao PSDB ou encontrar um substituto para Aécio Neves ou apelar para José Serra.
Luis Nassif então ressuscita um post de quase um ano, com um título parecido. Antes era “Anastásia, o pássaro azul da oposição” de sexta-feira, 20/05/2011 às 09:00, mencionado no primeiro comentário. Agora o título do post é “O pássaro azul do PSDB” de sexta-feira,, 10/02/2012 às 15:20 e que pode ser visto no seguinte endereço.
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-passaro-azul-do-psdb
A base para Luis Nassif escolher A. Augusto Junho A. como o pássaro azul do PSDB é a crença dele de que “a bandeira da gestão será a mais relevante para as próximas eleições”. E há também a crença dele de que "Além de ser um gestor do calibre de Dilma, Anastasia é muito articulado, está em linha com os princípios mais modernos de gestão pública, sabe discorrer com notável didatismo sobre os pontos relevantes em educação, saúde, segurança”.
Apesar de eu ter sempre comentado sobre A. Augusto Junho A. chamando-o de gênio (Fazendo a ressalva de que gênio para mim é o prêmio Nobel que volta do trabalho de pesquisa esquecendo a chave da casa no trabalho enquanto o filho assiste um programa predileto na televisão quando é interrompido para informar que o pai acabou de ser laureado com o prêmio Nobel, e já aborrecido pela interrupção é interrompido de novo com a campainha da casa e quando vai atender verifica que é o pai que esqueceu a chave e pensa lá com os seus botões: o que a humanidade vê nesse pobre coitado) penso que não só Luis Nassif o superestima como também dá muito destaque em uma campanha eleitoral a matéria que fica mais para uma discussão do sub do sub do sub, não reconhecendo que não há exemplo de país onde a bandeira da gestão tenha se tornado o elemento balizador da disputa.
Assim, escudado na ausência de liderança carismática no PSDB, ancorado na população paulista que sozinha corresponde a mais de 20% da população brasileira e provavelmente contando com o apoio das maiores fortunas do país que se encontram sob o agasalho da Fiesp, José Serra, que em 1996 não conseguiu ir para o segundo turno em uma eleição para prefeito de São Paulo, com Fernando Henrique Cardoso como presidente e Mário Covas como governador, vê-se hoje como a única alternativa do partido e com capacidade para se buscar posicionar em condições de destaque nas eleições de 2014. Se Dilma Rousseff estiver forte lá, ele não será candidato. Se ela estiver fraca ele se lança candidato. O melhor posto para fazer essa avaliação é o governo do município de São Paulo que deve ter o terceiro orçamento entre os entes da federação. Se ele perder ele provavelmente acaba eleitoralmente (Podendo ser que não acabe se o governo de Dilma Rousseff se tornar um fracasso, caso em que ele se vai apresentar como o salvador da pátria). E se ganhar, ele não precisa se candidatar em 2012, se o governo de Dilma Rousseff estiver fazendo sucesso e, ganhando a eleição na prefeitura, mas se o governo de Dilma Rousseff for um fracasso, ele apresenta como justificativa para abandonar a prefeitura de São Paulo, a necessidade de salvar o Brasil.
Diante disso ele reavalia candidatar-se a prefeitura de São Paulo. Daí Luis Nassif publicar o post “Serra reavalia candidatura” de terça-feira, 14/02/2012 às 09:35 com matéria da Folha de S. Paulo intitulada “Serra negocia com tucanos condições para ser candidato” e de autoria de Vera Magalhães e de Daniela Lima. O endereço do post “Serra reavalia candidatura” é:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/serra-reavalia-candidatura
É uma candidatura um tanto atabalhoada, pois ceifa uma das principais bandeiras do PSDB nesta campanha que seria uma consulta às bases. E há o risco de ele perder. De todo modo para quem era dado como morto, a reação teve efeito muito além do que se imaginava. Não só a reação dele transforma a aliança de Gilberto Kassab com o PT como letra morta, como ela favorece Gilberto Kassab diante de um PT dividido, além de colocar José Serra na arena política na condição de protagonista. Embora os méritos fossem dados a Gilberto Kassab, houve também um tanto de articulação de José Serra para tentar entrar no cenário das eleições novamente. A ausência de José Serra na análise de Jorge Vianna é o que se pode recriminar na entrevista dele transcrita no post “A estratégia de Kassab, segundo o senador Jorge Viana” de quinta-feira, 16/02/2012 às 15:25 em chamada de Daniel Miyagi para a matéria no jornal O Estado de S. Paulo intitulada “Kassab deu um baile político no PT e no PSDB, diz senador petista” com a entrevista de Jorge Viana a Vera Rosa do jornal O Estado de S. Paulo. O endereço do post “A estratégia de Kassab, segundo o senador Jorge Viana” é:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-estrategia-de-kassab-segundo-o-senador-jorge-viana
O problema na análise de Jorge Viana foi não ter dado o devido destaque a estratégia política de José Serra que se candidatar, no pior dos mundos, pelo menos se manterá com vida até a eleição de outubro de 2012, e em qualquer outro cenário é força política decisória até 2018.
