Falta uma política bancária ao país

Coluna Econômica - 02/02/2012

Ex-economista chefe da Febraban (Federação de Bancos do Brasil), Roberto Troster escreveu para o jornal Valor Econômico provavelmente o mais importante artigo sobre política monetária.

O título é "A "Copomização" do debate do sistema bancário" e se refere ao hábito entranhado de se discutir a política monetária somente através da taxa Selic (a taxa referencial de juros do Banco Central) sem analisar a ponta, isto é, a maneira como a taxa impacta a economia real.

A taxa Selic é mero instrumento para o BC atuar sobe o mercado de crédito. Ela é eficaz ou não dependendo da maneira como impacta o mercado. Sem essa análise, a taxa Selic torna-se quase uma abstração.

Constata Troster que uma Selic a 9% ou a 12% não faz a menor diferença para o tomador de empréstimo.

A consequência é que, apesar dos lucros enormes do sistema financeiro, "a oferta de crédito apresenta níveis de instabilidade e ineficiência incompatíveis com a sofisticação dos bancos", diz ele. Em 2011, as taxas médias de crédito variaram mais de 20% entre as diversas instituições. Há uma medida de eficiência de um sistema bancário: a diferença entre as taxas de captação e de aplicação. No último Förum Econômico Mundial, de Davos, essa diferença superou 300%, em alguns casos, tornando o sistema bancário brasileiro o segundo mais ineficiente do mundo, superado apenas  pelo Zimbábue.

Disso resulta uma série de consequências:

1. Mesmo com o recorde de desemprego baixo, a inadimplência brasileira é mais que o dobro da média mundial.

2. Apesar dos avanços da bancarização, a demanda por crédito está diminuindo. Segundo pesquisa do IPEA, o número de famílias sem nenhuma dívida aumentou para 56%. Na mesma sondagem, mostra que 36% dos endiividados não teriam como saldar suas dívidas.

3. Levantamentos do Sebrae mostram que 71% das pequenas e médias empresas não recorrem a empréstimos bancários.

4. Apesar de bancos sólidos e bem geridos, a relação crédito/PIB é parecida com a da Bolívia. PElas projeções atuais, levará dez anos para alcançar a do Chile.

O banqueiro brasileiro não é diferente de outros países, argumenta Troster. O problema está na redução do debate às reuniões do Copom. "Enquanto a taxa Selic, centro das atenções, aumentou 0,25% em 2011 e foi manchete em cada alteração, a de crédito pessoal (excluído o consignado) se elevou 11,40% (quarenta e cinco vezes mais!), e não foi notícia. Há taxas médias para pessoa jurídica que são mais de dez vezes maiores que a Selic. Para pessoa física, mais de 15 e há também financiamentos para o tomador final que estão a mais de trinta".

O BC precisa avançar além da Selic. "Falta ao país uma política bancária que trate do custo do crédito, da cunha tributária, da transparência, da proteção ao consumidor bancário, do direcionamento de recursos, do desempenho dos bancos públicos, da estabilidade da oferta, dos compulsórios, do processo de precificação, da concorrência, do financiamento de longo prazo" diz ele.

"O crédito é a ponte entre o presente e o futuro e necessita de uma política consistente que alinhe interesses privados com sociais (...)  Não são objetivos incompatíveis, pelo contrário. É possível, há uma janela de oportunidade e o governo quer fazer acontecer", conclui ele.

Nenhum voto
38 comentários
imagem de Hamilton
Hamilton

"Constata Troster que uma Selic a 9% ou a 12% não faz a menor diferença para o tomador de empréstimo."

 

Hamilton

 
imagem de Luiz Vieira
Luiz Vieira

Para o grande tomador, o GF, faz muita diferença.

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-reducao-da-selic-e-o-balanco-dos-banc

 
 
imagem de DanielQuireza
DanielQuireza

Na parte de crédito a selic não faz muita diferença mesmo.

A selic atua é na demanda de investimentos...

 

@DanielQuireza

 
imagem de André LB
André LB

  Verdade, acabam sendo coisas bem diferentes nas consequências. O interessante é que, mais uma vez, desmascara-se a suposta utilidade da SELIC no combate à inflação. Acaba servindo mais é como desestimulador de investimentos - além de concentrador de riqueza, bastando ver o orçamento da União.


  Estou errado em ver dessa forma? SELIC = grande impacto negativo de orçamento + redutor indireto de inflação (por meio da atividade econômica), enquanto Medidas Prudenciais (IOF, compulsório, etc) = pequeno impacto negativo no orçamento (desde que queda na arrecadação > ganho na tributação) + redutor direto de inflação (efeitos sentidos mais rapidamente).


  SELIC alta - ainda mais se compararmos ao resto do mundo - é escolha POLÍTICA, não econômica.

 
 
imagem de Clever Mendes de Oliveira
Clever Mendes de Oliveira

André LB (quinta-feira, 02/02/2012 às 11:03),


Segundo você:


"O interessante é que, mais uma vez, desmascara-se a suposta utilidade da SELIC no combate à inflação".


