Falta uma cantora maliciosa

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Na estrada agora, ouvindo "Uva de Caminhão", de Assis Valente, com Carmen Miranda.

A música é uma malícia só e Carmen Miranda aquela graça de sensualidade.

E me dou conta de que, nesse universo extremamente diversificado das novas cantoras, nenhuma assumiu ainda o estilo malicioso fino. Décadas atrás, Maria Alcina criou o malicioso escrachado. Bahia veio com uma leva de malícia grosseira, de boquinhas de garrafa e companhia. E também com a sensualidade mais elaborada de uma Ivete Sangalo. Mas não a malícia malandra das cantoras de Teatro de Revista e, especialmente, de Carmen Miranda.

Nem sei se os tempos atuais comportam, mas a sensualidade maliciosa e sutil de uma Carmen Miranda, creio eu, arrebentaria a boca do balão.

Nao consigo entrar no Youtube daqui, mas que podíamos montar uma seleção de interpretações clássicas maliciosas da música brasileira.

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26 comentários
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SáeBenevides

Falta mesmo! 

A sensualidade elaborada, concordo, da Sangalo limita-se às belas pernas da bahiana. Não passa pelo cantar, que está a léguas de dsitância da Carmem Miranda ou mesmo da Araci Côrtes. 

 
 
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Gustavo Belic Cherubine

A Karina é uma força da natureza...baiana/pernambucana/paulistana/brasileira!

http://www.youtube.com/watch?v=9okH8jlGZNM

karina buhr guitarristas de copacabana ao vivo altas horas 14 01 2012 mircmirc

http://letras.terra.com.br/karina-buhr/1975465/

Guitarristas de Copacabana
Karina Buhr

A gente pode se divertir
Falar mal dos vigaristas desse país
E de outros países também
Não vamo deixar faltar pra ninguém

Na entrada libera o proscênio
Acende lâmpadas de tungstênio
Destempera
Libera o oxigênio
Não vamo deixar faltar ar pra ninguém
Também da janela de Copacabana
Me assusto com a visão de mundo

Mas vejo longe do poço o fundo
Minhas pernas optam por minha cama
O estrado é forte e reserva
Pra quaresmas fartas e soberbas
Um caririnho frutífero
Que austero porém, meu peito preserva
E os números quase acerta
E a sorte quase leva

Por falta de consciência tranqüila
Passou o dia cozinhando arroz na panela
Que pressão!
E agora estragou os versos
E ainda explodiu o fogão

 
 
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Luiz Gonzaga da Silva

Ficha Youtube:

"O mítico show "Gal Tropical" estreou no dia 1 de janeiro de 1979 no Teatro dos Quatro, no Rio de Janeiro.. No período que esteve em cartaz deu origem a dois álbuns: "Gal Tropical" (1979) e "Aquarela do Brasil" (1980). Sucesso absoluto, o espetáculo ultrapassou as fronteiras, indo parar nos míticos palcos de Montreux. Samba Rasgado (Wilson Falcão - Portello Juno) abria o espetáculo. Gal Costa vinha surpreendente, sedutora, com a sua brasilidade na alma, tropical no ritmo, universal no canto e na voz.. Belas imagens, grande voz.. Gal Costa, a musa da nossa MPB!"

http://www.youtube.com/watch?v=O5p0O46HKAA

 
 
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Celso Carvalho

Que tal essa: http://youtu.be/38pNyIhCiOM

 
 
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Vânia

Na minha opinião, a que mais se aproxima da tal malícia da Carmem, atualmente, é a Silvia Machete.

 
 
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Luiz Gonzaga da Silva

Ficha Youtube:

"Eliana Macedo no filme "Aviso aos Navegantes" de Watson Macedo (1950), cantando "Bate o bombo, Sinfrônio" de Humerto Teixeira "

http://www.youtube.com/watch?v=IszuK7WqUxQ  

 

 
 
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odair de souza

Pardon!
...mas se for raspadim!...

 
 
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motoboy

até seria um resgate. a carência de mulheres apimentadas é total e o excesso de pimentas goela abaixo tá vazando pelo ladrão. bão mesmo é acarajé com pimenta! só pimenta, pimenta, pimenta, pimenta  chega uma hóra que mia como já miou.

 
 
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Jair Fonseca

Carmen Miranda realmente era a grande porta-voz e encarnação da malícia de duplo sentido. "Eu dei", de Ary Barroso.

 
 
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motoboy

até gostaria de saber aonde exatamente reside a malandragem sensual néssa magnifícica dobradinha Ary Barrosso / Carmen. na minha opinião é naquêle trecho da música que fala "eu dei, eu dei...." num vô falá e dasafio alguem falá aí meu! vai arriscá?" vamo vamo qui vamo!

 
 
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Andre Borges Lopes

"Xote das Meninas" de Zé Dantas e Gonzagão, um clássico absoluto do gênero, com inúmeras regravações feitas por cantoras e cantores.

No primeiro vídeo com a belíssima neta de Zé Dantas, Marina Elali. No segundo, uma gravação tradicional e maliciosa de Ivon Cury, que fez sucesso nos anos 1960. Depois, Marisa Monte em uma releitura contemporânea do final dos anos 80. Para encerrar, a versão de Gilberto Gil.

