Exército arquiva acusação de deserção contra sargento gay

Por wilson yoshio.blogspot

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Exército arquiva acusação de deserção contra sargento gayLaci de Araujo foi preso em 2008 depois de assumir homossexualidade em programa de televisão30 de dezembro de 2011 | 21h 08

 O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA - O sargento Laci de Araujo, que foi preso em 2008 depois de assumir uma relação homoafetiva numa entrevista para uma emissora de TV, conseguiu alterar o rumo do processo em que era acusado de deserção.

Laci na época em que foi preso - André Dusek/AE

André Dusek/AELaci na época em que foi preso

Depois de duas derrotas consecutivas na Justiça sofridas pelo sargento, laudo da Junta Pericial Recursal, vinculada à 11.ª Região Militar no Distrito Federal, identificou "incapacidade definitiva para o serviço militar." O Exército informou, por meio de sua comunicação social, que vai seguir a orientação, arquivar o processo e agilizar a análise do processo para reforma do sargento.

"É uma vitória importante, mas há ainda muito a ser discutido", afirmou o companheiro de Araujo, Fernando Figueiredo, que também é sargento e está licenciado. De acordo com ele, Araujo não pediu para que o processo de reforma fosse iniciado. "Eles fizeram espontaneamente. Mas não queremos assim. A batalha agora é mostrar que a doença está ligada ao exercício profissional."

O Exército acusava Araújo de deserção, por causa das sucessivas faltas ao serviço. O sargento argumentava problemas de saúde, algo que até agora não havia sido oficialmente reconhecido.

"Por um tempo, ele conseguiu licenças médicas. Mas, em 2008, recebeu uma alta compulsória - o primeiro sinal da perseguição que começamos a sofrer. Foi quando começaram as punições pelas faltas ao trabalho", contou Figueiredo.

Araújo responde em liberdade a outro processo em que é acusado de caluniar as Forças Armadas. Depois de sair da prisão, ele afirmou ter sido torturado.

Além de ingressar com ações na Justiça comum, Araújo apresentou em maio denúncia à Comissão Interamericana de Direitos Humanos pelo que considera abuso do Tribunal Militar.

Na reserva ativa, Figueiredo agora está à frente de movimento de direitos humanos, sobretudo de casais homoafetivos que sofrem discriminação.

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3 comentários
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Vânia

Muito oportuna essa notícia agora...

FEliz ano novo para você, Nassif. 

 
 
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Isso é fácil

["incapacidade definitiva para o serviço militar." ] Desde do tempo da ditadura que as universidades públicas têm serviço de (re)exame psiquiátrico comandado por gente da turma de cima. Todo inconveniente que quiser se aposentar, muitas vezes até mesmo sem issso, faz acordo e esse expede lauda dizendo isso e aposenta o sujeito.

 
 
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Oswaldo

Exército e homofobia: um ainda tem muito a ver com a outra. Infelizmente.

 
 

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