Acho que você exagerou na sua conclusão do texto de Roberto Luis Troster.  Não vi nenhuma passagem no texto dele em que ele diz que a Selic não tenha efeito no combate à inflação.


O artigo de Roberto Luis Troster "A "Copomização" do debate do sistema bancário" foi publicado quarta-feira, 01/02/2012, e saiu na página A12 do Valor Econômico. O endereço do artigo no Valor Econômico é:


http://www.valor.com.br/opiniao/2512998/copomizacao-do-debate-do-sistema-bancario


Infelizmente o acesso ao artigo completo é só para assinantes, assim deixo também o link para o artigo no Clipping do Planejamento que infelizmente apaga-se depois de certo tempo (Não consigo obter clippings antigos):


http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/2/1/a-copomizacao-do-debate-do-sistema-bancario


É verdade que a selic alta é escolha política e não econômica. É, entretanto, escolha política exatamente porque tem efeito na inflação que é um problema político e não econômico.


Clever Mendes de Oliveira


BH, 02/02/2012

 
 
imagem de Clever Mendes de Oliveira
Clever Mendes de Oliveira

DanielQuireza (quinta-feira, 02/02/2012 às 08:35),


Certamente a selic atua na demanda de investimentos, o que é ruim no que diz respeito ao investimento como instrumento de crescimento, mas que é bom para efeito de combate à inflação no que diz respeito à redução da demanda uma vez que investimento é demanda.


Agora não é só na demanda de investimento que a selic atua (E aqui a atuação não é completa na medida que há os créditos do BNDES que nem sempre se alinham imediatamente com a selic). A selic atua também na oferta, pois na indústria e no parque agropecuário, ela provoca a desova de estoque. E evidente que há outros pontos de atuação da selic, pois sempre que ela sobe, apesar de alguma defasagem, há redução na taxa de crescimento do PIB. Quando o país cresce aumenta a geração de emprego e como conseqüência surge, numa situação próxima ao pleno emprego, pressões inflacionistas.


Penso que Luis Nassif aproveitou o artigo de Roberto Luis Trpster para fazer uma crítica à selic como se a crítica fosse de Roberto Luis Troster. Veja a diferença do resumo de Luis Nassif sobre o significado de "Copomização" e o que Roberto Luis Troster apresenta como o que ele quis dizer com o termo. Segundo Luis Nassif:


"A "Copomização" do debate do sistema bancário . . . se refere ao hábito entranhado de se discutir a política monetária somente através da taxa Selic . . . sem analisar a ponta, isto é, a maneira como a taxa impacta a economia real".


Agora transcrevo o trecho em que Roberto Luis Troster explica o que ele entende por "Copomização". Diz ele:


""Copomização" . . . [que significa que o] debate bancário . . . está focado nas reuniões do Copom que determinam a Selic . . . que deve baixar . . . [mas que] não é a única, nem é o que mais atrapalha o desenvolvimento do país".


O artigo de Roberto Luis Troster é muito bom, principalmente na primeira parte onde ele é bastante informativo, mas em seguida ele fica sem conseguir chegar exatamente para onde ele queria ir. De todo modo, ainda que bom, não sei se ele poderia ser tratado como "provavelmente o mais importante artigo sobre política monetária", como o considerou Luis Nassif.


Clever Mendes de Oliveira


BH, 02/02/2012

 
 
imagem de Mana Coelho
Mana Coelho

Concordo inteiramente. 

 

Mana Coelho

 
imagem de João L.
João L.

 Historicamente , não precisa ser doutor, verifica-se  que as altas taxas de juros para o crédito no Brasil independem do " sobe e desce" da Selic .Isto é fato. Como solucionar e explicar o motivo de não termos, para o consumidor ou pequenas e médias empresas taxas civilizadas, eu não tenho a menor idéia. A  Selic é o referencial da divisão das classes  econômicas no Brasil:

- Rentistas e grandes tomadores de crédito; Selic é o referencial

- RESTO da população: o referencial é o limite do céu

 
 
imagem de Clever Mendes de Oliveira
Clever Mendes de Oliveira

João L (quinta-feira, 02/02/2012 às 08:48),


Concordo inteiramente com o seu comentário e ressalto o trecho que reproduzo a seguir:


"Como solucionar e explicar o motivo de não termos, para o consumidor ou pequenas e médias empresas taxas civilizadas, eu não tenho a menor idéia".


Não sou economistas, mas creio que eles, principalmente, deveriam assumir essa sua reflexão. Parece um passo simples, mas que requer muita humildade o que dificilmente eles são possuidores.


Clever Mendes de Oliveira


BH, 02/02/2012

 
 
imagem de kleber
kleber

A selic não faz a menor diferença mesmo para o tomador do crédito no varejo, ai está mais uma prova de como manter a selic nas alturas é na verdade uma grande CRIME...