 

André Borges Lopes www.bytestypes.com.br

 
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Luiz Gonzaga da Silva

Ficha Youtube:

"Cena do filme inglês "The End of The River" (Fim do Rio), de 1947, protagonizado por Bibi Ferreira e pelo popular ator indiano Sabu.

O filme, todo falado inglês, contava a dramática história de um índio sulamericano, egresso da Amazônia, que tenta se adaptar ao mundo do 'homem branco'."

"Trepa no Coqueiro" com Bibi

http://www.youtube.com/watch?v=DN3PP0UpMvE&feature=related

 

  

 

  •  30 pessoa(s) gosta(m), 1 pessoa(s) não gosta(m)
 
 
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alexis

Antigamente "maliciosa" era muito diferente. Sutileza, sensualidade (dentro dos padrões aceitos na época), e muita inteligência nas composições para cumprir com estes requisitos e, ainda, bons ouvintes para escutar e entender o recado.

Hoje, temos mulheres melancias, morangos, pêras, etc. A Gretchen era até recatada para os padrões de hoje. O povo de hoje está explícito demais, perdendo a malicia e caindo na vulgaridade mesmo.

A saudade do colega acima é de sensualidade inteligente, cultura e de civilidade, no caso, expressa através da música. Colega.....todos temos saudades disso! e ainda,.... com a Luiza no Canadá, fica mais dificil.

 
 
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Jair Fonseca

Linda Batista canta "Nas ruas do Japão", marchinha de Haroldo Lobo e Cristóvão de Alencar, 1943: "Na terra do Micado, tudo, tudo, tudo,tudo é atravessado".

 
 
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Jair Fonseca

Marchinhas maliciosas cantadas por Emilinha Borba.

 
 
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Jair Fonseca

Virginia Lane e célebre marchinha safada, de Luiz Antônio, Oldemar Magalhães e Zé Mário.

 
 
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mcn

Cantar o "malicioso grosso" é fácil: Michel Teló, Genival Lacerda etc. Fazer o "malicioso fino", conforme a expressão do Nassif, é que são elas. Para mim, nesse quesito, Lamartine Babo é campeão:

---

Aí, hein!

Aí, hein!
Pensas que eu não sei
Toma cuidado
Pois um dia eu fiz o mesmo
E me estrepei

Aí, hein!
Pensas que eu não sei
Sou camarada
Faz de conta que eu não sei

Menina
Que chega em casa
Às quatro
Da madrugada
E quanto mais a escada vai subindo
Na boca dos vizinhos vai caindo

Aí, hein!
Pensas que eu não sei
Toma cuidado
Pois um dia eu fiz o mesmo
E me estrepei

Aí, hein!
Pensas que eu não sei
Sou camarada
Faz de conta que eu não sei

Velhota
Dos seus sessenta
Toda inocente
Brincando com as crianças
Lá na areia
Vai pondo areia
Nos olhos da gente

 

 
 
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Gilberto Cruvinel

Marilu

Marilu tinha brejeirice e malícia muito semelhantes ao jeito de Carmen cantar.

Embora bastante reconhecida no começo da década de 1940, foi esquecida depois, até pelo fato de morar fora do Brasil. Nascida no bairro carioca de Vila Izabel, lá conheceu o compositor Noel Rosa. Estreou como cantora em 1937, na Rádio Educadora em um programa de música portuguesa apresentado por Manoel Monteiro. 

Os sambas O Meu Mulato e o meu Canário, Dança Apimentada, Maria Perigosa, Índia Paraguaçu, Por que é tem letras que são um primor do duplo sentido.

 A marcha "Galinha verde" satirizava os integralistas, versão brasileira dos nazistas, de José Gonçalves e André Gargalhada.

1940 - Marilu - Meu mulato e meu canário
1941 - Marilu - Dança apimentada
1941 - Marilu - Mulato bonito
1943 - Marilu - Galinha verde
1943 - Marilu - Índia Paraguaçú

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Gilberto Cruvinel

1941 - Por favor não vá
1941 - Samba da Vila
1942 - Maria perigosa
1942 - Primavera  

1943 - Porque é

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Jair Fonseca

Atualmente, quem faz canções maliciosas e de duplo sentido sexual, do ponto de vista feminino, são compositoras do funk, como Deise Tigrona. Segue "Injeção". 

 
 
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Jair Fonseca

Marinês canta a deliciosa "Peba na pimenta", de João do Vale.

 
 
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Jair Fonseca

Marinês e outro clássico da safadeza: "Eu sou pequenininha/Mas gosto de tudo grande/Só gosto de tudo grande/Só gosto de tudo grande..."

 
 
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lucianohortencio

Wanderlea - Uva de Caminhão

 

 

lucianohortencio

 
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Cafezá

Nesse filão que você mencionou, não existe hoje boas músicas. Existe apenas o ruidinho da prata caindo nos cofrinhos.

 
 
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Luizarmando

http://youtu.be/P81zBWSIOAA

 
 
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Jair Fonseca

Por falar em canções maliciosas e de duplo sentido, "Na coxinha da madrasta" venceu o concurso de marchinhas da Banda Mole, gigantesco e principal bloco de carnaval de BH...

http://www.hojeemdia.com.br/na-coxinha-da-madrasta-vence-concurso-da-banda-mole-1.402543

 
 

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