E há ainda um post novo no pedaço. Trata-se do post “O amor de perdição do PSDB” de terça-feira, 21/02/2012 às 00:54, com reprodução de matéria do Blog do Josias intitulada “Vaivém de Serra irrita a cúpula do PSDB federal” em que apesar de crítico a José Serra, Josias de Souza faz muitas referências às avaliação que políticos do PSDB fazem em que José Serra aparece como o melhor candidato do PSDB. O endereço do post "O amor de perdição do PSDB" é:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-amor-de-perdicao-do-psdb
É isso, penso que a avaliação ruim que Luis Nassif tem feito de José Serra acabou contaminando a maioria dos blogueiros. José Serra não é a sumidade que um dia Luis Nassif pensou. E não é a campanha que ele fez em 2012 a responsável pela derrota dele. E não é porque ele fez uma campanha de baixo nível que se pode avaliar o que ele realmente representa. No mundo todo, a campanha eleitoral é de baixo nível. Aliás, uma característica do grau de democracia de um país é o nível da campanha. Os Estados Unidos uma das democracias mais avançadas do mundo principalmente no quesito de liberdade é onde o nível de campanha é mais baixo.
O problema do baixo nível de campanha é para o derrotado se se mostrar que as acusações que ele fez contra o adversário não são verdadeiras, pois ai quem passa a não ser acreditado é o acusador.
É visível que Luis Nassif tem sido excessivamente crítico de José Sarney. Só que para falar de José Serra há que se falar de muitas coisas em que ao mesmo tempo em que há uma falha de José Serra que se pode salientar há também um valor que é difícil esconder. Assim em todos esses posts que foram abordados e há muitos outros do mesmo quilate que por falta de tempo foram omitidos é perceptível uma ou outra qualidade de José Serra o que faz os posts de Luis Nassif mostrarem facetas de José Serra não muito diferentes daquelas que no post "De novo, Serra!" Ricardo Noblat também apresenta.
Clever Mendes de Oliveira
BH, 24/02/2012
E o "Titanic" vai afundando...
Nossa, parece enredo de James Bond...
Se o FHC soltar um pum, vão dizer que é para repelir o Serra...
Essa autofagia no PSDB está virando chacota. A insistência do Serra na manutenção de seus projetos pessoais está acima de qualquer lógica. Seria esse caos resultante de alguma avaliação estratégica quanto às repercusões futuras da Privataria Tucana, ou é só caciquismo e egocentria?
Gilson Garcia
Ah...Nassif, "Madame Bovary" é poético demais para o Coiso. hehehe
Esse ser que "só pensa naquilo" - ser presidente - não merece tanta delicadeza, não.
Está mais para um degenerado mental e moral mesmo, por tudo o que fez e continua fazendo.
Imagino o que o sustenta ainda, com alguma voz dentro do PSDB: dossiês mil sobre seus "amigos" dentro e fora do partido.
É uma lástima ter essa figura rondando pela política e nem quero imaginar quanto mal ele ainda pode causar.
Enfim, eles que se arrumem com a criatura. Quem pariu Mateus, que o embale.
Madame Bovary do PSDB? KKKKKKKKKKKKKKK
FHC, Serra, Matarazzo, .... tudo a mesma porcaria ! Provavelmente serão desalojados do poder em São Paulo, saindo pela porta dos fundos e carregando suas velhas malas cheias de erros administrativos, corrupção e vaidades...
Passei hoje pelo fedorento rio Pinheiros, que teve o projeto de flotação que limparia suas águas abortado pela vaidade desses imbecis, só porque era patrocinado pela Petrobras, e fiquei com a sensação de que eles logo irão embora, ... junto com o resto do esgoto...
Sai Mary Jane Corner, entra Maria Joana.
Voto distrital de merda, vai sumindo do Brasil, e leve seus "religiosos" e espioes mediaticos porque o Brasil nao eh casa da sua sogra.
Sugiro que a tucanada resolva suas diferenças no octógono do MMA, ao vivo e a cores para todo o Brasil. Seria a única vez que eu pagaria para ver algum evento desses na TV.
Domenico Amaral
Uma coisa que sempre me pergunto é: por que o governador de São Paulo, seja ele quem for, sempre se sente no direito natural de ser candidato a presidente do Brasil? Por que outros governadores de outras federações não se candidatam. E quando não é São Paulo, é Minas. Será que o cenário político todo, governo e oposição, se resume a esses dois estados?
Taí mais um bom apelido para o sujeito. Já temos "O Coiso", "Almirante do Tietê", "Mussolini da Mooca", "Zé Bolinha" e, agora, "Madame Bovary". Embora o enredo de Madame Bovary seja relativamente simples, o personagem de Emma possui inúmeros detalhes que lhe dão uma complexidade tal que, usar seu nome para se referir ao Mussolini da Mooca, dá margem a várias interpretações. A mais óbvia seria a infidelidade adúltera, usada para satisfazer seu imenso desejo de poder nunca alcançado em sua plenitude. Mas há outras características comum aos dois personagens, o fracasso e a insatisfação, o desespero por não conseguirem satisfazer seus desejos, os caprichos e chiliques histéricos. O título não poderia ser melhor.
O psdb é o Costa Concordia, inclinado e lentamente deslizando para o abismo.
Recupera-se este escombro aos pedaços.
É evidente que este pessoal não tinha algum projeto de Pais. Se cultos fossem teriam consultado o livro de Tommasi di Lampedusa, Il Gattopardo em que se afirma que: "Bisogna cambiare per non cambiare".
Agora a única renovação que eu vi no psdb foram aqueles jovens de MG ostentando chapeus novos e iguais, para recomeço é o bastante somente para bloco de carnaval.
FHC!, nem para recados o sinistro Graeff mentor da campanha de esgoto das ultimas eleições presta!
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