Mesmo os bancos "ditos" públicos cobram taxas escorchantes para o crédito e quando tem alguma linha com juros melhores ou são direcionadas para cliesntes "especiais" ou enfiam alguns produtos "opcionais" como seguros, previdência...

Mas ninguém do Governo leva a questão a sério, ninguém... não somente do atual Governo, desde sempre os Governos brasileiros são tutelados pelo setor financeiro... infelizmente não se vê nenhuma perspectiva de mudança ... 

 
 
imagem de Alberto Porem Jr.
Alberto Porem Jr.

Falta vergonha na cara dos banqueiros e do governantes deste país.

 

O conhecimento é o mais precioso dos tesouros porque jamais pode ser dado, nem roubado, nem consumido

 
imagem de Túlio Carvalho
Túlio Carvalho

Vocês sugerem regulação das linhas de financiamento, indexando os juros na ponta com algum referência (interbancária)? Isto, a regulação, existe em algum outro país, ou é fruto da história deles?

 
 
imagem de A. Alvaro Guedes
A. Alvaro Guedes

".....a de crédito pessoal (excluído o consignado) se elevou 11,40% (quarenta e cinco vezes mais!), e não foi notícia. Há taxas médias para pessoa jurídica que são mais de dez vezes maiores que a Selic. Para pessoa física, mais de 15 e há também financiamentos para o tomador final que estão a mais de trinta".

aí o tomador final paga....paga... paga.... paga.... N x  e continua devendo cada vez mais, aí não paga.... não paga.... não paga.... aí vai prá serasa e spc e se exclue do mercado consumidor. Aí os bancos para compensarem a inadimplência não podem diminuir seus enormes lucros e não querem riscos, aumentam os juros e os serviços para.... compensarem a inadimplência....aí os consumidores que ainda não são inadimplentes, estimulados por um crédito fácil, mas caro, compra para rodar a economia e manterem seus empregos.....paga... paga.... paga.... N x  e continua devendo cada vez mais. Aí é a bolha. Aí perdem seus empregos e seus bens que nunca foram seus. Aí os bancos (não os banqueiros) quebram ou ameaçam quebrarem. Aí para evitar o "risco sistêmico" o governo dá dinheiro aos bancos. Aí o governo (nos, o povo) quebra. Aí os ricos (de verdade), os 1%, ficam mais ricos e nos os 99% tomamos duas vezes na tarraqueta.

 
 
imagem de Gilson Raslan
Gilson Raslan

Na mosca, A.Álvaro.

É aquela história da propaganda de um macarrão: "o macarrão X vende mais porque é fesquinho ou é fesquinho porque vende mais."

Assim são os bancos: os tomadores de empréstimos bancários não honram seus compromissos porque os juros são altos ou os juros são altos porque os tomadores não honram seus compromissos.

 
 
imagem de Ninguém
Ninguém

It's the spread, stupid!

 

Alô, Verônica Serra, na hora de processar deus e o mundo, não se esqueça de mim. Também estou divulgando o livro do Amaury aos quatro ventos. Leiam A Privataria Tucana!

 
imagem de Anderson Santos
Anderson Santos

Semana passada recebi uma carta do banco avisando que eu tinha um emprestimo pre-aprovado, bastando ir no caixa eletronico e fazer o saque se desejasse.

Ate ai, tudo bem. O detalhe indecoroso: taxas "a partir de" 5% ao mes.

Eu nao escrevi errado: 5% AO MES !!!

No cartao de credito, ja vi taxas de 10% ao MES !

Nem pensar em pegar um emprestimo/credito rotativo com estes juros.

 
 
imagem de R Godinho
R Godinho

A CEF é um banco público. O governo poderia, se quizesse de fato mexer nesse vespeiro, fazer algo bem simples: os juros ao consumidor, na CEF, não excederiam a SELIC mais um pequeno acréscimo (algo como 50% da própria SELIC). Ninguém precisaria ter conta lá pra poder tomar um empréstimo ou fazer um financiamento: bastaria preencher uma proposta, que, se aprovada, geraria um cartão semelhante ao cartão de crédito. No ato do pagamento, o consumidor especificaria o número de parcelas em que pretende pagar, e receberia o boleto mensal, como um cartão de crédito.

Qualquer eventual prejuízo seria coberto por algum tipo de fundo criado para essa finalidade.

Simples. Mas quem quer simplifica as coisas?

 
 
imagem de Vladimir
Vladimir

      Este Troster,arroz de festa, em se tratando da velha mídia, repete aquilo que já foi constatado por todos: A diferença abissal entre o custo do crédito para os bancos e para os tomadores de crédito em geral. No entanto,e ele bem sabe disso,boa parte deste custo refere-se,entre outras coisas,a insegurança jurídica,ponto em que os banqueiros,sabe-se lá porquê,insistem em não usar seu poderio para altera (preferem bancar um regabofe da juizada amalucada em Comandatuba,uma vez por ano).

      Em nome desta insegurança jurídica reduz-se o número de tomadores de crédito já que a taxa é alta e as exigências dos bancos acabam não compensando. Como são "poucos" os tomadores de crédito,a taxa de juros acaba sendo elevada para manter a rentabilidade dos bancos.

       É importante frisar que a rentabilidade do setor bancário é absolutamente compátivel com todas as demais empresas de porte grande,inclusive perdendo para muitas delas.

        O custo do crédito é,assim,uma consequência de fatores e a insegurança jurídica atua de forma decisiva neste custo.

 
 
imagem de Ana Cruzzeli
Ana Cruzzeli

Tenho preocupação na taxa de juros em duas situações:

-Financiamento de pessoa juridica para a produção de bens, e serviços também

-Financiamento de pessoa fisica para bens de alto valor agregado como casa, carro.

Eu acho que os financiamentos de carro são extorcivos,  aviltantes. No final do financiamento você pode até comprar outro carro zerinho e seu ficou depreciado. Com relação a casa propria, eu acho que a Caixa está ajeitando isso, com juros mais baixos, mas acho que aí pode até encolher mais um pouquinho, sei lá.

 

Eu peguei emprestimo direto do GDF para uma obra num comercio na Feira de Samambaia. Eu confesso que me arrependi. Primeiro por erro meu, não tinha qualquer experiencia nessa atividade e meu salário enquanto funcionária publica é que bancou o emprestimo, o que eu lucrei nas vendas só pagava a renovação nos estoques.

Hoje estou fazendo completamente diferente. Junto o dinheiro e compro a vista com desconto, entrar em emprestimo, nunca mais. Se tiver que trocar meu carro será a vista, o que tenho hoje já tem 7anos e está bonzinho demais da conta, acho que vai aguentar numa boa mais uns 10 anos.

 

Agora não dá para olhar os juros sem observar outras variáveis...

 

Eu acho Nassif, que muita gente que fala do cambio não percebe o que a Dilma vem fazendo. Eu sou professora de ciencias da natureza em escola de 2o grau da rede publica, nas horas de folga é que desenvolvo meus projetos de geração de renda na minha comunidade em Samambaia.

Faço trabalhos de artesanato e confecção de roupas. Aí que entra o custo. A produção brasileira  de  tecidos deve ser encrementada, não adianta o cambio nessa questão. Tem muito consumidor de tecido e a industria nacional olha para fora e se esquece dessa demanda reprimida.

-Por que exportar tecidos, se podemos exportar roupas? Mas para isso devemos deixar de importar tecidos e me desculpem o cambio nesse caso não afeta, pois na pior das coisas você pode canalizar a produção para dentro. A roupas vem baratas da China, então devemos discutir por estão caras aqui na produção interna, ver a questão salarial, mas também de custo agregado em cascata. Os tributos na produção vão cair devemos olhar outros custos também.

E não é so na área textil que o problema existe, na siderurgia também. A produção de aço para produzir máquinas é que  onera o preço das maquinas produzida aqui. Tem uma demanda reprimida para o consumo de máquinas no Brasil.

- Por que exportar minério de ferro e  não deixar grande parte aqui e produzir aço aqui mesmo e a industria de maquinas leves e pesadas vai incrementar a partir disso?

Quando se analisa essa mecanica toda não dá para não ter ÓDIO do Fernando Henrique Cardoso e sua privatização da Vale e CSN. A Vale está entrando no rumo mas a CSN  está deixando a desejar. Gostaria e muito que o presidente da CSN fizesse como a PETROBRAS e começasse a incrementar seus produtos secundários e até terciários. Mas não nutro esperança, o cara lá é muito, mas muito bitolado, muito incompetente, logo minha esperança está na Vale.Temos que ter uma Vale-siderurgica, uma Vale-metalurgica e assim por diante e vamos mandar a CSN para aquele lugar que ela merece.

Não dá para pensar no custo final da produção sem pensar nas máquinas que diminuem esse custo e máquina precisa de minério de todo o tipo e o principal é o ferro. 

 

Se resolvermos essa mecanica resolveremos uma série de problemas entre eles o custo final para o consumidor final e as micro-empresas tipo ASSOCIAÇÕES e COOPERATIVAS dão jeito no resto.

Dilma está entendendo essa mecânica no caso da industria Textil,  nós que mexemos com essa matéria-prima estamos muito otimistas com essa visão. Aqui em Samambaia/DF o que tem de industria de quintal nascendo e se desenvolvendo é uma coisa de louco. Quem acha que Brasilia é só serviço burocrativo publico, está redondamente enganado. Temos tres polos de industrias: Taguatinga, Ceilandia e agora Samambaia. Eu por exemplo já comprei um lote  nessa ultima e quero daqui há uns 3 ou 5 anos me identificar como empresária de uma cooperativa de transformação , ou algo parecido e vou mexer com lixo ( reciclado) também, ou coisa do genero.

O ministro da industria e comercio já deu uma boa olhada no problema, parece que identicou o gargalo, agora só falta alagar o pecoço do ganço, que o resto a gente cuida.

 

 
 
imagem de W K
W K

Sugiro a Você procurar o SEBRAE que tem uma série de cursos interessantíssimos para os seus projetos. Um deles, que é um pouco teórico, eu lhe recomendo: Formação de Custo e Preço.

Depois que Você entendeu o que o curso apresenta, mais especificamente a relação entre compras de materias primas, a venda de produtos acabados, e a relação entre custos fixos e variáveis, seus projetos vão ter um ganho de qualidade impressionante que vai surpreender a Você mesma! Se não entender o curso, só resta lamentar.

Aliás, eu acho que esse curso devia ser obrigatório na oitava série do ensino fundamental, e quem não fosse aprovado nele deveria ter como castigo repetir a série anterior antes de retornar à oitava série .  Isso, mesmo: falta gravíssima passível de cartão listrado amarelo e vermelho... E quando adulto, pagar imposto de renda em dobro.

 
 
imagem de André LB
André LB

  Ana, seu comentário é... sei lá, dizer que é perfeito é banalizar, hoje em dia. Gostaria de eu mesmo tê-lo escrito. Concordo plenamente com o que disse. 

 
 
imagem de Clever Mendes de Oliveira
Clever Mendes de Oliveira

Ana Cruzzeli (quinta-feira, 02/02/2012 às 09:29),


Não é culpa sua, pois no mundo inteiro é assim. Exatamente para as duas atividades que você presta: serviços (professora) e trabalhos de artesanato e confecção de roupas (um serviço também) é que o câmbio valorizado é benéfico. Como o setor de serviço é o que mais cresce no mundo é extremamente difícil sob o aspecto político um governante bancar a desvalorização da moeda. O termo populismo cambial vem exatamente dessa circunstância: nós não conseguimos enxergar muito além do nosso mundo. E em minha opinião, para os países os piores governantes são aqueles que atendem o desejo dessa camada da população, pois ela provoca no longo prazo redução na geração de emprego, o mais importante dever de uma nação para com os seus filhos. Por isso que sempre considerei o governo de Fernando Henrique Cardoso como um governo medíocre: pelo número de postos de trabalho que o governo dele destruiu, exatamente por ter deixado o real valorizar e então ter que manter o juro elevado para que não houvesse uma maxidesvalorização e uma maxi-inflação.


Há muito tempo não tínhamos déficit comercial no mês de janeiro que em geral tem as exportações comprimidas mas mesmo assim aparece em um volume maior do que as importações. Esse mês de janeiro o déficit foi de astronômicos 1,9 bilhões de dólares. A menos que tenha ocorrido uma compra excepcional como aviões ou navios, o déficit é o maior sinal de fraqueza do país (Embora na década de 90 Paul Krugman mencionasse o déficit americano como sinal de fortaleza da economia americana).


Infelizmente não vi um post que tenha mencionado o déficit da Balança Comercial e mostrado as conseqüências dele. As pessoas preferem discutir "A privataria tucana", esquecendo que apesar dos muitos erros do processo de privatização ele causou menos prejuízo ao país do que a valorização cambial que Fernando Henrique Cardoso fez para se eleger e para passar a emenda da reeleição e para se reeleger. Se bem que no caso da discussão sobre o livro "A privataria tucana" é menos mal que se ainda o discute.


Clever Mendes de Oliveira


BH, 02/02/2012

 
 
imagem de Marcelo T. Duarte
Marcelo T. Duarte

O problema maior são as taxas de juros praticadas no mercado para empréstimos, mesmo para pessoa jurídica, torna-se inviável para qualquer empresário que queira aumentar seu negócio pegar dinheiro em qualquer instituição financeira. Este medo é geral, pois ao precificar qualquer bem, tem-se que embutir o valor do custo do dinheiro o que inviabiliza muitas vezes o lançamento de um produto considerando este custo adicional.

A partir do momento em que se pensar uma política racional para o custo do dinheiro esta proporção crédito/PIB atingirá de forma exponecial o que temos em países desenvolvidose como consequência o aumento da circulação de dinheiro e geração de riqueza.

Marcelo

 
 
imagem de Roberto São Paulo-SP 2012
Roberto São Paulo-SP 2012

Creio que a introdução do crédito consignado permitiu grandes avanços no crédito no Brasil, há outras ferramentas, como os aportes do BNDES que ajuda e muito na redução dos custos financeiros das empresas, mas a questão fundamental são os juros da Selic.

Em função dos altos juros da Selic, as instituições financeiras de tem grandes lucros,  quer na intermediação das negociações dos títulos públicos, quer na aplicação direta em títulos públicos.

Na medida em que o diferencial de juros for substancialmente reduzido, as instituições financeiras terão que buscar outras formas de garantir os lucros necessário para manter seus negócios.

O crédito certamente será uma das opções, o que proporcionará uma concorrência maior entre as instituições financeiras pela disputa dos clientes.

 

2010

 
imagem de W K
W K

Uma instituição que deveríamos ter em nosso sistema bancário é a portabilidade de empréstimos, como já existe em operadora de comunicações e em planos de saúde:

suponhemos a Sra. Fulana de Tal com débito no Banco A, onde financiou algum bem qualquer. Um belo dia, recebe do Banco B uma proposta de financiamento com uma taxa melhor do que paga ao banco A. Então ela simplesmente vai ao banco B, que liquida a posição dela no banco A, e recebe os boletos diretamente do banco B.

Se nos mês seguinte o banco C entra na roda ...

Assim se tira a acomodação dos bancos, que acham que podem acorrentar o cliente em seus domínios.

 

 
 
imagem de Roberto São Paulo-SP 2012
Roberto São Paulo-SP 2012

Portabilidade de crédito ainda é uma modalidade de negócio bancário pouco conhecida dos clientes
07/09/2011 - 15h37...Kelly Oliveira /Repórter da Agência Brasil

 

Brasília - A portabilidade de crédito ainda é pouco procurada pelos clientes bancários. Segundo o Banco Central (BC), em junho, último mês com dados disponíveis, o volume transferido de uma instituição financeira para outra ficou em R$ 247,558 milhões, enquanto o saldo de crédito do sistema financeiro alcançou R$ 1,833 trilhão. A quantidade de operações de portabilidade registrou 28.832, com valor médio de R$ 8.586,24.

Assim como é possível mudar de operadora de telefone celular, os consumidores podem também fazer a portabilidade de crédito, que é a transferência, por solicitação do cliente, da operação de financiamento de uma instituição financeira para outra, que ofereça condições melhores em relação a juros, volume ou prazo. Para fazer a portabilidade, a pessoa deve procurar a instituição financeira para onde quer transferir a dívida. Essa instituição quita o empréstimo no outro banco, depois de negociar as condições com o cliente.

O consultor do Departamento de Normas do BC Anselmo Pereira Araújo Netto, destaca que os dados sobre a quantidade de operações de portabilidade não refletem totalmente os efeitos das medidas de incentivo do governo, adotadas há cerca de cinco anos. Isso porque a possibilidade de transferir o crédito dá ao cliente poder de negociação. Segundo ele, quando o cliente vai ao banco e diz que quer transferir o crédito para outra instituição, é comum o gerente cobrir a oferta.

O diretor adjunto de Produtos e Financiamento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Ademiro Vian, entende que, apesar de não ser registrado volumes mais expressivos, a portabilidade deu ao consumidor maior poder de negociação e trouxe mais competitividade ao sistema financeiro. “Esses casos [de um banco cobrir a oferta do outro para evitar a portabilidade] são mais frequentes do que se pode imaginar no dia a dia das agências, mas isso não é registrado em lugar nenhum [em termos estatísticos]”, disse.

Mas apesar de a portabilidade estar disponível, a falta de informação faz com que os clientes deixem de buscar esse tipo de operação. “Os consumidores muitas vezes nem leem o contrato, não avaliam as condições e a educação financeira é limitada. Isso faz com que o direito não seja usado”, declarou Araújo Netto.

O especialista em finanças pessoais e professor de economia da Universidade de Brasília (UnB) Newton Marques também considera que esse tipo de operação é pouco conhecida pelos clientes. “As diferenças de condições e taxas de juros são muito grandes entre os bancos. Falta informação e cultura [hábito] dos consumidores de pesquisarem”.

  Edição: Aécio Amado

 

2010

 
imagem de Roberto São Paulo-SP 2012
Roberto São Paulo-SP 2012

Governo anuncia medidas para reduzir spread e aumentar a concorrência bancaria

Ministério da Fazenda, 05/09/2006

A evolução do crédito é fundamental para impulsionar o desenvolvimento econômico do País. Porém, este crédito deve ser concedido a taxas de juros civilizadas para os consumidores e para os investidores brasileiros.

Neste sentido, o governo federal adotou diversas medidas, como o crédito consignado em folha, a conta-investimento, instrumentos de securitização de créditos, em especial para financiar o setor imobiliário e o agronegócio. 

O crédito consignado, implantado em 2003, é um exemplo do resultado dessas medidas. Sua adoção ampliou de forma significativa o volume de crédito concedido à pessoa física, a um custo bem inferior às tradicionais linhas de crédito. Ao final do primeiro semestre de 2006, o volume de crédito consignado totalizou R$ 41 bilhões, passando de 5,5% do Produto Interno Bruto (PIB) ao final de 2002 para 10,53% do PIB ao final do primeiro semestre de 2006.

Ao mesmo tempo, a taxa de juros básica da economia, a Selic, foi reduzida sistematicamente pelo governo federal, atingindo o menor patamar em termos nominais desde sua criação.

Hoje o governo federal anuncia novas medidas destinadas a ampliar ainda mais o mercado de crédito, reduzir o spread bancário e aumentar a concorrência entre as instituições financeiras.

1) - Portabilidade e obrigatoriedade da conta-salário

A primeira medida a ser destacada é o fortalecimento da conta-salário como instrumento de escolha efetiva, por parte do consumidor, da instituição bancária com a qual pretende trabalhar. Pelas regras atuais, a oferta da conta-salário é prerrogativa da instituição financeira. A partir de agora, será obrigatória, sempre que a instituição financeira prestar serviço de pagamento de folha salarial.

Com essa medida, o trabalhador terá à sua disposição uma conta-salário na instituição que sua empresa deposita o seu salário, podendo resgatar ou mesmo transferir seus recursos para qualquer instituição financeira de sua escolha, sem incidência de qualquer ônus. Ganha o trabalhador, que passa a poder escolher aquela instituição que lhe presta o melhor serviço, tarifas reduzidas ou mesmo melhores condições de crédito. 

As instituições financeiras terão até 31 de dezembro de 2006 para se adaptar à nova sistemática.

O Conselho Monetário Nacional (CMN) regulamentará esta medida, no caso dos convênios e contratos firmados pelas instituições financeiras, até a data  de hoje, para a prestação de serviços de pagamentos de salários e aposentadorias.

2) - Portabilidade do Crédito

A segunda medida está relacionada à portabilidade do crédito. Entende-se por portabilidade do crédito a transferência, por solicitação do próprio mutuário, da operação de crédito que detém junto a uma instituição financeira para outra, provavelmente em condições melhores, seja em termos de juros, volume ou mesmo de prazo. 

Embora permitida, a portabilidade do crédito no Brasil ainda está muito aquém do seu potencial, por vários motivos, inclusive a falta de conhecimento dos clientes bancários quanto à sua possibilidade, mas principalmente pela burocracia e custos envolvidos na operação.

As medidas que ora estão sendo implementadas visam: (a) eliminar entraves burocráticos, (b) reduzir custos operacionais e (c) minimizar a assimetria de informações. 

Para isso, o Conselho Monetário Nacional (CMN) regulamentou a operacionalização para que a instituição financeira para a qual o crédito está migrando, por ordem do mutuário, quite-o diretamente junto à instituição financeira de origem do crédito, eliminando assim a necessidade de participação direta do cliente para concretização da operação. Com isso, reduzem-se etapas burocráticas, que inibiam a concretização desse tipo de operação. 

Além disso, a tarifa referente ao pré-pagamento da operação de crédito deverá ser nominalmente explicitada no contrato no momento da realização da operação de crédito, não mais se permitindo a vinculação desta à tabela de taxas das instituições financeiras, que hoje pode ser modificada a cada trinta dias. A taxa de pré-pagamento, ainda, deverá guardar relação direta e linear com o prazo da operação e com o seu saldo devedor, reduzindo-se conforme o avançar da própria operação. 

Tais medidas conferem maior transparência aos custos implícitos e potenciais da operação de crédito, permitindo que o mutuário tenha clareza dos custos que incorrerá no futuro se optar por antecipar o pagamento de sua operação de crédito, com ou sem a finalidade de portá-la para outra instituição financeira. A proporcionalidade da tarifa de pré-pagamento ao saldo devedor, por sua vez, reduzirá o custo da portabilidade do crédito, que hoje é um fator inibidor, dado que essa tarifa, muitas vezes, é próxima ou mesmo superior a uma prestação, principalmente quando já se tem um longo prazo decorrido da operação de crédito.

É importante destacar que não haverá qualquer ônus nas operações de portabilidade do crédito no que diz respeito a CPMF e IOF. 

3)- Portabilidade Cadastral

Foram também promovidos aperfeiçoamentos na Resolução CMN nº 2.835/2001, que trata da portabilidade cadastral de clientes de instituições financeiras. A partir de agora, as instituições financeiras, quando autorizadas, deverão fornecer diretamente a terceiros informações referentes ao cadastro / histórico de relacionamento do respectivo cliente. 

Com essa medida, instituições concorrentes, quando autorizadas, passarão a ter acesso de forma mais fácil ao cadastro do cliente, tendo com isso informações concisas e fidedignas para fins de avaliação de risco, o que provavelmente se traduzirá em vantagens em termos de tarifas bancárias ou mesmo melhores condições de crédito.

4)- Cadastro Positivo

O Governo irá encaminhar nos próximos dias ao Congresso Nacional uma Medida Provisória regulamentando a atividade dos bancos de dados de proteção ao crédito e de relações comerciais, o “Cadastro Positivo”. Trata-se de uma medida de extrema importância para o desenvolvimento do mercado de crédito, bem como para o aperfeiçoamento das relações comerciais. 

Em linhas gerais, essa Medida Provisória tem três objetivos principais. O primeiro é estabelecer um marco na regulamentação para a atividade de bancos de dados de proteção ao crédito e de relações comerciais no Brasil, conferindo assim segurança jurídica para o desenvolvimento dessa atividade, mas, sobretudo, instituindo regras claras, consistentes e equilibradas, referentes ao relacionamento das empresas que prestam esse serviço com os respectivos consumidores. 

O segundo objetivo é permitir que as empresas que prestam o serviço de bancos de dados de proteção ao crédito possam coletar informações “positivas” dos respectivos consumidores. Pelas regras atuais, as empresas que prestam esse serviço só podem coletar informações de inadimplência, criando-se dessa forma os famosos “cadastros negros” que não refletem, na grande maioria das vezes, o verdadeiro perfil do consumidor. Com a possibilidade da coleta de informação positiva, ter-se-á um histórico completo do consumidor, impedindo, dessa forma, que inadimplências pontuais manchem a sua reputação de bom pagador.

O terceiro objetivo é permitir que as empresas que prestam o serviço de banco de dados procedam à análise das informações coletadas, facilitando com isso a própria operacionalização dessa atividade junto ao comércio. Pela regra atual, a informação a ser prestada tem que ser objetiva, ou seja: sim ou não; é ou não inadimplente. Esse caráter “binário” é extremamente prejudicial ao consumidor, pois, muitas vezes, ele tem um excelente histórico de bom pagador, mas por uma inadimplência pontual, passa a ser a ser considerado inadimplente. Assim sendo, a permissão da coleta da informação positiva, combinada com a possibilidade de realização de análise, permitirá ao banco de dados prestar uma informação mais qualificada ao comércio, minimizando as chances deste deixar de realizar uma operação com um consumidor que tem um histórico de crédito positivo.

5)- Central de Risco do Banco Central

Será ampliada a abrangência da Central de Risco do Banco Central. Atualmente, a Central de Risco registra apenas as operações de crédito superiores a R$ 5.000,00. A partir de março de 2007, esse referencial será reduzido para R$ 3.000,00, e, ao final de 2007, para R$ 1.000,00. 

Com essa medida, as instituições financeiras terão acesso a um número maior de informações qualificadas, reduzindo os custos de avaliação de risco, e minimizando os efeitos prejudiciais da assimetria de informação. Os principais favorecidos serão os clientes bancários de renda mais baixa que, naturalmente, tendem a obter créditos em volumes menores, os quais até então não eram registrados na Central de Risco, o que dificultava e encarecia as operações das instituições financeiras com esses clientes. Agora, esses clientes tenderão a obter créditos em volumes maiores e com custos menores.

A ampliação da abrangência da Central do Risco do Banco Central terá um custo estimado de R$ 50 milhões e deverá estar implementada, conforme mencionado anteriormente, até o final de 2007.

6)-Fundo Garantidor de Crédito

O CMN reduziu pela metade (de 0,025% para 0,0125%) a alíquota de contribuição, bem como ampliou o valor de cobertura de R$ 20 mil para R$60 mil. Essas medidas foram possíveis em função da atual solidez do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) que, mesmo diante desses novos parâmetros, detém recursos mais do que suficientes para fazer frente a qualquer demanda dentro do seu escopo de atuação.

A redução da alíquota terá um impacto no spread bancário, tendo em vista que a contribuição ao FGC se trata de um custo da instituição financeira, que é transferido ao tomador final do crédito. Com isso, a expectativa é que haja uma redução do custo do crédito para o mutuário final.

Já a ampliação do valor de cobertura, é uma medida que visa fomentar a concorrência bancária, uma vez que confere maior segurança ao cliente bancário em relação aos seus depósitos e/ou aplicações que contam com essa cobertura.  

Veja também:

Arquivo de aúdio. Áudio da entrevista coletiva sobre medidas para reduzir spread e aumentar a concorrência bancaria (áudio sem edição)

 

2010

 
imagem de André LB
André LB

  Nassif, você entende do riscado muito mais que a grande maioria de nós. O que o governo poderia fazer IMEDIATAMENTE ou mesmo a curto e médio prazos para reduzir esse spread pornográfico?


  (Aliança, nem vem. O sistema que temos hoje já mostra muito bem o resultado do seu "laissez faire".)

 
 
imagem de Eduardo Ramos
Eduardo Ramos

Nassif?

 
 
imagem de aliancaliberal
aliancaliberal

Não tem nada que o governo possa fazer para reduzir o spread  dos bancos, não existe concorrência no sistema bancário, o governo não permite.

Aqui se vc emprestar a juros menores que os bancos vc vai preso, se vc trocar dólares vc vai preso, se vc fazer qualquer coisa contra o lucro do sistema financeiro vc vai preso (eles não).

E isso que vc diz que estamos no capitalismo laisse faire.

 

"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.

 

Postar novo Comentário

O conteúdo deste campo é privado não será exibido ao público.
CAPTCHA
Esta questão é para testar se você é um visitante humano e impedir submissões automatizadas por spam.
CAPTCHA de imagem
Digite os caracteres exibidos na imagem acima.

Faça seu login e aproveite as funções multímidia!